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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

EQUINÓCIO DO OUTONO,NOS TEMPLOS DO SOL, NUMA MANHÃ TÍMIDA E COM ALGUMA NOSTALGIA NA TERRA E NOS ARES, DE QUE O VERÃO NOS IA DEIXAR.

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..Small circle - appears in the frontispiece of the Sun Stone (Stone of Coma) - Solar symbol
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Rock art exists in a niche inside the cave and gave his name to Stone the Coma. or Sun StoneA pintura rupestre que deu o nome à Pedra da Cabeleira.














.Castro do Curral da Pedra - próximo do Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira - na vertente do qual (a oeste) se ergue a Pedra do Solstício


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EQUINÓCIO DO OUTONO - O DIA DO ANO EM QUE A NOITE E O DIA, SE EQUIPARAM - MAS, ALI, NO AR, POR ENTRE AS PAREDES GRANÍTICAS DO AMURALHADO RECINTO, PAIRAVA UM TAL ESPÍRITO CÓSMICO E ANCESTRAL, QUE TORNAVA AQUELA MANHÃ BEM DIFERENTE DAS DEMAIS NA GRANDE RODA DO CALENDÁRIO SOLAR


O dia raiara fresco e um pouco cinzento. Além disso, os tons amarelos já eram bem patentes na erva seca que cobria o interior do recinto amuralhado, onde se ergue a majestosa Pedra da cabeleira de Nossa Senhora - Donde, realmente, exalavam frescos odores outonais – Sem dúvida, uma atmosfera tonificante e perfumada, com os tons e as fragrâncias próprias da estação a fazer perpassar pelos rostos, o sentimento de que mais um ciclo estival se cumprira e uma outra página do calendário começava a folhear-se. E, ali, de maneira assaz inolvidável: -imagem verdadeiramente sublime, qual mítico Olho de Horus, a expandir-se e abençoar não apenas quem o contemple, como a cúpula do Espaço Etéreo e toda a Terra envolvente, sobretudo quando o astro solar mostra a sua claríssima luz e não é toldado por cinzentos céus ou alguma nuvem mais aziaga.


Todos sabiam de antemão, que, desta vez, não haveria gaiteiros nem grupos de dança. Mas o que importava era estar no local e viver a plenitude de uma manhã diferente. A bem dizer, foi o que aconteceu: mesmo com o Setembro, já adiantado, os dias cálidos de Agosto pareciam nunca mais ter fim, mas, vá lá, o Outono começou por mostrar um pouco da sua face, prometendo devolver a sezão às terras, roubada e estiolada pelos tórridos calores de um prolongado Estio.

Poucos mas muitos entusiastas. Desde um casal vindo de Leiria, a um grupo de amigos, que residem em Lisboa mas que estavam a passar os últimos dias de férias nos Carrascais – Anexa da freguesia de Longroiva e que o destino parece condenar à desertificação. Não fosse a persistência de Agostinho, um dos elementos desse grupo, que teima em agarrar-se ao seu querido torrão natal, não se importando de ali viver a maior parte do tempo, como eremita. É já um habitual entusiasta das celebrações nos Templos do Sol. Vive do lado de lá da outra margem do vale. O mesmo é dizer que, quando abre a janela de casa, o maciço dos tambores, se estende à sua frente – qual negra muralha dos mais primevos tempos! - Sim, observado do margem oposta, é uma paisagem fantasmagórica e agreste, mas há muito enraizada na memória de quem vive naquelas encostas. Obrigado amigo por mais esta simpática visita e pelos bons amigos e familiares que ali trouxe.

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.Não desejaríamos que ao local acorressem as multidões ávidas apenas de saciar a sua curiosidade mas imbuídas por um verdadeiro amor à Mãe Natureza. Pois a ninguém deverá ser vedado o direito de contemplar o que é belo, mesmo que o não mereça. Inquieta-nos, porém, esse futuro. Pois dia virá em que, não será um punhado, mas reunir-se-ão ali milhares. Temos a certeza que muitos o hão-de querer visitar. O vídeo do nascer do sol na Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, foi, recentemente, por nós editado, em língua inglesa, no Youtube e imediatamente anexado a dezenas de sites, entre os quais onde constam registos do famoso astrónomo e escritor Carl Sangan, a que demos o título: prehistoric calendar - Sun Stone - Pedra da Cabeleira - Chãs - Foz Côa -E, afinal, apenas fruto de mais um gesto de carolice e de veneração por estes lugares. Pois, como direi mais adiante, acordei com um realizador de cinema( ele diz que é), mas para nada.


