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sábado, 20 de abril de 2019

Joan Miró – 20-04-1893- Nasceu há 126 anos “o mestre da simplicidade e da alegria”- A única filha Maria Dolors Miró Juncosa, filmou em Portugal Colecionador português admite ter dois quadros inéditos que supõe serem da vasta produção do famoso pintor espanhol – Em 2006 o BPN tinha cerca de 200 obras do pintor catalão Joan Miró – Desse lote, restam 85, adquiridas pelo Governo Português.

Jorge Trabuo Marques - Jornaista e investigador 


Joan Miró, morreu há 36 anos mas a sua figura continua como  uma lenda viva, ícone,   no mundo das artes plásticas  .Dizendo-se, que, "quanto mais o tempo passa, mais a sua arte se torna universal, transcendendo fronteiras e géneros. As suas obras vivem para além dos museus, nos muros de prestigiadas instituições, e a sua influência estende-se ao design, à arquitetura, e é visível nos locais mais inesperados.

Jorge Trabulo  Marques - Jornalista e investigador 

DOIS BRASILEIROS E UM PORTUGUÊS,   TIVERAM PAPEL RELEVANTE NO ENVIO DAS EMBLEMÁTICAS "CONSTELAÇÕES" DE JOAN MIRÓ DE ESPANHA PARA OS EUA

Nos anos 40, os brasileiros, Paulo Duarte, este identificado como “delegado do Museu de   Arte Moderna em  Nova Iorque,  bem como o poeta brasileiro João Cabral de Melo Neto. amigo de Miró e o critico de arte portuguesa, Adriano de Gusmão, assumem um papel importantissimo na passagem  das suas famosas "constelações" de Espanha para Portugal e daqui para Filadélfia a fim   de serem  expostas  em Nova Yorque: ou seja,  uma remessa  composta por uma série de 23 pequenas pinturas sobre papel, iniciada por Joan Miró em 1939 em Varengeville-sur-Mer e concluída em 1941 entre Mallorca e Mont-Roig del Camp  e um conjunto de têmperas, cerâmicas e litografias  extraidas dessas mesmas obras.

."The true story of Joan Miró and his Constellations"  - A citação é descrita num estudo, em inglês,  sobre a Verdadeira   história de Joan Miró e suas Constelações – Onde se diz, entre outros pormenores,  que “Em outubro de 1943, a prestigiada revista cultural de Lisboa, Seara Nova publicou uma   entrevista com Paulo Duarte, identificado como “delegado do Museum de   Arte Moderna em  Nova Iorque ”,  feita por  Adriano de Gusmão.


Duarte é quem entra em contato com Prats (galerista) e Miró, sugerindo  a possibilidade de enviar  as "Constelações" para o MOMA, que  afirma representar. E quem se encarrega de assegurar o trasporte dessas obras por lisboa é justamente o português Adriano de Gusmão,  da Associação Portuguesa de Museologia, autor de "Inquérito Museológico em  Espanha "e outro em 1948 intitulado Artistic Spain. Travel Notes) The true story of Joan Miró and his Constellations | Miguel Orozco ,  que indica que ele fez viagens por Espanha em anos anteriores. Miró fala sobre Gusmão em sua carta a Duarte em 15 de maio 1944" .  The true story of Joan Miró and his Constellations 

 O  ARTISTA QUE SE IMPÔS PELO GÉNIO CRIATIVO, DESCRIÇÃO E DISCIPLINA E NÃO PELA EXTRAVAGÂNCIA -


"Miró não era uma glória nacional como Picasso, não tinha-se comportado de maneira escandalosa ou provocadora (como escandaloso e provocativo, os fascistas descobriram, por exemplo, o populismo e a personalidade gay de García Lorca )" -    - Contudo, é referido naquele estudo  que Miró se recusou a expor as suas obras em Madrid e   que teria sido um militante republicano e uma vítima de Franco que se não fosse forçado a exilar-se em Paris 


É também  sublinhado, nos textos da  Fundació Miró Mallorca, que a vida de Miró era regida pela discrição, ordem e total dedicação à criatividade, longe de qualquer tipo de extravagância. Isso contrasta com o forte aspecto imaginário, lúdico ou relacionado à mensagem de seu trabalho. O enorme legado que ele deixou é testemunha de seus trabalhos criativos. Como disse um dos seus biógrafos, Jacques Dupin, ele era um "poeta aplicado".

