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domingo, 24 de novembro de 2013

Um Milionário em Lisboa” – Segundo romance biográfico de Calouste Gulbenkian, por José Rodrigues dos Santos – O arménio de Constantinopla, que organizou o negócio do petróleo do seculo XX e legou uma das mais importantes fundações do Mundo - Na presença do sobrinho-neto, Micael Gulbenkian, que nos concedeu uma entrevista







Calouste  Gulbenkian – O milionário que Salazar chegou a mandar prender mas que nem por isso ficou desgostoso do país e do nosso Povo, que, aliás, o cativou, desde a primeira hora – Pois, o nativo arménio, (de raça, pois nasceu na Turquia) culto e viajado, com visão futurista, terá compreendido, desde logo,  que, Portugal, com um passado de oito séculos de história, não podia confinar-se ao medo da repressão, ao atraso cultural em que mergulhara, e, sobretudo, ao modo de ser campónio, beático e primitivo salazarista. Finalmente, aí está a segunda parte de uma excelente biografia – embora romanceada – a melhor que até hoje foi  editada – Segundo nos declarou o sobrinho-neto,  Micael Gulbenkian 

O livro que explica como o jornalista e o escritor foi à  descoberta do homem mais rico do Mundo, mostra o retrato daquele que escolheu Portugal, como  sua pátria, na qual nos legou uma das mais importantes fundações do Planeta
. – As duas imagens são da autoria da Gradiva, distribuídas à imprensa.



A sala principal do cinema do El Corte Inglês, em Lisboa, foi pequena demais, ontem ao fim da tarde,  para as centenas de pessoas que quiseram estar presentes no lançamento do segunda biografia romanceada de Calouste Gulbenkian, de autoria de José Rodrigues dos Santos, pela Gradiva  –  Sim, muitos tiveram que aguardar pela sessão de autógrafos, que decorreu, junto às bilheteiras, com filas que se prolongaram pela noite adentro. Tendo havido quem tivesse vindo, propositadamente, de Luxemburgo e outros que até fizessem questão de levar a obra completa – Um acontecimento cultural, sem dúvida, relevante, em tempos de crise.



Com um intervalo de dois meses, o jornalista e escritor, popular e emblemática figura da RTP, apresenta dois extensos e curiosíssimos livros,  misto de realidade e de ficção, sobre a vida e a obra do O Homem de Constantinopla, título com que iniciou a  descoberta do misterioso arménio, formado pelo King’s College, em Londres, naturalizado britânico, vindo afirmar-se como um dos principais pioneiros na exploração petrolífera do medio oriente – Tido como  “empresário, hábil e esclarecido” de reputado prestígio, que rapidamente se impôs, como um dos grandes financeiros  internacionais, na então chamada energia emergente. 


Num tempo em que a indústria internacional dos petróleos começava a tomar forma no fim do século XIX, o empreendedor, Calouste Gulbenkian organiza o grupo Royal Dutch, que serviria  de ligação entre as indústrias americanas e russas, dando assim o primeiro impulso à indústria na região do Golfo Pérsico – O qual, mais tarde, viria a revelar-se um importante filantropo, através da Função Gulbenkian – Instituição bem conhecida dos portugueses, pelo seu inestimável contributo  no fomento da nossa cultura, com valiosos benefícios de mecenato em várias áreas

UM MILIONÁRIO EM LISBOA –  ALICIANTE E DIVERTIDA AVENTURA PARA QUEM A ESCREVEU E A VAI LER





José Rodrigues dos Santos, a par da facilidade da escrita e de se revelar uma das mais carismáticas figuras da televisão, quer como repórter nos teatros de guerra, quer como pivô nos telejornais, é também um comunicador fluente, afável e simpático – Por isso,  ouvi-lo falar do seu livro, é  também um excelente estímulo e condimento para a sua leitura. Se ficciona, não parece, tal o realismo e o conhecimento como se refere aos factos sobre os quais se debruçou, detalhada e atentamente. Pelos vistos, como o mesmo à vontade de  autêntico peixe na água.


Durante a apresentação de “Um Milionário em Lisboa” não foi apenas o orador, que ali veio falar do seu livro e mostrar algumas das curiosas fotografais, no grande ecrã daquela sala, recolhidas na longa pesquisa de oito anos, mas também aceitou  submeter-se  às perguntas de uma entrevista conduzida por Manuela Moura Guedes. Tendo explicado que foi um trabalho aliciante e divertido. "Depois do romances em que partira de  Portugal para o mundo eu achei interessante que partisse do mundo para Portugal – Nós temos aqui o homem que organizou o negócio do petróleo do seculo XX, que arquitetou tudo;  o homem mais rico do planeta do seu tempo e que tinha a melhor coleção privada do Mundo e  que vivia em Lisboa. Portanto, achei que era uma outra ligação de Portugal  com o mundo!." 



Questionado se tinha alguma ideia, quando se lembrou de escrever sobre Gulbenkian, disse que partiu simplesmente à descoberta: "fui juntando informação e até trabalho de pesquisa mas na verdade não estive a pesquisar intensamente”. Até porque, segundo afirmou, tem uma grande capacidade de trabalho. Já conta com dezasseis obras entre a ficção e o ensaio, desde 2001, até 2013 Tendo na forja o que vai sair em 2015 . Sim, é verdade, escreve bem e com celeridade: - E, sendo também professor, naturalmente que mercê de uma grande disciplina, que lhe permite ter tempo para repartir com a família, com a qual ali se deixou  gostosamente fotografar

 Não é procedimento inédito a nível de escritor mas é uma evidência que, o jornalista escritor, leva a palma em produção literária. De Gulbenkian,  o homem mais rico do Mundo, que contava as maçãs, como quem conta os trocados , acrescentaria que “as pessoas que conviveram com Gulbenkian já morreram" No entanto deixaram descentes a quem contaram histórias, que também lhe chegaram ao seu conhecimento – Lembrando o caso do mordomo de Gulbenkian,  ali representado, na plateia pelo seu filho


Micael Gulbenkian. 

Declarou-nos que a biografia, de seu tio-avô, Calouste Sarkis Gulbenkian,  de autoria de HEWINS, RALPH, foi uma obra mal intencionada, tendo reconhecido que a de José Rodrigues dos Santos, é de longe a melhor, “excelente”,  porque vai dar uma grande liberdade  - por ser um romance e uma ficção – para as pessoas interpretarem à sua maneira, ao contrário do que sucede com o estilo biográfico.



 Contamos editar, no próximo post a entrevista que nos concedeu, Micael Gulbenkian


Não deixe de ler - neste site - a entrevista que me concedeu o primeiro Presidente da Fundação Gulbenkiam AZEREDO PERDIGÃO, O QUE ME REVELOUhttp://www.vida-e-tempos.com/2013/02/azeredo-perdigao-o-que-me-revelou.htm

E  também: O Homem de Constantinopla – José Rodrigues dos Santos faz romance do homem que foi o maior templo do sol na cultura em Portugal http://www.vida-e-tempos.com/2013/09/o-homem-de-constantinopla-jose.html

"José Rodrigues dos Santos é hoje um dos jornalistas mais influentes para as novas gerações e no panorama informativo nacional. No entanto, além da sua mais conhecida faceta como jornalista, José Rodrigues dos Santos é também um ensaísta e romancista. Especialmente nesta última vertente, tornou-se dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições com livros que venderam mais de cem mil exemplares cada. Até ao final de 2012 publicou quatro ensaios e dez romances. O romance de estreia, intitulado Ilha das  foi reeditado pela Gradiva, em 2007, actual editora do autor.In José Rodrigues dos Santos –