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.Em representação do Município, esteve o Presidente, Eng. Gustavo Duarte, que nos deu o prazer da sua presença, que muito agradecemos - até pelo precioso apoio material que nos tem concedido. Estamos certos, que ele próprio sentiu a alegria de estar a viver uma manhã outonal maravilhosa. Vimos que ficou satisfeito, tal como quem o acompanhou, partilhando do mesmo entusiasmo geral – Independentemente das condições atmosféricas, serem ou não favoráveis à observação do alinhamento sagrado, existe ali algo de encantatório e de mágico – e até de purificador – que alegra e rejuvenesce o corpo e o espírito. Pena que, o sucesso fique ao sabor dos meros caprichos de São Pedro, que nem sempre se compraz com as vontades e as celebrações terrenas.

Da parte da aldeia, à excepção dos idosos do Lar, tudo andava envolvido na vindima e se entreajudava, até porque os braços activos começam a falar. Mesmo assim houve quem sacrificasse algumas horas ao trabalho . A fazer as honras da casa(aliás no terreno de que é proprietária), esteve a Dra. Teresa Marques, actual Presidente da Junta de Freguesia, que ali reiterou o seu apoio à Comissão Organizadora, no tocante à liberdade das celebrações. O ex-Presidente, António Lourenço, nesse dia também ia a vindimar, mas, como sempre, lá esteve, pronto a dar o melhor do seu esforço à organização do evento.
A todos o nosso obrigado.

Jorge Trabulo Marques – da Comissão Organizadora.






 



A GRANDE BANHADA DE UM PRETENSO CINEASTA - SR. JOSÉ MANUEL DE SOUSA LOPES - ATÉ O PRESIDENTE DA CÂMARA, DESCONSIDEROU- FEZ O REGISTO DO DEPOIMENTO (LEVANDO-O A PERDER INUTILMENTE O SEU TEMPO) NEM UMA PALAVRA. EM VEZ DO DOCUMENTÁRIO ENCOMENDADO PÕE NA INTERNET UM VIDIOZECO QUE POR CERTO NEM ELE PERCEBE

Afinal, tanto me empenhei em levar ali um realizador de cinema, para coisa nenhuma. A Junta de Freguesia gastou inutilmente alguns milhares de euros num pretenso cineasta, que dá pelo nome de José Manuel de Sousa Lopes, e, ao fim ao cabo, pouco ou nada se aproveita. Grande banhada! A culpa porém não é minha mas fui lesado: já que, uma parte do dinheiro que lhe foi dado, retirei-o do meu bolso, da minha modesta reforma, que bem falta me faz. Crente de que estava perante gente séria e competente, em quem se podia confiar. E passo da condição de autor da iniciativa e financiador a desconhecido, ignorado. Mais uns sacrifícios à minha custa para bem da minha aldeia, da ciência e do nosso património. Afinal, inutilmente. Mas o que é isso para quem já arriscou a vida longos dias no mar com o objectivo de ir ao encontro da história? - Coisas do destino, sabe-se lá.

Tratava-se de um projecto (uma produção) da Comissão Organizadora das Celebrações, de que tenho sido o principal dinamizador, com textos e locução do jornalista e realizador de televisão, Luís Pereira de Sousa, tal como fico assinalado numa das anteriores postagens. Com apoios da Junta de Freguesia, Câmara Municipal, eu próprio e um prometido apoio particular. Que não passou de falaciosa e gabarola promessa de um elemento da Junta. O dito realizador (no solstício) só contactou comigo no primeiro dia. Depois passou a acompanhar e reunir-se com quem lhe falava em muitos cifrões. Mas nem um euro dali veio.

Na véspera de partir, foi para me insultar e dizer que eu não mandava nele. Quando lhe perguntei o que é que tinha andado a fazer , dado me ter ignorado, sua resposta não se fez rogada: "Você julga que manda em mim! Eu faço o que me apetece!" - Claro, à custa da iniciativa e do dinheiro dos outros. Ao menos se o fizesse bem feito!- Soube que ele prometeu à Junta mandar umas quantas centenas de CD para serem vendidos: foi por isso que a Presidente que lhe adiantou mais uns cobres. Mas quem é que vai comprar o que já é oferecido na Internet? - Ela espera e já desespera. E certamente que vai ter muito que esperar...

