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segunda-feira, 18 de março de 2019

António Lourenço. – Um dos raros exemplos de servir a causa pública – Ex-autarca da freguesia de Chás, que serviu ao longo de mais de 30 anos - Atual Presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de V- Nova de Foz Côa, desde Janeiro de2004 - Um dos mais empenhados e devotos pelas celebrações nos Templos do Sol, com sua esposa, a ex-professora, Maria Amélia Lourenço, desde os primeiros eventos, há 17 anos

Jorge Trabulo Marques - Jornaista

Um casal feliz -António e M. Amélia Lourenço




António Lourenço, ex-autarca da freguesia, o homem que, ao longo de mais de 30 anos, mudaria, no bom sentido da palavra,  completamente  a face da minha  aldeia, desde o ´saneamento, ao abastecimento de água e de eletricidade, entre tantas outras valiosas obras e melhoramentos. 

Atual Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros voluntários de V. N. de Foz Côa, onde têm desempenhado um excelente trabalho de reconhecido louvor e mérito  – Natural do vizinho concelho de Meda, casou nesta minha aldeia, com a prof. Amélia Lourenço - outra das pessoas voluntariosas a lavar as túnicas ou a prestar-nos a sua colaboração no que for preciso. 

CHÃS . ALDEIA QUE, ANTÓNIO LOURENÇO,  ABRAÇOU, COM DEVOÇÃO E O CORAÇÃO, DESDE QUE AQUI CONTRAIU MATRIMÓNIO COM  MARIA AMÉLIA LOURENÇO , NATURAL DESTA FREGUESIA E ONDE HAVERIAM DE NASCER OS SEUS DOIS AMADOS  FILHOS

De seu nome completo, António dos Santos Pimentel Lourenço, nasceu em  Meda, em 15-12-1948,  então uma modesta vila da Beira Alta, onde concluiria o ensino primário e o secundário.  Após o que  ingressa nas Finanças, como funcionário nas  Repartições de Trancoso e Meda, de 1967 a 1972, altura em que envereda pela carreira bancária, de 1972 a 2001 – Eleito Presidente da Junta de Freguesia  de Chãs em Dezembro de 1975, cargo que desempenhou, com devotada entrega e devoção, até 2009, tendo realizado as  mais importantes obras públicas e sociais, até agora, existentes. Eleito Presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de V- Nova de Foz Côa em Janeiro de2004, cargo que ainda mantém.




Quando parti da minha aldeia para S. Tomé, em Novembro de 1963,  António Loureço, com menos 3 anos que eu, ia completr 15: era  ainda  o rapaz, estudante . Lá do alto da margem esquerda da ribeira centeira, prolonga-se desdobra-se a que é agora cidade de Meda, da qual,   olhando a nascente,  se descobre facilmente a minha aldeia, como que estendida sobre um  requebro de uma das encostas do vasto planalto, no qual a grande meseta Ibérica,  vem aqui terminar o  reino do  granito

Sim, poderá dizer-se que, com aquela idade, o António, ainda estivesse longe de imaginar que, dondo o sol se erguia, , também   viria a ser o  ponto de partida para muitos dos seus mais belos sonhos, desafios  e desejos.

COMO O TEMPO SE ESVOAÇA

Naquele distante ano, de 1963, deixava para trás a minha adorada aldeia, apanhava  o comboio em Vila Franca das Naves, com destino a Lisboa e, daqui, embarcaria  no velho Huige para S. Tomé, para uma realidade, em concreto,  eu desconhecia completamente, enfim,  paara daqui  para várias audaciosas aventuras - Nunca mais me esquecendo  do último adeus da mminha saudosa mãe, que se despedia de mim, abraçando-me com os olhos banhados de lágrimas, e com esta expressão: “adeus meu querido filho! Se calhar nunca mais te vejo” – E assim sucedeu: faleceria, vítima de câncer, três anos depois, quando eu naquela distante ilhas, cumpria o serviço militar

Quase doze anos depois, em Abril de 1975,quando aqui regressava, notei que havia menos gente: a emigração tinha levado muitos dos melhores braços, dos meus conterrâneos, aa procurarem o Brasil, alguns África, mas sobretudo os caminhos de emigração para França  – A escola primária, a mais antiga, já havia  encerrado, a outra, com duas salas num moderno edifício do Estado Novo, continuava ainda com muitas crianças, sendo professora, a  Maria Amélia. Hoje já não funciona, porque, as escassas crianças, durante o ano letivo, têm de ir para a sede do concelho.

