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sábado, 23 de junho de 2018

Marcelo Rebelo de Sousa, sofre indisposição em Braga – Naturalmente por via do enorme esforço com que se tem empenhado à frente da Presidência da República, com uma agenda sempre sobrecarregada, quer pelo país quer nas viagens ao estrangeiro.


 Jorge Trabulo Marques - Jornalista

Refere noticia do PÚBLICO,  que o desmaio, se ficou a dever a “Quebra de tensão em dia de temperaturas elevadas leva o chefe de Estado ao hospital. Presidência da República informa que Marcelo Rebelo de Sousa está bem e que a agenda para o fim-de-semana vai ser alterada.
Presidente da República sofreu uma indisposição súbita, este sábado, durante uma visita ao santuário do Bom Jesus, em Braga. O momento foi filmado pela RTP e a CMTV, que mostram Marcelo Rebelo de Sousa a ser levado em braços para um hotel nas imediações do santuário, onde foi assistido até chegar uma viatura do INEM e, posteriormente, uma ambulância.

Momentos antes de desfalecer, e como é perceptível através das imagens televisivas, o chefe de Estado tinha pedido um copo de água. Àquela hora, perto das 13h, registavam-se temperaturas elevadas em Braga e Marcelo, que não é fã de ar condicionado, vestia fato e gravata.




A assessoria de imprensa de Belém confirmou, entretanto, que a indisposição terá sido originada por uma quebra de tensão e que o Presidente está bem. No site da Presidência, uma nota refere a "ligeira indisposição" acrescenta e que, "seguindo conselho médico", o chefe de Estado deslocou-se ao hospital de Braga 
A chegada ao local, de funicular, tinha sido normal. Marcelo Rebelo de Sousa estava bem disposto, falou com os traseuntes, tirou fotografias, como habitualmente, e visitou o santuário durante dez a 15 minutos.
Menos de uma semana depois da formalização da candidatura das Festas de São João de Braga a Património Cultural Imaterial, Marcelo Rebelo de Sousa tinha previsto passar hoje o dia na cidade, começando por visitar o Santuário do Bom Jesus do Monte ao final da manhã, participando na abertura oficial das Festas de S. João ao início da tarde e inaugurando a estátua a S. João, às 18h. Agora, e segundo Belém, a agenda presidencial para o fim-de-semana sofrerá "uma adaptação" PÚBLICO
https://www.publico.pt/2018/06/23/politica/noticia/marcelo-sofre-indisposicao-em-braga-1835633


sexta-feira, 22 de junho de 2018

José Júlio – Na ordenha, ao fim do dia - “Toda a Vida Fui Pastor “ - O último Pastor das Quebradas, Mão-Cheia e Maciço dos Tambores, aldeia de Chãs, V.N. de Foz Côa – Está em idade de se reformar, mesmo assim lá vai apascentando ainda as suas ovelhinhas, de sol a sol, sem direito a descanso ou a férias, em todos os dias da semana

ESTAMOS AINDA A EDITAR O VIDEO 





O pastor José  Júlio, filho de pastor, nunca conheceu outra vida que não fosse andar atrás ou à frente do seu gado  - Uma via dura, de muitas  canseiras, subindo e descendo encostas ou ladeiras rochosas – Um rosto popular, simpático, generoso e amigo, com o qual me cruze, sempre que regresso à aldeia, onde ambos nascemos e crescemos – Nomeadamente, quando me dirijo aos  Templos do Sol, no alto da Mão-Cheia, Tambores ou Quebradas e deixo o fundo do povo e vou a pé pelo antigo caminho romano, passando ao lado do velho Pombal, onde tem o seu cabanal e um bardo ao ar livre – O registo, em vídeo, que aqui lhe mostramos, quando ele procedia à ordenha das suas ovelhinhas, foi feito o ano passado, mas continuo atual – Não deixe de o ouvir.


