expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

sábado, 11 de dezembro de 2010

NOBEL RAMOS HORTA AO LADO DA REACÇÃO DO TIRANO CHINÊS- ELE E O VARGAS LLOSA, PODEM FORMAR A MESMA PARELHA – UMA PROVOCAÇÃO À MEMÓRIA DE ALFRED NOBEL


Manifestação em Honk Kong, China, pela libertação de Liu Xiaobo, ganhador do Prêmio Nobel da Paz.
.

"Quem pense que os EUA devem ser derrotados e humilhados no Iraque está a fortalecer um dos regimes mais sanguinários do planeta”, afirma. José Ramos-Horta (M31.03.2003 - 10:39 Por Luciano Alvarez, PÚBLICO Ramos-Horta: Quem pense que os EUA devem ser derrotados.
Este falso pacifista (golpista) que dá pelo nome de José Ramos Horta, galardoado com o Prémio Nobel da Paz, e que agora se pôs ao lado da opressão chinesa, vociferando contra a atribuição do Prémio Nobel da Paz, a um cidadão que, o regime ditatorial, atirou para as masmorras das suas prisões, por lutar pelas liberdades fundamentais no seu país, também já se havia posto ao lado de Jorge Busch, apoiando a invasão do Iraque, que o destroçou, completamente, e tantas vidas já ceifou, em ambos os lados


Quando o Prémio Nobel da paz foi atribuído ao Bispo de Dili, Dom Ximenes Belo e a José Ramos Horta: prémio nobel da paz apercebi-me, imediatamente, que algo ali não soava bem. E perguntava, a mim próprio: mas que, contributo de monta, deu à paz da humanidade e ao tão martirizado povo timorense, aquele sujeito, para merecer tão alto galardão?... - Simplesmente, alimentar o seu enorme egocentrismo, e também outra coisa: - em que ele se movimenta como os ratos à procura do trigo nos celeiros - dar largas à sua esperteza e habilidade, com que sabe jogar com o poder económico e dar nas vistas

Ele, tanto está ao lado do amigo americano, como o russo ou chinês. E, até dos indonésios. Quem merecia, o Prémio Nobel, era Xanana Gusmão, que arriscou a vida e andou lá pelas florestas, e não o do homem do "lacinho" (agora cultiva a pose de jesuíta) que, mais não fazia (e ainda faz) que pavonear-se à custa de quem estava e está a dar o corpo ao manifesto. Claro, que, a diplomacia, também exige esforço e corre os seus riscos (e seus correlegionários, nas lutas fratricidas de poder, até já o quiseram limpar de vez), é verdade, é uma outra forma de combate, sem a qual, os que lutam na clandestinidade, dificilmente poderiam consumar os seus êxitos na guerrilha, sim, é um facto, mas, no meu ponto de vista, as exibições de José Ramos Horta, de nada teriam servido à diplomacia, se não fosse o indiscutível carisma de Xanana, o alto sacrifício, a que expôs a sua vida
Manifestação em Honk Kong, China, pela libertação de Liu Xiaobo, ganhador do Prêmio Nobel da Paz (Ym Yik/EFE)
Pois, mal começaram a correr rumores de que a Academia de Estocolmo, poderia atribuir o Nobel da Paz, ao chinês Liu Xiaobo, e, receando que isso pudesse ferir as sensibilidades dos ditadores de Pequim, eis que, o galante e oportunista, Ramos Horta, se apresta a manifestar a sua discordância e afinar as agulhas, com a tirania dos dirigentes da maior empresa capitalista do mundo: o Partido Comunista Chinês.

Por aí, já se podem calcular os interesses defendidos por José Ramos Horta: não propriamente os do seu povo, mas os da sua algibeira. Até porque, os chineses, para estenderem os seus chorudos negócios (2/3 da economia americana, estão já sob o controlo das suas máfias) não actuam como os caçadores, que, quando vão à caça, têm que calcorrear os montes, apontar espingardas e a dar tiros: eles não fazem isso. Agem pela calada, silenciosamente, com subtil e corrupta discrição, muito à maneira tradicional da cultura que têm vindo a impor, através da mordaça e do mais absoluto desprezo da liberdade de expressão e de outros direitos fundamentais. É simplesmente vergonhoso. Se não concordava com a atribuição da referida distinção, ao menos soubesse ter algum decoro e não deixasse cair, de forma, tão abrupta e despudorada, a hipocrisia da sua máscara.