Por esse tempo, jás remessas dos emigrantes,  se faziam notar com mais algumas casas construídas e outras melhoradas. No entanto,  continuava a  não existir saneamento básico:  as candeias de petróleo e de azeite, já haviam sido substituídas  por lâmpadas de eletricidade, mas a água para consumo caseiro,  tinha de ser transportada por aguadeiras nos machos ou burros ou de cântaro à cabeça,

As ruas, ainda não estavam calcetadas; algumas podiam ficar enlameadas,  transformarem-se me atoleiros no Inverno ou em nuvem de poeira no estio . Mas o que mais me chocou, ao voltar à minha terra natal,  foi a ausência da antiga igreja, onde fui batizado e recebi a primeira comunhão:  a centenária igreja, com o seu vetusto campanário de granito, já não existia: foi  deitada abaixo e construído um enorme mamarracho de cimento armado, incaracterístico e sem qualquer beleza arquitetónica, que mais lembra um enorme armazém, com uma torre

Porém, a  partir do momento em que, António Lourenço, assume a Presidência da Junta de Freguesia, em Dezembro de 1976, dir-se-á que  vão realizar-se os  principais melhoramentos públicos,  graças ao seu empenhado esforço e dedicação ao  bem-comum,  ao mesmo tempo que, por via desse mérito,  quer a sua vida pessoal, quer a de autarca, haveria de constituir-se  como que  o principio de uma laboriosa carreira, em variadíssimas funções.



Quis um feliz caso, que eu pudesse ser o privilegiado dessa fabulosa descoberta, em 2001, tal como a dos monumentos megalíticos que se seguiram, especialmente o da Pedra do Solstício, mercê de continuada investigação, este alinhado com o solstício do Verão, junto do qual, graças a algumas boas vontades, têm decorrido outras celebrações.
O objetivo destes eventos, não visa  promover qualquer espécie de culto ou de sacrifício, como talvez os povos, que se abrigavam por estas penedias, o terão feito,  mas tão somente o de recuperar, o que,  esses ancestrais costume ou rituais, teriam de mais belo, energético, sagrado e purificador: o estreitamento com as maravilhas concedias pela Mãe-natureza, de que a sociedade atual, tanto se tem divorciado, em favor do supérfluo,  do superficial e do ruidoso

LONGE VÃO OS DIAS DOS SINOS A REBATE PARA O POVO ACUDIR PRÃ APAGAR O INCÊNDIO   - Palavras de António Pimentel, há  cinco  anos, por ocasião das comemorações dos 80 anos da fundação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de V. Nova de Foz Côa. na qualidade de seu Presidente

António Lourenço
Gentileza de Maria Amélia Lourenço

Declarava então: " Quando   eu nasci, já Vila Nova de Foz Côa tinha o seu Corpo Voluntário – modestamente equipado e, praticamente, para socorro da própria vila. Nas aldeias, com as vias de acesso, ainda do tipo de calçada romana ou ainda pior, não chegava lá a carripana dos bombeiros, nem as suas maquinetas com as suas bombas manuais.
Sim, já  lá vai o tempo em que, em vez do grito da sirene, se ouvia o repicar dos sinos, chamando homens, mulheres e crianças, trazendo pela mão ou à cabeça, cântaros ou caldeiros de água para apagarem o incêndio - Ainda conheci esse tempo na minha aldeia.


Gustavo Duarte e António Lourenço

Quase um século de esforço e de dedicação, em defesa da comunidade, pondo em risco as suas  vidas, dando o melhor da sua  generosidade, abnegação e  sacrifício, acorrendo sempre à chamada, no momento mais crítico ou difícil, sem olhar a quem .


Sim,  aos bombeiros, o que lhe sobra em dedicação e espírito de voluntariedade, escasseia-lhe nas ajudas materiais. Pois, "com  as receitas a diminuir para cerca de metade e alguns custos a crescer, só com muito esforço dos dirigentes, comando e a generalidade dos bombeiros, tem sido possível dar a devida resposta à população"  - Palavras ditas, proferidas  por  António Pimentel Lourenço, Presidente desta Associação, e, por certo, ainda muito atuais.


DEPOIS DE MAIS DE 30 ANOS, COMO AUTARCA, A MESMA GENEROSIDADE POSTA AO SERVIÇO DA  ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS DE V. NOVA DE FOZ CÔA, QUE SE ENCAMINHA PARA UM SÉCULO DE EXISTÊNCIA
,
Em boa verdade, quase um século de esforço e de dedicação, em defesa da comunidade, pondo em risco as suas  vidas, dando o melhor da sua  generosidade, abnegação e  sacrifício, acorrendo sempre à chamada, no momento mais crítico ou difícil, sem olhar a quem .

Sim,  aos bombeiros, o que lhe sobra em dedicação e espírito de voluntariedade, escasseia-lhe nas ajudas materiais. Pois, "com  as receitas a diminuir para cerca de metade e alguns custos a crescer, só com muito esforço dos dirigentes, comando e a generalidade dos bombeiros, tem sido possível dar a devida resposta à população"  - Palavras ditas, também  por  António Pimentel Lourenço, Presidente desta humanitária e generosa assoçao, 




VILA NOVA DE FOZ CÔA -  QUE ERA VILA QUANDO O MEU AVÔ MATERNO, AQUI NASCEU - Por esse altura, em 1870-90, calculam-se, cerca de pouco mais de 3.000  habitantes, um acréscimo,  relativamente ao século anterior  -  Em 1775 tinha 490 fogos e 1528 habitantes; em 1801, 683 fogos e 2610 habitantes

Aqui nasceu e viveu, num tempo em que os incêndios eram apagados, ao rebate dos sinos da igreja com recurso aos cântaros de barros e caldeiro, da água que havia em casa e que havia sido transportada à  cabeça das mulheres ou nas aguadeiras das bestas ou então  de uma lagoa pantanosa, existente  junto ao cemitério, no sítio onde é hoje um aprazível parque ajardinado  

Sim, num tempo em que, embora houvesse menos fogos,  os lares tinham muitos filhos, a vida seguia o ritmo normal - embora dura - dos ciclos da natureza: os alimentos eram praticamente aqueles que a terra fornecia - Hoje, quase tudo depende do que se importa: grande parte das antigas horta e quintais, foram abandonadas e a desertificação e o despovoamento, cavalgando de ano para ano,  vem empobrecendo o Portugal profundo, as regiões mais afastadas do litoral.

A sede do concelho, com uma área de 398, 15 Km, desertifica-se, a densidade populacional enfraquece, ano após ano - Referem estatísticas, que, em   2011, contava com cerca de 3 100 habitantes, num total de 7 312 habitantes pelas demais 17 freguesias.

HOJE CIDADE  - DE SIMPLES POVOAÇÃO ASCENDEU A VILA, EM 1527,  NUM ANO EM QUE - Segundo o  Cadastro desse ano, na vila de Vila Nova de Foz Côa e o seu termo viviam 155 moradores, sendo 44 na vila, dentro dos muros, 108 no arrabalde, 1 na Barca de Foz Côa e  2 na Barca da Veiga do Douro

Oxalá que não se regrida ao tempo em que,  El-Rei D. João I, a  elevou  de simples  povoação à categoria de Vila e D. Manuel mandou edificar  a igreja paroquial  e deu-lhe foral novo (in Livro dos Forais Novos da Beira, fl, 156)

Segundo o  Cadastro de 1527, na vila de Vila Nova de Foz Côa e o seu termo viviam 155 moradores, sendo 44 na vila, dentro dos muros, 108 no arrabalde, 1 na Barca de Foz Côa e  2 na Barca da Veiga do Douro.

PERCURSO DE ANTÓNIO LOURENÇO

 Em 2009, era o autarca mais antigo da região, cargo que deixa , mas com as obras que passo a especificar:

Construção  do edifício do posto  médico, inaugurado em  7 de Agosto de 1983; construção  do edifício anexo (salão Cultural), inaugurado em 24 de Julho de 1988, altura em que também é  inaugurada a  rede de abastecimento de água,
Em 11 de Outubro, de 1988, são publicados, no Diário da República,  os estatutos   do Centro Social Paroquial de Chãs, depois da sua aprovação na Diocese e no Governo Civil da Guarda,

Em 1989 é iniciada a construção do Edifício do Centro  Social Paroquial . Edifício do Centro de Dia e residência paroquial.

Em 11 de Abril de 1992, foi inaugurado o Edifício e o início do funcionamento  do Centro de Dia, com a presença do Sr. Bispo D. António Xavier Monteiro e do Ministro da Segurança Social, Dr. Siva Peneda.

Em 24 de Junho foi inaugurado o Edifício do Lar de Idosos, com a presença do Secretário de Estado de Segurança Social Dr. Rui Cunha, muito embora o lar tivesse  começado a  funcionar  em Janeiro de 1998

Fundador do Centro Paroquial de Chãs – “Cónego José da Silva”; membro  do Conselho Fiscal  da Empresa Municipal “Fozcoainvest” nos anos de 1980/90; Exerceu o cargo de  Secretário da Mesa da Assembleia Municipal, no mandato de 2001 a 2005; fundador da Banda Filarmónica de Chãs, com o Pe Albino em 1992