Nos tempos que correm, os pastores vão rareando – Poucas pessoas escolhem a vida de pastor  - Porém, tal tal como é reconhecido, “a  pastorícia é uma antiquíssima actividade humana. As culturas hebraica, grega, romana, cristã e árabe integraram nos seus escritos sagrados e profanos muitas referências ao pastoreio de gado, particularmente de ovelhas, bem como aludem a tarefas direta ou indiretamente a ele ligadas, como o aproveitamento do leite, da carne, da lã e da pele.

Os Hebreus foram um povo nómada, povo de pastores que praticava a transumância com rebanhos de milhares de cabeças. Diversos episódios bíblicos nos dão notícia da pastorícia, bem como do uso de ovelhas e cordeiros para fins sacrificiais, numa terra, Canaã, que é considerada, terra de que mana o leite e o mel”
“No Génesis diz-se: Abraão era muito rico em rebanhos (...). Lot que acompanhava Abraão, possuía, igualmente, ovelhas (...). Houve questões entre os pastores dos rebanhos de Abraão e os pastores dos rebanhos de Lot (Génesis, 13).

Também no Génesis se relata, no sacrifício de Isaac: Erguendo Abraão os olhos, viu, então, atrás dele um carneiro preso pelos chifres a um silvado. Foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto, em substituição do filho (Génesis, 22).

Ainda no Génesis, o episódio do encontro de Jacob com Raquel, retrata um mundo de pastores: Jacob perguntou aos pastores: De onde sois meus irmãos? Responderam: Somos de Harran. Ele disse-lhes: Conheceis Labão, filho de Nahor?. Responderam: Conhecemos. Disse-lhes ele: E está de boa saúde? Responderam: Está de boa saúde, e ali vem Raquel, sua filha, com o rebanho. Ele disse: Ainda é dia claro, é cedo para recolher os rebanhos; dai de beber às ovelhas e voltai com elas a pastar. Responderam: Não podemos, enquanto todos os rebanhos não estiverem reunidos. Então, afasta-se a pedra da boca do poço, e damos de beber ao gado (Génesis, 29)."

Toda a vida fui pastor
Toda a vida guardei gado.
Tenho uma nódoa no peito
De me encostar ao cajado.

De me encostar ao cajado
De me encostar ao bordão.
Tenho uma nódoa no peito
Ao lado do coração.

Na serra o que mais se sente
São saudades do amor.
E o leite é branco para a gente
Só é negro para o pastor.

O meu amor é pastor
É pastor e guarda ovelhas.
Tem uma casa na serra
Coberta com poucas telhas.

         (Cantar da Beira Interior) - Cantado pelo rancho
 do rancho de Videmonte.


EM CRIANÇA TAMBÉM FUI PASTOR NA QUINTA QUE LHE MOSTRO E, MAIS ACIMA, FAZIA IMAGENS DO BARRO QUE HAVIA ALI À BEIRA DA ESTRADA, SIM, DE Nº SRAª DE FÁTIMA E DEPOIS PUNHA-ME A REZAR À FRENTE DAS MESMAS, COM ELAS EMPINADAS NAS FRAGAS, ESPERANDO QUE A VERDADEIRA Nª SRAª ME APARECESSES - Nunca ali me apareceu mas julgo que no alto mar, quando andei por ali perdido 38 dias, tive uma espantosa visão sobrenatural... A propósito da entrevista que fiz ao pastor José Júlio, que está também a ser muito bem acolhida pelos meus amigos santomenses, o qual, aliás, já por várias vezes, o entrevistei, tendo comigo um registo sonoro de há 30 anos, que, num deste dias, conto editar -

