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sexta-feira, 3 de abril de 2020

CORONAVIRUS - Deixa em paz o meu irmão! O ritmo Eterno da Natureza roda e chama por todos


Jorge Trabulo Marques - Jornalista


Volta irmão! O ritmo Eterno da Natureza roda e chama por ti!
O Sol que tem andado toldado e escondido há-de voltar
brilhante caloroso para que possas com a tua enxada
cavar a vinha ou lavrá-la e desmamoar-lhe as ramadas!
E depois do Estio,colheres o fruto do tua labuta e teu suor
Viemos à Terra para vivermos e amaramos à Luz Celeste!
JTM



E as tuas mãos

Vem, amigo, até ao campo! Pouco luminoso está o dia
Hoje e o céu fecha se sobre nós.
Nem os montes nem as árvores da floresta
Se abrem como gostaríamos e o ar repousa, vazio de cânticos.
O dia está sombrio, dormitam as travessas e as vielas e quase
Me parece atravessarmos um tempo de chumbo.
Mas o desejo mantém nos firmes na crença, sem nos deixar
Cair em uma hora de dúvida e assim o dia é segundo o nosso agrado,
Pois não são poucos os dons que nos alegram, recebidos do Céu,
Que os nega mas acaba por concedê los aos filhos.
Só que os benefícios merecem estas palavras, passos e esforços
E a fruição merece os também.
Por isso chego a esperar que quando começarmos a fazer
O que desejamos e da nossa língua se soltar
A palavra certeira e o nosso coração se abrir,
E nos brotarem da mente ébria pensamentos mais elevados
Então começará, com a nossa, a floração do Céu,
E o que ilumina se abrirá ao nosso aberto olhar.

Quando o ar respira com mais suavidade,
E a manhã nos envia a nós,
Os desmesuradamente pacientes, flechas de amor,
E leves nuvens florescem
Por cima dos nossos tímidos olhos,
Então diremos, como é que vós,
Ó Cárites, vos aproximais dos bárbaros?
As servas do Céu
São, porém, maravilhosas,
Como tudo o que nasceu de Deus.
Aquele que tentar apoderar se de alguma
Com astúcia, passará a viver num sonho, e será castigado o que
Com violência a Ele se quer assemelhar;
Muitas vezes alguém,
Que nisso mal tinha pensado, é surpreendido.
Friedrich Hölderlin
Johann Christian Friedrich Hölderlin foi um filósofo, poeta lírico e romancista alemão. Conseguiu sintetizar na sua obra poética o espírito da Grécia antiga, os pontos de vista românticos sobre a natureza e uma forma não-ortodoxa de cristianismo, alinhando-se hoje entre os maiores poetas germânicos. Wikipédia Nascimento: 20 de março de 1770, Lauffen, Alemanha Falecimento: 7 de junho de 1843, Tubinga, Alemanha https://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_H%C3%B6lderlin



Corona-virus - Quem vive ou quem morre? – António Gentil Martins, defende o direito à vida: A outra face cruel da eutanásia nalguns dos países que aprovaram ou há muito o fazem - “As pessoas dizem que a liberdade é mais importante que a vida e eu penso que, quando a vida termina, acabou a liberdade! Acabou tudo! – Palavras ajustadas à atualidade, que hoje recordamos de uma breve entrevista que nos concedeu há 4 anos, na Feira do Livro de Lisboa, num debate sobre a Eutanásia.

Jorge Trabulo Marques – jornalista - Gentil Martins defende o direito à vida. -  A sua voz enquadra-se nos dias que correm onde há países  que já vêm os idosos como trapos


A defesa da vida, continua na ordem do dia, em face da pandemia do corona-virus, todavia, os critérios não são iguais em todo o mundo , até porque, aposta na assistência hospital, coletiva,  também, nesses países,  tem sido negligenciada em favor  dos endinheirados: na vizinha Espanha, há relatos e imagens de  idosos abandonados e. encontrados mortos em asilos ou mesmo na rua. A mesma crueldade, estende-se aos animais de estimação, que, antes do caos se estender por falta de cuidados sanitário, ofereciam aos seus donos o tão apreciado carinho,  estão sendo muitas vezes atirados para fora das casas, quando não sacrificados, como estão denunciando os veterinários. É um holocausto filho de um pânico irracional. https://brasil.elpais.com/opiniao/2020-03-17/a-face-mais-cruel-do-coronavirus-e-abandonar-sem-nenhuma-razao-cientifica-os-animais-de-estimacao.html


Eutanásia. "Porquê uma morte digna e não uma vida digna?” – Advogam os defensores da vida
“Humanizar Portugal”, este  o lema de um manifesto lançado, na fase da polémica gerada pelo movimento da sociedade civil STOP Eutanásia, advogando que mais cuidados paliativos, mais serviços de saúde e humanização dos cuidados clínicos.
Como é do conhecimento público, o Parlamento Português aprovou, no passado dia 20,  a despenalização da eutanásia, em Portugal.

