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quarta-feira, 23 de maio de 2012

SOLSTÍCIO DO VERÃO 20 de Junho, 2012 – A Celebrar nos Templos do Sol, com homenagem à memória do Prof. Agostinho da Silva - O filósofo, investigador, poeta e ensaísta, que moldou a sua infância e adolescência nesta região .

VAMOS FESTEJAR O SOLSTÍCIO DO VERÃO SEGUINDO A HORA UNIVERSAL - 23.09 DO DIA 20 DE JUNHO

Este é nosso Stoneheng  - "O Stoneheng Português" - Acreditamos que, se o Prof. Agostinho da Silva, fosse vivo e soubesse da sua existência, não deixaria de lá ir . A sabedoria é aliada da curiosidade. Os megálitos não têm a monumentalidade dos  famosos calendários do condado de Wiltshire, na Inglaterra, mas  ganham no esplendor da imagem e da singularidade e beleza da paisagem. Não se situam em nenhuma planície monótona. Próximos de uma muralha castreja, a curta distância uns dos outros, estão alinhados  com os Solstícios de Inverno e de Verão  - e  também aos Equinócios da Primavera e Outono - Os nossos longínquos antepassados não  dispunham dos relógios da actualidade para marcar as horas, mas a sua íntima ligação à Terra e ao Cosmos, permitia-lhes conhecer o movimento aparente ou real dos astros. Ergueram gigantescos calendários solares (com tecnologias que ainda hoje nos intrigam), os quais lhes permitiam saber o dia exacto da entrada das Estações. Se é um estudioso ou curioso pela astronomia ou astro-arqueologia e gosta de saber como  viviam esses remotos povos que nos precederam, ou se é apenas um admirador da obra que nos legou Agostinho da Silva, então venha ter connosco e deposite lá (na pedra dos poetas) nem que seja um simples ramo de oliveira  e  não falte à nossa celebração do dia maior do ano, no maciço dos Tambores-Mancheia.



Não perca  os pormenores do fundamento da nossa homenagem, mais adiante neste post.e outros pormenores na postagem seguinte - SOLSTÍCIO DO VERÃO , 20 DE JUNHO, AO PÔR DO SOL CO...

 
Imagem à direita recolhida da WEB

20 DE JUNHO - AO PÔR DO SOL - 20.00- 2045 - COM CORTEJO DRUIDA DESDE O ADRO DA ALDEIA, PELAS 18.30

OS TEMPOS SÃO DE VACAS MAGRAS MAS VAMOS SAUDAR A ENTRADA DO VERÃO - HOMENAGEANDO  UM DOS  HUMANISTAS E FILÓSOFOS CONTEMPORÂNEOS, MAIS DISTINTOS  DO PAÍS E DA NOSSA REGIÃO - PROF. AGOSTINHO DA SILVA
 
  O acto evocativo decorrerá, entra as 20.00 e as 20.45, junto à Pedra do Solstício, ,seguida da uma singela cerimónia na Pedra dos Poetas (onde Fernando Assis Pacheco ergueu os braços, um mês antes da sua morte) em homenagem à memória do Prof. Agostinho da Silva, com a leitura de textos e poemas de sua autoria. Porém , de uma coisa estamos certo: vamos lá estar e, apesar de coincidir com a semana do são futebol europeu (esperemos é que não seja na hora em que a nossa selecção joga, mas isso também era sinal, de que ainda nos mantínhamos na competição. E não deixaríamos de apelar ao Abençoado Luminoso Astro Rei para que lhe concedesse aos briosos atletas o brilho indispensável para os inspirar na defesa  da camisola das quinas.

O Verão entra oficialmente no dia 20 de Junho, às 23.09, mas, duas horas antes, o sol ao pousar sobre o ocaso,  na margem oposta ao maciço dos Tambores-Mancheia, na silhueta da cordilheira que  amplamente se abre para lá do magnifico vale da Ribeira Centieira, ficará com os seus raios, em perfeito alinhamento com o eixo imaginário do imponente megálito, que toma justamente a mesma esfericidade da terra e do grande leão dos céus, proporcionando uma imagem de invulgar .esplendor e misticismo

De facto, os  tempos são pouco propensos a folias.  Em todo o caso, mesmo que de forma modesta, é nosso desejo não quebrar a tradição das festividades naquele que já é conhecido como o Stoneheng Português.  E acreditamos que também da parte do pequeno grupo de voluntariosas boas vontades,  que, nas celebrações dos equinócios e dos Solstícios, se tem empenhado entusiasticamente para saudar os dias mais emblemáticos dos ciclos das estações. Da parte do Presidente do município, Eng. Gustavo Duarte, do qual sempre contámos com todo empenho e  apoio, e a quem propusemos, algo quase  semelhante ao programa  das comosgonias do  ano passado,  que foi francamente um  êxito (de resto, iniciativa da própria Câmara)  foi-nos dito que seria melhor o adiarmos para 2013. E, de facto, é compreensível que o município gira com sabedoria as verbas que dispõe. Aceitámos a sugestão. No entanto, logo lhe transmitimos que, pelo menos, uma cerimónia simples, não íamos deixar de fazer - E é nessa base que nos propusemos organizar mais este evento. E já nos confirmou o seu apoio.



 











Aguardamos também a posição da Junta de Freguesia, que o ano passado se associou com uma ceia a condizer. Porém, e sem com isto querermos impor a nossa opinião, acreditamos, que, embora o envolvimento da população  já fosse maior, numa aldeia onde quase nada acontece - e até a festa da padroeira, está a esmorecer - assiste-nos o dever cívico  (nós que fizemos a descoberta dos alinhamentos e temos promovido as festividades, inicialmente até com encargos pessoais) de não a deixar morrer.

