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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

JONAS - O JOGADOR BRASILEIRO DAS GRANDES BARRIGADAS DE GOLOS A FAVOR DO BENFICA

Jorge Trabulo Marques - Jornalista e foto-jornalista




Jonas, o  jogador brasileiro que deixou saudades na torcida benfiquista – Aqui o recordamos com duas  das mossas muitas fotografias  - Marcou 137 golos em 183 jogos, - De seu nome Jonas Gonçalves Oliveira mais conhecido como Jonas, despediu-se do Benfica e do futebol aos 35 anos,.Foi artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2010 e marcou o segundo gol mais rápido da história da Liga dos Campeões da UEFA com apenas 10.96 segundos de jogo. Encerrando, desta forma, a sua carreira com 575 jogos profissionais e um total de 300 golos marcados com as camisas de Guarani, Santos, Portuguesa, Grémio, Valência e Benfica, além da seleção brasileira - a quem defendeu em 12 jogos. O brasileiro conquistou nove títulos nos clubes em que passou – Mais pormenores em https://pt.wikipedia.org/wiki/Jonas_Gon%C3%A7alves_Oliveira


39ª Edição da Festa da Amendoeira nas 17 freguesias do concelho de V.N. de Foz Côa – De 21 de Fevereiro a 8 de Março – Freixo de Numão é uma das mais antigas e populosas freguesias, onde igualmente o património histórico se entrelaça em perfeita harmonia com as belezas naturais da terra. – Não perca um maravilhoso passeio pela região da chamada “Terra Quente” – Onde a Primavera floresce mais cedo.

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista, natural deste concelho




Vem aí a  39ª Edição da Festa da Amendoeira em Flor de Vila Nova Foz Côa, entre 21 de fevereiro e 8 de março, em que a Natureza é uma festa, como que antecipando a chegada da Primavera, cujos eventos atraem milhares de pessoas, decorre de 21 de Fevereiro a 8 de marco e conta com um cartaz variadíssimo, entre concertos e  espetáculos ao vivo, como a exibição de Carolina Deslandes, Bárbara Bandeira, Matay, Rouxinol Fagundo e os Djs Wilson Honrado e João Amaral todos com entrada livre, além dos passeios de ciclo-turismo e de Todo o Terreno, em cujos percursos os participantes poderão pode deslumbrar-se  com a beleza das paisagens cobertas de Amendoeiras em Flor que prendam os que visitam Vila Nova de Foz Côa
Tal como é sublinhado  pelo município fozcoense “as amendoeiras em flor, nesta época do ano, atraem milhares de turistas ao concelho de Vila Nova de Foz Côa”, terras de dois Patrimónios da Humanidade: o Património Arqueológico do Vale do Côa, o Património Vinhateiro do Douro, com os melhores vinhos de Portugal, abrangido também por este concelho, além das visitas habituais aos núcleos das gravuras rupestres, ao Museu do Côa, Museu do Sítio da Ervamoira e ao Museu  Casa Grande de Freixo de Numão e ao Castelo de Numão 

De um modo geral, todas as 17 freguesias deste Concelho, são possuidoras de  importante património arqueológico, arquitetónico e paisagístico; quer pela rota da margem esquerda  do Côa, Castelo Melhor a Almendra, assim como pela margem direita,  Santa Comba, Chãs (os seus calendários pré-históricos e as gravuras da Quinta da Barca), Muxagata, bem como as restantes aldeias que se debruçam sobre o Douro, designadamente, Freixo de Numão, Numão, Cedovim, Horta do Douro, Custóias, Murça,  Mós, Numão, Santo Amaro, Sebadelhe, Seixas, Touça.

FREIXO DE NUMÃO - A MAIS POPULOSA FREGUESIA, ALÉM DA DA SEDE DO CONCELHO 

No vasto programa - que poderá consultar ao fundo deste post  -, como não podia deixar de ser. também se inclui a freguesia de Freixo de Numão, 29 | Sábado  14H30 | Passeio pela História, Sentir o Local Castelo de Numão –  J.F. de Numão , além da atuação da Banda Filarmónica,  no dia 7 de Março às 14 horas,  junto à sede da Junta de Freguesia de Muxagata, e, naturalmente, dia 8, na pelas ruas da cidade de Foz Côa, integrada no desfile etnográfico



É a freguesia mais populosa do concelho de Vila Nova de Foz Côa, com um passado arqueológico  antiquíssimo, de que existem abundantes vestígios de ocupação humana, desde o neolítico, calcolítico, idade do bronze à romanização,  com uma população acolhedora e comunicativa, onde o visitante pode encontrar vários circuitos de interesse – Graças ao labor e entusiasmo do  arqueólogo e historiador, Prof.António Sá Coixão, natural desta aldeia (classificada como vila), com trabalhos de investigação que remontam ao inicio da década de 80, mas não só nesta freguesia como noutros pontos do concelho e da região, logrando pôr a descoberto  sítios e centenas de material lítico da maior relevância histórica


