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domingo, 2 de junho de 2013

Celebração do Solstício do Verão - 21 de junho 2013 - Na Pedra do Sol - Aldeia de Chãs - de Foz Côa - Monte dos Tambores



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ATUALIZAÇÃO - MAS NÃO DEIXE DE VER AS ÚLTIMAS POSTAGENS)





Vídeo registado de véspera - dia 20 de Junho 2013 ao pôr do sol

Esta imagem pode ser admirada no dia maior do ano, com cerimonial místico - Foi registada na véspera, dia 20 de Junho 2013 ao pôr do sol  - De um dia para o outro é minima a diferença.








video registado no dia seguinte - 22 de Junho - Com o sol ainda um pouco  mais levantado no horizonte




Este é o "stonehenge Português" - Dois Calendários pré-históricos: um alinhado com o Solstício  do Verão e outro com os Equinócios da Primavera e do Outono - Mas também existe o alinhado com o Solstício do Inverno - vídeo ao fundo deste post.


Aí está à o TÃO  desejado Verão - Começa no dia 21 de junho de 2013 exatamente às 05:04 horas em Portugal e termina no dia 22 de Setembro, às 20.44, hora do Equinócio do Outono - Vai ser celebrado na Pedra do Sol, também conhecida como a Pedra do Solstício, com cortejo alegórico, cerimónia mística com gaiteiros e violinos, leitura de poemas alusivos à estação, bem como homenagens na Pedra dos Poetas, ao investigador Adriano Vasco Rodrigues, aos poetas Manuel Daniel e Hamilton Tavares, figuras gradas do concelho e da região,  e ao antigo jornalista da TSF, Fernando Cepeda, falecido em Angola, em Janeiro - Que se apaixonou pelos Templos do Sol, desde o primeiro dia em que aqui veio em reportagem.

eA pintura rupestre que deu o nome à Pedra da Cabeleira.



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Não perca esta oportunidade: venha contemplar os últimos raios desse tão auspicioso dia, em perfeito alinhamento com o horizonte a ocidente, rasando o alto da curvatura de uma autêntica esfera solar e armilar (a Pedra do Sol, oh! sim mas que símbolo mais genuíno, fascinante! )e o pequeno círculo, incrustado um pouco mais a ocidente, sobre a superfície rochosa do pequeno anfiteatro, que se destaca da granítica vertente 

Depois não deixe de ver a postagem seguinte  - Onde encontrará mais informação




                     Aldeia de  Vila Nova de Foz Côa – Mancheia -Monte dos Tambores

                             Celebração do Solstício do Verão na Pedra do Sol -
                                           O “Stonehenge Português"
                               21 de Junho 2013 – 20.00 - 20.45 horas





Participe nas  celebrações do início da estação mais aguardada do ano! À chegada das  auspiciosas manhãs e tardes ensolaradas, aos dias mais longos e quentes, propicicios ao amadurecimento dos frutos, ao lazer e à contemplação da Mãe-Natureza! Assista ao pôr-do-sol no Solstício do Verão, junto a um gigantesco bloco de granito,    de forma  esférica, com 3 metros de diâmetro, situado sobranceiro ao Castro do Curral da Pedra e na vertente da margem esquerda do magnífico Vale da Ribeira Centieira, lugar da Mancheia - Tambores, zona integrada no perimetro do Parque Arqueológico do Vale do Côa, onde observará um raro fenómeno natural e cultural que se supõe ter origem no período megalítico ou na cultura pré-céltica.




PEDRAS QUE NÃO SÃO APENAS PEDRAS - TÊM HISTÓRIA

       
                      

Programa:
18.30 – Concentração no adro da Igreja
18.45 – Cortejo druida – Do adro à Pedra da Cabeleira e Pedra do Sol, com a presença dos gaiteiros de Mogadouro -  Grupo  Lua Nova  e do dueto de violinos constituído por Gustavo Delgado e Olena Sokoloska, que já participou na Celebração do Equinócio da Primavera, em 2009
 









20.00 – 20.45 – A celebração do Solstício – com início das homenagens a Adriano Vasco Rodrigues, aos poetas Manuel Daniel e Hemilton Tavares e ao jornalista, já falecido, Fernando Cepeda