PEDI A LUÍS PEREIRA DE SOUSA, COM QUEM TIVE O PRAZER DE TRABALHAR NA RÁDIO COMERCIAL, DA ENTÃO RDP, PARA VISIONAR OS VÍDEOS DO PRETENSO REALIZADOR JOSÉ MANUEL DE SOUSA LOPES : - AFINAL, PARA VER O TRABALHO QUE NUNCA CHEGARA A MOSTRAR-NOS, CONTRARIANDO O MAIS ELEMENTAR DEVER ÉTICO PARA COM QUEM LHE CONFIARA O REGISTO DE IMAGENS E A REALIZAÇÃO .EIS A OPINIÃO QUE ME TRANSMITIU SOBRE A "OBRA PRIMA" DE JOSÉ MANUEL DE SOUSA LOPES

Pelos 2 vídeos que tive a oportunidade de ver e sobre os quais me pedem a opinião, devo esclarecer que fiquei com a convicção de que se tratam de trabalhos amadores com pouca valia e interesse.
Assim
Sobre uma Residencial cujo nome não fixei:
A sucessão de imagens lentas, com algumas panorâmicas não revela o que provavelmente seria o objectivo; mostrar a beleza da região e do local, os encantos, a hospitalidade e enfim, criar o desejo de por lá passar.
Ausência total de elementos vivos mostra sim que está tudo arrumadinho, mas afinal, não interessa a ninguém. Vazio porque ….(nem fixei o nome e nem vi onde fica…)


Sobre o alinhamento solar


Pergunto; a quem se destina este pseudo - documentário?
Ao publico em geral? A especialistas?
O espectador não foi neste filme informado sobre o fenómeno, sobre o que se está a passar. Não basta colocar uns homenzinhos em tom de festa para referir uma festa pagã, anterior às festividades celtas que remontam a períodos longínquos da história do homem e ali poderiam ser ricamente documentadas, tanto em termos geológicos como religiosos e históricos.


Filmar pedras não é dar uma lição de arqueologia.
Mostrar o exterior de um museu, ainda para mais com uma mulher a afastar – se, não é convite a visita - lo. Estaria fechado?
Colocar imagens (até de má qualidade), sublinhadas por música envolvente, é o que qualquer amador e com pouca imaginação, faria nestas circunstâncias.
Se este conjunto de imagens se destinavam a interessados na matéria, por certo veio desinteressa – los. Ninguém ali aprende nada.


Conclusão : se estes trabalhos foram pagos não merecem um Euro. Se foram pagos com dinheiros públicos é mais um acto de lesa cidadão que merece atenção e reprimenda.


Cascais, 2010-09-15
lps.




A TERRA ONDE O SOL NASCE - versão corrigida

De facto, convencendo-me de que um profissional faria um pequeno documentário, com alguma qualidade, sobre as celebrações do Equinócio e do Solstício(inserido com alguns aspectos humanos, paisagísticos e culturais da freguesia e do concelho), que azar logo o meu: a que porta fui bater! - Quem mo indicou, já me apresentou desculpas, mas é tarde. Nem sempre os currículos traduzem o que lá escrevem. Perdeu-se dinheiro e a obra não vale nada! - Os escassos oito minutos que fez(muito à quem do prometido), que nem sequer se dignou enviá-los por CD, editou-se num quase desconhecido site de vídeos da Internet. O resultado é francamente medíocre e muito abaixo do nível de amador.


Esperava que fizesse algo melhor de que o brevíssimo trailer teaser equinócio do sol.mp4 - PARA O FILME: TEMPLOS DO SOL - MONTE DOS TAMBORES - CHÃS-FOZ CÔA que fizera na sua primeira deslocação, mas a decepção foi ainda maior . No entanto, o dinheiro, esse, já lá o tem e antecipadamente, com pagamento de carro alugado, alimentação, alojamento, aluguer do equipamento e mais uma quanta massa - sim, talvez fosse justamente o que mais lhe interessava. E passar uns dias de férias, com a mulher (Clara Ferrão, sua assistente de realização) e os filhos para lhe transportarem o tripé, gozando de óptimas benesses a troco de tomem lá esta palha.