De resto, profusamente testemunhado através de várias publicações de sua autoria, gozando por isso da maior estima, prestigio  e admiração, quer das gentes da sua terra e do concelho, em todo o distrito da Guarda, mas também  junto da comunidade cientifica e estudiosos – Assim o diz, por exemplo, Paula Matos dos Santos, num elogioso artigo publicado no jornal Pessoas e Lugares

08/10/2010- "Há mais de 20 anos, ainda ninguém sonhava com as gravuras paleolíticas do Côa, e já este homem calcorreava a região em busca de vestígios do passado. Depois do curso (História), na Faculdade de Letras do Porto, António Sá Coixão regressa às origens - a Freixo de Numão, uma pequena aldeia do concelho de Vila Nova de Foz Côa - , cheio de ideias. Várias batidas de campo, ainda enquanto estudante, começaram a alimentar um projecto. Depois, como ele próprio confessa, foi uma questão de arrancar. "Quando o projecto começou, em 1980, estava longe de sonhar que iriam ser descobertas as gravuras rupestres no Côa. A associação (Associação Cultural, Desportiva e Recreativa – ACDR - de Freixo de Numão) surge quase a reboque da própria actividade arqueológica que aqui já se desenvolvia com um grupo de jovens. E, também, da necessidade de criar um organismo que começasse a apoiar essas iniciativas porque a título individual era muito difícil. Aliás, ainda hoje o é. Mas na altura, era quase impossível obter quaisquer apoios financeiros. Os jovens entusiasmaram-se, e a partir daí..


Atrás da investigação arqueológica, veio o futebol, a banda, e a associação foi crescendo e, rapidamente, os objectivos da sua fundação foram ultrapassados. António Sá Coixão até costuma dizer que a ACDR é uma escola em formação contínua de dirigentes, considerando-se ele próprio um "agente de desenvolvimento local". "Para mim, desenvolvimento local é motivar os agentes locais mas, primeiro, é ser motivador dos agentes locais". Mas neste caso, como em tantos outros, o mais importante é o rosto do projecto. E quando os projectos são identificados com um rosto e este com aqueles... é tudo mais fácil. Naturalmente, convicção, empenho, alma e alguma carolice – predicados que assentam como uma luva ao professor de Freixo de Numão - também ajudam. – Excerto de  Portfolio: António do Nascimento Sá Coixão - "As gravuras ...

A FANTÁSTICA SURPRESA QUE ESPERA O VISITANTE CURIOSO DE VIAJAR AO PASSADO DISTANTE E ÁVIDO DO PRAZER DE CONTEMPLAR BELAS PAISAGENS   


No texto seguinte, do qual reproduzimos  um excerto,  dá-lhe algumas dicas importantes – “Freixo de Numão, uma aldeia do concelho de Vila Nova de Foz Côa. Num planalto, rodeada de montanhas verdes e com o rio Douro ao fundo, este é um local de rara beleza que é um encanto para os sentidos. As vinhas a perder de vista e o casario de granito, rude tal como o chão, são também marcas da aldeia de Freixo de Numão. O aglomerado de casas muito juntinhas destaca-se no enquadramento verde que rodeia a população. Aqui a aposta é no vinho de qualidade que sai destes terrenos.


Está tudo a postos? Então prepare-se para uma visita prolongada a Freixo de Numão. É que além da arquitetura local, que pode observar nas casas e ruas empedradas, há espaços verdes para descobrir e ainda o Museu da Casa Grande para visitar. Depois de um passeio pela aldeia, em que descobrirá as características rurais mas também diversos edifícios nobres, trace a pé o Percurso Pedestre do Circuito Arqueológico. As minas de volfrâmio, o sítio arqueológico da Coladreira e o sítio arqueológico do Rumansil estão ali a dois passos e são testemunhos da passagem do tempo por este local. De diversos pontos da aldeia pode também usufruir de miradouros que oferecem uma deslumbrante paisagem, enquanto se vai cruzando com outros edifícios de interesse, como a Fonte da Bica, a Fonte da Carvalha, o Moinho das Regadas, o Pelourinho, a Ponte sobre a Ribeira de Teja, o Castelo Velho, o Núcleo Museológico Casa Moutinho, o Tanque do Sapo, a Casa de Fidalgos, a Casa de Cristão Novo, ou a antiga Casa da Justiça. Leis os demais pormenores em F
reixo de Numão - Aldeias de Portugal

