expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

sábado, 27 de julho de 2013

Portugal promovido a Paraíso Fiscal – “Reforma do IRC quer evitar fugas como a da Jerónimo Martins” – Que ”teve impacto zero nos cofres do Estado” – Diziam eles - Depois de roubados, aí está o truque de magia: não é só a Madeira, também o rectângulo à beira mar plantado: “plataforma interessante para o capital internacional”



Não haja ilusões: por mais facilidades dadas aos grandes grupos económicos, quanto mais têm mais querem - E no que pensam é em pagar o menos possível aos  trabalhadores, poder chutá-los a qualquer momento, a troco de nada -  Em aproximar a mão-de-obra ocidental com a escrava asiática e em  furtarem-se ao fisco - Esta é a cultura, a filosofia do liberalismo dos novos tempos, sem pátria e sem fronteiras

MANOBRAS PARA ENCENAR O GRANDE EMBUSTE

Vejam como eles manobram a opinião pública. Quando, o patriota, Alexandre Soares dos Santos, decidiu escapar-se aos impostos, mudando a sede social do Grupo Jerónimo Martins para a Holanda,  Passos Coelho assegurava  que “esta decisão não prejudica a arrecadação fiscal em Portugal”, afirmando que “continuará a pagar impostos em Portugal em termos de IRC, os rendimentos dos detentores de participações no grupo continuam a pagar os seus impostos em Portugal", explicou o chefe do Governo aos deputados.
"Passos compreende decisão da Jerónimo Martins 

Marcelo discordou - Marcelo Rebelo de Sousa critica decisão da Jerónimo Martins ...Então, agora, já vêm com a manchete nos jornais de que a “Reforma do IRC quer evitar fugas como a da Jerónimo Martins” –Jerónimo Martins ida para a Holanda com impacto zero nos cofres ... Em que é que ficamos?... Teve ou não teve impacto nos cofres do Estado?... Houve ou não fuga aos impostos? … E, se houve, porque foi consentida ou compreendida?!...

PORTUGAL NUM OFFSHORE -  A SOLUÇÃO MÁGICA PARA A CHAVE DOS  LOBOS - Obviamente que aplaudem CCP aplaude reforma do IRC mas pede outras medidas fiscais

De facto, não havia qualquer tipo de incompatibilidade, quando Passos, Portas e Relvas, foram chamar um tal  António Lobo Xavier, que então afirmava não encontrar nenhum conflito de interesses entre o facto de fazer parte da administração de várias grandes empresas e o lugar de presidente da Comissão de Revisão do IRC

.
Sim, aí temos a solução para que as grandes empresas sejam mais patriotas e não tenham que escapar-se para a Holanda, Colômbia, Ilhas Caimão e outras paragens.

Não, não é o Paraíso Fiscal da Madeira que se extingue mas são os tentáculos que se estendem ao continente – Com um dos seus Lobos a chefiar a apregoada reforma fiscal, não era de imaginar outra coisa, que não fosse estender a passadeira de veludo aos maiores prevaricadores da fuga aos impostos. Depois de Portugal saqueado pelos gurus do grande capital, distintamente representados pelo Governo de Passos e Portas e companheiros, ei-los a quererem transformar a terra queimada num atrativo Éden das trapaças internacionais.  

SERÁ QUE JOSÉ SEGURO  COMPREENDEU OS OBJECTIVOS DO PROJETO DO GOVERNO OU TAMBÉM QUER SER CÚMPLICE DA MESMA FARSA?Governo acordou tarde para a reforma do IRC, diz Seguro







CGD sai da Zona Franca da Madeira e vai para o offshore das ilhas Caimão




REFORMA DO IRC QUER EVITAR FUGAS COMO A DE JERÓNIMO MARTINS – MAS NÃO ERA ESSA A ACUSAÇÃO QUE LHE FAZIAM 












MESMO COM AS MAIORES FACILIDADES,  VEJA-SE O EXEMPLO QUE NOS VEM DA ILHA DO ABERTO JOÃO JARDIM 2.637 empresas no offshore da Madeira não pagam IRC 

Regresso aos tempos negreiros: milhares a trabalhar para meia dúzia encherem a barriga – Já acontece mas vão ter a vida ainda mais facilitada. “O grupo de trabalho para a reforma do IRC”, liberado por dirigente do CDS, António Lobo Xavier, “sugere cortes progressivos de taxas, a começar em 2014, e novas isenções de mais-valias e dividendos.
”  

Diz o PÙBLICO que, “a concretizarem-se as propostas, Portugal passará a contar , já a partir do próximo ano, com um regime mais próximo daquele que se regista, por exemplo, na Holanda um país para onde se deslocam várias empresas (incluindo portuguesas) à procura de vantagens fiscais” «Reforma do IRC quer evitar fugas como a da Jerónimo Martins» - Público Sim, num tal país transformado em plataforma oficial de droga e prostituição – Dizem agora que estão arrependidos mas é fogo de vista- Mesmo assim,  há males, que, tal como o cancro, depois de instalados, jamais se curam.  - Holanda arrepende-se de ter liberalizado drogas e prostituição


RICO AMIGO EDUARDO, O POVO ESTÁ CONTIGO!