Eleito Presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de V- Nova de Foz Côa em Janeiro de2004, cargo que ainda mantém;
Presidente  da Direção da Cooperativa  dos Olivicultores de Vila Nova de Foz Côa de 2006 a Abril de 2009
Eleito Vice-Presidente da Direção  do Douro Superior  - Associação de Desenvolvimento, em Outubro de 2012, Associação que abrange os concelhos de V.N de Foz Côa, Moncorvo, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta,
Desde  2006 é Secretário  do Conselho Fiscal da Federação  dos Bombeiros do Distrito da Guarda,
Em 27-11.2013 foi inaugurada a ampliação  do Quartel dos Bombeiros, com a presença  do Ministro da Administração  Interna – Dr. Miguel Macedo.
Colaborador e correspondente de diversos jornais locais e regionais (O Fozcoense ; Diário da Guarda: Noticias do Douro, Voz de Lamego; Nova Guarda
Diretor Adjunto  do Boletim “Terras e Gentes” dos municípios de V. Nova de Foz Côa, meda e S. João da Pesqueira, nos anos 1980/90
Recebeu o voto de louvor  aprovado na reunião  de Direção da AHBV de V.N. de Foz Côa de 1-02-2012; Foi-lhe conferida pela Liga dos Bombeiros  Portugueses em 24-06-2012   a Medalha  de Serviços Distintos – Grau de Parta; Presidente da Comissão  Política de V: N. de Foz Côa do PSD de 1978  e 1995; Colaborador das festividades   reaizadas na Padra da Cabeleira de Nº Sra  e Padra do Sol.


PRIMAVERA

Não foi, não foi o vento...
Por acaso não viram?
As árvores sentiram
novo estremecimento.

Nos ramos palpitou 

a seiva adormecida
Em cânticos à vida
tudo se engalanou
.
A terra mais formosa,
encheu-se de alegria
Que vento é que trataria
os sonhos cor de rosa?

Manuel Daniel




APELO DE AJUDA ÀS CRIANÇAS DESAMPARADAS DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE - AJUDA SE PUDER -A- "A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes".... Disse Óscar Wilde. - Um relatório do Fundo das nações Unidas para Infância (Unicef) indica que mais de 70% das crianças são-tomenses são pobres e “apresentam maior vulnerabilidade relativamente a situação da proteção social “Quando me perguntam digo sempre que a prioridade são as crianças porque este país está cheio de crianças e por vezes dói muito a forma como são tratadas e o modo de vida em que vivem algumas” D. Manuel António dos Santos em entrevista à Agência ECCLESIA.


ESTES ROSTOS INOCENTES "OS PRINCIPEZINHOS DE STP, DESAMPARADOS E SEM TRONO , PRECISAM DO SEU CARINHO E DA SUA AJUDA - MESMO QUE SEJA MÍNIMA - NAO OS ESQUEÇA - ESTE O APELO DE LOUVÁVEL E CREDÍVEL INICIATIVA QUE AQUI TRANSCREVO - "Boa Noite Amigos, Conhecidos e Simpatizantes do Ajudar a Amparar.
PRECISAMOS de EUROS para enviar o Contentor para os Príncipes de São Tomé em MAIO. Acreditem, por Todos, não custa mesmo nada. Caríssimos, 1€ FAZ a DIFERENÇA
💪. Vamos lá Pessoal.
1 Euro = Centenas de
Crianças a Sorrir. 
Caso pretendam, passamos recibo.
CONTA - Ajudar a Amparar
NIB 0036 0539 9910 6007 65809
IBAM PT50 0036 0539 9910 6007 65809
BIC MPIOPTPL
MB WAY 966381171



https://www.facebook.com/Hamiltonnnnnnnmm
Borges de Castro está  se s




ASSOCIAÇÃO LEGALIZADA E DE ACORDO COM AS LEIS - O APELO FOI-NOS ENVIADO POR MENSAGEM PELO FACEBOOK  DA SUA PÁGINA, QUE EDITAMOS NA NOSSA PÁGINA E PARTILHÁMOS POR OUTROS AMIGOS





 25-02-2018  A fragata Álvares Cabral na sua atual missão ao Golfo da Guiné apoiou também várias ações de cariz social promovidas pela Marinha Portuguesa e por diversas associações entre as quais se destacam a Rede Intermunicipal de Cooperação para o Desenvolvimento (RCID) que disponibilizou bens hospitalares, de construção e cariz social aos Municípios de São Tomé e do Príncipe, e a Associação Humanitária “Ajudar a Amparar” que cedeu vários meios e bens à sua congénere local. http://interlusofona.info/sao-tome-principe-navio-portugues-entrega-bens-cariz-social/
"Ajudar a Amparar" une esforços para apoiar crianças de São Tomé


TRANSCREVO AQUI ALGUNS EXCERTO DO TEXTO E DAS IMAGENS QUE EDITEI EM 17 DE MAIO  DE 2018 – Bispo denuncia que“A pobreza vê-se em todo o lado em São Tomé” - Diz a Igreja Ativa e Amiga do seu  Rebanho  http://www.odisseiasnosmares.com/2018/05/sao-tome-alcool-pobreza-corrupcao-e.html   Jorge Tabulo Marques - Jornalista - informação e análise


