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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Foz Coa e os 715 anos de foral a vila - Por um Portugal de regresso às origens, nem hipotecado nem aprisionado ao euro: "A minha terra. Que não é muito branquinha nem muito abrasonada - mas encanta-me e seduz-me – pois é a minha terra ". Guerra Junqueiro

“Portugal é o segundo país da UE com mais emigrantes em percentagem da população: 28,8%.” – “E o número não tem parado de crescer ao longo dos últimos dois anos. É sobre eles que recai a ameaça de expulsão do país, caso uma proposta efetuada pela CSU/Baviera- partido que integra a coligação governamental da chanceler Ângela Merkel - ganhe a forma de lei”



Texto  e imagens de Jorge Trabulo Marques - Jornalista

FOZ CÔA  - COMEMORA NESTE  DIA OS SEUS 715 ANOS COM O SEU TRADICIONAL FERIADO MUNICIPAL  - MAS SERÁ QUE HOJE SOMOS O PAÍS SOBERANO QUE JÁ FOMOS?!

“Em Março de 1930 na sala das sessões da Camara, também composta pela Ditadura, o presidente da Camara disse, servindo-se do pensamento do grande Guerra Junqueiro.“A minha terra. QUE NÃO É MUITO BRANQUINHA, NEM MUITO ABRASONADA – mas encanta-me e seduz-me – pois é a minha terra - NOTÍCIAS DE FOZCOA”, 19-9-1931



Competitividade em vez de solidariedade - Em que milhares trabalham  para um grupo de priviligiados.

Dificilmente este poderá ser o melhor caminho, num mundo, onde a palavra liberal alcançou foros de alforria. 

Na minha adolescência, a minha aldeia - Chãs, freguesia do Concelho de Vila Nova de Foz Côa - não tinha nem eletricidade nem esgotos nem água canalizada. 

Todavia, ensinavam-nos na Escola Primária, que Portugal ia do Minho a Timor - Era um conceito colonial, que a história de encarregaria de condenar -  e de libertar ou simplesmente  de trocar o colonialismo branco pelo mesclado de negro e branco. Porém, havia uma certeza: de que, em Portugal, mandavam os portugueses. E, agora, será que ainda somos um Povo Soberano? 

 Mas, pondo de lado, essas complexas cogitações, que abordaremos mais adiante, há que sublinhar, que  hoje é uma data histórica da elevação da então Aldeia Nova, a Vila Nova de Foz Côa – O foral foi-lhe atribuído pelo Rei D. Dinis, no dia 21 de Maio de 1299 – Já lá vão mais de sete séculos – Em 1920, segundo o jornal “Notícias de Foz Côa", a sede da então vila, contava com 897 casas, 800 famílias, no Pocinho, 42 casas e 42 famílias, na Veiga. Monte, quintas e arredores, o censo apontava para 44 casas e 36 famílias - Cerca de 4.000 mil habitantes.

Em 2011, as estatísticas, atribuíam-lhe  cerca de 3 100 habitantes. E, a todo o concelho, que engloba uma área de 398,15 km² de área 7 312 habitantes, distribuídos por dezassete freguesias, com  uma densidade populacional 18,4 hab./ km2, apresentando uma diminuição de população residente de 13,8 %., comparativamente ao recenseamento anterior. – De então para cá, escusado será dizer que a desertificação se agudizou ainda mais.