21.00 H – Pedra dos Poetas – Encerramento da celebração e das homenagens
22.00 horas – Noite Sanjoanina na aldeia – Com os comes e bebes tradicionais


 
Prof.Adriano Vasco Rodrigues - Investigador, escritor, etnógrafo, arqueólogo, deputado; pedagogo, fundador e diretor de várias revistas - Publicou mais de cem livros e separatas - (Ver biografia no post seguinte)

Manuel Daniel - Uma vida igualmente intensa e multifaceta: advogado, poeta, escritor, dramaturgo e homem ao serviço -da administração  pública e autarquia   (ver biografia postagem seguinte)

Hamiltn Tavares  - Professor e colaborador da Imprensa regional - Autor de vários livros de poesia - Nomeadamente, "Gravuras e Pedras que falam" (ver pormenores na postagem seguinte)

Fernando Cepeda - Nascido em Bragança, em 23 de Julho de 1955, Fernando Cepeda, trabalhou em vários órgãos de comunicação social regionais como a Rádio Onda Livre, onde foi diretor de programas, a Rádio Brigantia e Rádio Bragançana (RBA) e Jornal o Mensageiro Noticias e a revista Loa. Além disso foi correspondente da TSF e do Diário de Notícias. Fernando Cepeda também pioneiro da televisão na região transmontana através do lançamento da TV Nordeste, Trabalhava, ultimamente, em funções de assessoria, em Angola. Faleceu no passado dia 9 de Janeiro, aos 57 anos






Apoios: Junta de Freguesia de Chãs e Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa - E ainda a colaboração da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Chãs;  Associação Banda Cultural e Recreativa de São Caetano;Clube Caça e Pesca de Muxagata e Chãs; Foz Côa Friends Associação e dos proprietários dos sítios onde se situam os dois monumentos pré-históricos.


ALINHAMENTO SAGRADO COM O PÔR-DO-SOL NO SOLSTÍCIO DE VERÃO
Esta extraordinária imagem, configurando uma gigantesca esfera terrestre ou a esplendorosa configuração de um enorme globo solar projetando os seus dourados raios, a poente, foi registada, pela primeira vez, cerca das 20.45 horas do dia 21 de Junho de 2003 e repete-se todos os anos, ao fim do dia mais longo do ano e à mesma hora, desde que  as condições atmosféricas o permitam.

A partir do ponto onde o sol então se pôs ( e voltará a pôr-se) começa o Verão e, de igual modo, a grande estrela-fiel inicia o movimento aparente da sua declinação para o Hemisfério Sul – E, até atingir esse ponto extremo, no Solstício do Inverno, distam vários quilómetros: ou seja, desde o ponto do horizonte, onde ele se vai pôr, em perfeito alinhamento com a crista do esférico bloco e o centro do pequeno círculo que se encontra cavado, a alguns metros a oriente, na mesma laje da sua base de apoio.


Porém, o enorme megálito que a mesma imagem documenta, deverá ser observado segundo a posição que parece ter sido ali erigido, retocado e direcionado. Feita a observação noutro ângulo, quer do lado sul ou do lado norte, deforma-se e assemelha-se a um estranho busto. Porventura, configurando, sabe-se lá, senão um outro simbolismo ou interpretação, ainda não decifrada.

Castro do Curral da Pedra - próximo do Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira - na vertente do qual (a oeste) se ergue a Pedra do Solstício

Os homens da pedra lascada, dispunham apenas de rudimentares utensílios de sílex, daí, talvez a razão pela qual empregassem apenas a sua primitiva ferramenta para dar as formas naquilo que lhes era estritamente indispensável ou necessário. De resto, a estilização da arte pré-histórica, verifica-se desde as gravuras do paleolítico, e é do que nos maravilham alguns dos caprideos desenhados nas pedras xistosas do Côa. 


Este fenómeno solar não é único. Muitos desses blocos ( tais como, menires, estelas, dólmenes, recintos megalíticos), fazem parte de uma antiga herança do passado e, de facto, muitos deles, devido à posição que tomam, são geralmente conhecidos por alinhamentos sagrados, visto estarem em perfeito alinhamento com o sol, a lua ou outros corpos celestes.

