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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Solsticial Invernal - calendário pré-histórico - O stonehenge português existe é no Monte dos Tambores e Mancheia - Já conhecido por Templos do Sol - A descoberta de mais um novo calendário ocorreu na manhã do passado dia 22 e passou a ter o nome de Phallus Impudicus


Os raios solares do nascer do sol, ficam em perfeito alinhamento com o horizonte, a crista da pedra (de forma fálica) e o centro do recinto circular . Porém, à medida que nos aproximamos do menir, naturalmente que vemos o ângulo altear-se. É possível que existisse ali  uma  ou mais pedras  a balizar o centro do terreiro e que tivessem sido retiradas para junto do muro, uma vez que todos os bocados deste maciço, até há uns anos atrás, eram cultivados de centeio: onde não podia entrar o arado com o macho, ia a enxada . Ainda é uma questão a pesquisar - Pois existem pedras compridas, deitadas junto  ao amuralhamento, com características de menir. Mesmo assim, o que tive a alegria de testemunhar, creio que é bastante convincente. 










Este é o quarto alinhamento dos Templos do Sol - que tomou o nome de "Phallus Impudicus" em homenagem ao fantásticos cogumelos Stinkhorn Phallus Impoudicus"  que nesse dia pude descobrir nalguns sítios do Monte dos Tambores-Mancheia 






MACIÇO DOS TAMBORES E MANCHEIA É UM MUNDO DE SURPRESAS -  NA ASTRONOMIA PRÉ-HISTÓRICA E NO MARAVILHOSO MUNDO DO REINO VEGETAL E  MINERAL - OS ANTIGOS POVOS QUE AQUI VIVERAM ERAM VERDADEIROS OBSERVADORES E VENERADORES DOS ASTROS - 

AS ENIGMÁTICAS COVINHAS - SIMBOLOGIA DA URSA MAIOR

  Pedra do Sete Estrelo, com sete fossetes (petróglifos) formando a Ursa Maior, que despertou a atenção de Tom Graves, em Outubro de 2008 quando visitou os Templos do Sol e os alinhamentos sagrados.  Aliás, fui eu que o encaminhei a esta pedra, que já há muito me intrigava.  Fizeram-se vários conjunturas mas nenhuma nos levou a  tal possibilidade. Agora é que me dei conta de que as enigmáticas covinhas, formam a Ursa maior  - É  uma rocha muito estranha com duas configurações completamente diferentes,  que indica os quatro pontos cardeais.  E é sabido que, o sete estrelo,  em todos os tempos, foi uma das constelações com maior simbolismo. Veja as imagens e outros pormenores em http://www.vida-e-tempos.com/2014/01/pedra-da-ursa-maior-nos-templos-do-sol.html







O Inverno entrou oficialmente às 17.11 do passado dia 21. A essa hora estava eu junto à Pedra do Solstício do Verão para ver a que distância se ia pôr o sol nesse dia na sua aparente declinação a sul – E, de facto, ainda distam alguns quilómetros, desde aquele ponto mais meridional ao setentrional - ou seja,  até  ao ponto em que se vai pôr  no dia 23 de Junho, pelas 20.45, na véspera de S. João, altura em que os raios solares ficam em perfeito alinhamento com o horizonte, a crista do imponente megálito, de forma esférica na direção leste oeste.

Na manhã, do dia 21, encontrava-me eu ainda em viagem - Só  quase ao fim  da tarde é que cheguei aos Tambores. Mas, o dia 22, foi um dia  em cheio! – Com o chão coberto de gelo, ao amanhecer e depois com um radioso sol a dissipar o frio; por fim, alguns pingos de chuva – Mas não só isso – Duas curiosas descobertas: mais um calendário solar (do qual, aliás, já suspeitava) e a existência de cogumelos alucinogénios, que veio reforçar a ideia que já tinha: a do seu uso nos rituais dos povos que ali viveram. Mas vou começar pela celebração do Solstício do Inverno, a cujo assunto já me referi


