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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A PINTO DA COSTA - UMA VISÃO CONTÍNUA DE BELEZA E DE IMAGINAÇÃO...



Jorge Nuno Pinto da Costa, nasceu na cidade do Porto, 28 de dezembro de 1937, é o quarto filho e terceiro varão de José Alexandrino Teixeira da Costa



(atualização) Este post - com a data de 18 de Dezembro e 2008 -  fazia parte de uma série de transcrições epistolares, de um certo exercício espiritual  que, em determinada fase da minha vida, enviei a várias personalidades, desde dirigentes de futebol, momentaneamente ao Porto, Sporting e Benfica) a  políticos e intelectuais  - Esta é uma das cartas que enviei a Jorge Nuno Pinto da Costa - Editada num site, denominado Desoculto Noturno, sob o pseudónimo de Luis de Raziell.

O email ainda existe mas não o site, entretanto foi desativado - Algumas dessas postagens foram  exportadas, com a mesma data e editadas, para este site, outras  permanecem arquivadas - tal era o caso desta, que agora recupero de novo  - De referir que, uma coisa é esta minha faceta,  que assumo como  heterónimo, outra o exercício como repórter fotográfico ou jornalista, atividades que procuro exercer com o melhor  desempenho e isenção profissional, que me for possível, seja qualquer for o clube, independentemente das minha simpatias 

 Poste editado em   -  Com algumas imagens editadas posteriormente,


Compartilho o nobre sentimento de que o desporto, e em particular o Futebol, é um dos espetáculos mais extraordinários, em que o homem, competindo entre si, em igualdade e número e circunstâncias, se supera e eleva na arte e no desenvolvimento da sua mente.
Quando se diz que o Futebol aliena o espírito, eu respondo que quem está alienado é quem o veja ou pratique, distorcida mente, ou, então, beneficie do ilimitado poder e ajuda dos árbitros, de cujas decisões, os atletas, não tendo culpa, são na generalidade dos casos as maiores vítimas


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Lisboa, 7 de Julho de 2003
Jorge Luís de Raziel
V.V. de Deus


Exmo. Senhor
Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa
Presidente do Futebol Clube do Porto


Para mim, o mundo é todo ele uma visão contínua de beleza e imaginação” - Quem assim escreveu foi William Blake, talvez o mais extraordinário visionário inglês de todos os tempos. Músico, pintor e poeta, profundamente crente numa linguagem do sobrenatural, em todas as forças anímicas, dispersas e latentes na natureza, cuja sonoridade tão sabiamente utilizou na sua música e poesia, tanto para crianças como para adultos. Blake acreditava que “todas as divindades residem no coração do homem”, independentemente das suas crenças e religiões. Nascido no século VIII, num tempo em que a sua criatividade constituiu uma verdadeira pedrada no charco; porventura, pensar-se-ia hoje que, posto que fosse perante tantas desgraças no mundo, os pressupostos do seu pensamento se alterariam; pelo contrário; o essencial da sua linguagem continua perfeitamente actual. Ela é límpida e transparente, como um cristal, e ao mesmo tempo perene e universal, pelo que, há-de forçosamente resistir a todas as vicissitudes e hecatombes que assolem a humanidade. 

De entre os seus belos poemas, apraz-me aqui citar, no início de mais uma missiva, que tenho o maior prazer de lhe enviar, esta quão poderosa como iluminada afirmação contida nestes singelos versos, intitulados Augúrios de Inocência.

“Ver um Mundo num Grão de Areia
E um Céu numa Flor Selvagem
Ter o Infinito na palma da mão
E a Eternidade numa hora ”



Pois bem; e sabe a razão pela qual me ocorreu esta citação? - Por um lado, por me estar a dirigir a uma pessoa, que além de crente, é também um espírito superior, fadado para o cumprimento de uma missão muito especial, no campo de uma das actividades desportivas mais populares e espectaculares da actualidade; por outro, porque, em verdade, o ano em curso me proporcionou, justamente através desse desporto, e mercê das suas altas capacidades de visionário e de dirigente, momentos de rara alegria e de felicidade, que, dir-se-ia, haverem contido a grandeza do mundo e a eternidade do próprio instante ou da própria hora - Sim, especialmente naquela festiva e inesquecível final de Sevilha! E, creia, tal era a minha convicção de que, tão magnífica vitória ia sorrir aos briosos campeões, pese o apreciável mérito do adversário, que não resisti a prestar-lhe a minha homenagem, através de uns poemas, extraídos de dois autores anónimos, que fui recolher de uma antologia poética universal, e que imaginei se inserirem no espírito desse radioso dia, o que fiz, via fax dos CTT, exactamente a escassos seis minutos do jogo, conforme o poderá comprovar o relatório do mesmo fax. Claro, fi-lo depois de os haver pronunciado ante os raios de um esplendoroso dia de sol, e que volto a reproduzir, com muito gosto, junto à fotocópia do mesmo fax., esperando que sejam pronunciados ante o raiar da manhã de um próximo dia, repleto de luz, de brilho e de glória!

Parabéns, pois, meu Caro e Ilustre Presidente!