Não falte –  A sua presença é importante para não esquecermos por completo as tradições mais antigas dos nossos ancestrais.  Isso também lhe diz respeito a si, seja ou não da aldeia ou do concelho. A imagem  do momento solsticial  e a beleza que se abre naqueles vastos espaços, deixá-lo-á verdadeiramente encantado e rendido ao espírito e às energias telúricas do local. 
 


EM MEMÓRIA DE UM PENSADOR GENEROSO E DISTINTO

O pensador que tinha tanto de pagão como de religioso. E que certamente se deslumbraria se tivesse tido oportunidade de ter constatado, que, não muito longe da sua aldeia Barca d'Alva, onde não nasceu mas forjou a sua sensibilidade e se fez rapaz, os homens da pré-história haviam erguido Templos do Sol para celebrarem as estações do ano.  E talvez mais do que isso: visse nesses locais os mais longínquos sinais do seu pensamento e da sua doutrina mística e libertária – Do tempo em que não havia governos, mas, em que a Natureza, era a Mãe  de Todos, a Mãe Comum – Todos colhiam os seus frutos, os rios não tinham guarda-rios e as costas marítimas não  eram patrulhadas por polícias à cata de multas de pescadores à linha ou em pequenas barcas; a caça era permitida a todos e não apenas a quem pague avultadas taxas em coutadas ou áreas de reserva. – Antes não havia nações, nem havia fiscalização sobre os oceanos; os povos não conheciam fronteiras. Podiam partir à aventura, que os  maiores desafios só poderiam advir   ou do confronto com os animais selvagens ou das  adversidades climatéricas  e as dificuldades em vencer o relevo. Podiam  abrigar-se ou construir a sua cabana onde quisessem. Apanhar os frutos onde os houvesse. E apontar o arco de flecha em qualquer encosta ou planície.  

Hoje as terras têm donos, a comida e as casas não são para todos. Comprar uma casa não está ao alcance de qualquer um.  Se for um dos que depende do seu salário e ousar comprá-la,  fica a pagá-la o resto da vida, correndo o risco de, em qualquer momento,  perdendo o emprego, ficar sem a casa e sem trabalho. Visto que,  para se pagar uma prestação - ou mesmo renda -  são precisos já dois salários. Na grande cidade, para onde todos fogem, a muitos só é já permitido dormir  no desvão de uma escada, na soleira de uma porta, num canto húmido e fedorento, coberto de alguns restos de cartão Porque, nos meios rurais,  as populações estão envelhecidas e  votadas ao abandono, as aldeias condenadas ao desaparecimento  - Pois também já não compensa trabalhar as terras: os produtos vêm dos países, que nos enviaram milhões para serem  gastos nas estradas (fora os desviados em jipes de  topo de gama ou de alta cilindrada), que esses mesmos "generosos subsidiários" agora usam  para nos exportarem os produtos, que eles não querem  - Mas nunca perdendo: 

Capitalismo, bem sucedido, raramente perde, só engorda e amontoa. E, também, porque, a maior fatia dos ganhos, reverte imediatamente para os bolsos dos  intermediários ou dos grandes Senhores dos Pingos Doces e outra "famélga". Já não há  terras baldias. Andam para ai a falar dessa história, mas só se for para alargar ainda mais o espaço dos grandes latifundiários e eles se divertirem aos fins-de-semana aos tiros aos pardais - sim, porque, caça mediana ou grossa, já pertence ao passado. As terras que se encontram  abandonadas, estão improdutivas e já nem sequer os coelhos as procuram, pois os incendiários (que também lucram) encarregam-se de as esterilizar 

Os próprios Estados desfazem-se do seu melhor património a favor de meia dúzia de gananciosos felizardos. A educação familiar e instrução académica   é voltada para um ilusório sucesso materialista. Quem não tiver canudos ou bons padrinhos, está condenado a trabalhar a troco de uns trocados, que não dão para nada. E é se arranjar trabalho. O homem divorciou-se da natureza e já não está preparado para sobreviver senão através do vil metal. Quem tem muito vive bem, quem ganha mal ou não tem nada, está desgraçado: poderá ter os dias contados. 

 Os homens da idade da pedra, poderiam até meter-se nos buracos  e fazer deles o seu esconderijo ou abrigo permanente - e habitá-los, enquanto quisessem. Hoje, nem nos canos de esgotos: a menos que seja para os reclusos se escaparem da cadeia.  Eles não viveram em nenhum paraíso terrestre, (pois a sobrevivência, exige sempre algum esforço) mas era um tempo da plena liberdade, em que não havia governos nem governados - E  lá se foram safando. Sim, de facto, Agostinho da Silva, já nos deixou, há alguns anos - todavia, parece que ainda foi ontem - O seu pensamento e a sua imagem vão perdurar, porque se firmavam no que de mais probo e genuíno, caracteriza a lucidez e a clarividência dos homens honrados  e proféticos, que abdicam de privilégios e se entregam, de alma e coração, a despertar consciências e apontar caminhos rectos e sinceros ao  bem comum.   


Imagem da Pedra dos Poetas - onde decorrerá a Homenagem

O autor da "Vida de Francisco de Assis (livro que faz parte da minha biblioteca, entre outros do mesmo autor, que tive o prazer de entrevistar) já não continua a escrever os seus bons livros ou a dar-nos o prazer da  sua palavra  visionária e experiente, em entrevistas ou através das  suas "conversas "vadias"na RTP , que o popularizaram - eu diria que o canibalizaram, pois também a sociedade que ele condenava, o sugou . No entanto, as suas obras continuam a ser procuradas e lidas, não por  gestores obcecados pela soma dos cifrões ou por adeptos da cultura Yuppie ou  metrossexuais, ávidos de emoções a saldo ou por atacado, mas pelas mentes que buscam dar um sentido mais profundo às suas vidas.