Confesso que fiquei muito decepcionado. Mesmo não sendo um admirador de José Ramos Horta - e, muito embora, não lhe houvesse reconhecido mérito nem qualidades, na atribuição do Prémio Nobel da Paz - congratulei-me e vi com agrado e satisfação que, tão mítico galardão, o distinguisse, aliás, a dois falantes da língua portuguesa: a ele e ao Bispo de Dili, Dom Ximenes Belo, pessoa humilde e corajosa, a ele, sim, bem merecido, com quem falei algumas vezes - e , ainda para mais, ambos formados na cultura lusíada.

Presumo - aliás, tenho essa convicção; já o antevi - que o pior ainda está para vir. À excepção de Xanana Gusmão, não vejo que, aquele pequeno território - com as enormes jazidas de ouro negro a serem cobiçadas por chineses, australianos e outros potentados - possa resistir a tão descarada cobiça, face a dirigentes, tão permeáveis, como Horta e outros da sua bitola. Oxalá, Franco Nogueira, uma das mais matreiras raposas da diplomacia do velho regime fascista, não venha a ter razão. Numa entrevista que me concedeu, em sua casa(já depois de voltar do Brasil), declarava-se concordante com a anexação de Timor pela Indonésia, considerando ser esta a melhor solução para os interesses do seu povo. Talvez já a antever que, mesmo antes das grandes multinacionais explorarem o petróleo e lhe sacarem outras riquezas naturais, à antiga ex-colónia portuguesa, já, vários "Hortas", hipotecassem o seu futuro, enchendo, com as suas colheitas, os cofres dos bancos suíços.

ESTIVE SEMPRE AO LADO DA DESCOLONIZAÇÃO - MAS JÁ ME CUSTA REVER-ME NOS NOVOS COLONIZADORES - QUE FAZEM JOGADAS, DESCARADAMENTE, E SEM ESCRÚPULOS


Senti-me sempre solidário com o povo timorense, e ainda cheguei a ir a Londres, numa das acções de apoio e de solidariedade à causa do Povo Maubere, mas nunca deixei de olhar, com desconfiança para Ramos Horta. E, de outros, que, por cá, faziam o jogo da indonésia e colaboravam em altos negócios de armas. Ao ponto de, um desses paladinos, outro dos que gostam também de pavonear-se pelas televisões, e continuam a fazê-lo com todo o à-vontade, chegar ao desplante, - quando me dava uma boleia, no seu bruto R.R, entre o A.R. (o Parlamento) e a estação de rádio, onde eu trabalhava-, pois bem, de não ter vergonha de, com a maior desfaçatez e gabarolice (ao mesmo tempo que, exibindo as suas habilidades de fanjo, me metia uma das mãos, entre as pernas, agarrando-se - repetidas vezes - na minha braguilha, como querendo ali encontrar um apoio nas suas inesperadas manobras automobilísticas - provocação a que só não reagi à altura do seu abuso ou abandonei a viatura, por respeito ao seu cargo, à gentileza da boleia e por me encontrar já perto do meu destino, limitando-me a sacudir-lhe o atrevimento e a transparecer o meu incómodo do seu despudor), sim, não é que, ao passarmos junto ao famoso edifício das Amoreiras, projectado pelo Arquitecto Tomás Taveira (que tive o prazer e a honra de entrevistar no seu gabinete da Av, da República) para meu espanto e surpresa, não é que, a dita personalidade da nossa praça, se sai com esta:

"Você sabe que um daqueles melhores andares, é meu?!!.."- "Como assim?...Então é muito rico?!...." - perguntava eu, incrédulo, tanto mais que nada disso vinha ali a propósito. Sua resposta: negócios de armas meu caro amigo!!.. Muitos milhões cá pró rapaz!" Isto dito com a mais cândida, bichosa e inocente das expressões! - "O cargo de deputado não é incompatível com a profissão liberal de ...Você não sabia?!...Então aprenda!...Não seja anjinho!...Agora fica a saber!..."- E não digo mais, senão ainda identifico o "rapaz", que costuma apresentar-se nos ecrâs das televisões, sempre com ar bem falante, apessoado e de quem tudo sabe, e não é esta a minha intenção.
Além de que ele é muito rico e eu sou mais um pobre de Cristo, dos que vivem no modesto desvão de um telhado.