A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes.... Disse Oscar Wilde. Mas as crianças de São Tomé já são boas e amáveis por natureza – O que é preciso é não as deixar passar fome - Os brinquedos sabem como improvisá-los o que não conseguem improvisar é quando lhes falta quase tudo em casa e, para se alimentarem, só indo à floresta à procura de banana, da jaca  ou de fruta-pão. Mesmo assim, suportando as maiores carências, abrem-se em rasgados sorrisos ao visitante, com a mesma simplicidade com que vivem o dia a dia. Nunca regateiam um sorriso de alegria e de calorosa inocência mesmo que não sejam correspondidas


São todos os irmãos e vivem no mato

PREOCUPANTE - "Um relatório do Fundo das nações Unidas para Infância (Unicef) indica que mais de 70% das crianças são-tomenses são pobres e “apresentam maior vulnerabilidade relativamente a situação da proteção social”. – Um dos aspetos deste documento  revela três aspetos deste documento como “os mais preocupantes”. “O primeiro é a proteção das crianças contra a violência, abuso sexual, negligência, abandono e trabalho infantil. O segundo aspeto é o saneamento. Um grande número de crianças e suas famílias ainda fazem as suas necessidades ao ar livre e o terceiro aspeto é a área da nutrição. Há um nível de anemia bastante elevado” 12/05/2016, Pobreza e falta de proteção social afeta 70% das crianças de São Tomé


Ainda o que vai valendo é a generosidade da natureza

 AVISO SÉRIO - "A pobreza vê-se em todo o lado em S. Tomé”Preocupação expressa, em recente entrevista  à VATICAN NEWS pelo Bispo de S. Tomé e Príncipe, que, uma vez mais expressa a sua angústia e preupaçao, por, segundo declarou .  “Continuo a ver o meu povo sofrer com a pobreza”, sublinha ao portal da Santa Sé D. Manuel António dos Santos, Bispo de S. Tomé e Príncipe.
 
Declarações à margem da assinatura, no passado dia 2, em Lisboa, do protocolo entre a sua diocese e o Instituto de Estudos Avançados em Catolicismo e Globalização tendo em vista o desenvolvimento social e cultural do país.


Instabilidade social e política




D. Manuel António dos Santos acentua a sua grande preocupação com “uma certa instabilidade social e politica” no país, e ainda com “a falta de futuro” da juventude e até da própria igreja, “uma igreja pobre entre os pobres” devido às “limitações que o povo sofre”.


“Não vale a pena estarmos a fechar os olhos à realidade do país”, explica o Bispo de S. Tomé que fala de “salários baixos” e de “um índice de pobreza altíssimo”, um país que “sozinho não consegue resolver os seus problemas”. – Excerto de “A pobreza vê-se em todo o lado em S. Tomé” - Vatican News  09/05/2018 –

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Neves - Povo Pequeno vivendo dos trapos
Em Neves, as condições de vida são muito precárias; o que tem valido é o apoio generoso e dedicado da congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição que integra atualmente o Lar de São Francisco e Santa Catarina, um espaço para 250 idosos com internato, apoio domiciliário e que contempla também a distribuição de cabazes mensais de alimentos., englobando a Escola Mãe Clara, com 720 alunos, o jardim-de-infância ‘Pimpolho’ com 512 crianças e uma creche para 42 meninas e meninos mais pequenos, além  do serviço de ATL, de atividades ligadas ao preenchimento dos tempos livres, funciona neste momento com mais de 1200 crianças e jovens  


  Projecto da Irmã Lúcia resgata crianças desnutridas de Lembá - Lembá é considerado como um dos principais berços da pobreza do país.  A crise económica e social no norte da ilha de São Tomé, reflecte-se no aumento do índice do alcoolismo, por parte dos adultos. A gravidez precoce é um flagelo que compromete o futuro. As crianças pagam caro. São praticamente abandonadas e cada vez mais desnutridas. «No distrito de Lembá temos muitos problemas de subnutrição, às vezes jovens de 14 a 15 anos já têm bebé. São mães alcoólatras com crianças subnutridas», detalhou a irmã Lúcia. Projecto da Irmã Lúcia resgata crianças desnutridas de Lembá 

 Obra de reconhecido mérito, tal como ficou demonstrado nas expressões de carinho e de alegria, como ali foia colhido o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.  
http://www.agencia.ecclesia.pt/portal/sao-tome-e-principe-marcelo-rebelo-de-sousa-levou-carinho-de-portugal-a-obra-das-irmas-franciscanas/


DOM MANUEL ANTÓNIO DOS SANTOS -  UM BISPO ATENTO E PREOCUPADO COM AS QUESTÕES SOCIAIS -  Que, por várias vezes, ergue a sua voz em prol dos desfavorecidos

HÁ QUATRO ANOS - “São Tomé, 12 Abril 2014 (Ecclesia) - O Bispo de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António dos Santos, que assumiu como prioridade pastoral “em primeiro lugar as crianças” num país muito jovem em que 40 por cento da população tem menos de 15 anos.