Não fez o que lhe pediram mas o que quis fazer. Combinara-se um visionamento final das imagens, a respectiva selecção em conjunto para um documentário de 20 minutos, com textos e locução de Luís Pereira de Sousa, mas o dito "artista" , ignorou toda a gente. Aliás, já começara por fazê-lo, na própria aldeia, logo que alguém (arvorado em figurão e endinheirado), lhe acenou com uns altos patrocínios. Encostou-se a ele por descarado oportunismo. Só que, dali, não houve um avo! No videozeco nem uma referência a quem o financiou e lhe encomendou o trabalho. É como se fosse coisa sua. Mas, ainda bem: não o fez e espero que também não ouse fazê-lo: pois é da maneira que não conspurca o nome de terceiros com tão inútil pastiche.

Além dos tais 2' 30 do trailer que fez na Primavera, limitou-se a apresentar um vidiozeco de 8' 42", a que ele chamou por moto próprio(pois não perguntou nem pediu a opinião a quem lho encomendou), imaginem a veia do arvorado "poeta": "A TERRA ONDE O SOL NASCE - Promotional freguesia Chãs - I
STO DIZ AO LEITOR ALGUMA COISA?! - A MIM NÃO ME DIZ NADA - E DEVERIA DIZER. ATÉ PORQUE HÁ VÁRIAS ALDEIAS COM O MESMO NOME EM PORTUGAL.

A TERRA ONDE O SOL NASCE - versão corrigida

Em boa parte, é uma autêntica mancha negra do princípio ao fim. Em que não se percebe patavina do que ali tem para dizer - mesmo ao cinéfilo mais avisado. Onde, uma banda musical(que mais lembra um dobre a finados) procura compensar, maus enquadramentos e imagens desmaiadas e de mau recorte técnico e ligações de planos, ou seja, uma qualidade que não existe. - Pois, fala-se de sol mas onde o sol mal se vê. Da excelente actuação da Amalgama Companhia de Dança, no Equinócio da Primavera, nem uma imagem. Do cortejo celta e pôr do sol no solstício, é tudo pessimamente documentado. Na cerimónia que se seguiu sobre a homenagem aos poetas, nem um plano. Fez perder tempo ao Sr. Eng. Gustavo Duarte, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, para ser incluído um depoimento seu, mas depois ignorou-o completamente. Até um comercial de 1'.54",(promotional calcatera by José Lopes , encomendado pela Quinta onde se hospedou à nossa custa, igualmente editado na VÍMEO, não tem ponta por onde se lhe pegue.Já me dei conta que foi uma grande decepção, para quem lhe confiou o furo. Pois nem querem ouvir falar de tal "equipa de cineastas", que, pelo que depreendi, não deixaram saudades nos dias em que ali se hospedaram.

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A gruta da Pedra da Cabeleira também é iluminada ao pôr do Sol










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O pastor Miguel e o filho André - breve flagrante numa tarde de Outono.

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JOSÉ MANUEL DE SOUSA LOPES Dados Pessoais Formação Académica ..

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

EQUINÓCIO DO OUTONO 2010 - RECEBIDO AO NASCER DO SOL NA PEDRA DE NOSSA SENHORA DA CABELEIRA, MONTE DOS TAMBORES, ALDEIA DE CHÃS - FOZ CÔA


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TEMPLOS DO SOL - VOLTAM A SER LUGAR DE PEREGRINAÇÃO E DE ESPLENDOR SOLAR, TAL COMO HÁ MILÉNIOS
- ocasião única para uns inesquecíveis momentos de meditação e de recolhimento - Venha deleitar o espírito, esquecer-se, pelo menos por um dia, de algumas agruras ou vicissitudes da vida e extasiar o seu olhar ante o sublime e o belo. Desta vez não lhe prometemos outro espectáculo senão aquele que os seus olhos, poderão desfrutar, em silêncio, ante a entrada dos raios solares através do gracioso portal do alinhamento sagrado. Associe-se à renovação de mais um Ciclo do Planeta Terra, no Hemisfério Norte. Não perca a rara oportunidade. O Sol, quando nasce, é para todos. Mas existem, no entanto, lugares especiais, onde o seu brilho é como que abençoado e santificado, marca realmente toda a diferença! - Algo tão extraordinário e mágico na sublimidade da sua ascensão, que não deve ser desperdiçado, nem por um instante!


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Se quer reviver a mesma imagem que os nossos ancestrais veneravam, o mesmo esplendor solar contemplado pelos povos, que se abrigavam nas cabanas ou por entre as concavidades das rochas, em estreita convivência com a natureza e conhecedores de muitos dos seus segredos, não deixe de estar presente, entre as O8.OO e O8.3O, dia 23, em mais um acto evocativo, no Monte dos Tambores, onde será assinalada a entrada do Equinócio do Outono.