No âmbito,   da efeméride, o destaque vai para o Festival de Poesia - Portuguesa e Angolana(Encontros de Poesia e Música)nos dias 22, 23 e 24 de Maio de 2014 e para III Festival do Vinho do Douro Superior a decorrer no próximo fim-de-semana, a cujo evento já nos referirmos em anterior postagem neste site

FAZ HOJE 16 ANOS  QUE SE INICIARAM AS COMEMORAÇÕES DO 1º FORAL DE VILA NOVA DE FOZ CÔA – QUE ACABARIAM POR TER O SEU PONTO MAIS ALTO NO MESMO DIA DO ANO SEGUINTE



Elevada à categoria de cidade em 12 de Julho de 1997 - Dizíamos nós, num artigo publicado, no extinto mensário “ECOA”, na sua edição Nº 42, referente  a Maio-Junho, de 1998, que, “enquanto Vila Nova de Foz Côa, ainda mal teve  tempo de se afirmar com o seu estatuto de cidade, pois, do  que, atualmente,  mais se fala e festeja, é do seu 7º centenário à categoria de vila - ou seja, a concessão  do foral por El-Rei D. Dinis, em 21 de Maio de 1299, em Portalegre. À então Aldeia Nova, nome da povoação que existia  em redor da Torre do Castelo, da qual resta, como único testemunho vísivel, um friso de muralhas com que, em tempos idos, erguera  a sua arcaica defesa, e que o régio alvará, a partir daquela data, passaria a designar-se por Vila Nova, devido à sua situação geográfica.

Mais tarde, ser-lhe-iam ainda outorgados dois forais: um deles , ainda no tempo de D. Dinis, em Lisboa, 24 de julho de 1314; outro, já no reinado de D. Manuel I, em 16 de Junho de 1514 – justamente o monarca que mandou edificar a igreja matriz, que veio substituir o templo de Santa Maria de Aldeia.

Apesar disso, defende Amândio César, que só D. João I a elevará à categoria de Vila. O que explica, ainda em sua opinião, que,  tanto no Pelourinho, como na Igreja, se veja do primeiro soberano da 1 ª Dinastia: a flor-de-lis


Por isso, caso talvez para se perguntar: qual dos forais terá assumido maior importância em termos de municipalismo?

A este respeito, é ainda o próprio escritor Amândio César, citando Alfredo Pimenta, referindo que, no passado, o foral  fo sempre criador do regime municipal", e, muitas vezes sancionador de situações preexistentes ,  as quais "se poderiam definir "como diplomas que  continham leis particulares por que os concelhos  se regiam, e que visavam principalmente matéria tributária, ainda que às vezes sob a aparência de matéria criminal, e os privilégios das  populações.”. Um dado que o leva a pensar que "D. Dinis foi o fundador da futura vila, remontando a história das concelhias, muito longe". 

Portanto, poder-se-á concluir, na opinião de Amândio César (grande homem de letras, que em sua vida tão grande afeição mostrara por estas terras, das quais tanto se orgulhava de ter  algumas raízes familiares e com quem tive o grato prazer de conviver), que "Vila Nova de Foz Côa possuía três forais, dos quais dois antigos e o terceiro novo, datado depois da carta régia de 22 de Novembro de 1497, que constitui a reforma manuelina, baliza da distinção entre o primeiro  e o segundo"

Posto isto, pode mesmo dizer-se que, entre os vários forais concedidos, o de 21 de Maio de 1299, outorgado por D. Dinis, na cidade Alentejana, é realmente o mais significativo para a vida do nosso Município, uma vez que é, de facto, o ponto de partida ou o primeiro reconhecimento µpúblico de uma terra acerca da qual muito haveria a esperar - o que significa que as presentes comemorações têm toda a pertinência. 

Pelos vistos, já milénios atrás, não se enganaram os homens da Pré-história ao procurarem refúgio nalguns dos seus vales e ao elegerem muitas das suas pedras xistosas para perpetuarem a sua arte ou glorificarem os seus deuses. E, naturalmente, não se enganaram muitos outros povos que por aqui passaram ou se fixaram ao longo dos séculos - desde os tempos mais recuados até aos primórdios da nacionalidade.

Sim, de facto, logo que Portugal se fundou e conquistou as suas fronteiras, estas terras não escaparam à atenção dos monarcas portugueses, que também acreditaram no seu futuro, concedendo-lhe não um, mas vários forais - isto porque confiaram nas suas gentes e nas potencialidades do seu clima e do seu solo.