“Quando me perguntam digo sempre que a prioridade são as crianças porque este país está cheio de crianças e por vezes dói muito a forma como são tratadas e o modo de vida em que vivem algumas”, conta D. Manuel António dos Santos em entrevista à Agência ECCLESIA.

O bispo de São Tomé e Príncipe, que em sua casa com a ajuda da sua irmã cria duas crianças, depara-se com “muitos casos dramáticos” e dá o exemplo de uma criança que chegou à Cáritas de São Tomé “com 9 meses e apenas 2,3 quilos de peso” Agência Ecclesia - São Tomé e Príncipe: Crianças são 
.
(…) D. Manuel António Mendes dos Santos, CMF, é o seu bispo diocesano desde 1 de Dezembro de 2006, fazendo parte da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe. Sacerdote claretiano desde 1985, é, de facto, um “veterano” de África. Como ele próprio nos revela, a «Diocese não é extensa territorialmente, mas é plena de desafios, não apenas pastorais, mas acima de tudo sociais e de integração». Com uma visão antropológica coerente e de largo espectro, atenta e preocupada, D. Manuel conhece bem o terreno, as suas gentes e agentes, as forças em acção, não abdicando nunca de intervir e exercer o direito de opinião, dentro da esfera das suas competências e deveres. E é uma voz ouvida. Ou não fosse, afinal, o responsável máximo da mais importante, senão única, entidade nacional com acção política e social, através principalmente da Cáritas (fundada em 1981) – o braço da Diocese neste quadro de apoio aos pobres, carenciados, órfãos, idosos, desintegrados, às vítimas das conjunturas político-económicas que devastam África, que recebe também algum apoio de ONG’s de matriz católica, bem como de outras.Excerto de uma interessante entrevista ao O Clarim, em 26/06/2015  - À conversa com D. Manuel António Mendes dos Santos .

Na  verdade, o sacerdócio da  Igreja católica, em S, Tomé e Príncipe, além de ser ainda  o principal credo abraçado pela população, em termos de espiritualidade  e de fé, continua a ter  um papel muito relevante, nestas maravilhosas ilhas do Equador,  tanto  no domínio da solidariedade e assistência social, através de jardins de infância, entre as quais a Casa dos Pequeninos, da Caritas,  como ao nível da  educação  - “os nossos missionários, já antes da independência criaram várias escolas primárias, tanto em S. Tomé como no Príncipe. Criaram a Escola de Artes e Ofícios, que teve um papel importante neste pais, e estiveram também na fundação do Liceu Nacional.

“Estamos nessa fase de transição, de passar o testemunho para o Ministério da Educação de Portugal. Para além disso, temos outras escolas e vários jardins de infância . Portanto, continuamos a ter um papel importante na educação”

Declarações de D. Manuel dos Santos, numa das entrevistas que me concedeu, em S. Tomé,   – Esta é uma das questões que o levou de novo a Portugal, para encetar várias diligências, numa estadia duas semanas – Sim, porque, os fundos da igreja, são escassos e há que dar prioridade à sobrevivência dos mais carenciados  - Sem descurar  os problemas da Educação

CELEBRAÇÃO DO EQUINÓCIO DA PRIMAVERA. 20 DE MARÇO, 07 HORAS . AO NASCER DO SOL, ALDEIA DE CHÃS - FOZ CÔA - Com poemas de David Mourão Ferreira, Amália Rodrigues, Alda Graça Espírito Santo, Teixeira de Pascoais, Manuel Daniel entre outros poetas. Partilhe da alegria e do encantamento de uma das mais majestosas maravilhas da pré-história - Venha conhecer a esplendorosa réplica e o poder energético do OLHO DE HÓRUS - o mais antigo símbolo da civilização egípcia - Lugar místico e lendário já conhecido pelo "Stonhenge Português"

Jorge Trabulo Marques. Autor da descoberta e cordenador do evento




NASCER DO SOL NA PEDRA NO SANTUÁRIO RUPESTRE DA PEDRA DE Nª SRª da  CABELEIRA, ASSINALA  A ENTRADA DA PRIMAVERA 
Equinócio da Primavera 2019

Ocorre no dia 20 de março às 21:58 horas[1]. Este instante marca o início da Primavera no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se por 92,789 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de junho às 16:54 horas. Os instantes estão referenciados à hora legal.