Diria mesmo que as suas dissertações,  têm quase o poder bíblico: tão cedo, dificilmente serão arrumadas nas prateleiras. Falam a linguagem dos visionários. Dos Deuses Universais!  - O seu pensamento, antecipou-se à terrível crise que atravessamos, aos falsos valores que varrem o mundo de lés a lés, onde predomina o egoísmo, a corrupção e as gritantes injustiças sociais. A bem dizer, não morre, aquele que  "viveu para a ideia e pela ideia, não é mais existente, para o que se soube desprender da ilusão, o que lhe fere os ouvidos e os olhos do que o puro entender que apenas se lhe apresenta em pensamento; e tanto mais alto subiremos quando menos considerarmos a morte como um enigma ou um fantasma, quanto mais a olharmos como uma forma entre as formas"

 
Agostinho da Silva, ele, o  filósofo, que dedicou toda a sua vida à liberdade do homem e do espírito. Ele que  preconizava a restauração de uma nova humanidade capaz de viver plenamente "na sua integridade uma inteira vida; não despedaçada pela angústia" dos cifrões e  da chamada lei dos mercados, geradora de  desigualdades extremas e  que atira milhões de seres humanos à condição de verdadeiros escravos ou farrapos de vida – Sim, Agostinho da Silva, ele o criador das utopias concretas, assentes na tolerância, no amor e na solidariedade, capazes permitirem ao homem a  superação das oposições "criança-adulto", "ignorante-sábio", "homem-mulher" - De sermos capazes de restauramos a criança em nós e de a coroarmos de Imperador. Sim, o regresso à inocência, a  um tempo em que todos eram felizes a seu modo, "ninguém mandava, embora se ouvisse,como é de aceitar, a experiência dos mais velhos, e não assim tão velhos, porque se vivia pouco. Mulheres e crianças não tinham estatuto de subordinação, e ninguém aparecia a defender direitos de propriedade" - O Quinto Império de que  ele falava  não era o império das multinacionais ou dos países  imperialistas que  esmagam e subjugam outras nações,  através dos mais sórdidos  golpes e estratagemas financeiros, mas o império da generosidade, da tolerância, da espiritualidade e  da fraternidade.  E não o da exploração e da opressão "..Ele dizia - e dizia bem -  que "os espíritos nasceram para ser livres e que a liberdade se confunde, na sua forma mais perfeita, com a razão e a justiça." - E  para onde caminha, actualmente, a razão da existência de milhões e milhões de seres humanos?!... Para a condição de servos e de escravos ou de condenados a morrerem sem mitigar a fome".

 Agostinho da Silva  nasceu no Porto mas cresceu em Barca d'Alva. É autor  de mais de meia centena de livros - E, dos seus pensamentos, muitos mais livros e artigos ou teses, têm sido escritos  - Continua perfeitamente actual e para além do nosso tempo.- Não foi o solitário Fernando Pessoa da Mensagem - Mas foi ainda mais longe. Fez tudo o que Pessoa fez, pois, além de poetizar e de teorizar, fez da sua palavra, da sua sensibilidade e força de carácter,  intervenção cívica, directa e activa.


"Apenas dois anos depois de entrar para o ensino público, o professor é exonerado, por se recusar a assinar a Lei Cabral. Um documento onde tinha que jurar não pertencer a nenhuma sociedade secreta. Para além de Agostinho, só houve mais duas pessoas a dizer não: Fernando Pessoa e Norton de Matos.
Desempregado, Agostinho da Silva começa a dar aulas no ensino privado e explicações particulares. Mário Soares, mestre Lagoa Henriques, Manuel Vinhas, os irmãos Lima de Faria foram apenas alguns dos seus pupilos"


(...) "Cansado de Portugal, Agostinho parte para o Brasil, onde deu continuidade à sua «missão» de divulgador cultural.-  No outro lado do Atlântico, participou na fundação de universidades e centros de estudo, sobretudo fora dos centros urbanos: a Universidade Federal de Paraíba, a Federal de Santa Catarina, a Universidade de Brasília, o Centro de Estudos Africanos e Orientais da Universidade Federal da Baía."

(...)  A chegada da ditadura ao Brasil, traz Agostinho de regresso a Portugal, em 1969. Agostinho da Silva, um homem transparente -






 "COMBATER A OPRESSÃO" -  FLAGELO MAIOR QUE O PRÓPRIO CANCRO:  ESTE VAI MATANDO SILENCIOSAMENTE; A OPRESSÃO MATA DE QUALQUER FORMA.
 
