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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

José Saramago, hoje 90 anos, se São Pedro não o tivesse chamado para piloto da sua barca - Mesmo assim, permanece vivo entre nós: as suas obras tão cedo não vão ser esquecidas




José de Sousa Saramago, signo escorpião, nasceu na freguesia da Azinhaga,  da Vila da Golgâ, a 16 de Novembro de 1922, três dias antes da lua-cheia. Para dessossego dos seus pais, filha e netos, acabaria por publicar - entre outras obras, que o guindariam ao Prémio Nobel da Literatura - o livro "Dia do Desassossego", que hoje a Fundação José Saramago, pretende transformar numa festa cívica e de cultura


 Excomungado  por Sousa Lara - no reinado de D. Cavaco, o Silva - mesmo assim, contra ventos e marés, lá foi levando a sua "Jangada de Pedra" de vento em popa, por oceanos a fora, até que, depois de ter arribado em Lanzarote, Ilhas Canárias, onde construiu a sua cabana,  com a sua eva, Pilar del Río, aos 88 anos, em 18 de Junho de 2010, São Pedro o haveria de chamar a pilotar a sua barca.

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Altura para se refletir no Iberismo defendido por Saramago
Veja minha postagem Grécia com o dracma e Portugal e Espanha com ibero


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"Quando Joana Carda riscou o chão com a vara de negrilho, todos os cães de Cerbère começaram a ladrar, lançando em pânico e terror os habitantes, pois desde os tempos mais antigos se acreditava que, ladrando ali animais caninos que sempre tinham sido mudos, estaria o mundo universal próximo de extinguir-se. Como se teria formado a arreigada superstição, ou convicção firme, que é, em muitos casos, a expressão alternativa paralela, ninguém hoje o recorda, embora, por obra e fortuna daquele conhecido jogo de ouvir o conto e repeti-lo com vírgula nova, usassem distrair as avós francesas a seus netinhos com a fábula de que, naquele mesmo lugar, comuna de Cerbère, departamento dos Pirenétis Orientais, ladrara, nas gregas e mitológicas eras, um cão de três cabeças que ao dito nome de Cerbère respondia, se o chamava o barqueiro Caronte, seu tratador. Outra coisa que igualmente não se sabe é por que mutações orgânicas teria passado o famoso e altissonante canídeo até chegar à mudez histórica e comprovada dos seus descendentes de uma cabeça só, degenerados.



Porém, e este ponto de doutrina só raros o desconhecem, sobretudo se pertencem à geração veterana, o cão Cérbero, que assim em nossa portuguesa língua se escreve e deve se com o silêncio se apagava da memória a ínfera região. Mas, não podendo o sempre durar sempre, como explicitamente nos tem ensinado a idade moderna, bastou que nestes dias, a centenas de quilómetros de Cerbère, em um lugar de Portugal de cujo nome nos lembraremos mais tarde, bastou que a mulher chamada Joana Carda riscasse o chão com a vara de negrilho, para que todos os cães de além saíssem à rua vociferantes, eles que, repete-se, nunca tinham ladrado. Se a Joana Carda alguém vier a perguntar que ideia fora aquela sua de riscar o chão com um pau, gesto antes de adolescente lunática do que de mulher cabal, se não pensara nas consequências de um acto que parecia não ter sentido, e esses, recordai-vos, são os que maior perigo comportam, talvez ela responda, Não sei o que me aconteceu, o pau estava no chão, agarrei-o e fiz o risco, Nem lhe passou pela ideia que poderia ser uma varinha de condão - In  A JANGADA DE PEDRA DE JOSÉ SARAMAGO

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