PROGRAMA

FEVEREIRO  21 | SEXTA FEIRA - 21H30 | Abertura Oficial | Stand Up Comedy com HUGO SOUSA  Auditório do Centro Cultural
22  SÁBADO 09H00 | Montaria das Amendoeiras em Flor 2020 Clube Caça e Pesca de V.N. Foz Côa - 21H45 | MATAY  Praça do Município 23H00 | DJ JOÂO AMARAL Praça do Município -
23 | DOMINGO 09H00 | Montaria em Flor 2020 Clube Caça e Pesca de Almendra 09H00 | XIX Passeio Pedestre das Mós Sede da ACR d´As Mós 09H00 | XXXII - Passeio de Cicloturismo  ACCÔA + J.F de Almendra + J.F. de Castelo Melhor  | Praça do Município 09H00 | Rota das Amendoeiras - Passeio em 2 Rodas  Mcbonellifozcoariders | J.F. de Numão | J.F. de Touça 09H30 | Das Seixas à Quinta do Vesúvio Pelos Socalcos do Douro Ass. Causas e Contextos - Largo do Terreiro – Seixas 15H00 | Tertúlias de Pão Tradicional e Incursões ao Museu da Telha J.F. de Touça  15H00 | Free Style Motard  Mcbonellifozcoariders | Estação de Camionagem 15H00 | Concerto de Guitarra do Conservatório de São José da Guarda Freguesia de Custóias | Igreja Matriz  18H00 | Brass Band | Guitarras do Côa Freguesia de Sta. Comba | Igreja Matriz 

 24 | SEGUNDA FEIRA 21H00 | Brass Band e Orquestra Sinfónica
Auditório do Centro Cultural
 25 | TERÇA FEIRA 16H00 | Guitarras do Côa
Freguesia de Touça | Salão da Junta de Freguesia
 27 | QUINTA FEIRA 09H30 | Um Percurso, Dois Patrimónios
Quinta do Vale Meão | Museu do Côa Inscrições na Fundação do Côa
 14H00 | Um Percurso, Dois Patrimónios Adega Mateus Nicolau de Almeida e Quinta do Monte Xisto e Mateus Nicolau de Almeida  | Museu do Côa  Inscrições na Fundação do Côa
28 | SEXTA FEIRA 21H30 | Noite de Fado Fozcoense NOITE DE FADO FOZCOENSE  Auditório do Centro Cultural  
29 | SÁBADO 09H00 | XI Torneio de Karaté das Amendoeiras em Flor 2020 Pavilhão Gimnodesportivo 11H00-13H00 | 14H30-20H00 | Aqui Portugal - RTP
Av. Gago Coutinho e Sacadura Cabral 14H30 | Jogar com Tradição – Jogo da Malha e Torneio da Sueca Ass. Amigos de Murça – Murça
 14H30 | Passeio pela História, Sentir o Local Castelo de Numão –  J.F. de Numão  14H30 | XXXIV Festival de Folclore | Coreto Parque de St. António R.F. de Vila Nova de Foz Côa – Associação de Cultura Popular R.F. de Alcaria, Alcaria, Fundão R.F. de "Os loureiros de Lordosa", Castelo Branco R.F. de "Danças e Cantares de Raiz do Monte" de Vila Pouca de Aguiar 16H15 | Master Chefe - À Mesa com a Amêndoa  Com o Chef Emanuel Cunha e Tia Cátia CLDS4G | Auditório do Centro Cultural  21H45 | BÁRBARA BANDEIRA  Praça do Município  23H00 | DJ WILSON HONRADO Praça do Município

 MARÇO  1 | DOMINGO Feira Franca  09H30 | Um Percurso, Dois Patrimónios -Percurso Pedestre entre Muxagata e Ribeira de Piscos  | Museu do Côa Inscrições na Fundação do Côa
 6 | SEXTA FEIRA 21H45 | Sarau Cultural do Agrupamento Vertical de Escolas Auditório do Centro Cultural 
 7 | SÁBADO 09H00 | Caminhada “Do Pelourinho ao Museu de Ervamoira“ Junta de Freguesia de Muxagata 
 14H30 | Atuação da Banda Musical de Freixo de Numão
Coreto do Parque de St. Atntónio  17H00 | Olhares Cativos
Fundação do Côa | Museu do Côa  21H45 | CAROLINA DESLANDES
Praça do Município
 8 | DOMINGO  14H30 | Desfile Etnográfico 21H30 | ROUXINOL FADUNCHO  Praça do Município  23H00 | Fogo de Artificio

Praça do Município  




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Vem aí a 39ª Festa da Amendoeira em Flor de Vila Nova Foz Côa - De 21 de Fevereiro a 8 de Março - Com programa atrativo e diversificado

Jorge Trabulo Marques - Jornalista 
É assim Castelo Melhor com a floração da amendoeira
Vem aí  a tradicional quinzena da flor da amendoeira , um dos mais concorridos eventos, da região duriense, que antecipa o anúncio da Primavera  - o concelho de Foz Côa, é um caso singular nas chamadas terras quentes do Douro, pelo que,  por esta altura, a avaliar pelas imagens, de que temos tido conhecimento, já muitas das colinas e ladeiras, se cobrem com as suas maravilhosa manchas brancas e cor-de-rosa, como se manchas de uma neve irreal mas perfumada, se tratasse.  

