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sexta-feira, 13 de março de 2009

ESTUDO INÉDITO DO PROF. MOISÉS ESPÍRITO SANTO, ASSOCIA NOMES SOLARES À TOPONÍMIA DOS TEMPLOS PRÉ-HISTÓRICOS, NO MONTE DOS TAMBORES, ALDEIA DE CHÃS











CONTRIBUTO CIENTÍFICO DE MOISÉS ESPÍRITO SANTO - UM DOS MAIS PRESTIGIADOS ESPECIALISTAS DE TOPONÍMIA E DA SOCIOLOGIA DAS RELIGIÕES - QUE VEM AO ENCONTRO DAS NOSSAS PESQUISAS, JUNTO DE ESTUDIOSOS DE VÁRIOS SABERES, QUE DESEJAMOS NOS AJUDEM A FAZER ALGUMA LUZ SOBRE UM PASSADO, EM QUE ACREDITAMOS SER FECUNDO DE PROFUNDAS RAÍZES HISTÓRICAS E MÍSTICAS MAS AINDA ENVOLTO EM ESPESSA CORTINA DE PENUMBRA E MISTÉRIO

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.Moisés Espírito Santo (Batalha, Leiria, 1934) é um professor universitário, etnólogo, sociólogo, filólogo e linguista português. É também especialista em estudos de toponímia. Pode considerar-se o especialista português mais relevante na análise etnológica e sociológica e no estudo científico do Catolicismo Romano / Igreja Católica / Vaticano, cuja obra em Sociologia e Etnologia das Religiões está classificada, pela Biblioteca Nacional de França, como 'forme savante à valeur internationale'.. Moisés Espírito Santo - Wikipédia,.


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"Fundador e presidente da Associação de Estudos Rurais da Universidade Nova de Lisboa, do Instituto Mediterrânico da Universidade Nova de Lisboa, do Instituto de Estudos e de Divulgação Sociológica da Universidade Nova de Lisboa e do Instituto de Sociologia e Etnologia das Religiões da Universidade Nova de Lisboa” Moisés Espírito Santo.









































."Não há línguas inventadas a partir do nada; todas são decalques e crioulos de outras sobretudo no plano da oralidade; não se cria a partir da língua escrita mas sobre a oralidade anterior” (…) " E os topónimos nunca poderão ser entendidos sem o contexto em que se inserem ou inseriram”. Teses defendidas por um dos mais prestigiados investigadores portugueses, em estudos de Toponímia, com uma obra científica notável e de reconhecimento internacional. Para Moisés Espírito Santo, o segredo das suas pesquisas: é o “ método de terreno” Que “consiste em descobrir a significação do nome a partir do seu envolvimento geográfico e da sua relação com os nomes/sítios vizinhos.” (…) “ Os nomes significavam qualquer coisa que existia ou se fazia no local; não eram poéticos nem postos ao acaso das aparências. Significavam o que lá existia ou se fazia: ‘fonte’, ‘encosta’, ‘rio’, ‘porto’, ‘mina’, ‘palácio’, ‘santuário’, ‘feira’… As populações viviam em autarcia. Esses sítios/nomes não necessitavam de outros atributos, uma vez que as populações que os nomearam eram isoladas e podiam não conhecer mais nenhum sítio com esse nome. […] / […] O método etnológico exige, portanto, a observação do terreno ou, pelo menos, o uso duma cartografia minuciosa e alguma informação etnológica sobre os sítios. […]”.
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Foi com base nestes pressupostos, que, o autor da Sociologia das Religiões e de várias dezenas de importantíssimos títulos, partiu à descoberta das origens toponímicas, mais recuadas, no Maciço dos tambores, na aldeia de Chãs, e da sua eventual associação aos templos solares existentes. Deslocou-se ali por duas vezes: no solstício do Verão, a convite da PFI – Associação Cultural Pagã, que ali realizou o seu x congresso anual e participou nas cerimónias evocativas do dia maior do ano. Regressou depois, no Equinócio do Outono, como convidado especial da Comissão Organizadora das Celebrações.


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Movido pela sua sensibilidade cultural e curiosidade cientifica, quis contactar directamente com a constelação da própria área e conhecer , in loco, os nomes dos vários sítios
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Como resultado desse estudo interpretativo, redigiu um artigo muito interessante que ofereceu à Comissão Organizadora. O qual vem juntar-se a outros contributos científicos, muito relevantes – de Adriano Vasco Rodrigues; Lima Garcia, Adriano Sá Coixão e do astrónomo Máximo Ferreira – cujas observações apontam no sentido de que, os dois monumentos pré-históricos que ali se situam, teriam sido usados como postos de observação astronómica, bem como altares sacrificiais em várias festividades, dedicadas aos deuses da fertilidade da terra e de outras crenças, por antigos povos que ali se fixaram.
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Trata-se, pois, de um valioso texto, que surge na esteira de uma longa experiência, fruto de aturadas pesquisas de um laborioso investigador que não se importa de ir ao encontro de métodos que escapam aos procedimentos da arqueologia tradicional e de outros manuais que ignoram realidades, por vezes, bem simples, mas de extrema importância. Tal como, de resto, o fez, posteriormente, Tom Graves: o radiestesista e escritor inglês, vindo expressamente da Austrália, onde reside, para ali confirmar a sua teoria de que «Em toda a parte existe uma interacção entre as pessoas e o lugar – e o lugar também tem as suas escolhas.» E, no fundo, cremos ter sido também, este, um dos princípios seguidos pelo Professor Catedrático e Jubilado da Universidade Nova de Lisboa, com o qual trouxe à luz do conhecimento, novos dados e revelações, verdadeiramente espantosas, que não constam na Historia de Portugal – E que, com muita hora honra, e reconhecimento, aqui reproduzimos
Jorge Trabulo Marques. .