O Prof. Doutor, António Gentil da Silva Martins,   conceituado cirurgião plástico e cirurgião pediatra português, celebrizado pelas várias operações de separação de gémeos siameses que liderou, tem sido uma das vozes a contestar os  argumentos dos defensores da  eutanásia, afirmando que o medo da dor e do sofrimento não justifica o fim da vida, porque a medicina evoluiu e é possível aos doentes viverem sem dor e com dignidade. Tendo considerado que o referendo, apesar de ter uma “boa intenção e ser correto”, é “erro” e precipitado, “tal como os projetos de lei dos partidos”, porque “as pessoas não estão suficientemente esclarecidas”. https://rr.sapo.pt/2020/02/12/pais/stop-eutanasia-porque-uma-morte-digna-e-nao-uma-vida-digna/noticia/181705/E/


ANTONIO GENTIL APONTA O EXTREMISMO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, QUE NÃO ACEITAM AS TRANSFUSÕES DE SANGUE  E  DIZ :”Quando a vida termina, acabou-se a liberdade.

Registamos as suas declarações, há 4 anos, no final de um debate, que decorreu na Feira do livro em Lisboa, que aqui reproduzimos, visto nos parecem adequadas aos dias de  angústia e de instabilidade por que passa a humanidade, em que os cuidados de saúde não são iguais nem abrangem todos as pessoas infetadas, cujas entidades públicas, geridas pelo liberalismo selvagem, por não terem criado estruturas sanitárias suficientes, não se importando, também agora, que milhares de doentes não sejam tratados e  nem sequer providenciando à eficiente recolha dos cadáveres – havendo já países onde os mais idosos, são  cruelmente abandonados.



Diz o conceituado médico, que “as pessoas dizem que a liberdade é mais importante que a vida e u penso que, quando a vida termina, acabou a liberdade! Acabou tudo!
A única coisa que é verdadeiramente inviolável é a vida huma! E, a liberdade tem condicionantes, como todos nós sabemos!

Nós não somos 100% livres!... Nós estamos limitados em muita coisa!.. E, portanto, a primeira coisa é informação: perceber exactamente o que estão a falar!... Ninguém quer sofrer, como é evidente!... Mas hoje  há formas de que a pessoa sofra fisicamente !... E, mesmo moralmente também há possibilidade de fazer iso!... Nós temos é que lutar pelo que consideramos a dignidade da pessoa
Reportando-se  às Testemunhas de Jeová,  que não permitem fazer sangue, confessou-nos as discussões que tem tido com eles, que não permitem fazer sangue: como sabe, a lei portuguesa permite o socorro aos tribunais! E que se tire o poder paternal aos pais, se não deixarem tratar os filhos!

E eu, nessa altura, muito o problema, muito simples: Meus Caros Senhores! Eu sou católico e acredito na defesa da vida!... Os senhores acreditam que não devem fazer transfusões! Portanto, a vossa religião proibi-os de fazer sangue! Mas, olhem, a mim, obriga-me a fazer sangue se for a única forma de salvar o doente!.. Portanto, é a minha religião contra a sua!... Agora, tenha paciência temos ficar em acordo!

Eu vou procurar respeitar a sua religião! O Senhor tem que respeitar a minha!... E, geralmente, chega-se à conclusão que a coisa se faz  como é preciso ser feito!
Quanto aos defensores da morte assistida  (eutanásia) respondeu-nos que é simplesmente suicídio! Ou assassinato!... A única coisa importante que se tem é a intenção!... Se a intenção que eu tenho é fazer bem ao doente, não há eutanásia!.. É o que muda de  principio!... E, muitas vezes, é quase impossível dizer o que é!... Só próprio é que sabe!  A defesa da vida para mim é indiscutível!


quinta-feira, 2 de abril de 2020

Sporting, com Bruno Fernandes, há cinco anos no aeroporto da Portela – Muitos sorridentes e ainda mais jovem – Fotos exclusivas - O craque, agora do Manchester, esteve em Alvalade assistir ao jogo da 1ªmão com o Başakşehir FK e não foi notado pela imprensa- Até porque o seu visual parecia, já um pouco mudado – Mas vimo-lo depois ali bem perto.