Sinopse de Um Milionário em Lisboa

Baseado em acontecimentos verídicos, Um Milionário em Lisboa conclui a espantosa história iniciada em O Homem de Constantinopla e transporta-nos no percurso da vida do arménio que mudou o mundo - confirmando José Rodrigues dos Santos como um dos maiores narradores da literatura contemporânea.
Kaloust Sarkisian completa a arquitectura do negócio mundial do petróleo e torna-se o homem mais rico do século. Dividido entre Paris e Londres, cidades em cujas suítes dos hotéis Ritz mantém em permanência uma beldade núbil, dedica-se à arte e torna-se o maior coleccionador do seu tempo
.
Mas o destino interveio.




 O horror da matança dos Arménios na Primeira Guerra Mundial e a hecatombe da Segunda Guerra Mundial levam o milionário arménio a procurar um novo sítio para viver. Após semanas a agonizar sobre a escolha que teria de fazer, é o filho quem lhe apresenta a solução: 


 Lisboa. 

O homem mais rico do planeta decide viver no bucólico Portugal. O país agita-se, Salazar questiona-se, o mundo do pe­tróleo espanta-se. E a polícia portuguesa prende-o.

“Um estilo de escrita prodigiosamente poético e melódico  que enfeitiça o leitor.”

Literaturzirkel Belletristik, Alemanha

José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 em Moçambique. Abraçou o jornalismo em 1981, na Rádio Macau, tendo ainda trabalhado na BBC e sido colaborador permanente da CNN.

Doutorado em Ciências da Comunicação, é professor da Universidade Nova de Lisboa e jornalista da RTP. Trata-se de um dos mais premiados jornalistas portugueses, galardoado pelo Clube Português de Imprensa e pela CNN.

Os direitos tradução das suas obras estão actualmente vendidos para 21 países – BRASIL, BULGÁRIA, REPÚBLICA CHECA, ESTÓNIA, FRANÇA, FINLÂNDIA, ALEMANHA, GRÉCIA, HUNGRIA, ITÁLIA, POLÓNIA, ROMÉNIA, RÚSSIA, ESPANHA, NORUEGA, SÍRIA, TAILÂNDIA, HOLANDA, TURQUIA e EUA. 






2 comentários:

São disse...

Olá, sendo grande admiradora do trabalho do José Rodrigues dos Santos e também simpatizando muito com a pessoa que aparenta ser e com cujas ideias me identifico imenso, não posso deixar de dar os parabéns por este post tão bem conseguido. Obrigada por ter postado o video. Só tinha visto o segundo, com a entrevista da Manuela Moura Guedes. Tive muita pena de não poder estar presente na apresentação deste romance e na dos anteriores, mas como vivo longe (Algarve) a a minha situação não me permite viajar, tive que me ficar pelo que saiu na imprensa, em blos e páginas de facebook.

Já li os dois romances, como aliás, já li todos os romances escritos por este autor, o meu escritor preferido da actualidade.

Já tinha visto todas as fotografias na página de de Facebook que a editora tem para o autor, mas gostei de ver estas , que ainda não tinha visto.

Gosto imenso do autor, tanto enquanto jornalista como enquanto escritor. Parece-me uma pessoa feliz, simpática, de bem com a vida. Ao que sempre deu a entender, tem uma família muito bonita da qual parece gostar muito e que também parece gostar muito dele. Não sei porquê, noto felicidade quando olho para as fotografias em que ele aparece com a mulher e as filhas... Actualmente já só costumam aparecer os dois com a mais nova, pois a mais velha, ao que sei, estuda no estrangeiro. A mais nova está uma mulherzinha :) ... O tempo passa tão depressa :)
Parabéns por este post :)

Peregrino da Luz disse...

Obrigado pelo seu amável comentário. Também concordo consigo que se trata de uma excelente Obra - Espero bem que o José venha alcançar - para além de bater o recorde em tiragens - a distinção literária merecida.