Quando aqui lancei o convite, na antevéspera, foi quase com a certeza de que não iria ter lá ninguém -  Com o Natal no horizonte, e não sendo tradição nossa este género de paganismos solsticiais, e, ainda para mais ao nascer do sol, em manhã de Inverno, era de ver que não podia contar com muitos corajosos. Mas eu não deixei de ali ir – E, em boa hora, decidi abandonar a capital por três dias, ido propositadamente de   Lisboa – No dia seguinte, pela manhã, lá estava eu – A diferença de um dia para outro é mínima. Solstício, em latim. solstitium,  significa “sol imobilizado”, “sol parado”




TOM GRAVES – O INVESTIGADOR INGLÊS TINHA RAZÃO – O ESPÍRITO DO LUGAR INFLUENCIA O SER HUMANO E É TAMBÉM RECIPROCAMENTE INFLUENCIADO POR ELE - HÁ QUE SABER INTERPRETAR O PASSADO E OS MISTÉRIOS QUE O TEMPO OCULTOU.

Tom Graves, de nacionalidade inglesa,  defende que os lugares sagrados são centros para os quais muitas das linhas de água convergem umas com as outras e também com os centros padrões de linhas acima do solo, à semelhança do que acontece com as artérias do corpo humano Aponta como exemplos, as mamoas, menires, círculos de pedra, dólmenes e outras estruturas megalíticas, assim como os altares das igrejas da Pré-Reforma.


O autor de Agulhas de Pedra - A Acupunctura da Terra , famoso livro de investigação, sobre a influência da terra na alma e vida do ser humano, desloca-se com frequência aos chamados pontos nodais ou lugares Sagrados da Terra que, desde que desapareceram as antigas civilizações que os cultuavam, têm praticamente permanecido escondidos dos olhares profanos Em Portugal, já visitou o Cromolech de Almendres no Alentejo e alguns menires da região de Sintra. Em Outubro, de 2008, veio expressamente da Austrália, onde reside, para visitar a Pedra da Cabeleira, alinhada com os Equinócios, e a Pedra do Sol, alinhada com o Solstício do Verão




Ora foi precisamente esta a teoria que o conhecido escritor e investigador aceitou ali testar. Pelos vistos, com êxito, durante largas e pacientes horas de sucessivas triangulações com a sua varinha de radestesista. Tendo  confirmado a existência de vários veios de água que convergem para aqueles sítios -  De seguida, tendo peregrinado por vários trilhos do Maciço dos Tambores, além do encantamento que esta área lhe infundiu e de ter  podido observar importantes vestígios arqueológicos, alertava-me para o facto de que poderiam existir outros alinhamentos e outras simbologias noutras pedras, algumas das quais fotografara e  assinalara com as respetivas coordenadas, dado lhe  terem chamado especial atenção

E, na verdade, não se enganou – . Achava que esta área, o vasto e acidentado maciço planáltico, com aquela exposição solar, não só podia induzir os povos, que ali se abrigaram, a rituais e a cultos pagãos, como aproveitarem os penedos para fazerem deles seus observatórios astronómicos

Tom é um defensor do uso das faculdades intuitivas e da interpretação do “espírito do lugar”. Pois considera que só é possível ir ao encontro das verdadeiras raízes da história e da compreensão dos fenómenos naturais através da chamada linguagem vibratória dos sentidos. Tais observações escapam a muitos investigadores que apenas descobrem o óbvio, quando  esse óbvio encontra um muro, uns cacos, uns desenhos gravados e não interpretam o que, embora aparenta ser obra da natureza, pode ocultar uma intervenção humana.

Conhecedor dos alinhamentos da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora (atravessada ao nascer do sol nos equinócios da Primavera e do Outono) e da Pedra do Solstício do Verão (que descobri em 2002 e 2003)  e depois de ler o estudo de Albano Chaves, faltava apenas poder contemplar, na altura própria, a sua descoberta – E foi principalmente esta a razão, que me trouxe de volta à minha aldeia, nesta altura. 