Por detrás de um grande homem, esteve também uma extremosa e dedicada esposa:  Também   é dito pela funação de Mirõ,  que , Pilar Juncosa Iglesias, esposa e benfeitora de Joan Miró, nasceu em Palma em 1904. exerceu uma influência discreta mas considerável sobre o artista. Nas próprias palavras de Miró: “Minha esposa Pilar é a companheira ideal para mim. Sem ela, eu seria uma órfã perdida neste mundo. Além do meu trabalho, não faço ideia de nada nem de como organizar as coisas. Ela é meu anjo da guarda. 
Portanto, eles eram um casal estável e unido, e isso ajudou a garantir duas vidas cuidadosamente equilibradas.
 https://miromallorca.com/en/foundation/joan-miro-and-pilar-juncosa/

AS FAMOSAS  "CONSTELAÇÕES " NA VASTA OBRA DE MIRÓ - - VERDADEIRA POESIA MUSICAL - FRUTO DE INTENSA INSPIRAÇÃO E ATURADA  PERFEIÇAO  - "Levou pelo menos um mês para produzir cada aquarela para pintar em outros pontos minúsculos, estrelas, lavagens, pontos infinitesimais de cor para finalmente alcançar um"

Sobre  extraordinárias "constelações", noutro estudo é referido que, "Em agosto de 1939, um mês antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial, Miró e sua família fugiram de Paris e mudaram para Varengeville-sur-Mer, uma pequena cidade na Normandia. Este sentimento de escapar é claramente refletido na produção harmônica e poética desta série. Em Varengeville-sur-Mer, pintou os dez melhores trabalhos da série que mais tarde foi chamada de Constelações, começando com “The Dawn” e “The Scale of Evasion”. Depois de escapar da França, Miró continuou a série Constelações em Mallorca, criando mais dez obras mais complexas. As três últimas foram criadas em 1941, em sua casa ancestral em Mont-Roig del Camp.

Joan Miró 

 
“Eu senti um profundo desejo de fugir. Eu me tranquei deliberadamente. A noite, a música e as estrelas começaram a desempenhar um papel na minha pintura.” - Joan Miró
Esta série é caracterizada por formas de estrelas, aves e mulheres. Miró estava construindo a sua própria linguagem madura. As formas são sobrepostas em diferentes maneiras para criar um espaço de cor específico. Esta nova ideia foi repetida constantemente na obra do artista. Felizmente, as séries são datadas, permitindo a seqüência em ordem cronológica. http://www.arteeblog.com/2015/04/serie-joan-miro-constelacoes.html

COLECIONADOR PORTUGUÊS DE ARTE - ADMITE POSSUIR DUAS OBRAS INÉDITAS DE JOAN MIRÓ - INSPIRADAS NA ARQUITETURA DO SACRÁRIO E DO PÓRTICO DA  CATEDRAL DE PALMA DE MAIORICA No interior da qual o artista passava longas horas de meditação, tal como é descrito, de seguida, numa das passagens do estudo, que atrás citei. 

Suposta obra de Miró
Joan Miró
Os dois quadros, a óleo, sobre tela, deverão ter sido pintados nos últimos anos da vida de Joan Miró: não estão assinados, num deles a grade está identificada  com a marca da empresa fabricante, que já lhe confirmou ser da sua empresa. 

ALTAR - MOR DA CATEDRAL DE MAIORCA
Pórtico da Catedral de Palma de Maiorca
Além de evidenciarem elementos estilisticos, parecidos com outras obras, em  ambos os quadros, e ao centro de cada composição pictórica, surgem como estilizadas as torres da catedral de Palma de Maiorca - E, numa delas, como que traços do altar-mor e um M ao alto 


Suposta Obra de Miró
Grade e tela do quadro  de suposto quadro de Miró
GRADE E TELA – É DE FABRICO ESPANHOL- “Nós não somos peritos em Joan Miró. A única coisa que podemos dizer é que a tela com o carimbo da Lienzos Levante é em efeito fabricada pela Lienzos 
Levante. Mas a Lienzos Levante não comercializou direitamente aos pintores. Esta referência de tela pode ter sido enviada a Maiorca nos anos 80 donde a Lienzos Levante tinha vários distribuidores. O Miró viveu na Maiorca no fim da sua vida (1983). E poderia ter comprado là. Mas não podemos saber mais.


Diz Miró - citado  por  "The true story of Joan Miró and his Constellations"   - "Como eu morava nos arredores de Palma, eu costumava passar horas olhando para o mar. Poesiae a música agora era muito importante para mim em meu isolamento. Depois do almoço, todos os dias eu ia à catedral para ouvir o ensaio do órgão. Eu me sentava lá naquele vazio gótico, sonhando acordado, evocando formas. A luz entrava na escuridão através dos vitrais em uma chama laranja. A catedral parecia sempre vazia àquelas horas. A música de órgão e a luz filtrada através dos vitrais para a escuridão interior sugeriram formas para mim. Eu não vi praticamente ninguém durante todos esses meses. Pouco eu fiquei enormemente enriquecido durante esse período de solidão.  Eu leio o tempo todo: São João da Cruz, Santa Teresa e poesia"
 -
Joan Miró
"Depois de ter terminado esta série de pinturas em Palma, mudei-me para Barcelona. E essas pinturas de Palma foram tão exigentes técnica e fisicamente que agora senti a necessidade de trabalhar mais livremente, mais alegremente  "proliferar" ..

Joan Miró, morreu há 36 anos mas a sua figura continua como  uma lenda viva, ícone,   no mundo das artes plásticas  .Dizendo-se, que, "quanto mais o tempo passa, mais a sua arte se torna universal, transcendendo fronteiras e géneros. As suas obras vivem para além dos museus, nos muros de prestigiadas instituições, e a sua influência estende-se ao design, à arquitetura, e é visível nos locais mais inesperados.


"Joan Miró nasceu há 126 anos, no dia 20 de abril de 1893, na cidade de Barcelona.  E faleceu em 25 de Dezemebro de 1983, em Palma de Maiorca   "Este catalão costuma ser classificado entre os surrealistas, mas sua simplicidade e alegria parecem alheias àquela escola. Na verdade, Miró foi influenciado por várias correntes. Os cubistas, os dadaístas e os abstracionistas podem ser facilmente identificados em seus trabalhos".

"Apesar da insistência de seus pais, Miró não completou os estudos. Após chegar ao esgotamento nervoso no escritório onde trabalhava quando jovem, seus pais aprovaram que entrasse numa escola de arte em Barcelona. Tinha 19 anos. De 1912 a 1914, estudou com Francisco Galí, que o apresentou às escolas de arte moderna de Paris, transmitindo-lhe sua paixão pelos afrescos de influência bizantina das igrejas da Catalunha e o introduzindo-o à fantástica arquitetura de Antonio Gaudí.

Entre os anos de 1915 a 1919, Miró trabalhou em Montroig, próximo a Barcelona, e em Maiorca, onde pintou paisagens, retratos e nus. Depois, passou a alternar Paris e Montroig. De 1925 a 1928, influenciado pelo dadaísmo, pelo surrealismo e principalmente por Paul Klee, pintou cenas oníricas e paisagens imaginárias.
No fim da sua vida, Miró simplificou sua pintura, reduzindo-a a pontos, linhas e passando a usar basicamente o branco e o preto.

Na década de 1930, fez cenários para balés, e seus quadros passaram a ser expostos regularmente em galerias francesas e americanas. As tapeçarias que realizou em 1934 despertaram seu interesse pela arte monumental e mural. Estava em Paris em meados da década, quando explodiu a guerra civil espanhola, cujos horrores influenciaram sua produção artística desse período.

Apesar da alta qualidade de sua obra, Miró é bastante desigual. Algumas obras revelam grande espontaneidade, enquanto em outras se percebe extremo cuidado, e esse contraste também aparece em suas esculturas. Às vezes, o artista procurava mostrar a realidade de uma forma simplificada, quase infantil, simbólica, sem a complexidade e o mistério do surrealismo; outras vezes tomava caminho inverso.

Joan Miró

Miró foi célebre em vida. Expôs seus trabalhos, inclusive as ilustrações feitas para livros, em vários países. Parece haver consenso de que sua mais importante obra é “Números e constelações em Amor com uma Mulher”.

