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domingo, 22 de setembro de 2013

Equinócio do Outono 2013 - Festejado hoje na Pedra da Cabeleira, com a "Festa do Silêncio" e Escrevo-te com o fogo e a água" do poeta António Ramos Rosa - Numa manhã ridente e esplendorosa de luz e brilho, ante um espaço envolvente, amplo e belo mas com o chão e as pedras tisnadas pelos infernais incêndios de Agosto

Festa do Silêncio" e Escrevo-te com o fogo e a água" de  António Ramos Rosa - A singela homenagem a um grande poeta


Equinócio - Celebrámos hoje o nascer do sol do primeiro dia do Outono, entre 08.00-08.30, no Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, no Maciço dos Tambores, aldeia de Chãs, Foz Côa  - junto a antigo local de culto e posto de observação astronómico, com um poema ao Deus Sol, de Jorge Trabulo Marques (autor destas linhas) e dois poemas de António Ramos Rosa: a  "Festa do Silêncio" e "Escrevo-te com  fogo e a água" – Ali expressados, sob um céu límpido, azul e magnífico, justamente no momento em que o astro luzente, ali espelhava o seu esplendor, tal como o teriam contemplado os antigos povos há milénios – Numa cerimónia simples  e desprendida, sem a participação de anteriores celebrações,  mas nem por isso menos prenhe de simbolismo e de emoção.  Porque, quem se associou, veio imbuído com o mesmo propósito e a mesma fé: contemplar e preservar o que de mais belo e fantástico, no seio da natureza, nos legaram os nossos antepassados. Não perder o vínculo às mais genuínas raízes ancestrais, ao seu património e aos seus valores históricos e espirituais, bem como saudar o Espelho da Criação, a verdadeira Fonte da Vida, o mesmo astro luzente que faz germinar as sementes, despontar as flores e amadurecer os frutos - Com a sua vasta variedade de espécies, de sabores, perfumes e cores. Sim, esta é, pois, a  estação do pleno amadurecimento e da colheita das preciosas uvas, dos figos e amêndoas da nossa terra.  Bem-Haja Pai Sol por tão divinas dádivas e graças.


Recinto circular amuralhado do Santuário da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora - Não surge ali por mero acaso - "Menires isolados ou recintos megalíticos estariam imbuídos de significados muito diversificados: espaços rituais, marcas na paisagem, organizações do espaço, pontos de orientação, leitura astronómica "Sítios de habitat e espaços do sagrado –






Pena - ó sol das alturas - que as pedras do planalto e de outras encostas e ladeiras, terras de cultivo ou de mato, assoladas e devastadas por violentos incêndios,  para desolação da nossa alma, para tristeza  dos nossos olhos, te recebam enegrecidas  pelas cinzas - Se bem que pusessem a descoberto as suas verdadeiras formas - Por vezes, com imitações, quais estátuas vivas,  tão humanas e nossas amigas. Pena, também, que tantos egoísmos e tantas injustiças, em toda a parte, se transformem em leis, imponham a sua prepotência, arrogância e arbitrariedade.  Pena  que nem todos os seres humanos, iluminados pela tua Luz – oh Grande Leão dos Céus - sejam prendados da mesma forma.







Bem-Haja, pois,  a todos os bons amigos que não enjeitam sacrifícios, por amor  às nossas gentes e aos nossos valores mais genuínos e sagrados. Sim, a  vós, António Lourenço, que ali estivestes, vós que dedicaste tantos anos da vossa vida em prol do progresso e bem-estar desta nossa aldeia. E a vós, José Lebreiro e José AndradeFoz Côa Friends Associação, que mais uma vez vos associaste, com coração em festa, pleno de entrega e de generosidade, a estas celebrações evocativas, simples mas repletas de simbolismo e de espiritualidade








Não tem a fama nem a monumentalidade da Cidade perdida de Stonehenge mas não temos dúvidas que, se existisse lá um monumento destes, tal como o da Pedra do Sol, apontado ao pôr do sol do solstício do Verão ou do alinhamento com o Solstício do Inverno, nesta mesma área, qualquer um deles não deixaria de ter idêntica glória e apreciação. Só que foram dados a um Povo que, após ter perdido o seu império colonial, parece também ter perdido o seu brio, o seu orgulho e a sua identidade – Infelizmente, já nem dono é das suas águas que enchem albufeiras de barragens, alimentam campos, cidades e geram eletricidade - E muito menos desta e de outras tantas riquezas que passaram a ser geridas a mando de quem só nos pede sacrifícios, desemprego, leis penalizadoras de quem trabalha e  precisa de um lar,nos empurra para vida cada dia mais difícil e austeridade – Oxalá ao menos  as pedras   históricas sejam poupadas – Mas será que, mesmo estas, perante tão semelhante afronta, desprezo e ausência de sentido de amor pátrio,  estarão a salvo?... Fica a incerteza e as dúvidas – Ao menos que, o Bendito Sol, nunca nos falte  - pois também já não se sabe, muito bem,  o que, por via das agressões e desrespeito ao meio-ambiente, sim, qual a gravidade dos desastres  que o futuro nos reserva - Se os mares não cobrirão vastas superfícies habitáveis e o Planeta se não torne irrespirável.



Mais pormenores, sobre este dia inesquecível, na postagem a editar neste site

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