Jorge Trabulo Marques - Jornalista  - E foto-jornalista




No final do jogo, com a equipa turca, onde estivemos em reportagem, desloquei-me  a um centro comercial no Bairro da Quinta das Contas, relativamente próximo de Alvalade. Tendo necessidade de me dirigir a uma Caixa do Multibanco, naquele espaço comercial, para uma breve operação, porém, ao retirar me, verifiquei, para minha surpresa, que atrás de mim estava o Bruno Fernandes, esperando a sua vez



Quase não crendo acreditar que fosse ele, perguntei-lhe: “Desculpe, você não é o jogador do Sporting?..- Respondeu-me: 

“Sim, sou o Bruno Fernandes! Vim de Londres para apoiar  Sporting. Ao meu lado, estava o pintor Carlos Henriques, que também presenciou o episódio.

-“Muito bem! Bonito gesto| - Ao mesmo tempo que lhe dou uma leve palmadinha no ombro – Mas parece não ter gostado, e respondeu: “Tire-me daí a mão” – Talvez porque, naquela altura, em Londres, já por lá se espalhavam rumores da pandemia do corona-virus e receasse e eventual contagio.

As imagens, que aqui apresento, neste vídeo, foram por mim registadas há coisa de cinco anos na gare do Aeroporto de Lisboa. Não havia ali mais repórteres fotográficos, eu estava ali por mero acaso, quando me apercebo da entrada de uma série de jogadores, acompanhados  da sua equipa técnica: uns com as malas pela mão, outros com sacos a tiracolo.Tendo comigo a máquina fotográfica, imediatamente comecei a fazer uma quantas fotografias, a que eles todos acederam e com expressões simpáticas e gestos sorridentes , Não  sei precisar o mês e o dia, mas do que me corre foi da surpresa que tive, quando me deparei com uma verdadeira embaixada leonina, cujo destino, também já não me lembro qual era.  Fica, porém, o desfile das fotos, e com muito gosto,  para a posteridade.


LÁ VAI LISBOA! COM O SEU ARQUINHO E BALÃO " Haja ânimo! Os alfacinhas esperam pelas marchas da noite de Santo António.


A CAPITAL DA ANTIGA MOIRANA  DO ARQUINHO E BALÃO ABALADA DO CORAÇÃO!  - Sem o alfacinha poder espraiar o olhar  nos parques,  avenidas ou  junto ao azul do Tejo  Haja ânimo! Para já, aproveite o isolamento e o silêncio para pensar nas boas recordações 
Jorge Trabulo Marques- Jornalista
 







CORAÇÕES AO ALTO!  Vamos lá a botar sorrisos! E a cantar ou a soletrar! A letra e a Voz de Amália

"Vai de corações ao alto nasce a lua
E a marcha segue contente
As pedrinhas de basalto cá da rua
Nem sentem passar a gente
Nos bairros desta lisboa
Tudo sabe a alegria e faz-se alegre a saudade
Ao toque da alvorada ao toque da avé maria

Lá vai Lisboa com a saia cor de mar
Cada bairro é um noivo que com ela vai casar!
Lá vai Lisboa com seu arquinho e balão,
Com cantiguinhas na boca e amor no coração!

Bairro novo, bairro velho, gente boa
Em casa não há quem fique!
Vai na marcha todo o povo de Lisboa,
Da Graça a Campo d'Ourique!
Olha o castelo velhinho, que é coroa
Desta Lisboa sem par!
Abram, rapazes, caminho,
Que passa a velha Lisboa!
Que vai a Alfama passar!


Amália Rodrigues.
 




LÁ VAI LISBOA DE ARQUINHO E BALÃO E AMOR NO CORAÇÃO! - A voz da Amália já não está fisicamente entre nós mas que nos vê de espírito no Bairro Mais Ato do Azul do Céu e da Cor do Mar a Puxar pela sua amada terra natal, que as cordas da guitarra continuam a fazer vibrar.. 23 de Julho de 1920, Lisboa - 6 de Outubro de 1999, Lisboa








Maria Celestina Fernandes - Poeta e escritora . A voz feminina e amorosa da poesia e da narrativa infantil da angolana


Jorge Trabulo Marques - Jornalista


Maria Celestina Fernandes, autora de mais de uma dezena de obras,  uma referência na poesia, na literatura infantil e juvenil angolano, tal como é sublinhado, “das poucas que dividem o tempo com os menores, dando-lhes manancial de informações, através de livros nos quais aborda variados temas, com realce para os aspectos sócio-culturais e ambientais do país: tradições, mitos, usos e costumes, fauna, flora, belezas naturais, entre outros.
Entre os seus muitos poemas, tomámos a liberdade de aqui lhe transcrevermos estes seus belos versos, com imagens  que lhe fizemos, há 4 anos na feira do Livro de Lisboa
Amar é dar-se
Ainda que silenciosamente
Ama-se:
Quem se quer,
Quando se quer,
Onde se quer.