Em 1954, ganhou o prêmio de gravura da Bienal de Veneza e, quatro anos mais tarde, o mural que realizou para o edifício da UNESCO em Paris ganhou o Prêmio Internacional da Fundação Guggenheim. Em 1963, o Museu Nacional de Arte Moderna de Paris realizou uma exposição de toda a sua obra. Joan Miró morreu em Palma de Maiorca, Espanha, em 25 de dezembro de 1983.http://miltonribeiro.sul21.com.br/2013/12/12/120-anos-do-catalao-joan-miro-o-mestre-da-simplicidade-e-alegria/

Graças ao testemunho de Joan Punyet Miró, neto e administrador das fundações Miró, de arquivos inéditos, do acesso privilegiado ao seu estúdio e ao seu trabalho, vamos descobrir as facetas menos conhecidas do pintor, que “de dia podia ser um tesouro e de noite podia ser um monstro”. O Miró provocador, mas também o Miró sensível ao sofrimento dos compatriotas. O legado de um grande artista, que hoje em dia recai sobre os ombros de um único descendente, e o destino trágico da maioria dos membros da sua família. https://www.comunidadeculturaearte.com/rtp2-exibe-documentario-sobre-joan-miro/  



FILHA DE JOAN MIRÓ RODOU FILMES EM PORTUGAL


María Dolors Miró Juncosa (1930-2004) -


Não se sabe se, o famoso artista Joan Mirõ,  terá estado em Portugal, mas, pelos menos, sabe-se que a filha, única e patrona, Maria Dolores Miró Juncosa,  veio aqui a realizar alguns filmes, nos anos 80 - O pintor João Neves, que participou  num desses filmes, como  figurante, recorda que ela gostava de sentar-se junto da câmara, exibindo grandes  charutos havaianos, fazendo gala que  lhe eram enviados expressamente por Fidel Castro  - No entanto, um dado é certo, em sua vida, referem os especialistas, que,  Miró, durante a vida, Miró foi um artista muito prolífero: - realizou mais de duas mil pinturas sobre tela, 200 esculturas, além de desenhos em papel e em outros materiais. Miró morreu em 1983, aos 90 anos, em Palma de Maiorca, na Espanha, ainda em atividade.  - E é sabido que, só uma instituição bancária, o extinto BPN, adquiriu quase um centena de obras de Miró - Obviamente, que não terá sido o único caso, atendendo à fama do artista - ~E   o caso que aqui lhe reporto, mais à frente. 


Em Portugal, desde os tempos áureos do ouro vindo do Brasil, muitos dos nossos museus foram enriquecidos com valiosas obras de arte - e também alvo de saques, nomeadamente nas invasões francesas - A par de excelentes colecionadores privados , e, mesmo quem não fosse colecionador,  cultivava  o gosto por ostentar ou decorar a sua casa, com quadros de bons artistas, fossem portugueses ou estrangeiros  - Isso foi-me declarado por  João Hogan , além de me ter sido confirmado nas muitas entrevistas  que registei  de vários pintores portugueses, nomeadamente a década de 80 - Por exemplo, fui recebido em Casa de Carlos Botelho,  de Dorita Castelo Branco, Mário Cesariny,   sim, quer em sua casa, quer  no atelier  ou nas  exposições, com  entrevistas a varridíssimos pintores e escultores,  bem como pelos mais destacados colecionadores, como   Jorge de Melo e Cupertino de Miranda, entre outros, tendo constatado um especial gosto pelas artes plásticas,  tendência que tem vindo a diluir-se: pelo que, quem não tem fama, já dificilmente a conquista nos dias de hoje. 

Infelizmente, na cultura do descartável, do usar e deitar ao lixo, estilo loja chinesa, da chamada era do vazio, vai-se perdendo o gosto pela leitura e pelas obras de arte, razão pela qual  vai sendo difícil conquistar molaridade: sim, quem conquistou nome, há uns anos atrás, ainda vai vendendo por bom preço; nas leiloeiras os demais, dir-se-á que vão  pintando mais por gosto de que esperando que os seus trabalhos sejam  devidamente  valorizados .  Se bem que, no meio da grande enxurrada de abstracionistas, na chamada arte da preguiça,  em que persiste a tendência do mimetismo, de se imitarem  uns aos outros, com borrões e traços a esmo, não seja também  fácil  encontrarem-se obras que gerem emoções, que possam distinguir-se e afirmar-se  como obras de especial talento ou mesmo novidade artística. 