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MONTE DOS TAMBORES E O CALENDÁRIO RUPESTRE DA ALDEIA DE CHÃS
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Visitei o monte dos Tambores para observar o calendário rupestre e dei particular atenção aos nomes dos sítios e das pedras que constituíram o calendário. Vou interpretá-los neste artigo.
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O que vou expor não consta nos livros de História de Portugal onde notamos uma crassa ignorância e uma verdadeira fobia quanto à cultura dos nossos antepassados lusitanos। Os historiadores e arqueólogos procuram fazer-nos crer que os lusitanos eram uma horde de selvagens, atrasados e ignorantes, quando foram o povo que «durante mais tempo se opôs aos romanos», segundo Estrabão। Quer dizer, a resistência dos lusitanos aos romanos durou 200 anos। Porquê são assim ignorados pelos historiadores os nossos antepassados? Porque eram libertários e ciosos da sua independência e cultura, e porque se opuseram aos colonizadores। Leite de Vasconcelos ousa até dizer que «os lusitanos esqueceram a sua língua; para a descobrir seria necessário consultar a esfinge»। Nós diríamos o seguinte: para que um povo esquecesse a sua língua materna em favor da do colonizador, seria necessário que quatro gerações, dos bisavôs aos bisnetos, durante cem anos, se calassem, não falassem entre si, nem uma palavra, enquanto não aprendessem correctamente a língua do colonizador।
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Em qualquer cultura, qualquer aprendiz de investigador pode descobrir a língua que precedeu a actual. O método para isso consiste, entre outros, na interpretação da toponímia, da gíria popular e das expressões codificadas do linguarejar quotidiano como, por exemplo, «morar em cascos de rolha» (muito longe), «andar à paz de pílula» (estar sem dinheiro), «Está de ananazes» (um tempo muito quente), etc. que constam em dicionários especializados. Só os historiadores, arqueólogos e etnólogos portugueses tradicionais se recusam a esse trabalho, por razões ideológicas, para desvalorizar a cultura vencida.
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Por este método, demonstra-se que os lusitanos, antes da introdução do latim/português, falaram a língua dos fenícios ou cartagineses (ou púnicos) que era uma mistura de dialectos ou de línguas com origem nas regiões donde provieram os chamados «fenícios» que, depois, se chamaram cartagineses ou púnicos e que dominaram a Península Ibérica durante, pelo menos, 500 anos (até à vitória do Império romano com o assassinato de Viriato, no ano 140 a.C.). Essas línguas ou dialectos eram: o cananita da Costa Fenícia, o hebraico (em que foi escrito o Antigo Testamento), o acádico, o assírio e o aramaico, falados nas regiões donde provieram os fenícios/cartagineses; essas regiões iam da actual Palestina até aos rios Tigre e Eufrates e ao País dos Hititas (actual Turquia). A antiga língua pode ter ficado por «decalque fonético» ou corrupção de línguas. Os antigos vocábulos adaptaram-se, foneticamente, a palavras da língua actual. Vejamos então os nomes dos sítios em questão..

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.Tambores
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É nome do monte onde encontramos o calendário rupestre. Tambores é uma corrupção fonética do vocábulo cananita e hebraico tabor que, literalmente, significa «umbigo» e, metaforicamente, «centro da terra, parte mais elevada da terra, umbigo da terra», quer dizer, um monte sagrado. Jerusalém é classificada de «umbigo da Terra» (Ezequiel 38:12). Também existiu na Palestina (antiga Fenícia) um monte Tabor onde o Antigo Testamento (Juizes, 9:38, Deuteronómio 33:19) situa um santuário hebraico e sobre o qual Jesus se transfigurou perante alguns discípulos (Mateus 17:1-9). O monte dos Tambores, em Foz-Coa, foi um santuário lusitano/fenício ao Sol, como vamos ver..


