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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

PORTUGAL É HOJE UM BAZAR CHINÊS - JÁ NEM UM 1º DEZEMBRO SALVARIA A SUA INDEPENDÊNCIA


Por Luís de Raziell

Restam-nos as pedras ... Algumas delas são exportadas para vários países - E, porventura, talvez seja a única riqueza aonde ainda nos possamos agarrar - Pois não vejo que apareça por aí algum Messias capaz de nos salvar


O dia primeiro do último mês do ano, não foi apenas mais um feriado - no conjunto dos feriados nacionais - mas a evocação a uma data muito especial: comemorou-se o 1º de Dezembro, o dia da Restauração de Portugal, face ao domínio Filipino - Penso que é das páginas mais belas da nossa História. Depois, disso, foi o acumular de um sem-número de desgraças. Actualmente, uma delas, é a de Portugal ter voltado a perder a sua independência - Não propriamente face à União Europeia – pois não vejo que seja este o maior dos males. Mas pelo facto de se ter transformado num verdadeiro Pagode ou Bazar Chinês.


INVASÃO AMARELA DE VENTO EM POPA 

DE VENTO EM POPA  - Dizem as estatísticas que a  China já passou da 7ª posição entre as maires economias mundiais para ocupar o pelotão da frente – Deixando para trás a  Itália, França, Inglaterra e Alemanha. Nesta altura, à  sua frente, apenas o  Japão e os Estados Unidos.

Fábricas que deixaram de empregar mão-de-obra nacional


Não há vila de Portugal – isto para já não falar das cidades – em que não haja lojas do grande país do sol nascente Pergunto: e quantas lojas já os portugueses abriram naquele longínquo país asiático? ... Julgo que poderão contar-se pelos dedos. E, em consequência, o que é que tem acontecido? Fábricas que fecham, comerciantes portugueses que, por não poderem competir com a concorrência dos produtos chineses (confeccionados com mão-de-obra ao preço da chuva) enceram as portas e milhares de portugueses vão parar ao desemprego. Mas isto passa-se, tanto em Portugal, como no resto da Europa e em muitos outros países: uma verdadeira invasão económica. E sem que fosse necessário, usar as armas, dar um único tiro! - Aliás, os chineses até são muito pacíficos nos países para onde emigram. Passam grande parte do seu tempo nas lojas - Muitos deles até comem lá e ali reúnem o seu núcleo familiar. Porventura, outros até lá dormem. Preferem os seus a empregarem gente estranha aos seus hábitos e cultura . E até há quem diga que, quando morrem, vão direitinhos de corpo e alma para o céu - É que, se algum morre, nem sequer aparece nas páginas do necrotério dos jornais. Não se vêem funerais. E ainda bem - é sinal de vitalidade e de saúde! Estão em todo o lado em todos os sectores de actividade: são donos de casinos e não tarda que sejam também eles a dominar sub-repticiamente a banca. Não os vejo é a imitar (no futebol) os novos ricos russos. Isso acabará por acontecer, inevitavelmente, mais tarde, quando o regime cair. Para já, parece que o importante é fazer o negócio e não dar muito nas vistas. Actualmente, a colónia chinesa, entre nós, não é das maiores. Porém, já são uns milhares. Mesmo assim, não há casos de polícia nos jornais.


ESCRITOR FRANCÊS - HÁ MAIS DE MEIO SÉCULO - NÃO SE ENGANOU - DE QUE A CULTURA AMARELA  INVADIRIA  A EUROPA PACIFICAMENTE 


Vale a pena aqui recordar as palavras do escritor francês louis-Ferdinand Céline - Nasceu em Coubervoie, no Sena, a 22 de Maio de 1894; faleceu a 1 de Julho de 1961, em Paris, “Vão ter que ver quando as hordas amarelas se lançarem sobre vocês. Digo bem, sobre vocês, os jovens; eu, felizmente, estarei morto” (..) “No mundo amarelo, toda a gente desaparece , antropologicamente. É assim. O amarelo é o pilriteiro da raça. Tudo o mais são fluorescências secundárias. Mas o fundo é amarelo. O branco não é uma cor. O amarelo tem todas as qualidades necessárias para se tornar o rei da Terra.  “

NA CHINA MILENAR   tudo se transforma, nada se perde. Tudo se consome e nada se deita fora - senão o que organismo elimina. Desde a carne de cachorro ao ínfimo gafanhoto. Desde a repelente barata à diligente minhoca. Enquanto na maioria dos países, o golpe económico é desastroso e vai apressar a que o capitalismo seja ainda mais sofisticado e agressivo, naquelas longínquas paragens, as negras nuvens, quase vão passar ao lado. - Pois não se pense que actual crise signifique a morte do grande capital! Ele ainda está de pedra e cal e vai perdurar. - Infelizmente, para pesadelo de biliões de seres humanos, que são usados como carne para canhão Pois, por cada milionário capitalista, haverá mais de mil explorados - E o capitalismo do Estado Chinês, pouco se importará com isso: com o sofrimento de quem está fora das suas fronteiras




 TODAVIA HÁ QUE RECONHECER  QUE A CHINA -  PREFIGURA TAMBÉM  O ENCONTRO DE TODOS OS CREDOS  - 

Aprecio a arte chinesa - tenho este quadro

"A China é um dos poucos países onde se encontram preenchidas todas as grandes espiritualidades da humanidade: Confucionismo, Taoísmo, Budismo, Islamismo, Cristianismo. Mas o processo de abertura foi muito longa. A primeira reunião, foi com a Índia no século IV, o que o levou a abraçar o budismo: levou oito séculos de digerir. O último encontro decisivo, aquele com o Ocidente no século XIX, foi realizada em condições terríveis para a China, sem confiança ou sinceridade. Em 1925 já, Lu Chin, a grande figura literária chinesa, disse: "Nossa salvação está em diálogo com o outro." Hoje, para a China, o Ocidente não é um apelo exótico, uma necessidade vital".





"De acordo com um pensamento  chinês, o universo é regido por um princípio unitário, um sopro (no seu sentido mais nobre, que significa "espírito"). A respiração é a primeira revigorante circular. A matéria é apenas uma espécie de condensação de ar.... Dentro do universo, há duas respirações vitais, yin e yang, e o sopro do vácuo mediana que faz com que uma interação entre os dois, como o torvelinho que vem quando você derramar água quente sobre o chá .- Excerto de.«La peinture est la religion des Chinois» - L'Expres



Pessoalmente, nada tenho contra os pacíficos comerciantes e até costumo ser um dos seus clientes (pois, a vida está cara e, conquanto alguns dos seus artigos não me ofereçam grandes garantias, os preços são realmente tentadores: além disso, são simpáticos, não regateiam sorrisos, quando é preciso sorrir. No fundo, o que querem é vender a mercadoria que têm nas prateleiras, receber seu dinheirinho, não ter problemas com ninguém e regressar um dia com um bom pecúlio na algibeira ao seu país, e o resto são cantigas! - São práticos, e, pelos vistos, não são muito apreciadores das nossas burocracias - E, afinal, quem gosta de ser estorvado no seu negócio?… Regem-se pela milenar sabedoria chinesa! Governa-te e deixa que os outros também se governem. Ou seja: compra o que quiseres e deixa vender quem vende - Lá na China o grande patrão é o Estado - e ai daquele que for apanhado a infringir as suas leis! - Já sabe o que lhe acontece. Porém, fora do grande continente amarelo, sentem-se, talvez, como se estivessem perante um verdadeiro oásis comercial: além das ajudas que recebem do seu governo, segundo se diz, gozam de especiais prerrogativas e de uma liberdade total dos Estados onde se instalam - O que a ditadura lá não lhes permite, as democracias ocidentais dão-lhe de bandeja e de sobra: entre outros benefícios fiscais, nomeadamente a possibilidade de mudarem de loja, quando apertados pelo mesmo fisco. É, pelo menos, o que para aí se comenta. Não creio que seja um procedimento generalizado - Mas também dizem que não faltam exemplos.



Já agora, a talhe de foice, conto um curioso episódio que se passou comigo, lá no meu burgo - digo lá, porque vivo habitualmente noutra cidade - Pois bem, o que é que sucedeu?!.. Fui a uma loja chinesa e, no acto de proceder ao pagamento, pedi uma factura ao comerciante que me atendeu na caixa. E sabem qual foi a factura que me passou? Nem mais nem menos que (a indicação da importância gasta) escrita a esferográfica num pedacinho de jornal chinês. “Então… mas não há um livro de facturas?” - questiono . E a cuja observação responde o dito comerciante, com o ar mais sério e sisudo deste mundo: “Eu não precisa disso. Se o Senhor não quer levar, deixa ficar! Não importa!… ” Como precisava dos artigos, não tive outra alternativa senão conformar-me com o pedacinho escrito no espaço em branco de uns caracteres da imprensa chinesa.

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Claro que ( numa aldeia global para onde nos atirou o liberal-capitalismo internacional) pouco ou nada já podemos fazer, face a esta espécie de fatalismo vertiginoso para onde também resvalamos. E onde os governantes são incapazes e incompetentes de travar essa vertigem!
Luís de Raziel

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