Vou hoje aqui mostrar a velha quinta onde também fui pastor - - E, como naquela altura, acreditava muito em milagres de Fátima, fazia imagens de barro e punha-me à frente delas a rezar esperando que Nª Srºa também me aparecesse. Hoje tenho lá o meu santuário numa certa gruta dos penhascos, mas é de "OXALÁ" Jesus Cristo, que veio do Brasil - .Naquela altura, não andava a guardar as ovelhas, como o pastor José Rebaldo, quando os meus pais eram caseiros na Quinta do Muro, um antigo castro transformado numa casa de campo, alcandorada sobre o aprazível vale da Ribeira Centeeira, mas ia-lhe levar a marmita do almoço, subindo as íngremes encostas rochosas do Tambores - Um pouco mais abaixo e ao lado, morava o meu Tio Joaquim Trabulo, irmão de minha mãe e a minha tia, que eram caseiros da quinta do médico do Salazar, onde este ia almoçar quando ia passear para o Alto Douro e Trás-os montes - Ainda me lembro de o ter visto, num enorme carrão, na então estrada real, hoje conhecida pela EN 105, esperando um cabaz de fruta da minha Tia Diolinda - Aqui lhe deixo mais uma entrevista que fiz ao pastor José Júlio e outras histórias http://www.vida-e-tempos.com/2013/12/sexual-mushroom-dos-tambores-na-lista.html





quinta-feira, 21 de junho de 2018

Celebração do Solstício do Verão 21 de Junho 2018 - Recebemo-lo em Festa, em Chãs – Vila N. de Foz Côa - O Dia Maior do Ano, amanheceu, com sol esplendoroso, manteve-se brilhante até ao meio da tarde – Depois o céu cobriu-se de névoas, com trovoadas em várias partes do horizonte – Gaiteiros de Mogadouro, percorreram as ruas da aldeia e deram uma nota de alegria e festa, por onde passaram – Devido a ameaças de chuva, não se fez o tradicional cortejo e as cerimónias tiveram de ser confinadas no frontispício do Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nª Sra, com a leitura de poemas alusivos ao sol e à estação

Há ainda texto, mais imagens e videos por editar 

This is the wonderful land of the temples of the sun and the Sacred Valley Coa - These are the places where primitive men, erected fabulous solar calendars on giant granite boulders - and also the area (perimeter) where men of the Upper Paleolithic, they entered fantastic pictures on slate plaques - As Gravuras Paleolíticas do Vale do Côa - ..

Esta é a maravilhosa terra dos templos do sol e do Sagrado Vale do Côa - Estes são os lugares onde os homens primitivos, ergueram fabulosos calendários solares em gigantes pedras de granito - E também a área (perímetro) onde os homens do Paleolítico superior, inscreveram fantásticas gravuras em placas de xisto - Património da Humanidade.As Gravuras Paleolíticas do Vale do Côa.


NO IMENSO COSMOS SOMOS APENAS UM MINÚSCULO GRÃO DE AREIA MAS PERTENCEMOS AO MESMO TODO! AO SUPREMO UNIVERSO MARAVILHOSO!- PORÉM A VIDA HUMANA É BREVE, QUASE ETERNOS SÃO OS ASTROS MAS SÓ A INTELIGÊNCIA UNIVERSAL É PERENE - GLÓRIA AO SOL E A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE! - SEDE BEM-VINDOS A UM DOS MAIS PRIMITIVOS CALENDÁRIOS SOLARES, ESFERA SIMPLES EM PEDRA GRANÍTICA LASCADA, MAS TALVEZ DOS MAIS BELOS TEMPLOS QUE GLORIFICAM E CELEBRAM A ESPLENDOROSA LUZ QUE TUDO ANIMA E VIVIFICA.

 

O Solstício de Verão, o dia mais longo do ano para o Hemisfério Norte,    ocorreu, astronomicamente, às 11h07min, de hoje, marcando o início da estação, a mais quente apesar da Terra vir a estar o mais longe do sol a 6 de Julho). – Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa,  neste dia, 21 de junho de 2018 o disco solar despontou acima do horizonte  às 06:11:46 horas e pôr-se-á às 21:04:53 horas em Lisboa.

Um pouco antes, cerca das 23.45, os  raios solares,  se não desse a circunstância de as condições atmosféricas, terem sido adversas e toldado o céu,  os participantes nas cerimónias evocativas, poderiam testemunhar  momentos de sublime beleza, de grande simbolismo histórico e místico, com a passagem dos raios solares sobre o eixo da Pedra do Solstício - também já conhecida pelo Stonehenge Português, sim,  defronte a um dos mais belos calendários pré-históricos, geralmente designados como alinhamentos  sagrados, importantíssimo legado dos povos que por estas penhascos graníticos, se refugiaram e cultuaram os seus deuses, sobranceiro a um fértil e aprazível vale, erguido a escassos metros da vertente do Castro do Curral da Pedra, numa área também conhecida  por Mão-Cheia, que, segundo o estúdio Moisés Espírito Santos, que, por duas vezes, aqui deslocou, comporta ancestral simbologia solar.  