Amar é sentimento livre de dois gumes,
Ora magoa,
Se incompreendido e rejeitado;
Ora reconforta,
Se retribuído e partilhado.

Amar é como alimentar da chama
Que exige constância
Para mantê-la acesa,
Senão ela se extingue
Deixando atrás de si a fria cinza
"
Poema Amar In poemas


AS CRIANÇAS SÃO TAMBÉM O FERMENTO  PARA A MAGIA DOS SEUS LIVROS E DA SUA POESIA – É o que pode depreender-se das suas palavras na entrevista que concedeu à agência angolana AGNOP /



Angop: Publicou, recentemente, “Os Padrinhos da Nazarena”, uma obra marcada por temas como a guerra, a exploração, a infidelidade, a infertilidade, a discriminação, a adopção, o preconceito e o racismo. Quem tem acompanhado o seu trabalho vai encontrar aqui uma grande viragem?
Maria Celestina Fernandes (MCF) – O livro “Os Padrinhos da Nazarena” é o meu terceiro romance. Já tenho no mercado “Os Panos Brancos e Amuxiluanda”. Porém, o meu compromisso com as crianças é eterno. Enquanto tiver forças e imaginação, vou continuar a escrever para as novas gerações. É um trabalho ao qual me dedico com amor, paixão (…).
Angop: Quem lê Maria Celestina Fernandes encontra, nas suas obras, uma espécie de toque mágico, um tónico que cativa e incentiva os leitores a continuarem a meditar. Onde vai buscar a inspiração para escrever? 
MCF – A inspiração partiu de crianças, que são os meus próprios filhos. Quando eram pequenos, eu lia para eles e, assim, incentivava-os também a gostar de ler desde muito cedo. Comentávamos depois as leituras, até que um dia me decidi a escrever algo para eles. A experiência foi bonita, e foi muito surpreendente a forma como receberam a invenção da mãe. Não só adoraram, mas também pediram que escrevesse outra estória e, a partir dali, iniciei a minha aventura pelo mundo da literatura, particularmente na vertente infantil. Escrevi o primeiro conto, o segundo e, por eles, se possível fosse, apresentar-lhes-ia um por dia.
Maria Celestina Fernandes, nasceu no Lubango, a 12 de Setembro de 1945. Fez os seus estudos primários e secundários em Luanda, tendo completado o ensino licial no liceu Salvador Correia. É Assistente Social, formada pelo Instituto de Serviço Social Pio XII e licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto. Ingressou em 1975 para o quadro do Banco Nacional de Angola, onde trabalhou por mais de duas décadas, inicialmente com a função de chefe do Departamento Social e depois como Subdirectora da Direcção Jurídica, categoria em que se reformou.

Iniciou a carreira literária no início da década de oitenta, com a publicação de trabalhos no Jornal de Angola e Boletim da Organização da Mulher Angolana-OMA.

Sua maior produção é dirigida à literatura infanto-juvenil.


Era uma vez um rapazinho que um dia desejou possuir o sol. Se alguma vez olharem para o céu, a hora do pôr do sol; se por acaso descobrirem qualquer coisa, lá em cima, que lembre um menino. Pois, não se esqueçam que esse menino pode bem ser um Hossi!...

Extractos do conto "A Bola de Fogo" In: A Árvore do Gingongos, 1993,p.17.

Tem as seguintes obras editadas:

Obras Infanto-Juvenil

A Borboleta Cor de Ouro 1990, UEA;Kalimba 1992, INALD; A Árvore dos Gingongos 1993, Edições Margem; A Rainha Tartaruga, 1997 INALD;A filha do Soba 2001, Editorial Nzila: O Presente 2002, Edições Chá de Caxinde; A Estrela que Sorri 2005, UEA, É Preciso Prevenir 2006, UEA; As Três Aventureiras no Parque e a Joaninha 2006, UEA; União Arco Íris 2006, INALD; Colectânea de Contos 2006, INALD

Sonhando; A Abelha e a Flor do Campo e Kalimba; O Menino Brincalhão; Canção Para os Kandengues, Amigas em Kalandula; A Rainha Tartaruga; O Jardim do Livro