Não tinham relógios nem calendários, como hoje os temos, mas nem por isso deixavam de saber quando uma estação terminava e outra começava. Erguiam enormes blocos ou aproveitam-se de outros já existentes e adaptavam-nos para as suas observações astronómicas. Fazendo deles, além de verdadeiros monumentos, também os seus locais de culto e de cura. Muitos caíram no esquecimento ou foram destruídos. Porém, outros, ainda subsistem em vários pontos do Globo: o mais famoso é Stonehenge e, em Portugal, os templos do sol, no maciço dos Tambores, aldeia de Chãs, onde são celebrados os ciclos do ano e evocados, tempos idos.

They had no clocks or calendars, as we have today, but nonetheless failed to tell when one season ended and another began. Stood huge blocks or take advantage of other existing and adapted them to their astronomical observations. Making them but true monuments, also their places of worship and healing. Many fell by the wayside or been destroyed. However, others remain in various parts of the world: the most famous is Stonehenge, and Portugal, the temples of the sun, the mass of the Drums, Chãs village, where they celebrated the cycles of the year and evoked bygone days..  Tradutor Google

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Imagem do recinto da Pedra da Cabeleira, no Monte dos Tambores e da Amalgama Companhia de Dança - na Celebração da Primavera 201
Vem aí a estação em que, aqueles que se entregam ao amanho da terra, poderão sentir a recompensa de um longo e árduo ano de trabalhos na cada vez mais difícil actividade agrícola. As manhãs já começaram a refrescar e os dias vão igualar-se às noites no próximo dia 23. A Primavera cobriu-se de flores, o Verão amadureceu os frutos, e agora, com a despedida dos abrasivos dias do Estio, é o Outono que nos revisita e contempla, com o produto das saborosas colheitas.

As castanhas já fumegam nas panelas ou nas brasas. As uvas já se vindimam e os socalcos e valados não tarda que se transformem em verdadeiros quadros de garridas aguarelas. As folhas das amendoeiras, figueiras e de outras árvores, amarelecem e vão deixando cair as folhas - É a estação dos dourados tons nostálgicos, que se aproxima. E que propícia aos pintores e poetas, e também aos namorados, os momentos da mais saudável convivência e romanismo, inspiração poética, recolhimento e entrega com a própria natura..
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Jorge Trabulo Marques – da Comissão Organizadora das Celebrações










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Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.


Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.


Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]


Fernando Pessoa




domingo, 12 de setembro de 2010

CASA ASSOMBRADA - SOLAR DOS VENTOS UIVANTES NO VALE CHEIROSO - LOCAL DE ENCONTRO DA ANTIGA IRMANDADE AS FILHAS DO ANJO DA LUZ OU DEUS CORNUDO

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Luis de Raziel



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Vale Cheínho ou Vale Cheiroso - Devido à sua exposição privilegiada, aqui se fixaram vários povos, havendo vestígios de ocupação desde o neolítico até à atualidade - Nomeadamente as ruínas de algumas casas de quintas, como seja, uma antiga casa senhorial, servida por um antigo caminho romano e abastecida pela água de uma fonte românica, com lagar de azeite e de vinho, forno rústico, cavalariças e pombal. A pouco mais de quilómetro e meio da minha aldeia - a que pertencem também os atuais herdeiros


Uma dia - depois de devidamente iniciado - poderá ser mais um dos companheiros a visitar o mítico Solar dos Ventos Uivantes - no recinto do qual - até aos anos 60 - se reuniam as velhas bruxas das aldeias vizinhas - Já desaparecidas. 
O passeio ideal é o noturno. Mas só o percurso é fascinante!...Às vezes tem-se a sensação de que ainda se ouvem por lá as vozes e os cânticos dos agitados sabats, em que participei na minha adolescência.


Vivo em Lisboa para mal dos meus pecados - Não gosto desta cidade mas não tenho outro remédio. Daí a necessidade de ter que ir até à minha aldeia com alguma regularidade. Preciso de retomar os meus passeios mensais (noturnos das Sextas) pelos velhos caminhos romanos dos Abrolhos e do Vale Cheiroso - Ir até ao Solar dos Ventos Uivantes( onde guardo tantas recordações da minha infância) entrar na Cova da Moura e deambular pela Fraga Alta, Curva da Ferradura, Castelo Velho, Pinhal da Raposa e peregrinar por outros sítios místicos e de alto pendor iniciático. 