Não conheço o percurso do agora distinguido Liu Xiaobo, para me pronunciar sobre o seu mérito ou desmérito. Porém, o que eu sei é que, o regime chinês, é de tal modo intolerante e opressor, que nem sequer permitiu, ao seu cidadão, que fosse receber o tão notável prémio. China classifica como «farsa política» o Nobel Além disso, ainda reage e usa represálias, sobre o país, onde está a sediada a Fundação Nobel, como se, a Noruega, fosse a mesma coutada que a China: onde o poder absoluto está nas mãos de um tirano.China reage a Nobel e convoca embaixador norueguês 
 É um facto de que, a atribuição dos Prémios Nobel, desde sempre teve o peso da política. Foi manchada pelos cordelinhos das estratégias. Durante muitos anos, era dominado por um loby, mais à esquerda, pró-comunista, porém, nos últimos anos, ou porque os membros do júri, se tornassem mais conservadores, ou porque, o liberalismo selvagem, já praticamente tudo minou e corrompeu, o certo é que, já não é apenas a influência política, mas também o enorme peso do poder económico, a ditar os critérios da atribuição das tão famosas distinções: sobretudo os prémios Nobel da Literatura e da Paz. Há situações que ainda poderão merecer alguma compreensão e até são aceitáveis pela opinião pública, no entanto, outras têm-se revelado, com tal flagrante oportunismo, que só contribuem para descredibilizar os verdadeiros objectivos, com que foram concebidos pelo fundador da instituição Alfred Nobel.

Foi o caso de Ramos Horta - pois, se alguém tinha dúvidas de que ele não passa de mais um impostor, de uma criatura vazia e balofa, vaidosa, hipócrita e ambiciosa- a sua cumplicidade, agora manifestada com o poderio económico do amigo chinês, em completo desprezo para com a defesa dos valores da liberdade e da tolerância, no fundo dos direitos humanos, de que ele se arvorava seu defensor - pois, de uma assentada, desmascarou-se completamente

.
Porém, até agora, não disse nada sobre outro cagão, outro jogador e simulador como ele: um tal agora laureado, Vargas Llosa, que, em vez de passar a vida a escrever para os leitores, andou mais envolvido em jogadas politicas, em sórdidas intrigas palacianas, que urdia na sombra ou veiculava através dos media da sua confiança e a deambular pelos bastidores na mira de alcançar o tão supremo penacho.Academia entrega Nobel de Literatura a Vargas Llosa


Os livros de Llosa, nunca me atraíram. Por isso, verdade seja dita, também não estou em condições de afirmar se a sua obra é digna de um Nobel. Mas não creio.E por uma simples razão: não consigo separar a dimensão humana da dimensão artística. Esta pode valer rios de dinheiro, mas a do homem, para mim, vale muito mais. E, na radiografia que, há muito lhe fiz, constatei que, como pessoa, o escritor peruano, político e colunista, Mario Vargas Llosa, simplesmente não presta.


José Ramos Horta sempre me pareceu um autêntico farsante e cagão, no sentido mais lato do termo: vaidoso e ambicioso. É dos que não esconde a sua vaidade através do estilo que cultiva. A política está cheia de aldrabões, comerciantes, oportunistas e ambiciosos, ele não foge à excepção. Há vidas exemplares, de verdadeiro sacerdócio por nobres ideais - e já me referi neste blogue a alguns desses exemplos - mas não creio que seja o caso do dirigente timorense.

.

Nenhum comentário: