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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Foz Côa - Assalto da Cooperativa dos Olivicultores de Vila Nova de Foz Côa – Camião da Mateus & Sequeira Vinhos, Sa (empresa à qual foi leiloada a Adega Coop. de V. N, de Foz Côa, estaciona junto às antigas instalações: arrombam cadeado, sem consultarem a direção e procedem a carregamentos de vários bens – Apresentada queixa à GNR da ocorrência, o motorista justificou ter autorização do ex- Administrador da Insolvência da extinta Adega Coop. de V.N de Foz Côa, Ademar Margarido de Sampaio R. Leite, que, por nós contactado telefonicamente, negou ter dado a referida ordem.


Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise  -

INSÓLITO ARROMBO  E TRANSPORTE DE BENS ARMAZENADOS NAS ANTIGAS INSTALAÇÕES DA COOPERATIVA DOS OLIVICULTORES DE V.N. DE FOZ CÔA



CAMIÃO DA ACTUAL PROPRIETÁRIA DA EXTINTA ADEGA COOPERATIVA DE V.N. DE FOZ CÔA - TALVEZ JÁ CONVENCIDA DE QUE VAI  LEVAR TUDO POR ATACADO

Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista profissional - 680 - Comissão da Carteira Profissional de Jornalista



O que se passou, ontem, dia 30 de Abril, a meio da manhã, com um camião Tir da empresa Mateus & Sequeira Vinhos, Sa, junto às instalações da antiga Cooperativa dos Olivicultores de Vila Nova de Foz Côa, se não é um assalto, na verdadeira acepção do termo, é no mínimo um facto estranho. À revelia do presidente da Direção, desta Cooperativa, corta-se o cadeado e toca de transportar, vários bens, através de uma empilhadora, da empresa de António Pedro Maximino Melhoradoex-presidente da Assembleia-geral da extinta Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa, agora envolvido nos mesmos interesses da "Mateus" - Pelos vistos, era preciso deixar cair a adega de podre para ser leiloada ao desbarato.



Até que ponto se chegou:  

-A  Cooperativa dos Olivicultores dispõe de novas instalações. Mas  as antigas  fazem parte do seu património, pelo que ninguém lá pode entrar sem prévia autorização do seu Presidente da Direção, Eng. José António Arrepia Patrício, seja a que pretexto for - Sob pena de desrepeito das mais elementares normas  da propriedade alheia - Nomeadamente, dos direitos dos seus associados. 

Mesmo se  acaso o tribunal o ordenasse, teria que lhe comunicar– A menos que se opusesse a eventual despejo ou arrasto.

DUAS CUBAS DE INOX DA COOPERATIVA  DOS OLIVICULTORES EM POSSE DA EXTINTA ADEGA COOPERATIVA - ENVOLVIDAS NA MESMA VENDA

(atualização)



Duas cubas da Cooperativa dos Olivicultores, que custaram cerca de 10 mil contos, foram   vendidas no mesmo leilão da extinta Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa, lesando assim os sócios daquela instituição


  O esclarecimento  foi-nos entretanto prestado  - com o envio  da cópia das respetivas faturas - pelo atual Presidente, José Patrício - Referindo que, os mesmo depósitos - destinados ao armazenamento de azeite - haviam sido  levados, ainda na direção de Abílio Constâncio, pelo facto de não haver espaço na Cooperativa dos Olivicultores - Tendo confrontado, o gestor da Mateus & Sequeira Vinhos, Sa, foi-lhe respondido que a compra da referida Adega envolvia todo o seu recheio - Mas como é possível vender-se o que  é  património alheio? ... A quem pedir responsabilidades por estas levianas omissões ou ligeirezas? Vende-se uma adega e não se consultam os custos e a origem das cubas?


ESTRANHOS  NEGÓCIOS PARALELOS - POR QUEM ENTENDE QUE A INSOLVÊNCIA É A MELHOR SOLUÇÃO

"A Cooperativa de Olivicultores de Vila Nova de Foz Côa (COVNFC) não apresenta viabilidade económica, pelo que se deverá proceder à sua liquidação, defende o relatório do Administrador de Insolvência, apresentado sábado em Assembleia de Credores. Ademar Leite (...)No início da sessão, a juíza Ana Barão anunciou a entrada de última hora, de um requerimento da direcção da Cooperativa, que suscitou dúvidas quanto às condições de nomeação do Administrador de Insolvência pelo Ministério Público, pelo facto deste ser o mesmo no processo de insolvência da Adega Cooperativa de Foz Côa (ACFC). Foi então nomeada uma Comissão de Credores, constituída pela ACFC, Finibanco, BES, Caixa Geral de Depósitos e a J.L. Construções Oliveira, que manifestou logo a seguir por unanimidade a permanência do Administrador da Insolvência. Os trabalhos da assembleia terão continuação no dia 6 de Abril. Organismo de produtores de olivicultura de Foz Côa

QUE ESTRANHA LEGALIDADE ESTA? .
(Novas instalações da Cooperativa dos Olivicultores de Foz Côa)




Neste segundo contato telefónico, que mantivemos com o Sr. Eng. Patrício, voltou-nos  a confirmar o seu absoluto desconhecimento com a operação do transporte dos vinhos da Cooperativa. Voltando a dizer-nos que o cadeado foi arrombado, tendo tido necessidade de o substituir por um novo 

"Andava na minha vinha e não sabia do que estava a passar". Foi o Abílio que me telefonou e me expôs a situação.  Quando lá cheguei vi o cadeado arrombado. Dirige-me ao Posto da GNR e disseram-me que estava tudo legal: que havia um papel do  Administrador da Insolvência a autorizar o transporte do vinho da Cooperativa dos Olivicultores para a extinta Adega.

De facto, custa-nos admitir que, a Mateus & Sequeira Vinhos, Sa - Infovin, tenha  executado esta operação de ânimo leve - Pois, caso se  tratasse de um procedimento clandestino e com intuito ilegal, dificilmente o teria feito nas circunstâncias em que o fez. Em todo o caso,  mesmo tendo sido autorizada, competia-lhe, no mínimo, informar o Presidente da Cooperativa dos Olivicultores. Não o tendo feito, optando pelo arrombamento das instalações, obviamente que nos associamos à indignação do Eng. Patrício: que qualificou o ato de  uma descarada arbitrariedade.

A confirmar-se este procedimento, como classificá-lo? ... A quem assacar as responsabilidades por este ato arbitrário?... C
omo qualificar semelhante ato (confirmando-se tal  facto) senão de assalto ou de inqualificável abuso?! 
MATEUS E O JOGO DO RATO E DO GATO?

Pelos vistos, salvo melhor explicação ou outro fundamento que desconhecemos: como explicar, tal procedimento, senão de abuso e prepotência de uma empresa, que, segundo consta, em Foz Côa, se prepara para ficar também com esta unidade. A direção da Coop. dos Olivicultores pediu o prolongamento do prazo de crédito  - informação que, aliás, me foi confirmada pelo mesmo administrador da insolvência  da extinta Adega Cooperativa, Ademar Margarido de Sampaio R. Leite, ao qual apresentou um projeto de recuperação.


Diz-se que, a "Mateus",  está fazendo como o jogo do gato que espera o rato: pois, estando à frente esta Cooperativa de Azeite, um homem voluntarioso, dedicado, empreendedor e sério (ao contrário do postura passiva que tiveram "os coveiros" da Adega Cooperativa),  receia-se que algum credor, rompa com o crédito, declare a falência para igualmente  a abocanhar.


Aliás, a confirmação de que, o cadeado da porta de acesso ao armazém, havia sido rebentado fora-nos igualmente confirmado através de telefonema que fizemos para o Posto da GNR - Pelo que, se outra fonte não nos bastasse, esta é também absolutamente credível. - Fomos informado que fora levantado um auto e que o mesmo ia ser objecto de apreciação superior 





Se dúvidas havia de que o processo de insolvência, seguido do polémico leilão,ADEGA COOP. DE FOZ CÔA - Domus Legis que ditou o fim de uma das mais antigas unidades da região do duriense no sector da vitivinicultura,   não acautelara. nem os interesses dos credores, nem dos seus associados, pelos vistos, o episódio a que, aqui nos vamos referir, dir-se-á  ilustrativo de uma enorme embrulhada, que, mesmo depois de vendida ao desbarato, ainda continua sob a gula de interesses  que não propriamente os dos sacrificados agricultores – Aos quais, além de lesados nas suas colheitas, que não lhes foram pagas, ainda por cima viram “voar” a sua Cooperativa.

Dezenas de paletes de vinho ali armazenado  - Lotes de turiga nacional, turiga francesa e barroca e vários contentores do famoso vinho que havia sido  envelhecido debaixo da ponte do Rio Côa (calcula-se que para cima de 200 mil garrafas),e que ali se encontravam como garantia de dívidas fiscais do Estado e devidamente seladas pela Guarda Fiscal, foram subtraídas, de forma estranhíssima.  

Ao fim da manhã, de ontem, recebemos um telefonema dAbílio José Constâncio Pereira, dando-nos conhecimento da estranha ocorrência, testemunhada igualmente pelo seu filho, do qual viemos a receber as fotografias, que documentam o insólito episódio – Segundo nos declarou, era a segunda vez que, o vinho ali armazenado (desconhecendo, porém, quem o fez)  era subtraído, sem consentimento da direção da Cooperativa dos Olivicultores, através de  vários carregamentos clandestinos: Todavia, e como então o transporte  passou despercebido, alguém se encarregara de denegrir o nome de Constâncio Pereira, fazendo espalhar o boato de que teria sido ele, ex-presidente desta unidade,  a aproveitar-se de vários lotes, ali armazenados.


Face à estranheza, do facto, tanto mais que há um processo que ainda corre em Tribunal, sobre o vinho ali armazenado,  de imediato, Constâncio Pereira (morador na mesma rua) telefona ao Eng. Patrício,  Presidente da Cooperativa dos Olivicultores, procurando saber se, de sua parte, havia dado alguma autorização. Este mostrara-se igualmente surpreendido, tal como, de resto, também nos viria a declarar, num contacto telefónico que lhe fizemos mais tarde, pelo que, ambos se dirigiram ao Posto da GNR,  dando conta da estranha ocorrência 


Pedido o justificativo da autorização ao motorista, este apresentou uma ordem do ex-administrador da insolvência da extinta Adega Cooperativa. de V.N de Foz Côa, Ademar Margarido de Sampaio Rodrigues Leite   que, por nós contactado, e, com modos algo agastados,  negou ter dado essa  ordem - Contamos, em breve, documentalmente, desfazer esta aparente contradição

"HOJE É DIA DO TRABALHADOR!"

Telefonámos-lhe, pouco depois das 14 horas. Mal lhe dissemos que eramos jornalista e pretendíamos saber se tinha sido ele que autorizara o camião da empresa "Mateus" para  arrombarem as instalações da Cooperativa dos Olivicultores e transportar as garrafas de vinho, sua resposta não se fez esperar: "estou almoçar, hoje é dia do trabalhador!". Como insistissemos, respondeu-nos que não deu nenhuma autorização. Mais tarde, é ele que nos telefona a perguntar o que é que queriamos saber. Voltámos-lhe a colocar a mesma questão, voltou-nos a dar a mesma resposta: "eu não dei nenhuma autorização para irem buscar garrafas à Cooperativa dos Olivicultores".  Tendo-o questionado também sobre a razão pela qual fora omitida a imprensa local e regional para publicitar o leilão da Adega Cooperativa. disse-nos que a nova lei dispensa essa publicidade. Que tinha sido tudo legal. E pouco mais de adiantou, visto não mostrar grande disposição para falar sobre o assunto, alegando. mais uma vez, que era o 1º de Maio.


VINHO TRANSFERIDO DA ADEGA COOPERATIVA DE VILA NOVA DE FOZ CÔA, AINDA NA GESTÃO DOS JÁ FALECIDOS DR. MANUEL SALDANHA E SR. ADRIANO ALMEIDA

 Várias paletes de vinho, desde vinho para consumo, a generoso e licoroso, foram armazenadas nas instalações da antiga Cooperativa dos Olivicultores de Vila Nova de Foz Côa, na direção do Dr. Saldanha e Sr. Adriano.

– Nessa altura, quer esta cooperativa dos azeites, quer a de vinhos, tinham a mesma direção, motivo pelo qual, por falta de espaço, foram aproveitadas parte das instalações da Cooperativa dos Olivicultores – Entretanto, uma brigada fiscal, em Maio de 2004, já com Abílio  Pereira, na Casa do Douro, ao deparar com o vinho fora do seu interposto comercial, instaura um processo, selando as garrafas e respetivos contentores, os quais teriam ficado como garantia de dívidas fiscais ao Estado pelo pagamento da multa, tendo, como fiel depositário, Fernando Azevedo, atualmente em Angola.

 - Não fosse esse inesperado episódio,  garantiram-nos que  a  situação desta cooperativa não teria  conhecido a rotura económica que conheceu. Pois seria talvez o bastante para amortizar uma boa parte das suas dívidas.  Aliás, tal como os milhares de euros que,  Fernando Azevedo, perdulariamente entregou a um vigarista encartado, a que nos referiremos mais adiante.

Parte desse vinho, admite-se, que, dado o tempo decorrido, já se encontre impróprio para consumo, mas pode servir perfeitamente para a queima, pelo que não é de desaproveitar, sobretudo com o preço da aguardente vinícola a 4 euros o litro. Certamente, será esse o destino que terá levado o último carregamento - De outro modo, seria pôr em causa a saúde pública.  – Mas, segundo apurámos, retirado de forma insólita e indevidamente, uma vez decorrer ainda um processo em Tribunal e estas garrafas não fazerem parte do leilão da  extinta Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa.

NÃO ESQUECER ESTAS ESTRANHAS COINCIDÊNCIAS

Leiloada por uma bagatela de pouco mais de 300  mil  euros (pouco mais de 60 mil contos)que nem sequer dariam para cobrir o terreno onde se encontrava instalada a Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa -  O leilão não foi comunicado a todos os associados. Apenas publicitado num dos jornais nacionais, que a esmagara maioria dos associados não lê, ignorando-se a imprensa local ou regional . Confrontado, ainda hoje, com esta questão, o ex-administrador da insolvência, disse-nos que o processo decorrera de acordo com as leis

DESPREZARAM-NA PARA A VENDEREM AO DESBARATO - OS MESMOS QUE  A VIERAM A COMPRAR - Mas a culpa é de quem confiou neles.



Nem sequer se dignaram abrir a correspondênncia - Tal como, pelos vistos, nem responderam nem a enviaram aos sócios ou em resposta a outras entidades.



Fosse, como fosse, há um facto que parece indiciar, senão curiosas cumplicidades, pelos menos coincidências que dão que pensar – O facto 

das instalações da Adega terem sido alugadas, antes do leilão ocorrer,  à Mateus & Sequeira Vinhos SA, que a deixou em estado de completo abandono, com máquinas, paletes de garrafas e vário equipamento ao deus dará -  Se tivesse havido o mínimo de atenção pela salvaguarda de um património cooperativo, só  este facto bastaria para ver que ia ser presa de descarado oportunismo.  Aliás, já nessa altura se falava à boca cheia que a Adega lhe ia parar às mãos.  

Face ao sucedido, não nos parece  que os vitinicutores do nosso concelho possam estar otimistas ou augurar boas perspetivas, quanto aos novos rumos dados pelos novos detentores a um património que, a estes lhes foi quase dado de mão-beijada, e a eles lhes custou imenso suor e sacrifícios.



18/01/2011  Pois, “Segundo o Jornal Nordeste apurou, a última campanha da vindima já não foi realizada pela cooperativa, mas por uma empresa privada que alugou as instalações daquela unidade para receber e laborar a produção de uvas de dezenas de agricultores de Foz Côa e aldeias das redondezas”

“Nos últimos dois a situação económica da adega começou a degradar-se gradualmente, mas em Junho de 2010 chegou-se a um cenário de ruptura, uma vez que o não foi possível saldar uma dívida entre 80 a 100 mil euros que venceu. “Segundo o plano de insolvência, estava previsto saldar essa quantia, não foi possível. O que agudizou ainda mais os problemas que já eram graves”, referiu António Lourenço, membro de uma antiga direçãoAdega de Foz Côa na falência - Jornal Nordeste




Chegou a ser das Adegas Cooperativas da região duriense, a mais próspera: em qualidade e em quantidade de produção, com as contas em dia e sem dívidas: pagando aos seus associados e empregados









Quando era suposto – e já não era sem tempo - que os agricultores desta adega, pudessem saber quem  os lesou, afinal, foi-se de mal a pior:  deixaram-na num lamentável estado - destroçada, abandonada – Não  pagaram a todos e perderam o seu património - Um familiar meu ainda hoje não sabe onde pára o cheque das uvas que lá meteu em 2009 - Não recebeu um avo até hoje

ABANDONADA E À MERCÊ DO SAQUE DE QUEM LÁ QUISESSE ENTRAR


QUAL A RAZÃO PELA QUAL A ADEGA COOPERATIVA DE V. N. DE FOZ CÔA MANTEVE, TANTO TEMPO, A CASA DE VENDAS COM O CADEADO ARROMBADO E UMA DAS PORTAS DAS TRASEIRAS DOS ARMAZENS COM UMA ABERTURA À MÃO DE SEMEAR? - Com máquinas e contentores de garrafas cheias abandonadas na rua, entre outros utensílios!

TODAVIA, HAVIA UM ADMINISTRADOR DA INSOLVÊNCIA, O SR. ADEMAR LEITE. - A QUEM COMPETIA ZELAR PELAS INSTALAÇÕES


Não era nosso desejo voltar a este assunto, tanto mais que já  tínhamos arquivado as várias postagens que lhe havíamos dedicado Porém, face a tão insólita ocorrência, achamos oportuno voltar aqui a postar algumas das imagens e texto que editamos neste site – Esperemos é que não seja motivo para se voltarem a atirar com um tratator e a termos que saltar forma da berma da estrada.



ADEGA ASSALTADA - PORTAS ARREBENTADAS E JANELAS FRANQUEADAS - IMAGEM DE DESLEIXO E ABANDONO


Era este o título e algumas das imagens que editamos há dois anos, que entretanto arquivamos – Em que dizíamos:



“A Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa foi arrombada, através de uma das portas traseiras, que dá acesso aos armazéns, laboratório, cubas, entre outros serviços e, possivelmente, objecto de assalto e de roubo. 



"Armazém está à mão de semear - Se ainda não foi objeto de roubo, pelos menos existe uma abertura que permite o saque - O aspeto é de verdadeira desolação e abandono. Quem espreite pela porta de vidro da entrada para o escritório, pode ver correspondência amontoada no chão”



E pormenorizávamos: “Ontem, ao fim de tarde, por volta das 18.00, o autor deste blogue e um dos sócios desta instituição vitivinícola, ao visitarmos o local, para nos inteiramos do estado de abandono, em que presumíamos que a mesma se encontrasse, deparamos com uma das portas rebentadas (conforme documentam as imagens) e, aberta, uma das janelas.”

“Nas traseiras, existem máquinas expostas às intempéries, garrafões e grades de garrafas abandonadas - Além de outros utensílios”

Nesse dia, regressávamos  a Lisboa, pelo que só no dia seguinte podemos telefonar ao Posto da GNR de V. Nova de Foz Côa, ao qual transmitimos a observação que fizemos, no local,. Atendeu-nos o Agente Pinto, que ficou de comunicar a ocorrência ao superior hierárquico

Na mesmo post que editámos, alaertávamos para a necessidade de  "se  fazer um levantamento do seu espólio e encarregar alguém, suficientemente idóneo e responsável, que zele pelo que ainda resta do esforço e do suor de centenas de agricultores, muitos dos quais, com as suas vidas, completamente arruinadas, já que não lhe foram pagas as suas colheitas - única forma de prover ao sustento pessoal e do seu agregado familiar

Na verdade,  o que nos deixou chocado - acrescentávamos mas não surpreendido - foi realmente o abandono a que se encontram as instalações da instituição que chegou a ser uma das mais importantes adegas cooperativas do Douro -  

Atente-se no aparente contra-senso ou no oportunismo: encerra-se uma secção de vendas e abre-se, logo em frente, uma outra - praticamente pelas mesmas pessoas que estiveram à frente da última direção.

 Não foi nada que nos surpreendesse. Pois já havíamos manifestado a nossa preocupação, na postagem  (aquivada Não clike  ADEGA COOPERATIVA DE FOZ CÔA - COVEIROS ENCERRAM-LHE AS PORTAS E CENTENAS DE AGRICULTORES VÃO FICAR A ARDER... -)25/12/10
Não clike (arquivada)ADEGA COOPERATIVA ARROMBADA E POSSIVELMENTE ASSALTADA - PORTAS ARREBENTADAS   21/02/11



EX-PRESIDENTE DA ADEGA COOPERATIVA DE V. N. DE FOZ CÔA, 

Eng Fernando Azevedo - Com passagens efémeras por várias adegas cooperativas, formado pela ESA-Coimbra; Universidade de Narbone-França (??!!); Especialista na área agricola; Especialista em Enologia; Provador; Enologo e Director Geral Alves & Irmãos Ldª(Angola)  -  Gerente Técnico da Odeveza S.A; .Getrpha, o petroleo verde (Moçambique), etc. etc.




O FAZEDOR DO "MELHOR" Vinho de missa no mercado - dn - DN-. ABANDONOU A MULHER E DOIS FILHOS MENORES E DEU O CAVANÇO PARA EXPLORAÇÃO DE PROJECTOS DE MILHÕES EM PETRÓLEO VERDE EM MOÇAMBIQUE..Getrpha, o petroleo verde—Odeveza S.A. Biocombustíveis, prometendo ser o terceiro maior produtor mundial na OPEP, depois da Arábia Saudita e Irão .. -Não tardaram a descobrir-lhe a máscara e a ter que pirar-se  para Angola  O QUE ELE DIZIA! - Depois da intriga que moveu a Abílio Constâncio Pereira, que lhe deu a mão


A DÍVIDA É PERFEITAMENTE CONTROLÁVEL" (...) Temos um conjunto de soluções na manga" (...) estamos plenamente convencidos que nos finais deste mês, princípios de Outubro, liquidaremos todas as dívidas que a adega tem - Assegurava, Fernando de Azevedo ao Jornal A Guarda


Jornal A Guarda 14/09/2006 Fernando Azevedo: Recorremos a uma empresa financeira de capital de risco em condições mais vantajosas do que aquelas que a banca tradicional nos dava. A dívida não é tanto quanto se especula, deixa alguma preocupação, é perfeitamente controlável, estamos preocupados com o montante, mas a Adega tem condições para resolver este assunto e entrará numa nova era. Esta Adega tem um potencial enorme, não só na qualidade dos seus vinhos como, nomeadamente, no potencial humano que existe. 14-09-2006 - Entrevista - “A Adega de Foz Côa tem um .



Profecias do autor da acusação contra a direção de Abílio Pereira - o homem que foi descobrir o petróleo verde em Moçambique Odeveza plans to invest US$150 million by 2014 in the provinces of Manica and Sofala in a project for production of biofuel from jatropha, said company director, Fernando Azevedo Mozambique: Mozambican company to investM US$150 million  in biofuel ..Mas já viram que não é de confiança e teve mudar novamente de profissão e escapar-se de Moçambique para Angola.


FERNANDO DE AZEVEDO QUERIA SER TALVEZ MAIS PAPISTA QUE OS VIGARISTAS ENCARTADOS E TRAMOU ADEGA EM MILHARES

MESMO DEPOIS DE ALERTADO, FOI O PRIMEIRO A ADERIR AO ENGODO E A CAIR QUE NEM UM PATO - GRANDE BANHADA! - 175.000 euros que foram à vida.


ATÉ LHES OFERECEU FARTAS ALMOÇARADAS EM SUA CASA - CONTA QUEM LHAS COZINHOU E SERVIU À MESA.




Azevedo, nem sequer fez caso do "Alerta da Casa do Douro" - eis um excerto do artigo do PÚBLICO, - Promessas de sociedade financeira causam suspeição no Alto Douro vinhateiro - 16-08-2006.(...)"Sou muito céptico em relação a estes negócios", assevera Fernando Pinto, da Adega Cooperativa do Vale do Rodo. "Quando a esmola é grande, o pobre desconfia", comenta José Manuel dos Santos, da Cooperativa de Lamego, que também preside à União das Adegas Cooperativas do Douro (Unidouro). -Promessas de sociedade financeira causam suspeição no Alto Douro



COMO SE JÁ NÃO BASTASSEM AS COLHEITAS QUE NÃO FORAM PAGAS AO LAVRADOR, NA GESTÃO DANOSA DE AZEVEDO, SÓ FALTAVA MAIS ESTA - E HAVIA GARANTIAS DO IVP

QUEM LHES CONFIOU A COLHEITA DE 2009, E NÃO FOI TER COM ELES AO ESCRITÓRIO, ARRISCA-SE A FICAR SEM O SEU DINHEIRO - NÃO MANDARAM AVISOS: 




Quem tinha lá o depósito do benefício e esperava que a Adega, se dignasse, no mínimo, mandar-lhe um simples ofício para ir levantar o dinheiro a que tinha direito, pois bem, nem isso fizeram. - Não enviaram cartasReceberam o dinheiro das suas colheitas e fecharam-se em copas.  


Não se dignaram, sequer, enviar uma carta aos sócios para os avisar de que podiam ir levantar o dinheiro do benefício da colheita de 2009. 


Os sucessores da desastrosa direcção liderada por Azevedo, Saldanha e Adriano, moveram diligências junto da banca para que esta perdoasse os 10 mil de contos de juros que a Adega estava a contrair, todos os meses. Lograram esse perdão, por três anos e uma taxa fixa de 3%..Foi apresentado um pedido de insolvência ao Tribunal da Comarca de Foz Côa, nos termos do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, com o objectivo de imprimir "novo rumo e retomar a confiança e a credibilidade, junto dos associados, fornecedores, banca e clientes"


Prometeram mundos e fundos aos agricultores, foi-lhe dada a oportunidade de, durante três anos – e sem pagarem um euro de juros – quando chegou a altura de começarem a pagá-los, deram o fora. Deixaram-na completamente arruinada: e, tanto quanto se depreende, ninguém é responsabilizado - . 



Pagaram a quem quiseram. Quem não os elegeu, parece ter ficado de fora. Que o mesmo é dizer: armaram-se em salvadores, encheram seu ego de vaidade e de prosápia e safaram os que bem entenderam, depois foram dando à sola.





RECORREM A UM PROCESSO DE INSOLVÊNCIA; HIPOTECAM MILHARES DE GARRAFAS PARA NADA –Para depois a "Mateus" as partir (as estragadas) ou as distribuir por quem entendesse.Passámos por lá e vimos contentores de milhares de garrafas partidas. Aliás, assistimos a esse lamentável desperdício.

 POR ISSO - TAIS LUMINOSOS - NÃO FIZERAM MAIS   DE QUE  LHE PROLONGAREM O ÓBITO- TRÊS ANOS E MEIO COM PERDÃO DE JUROS; DOZE A UMA TAXA FIXA DE 3% – AOS SÓCIOS 500 EUROS POR PIPA NO ACTO DA ENTREGA DO CARTÃO - FOI TUDO BALELA

PROMETERAM PAGAR O VINHO GENEROSO E NÃO PAGARAM A TODOS - MAS O IVP GARANTIU-LHES A GUITA.


Foi assegurado aos agricultores, que a sua Adega ia poder ganhar novo fôlego e retomar a sua atividade.

 Que não iam ser pagas as colheitas em atraso, aos associados, mas, pelo menos, era-lhes dada a garantia de receberem 500 euros por pipa, logo que fizessem a entrega do cartão do benefício, sendo a restante importância paga, por transferência bancária, no princípio do ano seguinte, através do Instituto do Vinho do Douro e Porto..

Esta foi a forma encontrada - diziam nessas reuniões - de ”salvarem a adega” e a incutirem confiança nos sócios O dinheiro não seria disponibilizado pelo referido organismo, que serviria apenas como mero garante para o cumprimento da sua entrega. Além disso, foi ainda sublinhado de que a Cooperativa ia poder dispor dos serviços de um enólogo, enviado gratuitamente pelo Ministério da Agricultura.


ADVOGADO MANUEL DIAS, NATURAL DE SANTA COMBA, PARECEU-NOS QUE ERA A ÚNICA PESSOA  COMPETENTE QUE PODERIA DAR UM MURRO NA MESA AO IMPASSE EM QUE A ADEGA SE ENCONTRAVA, APÓS TER SUCEDIDO À DESASTROSA DIRECÇÃO DE AZEVEDO, SALDANHA E ADRIANO - PODENDO RECONDUZIR A INSTITUIÇÃO COOPERATIVA POR BOM CAMINHO: MAS, CERTAMENTE, TERÁ RECONHECIDO, QUE, COM A EQUIPA QUE O ACOMPANHAVA, NÃO IA A LADO ALGUM -AO MENOS FOI HONESTO. NÃO FICOU POR LÁ A ENGANAR NINGUÉM

ALEGOU DIFICULDADES EM CONCILIAR A PRESIDÊNCIA COM A SUA PROFISSÃO. REGRESSOU AO SEU CONSULTÓRIO NA ZONA DO GRANDE PORTO E DEIXOU LÁ GENTE SEM GRANDE CREDIBILIDADE E FORMAÇÃO - QUE ACABARAM POR ESTOIRAR COM A ADEGA.

Na verdade, uns abriram-lhe a sepultura - tal parece ter sido o caso do coveiro-mor, Eng. Fernando Azevedo, que, porventura, receando prestar contas das suas responsabilidades, escapou-se para o estrangeiro - Abandonando a mulher e os dois filhos menores. Outros, que depois dele vieram, como a cova já estaria mais ou menos feita, não fizeram mais de que lhe ir lançando pás de aterro sobre os escombros e assinar o óbito.

 





Os tempos em que a Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa, era realmente uma Grande Adega, são, de facto, agora já de um outro tempo. 



Também hoje sou dos que me associo à tristeza imensa de um  fim, tão  infeliz. Pois também lá deixei muitas horas da minha vida - e até correndo alguns riscos. Minutos depois de fotografar o largar de azeite, rebentava uma centrifugadora, cujos estilhaços se assemelharam aos de uma bomba. Quis a sorte que fosse fotografar umas garrafas nas escarpas do Fariseu, onde, numa ocasião, ali me ia quase estatelando da escarpa que vê na imagem.

Fiz várias reportagens fotográficas para a cooperativa, a pedido de Abílio Pereira, quase sem custos para a Adega: que pagava directamente aos laboratórios fotográficos - Um poster de grande formato (dos que foram expostos nas suas exposições comerciais e secção de vendas) que seria pago a um profissional por dez contos, à Adega, ficavam a 2.500$00 - pois fi-lo praticamente movido pelo espírito voluntarioso de contribuir para a promoção dos produtos mais emblemáticos do meu concelho. Mas a direcção de Azevedo, não me pagou as últimas fotografias que me encomendou. Por isso, sei bem quanto, Abílio Pereira, se empenhou para a qualidade e o prestigio dos seus produtos e modernização das instalações e equipamento.
Numa altura em que a polémica barragem-gravuras dividia município e vários sectores da população, a adega, chegou a ser considerada a sala de visitas de Foz Côa.


Nela foram recebidas as mais diferentes personalidades: desde ministros, presidentes da república:


o Príncipe dLiechtenstein o DDuarte Nuno de Bragança - o rei de Espanha Juan Carlos da Espanha o Presidente da República, Jorge Sampaio o então Primeiro-Ministro António Guterres - o Ministro da cultura,Manuel Maria CarrilhoJorge Coelho, ..João Cravinho .Ferro Rodrigues.. Álvaro Laborinho Lúcio ; o então Presidente da Câmara Municipal do Porto, Fernando Gomes entre outras destacadas figuras dos vários partidos e funções, nacionais e estrangeiras - E até alguns ministros dos PALOP
Abílio Pereira, tomou a iniciativa inédita (nunca experimentada) de envelhecer vinho a cerca de vinte metros de profundidade, junto à ponte do Rio Côa. O que levou a que o nome da Adega de Foz Côa, voltasse a ser motivo de noticia em todo o mundo.



Duvido mesmo que, sem o rasgo da sua visão, o seu importantíssimo empenho e apoio do movimento encabeçado pelos alunos da Escola Secundária Ten-Cor Adão Carrapatoso, o Vale Sagrado pudesse vir a ser salvaguardado e considerado Património da Humanidade: 
a Adega Cooperativa, mais de que uma sala de visitas, cedo se transformou num autêntico cartão de divulgação e da sua promoção: ou haverá algo melhor nesta região, para promover o seu património cultural e histórico, que através da sua riqueza natural , do vinho e do azeite?!...Produzido e engarrafado em garrafas adequadas e reveladoras da melhor apresentação, garantia e criatividade - Mas, depois, passados os tempos de luta, quem passou a figurar nos roteiros e exposições do Parque Arqueológico, foram outros.








Há quem acuse a direção de Abílio Pereira pelo descalabro. Mas a verdade é que, enquanto ele lá esteve, nunca nenhum sócio deixou de receber o dinheiro das suas uvas. Não houve despedimentos e todos os trabalhadores recebiam os seus ordenados.

Por  altura da quadra natalícia, havia a habitual Festa de Natal, e havia convívio e alegria.  Perderam-se todos os empregos e, milhares de sócios, ficaram na miséria. E, a outros, mesmo que os não atingisse a esse ponto, foi-lhes desferido um duro golpe nas suas vidas.



O seu irmão, o Tino, faleceu no hospital de Mirandela, ao serviço da instituição; vítima, porventura das muitas horas perdidas e andanças sem conta. Sempre preocupado em arranjarem, juntos, a melhor solução para colocarem os vinhos no mercado. Num mercado altamente competitivo e aberto ao liberalismo global, não se julgue que seja tarefa fácil.




Tino era incansável - e bom amigo. Relacionava-se com toda a gente. Dava a vida pela Adega e por seu irmão. - Foi um excelente colaborador da Adega e ajudou-o muito. Fui testemunha pessoal de quanto colaborou e se empenhou. E vi também quantas horas de descanso, o Abílio, não dedicou ao serviço da mesma Adega. - desfazendo-se em mil contactos através do seu telemóvel.



QUAL A ADEGA QUE CONSEGUE MOBILIZAR BATALHÕES DE REPÓRTERES DE TELEVISÃO, DE RÁDIO E DOS JORNAIS?...ELE LOGROU-O POR VÁRIAS VEZES E COM SUCESSO!

Aproveitando o mediatismo das gravuras rupestres do vale do Côa, a Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa protagonizou, em Junho do ano passado, uma operação inédita que teve forte impacte junto da opinião pública mundial: depositou, no fundo do rio, seis mil garrafas, de 1997, iniciativa que lhe rendeu cerca de 600 mil contos"

"Para Abílio Pereira, presidente da adega, este golpe de marketing divulgou o vinho da região duriense a nível mundial. Mesmo no Sri Lanka, revelou, falarem do néctar mergulhado durante ano e meio a 20 metros de profundidade. A comercialização do vinho com o rótulo Vale Sagrado teve no estrangeiro uma procura que ultrapassou todas as expectativas. Daí a repetição da experiência, através do envelhecimento no Côa de 200 mil garrafas. A valorização do envelhecimento não se fez esperar, nomeadamente através da grande procura interna e de países como o Canadá, França, Inglaterra e Alemanha"..Diário de Notícias 07/11/02.

TODOS OS DIAS CHEGAVAM PEDIDOS DE ADESÕES DE NOVOS ASSOCIADOS - QUE DEIXAVAM OUTRAS ADEGAS - ALGUNS ATÉ VINHAM DE LONGE - E VEJA-SE. COMO SEM GASTAR MUITO DINHEIRO, COM UM GESTO SIMPLES, A ADEGA VOLTOU À RIBALTA - AO OFERECER CENTENA E MEIA DE GARRAFAS PARA O NATAL DOS SOLDADOS PORTUGUESES NA BÓSNIA



"Poucos dias depois de ter anunciado o armazenamento de 100 mil garrafas de vinho tinto da colheita de 95 nas profundezas do leito do rio 

Côa, a Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa decidiu proporcionar uma passagem de ano diferente aos soldados portugueses na Bósnia, enviando-lhes 153 garrafas de vinho tinto de 92. Com esta oferta, a direcção da adega quer que os militares «se sintam mais portugueses e que tenham um "reveillon" o mais português possível."Terras da Beira - 02/01/97 - Guarda - “Reveillon” na Bósnia"

NOUTRA OCASIÃO - A ADEGA, SOB A DIRECÇÃO DE ABÍLIO PEREIRA, PROMOVEU UMA NOITE DE NATAL AOS SEM ABRIGO NO CASAL VENTOSO ,EM LISBOA - MOVIDA APENAS POR ESPÍRITO NATALÍCIO E SEM QUALQUER PROPÓSITO MEDIÁTICO - A IMPRENSA NÃO FOI INFORMADA, NEM LÁ APARECEU - HOJE NÃO SE FAZ NADA SEM OS HOLOFOTES DAS TELEVISÕES.

Estive lá nessa noite - Ninguém estava autorizado a fazer fotografias para preservar a intimidade dos sem abrigo. A Adega, não ofereceu vinho de qualquer espécie. Apenas frangos, a refeição e alguns bolos. Nessa altura, a Adega gozava de uma situação financeira folgada , vinham associados fora do concelho para se inscreverem. - e havia dinheiro até para gestos humanitários.


Foi para mim uma das experiências, em termos de solidariedade, a mais comovente: pois fui lá a encontrar a filha de um parente meu. Quando chegou ao pé de mim e me perguntou. Jorge! Não sabes quem eu sou?!... Nem queria acreditar... E também que aquela modesta ceia estava a anemizar o sofrimento de quem tinha razies na minha aldeia - e andava desavindo da família, dos amigos e por caminhos perdidos, tal com o seu namorado. Penso que já voltou a si.

EM 2002, A ADEGA COOPERATIVA DE FOZ CÔA, FOI CLASSIFICADA PELO INSTITUTO ANTÓNIO SÉRGIO, COMO A MELHOR ADEGA DO DOURO, E, NO RATING DAS COOPERATIVAS NACIONAIS, ENTRE AS DEZ PRIMEIRAS


Quando Abílio Pereira tomou conta da Adega Cooperativa de Foz Côa, em 1997, tinha uma produção de 300 pipas. No ano em que deixou a presidência, em 2004, atingia as 18 mil pipas, entre vinho generoso e de consumo. As áreas de maturação e envelhecimento, abarrotavam de garrafas, que o autor deste blogue fotografou. Havia vinho para pagar aos sócios e a credores. Daí para cá, foi a sua completa ruína. “Nos últimos dois anos a situação económica da adega começou a degradar-se gradualmente, mas em Junho de 2010, chegou-se a uma cenário de ruptura, uma vez que não foi possível saldar uma dívida entre 80 a 100 mil euros que venceu. Segundo o plano de insolvência, estava previsto saldar essa quantia, não foi possível, o que agudizou ainda mais os problemas que já eram graves” In Adega de Foz Côa na falência



A direção de Fernando de Azevedo foi um completo desastre –
Em Março de 2004, a Adega Cooperativa de V. Nova de Foz Côa, em nada deixava antever o desastre financeiro que ia verificar-se nos próximos três anos, na gestão presidida pelo enólogo Fernando de Azevedo. Naquele ano, as contas estavam regularizadas, existia um revisor oficial de contas, sob a responsabilidade do Dr. Francisco. Que veio a demitir-se por não concordar com o rumo que adega estava a tomar.

Naturalmente que, aos viticultores associados, assiste todo o direito de serem apuradas responsabilidades. Mas como? – Se um desses dirigentes, mal as investigações começaram, logo se escapou para Moçambique. A ex-colónia portuguesa, situada lá para os confins da contra-costa africana, voltada para o Índico, que não subscreveu a convenção do repatriamento. Abandonou a esposa, com uma criança nos braços e nem sequer se dignou a enviar-lhe uns trocados para a sua alimentação e educação.

Ora, quem não deve, não teme e não foge. É o caso de Abílio Pereira. Que continua de cabeça erguida, e, ao que me parece, de consciência tranquila: não devendo, nem temendo. Nunca ninguém o deixou de ver em Foz Côa e na sua vida habitual. Será que aqueles que lhe sucederam, depois de ruídas todas as esperanças, irão sentir o mesmo à-vontade?




Azevedo despede dois funcionários (procedimento condenado em Tribunal) que ele considera não serem da sua confiança e contrata, Paulo Moura, administrador de uma empresa de consultoria – A qual - dizem- já teria já trabalhado para uma firma de Azevedo. Mais tarde, o disco rígido do computador é encontrado na rua destruído. Um dos elementos da direcção seguinte, apresenta queixa ao MP, mas até hoje não se sabe de nada.


Durante os três anos, da sua gestão, Azevedo fecha-se em copas. O disco rígido da contabilidade (segundo se constouteria aparecido na rua - irreparável.

Não convoca Assembleias-Gerais para aprovação de contas e não paga as colheitas aos agricultores. Vai espalhando promessas. FAZ ACORDOS COM DIRECTORES DA CASA DO DOURO PARA ARMAZENAR AZEITE E VINHO DE CONSUMO - MAS UM INCÊNDIO DEITA TUDO A PERDER



Faz acordos com dois dos diretores da Casa do Douro - diz-se - com desconhecimento da Direção (existem documentos com assinatura de Azevedo), alugando um dos seus armazéns na zona agrária da Régua, transferindo para lá grandes quantidades de azeite e vinho de consumo engarrafado e a granel da Adega Cooperativa de Foz Côa.

Que, aliás, vem a confirmar em declarações, ao Jornal "A GUARDA" -"Nós temos um projecto inserido no tal saneamento financeiro, que visa ampliar a capacidade de armazenagem, porque temos de utilizar os armazéns da Casa do Douro."

Até nisso, Azevedo, era imprudente: ou então ter-se-á esquecido de que, a Casa do Douro, LEGISLAÇÃO GERAL. não podia beneficiar uma das adegas, em detrimento de outras - e logo para armazenar azeite, vinho engarrafo e a granel! - E então que negócios seriam esses?!...

Um ano depois, arrebenta a bronca: um enorme incêndio deflagra num dos armazéns da Casa do Douro, em Rezende, às tantas da noite, e destrói-o completamente: desaparece o vinho e a contabilidade – Porventura, documentos comprometedores de eventuais jogadas.

"A DÍVIDA É PERFEITAMENTE CONTROLÁVEL" (...) Temos um conjunto de soluções na manga" (...) estamos plenamente convencidos que nos finais deste mês, princípios de Outubro, liquidaremos todas as dívidas que a adega tem - Assegurava, Fernando de Azevedo - Que parecia deter o segredo da pomada mágica.

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Não se realizaram Assembleias. Abusou-se da boa fé dos sócios, dos sacrificados agricultores, que foram praticamente postos à margem do descalabro, em que a sua adega , se afundava, com o argumento de que, “esta Adega, como todas as outras, está a atravessar uma fase menos boa e nós não fugimos à regra nem podemos esconder isto."

O que nós temos a certeza absoluta, é que a situação está mais ou menos controlada." (...) Recorremos a uma empresa financeira de capital de risco em condições mais vantajosas do que aquelas que a banca tradicional nos davaA dívida não é tanto quanto se especula, deixa alguma preocupaçãoé perfeitamente controlável"



MAIS POMADA: "Todos os funcionários e sócios abraçam esta Adega de alma e coração. Esta simbiose perfeita, leva-me a dizer, com toda a convicção que esta Adega, vai alcançar de novo o lugar que merece, que é ser das duas ou três melhores e maiores do Douro"..Jornal A Guarda - 14-09-2006 - Entrevista - “A Adega de Foz Côa .