Quero que a minha obra seja um poema musicado por um pintor” Joan Miró foi amigo e admirador de Varèse, Cage ou Stockhausen, mas a influência crucial da música na sua obra nunca fora sublinhada. Miró & Music, que o neto do pintor apresentou em Serralves, preenche essa lacuna. Durante vinte anos, Joan Punyet Miró, neto do pintor catalão e administrador das fundações Miró em Barcelona, Palma de Maiorca e Mont-Roig, investigou as relações do seu avô com a música, catalogando e estudando a sua colecção de discos, percorrendo a sua correspondência, entrevistando compositores, maestros, coreógrafos e instrumentistas que trabalharam com o pintor. O resultado é o livro Miró & Music, que apresentou em Serralves, em https://www.publico.pt/2017/11/25/culturaipsilon/noticia/quero-que-a-minha-obra-seja-um-poema-musicado-por-um-pintor-1793858

 27 DEZ 2004 Maria Dolors Miró Juncosa, patrona e única filha do pintor Joan Miró, morreu, em 26 de Dezembro, 2004, às dez horas da Policlínica de Palma de Mallorca, aos 74 anos por causa de um ataque cardíaco seis dias de ser cirurgicamente operada a  um quadril, segundo seu filho Joan Punyet Miró. "Foi um golpe muito brutal, nunca previmos essa possibilidade, foi muito fraco, não quero mais falar", acrescentou Joan.

Vinte anos e um dia após a morte do grande Joan Miró, aos 92 anos, apenas mais um dia de inverno afiada, a figura do herdeiro para o artista adquiriu -fatalmente- um papel que ela sempre desprezou na vida. Menos de um mês atrás, ele entrou segurando uma rara entrevista , que, em seguida, adiado por causa de uma viagem e preparações cirúrgicas itens para recuperar o Estado ea Generalitat da Catalunha protecção da família em casa e ambiente de Montroig Tarragona -a local de La Masia, obra-prima de primeira parecia que Hemingway comprado em Paris.

(…) Dolors Miró foi discreta, pequeno e elegante, uma bela réplica do rosto feminino e do corpo de seu pai, que se reflete tanto as grandes retratos de fotógrafos. Ele nasceu em Barcelona em julho de 1930, nove meses após o casamento de seu pai, que se casou aos 36 anos com o maiorquino Dolors Juncosa, que morreu aos 91 anos em Janeiro de 1995.
.(..) Dolors Miró Juncosa foi um grande viajante, amante da arte e da moda, e um narrador precisa da vida e as aventuras de seu plástico pai. Era a sua memória. Em 1937, ele passou a infância em Paris depois de deixar a guerra em Espanha; com a chegada dos nazistas, o Miró migraram para o mundo rural francês, onde o grande Miró quebrou Constelações, períodos de calma, tragédia e euforia.
Em meados dos anos 50, o clã se estabeleceu em Maiorca, uma terra familiar. Dolors teve que enfrentar a morte por perder seu primeiro marido e ver outro dia frio em janeiro de 1991 morrer para seu primogênito, David Fernández Miró, poeta, tradutor, editor de música, que deixou a escassa 35 anos. A feliz foto da mãe e filho do dia do casamento de David, com o olhar travesso de avós no fundo, estará no álbum da história interior na saga Miró.https://elpais.com/diario/2004/12/27/agenda/1104102007_850215.html

Joan Miró viveu em Espanha e França, ganhou estatuto de lenda viva, mas rejeitava a opinião da crítica e do mercado da arte. Morreu há 35 anos. Quem foi Joan Miró, protagonista de nova exposição em Serralves?

“O pintor surrealista – que rejeitava qualquer corrente – era adorado nos EUA e nem se exilou do outro lado do Atlântico durante a II Guerra Mundial, como tantos artistas e intelectuais europeus. Em 1959, tinha recebido das mãos do presidente Eisenhower o Prémio Internacional Guggenheim, em reconhecimento pelos murais de cerâmica “Noite e Dia” criados no ano anterior para a sede da UNESCO, em Paris. Terá sido pioneiro junto dos americanos na disseminação de formas, técnicas e atitudes surrealistas e é hoje apontado como provável referência de Jackson Pollock ou Mark Rothko. Um génio do século XX, não se hesitaria dizer.

