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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Carlos Guilherme – Um dos tenores portugueses contemporâneos, com três décadas de carreira, que ainda canta e encanta - Encantou o auditório do Casino Estoril, com o pianista João Balula, num espetáculo de beneficência da Santa Casa de Misericórdia de Cascais, recordando alguns dos melhores êxito de Memória das Cancões














Este apontamento, peca um pouco por tardio, pois o evento decorreu no dia 26 de Outubro, todavia,  não  perde importância pelo registo – Tínhamos acabado de assistir à inauguração da Exposição dos Artistas Lusófonos, na Galeria de Arte do Casino Estoril, quando fomos surpreendido por um espetáculo que estava prestes a começar – Tratava-se de um espetáculo, que nos pareceu,  duplamente louvável e admirável: por um lado, íamos assistir a uma iniciativa que visava recolher fundos para as diversas obras de apoio social da Santa Casa da Misericórdia de Cascais, por outro, dispormos da bela oportunidade de ouvirmos um dos tenores portugueses conterrâneos, que, com os seus 68 anos, ainda continua a cantar e a encantar, com uma voz portentosa, insuperável, afinada e bem timbrada, que a distingue de qualquer outra, recordando-nos algumas das suas canções, inesquecíveis, mágicas, cuja interpretação é verdadeiramente inigualável

(vídeo gravado por autor deste site)




Carlos Guilherme - "Quando o coração chora de amor" (Youtube)





RECITAL MEMÓRIA DAS CANÇÕES -


"Deixemo-nos envolver pela voz insuperável de Carlos Guilherme e virtuosismo musical de  João Ballula Cida que acompanhados na viola-baixo por Filipe Larsen e na bateria por Henry de Sousa, interpretarão canções conhecidas de todos nós conduzindo-nos como que por magia por um mundo de ternura, de sonhos e porque não dizer de amor.


Quem resistirá a não trautear canções como “Guitarra toca baixinho”, “Caruso”, “Cartas de amor”, “Maria Leviana”, “O meu Alentejo”, “Conte partira”, “Ai se os meus olhos falassem”, “História de un amor”, “Giestas”,”Noche de ronda”, “Solamente una vez”, “My way”, “Malaguena”, “Unforgettable”, “New York, New York”, “Olhos castanhos”, “Granada”, “O sole mio”, “Quando o coração chora” ou deleitar-se com uma das mais belas árias de ópera “Nessun Dorma”?
Participem, deixem-se envolver em momentos de encantamento" 
 - -Excerto do folheto Memórias das Canções - 26 de Outubro 2013 - Texto integral pode ser lido em  João Balula Cid- Reconhecido Pianista, Compositor e Professor.


Carlos Guilherme -  A voz caldeada pelos trópicos e pelo  Índico


Carlos Guilherme nasceu em Lourenço Marques e estudou com Greta Muir na Rodésia (Zimbabwe) - onde fez a sua estreia com a companhia de ópera de Salisbury (Riccardo em Un Ballo in Maschera de Verdi) - vencendo em 1975 o Concurso Internacional de Eisteddfod. Vindo para Portugal em 1976, passou a trabalhar com John Labarge no Conservatório Regional do Algarve.

Tormou-se artista residente do Teatro  Nacional de São Carlos,   em 1980, fazendo aí a sua estreia como Malcolm, emMacbeth de Verdi, com Renato Bruson. O seu repertório inclui 36 papéis principais em óperas, muitos recitais e concertos por todo o país, colaborando várias vezes com a Fundação Calouste Gulbenkian, o Círculo Portuense de Ópera, o Coral Luisa Todi de Setúbal, a Ópera de Câmara do Real Teatro de Queluz e o Coro da Universidade de Lisboa.

A partir de 1987, Carlos Guilherme , foi convidado para cantar noutros países, tais como, Estados Unidos, Brasil, Moçambique, Bélgica e Espanha e França. Com a Companhia de Ópera de Câmara de Florença, cantou o papel de Almaviva (O barbeiro de Sevilha) em várias cidades francesas e em Israel onde, a convite da Nova Opera de Telavive, interpretou o papel de Truffaldino (O amor da três laranjas) com grande sucesso – Excerto de Carlos Guilherme - Gulbenkian Música - Fundação Calouste ...





Carlos Guilherme: "Estou numa fase muito boa" - Foi há dois anos que proferiu esta afirmação ao C.M. - Por ocasião do concerto, no centro Cultural de Belém, celebrando três décadas de carreira - Pelos vistos, continua em forma. Uma das poucas vozes que resiste às modas e ao tempo - De seguida tomamos a Liberdade de transcrever um excerto dessa interessante entrevista.

Carlos Guilherme celebra três décadas de carreira com um concerto, na sexta-feira, no Centro Cultural de Belém. Ao 'CM', o cantor diz que excedeu "em muito" as suas metas.


Ao fim de 30 anos de carreira, o que ainda lhe falta fazer?
Falta-me cantar no Scala de Milão. Nunca fui, mas também nunca esteve na minha meta. Comecei a carreira aos 30 anos a nível profissional, mas se contar com os de amador já vou para os 50. Fixei o objectivo de fazer um papel principal no Teatro Nacional de São Carlos. Ora, vou em 40 papéis em 75 óperas. Quando não foram feitos lá, foram no estrangeiro. Actuei em Lugo, em Ferrari, em Modena. Portanto, excedi em muito aquilo que se esperaria de mim. Vamos traçando metas sucessivas, mas neste momento já não são ansiosas. O Scala já está de fora, porque também já não me vai puxar para lá. Mas também o Scala é um mito. Também não cantei no Metropolitan... Não fiz uma carreira internacional fulgurante, embora tenha tido um convite para ficar em Florença, depois de uma tournée com ‘O Barbeiro de Sevilha'.
Sente-se um pioneiro em Portugal enquanto cantor lírico?
Acho que o público me atribuiu um pouco essa faceta, por estar entre o ligeiro e o clássico.
Não é muito habitual essa amplitude...
Não é tão mediática como hoje em dia, mas sempre se fez. O Tomás Alcaide fez gravações de música ligeira, o Tito Schipa cantava aqui no Coliseu dos Recreios e, depois de cantar ópera, ficava a cantar canções espanholas a pedido do público. A música ligeira da altura, se calhar, pedia outro tipo de vozes. Entrevista integral em
Carlos Guilherme: "Estou numa fase muito boa" 

PIANISTA JOÃO BALULA CID - UMA HISTÓRIA DE CORAGEM E DESESPERO


João Balula Cid iniciou os seus estudos musicais com Cândida Mota Pereira (Colégio Moderno) e Jaime Silva (Colégio Militar). Com Francine Benoit (1975) estudou na Academia de Amadores de Música e mais tarde com Leonor Leitão no Conservatório Nacional. Após ter frequentado o Royal Conservatory of Music em Toronto (Canadá), foi admitido na classe de piano de Edmund Battersby na Universidade de Montclair (New Jersey, EUA 1980) onde foi também aluno de Konrad Wolf, pianista e musicólogo, antigo aluno de Arthur Schnabel, com quem aprofundou o estudo de música para tecla de J. S. Bach.
Depois de terminar o curso de piano e já como bolseiro da Mary and William Shrieve Foundation of America, foi admitido na Columbia University (New York), onde obteve o grau de “Master of Fine Arts in Arts Administration”. Excerto de
BIOGRAFIA | João Balula Cid


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