Além de serem detentores das principais empresas, “Angolanos são já 30% do mercado de luxo português 

"Empresários e políticos são alguns dos melhores clientes das lojas de marca". http://expresso.sapo.pt/angolanos-sao-ja-30-do-mercado-de-luxo-portugues- 


Agora, para  lhes facilitar a vida dos negócios, não há como transformar Portugal ser  no seu offshore preferido!

CONCLUÍDO O "BOM NEGÓCIO" ANGOLANO, AÍ  TEMOS OS NOSSOS IRMÃOS AFRICANOS A FAZEREM DE PORTUGAL O SEU CAIXOTE DE LIXO OU O BORDEL DE LAVAGEM DA SUAS FRALDAS

 “Os dois fiscalistas contactados pelo PÚBLICO vêem vantagens na medida” (…) João Espanha acredita que, se as coisas forem bem feitas, as empresas, para beneficiarem do regime, terão mesmo que estar instaladas em Portugal”. “Pela intuição que tenho do que acontece em países como a Holanda, acredito que pode haver um acréscimo de receita fiscal a prazo” – Sim, não é imediato mas a prazo – Cantiga do amigo do intruja.

Outro dos gurus dos escritórios da nata da alta finança, ouvido pelo jornal de Belmiro de Azevedo, um tal “Samuel Fernandes de Almeida, advogado na Miranda Correia Amendoeira e Associados tem a certeza que « o caso da Jerónimo Martins não teria ocorrido , caso a legislação agora proposta já estivesse em vigor» e diz que “ Portugal pode tornar-se mesmo numa plataforma interessante para o investimento internacional  nos países de língua oficial portuguesa”   - Só nos faltava mais esta: roubados e depois transformados em caixote do lixo em trânsito dos seus saques

CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS, JÁ PODE VOLTAR DAS ILHAS CAIMÕES A PORTUGAL – JÁ QUE, NA MADEIRA, NUNCA DEIXOU DE LÁ  ESTAR INSTALADA

A Caixa Geral de Depósitos (CGD), que chegou a ser acusada  de transferir os negócios que tem na Zona Franca da Madeira para as ilhas Caimão, devido ao fim de alguns benefícios fiscais no «offshore» da região portuguesa esta e outras empresas que se escaparam para esses el-dourados paraísos  nas Caraíbas e Pacífico ou mesmo para a Holanda, já não vão precisar de se dar a esse pequeno mas lucrativo incómodo: depenado o Estado e com as maiores empresas privadas nas mãos do capital angolano, chinês e   outras cumplicidades, Portugal vai passar a ser o seu porta-bagagens. CGD transfere operações da Madeira para as ilhas Caimão 



segunda-feira, 15 de julho de 2013

“Bana - Canta Cu Alma Sem Ser Magoado” –Mas, ao vê-lo partir, quem o admirava sente que a alma foi magoada – Resta-nos o consolo das suas mornas e de nos ter legado o “Segredo De Nha Vida”



Bana já não está entre nós – Fisicamente já não faz parte do mundo dos vivos: morreu aos 81 anos, no hospital de Loures mas vai continuar viva a sua voz, as suas mornas inconfundíveis. E também a memória do seu carácter: Adriano Gonçalves mais conhecido por Bana, natural do Mindelo,  onde nasceu em 5 de Março de 1932.

 Bana começou a sua carreira quando Cabo Verde era um território colonial português, enquanto trabalhava como  guarda-costas e moço de recados do compositor e intérprete B. Leza."  Oriundo de famílias humildes, órfão dos pais aos 13 anos, cedo teve que começar a lutar pela vida, tendo trabalhado como estivador no Porto Grande do Mindelo. Aos 20 anos, a tropa dar-lhe-ia uma oportunidade de cantar no Rádio Clube do Mindelo. Os cabo-verdianos adoram e, desde então, tornou-se uma das vozes masculinas emblemáticas e mais admiradas do pais onde o MAR É A MORADA DA SAUDADE

Em 1959, é descoberto por elementos da Tuna Académica de Coimbra, entre os quais estava Manuel Alegre . Fixa-se, em Portugal, dez anos depois – E é,  aqui, que se torna um dos mais populares embaixadores da música da sua terra – E também o artista providencial para a reafirmação dos músicos e das mornas e coladeras  cabo-verdianas.