Trata-se, com efeito,  de um imponente bloco granítico de forma arredondada, com três metros de diâmetro e a configuração do globo solar e da esfera celeste, que se supõe ter sido posto de observação astronómico e local de culto por antigos povos que habitaram a área - Desde o neolítico e calcolítico, civilizações das  quais existem abundantes vestígios

A extraordinária imagem,  que ali se então se contemplaria, configurando uma gigantesca esfera terrestre ou a esplendorosa configuração de um enorme globo solar  projetando os seus dourados raios, a poente, foi registada, pela primeira vez, cerca das 20.45 horas do dia 21 de Junho de 2003 e poderá repetir-se,  todos os anos,  ao fim do dia mais longo do ano e à mesma hora, caso as condições atmosféricas o permitam.
 
A partir do ponto onde o sol então se pôs ( e  voltará a pôr-se) começa o Verão e, de igual modo,  a grande estrela-fiel inicia o movimento aparente da sua declinação para o Hemisfério Sul – E, até atingir esse ponto extremo, no Solstício do Inverno, distam vários quilómetros: ou seja, desde o ponto do horizonte, onde ele se vai pôr, em  perfeito alinhamento com a crista do esférico bloco e o centro do pequeno círculo que se encontra cavado, a alguns metros a oriente, na mesma laje da sua base de apoio.

Porém, o enorme megálito que a mesma imagem documenta, deverá ser observado segundo a posição que parece ter sido ali erigido, retocado e direcionado.  Feita a observação noutro ângulo, deforma-se e chega mesmo a parecer um estranho busto – Porventura, configurando, sabe-se lá, senão um outro simbolismo ou interpretação, ainda não decifrada.


A sessão,  evocativa, culminaria, então, junto a esse impressionante megalítico  com a exibição de sons celtas, a leitura de poemas, cânticos e louvores às forças da Natureza Ao mesmo tempo que, entre a distante cordilheira da outra margem, o nostálgico globo se despede, como que em perfeita harmonia com os últimos raios que vão tingindo de ouro o arco superior da majestosa e antiquíssima réplica terrestre


De mãos dadas com a ciência e as tradições ancestrais. Com astronomia e astroarqueologia, etnografia, história, linguística e arqueologia: a importância dos primitivos calendários solares, a relação do homem aos ciclos da natureza, à fertilidade da terra e ao culto do Sol - E o seu amor à arte, à poesia, à música, ao místico e ao sagrado.



Como já vai sendo habitual, o convite é extensivo,  não só à população da aldeia, do concelho e da região, mas também a estudiosos, investigadores, aos adoradores do sol e a todos aqueles que se interessem em aprofundar o passado histórico e cultural destas terras, em celebrar os ciclos da natureza, as tradições e os seus cultos ancestrais


E, de facto, vários especialistas, de reputada craveira, já por aqui  passaram e nos deram valiosos contributos. Desde Adriano Vasco Rodrigues - quem primeiro se debruçou sobre a importância do referido monumento, a António Sá Coixão - a que o nosso concelho deve o levantamento da carta arqueológico dos principais sítios de reconhecido interesse, bem como importantes escavações, a Manuel Pires Daniel,  advogado, Poeta, Drmaturgo, Ensaista  e Escritor;  Do  Prof.Máximo Ferreira – Astrónomo e Director do Centro de Ciência Viva de Constância; Do Dr. Albano Chaves - Linguista, a quem devemos a descoberta do alinhamento do (1) solstício do inverno nos templos do sol – albano chaves e