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É nome do monte onde encontramos o calendário rupestre. Tambores é uma corrupção fonética do vocábulo cananita e hebraico tabor que, literalmente, significa «umbigo» e, metaforicamente, «centro da terra, parte mais elevada da terra, umbigo da terra», quer dizer, um monte sagrado. Jerusalém é classificada de «umbigo da Terra» (Ezequiel 38:12). Também existiu na Palestina (antiga Fenícia) um monte Tabor onde o Antigo Testamento (Juizes, 9:38, Deuteronómio 33:19) situa um santuário hebraico e sobre o qual Jesus se transfigurou perante alguns discípulos (Mateus 17:1-9). O monte dos Tambores, em Foz-Coa, foi um santuário lusitano/fenício ao Sol, como vamos ver..

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Pedra da Cabeleira.
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É o nome da pedra grande através de cuja fenda se vê o sol nascer nos equinócios. Excluímos a lenda da «cabeleira que Nossa Senhora aí deixou» por ser uma adaptação recente do nome original à religião católica popular. Como a fenda da pedra serve para ver, nos equinócios, o nascer do sol, Cabeleira é uma corrupção de qabal awra [lê-se: cabalaura] em que qabal (do acádico) significa «no meio, mediano, posição ao meio», e awra (do cananita e hebraico) «aurora, nascer do sol». Portanto qabal awra significou literalmente «posição ao meio do nascer do sol», isto é, «posição do nascer do sol ao meio» do ano, «posição mediana do nascer do sol», sendo os equinócios a posição do sol «ao meio» do seu aparente percurso celeste. Em hebraico, qbl [lê-se: qabal] também significa «aceitar, recolher, acolher»; qbl awra seria então «aceita, recebe, acolhe o nascer do sol», tratando-se duma significação complementar (a fenda acolhe o sol nascente)..

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.São Caetano
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Nome do padroeiro da freguesia de Chãs à qual pertence o monte dos Tambores. Porquê, neste sítio rupestre, São Caetano que foi um italiano, fundador duma ordem de cónegos regulares (chamados Teatinos) no séc. XV, de teologia e de moral rigoristas? Caetano, aqui, é a corrupção fonética de qat annu (do acádico e assírio) em que qat significa «poder, potência, ter mão em» e annu «tempo (atmosférico)». Portanto qat annu [lê-se catano] significou «potência, o que tem mão no tempo (atmosférico)». No contexto da religião dos fenícios e cartagineses, a potência que «tem mão sobre o tempo atmosférico» é a divindade Sol, celebrada nos equinócios e nos solstícios. Ainda é possível encontrar na palavra «Santo, São» (Caetano) o vocábulo cananita shnt «excelso, sublime». Portanto shent qat annu [xent catannu] «excelsa potência do tempo», isto é, o Sol. Eis a razão do São Caetano neste monte do calendário solar.
A palavra annu (tempo atmosférico) também se encontra no provérbio beirão «Está de ananazes» (está um tempo muito quente) que deriva de: annu ana azh [lê-se anuanaáze] e que significou «o tempo até queima» (ana: «até», azh: «queima»).
Já a expressão «É do Catano» (coisa admirável, bem feita, bem encontrada) procede do cananita qatanu «fino, afiado, bem feito»..

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.Chãs
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Aldeia de Chãs é o nome da povoação que tem por patrono São Caetano e onde se situa o monte dos Tambores। A priori, Chãs é um topónimo muito vulgar que, do latim, significa «planuras», «aldeia das planuras». Ora, não é o caso porque o sítio é uma serra. Chãs procede do acádico shamsh [lê-se xâmexe] que significa exactamente «sol», o astro e a divindade «sol». Também significa simplesmente «relógio de sol».


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Côa
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É o nome do rio e que deu o da vila, sede do concelho. Aqui, temos qwh [lê-se côa] que significa «esperar atentamente», «esperar de emboscada». As altas margens do rio seriam sítios de caça, por emboscada. Perseguiam-se os animais dos campos cimeiros e eles caíam no precipício onde eram apanhados, tal como, até recentemente, se caçavam os lobos no Minho: escorraçados de todos os lados, nos cimos e nas encostas, os lobos precipitavam-se nos precipícios onde eram mortos (caça ao fojo).
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São estas as significações dos nomes dos sítios em questão (só não posso dizer em que época da História foram instalados). Podíamos desenvolver muitos outros estudos como este, na concelho de Foz Coa e nos concelhos vizinhos, para valorizar o património local#
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Moisés Espírito Santo,
Professor Catedrático da Universidade Nova de Lisboa,
Sociólogo e Etnólogo.
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Referências: Dicionário Fenício-Português, Contendo as Línguas ou Dialectos Falados pelos Fenícios e Cartagineses (Cananita, Acadiano, Assírio, Aramaico e Hebraico Bíblico), por Moisés Espírito Santo. Edição do Instituto de Sociologia e Etnologia das Religiões da Universidade Nova de Lisboa, 1993.
Dicionário Biblico Hebraico-Português, por Luis Alonso Schokel, Edições Paulus (São Paulo, Brasil, 1994).

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Um comentário:

luís amaral chagas disse...

A explicação do Professor Moisés Espírito Santo é o chamado "nec plus ultra".
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