Conheci-o, em S.Tomé, creio que nos finais dos anos sessenta ou nos princípios da década 70, numa extraordinária atuação no Cinema império.  Depois, em Portugal, onde Bana viria fixar-se «Câ tem ôte moda Lisboa. Nôs Terra d’adoçon». («Não há outra igual à Lisboa. É nossa terra de adopção» - Entrevistei-o, por várias vezes para a Rádio Comercial - Sempre amável, despido de toda vaidade, falando da mesma maneira, fosse para quem fosse - Com o humanismo e a simpatia, que lhe era  própria, sem subviências mas também sem qualquer gesto de sobranceria. 


Bana trouxe os sons de Cabo-Verde e também os melhores músicos e a própria Cesária Évora. De facto, há vidas, verdadeiramente proféticas: se não existissem, tinham de ser inventadas. Mas encarregou-se o destino de no-las oferecer

“O contributo de Bana para a música de Cabo Verde não se fica apenas pelos discos. Por sua iniciativa, foram vários os músicos que saíram das ilhas para se instalar na capital portuguesa, abrindo assim novos horizontes e dando início a carreiras musicais notáveis.

Nomes como Paulino Vieira, Armando Tito, Leonel Almeida, Bebeto, Kabanga, nos anos setenta, e Toi Vieira, Tito Paris, Manuel Paris, Toy Paris, Vaiss, Cesária Évora, nos anos oitenta, chegaram a Lisboa por iniciativa de Bana.
Os primeiros vieram para acompanhar o cantor nas muitas digressões que na época fazia pela Europa, integrando a segunda fase do conjunto Voz de Cabo Verde.
"Na época fazíamos digressões para a Guiné e Holanda; tocávamos em Cascais, na antiga FIL (Feira das Indústrias de Lisboa), e certa vez tocámos para 15 mil pessoas no Palácio de Cristal, no Porto", recorda Leonel Almeida.
As fotos deste último espectáculo, em 1975, serviriam para ilustrar uma das capas dos discos de Bana. "Tínhamos estado em França, Luxemburgo, Holanda, Espanha, entrámos pela fronteira de Vilar Formoso e fomos para o Porto. Um espectáculo inesquecível!"
Em Lisboa, Bana actuava em restaurantes como o "Andaluz", propriedade de um santantonense de nome Cândido, passando depois para o "Novo Mundo", na Rua do Sol ao Rato, onde também passariam a tocar outros músicos e artistas cabo-verdianos.
Bar restaurante Monte-Cara

Este último restaurante dá lugar ao restaurante-dancing Monte Cara e Bana torna-se no gerente, ao mesmo tempo que funda uma editora com o mesmo nome, nos finais dos anos setenta. Aqui gravaria vários LP da sua carreira, abrindo também as portas da editora a outros artistas de Cabo Verde, como Dany Silva e Celina Pereira.
"O Monte Cara passou a ser uma espécie de quartel-general para os músicos cabo-verdianos", conta Leonel Almeida. A gastronomia da terra - numa época em que havia poucos restaurantes crioulos em Lisboa - e a música ao vivo, onde actuavam Tito Paris e os irmãos, Vaiss, Toi e Paulino Vieira, na cave, atrai cada vez mais admiradores cabo-verdianos e portugueses curiosos.
Nos anos oitenta, o local passou a ser mais conhecido como "Bana" e era o local de passagem para artistas portugueses como Rui Veloso, Janita Salomé, Vitorino, Marina Mota, e personalidades da televisão, do cinema e do teatro. Noites musicais memoráveis ficaram registados, como as actuações de Paulino Vieira, ao piano, e de músicos como Júlio Pereira, no restaurante.
A própria diva Cesária Évora fez parte deste último lote de artistas trazidos por Bana, chegando a actuar neste espaço, onde o empresário José "Djô" da Silva acabaria por a descobrir.
Artista e empreendedor



"Graças ao Bana, muitos portugueses tiveram o primeiro contacto com a cachupa e a música cabo-verdiana", diz o pintor António Firmino.
Por seu lado, Celina Pereira considera

o cantor "o maior empreendedor da música de Cabo Verde em Portugal, pelo seu trabalho e pelos músicos que trouxe para Lisboa."
"O Bana pertence a uma época diferente e é pena que não tenha podido beneficiar de um marketing que o levasse para 'outras galáxias'", afirma a cantora.
O espaço mítico da Rua do Sol ao Rato mudou de nome nos anos noventa, passando a chamar-se Africa's, Pilon 2 e, por fim, En'Clave. E no momento em que Bana celebra os seus 80 anos de vida, o histórico local encontra-se, infelizmente, encerrado por ordem da ASAE, por falta de condições de segurança.Extraído de Bana, 80 anos: De artista a maior divulgador da música crioula em ...