 

LÁ VAMOS INDO E RINDO, SONHANDO OU PENSANDO....
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Sonhando, cantando e rindo,  pelo menos, quando há festa, foguetes e música – Os tempos são de aperto, em todo o pais e Foz Côa, não é exceção – Ou antes, sendo um concelho do interior, naturalmente que as consequências, são maiores. Não venho falar desta questão, quem vive nestas terras, sabe, perfeitamente, como lhe corre a vida, mas trazer para esta efeméride alguns ecos do passado, que, face ao momento que o país atravessa, talvez valha a pena, serem evocados.


 MEMÓRIAS  --.(1).“SIGA O ECO DE UMA AFRONTA O SINAL DE RESSURGIR” 


(...)“SEJA O ECO DE UMA AFRONTA O SINAL DE RESSURGIR” Assim, a luz electrica, em Março de 1930, é inaugurada. Não  ha sombras da noite. Foz Côa quer vêr tanto de dia como de noite. Quer estar vigilante e grita ao progresso “sentinela, alerta está”. Não pensa mais, em dormir sossegadamente. Tem sempre acesos os faróis da sua vigia.Do largo de São Miguel, faz uma avenida encantadora, uma das melhores na província. Parece que o próprio Archanjo dá o fogo da sua combatividade vencedora, ao local! timidamente aformoseado"
 

"UM APÊLO AOS FOZCOENSES” –

“Fozcôa em maio de 1926 e até 1927, vivia revivendo-se a si própria.
Os seus vinhos são dos mais generosos da região duriense. A amedoa das suas encostas rivaliza e, por vezes, é superior á algarvia..O azeite dos olivais da Veiga do Pocinho, a segunda bacia do Douro, é finíssimo, não chega a ter um grau de acidez A indústria dos  esteios de lousa  para vinha, única no paiz, é uma riqueza grande e será enorme quando uma verdadeira Companhia explorar essas pedras.
O sumagre, outra emprêsa a tentar iniciativas decididas, tem optimas qualidades.
Os seus quatro mil habitantes dão-lhe movimento. A fachada da sua igreja matriz, Manoelino rendilhado, admira quem a vê. A talha dos altares desta igreja, e o teto da sacristia, são pormenores d´arte. O Pelourinho que enfrenta os Paços Municipais, é  uma verdadeira relíquia.
Assim esta Vila e naquela época como que se enroupava na sua importância.
Pensa na sua superioridade e dormia, á sombra d’ela, tranquila .O seu acordar, porém, foi afrontoso. Um decreto veio suprimir a sua Comarca, muito anterior a outras e com iguais, senão condições superiores de existência. E, em regime de Ditadura, pouco lhe valia a proteção de filhos ilustres que pressurosos acodiam ao grito da terra mãe.
Senhora de si própria, com o coração a sangrar, vai ao hino nacional e tem como lema:

(...) E como a hora é de luta, chocam-se os princípios, pensa nos feridos – os doentes.
Abre um Hospital – edifício propositadamente construído, com todas as regras de higiene e de conforto modernos. Já tem algum mobiliário próprio. E em breve vai ser dotado com aparelhagem necessária.

Como precisava de mais água – abre uma fonte – a do Negrilho – que muito veio contribuir para o abastecimento da vila e amanhã acabará com as interites e outras infeções, pois está vedada a cimento e cal hidráulica e a agua é tirada com bomba
.
É mesmo o maior melhoramento local. Obra importante, de vulto. Oxalá outra fonte se possa abrir e concluir nas mesmas condições! Isto até se resolver o abastecimento por meio de canalização  do Rio ou do Alto do facho. Pois este problema é vital, mas demanda muitas centenas de contos. E o Estado por óra não auxilia certamente por não poder.Tem em construção uma escola. Guerreia assim o analfabetismo. Não quer cégos de espírito.