"Combater a Opressão É certamente admirável o homem que se opõe a todas as espécies de opressão, porque sente que só assim se conseguirá realizar a sua vida, só assim ela estará de acordo com o espírito do mundo; constitui-lhe suficiente imperativo para que arrisque a tranquilidade e bordeje a própria morte o pensamento de que os espíritos nasceram para ser livres e que a liberdade se confunde, na sua forma mais perfeita, com a razão e a justiça, com o bem; a existência passou a ser para ele o meio que um deus benevolente colocou ao seu dispor para conseguir, pelo que lhe toca, deixar uma centelha onde até aí apenas a treva se cerrara; é um esforço de indivíduo que reconheceu o caminho a seguir e que deliberadamente por ele marcha sem que o esmoreçam obstáculos ou o intimide a ameaça; afinal o poderíamos ver como a alma que busca, após uma luta de que a não interessam nem dificuldades nem extensão". - Agostinho da Silva






segunda-feira, 14 de maio de 2012

ENCENADOR JOÃO MOTA, NO TEATRO D. MARIA ll, COM MENOS DOIS MILHÕES PARA FAZER O QUE QUISER SEM AGENDA POLÍTICA





O encenador João Mota - é uma referência, quer como actor, quer como precursor do   teatro independente – Foi o fundador de  A Comuna - Teatro de Pesquisa, dois anos antes do 25 de Abril – Tendo-se recusado a receber subsídios do então SNI, organismo fascista. Foi apoiado por Azeredo Perdigão e sua mulher –  Sim, por parte  da fundação mais sólida e prestigiada, em Portugal e na Europa,  com a qual o próprio regime, não fazia o que queria – Fortemente endividado,  com a guerra colonial, António de Oliveira Salazar, ele próprio chegou a estender-lhe a mão e   a contrair-lhe alguns avultados empréstimos - Foi-me revelado pelo então Presidente da Fundação Gulbenkian. Mas, por este andar, qualquer dia será o contrário. A Fundação Calouste Gulbenkian –  a pedir umas migalhas à Segurança Social ou a  um Estado falido. Já acabaram com o Ballet e qualquer dia ficam só os administradores. E até o palacete de Calouste Gulbenkian, em Paris, foi à vida - Nem a memória dessa jóia arquitectónica  foi respeitada. O histórico edifício, adquirido inicialmente em 1922 pelo diplomata, coleccionador e financeiro de origem arménia para ser a sua residência em Paris,  foi vendido  para dar lugar a um Centro Cultural, ao estilo dos super-mercados marchê. Aos caprichos economicistas  da "escrupulosa" mentalidade neo-liberal que varre a Europa e o resto do mundo.  Foi uma heresia de Rui Vilar -  Que deu luz verde a uma boa oportunidade para quem o comprou.


 
JOÃO MOTA, APRESENTOU-SE EM VÁRIOS PALCOS  EUROPEUS,-  INCORPOROU  VÁRIAS PERSONAGENS, NA SUA LONGA E BRILHANTE CARREIRA DE ACTOR E ENCENADOR  – UM TOMARENSE, FRONTAL, HUMANISTA E GENEROSO -  DIFICILMENTE ALGUÉM O CONSEGUIRA IMITAR A ELE.



Nasceu, em 22 de Outubro, na cidade de Tomar - "Alma de pedagogo, espírito de­sassossegado, inconformista militante, João Manuel da Mota Rodrigues, o fundador do Teatro A Comuna, nasceu condenado a viver sobre o palco, cedendo à arte a sua vida. Diz que sente, à boa maneira de José Gomes Ferreira, saudades do futuro repetidamente adiado, e que o passado terminou de repente, quando morreu a pessoa que melhor o conhe­cia: a mãe."

"Inigualável, perturbador, exigente, é difícil encontrar alguém que não goste de João Mota. Cobre a vaidade com um manto de humildade sincera, é ge­neroso e desprendido, e está sempre disponível para os que dele precisam, esquecendo com frequência de si mes­mo. A ele, ao seu esforço e dedicação, se fica a dever o novo teatro português, de matriz internacional, e um modo muito especial de formar actores "- In João Mota



Conheço o percurso de João Mota, desde o princípio dos anos 80, altura em que, por várias vezes, me dirigi à Comuna para assistir ou reportar - para uma conhecida estação de rádio - os seus espectáculos. E, pelos vistos, o homem mantêm-se firme  nas suas convicções: quer no tocante à visão que tem do teatro, como factor lúdico e interventivo na sociedade, quer  nas suas preocupações humanistas e sociais. A entrevista que ele deu, ontem à noite, ao programa Terreiro do Paço, do jornalista Henrique Garcia, foi para mim, um momento de agradável empatia com o actor  -  A  prova de que, João Mota, desde Novembro à frente do Teatro Nacional D. Maria II, não é dos que, facilmente vergue a orientação da sua conduta e dos seus ideais, segundo os ventos que sopram – Infelizmente, na vida artística, os exemplos, escasseiam, já não são muito abundantes – Por um lado, porque,  as alternativas de trabalho nas televisões, elas mesmas sob o domínio  do poder económico, também não permitem grandes veleidades aos espíritos mais irreverentes, lúcidos e independentes; por outro, porque ainda há, no meio artístico, como de resto, na elite que domina os mais importantes sectores de actividade, uma mentalidade, que se não teve influência directa, foi bastante marcada pela cultura do fascismo. No que pensa é no seu próprio interesse e no seu egoísmo. Não se incomoda de vender a alma ao diabo.


AINDA É CEDO PARA  SE SABER COMO, JOÃO MOTA,  VAI FAZER OMELETAS SEM  OVOS – HÁ, PORÉM, UMA CERTEZA: ELE NÃO ESTÁ NO TEATRO APENAS  PARA FAZER RIR O PÚBLICO OU AGRADAR AOS GOVERNOS – LUTOU ANTES DO 25 DE ABRIL, SEM TER QUE SE EXILAR, E  MUITO MENOS O FARÁ AGORA 

Em Novembro passado,  quando o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, convida João Mota para  substituir Diogo Infante, que então dirigia o Teatro D. Maria II, afastado depois de ter anunciado a suspensão da programação para 2012 por falta de condições financeiras, gerou-se, então,  acesa e controversa polémica, que tomou contornos partidários. – Uma vez ter sido despedido  pelo facto de não concordar com as medidas de austeridade do Governo – O que, numa primeira impressão,  pressupunha, não só mais dificuldades aos já frágeis apoios concedidos ao teatro, como o  inevitável serventualismo político.