Tal como tive oportunidade de referir,  a descoberta do alinhamento solsticial de Inverno nas Portas do Sol, foi observado há dois anos e ficou a dever-se ao Dr. Albano Chaves – O seu desenvolvido estudo, divulgado neste site e também já publicado em Inglaterra, numa revista sobre astro-arqueológica, é realmente um valioso contributo para o conhecimento e investigação do património histórico na aldeia de Chãs, no termo da qual se situam as famosas gravuras paleolíticas da Quinta da Barca . Com tão interessantíssimo trabalho de investigação, concluía-se, assim, que, no planalto do Maciço dos Tambores, não houve os  artistas, com o mesmo  gabarito dos povoaram o  Vale do Côa, mas verdadeiros astrónomos ou cultuadores do sol e dos ciclos das estações

MERAS COINCIDÊNCIAS? E A ORIENTAÇÃO DAS IGREJAS E PEQUENAS ERMIDAS NO ALTO DOS MONTES, NO SENTIDO NASCENTE-POENTE, O QUE É SENÃO A CONTINUIDADE DOS ALINHAMENTOS DE ANTIGOS CULTOS PAGÃOS


Esta questão foi abordada pelo Dr. Albano Chaves, no colóquio sobre as  Cosmogonias da Pré-história ao Ocidente Peninsular, que antecedeu a celebração do solstício do verão, em junho de 2008, a propósito do alinhamento das cinco capelas de Leça de Palmeira, com a constelação Cisne. http://www.vida-e-tempos.com/2011/06/2imagens-do-solticio-do-verao-21.html Lembrando que “ é frequentíssimo haver capelas a coroar elevações do terreno, tanto em Portugal como em tantos outros países. E é frequentíssimo haver locais de culto, nos nossos dias, que foram construídos em locais de culto muito mais antigos ou até estes terem sido aproveitados para capelas – E eu admito que, no território de Leça da Palmeira, há muitos milhares de anos, alguém com profundos conhecimentos de astronomia ou pelo menos gostando de observar o que se passa lá em cima, terá reparado nalgumas elevações naturais (actualmente identificadas, como Santana, Corpo Santo e São Clemente) e ter-se-á lembrado de representar ali, em Leça da Palmeira, que, na altura, era também a sua terra, a constelação do Cisne” – Mais pormenores em (1) solstício do inverno nos templos do sol 



Sim, foi uma peregrinação lindíssima!  - Pena não ter podido contar com a participação do Albano Chaves – Mas, tal como lhe disse, através de e-mail. compreendo a sua impossibilidade. Pois, também ele, nesta altura, dizia estar a  fazer  umas observações em Leça da Palmeira – Por certo, na sequência do interessante estudo que fez acerca do alinhamento das cinco capelas alinhadas com a constelação cisne.





Creio que, com a sua presença, sempre teria sido mais fácil localizar os pontos em que se colocou, aquando da sua descoberta. Mesmo assim, ainda houve tempo de registar algumas  belas inagens. Mas , é tal coisa, os acasos também têm a sua lógica e a sua razão de ser. Enquanto andava de um lado para o outro e já com o sol a querer espalhar os seus raios por penhascos  das Quebradas Tambores, eis que me ocorre dar uma espreitadela a uma pedra, que, pela sua localização e posição, e já tendo visto que não podia ter sido simples edificação da natureza, admiti que teria que ter forçosamente algum significado.





A referida pedra, em forma de falo (tal como é demonstrado nas várias imagens) situada no extremo de um pequeno terreiro, a escassos 40 ou 50 metros do Castro do Curral da Pedra, ali ao lado do Altar do Poetas, local escolhido para acampamento de um grupo de membros da  Associação Cultural Pagã – Pelo que se pode depreender, acertaram com o a escolha do melhor local – Quer como ponto dominante, quer pela sua ancestralidade.





