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segunda-feira, 14 de junho de 2010

SOLSTÍCIO DO VERÃO 2010, A CELEBRAR AO PÔR-DO-SOL, COM CERIMÓNIA MÍSTICA, NO MONTE DOS TAMBORES, ALDEIA DE CHÃS, FOZ CÔA - TEMPLOS DO SOL









O Solstício do Verão, ocorre em Portugal às 12.29 horas do dia 21 de Junho, segunda-feira. Assinala o começo do Estio, que termina a 23 de Setembro. E vai ser festejado, ao pôr-do-sol, com música celta, louvores e rituais às forças da natureza, numa zona castreja, em Chãs, concelho de Foz Côa, com a já tradicional cerimónia mística, junto a um dos calendários pré-históricos, que estão alinhados com o inicio das estações do ano


Pelas 20.45 horas, os participantes na acção podem testemunhar a passagem dos raios solares sobre o eixo da Pedra do Solstício, numa imagem de grande simbolismo histórico e místico Trata-se de um imponente bloco granítico de forma arredondada, com três metros de diâmetro e a configuração do globo solar e da esfera celeste, que se supõe ter sido posto de observação astronómico e local de culto por antigos povos que habitaram a área -Desde o neolítico e calcolitico, civilizações de que existem abundantes vestígios - Porém, observado de perfil voltado a ponte, o referido monumento assume a estranha forma de um curioso busto humano.

O sol, ao pôr-se a vários quilómetros no horizonte - na margem oposta ao vale, sobranceiro ao monte dos Tambores, estende os seus raios em perfeito alinhamento com a crista de uma gigantesca estrutura megalítica e no mesmo enfiamento de um pequeno círculo cavaco na rocha, proporcionando uma imagem de raro esplendor e significado.


Ergue-se sobranceiro ao Vale da Ribeira Centieira, em cujo curso, a jusante, se situam as gravuras dos Piscos, um dos principais núcleos da arte rupestre paleolítica, Património da Humanidade.


O acto será antecedido com leitura de poemas, rituais de xamanismo, dedicados à cura da terra, por Maria Margarida Barros, o som de tambores e gaitas de foles e interpretações de viola de arco pelo actor e músico, João Canto e Castro



As cerimónias evocativas do Solstício de Verão estão agendadas para as 18.30, com o desfile do cortejo alegórico druida, que partirá, do adro da aldeia, até ao local das celebrações, ao som de gaiteiros de Miranda, os “Anda Camino” – As festas em sudação ao dia maior do ano, pretendem evocar antigas tradições ligadas aos ciclos da Natureza e ao culto solar


O sol, ao pôr-se a vários quilómetros no horizonte - na margem oposta ao vale, sobranceiro ao monte dos Tambores, estende os seus raios em perfeito alinhamento com a crista de uma gigantesca estrutura megalítica e no mesmo enfiamento de um pequeno círculo cavaco na rocha, proporcionando uma imagem de raro esplendor e significado.

Do programa, consta ainda uma homenagem ao poeta Fernando Assis Pacheco, com a deposição de uma coroa de flores -transportadas pelos “sacerdotes druidas” - e a leitura de poemas por João Canto e Castro, junto a uma pedra onde o poeta e jornalista se deixou fotografar, num gesto de enorme alegria, pela sua visita ao local, um mês antes da sua morte e da última reportagem, pela revista Visão, às gravuras do Vale do Côa - A romagem ao pequeno altar, pretende ao mesmo tempo lembrar todos aqueles que foram tocados pela inspiração poética das musas ou da linguagem e o brilho do Leão dos Céus


O convite é dirigido não só à população da aldeia e às gentes do concelho e redondezas, convidando-as evocar as festas dos ciclos da natureza dos seus antepassados, como também a todos quantos se interessem pelo estudo e pesquisa do passado longínquo da História do Homem e das particularidades desta região, cheia de misticismo e de um passado riquíssimo, contribuindo com o seu testemunho e partilhando num acontecimento de rara beleza e simbolismo


 

À noite - a partir das 22 horas - está previsto um espectáculo-convívio, com animação do grupo musical “Toca a Cantar” - com Jorge Carvalho, Gonçalo Barata e João Canto e Castro


A responsabilidade do evento é uma iniciativa da Comissão Organizadora das Celebrações no Montes dos Tambores, Templos do Sol - Conta com o apoio do Presidente Engº Gustavo, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, Junta de Freguesia de ChãsDra- Teresa Marques.; CALCATERRA - Agroturismo em Mêda família Moutinho.