Tivemos também o prazer de contar com a presença do Eng. Gustavo Duarte, por várias vezes, atual Presidente da C.M. de V. N. de Foz Côa, do qual temos recebido dedicado apoio, bem como a colaboração do Prof. Dr. Moisés Espírito Santo, que nos ofereceu um interessante ESTUDO INÉDITO; ao radiestesista Tom Graves que VEIO DA AUSTRÁLIA PARA ESTUDAR AS PEDRAS DO SOL. E AO DR.LIMA GARCIA E À ASSOCIAÇÃO CULTURAL PAGÃ DE.. PFI - PORTUGAL .. A PRESENÇA DE PAGÃOS IBÉRICOS.Actor João Canto e Castro, Jorge Carvalho e Gonçalo Barata; Mila Simões de Abreu, que já aqui trouxe uma verdadeira embaixada de investigadores; Extinta Companhia de Dança de Lisboa, Amalgma; Hare Krishna, Quorum Balleth, entre outras participações Os técnicos do Parque Arqueológico, que nos acompanharam nos primeiros eventos e cuja Directora do PAVC, Alexandra Lima, já nos garantiu disponibilidade de cooperação


Nesta região,  onde as chuvas, geralmente escasseiam,  a despedida da Primavera, teve um final de tarde e um principio da noite,  assolado por fortíssima tempestade tropical, com toda a metralha sinfónica de trovões e relâmpagos, a rasgarem fulgurantemente os ares, atroando espaços a fora, como há muito por aqui não testemunhara, porém, horas depois, o tempo acalmou e a manhã do primeiro e mais longo dia do Verão, até raiou esplendorosa e banhada de luz: o sol, no seu movimento aparente, foi curvando o azul da  transparente e luminosa abóbada celeste, até que, ao aproximar-se o meio da tarde,   os novelos de nuvens  brancas e de um escuro azul,  pousadas nos distantes horizontes, se foram erguendo e estendendo pela imensidade dos céus, com os  sinais evidentes que o cenário do dia anterior se iria repetir 

Porém, conquanto não passassem de uns pequenos chuviscos e  de algumas grossas gotas de água, que caíram  sobre o planalto onde a aldeia se situa, no entanto, receando o fantasma das trovoadas que pairavam,  em tom de grave ameaça,  por quase  todos os quadrantes, o bastante para que, depois da arruada pela aldeia, com a bela  animação do Grupo de LUA NOVA - GAITEIROS DE MOGADOURO , à cautela não pudéssemos realizar o tradicional cortejo celta, desde o adro até à Pedra do Sol  e acabássemos por ficar junto ao altar sacrificial do Santuário da Pedra da Cabeleira de Nª Srª, abrigados pela acentuada inclinação do seu frontispício –Sim, do antiquíssimo e imponente calendário solar, onde decorrem as celebrações dos equinócios do Outono e da Primavera, cujos raios solares atravessam a sua graciosa gruta, em forma de semi-arco, ao raiar do primeiro dia dessas estações, prefigurando o emblemático  Olho de Hórus um símbolo mitológico do  Antigo Egito, representando o Deus egípcio do sol nascente, ou seja, a personificação da luz que  tinha como inimigo Seth, o deus da desordem e da violência – Resta saber em que circunstâncias foi importado e em que época e a relação havida entre as ancestrais culturas mediterrânicas e  europeias,  nomeadamente, neolíticas, calcolíticas e as sucessivas civilizações seguintes, da idade do bronze e do ferro, com este espantoso símbolo Olho de Hórus – Wikipédia,  Tendo aqui decorrido as cerimónias evocativas, que havíamos agendado para as celebrações, junto a outro templo solar, com a leitura de poemas  de Manuel Daniel, Fernanda de Castro, Alexandre Herculano, Dinis da Cruz e Silva, Maria Assunção Carqueja, já falecida, esposa do Pof. Adriano Vasco Rodrigues, bem como a leitura de um excerto do livro JÚLIO POMAR O PINTOR NO TEMPO, de autoria de Irene Flunser Pimentel, em homenagem ao grande pintor português falecido no passado dia 22 de Maio, do qual estão patentes duas centenas de obras no Museu do Côa, até ao próximo dia 5 de Agosto..



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