Referia, nessa altura, o Expresso, que “O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, comunicara  que "em caso algum permitirá o encerramento de qualquer teatro nacional ou a suspensão integral da programação do Teatro Nacional Dona Maria II, tal como foi sugerido pelo seu diretor artístico"
Por seu vez, João Mota, explicava,  à imprensa, que, as razões que o levaram a aceitar o convite, se fundamentavam no facto de não ser «pessoa de desistir». «Se não desisti antes do 25 de Abril, quando era tudo muito mais difícil de fazer por que razão ia desistir agora?» Tendo sublinhado que não gosta de dizer «vou fazer», prefere dizer «vou tentar».

ENTREVISTADO PELA TVI 24 - DOMINGO À NOITE - NUM PROGRAMA DE HENRIQUE GARCIA, JOÃO MOTA DISSE QUE, PORTUGAL, É “UM PAÍS CULTURALMENTE POBRE” – À PERGUNTA SE   “OBRIGARAM-NO A FAZER ALGUMA COISA?!..". SUA RESPOSTA FOI ESTA: "O SECRETÁRIO DE ESTADO, CHEGOU ALI...FAZ FAVOR!... TENHO É DOIS MILHÕES A MENOS...”

No entanto, pelos menos, até hoje, João Mota assegura que ainda ninguém foi despedido - E que  último espectáculo está sendo um êxito de bilheteira.  Na entrevista dado ao programa “Terreiro de Paço”, referiu que o Teatro Nacional D. Maria II, ainda na matiné de ontem, teve a casa cheia, mas manifestou-se preocupado de que, a actual crise,  possa  reflectir-se  nas opções do público.

O teatro em Lisboa tem público... mas vai piorar... Quando as pessoas se aperceberem, que não vão receber o 14 mês.... A prestação de um automóvel que costumamos pagar... Um presente para o neto ou para o filho ou para a mulher, vai-se perder. Quando isso acontecer. Ou o governo arranja um processo, com o resto da Europa, de começar a desenvolver  algum trabalho.... Porque, alguma obra se tem que fazer... O dinheiro faz correr dinheiro... Se não acontece nada e se vai fechando... Eu sou contra as coisas fechadas.. O Estaline tentou fazer isso na União Soviética. Fechou, fechou!.”  E o resultado” foi “ exactamente o contrário... Tem que se abrir. E é preciso começar a pensarmos seriamente,  como é que vamos, pouco a pouco, pormos uma máquina a funcionar.... Essa máquina vai trazer mais operários, mais arquitectos ou mais engenheiros...(..) Essa máquina, que neste momento, está parada

JOÃO MOTA ALEGA QUE NÃO LHE FOI IMPOSTA  NENHUMA AGENDA

HG - Qual o foi o contrato que lhe pediu para ser director do Teatro de D. Maria?...

JM- Nenhum...  Até agora não despedimos ninguém. Há uma grande alegria em trabalhar, uma grande ligação entre todos. Em criar uma família. Isso é essencial para se trabalhar criativamente e com imaginação. É preciso estarmos todos, pelos menos entre nós, efectivamente bem. Somos para aí 85

Receitas:

JM - Nós vivemos num país culturalmente pobre. Não é que o país o seja (...) Mas o hábito de leitura foi-se perdendo: lêem mas não sabem analisar um texto. Esse lado deve-se muito à escola. O Leonardo Coimbra, que foi Ministro da Instrução na Primeira República  (...) Chamava-se Ministério da Instrução, porque era para instruir; a outra a educação deve ser dada em casa dos pais. Ele dizia que a primeira educação deve ser artística... Creio que isso foi em 1917... (...) Um século depois!..Veja!.... Perdemos essa grande riqueza: da educação  do ser sensível.  .... Choca-me com se pode perder uma geração. Já há uma que foi perdida: esta!...

O teatro tem que inquietar e alertar . O lado social, económico, político e cultural ...O teatro tem isso tudo. (...) Com certeza que temos de falar sempre desses assuntos. Não podemos dizer que vamos fazer uma cagada!... Vamos fazer para quem?!.. Para quê e para levar a onde?!...(..) Mas não me foi pedido absolutamente nada... Quando vim para Director do teatro Nacional, nada me foi pedido. Nada me foi pedido.
HG- A comuna tem uma tradição de independente Essa tradição, essa independência, essa irreverência, transporta-a para o Teatro Nacional?

JM - A comuna nasceu dois anos antes do 25 de Abril. A Comuna recusou subsídios de SNI. Porque o teatro que se quer antifascista, não pode receber subsídios do fascismo Tivemos a grande ajuda da do Dr. Azeredo Perdigão e da Dra. Madalena Perdigão da Fundação Gulbenkian, que nos ajudou no primeiro espectáculo. Que é exactamente a partir do auto da alma – Uma das frases,  é exactamente  para onde ides? .... Que é do Auto da Barca do Inferno?....Já a perguntar a propósito.. (...) E hoje ainda perguntámos para onde é que vamos (...) Em que, a alma quando vai para  céu, não ia para o céu... Saí para a rua... Que é na rua que temos que viver... Que temos de dar exemplos... 