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VÁRIOS INVESTIGADORES TÊM-SE DESLOCADO PROPOSITADAMENTE AO LOCAL, ASSISTIDO ÀS CELEBRAÇÕES E PRESTADO OS SEUS CONTRIBUTOS CIENTÍFICOS

Tom Graves, o autor “Agulhas de Pedra, A Acupunctura, da Terra”, que se tem notabilizado pela publicação de obras que procuram dar respostas e abrir novos caminhos para a investigação no campo da radiestesia aplicada à arqueologia, veio da Austrália para ali fazer os seus estudos - O conceituado escritor inglês defende que os lugares sagrados não foram escolhidos, pelos antigos povos, por obra do acaso. Concluiu que são centros para os quais muitas das linhas de água convergem umas com as outras e também com os centros padrões de linhas acima do solo, à semelhança do que acontece com as artérias do corpo humano.

Graves considera que só é possível ir ao encontro das verdadeiras raízes da história e da compreensão dos fenómenos naturais através da chamada linguagem vibratória dos sentidos. “Em toda a parte” - diz o conhecido rediestesista - existe uma interacção entre as pessoas e o lugar – e o lugar também tem as suas escolhas.»

De igual modo, assim terá pensado, o Prof. Moisés Espírito Santo - uma das figuras mais prestigiadas no estudo da sociologia das religiões e de levantamentos toponímicos. O Professor Catedrático e Jubilado da Universidade Nova de Lisboa, já por duas vezes, se deslocou ao Monte dos Tambores. No estudo que ofereceu à Comissão das Celebrações nos Templos do Sol, disse, nomeadamente, o seguinte: “Visitei o monte dos Tambores para observar o calendário rupestre e dei particular atenção aos nomes dos sítios e das pedras que constituíram o calendário” E fez esta curiosa interpretação:


“O que vou expor não consta nos livros de História de Portugal onde notamos uma crassa ignorância e uma verdadeira fobia quanto à cultura dos nossos antepassados lusitanos। Os historiadores e arqueólogos procuram fazer-nos crer que os lusitanos eram uma horde de selvagens, atrasados e ignorantes, quando foram o povo que «durante mais tempo se opôs aos romanos», segundo Estrabão” - E coloca esta pergunta: “Porquê são assim ignorados pelos historiadores os nossos antepassados? Porque eram libertários e ciosos da sua independência e cultura, e porque se opuseram aos colonizadores”.Ver mais pormenores em DO PROF.MOISÉS ESPÍRITO SANTO, ASSOCIA NOMES SOLARES À TOPONÍMIA DOS DOS TAMBORES,


António Sá Coixão, Lima Garcia e o astrónomo Máximo Ferreira – foram outras das personalidades que estiveram presentes nas nossas festividades e nos prestaram os seus contributos científicos

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ERASMO MUNDUS NA ROTA DOS TEMPLOS DO SOL -
CERCA DE TRÊS DEZENAS DE ESTUDANTES DO MESTRADO EM ARQUEOLOGIA E ARTE RUPESTRE, VINDOS DE VÁRIOS PAÍSES DO MUNDO - VISITARAM O MONTE DOS TAMBORES - UM DOS PROFESSORES QUE DIRIGIAM O CURSO, ERA MILA SIMÕES DE ABREU -.Ver reportagem e vídeo editado em: -NA ROTA DO MESTRADO ERASMUS MUNDUS

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O alinhamento sagrado, na Pedra do Da Pedra do Solstício, foi descoberto no dia 21 de Junho de 2003 e poderá igualmente observar-se, todos os anos, no mesmo dia e à mesma hora, caso as condições atmosféricas o permitam.

O Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira, embora o fenómeno astronómico, só fosse conhecido, um ano antes ao da Pedra do Solstício, já havia sido objecto de estudo, no princípio da década de oitenta, por Adriano Vasco Rodrigues, que classificara o referido monumento, como local de culto ou de sacrifícios.Pormenores em:.PROF.ADRIANO VASCO RODRIGUES - PRIMEIRO INVESTIGADOR TEMPLOS DO SOL E VALE MARAVILHA





Jorge Trabulo Marques - Da Comissão Organizadora

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