A sua origem está ainda envolta nalgum mistério e nalgumas sombras, tal como, aliás,  toda a Pré-História. Presume-se, porém, que tenham sido erguidos por antigas civilizações pré-célticas e, também, sabiamente aproveitados por estas culturas que, compreendendo o poder e o significado que representavam, os utilizaram e cultuaram nos seus rituais e festividades, ligadas aos ciclos das estações.

Existem em várias partes do mundo, cada um com as suas especificidades. Porém, uma parte desses monólitos foram destruídos, perderam-se ou caíram no esquecimento: diluíram-se por entre as ruínas dos abrigos e povoados – Tal como este, até ao dia em que nos apercebemos  da singularidade da sua forma, da sua exposição,  entre outros aspetos, acreditando que não poderia ser obra do acaso: sim, demasiadas coincidências para se tratar um vulgar penedo, entre os inúmeros que por ali se espalham, a monte ou isolados, por ação e obra da Mãe-Natureza, desde o fundo do vale e por toda a vasta área planáltica do afloramento granítico.

Há quem pense que o mundo da luz e do conhecimento só começou com a descoberta da eletricidade. Mas os que assim pensam estão enganados. O homem existe há milhões de anos! E, por conseguinte, desde há muito que ele aprendeu a aperfeiçoar as suas técnicas de sobrevivência, a conviver com a natureza, e a conhecer-lhe muitos dos seus segredos, que, certamente, se foram perdendo à medida que se foi divorciando do seu contacto.

Vejam-se as mundialmente famosas estátuas da Ilha da Páscoa, enigmáticas figuras gigantescas com os olhos voltados aos céus, ou ainda, nos Andes, a não menos impressionante Porta do Sol, presume-se que da cultura Asteca, expressando a mais estreita aliança e união do espírito com a matéria - Isto para já não falar das ruínas de Stonehenge, sobre as quais, investigadores de todos os domínios, se continuam a interrogar, sem, contudo, encontrarem as respostas que os satisfaçam.



A curta distância, já sobre o planalto, ergue-se a Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, cuja gruta, em forma de semi-arco, é atravessada pelos raios solares do nascer do sol, nos Equinócios da Primavera e do Outono 

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– Um estudo, entretanto levado a cabo pelo Prof. Albano Chaves, aponta a existência do alinhamento do Solstício do Inverno, a que já nos referimos neste site.

(1) solstício do inverno nos templos do sol 






Não consigo descrever a sensação e a emoção que senti ao ver o Sol surgir, efectivamente, pela fenda que designei por 'Porta do Sol'. Eu tinha fortes suspeitas de que isso aconteceria e os cálculos dos engenheiros António e Miguel Lázaro assim o confirmaram, mas... como S. Tomé, quis ver para crer, quis testemunhar pessoalmente o acontecimento. Aquele primeiro momento em que a esfera solar, amarela e fulgurante, emergiu no fundo da abertura, fez-me levantar os braços e bater palmas. A emoção não esmoreceu ao seguir o movimento do Sol, elevando-se no firmamento numa trajectória inclinada para a direita. O nevoeiro que, como algodão em rama, enchia o Graben atrás de mim, trouxe-me por momentos algumas preocupações, porque por vezes também cá em cima passavam ténues manchas de nevoeiro. O nevoeiro ia subindo encosta acima, disso não restavam dúvidas, mas nessa corrida entre o surgir do Sol e o afogamento do planalto em espesso nevoeiro, o Sol venceu. Gloriosamente! Depois, como que sentindo-se vencido, o nevoeiro foi-se dissipando.

(2solstício do inverno nos templos do sol 



2 comentários:

Iván Blanco disse...

oi,

Eu gostaria de incluir uma dessas fotos no meu site: www.penasderodas.com

muito obrigado

Peregrino da Luz disse...

Caro Iván Branco -Com muito prazer - Pode usar as imagens que quiser - Um abraço amigo . Eu também vou postar seu video