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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

António Ramos Rosa - Morreu o Poeta da Festa do Silêncio que se fez Felicidade do Ar e da Luz

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Morreu um poeta mas não  a sua palavra - 

António Ramos Rosa 

Luís de Raziel - Recordamo-lo, ontem, no primeiro dia de Outono, num local que nos é muito querido - véspera da sua morte - com a  leitura de dois dos seus belos poemas. Muito perto onde se situa a Pedra dos Poetas, onde também já o havíamos homenageado   -  Aqui fica pois o registo da Festa do Silêncio - poema lido por José António Maurício Lebreiro -  Que, por certo, jamais esquecer ´esse  luminoso momento  - Mas também do autor destas linhas, de quem com ele teve o grato prazer de conviver  - Sim,  a  nossa singela  homenagem, quase premonitória  de quem estava em vias de deixar o Outono da vida e partir rumo à eternidade da Luz - Sentimo-nos triste e já com um misto de saudade pela sua partida mas ao mesmo tempo  a certeza e a consolação de que o teremos sempre presente nos seus lindos versos. A Agripina Costa Marques, sua  amiga e companheira de todas as horas, um abraço fraterno do nosso sincero pesar.

Morreu esta segunda-feira em Lisboa, aos 88 anos, o poeta e ensaísta António Ramos Rosa, um dos nomes cimeiros da literatura portuguesa contemporânea, autor de quase uma centena de títulosAntónio Ramos Rosa (1924-2013), uma vida dedicada à poesia


Vive-se Quando se Vive a Substância IntactaVive-se quando se vive a substância intacta 
em estar a ser sua ardente   harmonia 
que se expande em clara atmosfera 
leve e sem delírio ou talvez delirando 
no vértice da frescura onde a imagem treme 
um pouco na visão intensa e fluida 
E tudo o que se vê é a ondeação 
da transparência até aos confins do planeta 
E há um momento em que o pensamento repousa 
numa sílaba de ouro É a hora leve 
do verão a sua correnteza 
azul Há um paladar nas veias 
e uma lisura de estar nas espáduas do dia 
Que respiração tão alta da brisa fluvial! 
Afluem energias de uma violência suave 
Minúcias musicais sobre um fundo de brancura 
A certeza de estar na fluidez animal 

António Ramos Rosa, in "Poemas Inéditos"









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