O concelho de Vila Nova de Foz Côa, situa-se numa zona de grande interesse arqueológico, onde já foram descobertos e classificados cerca de 195 sítios de importante valor patrimonial. Tais como castelos, castros, igrejas, capelas, pelourinhos, solares, pontes e estradas romanas, que nos revelam a passagem dos vários povos que aqui habitaram e escreveram a história durante séculos.

Segundo refere o  município foscoense, “O Concelho de Vila Nova de Foz Côa reivindica muito justamente o título de "Capital da Amendoeira". Possui a maior densidade de amendoeiras em toda a sua área (106.000 árvores em 38.000 hectares). E, para além disso ou talvez por consequência disso, em todas as 14 freguesias que constituem o Município se pode admirar a extraordinária beleza das amendoeiras em flor” .




 O espectáculo da floração da amendoeira tem início normalmente na segunda semana de Fevereiro e prossegue até aos primeiros dias de Março, prenunciando a Primavera nas terras quentes do Alto-Douro. Nessa altura, toda esta região faz lembrar uma noiva que se vestisse de branco e rosa, tal a espantosa beleza que transfigurou estes montes e vales.

Com a Natureza em festa, todo o Concelho se movimenta na famosa Quinzena das Amendoeiras em Flor, sobretudo nos três fins de semana que a integram”
Para este ano, estão anunciadas, pelo municipio,  várias atividade, desde



Porque hás-de ser teimosa, amendoeira,
cobrindo-te de flores, de branco e rosa,
se a nada nos conduz tanta canseira?
Vale a pena insistir e ser teimosa?!

Vê bem… O lavrador, desesperado,
não tem compensação para os produtos,
e já não te dá mais o seu cuidado,
nem retira dos ramos os seus frutos.


Pelos vistos, não tens qualquer valia.
P´la amêndoa que nos dás ninguém dá nada.
Se eu fosse a ti, para o ano nem floria…
Ficava muda, queda e ensimesmada…


E só tal não faria , se um sinal
nos desse alguma esperança renascida
que fizesse alegrar o amendoal
e te desse razões para estares florida.

- Extraído do Livro A PORTA DO LABIRINTO
Um livro de “poemas, textos e teatro”
De Manuel Daniel



Com a Natureza em festa, todo o Concelho se movimenta na famosa Quinzena das Amendoeiras em Flor, sobretudo nos três fins de semana que a integram”
Para este ano, estão anunciadas, pelo municipio,  várias atividade, desde

A 39ª Festa da Amendoeira em Flor de Vila Nova Foz Côa decorre de 21 de fevereiro a 8 de março e https://www.cm-fozcoa.pt/index.php/centro-multimedia/arquivo-noticias/405-xxxi-festa-da-amendoeira-em-flor-e-dos-patrimonios-mundiais