Os equinócios ocorrem duas vezes por ano, na primavera e no outono, nas datas em que o dia e a noite têm igual duração. A partir daqui até ao início do outono, o comprimento do dia começa a ser cada vez maior e as noites mais curtas, devido ao Sol percorrer um arco mais longo e mais alto no céu todos os dias, atingindo uma altura máxima no início do Solstício de Verão. É exatamente o oposto no Hemisfério Sul, onde o dia 20 de março marca o início do Equinócio de Outono. http://oal.ul.pt/equinocio-da-primavera-2019/





VENHA PARTILHAR OS MAIS ESPLENDOROSOS MOMENTOS DE POESIA E DE ENCANTAMENTO  - Com a leitura de poemas   de David Mourão Ferreira, Amália Rodrigues, Alda Graça Espírito Santo, Teixeira de Pascoais, Manuel Daniel entre outros poetas

O enorme penedo está orientado no sentido nascente-poente e possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar

A observação do alinhamento solar decorre, entre as 07.00 e 07.30, no lugar de Quebradas-Tambores, num rochoso planalto sobre o Vale da Ribeira de Piscos, em cujo curso se situam alguns dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade. Oportunidade excelente para celebrar o primeiro dia da estação mais  desejada e florida do ano e principiar bem um santo dia. Num local agreste mas encantador - Longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais esplendorosas imagens solares

Quis um feliz caso, que eu pudesse ser o privilegiado dessa fabulosa descoberta, em 2001, tal como a dos monumentos megalíticos que se seguiram, especialmente o da Pedra do Solstício, mercê de continuada investigação, este alinhado com o solstício do Verão, junto do qual, graças a algumas boas vontades, têm decorrido outras celebrações.

 O objetivo destes eventos, não visa  promover qualquer espécie de culto ou de sacrifício, como talvez os povos, que se abrigavam por estas penedias, o terão feito,  mas tão somente o de recuperar, o que,  esses ancestrais costume ou rituais, teriam de mais belo, energético, sagrado e purificador: o estreitamento com as maravilhas concedias pela Mãe-natureza, de que a sociedade atual, tanto se tem divorciado, em favor do supérfluo,  do superficial e do ruidoso

Deus deu-me a graça de me revelar o maravilhoso segredo que esta e outras pedras guardavam, em 2001 e 2002, esquecido na poeira dos milénios  – Além da Pedra do Solstício, alinhada com o pôr-do-sol no primeiro dia do Verão, existe também a  Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, que o povo da minha adeia, há muito conhece: o que desconhecia é que, além de santuário, era também um calendário solar pré-histórico   - 

A pedra fica situada no Maciço dos Tambores-Mancheia, no perímetro do Parque Arqueológico do Vale do Côa, arredores da aldeia de Chãs, concelho de Vila Nova de Foz Côa 

Este enorme megálito com 4, 5 metros de altura e sensivelmente o mesmo de comprimento, é atravessado pelos raios solares do nascer do dia e está alinhado com os Equinócios da Primavera e do Outono  O fenómeno pode ser observado no próximo dia 20, instantes depois da sete horas da manhã

Venha, pois, descobrir e viver momentos de rara beleza e de esplendor!  Partilhar connosco da alegria e do brilho de um espetáculo solar de sublime transcendência, que a leitura de uns belos versos vêm ainda mais sublimar  - 
Podendo desfrutar de uma imagem  verdadeiramente invulgar aos olhos rendidos e pasmados de quem queira gozar do privilégio de se postar frente ao eixo do monumental megálito, assistindo  e vendo abrir-se através de uma graciosa câmara, em forma de uma surpreendente pupila ocular, rasgada de poente a nascente, a que no antigo Egipto chamavam de Olho de Hórus,  o piscar faiscante de um feixe  de  luminosos raios solares, como se de repente, algo de um outro mundo,  lhe  pudesse ofertar  o mais belo cristal ou manjar dos deuses
ESTA É OUTRA MARAVILHA EXISTENTE NAQUELA ÁREA – ALINHADA COM O PÔR-DO-SOL NO SOLSTÍCIO O VERÃO





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Na verdade, sítios há que são uma tentação, um verdadeiro centro de emanações e de eflúvios, propensos ao deleite, ao esquecimento e à sublimação. Muitas destes espaços graníticos, são um permanente convite, áurea unção e arroubamento aos sentidos. 

Aparentemente, mais lembra terra de ninguém, parda e vazia paisagem de um qualquer pedaço lunar, porém, estou certo que não haverá alguém que, ao pisar o milenar musgo ressequido destas  cinzentas  fragas, ao inebriar-se com os seus bálsamos, subtis fragrâncias, e volvendo o olhar em torno dos vastos  horizontes que se  rasgam  por largos espaços, fique indiferente ao telúrico pulsar, à cósmica configuração e  representação divina, que ressalta em cada fraguedo ou ermo penhasco 



" O Nascimento" - Teixeira de Pascoaes

Aí vem a estrela! Aí vem, sobre a montanha, 

Rompendo a sombra etérea do crepúsculo! 