A morte na tarde de Natal, quase cego, aos 90 anos

Filho do ourives Miquel Miró i Adzerias, de Tarragona, e da doméstica Dolors Ferrà i Oromí, de Palma de Maiorca, dono de uma obra colorida, quente e utópica que incluiu pintura, escultura, cerâmica e tapeçaria, Miró desapareceu há precisamente 35 anos, na tarde do dia de Natal de 1983. Quase cego e com complicações cardíacas, tinha cumprido 90 anos em abril desse ano, “Um dos últimos gigantes da pintura do século XX”, lia-se no Diário de Lisboa do dia seguinte. “Um dos maiores artífices da expansão da criatividade neste século de grandes esperanças sobrepostas a grandes horrores”, acrescentava o El País. https://observador.pt/especiais/miro-o-pintor-da-terra-e-das-estrelas-morreu-ha-35-anos/

Joan Miró (1883-1983) certa vez afirmou que seu trabalho consiste em “representar com imaginação o mundo das aparências”. Para ele, uma escultura poderia estar, perfeitamente, retratada através de uma gravura. E é isso que acontece na série Miró escultor, que inaugura hoje no Café do Porto (Padre Chagas, 293). São sete litografias (39,3cm x 20cm), todas assinadas e catalogadas, realizadas em 1974, na cidade de Barcelona. A série de imagens traz representações de sete locais e idiomas diferentes: Pérsia, Portugal, Itália, Japão, Suécia, Dinamarca e Inglaterhttps://www.jornaldocomercio.com/site/noticia.php?codn=51634

Pintura Mediúnica intriga com obras de Monet, Picasso e Renoir

Trata-se, segundo a doutrina espírita, do processo em que um espírito se expressa por meio de pinturas ou desenhos através das mãos e dos pés de um médium.
Valdelice trabalha com vários artistas desencarnados célebres que, segundo ela, voltam para dar testemunho da imortalidade do espírito. Uma prova de que a vida que vivemos hoje é uma apenas dentre tantas que virão. A médium veio a Rio Preto na quarta-feira, no Centro Espírita Francisco de Assis, onde promoveu uma sessão da pintura mediúnica. A reportagem do Diário acompanhou. No encontro, que contou com cerca de 100 pessoas, Valdelice pintou telas assinadas por Renoir, Toulouse-Lautrec, Picasso, Van Gogh e Monet.https://www.diariodaregiao.com.br/_conteudo/vidaeestilo/pintura-medi%C3%BAnica-intriga-com-obras-de-monet-picasso-e-renoir-1.33942.html

Joan Miró: vida e obra
Joan Miró: a vida e obra de um artista tão importante não pode ser resumida em algumas linhas, mas suas obras podem ser vistas em todo seu ar impressionante.

Joan Miró Ferrà nasceu em Barcelona em 1893. Desde muito jovem, costumava viajar para Tarragona e Maiorca, locais cujas paisagens teriam um profundo efeito sobre ele. Atraídos pela atração da terra, luz e céu em ambos os lugares, eles se tornaram uma fonte de inspiração, dando origem a algumas das imagens visuais e símbolos característicos vistos em seu trabalho.
 O longo relacionamento intermitente de Miró com o Mallorca pode ser dividido em três etapas principais: seu maiorquino permanece como uma criança pequena e um menino com sua avó materna em Sóller, seu casamento com a ilhéu Pilar Juncosa em 1929 e, por fim, o período em que ele transformou a ilha. casa em 1956 até a sua morte em 1983.
 Maiorca foi um excelente cenário criativo para Miró, oferecendo-lhe paz, liberdade e muito procurado silêncio. Aos 63 anos, ele fez Son Abrines, no distrito de Cala Major, sua casa, finalmente podendo ter o estúdio de seus sonhos lá - o Sert Studio.
 Miró passou a comprar uma casa rural vizinha do século XVIII chamada Son Boter. Isso permitiu que ele tivesse um grupo de estúdios onde mais de um terço de todo o seu trabalho seria criado. https://miromallorca.com/en/foundation/joan-miro-and-pilar-juncosa/

Um homem enraizado em sua terra, um artista de alcance internacional

Joan Miró nasceu em Barcelona em 1893, mas as paisagens emocionais que o formaram como pessoa e artista foram principalmente as de Mont-roig, Paris e Maiorca, e depois as de Nova York e do Japão. A pequena cidade de Mont-roig, na região de Baix Camp, na Catalunha, foi um contraponto à fermentação intelectual de sua vida com os poetas surrealistas da Paris dos anos 1920, e ao estímulo de descobrir o expressionismo abstrato em Nova York nos anos quarenta. Algum tempo depois, no meio da Segunda Guerra Mundial, Joan Miró retornou do exílio na França e se estabeleceu em Palma de Mallorca, que se tornou seu refúgio e local de trabalho e onde seu amigo Josep Lluís Sert projetou o estúdio de seus sonhos.

O apego de Miró à paisagem de Mont-roig primeiro e depois a Maiorca foi crucial em seu trabalho. Sua conexão com a terra e seu interesse em objetos do cotidiano e no ambiente natural formaram o cenário para algumas de suas pesquisas técnicas e formais. Miró evitou o academicismo em sua busca constante por uma arte pura e global que não pudesse ser classificada sob nenhum movimento específico. Autocontido em suas maneiras e expressões públicas, é através da arte que Joan Miró mostrou sua rebeldia e uma forte sensibilidade aos eventos políticos e sociais que o rodeavam. Essas forças conflitantes levaram-no a criar uma linguagem única e extremamente pessoal que faz dele um dos artistas mais influentes do século XX. https://www.fmirobcn.org/en/joan-miro/
POLÉMICA À VOLTA  DAS OBRAS DE MIRÓ - ESPÓLIO DO EXTINTO BPN 
Para aqueles que procuram um esquema de lavagem de dinheiro bom, você pode querer considerar se tornar um colecionador de arte. Certo, a arte parece agradável, mas é também um grande lugar para ricos estacionarem dinheiro. O mercado é relativamente estável e é muito fácil evitar o pagamento de impostos sobre a arte.

BPN tinha 200 obras de Miró em 2006  o6-02-2014 As obras de Miró que o Governo colocou à venda pertenciam a três off-shores da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que dominava o BPN, e que foram adquiridas com crédito do banco a dois investidores espanhóis, De La Cierva, e que terão "ganho milhões em comissões".
Em 2006 o BPN tinha cerca de 200 obras do pintor catalão Joan Miró, parte delas adquiridas por 34 milhões de euros a Cazu Masa Katsuta, um investidor japonês que as havia adquirido, em 1990, em Nova Iorque, à galeria Pierre Matisse (do filho do pintor francês), contou recentemente o actual presidente da Parvalorem, Francisco Nogueira Leitehttps://www.publico.pt/2014/02/06/culturaipsilon/noticia/bpn-tinha-200-obras-de-miro-em-2006-1622561

 Em Fevereiro de 2014: o País é confrontado com uma polémica “cultural”. O Governo de Passos Coelho, sob a batuta do Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, acordada com a leiloeira Christie’s a venda de várias obras de Joan Miró que faziam parte do acervo do antigo BPN.

As obras tinham sido expedidas para Londres, mas uma providência cautelar interposta pelo PS e uma decisão posterior da Procuradoria-Geral da República impedia o leilão. As obras regressam a Portugal e a luta entre quem quer vender, sob uma base de licitação de pouco mais de 35 milhões, e aqueles (artistas, partidos da esquerda e outros) que querem que o acervo permaneça no país intensifica-se. Em junho, a Christie's volta a anunciar novo leilão, mas é novamente obrigada a cancelá-lo.
Dois anos depois, o resultado da polémica está em exposição na Fundação Serralves. “Joan Miró: Materialidade e metamorfose”, com setenta e oito pinturas, desenhos, esculturas, colagens e tapeçarias” é uma viagem única pela evolução do artista catalão. Obras que ficaram em Portugal graças a todo o protesto público que foi alimentando discussões naquele ano de 2014. http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2016-10-10-Os-Miro-que-a-polemica-salvou

Setembro 2016 - GOVERNO DE ANTÓNIO COSTA ANUNCIA A COMPRA DAS OBRAS 




 
"Chegou ao fim uma das maiores disputas do mundo das artes internacional., Antônio Costa, anunciou que as 85 obras do artista espanhol Joan Miró que pertenciam ao Banco Português de Negócios e estão sob o poder do estado português desde a nacionalização da instituição, em 2008, permanecerão no país europeu. Mesmo que vendidas, o que somente acontecerá dentro de certas condições, as obras não poderão deixar Portugal. https://glamurama.uol.com.br/depois-de-polemica-85-obras-de-joan-miro-ficam-com-o-governo-portugues/

Conversa no âmbito da exposição "JOAN MIRÓ E A MORTE DA PINTURA”, com Joan Punyet Miró, Successió Miró CB, Palma de Mallorca, Marko Daniel, Director Fundació Joan Miró, Barcelona e moderação de Robert Lubar, comissário da exposição.