O que me choca muito é que há poucos exemplos!... Mas não só em Portugal. No mundo... Na Europa, não temos exemplos... O único exemplo, de que me lembro bem, que me ajudou muito, a crescer!, foi  o de Nelson Mandela .. É um homem que luta...contra.... É preso!... E, em vez de criar ódio, quando sai da prisão, não vem com esse ódio de matar!... Pelo contrário, de fazer a ligação entre o preto e o branco... E, quando tem o poder, quando tem isso tudo, vai-se embora.!... Fiquem..  Isso é um exemplo que devíamos seguir..Gandhi a mesma coisa. São esses exemplos que me interessam.. Os outros, são aqueles que trabalham todos os dias para ganhar o pão para o seu sustento. E isso há muitos exemplos na nossa história e continua haver diariamente, porque é difícil o nosso quotidiano. É por isso que eu digo que o actor devia ser um militante do quotidiano. Devia ser uma pessoa acordada... Tudo o que se passa lá fora e o seu próprio país. .Em que é que podemos ajudar?!... Como é que podemos enfrentar?...(...)

HG - Vão estar mais perto da actualidade?

JM: Sim.. Com os desempregados... Há mais pessoas a dormir na rua. Pessoas sem casa!... Não só drogados. Não é verdade! Pessoas que não têm onde comer!... Não têm onde dormir!... E há outros que se recusam... que é o mesmo papel!..Não quero estar com essa gente!... Quero antes estar na rua, que é a minha casa.

(...)
HG - Como é que os vai fazer ir ao Teatro?

JM - A quem? A eles?!...Não... Eu quero é tratar esses assuntos!... Só!... Depois, os jovens tem de saber desse teatro... Os sociólogos... Os padres... Toda a sociedade... Quando nós conseguirmos que o Teatro é o centro... É mais fácil a própria sociedade se aperceber dos problemas que estão acontecer.

Não basta ler o jornal, porque a gente já não lê o jornal... Ver as noticias. Porque, há pessoas que eu conheço, que me dizem: eu não quero ouvir notícias, João! Eu não quero já ouvir!..Porque já não sabemos o que  é hoje,   amanhã é igual... Ainda por cima as geografias alteram-se.. Todos estamos muito confiantes de que a eleição do novo presidente da república francesa, vá ajudar a alterar alguma coisa. Mas vai mesmo?!...

(...) A juventude está com 14, 16 anos...Pois bem... O que é que se pode criar a nível da comunidade?!..Porque nós temos que dar esperança às pessoas, mas também temos que lhes contar a verdade. O teatro tem esse lado... Quando perdermos essa lado?... A transparência... As pessoas que dizem: o teatro tem de fazer rir!.... O teatro tem de fazer pensar!... Tem que fazer rir também... Tudo nos serve para  falarmos do homem. Tudo o que se faz é teatro... Basta entrar em cena sem dizer nada.... Atravessar... Já é uma acto teatral... E esse lado?!... Veja que não há teatro na província!... A província tem muito pouco teatro. Esse professares são poucos ajudados!... Esse alunos, alguns nunca viram o mar mas alguns nunca foram a teatro também. Quer dizer... Devemos pensar no interior também. Como é que estamos?!.. Não é só os campos que estão desertos e o mar também... Mandaram-nos sair de lá. E agora dizem-nos para voltarmos. Agora é difícil... As pessoas habituaram-se ao pequeno serviço.. A ficarem em Lisboa... Ou a ficarem... Mas é interessante.."  ver o  que se passa "na minha terra... Eu sou de Tomar... Há pessoas estão a regressar ao campos... Mesmo, as que vivem em Lisboa, ao fim de semana, já vão criando as suas hortas... Já estamos a pensar de maneira diferente. Não podemos é ficar com os braços cruzados.

(...) JG - E qual foi o programa?...Obrigaram-te a fazer alguma coisa?...Não... O Secretário de Estado, chegou ali... faz favor. Tenho é dois milhões que a direcção anterior... 

JM - O que é difícil...Temos que fazer co-produções com as outras companhias, com os outros grupos. Se esses grupos perdem os subsídios, por exemplo, a co-produção vai ao ar! Os subsídios muitas vezes são menos. São quase esmolas..Dá pouco para criar... Na criação tem que se errar... É que dantes estávamos proibidos de errar.... Não há ninguém perfeito... E numa obra, também... Tentamos!.. Durante a vida, melhorarmo-nos. Mas é preciso tempo... É preciso saber errar... E do erro...Agora há uma crise. Mas quando sairmos desta, vai haver outra a seguir... Já não pode ser é igual. Os gregos diziam que sem crise não há crescimento... Agora, esta crise é arrasadora.. Porque está a matar!... Não é só problema da fome... Está a matar espiritualmente na alma... Está a tirar tudo o que é a coragem, o que é alegria!... Tudo o que é olhar nos olhos! Esse prazer da vida, que temos de ter. Mesmo comendo mal, muitas vezes - Excerto da entrevista - Veja em Terreiro do Paço > Programas > TVI24
 

domingo, 13 de maio de 2012

FEIRA DO LIVRO DE LISBOA, HOJE ÚLTIMO DIA – BASAR COLORIDO DE MIL LEITURAS A NÃO PERDER – O PARQUE EDUARDO VII É APRAZÍVEL E UMA BOA OPORTUINIDADE DE LAZER E DE CONVÍVIO



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A Feira do Livro de Lisboa, encerra hoje à meia noite. Espera-se que, à semelhança do dia de ontem, seja aproveitada por milhares de lisboetas (e não só) para escolherem os seus livros preferidos, a preços mais baratos, recolherem autógrafos de autores, e até assistirem a espectáculos – Pois, ali, o visitante poderá encontrar um pouco de tudo –  Boa Leitura, com milhares de livros à sua escolha,  diversão, workshops para os mais diversos temas, comes e bebés, desde a  tradicional doçaria portuguesa, com as populares  regeifas, até ao cafezinho, servido em copo de chocolate(custa-lhe a módica quantia de 1, 50, mas, pronto, também fica com a boca mais doce) – Sem dúvida, o local é amplo,  com excelentes áreas arborizadas  e  muito apelativo.  Esqueça o bronze da praia, ainda é cedo. Vai ter melhores dias. A avaliar pelo que diz a meteorologia, o tempo vai estar quente, com boas abertas, mas algo cinzento. Muito convidativo a  uma tarde calma e relaxante – Se optar pela leitura, conjugará as duas coisas: relaxará o corpo e dará liberdade e imaginação ao espírito - Falámos com vários autores, alguns dos quais velhos amigos, fizemos fotografias  e enriquecemos um pouco  mais a nossa biblioteca caseira com novos títulos e autógrafos.