OS RADIETESISTAS SONDAM AS VIBRAÇÕES MAIS SUTIS DA TERRA E DESCOBREM AS SUAS PRINCIPAIS ARTÉRIAS, CONDUTORAS DE ENERGIAS TELÚRICAS QUE OS HOMENS DA PRÉ-HISTÓRIA, QUE DURMAM COM OS OUVIDOS COLADOS ÀS ROCHAS, CONHECIAM COMO A PALMA DAS SUAS MÃOS - E OS ASTRO-ARQUEÓLOGOS   COMO INTERAGEM? - SIM, TAMBÉM ELES - POSTOS EM CAMPO - NÃO TARDAM A COLOCAR TODA A SUA SENSIBILIDADE, ARTILHARIA SENSÍVEL,  EM ALERTA MÁXIMO - É O CASO DE ALBANO CHAVES

DESCOBERTA DO SOLSTÍCIO DO INVERNO - POR ALBANO CHAVES.

Um sono milenar está a chegar ao fim. Pedras, enormes umas, mais pequenas outras, emitem sons, balbuciam palavras continuamente desde há muito. Dez, quinze, vinte, cinquenta mil anos? Ninguém as ouvia, no entanto. Falam por si, entre si, estabelecem ligações. Formam figuras geométricas no terreno, que é preciso olhar, ver, identificar, ler, entender, integrar em expressões, frases, períodos, textos, crónicas.


São estas as duas únicas pedras neste planalto que até agora têm sido faladas em relação ao Sol. De cada uma delas não se vê a outra e só do local que aqui se baptizou como ‘Observatório’ é possível ver as duas.
Estarão essas duas pedras sozinhas?
E não haverá uma espécie de diálogo entre elas?

Ora bem, foram estas interrogações que levaram, Albano Chaves, na senda de um fascinante observatório astronómico, direcionado com o Solstício do Inverno, a que deu o nome de Portas do Sol, e, sabe-se lá, senão também com o do Verão. É isso que vamos ter que observar no próximo solstício em Junho. A sua localização ocorreu há dois anos, porém, só agora tive a oportunidade de testemunhar tão maravilhosa descoberta. Tendo perdido algum tempo para me situar na posição, mais adequada, só o pude registar, aproximando-me mais perto das ditas "Portas do Sol" - Mas veja-se bem esta curiosa coincidência, as tais maravilhosas coincidências que não acontecem por acaso, sim, nesse vai e vém de hesitações, de andar de um local para o outro, e também em boa parte graças às diferenças do relevo, permitiu-me que nessa mesma manhã pudesse também ir  ao encontro da descoberta, a que atrás me referi. Isto porque, nos dias seguintes, as condições atmosféricas, com tempo de chuva, já não nos permitiriam repetir a observação.


VEJA - A TÍTULO DE EXEMPLO - A  QUE PONTO CHEGOU  O RIGOR ASTRONÓMICO DO DO SEU NOTÁVEL ESTUDO



Pedra ‘Cogumelo’
(40º 59º 42,25" N / 07º 10' 37,88" W)



  


Esta enorme pedra que aqui se designa de ‘Cogumelo’ encontra-se alinhada com o ponto de intersecção D e com a Pedra C.

 Fig. 30 – Além de a Pedra 'Cogumelo' estar alinhada com o ponto de intersecção D e com a Pedra C, a linha traçada entre a Pedra 'Cogumelo' e a Pedra C faz 57,30º com o Norte

Surge de novo a pergunta: será que os habitantes desta região ficaram por aqui nas suas mensagens de pedra? Vamos continuar a procurar, talvez haja mais e as consigamos detectar.

Bom, deixou-lhe aqui alguns brevíssimos excertos de um extraordinário estudo para o convidar a lê-lo na íntegra nas postagens que neste site lhe dedicamos, em (1) solstício do inverno nos templos do sol
  (2solstício do inverno nos templos do sol - E, de seguida, uma sequência de imagens do seu fabuloso Calendário Pré-histórico, a que deu o nome de Portas do Sol














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