SÁBADO DA RESSURREIÇÃO - ALELUIA! ALELUÍA! - O DIA É DE LUZ E DE GRAÇAS - Cumpre-se a Vigília Pascal - O Dia é de esperança e de libertação.

  

AMAR A NATUREZA SEGUINDO O MARAVILHOSO EXEMPLO DE JESUS - Se não lhe puderes seguir o exemplo dos seus passos, fá-lo na arte – Expressão superior de talento e santidade - Virtudes de Jesus: alegria, santidade, sabedoria e bondade - "Ele nos mostrou assim que o nosso sofrimento não deve impedir-nos de fazer o bem. Ao contrário, se sofremos temos um motivo a mais para sermos bons para com os outros, pois a bondade dá certo equilíbrio entre a justiça e a injustiça que existem no mundo. Deus criou o mundo para que ele fosse feliz, e o trabalho da bondade é de reconduzir o mundo de Deus ao seu desígnio primitivo. Além disso, a bondade se põe a serviço do Salvador, reconquistando, fortalecendo, iluminando as almas



A Semana Santa é uma tradição religiosa católica que celebra o Mistério Pascal, em que a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo são relembradas e refletidas pelos cristãos. A semana se iniciou no último domingo (12), chamado ‘Domingo de Ramos’, e termina com a ressurreição, que ocorre neste domingo (21) de Páscoa.
Sábado Santo
É o dia da espera. Os cristãos junto ao sepulcro de Jesus aguardam sua ressurreição. No fim deste dia, é celebrada a Vigília Pascal, “a mãe de todas as vigílias”, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo e também do Círio Pascal. Entoa-se o ‘Glória’ e o ‘Aleluia’, que foram omitidos durante todo o período quaresmal e de onde vem o nome ‘Sábado de Aleluia’.
“Com a benção do fogo e do Círio, a Igreja às escuras lembra que Cristo Ressuscitado é a luz do mundo, quebra a escuridão e enche de luz a todos aqueles que se aproxima dele com fé viva. É o triunfo da luz sobre as trevas do mal. Essa primeira parte termina com a ação de graças ou proclamação da Páscoa (Exultet) , que exprime o caráter cósmico da vitória de Cristo”, explica a Canção Nova.
A Vigília Pascal tem quatro partes fundamentais: Liturgia da Luz, da Palavra, do Batismo e da Eucaristia. É comum crianças e adultos serem batizados nesta celebração, quando todos renovam sua fé e confiança no Senhor.
“Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição”. (Circ 73  https://www.roraima1.com.br/2019/04/20/sabado-de-aleluia-vigilia-pascal-e-esperanca-da-ressurreicao/

sexta-feira, 19 de abril de 2019

SEXTA-FEIRA SANTA – O SAGRADO RITUAL DE HÁ DOIS MILÉNIOS - QUE RECORDA A CRUCIFICAÇÃO, MORTE E O SEPULCRO DE JESUS CRISTO EM NOME DA SALVAÇÃO DA HUMANIDADE







Hoje, Sextafeira- Santa- O Dia considerado, pela liturgia católica, em que o mundo cristão recorda  o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.– Vila Nova de Foz Côa, onde a população é maioritariamente católica, mantem  viva a tradição – 

Estas imagns, foram registadas  há cinco anos  - Eram dez horas da noite quando a procissão, presidida pelo padre António Ferraz, saía da Igreja Matriz para evocar o Auto da Paixão de Cristo em alguns pontos da cidade.

Passos mais ou menos cadenciados, orações e cânticos, sons de banda filarmónica  entrecortados por   silêncios  ou algumas palavras furtivas, emprestaram ao ato momentos de impressionante pendor religioso e místico.


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A tradição já não é como antigamente. Os sinos deixavam de tocar e os únicos sons que se ouviam eram o das matracas.  E também já lá vai o tempo dos  longos jejuns  e da abstinência de carne, salvo quem comprasse as bulas. Hoje a procissão é acompanhada por uma banda filarmónica,  a de Freixo de Numão, por sinal a única no concelho, mas nem por isso deixa de continuar a ser um ritual que apela  - mesmo para quem não professe o catolicismo – para os sentimentos mais profundos sobre a  meditação dos mistérios da vida e da morte.