A paisagem tornou-se mais estranha, 

Mais cheia de silêncio e de mistério! 

Dormem ainda as árvores e os homens, 

E dorme, em alto ramo, a cotovia… 

E, se ergue já seu canto, é porque sonha 

julga ver, sonhando, a luz do dia! 


E, pelos negros píncaros, a estrela 
É divino sorriso alumiante. 
Oh, que esplendor! Que formosura aquela! 
É lírio de oiro aberto! É rosa a arder! 

Aí vem a estrela! Aí vem, sobre a montanha, 
Tão virginal, tão nova, que parece 
Sair das mãos de Deus, a vez primeira! 

E como, sobre os montes, resplandece! 

Persegue-a o sol amado... No oriente, 
Alastra um nimbo anímico de luz. 
E a antiga dor das trevas, suavemente, 
Ondula, em transparência e palidez.





Aí vem a estrela, alumiando a serra! 

E os olhos encantados dos pastores 

Voltam-se para a estrela... E cá na terra 

Há mágoas e penumbras, a fugir... 



Como ela voa, cintilando e rindo 

Aos penhascos agrestes e desnudos! 

E os pastores, atentos, vão seguindo 
A direcção etérea do seu voo... 

E a quimérica estrela deslumbrante 
Parou sobre a capela, onde a Saudade 
Agasalhava o Deus recém-nascido, 
Com seu manto de amor e claridade. 
E, amparando-o nos braços, lhe estendia 
Os seios maternais. A criancinha 
Mamava. E a Saudade lhe sorria, 
Num enlevo, num êxtase sagrado. 

A primavera, errante no Marão, 
Veio cobrir de lírios e de rosas 
O berço do Menino. E veio o outono, 
E vieram ermas sombras dolorosas. 
Logo, o outono rezou a sua prece 

Excerto  - Teixeira de Nascoaes 



ABENÇOADA LUZ QUE ME ILUMINAS E TRANSFORMAS



"Quem és tu! Quem és tu, ó minha Alma?

«Não te conheço, não! E todavia,
Vejo teu lindo rosto, e sinto bem
A minha dôr beijar tua alegria!
Se és luz, dissipa a nuvem que te veste!
Toma presença humana, ao pé de mim!
Antes fosses um tronco ou rocha agreste
Do que essa Fórma animica e ilusoria!»

E ela então: «Se entendeste a minha voz,
É porque sou vivente creatura...
E é perfeito signal de que eu existo
O teu amor por mim, essa ternura.
Não sabes quem eu sou? Mas para quê
Desejas tu saber! Mais vale amar!
É luz crucificada a luz que vê...

E saberás um dia quem eu sou.»

Teixeira de Pascoaes 


“Quem és tu? Quem és tu, ó minha alma?
Não te conheço, não. E, todavia,
Vejo a tua figura, e sinto bem
A minha dor a beijar a tua alegria!

Se és luz, dissipa a nuvem que te veste!
Toma presença e vida, ao  pé de mim!
Antes fosses um tronco ou rocha agreste
Do que essa forma anímica e ilusória…”

Teixeira de Pascoaes - In Marânus




Teixeira de Pascoaes produziu a partir da experiência existencial da saudade - presente de forma vaga e imprecisa nos seus primeiros textos em verso - uma reflexão, a que subjaz o princípio fundamental de que o ser manifesta uma condição saudosa. Do Ser ao ser, processa-se uma verdadeira queda ontológica, uma cisão existencial, manifestando o mundo, na sua condição decaída, um "pathos universal". Da condição saudosa de ser resulta pois uma condição dolorosa do mesmo ser. Dor de privação, dor de saudade, consciência da finitude, de imperfeição, de insuficiência ôntica.
A experiência da dor pelo homem saudoso, é simultaneamente individual e universal. Por ela o homem–poeta entende o mundo como "uma eterna recordação", percebendo a realidade como evocadora de uma outra realidade mais real que aquela.

A condição dramática da existência manifesta-se assim numa permanente tensão entre Ser e existir. O homem existe num primeiro nível de dignidade ontológica, partilhando pelo corpo o mundo da matéria, e vive pelo espírito. A vida é pois uma eterna aspiração à ultrapassagem da realidade material. A alienação é a situação que resulta da impossibilidade de o homem ser, verdadeiramente. Dividido entre assumir-se como puro espírito ou pura matéria, o homem não é nem pode ser verdadeiramente, oscilando eternamente entre uma e outra condição.
 Excerto de http://cvc.instituto-camoes.pt/filosofia/1910a.html