UM CALENDÁRIO MARCADO PELA CHUVA E ALGUMA POLÉMICA –  COM PROTESTOS DE EDITORES QUE PREFEREM O FIGURINO ANTIGO – COM O ENCERRAMENTO NO 10 DE JUNHO

 Foi inaugurada no passado dia 24 de Abril, com mais de 200 pavilhões, que passaram a ocupar uma boa parte das duas áleas do maior parque do centro de Lisboa. As chuvas que não caíram no Inverno, vieram na Primavera, em  Abril e Maio, abençoadas pelos agricultores e bem-vindas aos estuários das barragens, mas muito mal-queridas  aos editores e livreiros que, uma vez mais, apostavam naquele espaço, e no evento, uma excelente oportunidade para minorar a crise que atravessa o sector. Os dias de chuva, não só causaram alguns estragos no recheio dos stands, afastaram o público e impediram melhores vendas.

 O JORNAL PÚBLICO OUVIU ALGUNS LIVREIROS QUE SE MANIFESTARAM DESCONTENTES COM A MUDANÇA DA DATA , QUEREM OS DIAS QUENTES DA ÚLTIMA QUINZENA DE MAIO E A PRIMEIRA DE JUNHO.


"A Feira do Livro de Lisboa deveria voltar ao figurino antigo e acabar em meados de junho, por altura dos santos populares, para evitar as condições climatéricas adversas, considera a responsável da editora Alêtheia - refere o PÚBLICO


“Ninguém mais quer a feira em Abril”, garante Luís Oliveira, da editora Antígona, criticando a APEL por “nem se dignar a discutir o assunto com os seus associados antes de decidir”.

"Segundo este responsável, já assinaram o documento “mais de 50” editores e livreiros, entre eles a Porto Editora e a Leya, que integram a direcção da associação, a Babel e a Relógio d’Água."

(...) “Fomos muito prejudicados com esta negociata”, diz Luís Oliveira. Mas não é só a data do certame que desagrada aos editores. Os horários – das 12h30 às 23h durante a semana, e das 11h às 24h ao fim-de-semana – “são para escravos”, afirma.

“Antigamente a feira abria às 16h ou 17h. Agora, até às 17h temos um período completamente morto”, denuncia o responsável da Antígona.

O abaixo-assinado vai continuar a circular entre os editores e livreiros presentes na feira e será depois enviado à APEL. Para segunda-feira, está já marcada uma reunião em que o assunto será debatido.
50 editores protestam contra datas e horários da Feira do livro


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segunda-feira, 7 de maio de 2012

VITÓRIA DE FRANÇOIS HOLLANDE - ELEITO PRESIDENTE DE FRANÇA: ARRASA SARKOZY E ABRE O FLANCO DE ANGELA MERKEL -JÁ NADA SERÁ COMO DANTES



Abriu-se o  flanco da Sra. Ângela Merkel, o que significa que, atrás dele, outros se haverão de abrir.  Está mais de que visto que a crise europeia, não pode ser resolvida por aqueles que a provocaram. Já não era sem tempo - E o eleitorado francês, o grande barómetro europeu, deu provas de estar consciente que  o maior problema é realmente o liberalismo selvagem, que alastra por todo o mundo. Mas vai ser uma luta muito difícil, porque as armas estão do lado do capital, que detém os órgãos de comunicação social e pode transferir os milhões para qualquer paraíso fiscal, num simples abrir e fechar de olhos - Num mero clike de computador. Hollande eleito Presidente: “Não somos um país qualquer



Hollandeeleito Presidente


A vitória de François Holland, sobre o Nicolas Sarkozy, não era só inevitável como desejável - Até por alguns sectores da direita, que também já não confiavam no turbulento e verboso Nicolas - De facto, verbo não lhe faltava. Dava  um bom vendedor da banha da cobra. Mas também estes, aldravam uma vez, duas vezes, mas à terceira,  só cai quem é tolo - E ele aldrabou muitas vezes. Não passa de um farsante, hábil em forjar patifarias. Mas estas também nem sempre resultam. Armadilhou e arrumou  Strauss-Klan. Obviamente que foi ele que esteve por detrás do famoso escândalo com uma camareira num Hotel em Nova Iorque. Mas saiu-lhe o tiro pela culatra. Com ele a candidato, talvez tivesse mais hipóteses . Mas deitou os trunfos demasiado cedo. - Hollande, ganhou ontem as eleições, mas este é apenas um dos muitos escolhos que tem pela frente. Sarkozy e os seus aliados da extrema direita, tudo farão para lhe torpedar a sua acção. Todavia, seja como for, já nada voltará a ser  como dantes.

Multidão comemora vitória de François Hollandena Bastilha







AINDA REFERENTE A MAIO - VEJA A POSTAGEM SEGUINTE  CLIKANDO EM: -

ELEIÇÕES FRANCESAS 2012: LICOR SARCOZY COM TRAGO A ÂNGELA MERKEL  ..