RECORDANDO OUTROS TEMPOS

REUNIAM-SE LÁ DEPOIS DA MEIA NOITE - EM GAROTO TAMBÉM PARTICIPEI NOS RITUAIS - AINDA HOJE GOSTO DE POR LÁ PEREGRINAR DE VEZ EM QUANDO


É um hábito que me vem de criança: não pelo facto de lá ir a levar a comida ao nosso pastor, pois, essa tarefa, só a desempenhava para o almoço -, mas porque havia, por lá, naqueles tempos, um certo culto, que era praticado, noutro ponto dos arredores da minha aldeia, também ermo e despovoado, pelas filhas do Anjo da Luz. Eram mulheres solteironas, que se reuniam no recinto de antigo solar. Três eram minhas conhecidas, outras vinham das aldeias vizinhas. Uma delas ia buscar-me a casa, sem os meus pais saberem, tendo, por isso, participado alguns dos seus cultos.Vivo em Lisboa para mal dos meus pecados - Não gosto desta cidade mas não tenho outro remédio. Daí a necessidade de ter que ir até à minha aldeia com alguma regularidade. Preciso de retomar os meus passeios mensais (noturnos das Sextas)pelos velhos caminhos romanos dos Abrolhos e do Vale Cheiroso - Ir até ao Solar dos Ventos Uivantes( onde guardo tantas recordações da minha infância) entrar na Cova da Moura e deambular pela Fraga Alta, Curva da Ferradura, Castelo Velho, Pinhal da Raposa e peregrinar por outros sítios místicos e de alto pendor iniciático. 


.Confesso-lhe que nunca me senti impelido a seguir a sua cartilha, nunca a tomei muito a sério, mas diverti-me imenso com as suas rezas, com os seus rituais e com a suas estranhas evocações, aprendendo, inclusivamente, a não ter medo da noite e a saber deslocar-me, rápida e subtilmente, seja em que em ermo for e na mais densa escuridão. Aliás, ainda não há muito, apostei com um amigo que era capaz de, eu por carreiros e caminhos, e ele com o seu jipe por uma estrada sinuosa mas em bom estado, chegar ao termo de um determinado troço de estrada, primeiro do que ele, e ganhei-lhe a aposta. Daí talvez a razão de me ficar, para sempre, aquela minha curiosidade para a decifração de uns certos mistérios. Tendo mesmo, por via disso, já ensaiado, há uns anos, três viagens sozinho no mar: uma verdadeira maratona de sobrevivência, em circunstâncias bem peculiares, e que felizmente pude superar. Uma das quais 38 dias . E de uma forma primitiva. 

 Designação do Sítio: Quinta de Vale Cheiroso


O edifício da Quinta é uma construção que data do séc. XVIII e foi uma casa de lavoura de grande fulgor económico, no decorrer do século XIX. Tinha forno de cozer o pão e ao lado, num dos anexos havia um lagar de vinho, daqueles que tinham tanque e trave com fuso e peso e que são comuns neste tipo de estruturas. No pombal da casa, havia uma construção sub-rectangular que se encontra do outro lado da linha de água, trata-se de um lagar de azeite. Este lagar foi construído no interior de um edifício feito em pedra. Reparte-se por três compartimentos, sendo o maior aquele onde se encontravam os elementos necessários ao fabrico do azeite. Os outros dois destinavam-se a guardar a azeitona antes desta ser triturada. No compartimento maior conserva-se a moenda formada por duas mós a rodearem no interior de uma taça de pedra. A força motriz era produzida por um animal, uma taça circular e todo o sistema de prensagem constituído por um prelum de madeira que encaixava na parede, a ara de prensagem circular e o peso da pedra com o respectivo fuso de ferro. Completava o conjunto as duas tinas de pedra para onde escorria o mosto oleário. Arqueólogos: Carlos Alberto Brochado de Almeida/Responsável .










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Mais pormenores em 01/11/2011  halloween que maravilhosa a noite! - templos do sol - tambores ...

03/11/2010 halloween - mais folia que memória aos milhares de vitimas que ...


29/10/2011halloween – no solar do vale cheínho ou vale cheiroso

www.vida-e-tempos.com/2011/10/halloween-no-solar-do-vale-cheinho-ou.html
29/10/2011