Em 2007, há eleições para os novos corpos gerentes. Azevedo concorre numa das duas listas, mas perde e entram para a direcção, os senhores que agora lhe vão fazer o funeral, depois de andarem a prolongar inutilmente as esperanças dos agricultores, que não se resignavam a ficar sem o dinheiro e a sua cooperativa


.FERNANDO DE AZEVEDO, DIZIA QUE A CULPA ERA DOS ESPECULADORES DOS CARTÕES – COMO SE ISSO FOSSE ALGUMA NOVIDADE –NÃO É POR ISSO QUE AS ADEGAS SE TÊM AFUNDADO, MAS DE QUEM AS DIRIGE


“Quero alertar, não só os leitores deste jornal, como até as próprias autoridades, para o seguinte: As Adegas Cooperativas estão a atravessar uma fase menos boa, o cooperativismo está em baixa, como se diz hoje na gíria popular, mas o mais grave é que as nossas zonas sociais, sobretudo o Douro Superior, está a ser assediado por especuladores na compra de cartões de benefício.

(…)Isto é o conto do vigário e é urgente que as entidades, nomeadamente o Instituto do Vinho do Douro e Porto, se calhar a própria Polícia Judiciária, comecem a ter um trabalho mais acentuado sobre isto.

A SITUAÇÃO ESTÁ MAIS OU MENOS CONTROLADA (…)FAREMOS AQUILO QUE SE CHAMA UM SANEAMENTO FINANCEIRO, MAS DA MELHOR MANEIRA ESTA ADEGA VOLTARÁ A SER UMA DAS MELHORES ADEGAS DO DOURONÃO TEMOS A MENOR DÚVIDA"

."Esta Adega, como todas as outras, está a atravessar uma fase menos boa e nós não fugimos à regra nem podemos esconder isto. O que nós temos a certeza absoluta, é que a situação está mais ou menos controlada. Já liquidámos 40 por cento da campanha de 2005 e no fim do mês de Outubro, é intenção desta direcção liquidar os 60 por cento que faltam.

(....) estamos plenamente convencidos que nos finais deste mês, princípios de Outubro, liquidaremos todas as dívidas que a Adega tem.

Faremos aquilo que se chama um saneamento financeiro, mas da melhor maneira e esta Adega voltará a ser uma das melhores Adegas do Douro. Não temos a menor dúvida disso. Temos excelentes vinhos, temos vinhos (...) a produção da Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa não chegará para satisfazer as encomendas



"NÃO VAI HAVER GRANDES PROBLEMAS “"A ADEGA É O MAIOR EMPREGADOR A SEGUIR À CÂMARA” 

Posso dizer-lhe que a seguir à Câmara Municipal é a empresa que mais dinheiro movimenta e que mais gente emprega. 
(...) Temos uma linha que já está um tanto ou quanto arcaica, embora ela funcione, mas queremos alterar algumas coisas. Felizmente que, tecnicamente, a Adega de Foz Côa está perfeitamente adaptada e não há grandes problemas.. Excertos doJornal A Guarda - 14-09-2006 - Entrevista - “A Adega de Foz Côa ...14 set. 2006 ....



DEMAGOGIA E PALAVREADO NÃO FALTOU A FERNANDO AZEVEDO – ATÉ QUIS PRODUZIR UM VINHO DE MISSA PARA SER APRECIADO PELOS BISPOS (ANO DE 2006)


A Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa vai lançar no mercado 20 mil litros de "vinho de missa"que pretende colocar nas dioceses portugueses, comunidades de portugueses residentes no estrangeiro e países de expressão oficial portuguesa.

(...)Este lote de vinho vai ser submetido à apreciação dos bispos das dioceses de Lamego, a que pertence Foz Côa, e da Guarda, que congrega a maioria dos concelhos dos distritos de Guarda e Castelo Branco. -Vinho de missa no mercado - dn - DN-.

TEVE QUE ESCAPAR-SE PARA ANGOLA - MAS VEJA-SE A  FILOSOFIA DO ARGUTO ENÓLOGO:

EXPLORAR PETRÓLEO VERDE E "AJUDAR O GOVERNO NO COMBATE À POBREZA ABSOLUTA" - Não sei já quantas vezes ouvi esta música.

Azevedo quer ser o maior produtor de óleo vegetal em Moçambique e a partir de 
2014, o maior produtor de toda a África, prevendo nessa altura, iniciar o projecto de uma refinaria de biocombustível.


REVOLUÇÃO VERDE CAUTELOSA OU GOLPISTA? - FERNANDO AZEVEDO, DÁ A EXPLICAÇÃO:

(..)A Odveza (..) "partindo do princípio de que mais vale prevenir do que remediar assinou um protocolo de cooperação técnico/científico, com o I.A. de Chimoio"

(..) as razões economicistas mesquinhas de algumas pessoas, que procuram lucro fácil em detrimento de outros valores mais importantes, nomeadamente a fome
Não quero, nem posso deixar passar em claro, a posição de Governo Moçambicano, que desde a primeira hora, tomou as medidas acertadas e firmes.
(...)A Odeveza, de uma forma descomplexada, tem afirmado categoricamente, que até 2010, pretende ser o maior produtor de óleo vegetal em Moçambique e a partir de 2014, será o maior produtor de toda a África, prevendo nessa altura, iniciar o projecto de uma refinaria de biocombustível.

EQUIPA DE TRÊS ESTRANGEIROS E TRÊS MOÇAMBICANOS - EM ÁFRICA, A CLASSE POLÍTICA METE-SE A FUNDO NOS GRANDES NEGÓCIOS E NÃO DEIXA TUDO EM MÃOS ALHEIAS


"...isto só se consegue, quando se incute confiança aos investidores. Para tal, a Odeveza, começou por apostar nos recursos humanos, convidando para sócios gerentes, três estrangeiros e três moçambicanos, quadros altamente profissionais
(...)A Odeveza, foi trabalhando paulatinamente, elaborando os projectos de investimento, credíveis, sustentáveis e sobretudo realistas, onde a vertente social, nunca foi esquecida.
o nosso primeiro projecto (..) com um montante global de 25.000.000 USD, (...) contempla de imediato, a criação de 700 postos de trabalho, de pessoal a recrutar nas aldeias periféricas.


(…)Estamos convencidos de que com este precioso protocolo de cooperação, a comunidade científica irá enriquecer os seus conhecimentos e a revolução verde, irá ser altamente beneficiada,

. Julgamos ter dado passos muito importantes (..) não só para a tal revolução verde, mas sobretudo para ajudar o governo no combate, à pobreza absoluta -

Beira, 12 de Julho de 2008 - Fernando de Azevedo Eng. (Gerente Técnico da Odeveza S.A.).Getrpha, o petroleo verde--Seminário.....Getrpha, o petroleo verde--Seminário


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