Pelo que vejo, constato com alegria, que não foi em vão, ou destituído de qualquer simbologia, que lhe enviei aquelas três pedrinhas mágicas, acompanhadas de uma belíssima oração, em meados de Outubro passado, e a que me referi na minha carta de 19 de Dezembro, nestes precisos termos
“Espero tenha gostado das pedrinhas que lhe enviei na minha anterior carta, tal como também estou confiante de que, através das mesmas, haja já recebido as vibrações mais positivas, por forma a alcançar os objectivos a que, tão denodadamente, e com total entrega da sua própria vida, de há muito vem prosseguindo, em prol do glorioso Clube Futebol do Porto.”
E, qual profética visão, qual sonho premonitório, a que, nessa mesma carta, quase a terminar, acrescentava: 


"Vejo, sob um céu muito claro e luminoso, um extenso mar azul a perder-se-me de vista, perdendo-se até a um infinito de um claro e esbatido horizonte, no entanto, para cá daquela fímbria e esbatida linha, vejo também o recorte de uma linda praia orlada de brilhante e branca espuma, em que a luz do sol se reflecte em oiro e prata pelo dourado e branco areal, sorrindo em mil sorrisos com as tranquilas e luzidias ondas! - E, no alto de uma pequena ilha, em frente, a escassas milhas, e onde há um singular farol, vejo também, juntinho a esse marítimo farol, duas maravilhosas ninfas, loucas de alegria, abrindo os braços ao vento, ébrias de enlevo, e, por vezes, até ensaiando alguns pequenos passos de etérea dança, ao som de um vago rumor que vem dos confins do oceano, vagido místico e celestial, pelo que, assim, alegres e muito contentes, vão erguendo, ao mesmo tempo, numa das mãos, alvacenta taça de um precioso néctar, que ora bebem, ora erguem em honra aos céus! E cantam, cantam belos hinos! e até, às vezes, pousando a sua taça, agitam bandeiras azuis e brancas, e, com a concha das suas delicadas mãos, gritam hossanas a Deus! - Eis o meu sonho, que tive, recentemente, e que lhe venho descrever, quase em vésperas de festejar mais um aniversário - O qual espero, e desejo, seja passado com muita alegria, e também vivido com a graça de um feliz Natal”. 

Pois bem, o dito farol, a que eu me referia, como sabe, não fica muito longe do Jamor. Não se pode dizer que haja ali uma magnífica praia (foi em tempos, antes da poluição)mas, o certo é que, quando o sol lhe bate em cheio ao fim da tarde, não tenho dúvidas que o panorama é realmente belo, e que todo o estuário é um verdadeiro espelho! E, na verdade, conquanto o céu, naquela famosa tarde, nem sempre estivesse claro e limpo, tal como, então, o visionara; porém, o ter-se coberto de algumas nuvens, e refrescado um pouco, penso que, de certo modo, até ajudou ao desempenho dos atletas, dada a canícula da estação. 

Quanto ás ninfas, cada uma empunhando sua taça, naturalmente que me estava a cingir à do Campeonato e da Taça de Portugal. No entanto, era assim, de forma particularmente auspiciosa e apoteótica, que eu previra o culminar de uma época futebolística para os gloriosos dragões. Claro, que ainda falta a conquista de algo mais; contudo, gozadas que sejam as férias, é, o que pode dizer-se, entrar no prelúdio para o recomeço de uma Nova Vida, o dobrar de Uma Nova Página ou o principiar de um Novo Ciclo. E faço votos para que arranque em força e bem!

Em relação ao jogo no Estádio Nacional, de facto, tive muita pena, que, desta vez, não pudesse estar ali presente, bem junto ao relevado, tal como nos anos anteriores, torcendo pela minha cor preferida, munido das minhas abençoadas pedrinhas e, ainda, fazer mais umas belas fotos. Apesar disso, vivi e vibrei, intensamente, o desafio e a vitória, através da televisão. Invocando e agradecendo a Deus as suas divinas graças e boas influências. 

Referindo-me à tal descoberta de que lhe falei na minha anterior carta, prometi-lhe que lhe enviaria o resto da história na carta imediata. Mas não vou fazê-lo. Ficará para outra ocasião. Para já, e como estamos ainda em pleno tempo de Verão, aproveito para lhe enviar alguns excertos da descrição de umas aventuras que realizei, há uns anos, pelos mares do Golfo da Guiné, e a que me referi já vagamente. Sim, como poderá ver, são outras facetas da minha personalidade - E, curiosamente, fazem parte de outro pseudónimo pelo qual sou conhecido. No entanto, e perdoe-me a indelicadeza, ainda não lho vou referir, nem o meu verdadeiro nome, uma vez ser na condição de vidente e de médium que tenho vindo a dirigir-me a V.Exa, ao que julgo, já a caminho de três anos. Mas, pelo que vejo, este ciclo terá que terminar em breve, até porque é minha intenção vir a divulgar a tal descoberta. E, se assim for, se entretanto o não descobrir através de outras pistas, decerto acabará por vir a saber donde sou e quem sou. Sim, tanto mais que eu gostaria de apresentar a exposição das fotografias e dos documentos das minhas aventuras marítimas, na capital invicta, tal como já fiz em Lisboa, na sede do meu conselho, e noutros pontos do país E quem sabe se não será mesmo o Sr. Presidente que, um dia, me dará o grande prazer de me proporcionar essa oportunidade, num dos espaços do novo Estádio!... 

Soube que optou por passar alguns dias das suas merecidas férias numa das cidades mais místicas e lendárias de Espanha. Decerto, que não o fez em vão ou por mero acaso; tal como também em vão o não faz quando se dirige a Fátima. Sim, não existem acasos. As coincidências são sempre significativas. Oxalá tenham sido dias maravilhosos e reparadores.
E vou terminar, erguendo as minhas mãos aos Céus, pedindo a Deus que continue a bafejá-lo e a protegê-lo, tanto na vida familiar, como na senda dos seus melhores objectivos em favor do Grande Clube.
Jorge Luís de Raziel
V. V. de Deus


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