PINGO DOCE ONDE AS "JOANINHAS SE VESTEM DE GOVERNANTES...

  .Madeleine McCann - Scotland Yard vai (só agora?).telefonemas de videntes..




domingo, 6 de maio de 2012

ELEIÇÕES FRANCESAS 2012: LICOR BEIRÃO COM TRAGO A NICOLAS SARKOZY E ÂGELA MERKEL

LICOR BEIRÃO COM TRAGO AMARGO OU DOCE? A OPÇÃO É SUA.
Coentros não vão à mesa do Rei - é isso que deseja o empresário do licor beirão - Se assim, não fosse, não fazia a figura que fez - Já não lhe basta envolver-se em campanhas partidárias locais. Por mim, dispenso bem tal beberagem.


Longe vai o tempo em que o Licor beirão era o reclame provinciano das Estradas - Que se identificava com a paisagem rural, tudo isso já passou à história. Foi no tempo do  seu criador - Mais genuíno e dado às suas raízes, mais terra a terra - Conservador mas cauteloso. O  filho, José Redondo, envolveu-se na política em campanhas locais (em Coimbra) e no apoio declarado  a Sarkozy e Merkel.  Fez uma mistura inconciliável e intragável. Pois, enquanto um bom licor (apenas com as ervas e especiarias naturais) pode ser bem apaladado e agradar a  gregos e a troianos, o mesmo já não se pode dizer se  embrulhado num tão odioso cocktail - Obviamente,  só se for à fina flor dos endinheirados e seus líderes


Licor Beirão'envia prendas' a Merkel e Sarkozy - Os tais que, além de já escravizarem os nossos emigrantes, aliados à extrema direita, no que já pensam é correr com eles.  -Claro que, hoje em dia, na sociedade capitalista em que vivemos,  e sendo esta cada vez mais agressiva,  é  muito difícil o trabalhador ser respeitado nos seus direitos e na garantia  dos seus postos de trabalho - Em todo o caso, há que optar por um mal menor - De modo algum, serão aqueles que os exploram

Sarkozi apoiado por Kadafi para depois o apunhalar.

"Documentos divulgados pelo site de jornalismo investigativo francês “Mediapart” na segunda-feira afirmam que o ditador líbio Muamar Kadafi teria pago € 50 milhões, cerca de US$ 65 milhões, em 2007, para a ajudar a campanha presidencial do atual presidente da França, Nicolas Sarkozy. As suspeitas sobre a doação começaram no ano passado quando Saif, filho de Kadafi, contou ter ajudado o conservador. Sarkozy nega as acusações Kadafi doou US$ 65 milhões para eleição de Sarkozy

DITOS E ESTRATÉGIAS DE UM LICORISTA EMPRESÁRIO  " IRREVERENTE"

Com o Sarkozy e a Merkel teve reações do estrangeiro?
A campanha saiu em dezenas de jornais e foi passada em várias televisões de todo o mundo. Partes dela nem saiu cá... «Já pensou porque Angela e Nicolas chegaram finalmente a um acordo?»; «Porque é que o FMI vem de visita tantas vezes a Portugal?» [risos] Um jornal alemão noticiou um encontro entre o Sarkozy e a Merkel em Paris e dizia: «Esperemos que no final eles possam beber um Licor Beirão, o licor de Portugal.»
(...)
Qual é a percentagem de orçamento que têm para publicidade?
_Desde sempre, digamos que no mínimo, 10 a 15 por cento dos proveitos são investidos na publicidade. Atualmente, até talvez um bocadinho mais.
(...)
O seu pai parecia uma pessoa à frente do seu tempo. Onde é que ele ia buscar inspiração, alguém com a quarta classe?
_Ele recebia propostas, dos desenhadores das litografias, e depois estava em causa aceitar ou não. Um criativo pode ter grandes ideias mas se ninguém as aceitar... Mas também criava: um ano mandou retirar «o licor de Portugal» e pôs «o beirão de quem todos gostam».

(...) Como é que uma pessoa como ele, anticlerical, do reviralho como diz, é o fundador do CDS aqui na Lousã?
_Como dizia o Sartre, um tipo para ser socialista aos 40 teve que ser revolucionário aos 18. Está tudo dito. Isso vai-lhe acontecer, vai acontecer com todos nós. O professor Freitas do Amaral tinha grande consideração por ele. Eu já sou um homem do PSD, fui dos primeiros, ainda sou o quinhentos e poucos, mas nunca fui a um congresso, apesar de todas as grandes campanhas aqui na região serem feitas por mim. Politicamente, a única coisa que aceitei, apesar de não ser da minha cor política, foi ser mandatário do professor Freitas do Amaral quando ele foi candidato à presidência da República.
(...)Os portugueses com menos dinheiro bebem menos ou bebem mais, para esquecer?
_É natural que bebam menos. Refletiu-se com um ligeiro decréscimo nas vendas em 2011. Cerca de 4 por cento. E como o volume de vendas para o exterior não é tanto como o interno, crescemos muito lá fora mas não compensámos a quebra interna.
Qual é a atual faturação do Licor Beirão? E quantos milhões de garrafas produzem por ano?
_Está nos 18 milhões de euros. Quatro milhões de garrafas.
 UMA FORTUNA - AO TRABALHADOR A ESMOLA HABITUAL

(..)Que ordenados paga, em média?
_Os ordenados aqui não são altos, mas em média, na casa dos 900 euros.
Excertos de..O dono do licor mais irreverente de Portugal .

.Sarkozy admite derrota nas eleições francesas