PROGRAMA ATRATATIVO E DIVERSIFICADO - 23 | DOMINGO | - 09H00 | Montaria em Flor 2020 - Clube Caça e Pesca de Almendra - 09H00 | XIX Passeio Pedestre das Mós
Sede da ACR d´As Mós - 09H00 | XXXII - Passeio de Cicloturismo  - ACCÔA + J.F de Almendra + J.F. de Castelo Melhor  | Praça do Município - 09H00 | Rota das Amendoeiras - Passeio em 2 Rodas - Mcbonellifozcoariders | J.F. de Numão | J.F. de Touça - 09H30 | Das Seixas à Quinta do Vesúvio Pelos Socalcos do Douro - Ass. Causas e Contextos - Largo do Terreiro – Seixas - 15H00 | Tertúlias de Pão Tradicional e Incursões ao Museu da Telha
J.F. de Touça  - 15H00 | Free Style Motard  - Mcbonellifozcoariders | Estação de Camionagem- 15H00 | Concerto de Guitarra do Conservatório de São José da Guarda -Freguesia de Custóias | Igreja Matriz   18H00 | Brass Band | Guitarras do Côa - Freguesia de Sta. Comba | Igreja Matriz 
24 | SEGUNDA FEIRA | 21H00 | Brass Band e Orquestra Sinfónica - Auditório do Centro Cultural - 25 | TERÇA FEIRA | 16H00 | Guitarras do Côa - Freguesia de Touça | Salão da Junta de Freguesia - 27 | QUINTA FEIRA | 09H30 | Um Percurso, Dois Patrimónios, Quinta do Vale Meão | Museu do Côa Inscrições na Fundação do Côa - 14H00 | Um Percurso, Dois Patrimónios - Adega Mateus Nicolau de Almeida e Quinta do Monte Xisto e Mateus Nicolau de Almeida  | Museu do Côa Inscrições na Fundação do Côa - 28 | SEXTA FEIRA | - 21H30 | Noite de Fado Fozcoense NOITE DE FADO FOZCOENSE - Auditório do Centro Cultural - 29 | SÁB.ADO | 09H00 | XI Torneio de Karaté das Amendoeiras em Flor 2020 Pavilhão Gimnodesportivo - 11H00-13H00 | 14H30-20H00 | Aqui Portugal - RTP - Av. Gago Coutinho e Sacadura Cabral 14H30 | Jogar com Tradição – Jogo da Malha e Torneio da Sueca - Ass. Amigos de Murça – Murça 14H30 | Passeio pela História, Sentir o LocalCastelo de Numão –  J.F. de Numão 14H30 | XXXIV Festival de Folclore | Coreto Parque de St. António R.F. de Vila Nova de Foz Côa – Associação de Cultura Popular R.F. de Alcaria, Alcaria, Fundão  R.F. de "Os loureiros de Lordosa", Castelo Branco R.F. de "Danças e Cantares de Raiz do Monte" de Vila Pouca de Aguiar 16H15 | Master Chefe - À Mesa com a Amêndo Com o Chef Emanuel Cunha e Tia Cátia CLDS4G | Auditório do Centro Cultural https://cm-fozcoa.pt/index.php/83-agenda-de-eventos/1596-festa-da-amendoeira-em-flor-20220





terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Abelhas africanas - Boas Polinizadoras Mas cuidado com as barbas|

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Recordo-lhe aqui a minha experiência na apicultura em S. Tomé - 


As abelhas africanas são mais pequenas mas mais defensivas que a europeias e podem aumentar a safra do Café em 50%”  - São Tomé, tem o melhor café do mundo, deve promover a apicultura – Levei milhares de ferroadas, até ao dia em que as compreendi melhor e fiz,  de um enorme enxame, uma bela barba – Vale a pena promover a apicultura, trabalho em que me envolvi na BFAP,  no Potó, onde o atual PR Evaristo de Carvalho, também trabalhou - Foi meu antigo colega 

OS PATOS, COMO SÃO MAIS PACHORRENTOS, ERAM OS ALVOS PREFERIDOS DAS NOSSAS ABELHINHAS  - - Todavia, em STP não existem cruzamentos de abelhas africanas com europeias - As mais atrevidas.
Imagem de noticia
Imagem de noticia 
Ataque de abelhas deixa 2 cachorros mortos e mulher ferida em Campinas

Um ataque de abelhas deixou dois cachorros mortos e outro ferido na tarde desta sexta-feira (28) no Parque Via Norte, em Campinas (SP). Segundo o Centro de Controle de Zoonozes (CCZ), um morador do bairro tinha uma colmeia no quintal de casa e que comercializava irregularmente o mel produzido pelo enxame. Segundo o Corpo de Bombeiros, uma moradora também foi picada, mas não precisou de atendimento médico. http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2012/09/ataque-de-abelhas-deixa-2-cachorros-mortos-e-mulher-ferida-em-campinas.html


No serviço militar - Encarregado da Agro-Pecuária 
Uma tropa mais agrícola que militar
Apesar dos riscos inerentes  (e não eram tão poucos como isso), considero ter sido a atividade de apicultor, um dos trabalhos mais interessantes, que mais gostei de exercer, quando trabalhei na Brigada de Fomento Agropecuário, em S. Tomé - Além de que tive como empregado de mato na Roça Uba-Budo, Ribeira Peixe e Rio do Ouro - Ali na condição de mais um escravo a juntar a muitos outros - Pois quem  lucrava eram  os chamados “inspetores da Gravana ou do  cachimbo",  os proprietários, das grandes plantações, que, vivendo refastelados em  Lisboa,  ali iam  banquetear-se no período mais fresco do ano

Antigas instalações da Roça Monte Café -  Lugar de memória do melhor café do mundo


 É verdade que as  abelhas africanas ou  as africanizadas (hibridizadas com outras espécies), embora mais pequenas,  respondem mais rápida e agressivamente  à perturbação da sua colónia,  são capazes de injetar oito vezes mais toxinas em suas vítimas, que as abelhas comuns, em revoadas de maior número e com  ferroadas de um veneno mais poderoso e letal. Em investidas  tais,  que, se houver de galináceos por perto, não escapam! Pois o ataque é logo dirigido à cabeça das vítimas! - Testemunhei essa experiência, com as abelhas africanas de S. Tomé: quer pelo que sofri fisicamente, quer pelos ataques que observei em animais domésticos e em pessoas.

Fernão Dias - Na antiga Roça Rio do Oiro
É, desde há muito reconhecido o papel importantíssimo das abelhas e de outros insectos na polinização de diversas espécies agrícolas, com o aumento substancial das suas colheitas   – Esta foi uma das razões que levou a que, a Brigada de Fomento Agro-Pecuário, sob a orientação da Junta de Investigação do Ultramar, em meados dos anos sessenta, introduzisse no campo experimental  das suas várias investigações,  junto à Roça Santa Margarida, próximo  da então Vila da Trindadeatual capital do distrito de Mé-Zóchi,  um pequeno colmeal com algumas colónias  capturadas de exames  selvagens, por forma a que  ali  se procedesse ao estudo do seu comportamento e  à reprodução intensiva, com vista ao desenvolvimento da apicultura  em STP: quer  para o aproveitamento do mel – produzem pouco, mas o mel é de boa qualidade: pois têm flora todo o ano e não precisam de o armazenar, mas sobretudo para melhorar a polinização dos cafezeiros e nos coqueiros

Trabalhei nesse estudo, sob a orientação do Eng Rosário Nunes, acompanhado de um excelente auxiliar santomense, com o qual procedíamos à recolha de vários enxames e nas mais diversas proveniências, quer de buracos de  troncos de árvores, sobretudo de coqueiros, seus sítios preferidos, quer  dos novos exames que se replicavam na altura de enxamear e  iam pousar  até nos telhados, tal como sucedeu numa casa da cidade, perto do Tribunal, num percurso movimentado, onde, alguns motoristas, não querendo respeitar os avisos que lhe fizemos, de fecharem os vidros dos carros, acabaram por protagonizar os mais insólitos episódios, abandonando a condução em precipitadas fugas, enquanto as abelhas os flagelavam.  
PR - Evaristo Carvalho - Meu antigo colega
Sim, fui um dos pioneiros na recolha de exames selvagens para a sua domesticação, num pequeno colmeal, em trabalhos técnicos de investigação, em S. Tomé. Os primeiros meses, foram terríveis!... Depois passei a ficar imune às suas ferroadas e a até apanhar os enxames às mãos cheias. Mas também só o podia fazer, após  montes de picadas cegas e a molho sobre a máscara e o fato e lhes aplicar várias fumigações: sobretudo após 1/3  ter-se  atirado num autêntico suicídio,  sobre mim e meu auxiliar,  dado pagarem cara a vida por cada ferroada, até que, por fim - talvez por um instinto de sobrevivência do enxame – lá se acalmarem e ficarem absolutamente inofensivas.
A rainha rodeada das suas damas- Web
Eu ficava  com a impressão  de que, quando os níveis de abelhas mortas pudessem pôr em risco a sobrevivência do enxame, este, como que por um comando instintivo, deixava de atacar – Pois, como é sabido, a abelha africana, ao sentir-se tocada, facilmente se exaspera, é tremendamente agressiva, ataca tudo o que se mexer à sua volta e persegue o seu alvo até grandes distâncias – Se apanhássemos algum enxame, por exemplo, junto de habitações, a criação de galinhas ou de patos, tinha de ser protegida das abelhas – De outro modo,  atiravam-se-lhes à cabeça e matavam essa criação. 
Recordo-me bem, que, quando apanhávamos  um enxame, nas imediações do terreiro de uma roça ou onde houvesse habitações e a criação de animais, depressa se espalhavam pelos ares, zumbindo e atacando as cabeças das pessoas ou dos animais domésticos: - Tínhamos sempre mais alguém para ficar nos caminhos avisar que não passassem naqueles momentos. Mas havia sempre quem não fizesse caso das nossas recomendações e acabasse depois por fugir a pular e a sacudir as orelhas e a cabeça com as mãos. Nem por isso se livrando das suas picadas, pois a abelha africana, quando ataca, persegue, por várias centenas de metros,  tudo quanto for vivo até cair morta com o ferrão.
MEU PAI IA MORRENDO COM PICADAS DE ABELHAS 
Enquanto não me adaptei, não havia máscara e fato de apicultor que me  valesse: ao ponto de ter ficado, algumas vezes,  imobilizado em casaou com os olhos inchados e não podendo ver ou com os pés demasiados inchados e não podendo caminhar – Deus meu!  No rol das minhas aventuras,  desde a escalada de  um pico aprumo ou solitário em pirogas nos mares do Golfo da Guiné, até, por essa experiência, haveria de passar!  Quase por a mesma que  ia levando  à morte o meu pai, por ser alérgico às suas picadas: era eu criança, quando, na propriedade do nosso “Lavor do Ferro”, onde ela andava a lavrar, vendo um enxame junto às raízes  de uma oliveira, resolveu ascender umas giestas para as afugentar e tirarmos de lá o mel, como suplemento à nossa magra merenda 
Viu-se aflito! E, às tantas, de  tanto vomitar, abraçava-se a mim, dizendo-me que ia morrer – “Meu filho! Vou morrer!. Vai para casa! Deixa-me aqui ficar!” Enquanto eu o confortava a chorar!.. Estávamos só os dois e longe da aldeia. Vá lá, que, horas depois, lá se recompôs,  melhorou e pudemos regressar a casa no mancho, que era a besta com que ele andava a lavrar a vinha daquela encosta voltada para o Rio Côa – Episódio que jamais esquecerei, tal como outro, que ali me ocorreu, ainda de mais tenra idade: ao levar o macho a beber no ribeiro, enquanto ele bebia, dei-lhe um beliscão nas ancas, tendo-me dado um coice que me ia matando.
Porém, uns meses depois, desse meu trabalho em S. Tomé, quando passei a compreender melhor o seu comportamento, os sons da sua linguagem, as suas danças,  até a encarar  o meu trabalho com prazer e alguma diversão, ao ponto de as fazer pousar sobre o meu queixo com a rainha mestra engaiolada, tal como documenta a imagem, publicada no extinto Diário Popular.
Abelhas podem aumentar safra de café em 50%

“As safras de café da América Latina aumentaram nos últimos anos por causa das abelhas africanas, diz um cientista americano – Refere a BBC
Segundo David Roubik, ao polinizar um cafezeiro, os insetos podem fazer a planta produzir até 50% mais frutos.
Introduzida em 1985, a abelha africana teria se adaptado ao continente, tornando-se a maior aliada dos produtores de café latino-americanos.
No entanto, em regiões onde habitats naturais foram destruídos ou substituídos por campos agrícolas, o número de abelhas e outros insetos polinizadores estaria diminuindo. É o que se observa, segundo o cientista, em partes da África e da Indonésia, onde as safras de café vêm caindo nas
 últimas décadas. 
https://www.bbc.com/portuguese/ciencia/020613_abelhacg.shtml

A Apicultura em São Tomé e Príncipe. Situação Atual e Perspetivas Futuras” – Titulo de um estudo académico português .

Diz  que “As riquezas naturais de São Tomé e Príncipe, tais como a flora diversificada, o clima e a abundância de água, associadas à eficiência das abelhas locais, permite pensar na apicultura como uma aposta promissora para o país, uma vez que, associada à preservação do ecossistema, constitui uma excelente oportunidade de negócio e fonte de rendimento para as comunidades locais. A apicultura, baseada na gestão sustentável de abelhas Apis mellifera, para além de permitir extrair o mel, a própolis, o pólen, a geleia real, a cera, entre outros produtos da colmeia, é uma atividade do agronegócio que requer um baixo investimento inicial, potenciando a geração de emprego e rendimento, o que permite a manutenção das famílias no seu meio e ainda pode despertar a consciência ambiental, convertendo os apicultores em defensores da natureza. Defende também uma dissertação académica de Jeudíger Lima do Nascimento, apresentada à Escola Superior Agrária de Bragança para a obtenção do Grau de Mestre em Qualidade e Segurança Alimentar” – Mais pormenores em https://bibliotecadigital.ipb.pt/bitstream/10198/18932/1/tesefinal.pdf

COMO EXPLICAR O COMPORTAMENTO DE ABELHAS TÃO MINÚSCULAS MAS  E TÃO TREMENDAMENTE DEFENSIVAS! – Que na América Latina, depois de um cruzamento com as abelhas nativas, até já foram apelidadas de “abelhas assassinas” 

S. Tomé - 40 anos depois 
Reconhecem estudiosos que. “Durante milhares de anos, por influência do meio ambiente, as características genéticas e comportamentais das abelhas africanas foram se diferenciando das europeias, que são muito mais mansas e fáceis de domesticar”, afirma o biólogo Osmar Malaspina, do Centro de Estudos de Insetos Sociais da Universidade Estadual Paulista (UNESP). 

Muitos produtos hortícolas também beneficial com as abelhas
Acredita-se que o modo agressivo como os nativos africanos retiravam o mel, ateando fogo nas colónias, teria provocado a formação de um espírito tão guerreiro na espécie. Assim, as abelhas africanas ficaram tão preparadas para a autodefesa que percebem vibrações no ar a 30 metros de distância e já se sentem ameaçadas quando alguém chega a menos de 15 metros da colmeia. Quando atacam, podem perseguir sua vítima por mais de 1 quilometro”.
De tão perigosas, passaram a ser conhecidas em todo o mundo como abelhas assassinas. O apelido não pegou à toa: desde a década de 50, mais de 1 000 pessoas já morreram por causa de suas picadas só no continente americano. No Brasil, elas chegaram em 1956, trazidas pelo agrónomo paulista Warwick Estevan Kerr, que queria melhorar a produção de mel – mais resistente a doença https://super.abril.com.br/mundo-estranho/por-que-as-abelhas-africanas-sao-tao-perigosas/

De tão perigosas, passaram a ser conhecidas em todo o mundo como abelhas assassinas. O apelido não pegou à 


É POSSÍVEL SELECIONAR ESPÉCIES AFRICANAS MENOS DEFENSIVAS  -  Ó QUE TESTEMUNHA UM ESTUDO NO UGANDA COM  ABELHA AFRICANA - “Apis mellifera adansonii é a abelha mais defensiva do Uganda” -

Existem várias espécies de abelhas, e mesmo em cada espécie, os comportamentos, não são os mesmo: podem selecionar-se abelhas mestras capazes de propiciarem enxames mais calmos. Em  África, existem várias raças, subespécies  de abelhas (Apis mellifera L.) [1]., pelo que, o apicultor possa obter melhores rendimentos, precisa de colónias de abelhas com bom temperamento em termos defensivo.
É o que aponta um estudo levado a cabo no Uganda, referindo que “Cinco colónias de abelhas foram avaliadas por apiário. Em cada apiário, as colônias foram selecionadas de forma que a próxima colónia a ser observada não fosse influenciada pela colônia (as colónias de teste foram separadas por 2 ou 3 outras colónias). A distância entre as colónias de teste não foi medida por dois motivos: (i) reduzir o tempo gasto no apiário e (ii) limitar a perturbação antes da amostragem. Durante as observações da colónia, o comportamento defensivo das colônias foi recuperadhttps://www.hindawi.com/journals/psyche/2018/4079587/

A MAIOR AMEAÇA AO HOMEM NÃO É A DEFENSIVA GUERREIRA  DAS ABELHAS SOBRE QUEM  AS PERTURBAR MAS A DOS QUÍMICOS
A Quercus saudou hoje a proposta da Comissão Europeia para restringir a utilização de alguns inseticidas prejudiciais para as abelhas e apelou para o apoio do Governo português a esta posição, protegendo o ambiente, a apicultura e a saúde. https://beira.pt/portal/noticias/ambiente-noticias/quercus-sauda-proposta-restringir-uso-inseticidas-abelhas/

A agricultura intensiva torna as paisagens homogéneas e pode levar ao desaparecimento da flora, reduzir o número de alimentos ou os locais onde os pássaros podem fazer os seus ninhos. Os pesticidas e outros poluentes podem também afetar os polinizadores - diretamente (inseticidas e fungicidas) e indiretamente (herbicidas) - e, por esta razão, o Parlamento Europeu sublinhou a importância da sua redução como uma prioridade. As espécies invasoras, como a vespa asiática, e algumas doenças são particularmente perigosas para as abelhas. As alterações climáticas, que estão a provocar o aumento das temperaturas e eventos meteorológicos extremos, também contribuem para esta problemática. https://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/society/20191129STO67758/porque-estao-a-desaparecer-as-abelhas-e-os-polinizadores-infografia
Estudos confirmam  que o papel das abelhas melíferas é maior, atuando em diversas culturas: maçãs (90%), amêndoas (100%), mirtilo (100%), pêssego (48%), algodão (16%), frutas cítricas (27%), canola (17% a 30%), tomate (12%), melão (15%), pera e kiwis, além de outros frutos e
essa pesquisa foi evidenciado que a abelha irapuá é o polinizador efetivo de 10 espécies agrícolas: acerola, cenoura, chuchu, girassol, laranja, manga, morango, abóbora, pimentão e romã. Ademais, foi considerada como um polinizador potencial de 16 outros cultivos: melão, urucum, canola, melancia, tangerina, coqueiro, pinhão-manso, macadamia, abacate, pessegueiro, goiaba, beringela, cajazeira, e umbu. Dessas 26 culturas citadas, onze delas apresentam dependência essencial ou grande por polinizadores.
Essa dependência também foi estimada e apresentada em um artigo publicado nesse ano pelo Journal of Economic Entomology. Culturas que apresentam uma dependência essencial ou grande por polinizadores têm a produção muito reduzida na ausência desses animais. No caso, as culturas citadas que apresentam dependência essencial são abóbora, acerola, cajazeira, macadamia, melancia e urucum. Já as que apresentam grande dependência são abacate, girassol, goiaba, pessegueiro e pinhão-manso. Assim, a irapuá representa um importante polinizador para a agricultura, especialmente considerando sua ampla distribuição geográfica. https://abelha.org.br/o-papel-das-abelhas-irapuas-como-polinizadores-na-agricultura-e-em-habitats-degradados/