Efectuaram-se alguns alinhamentos, determinados pela construção da Avenida.
Um sopro de bom senso bem alindado esta terra, como que a fazer NOVA a já Vila Nova de Foz Côa. Necessita, porém, este remoçamento do auxílio da população da vila - NOTÍCIAS DE FOZCOA”, 19-9-1931


(1) Citação extraída da primeira versão do Hino Nacional


“Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir”.


 – “Em 1890, no tempo do rei D. Carlos, os países europeus fizeram uma partilha do continente africano. Portugal pretendia obter todos os territórios entre Angola e Moçambique. A França e a Alemanha aprovaram a ideia, mas a Inglaterra opôs-se porque queria dominar o interior de África desde o Cairo (Egipto) ao Cabo (África do Sul).

Na altura não havia possibilidade de enfrentar um país tão rico e poderoso, a única hipótese era ceder. Foi isso que o rei e os ministros fizeram. O povo, porém, não aceitou, nem compreendeu e sentiu-se humilhado
O HINO NACIONAL - 1910 - 2010, 

 O HINO NACIONAL - DE NOVO ATUAL

" 5600 portugueses em risco de expulsão da Alemanha»

Mas que admiração: “. A comunidade portuguesa está preocupada porque é sobre eles que recai a ameaça de expulsão, caso uma proposta feita pela CSU, partido que integra a coligação governamental, ganhe forma de lei: os imigrantes serão repatriados depois de um período de desemprego entre três e seis meses. cm- Risco de expulsão da Alemanha para 5600 portugueses…..5600 portugueses em risco de expulsão da Alemanha»DN…

 COMO ELES SÃO NOSSOS AMIGOS – USAM-NOS E DEPOIS LANÇAM-NOS AO LIXO

"A medida consta igualmente de um relatório recentemente apresentado pela ministra do Trabalho e dos Assuntos Sociais, Andrea Nahles, com vista a combater alegados abusos de apoios sociais por parte de emigrantes que chegam à Alemanha ao abrigo do direito de livre circulação existente na União Europeia. Os principais visados serão os trabalhadores romenos e búlgaros, mas também os portugueses podem vir a ser afetados pela medida. A ideia é que os emigrantes sejam repatriados depois de um período de desemprego entre três e seis meses."

"A fazer fé nos dados da Agência Federal do Trabalho - o equivalente alemão ao Instituto do Emprego e Formação Profissional -, 4,4% dos portugueses na Alemanha estão sem trabalho. Mesmo que o número peque por defeito, como sugere Inês Thomas de Almeida, são mais de 5600 desempregados num universo de 127 mil emigrantes.
5600 portugueses em risco de expulsão da Alemanha

AINDA HÁ QUEM ACREDITE QUE O FUTURO DE PORTUGAL E DOS PAÍSES PERIFÉRICOS ESTÁ NO EURO?

"É inevitável. Portugal não vai conseguir aguentar a políticas do FMI sem grandes cortes da despesa e sem deixar o euro. Esse será o fim. A minha pergunta é:  se este será o fim, porquê esperar dois anos, que se avizinham de recessão, quando já sabemos que a saída do euro é fatal? É inevitável Portugal sair do Euro –

Saída do Euro e Ibero Já 

Já o dissemos, neste site, em 14 de Maio – 2013 – O atual liberalismo económico alemão é ainda mais nefasto de que o “socialismo nacional” de Hitler – Este  quis apoderar-se da Europa e chegou mesmo a pensar invadir Portugal mas foi derrotado. A ideologia defendida pelo partido de Ângela Merkel. é mais perigosa porque vem disfarçada de mecenas.

A liberalização das fronteiras foi um enorme erro – Outro colossal, foi a entrada para o euro e a globalização – É inevitável a saída – Quer queiramos quer não, Portugal  e Espanha vão ter de sair do Euro. Cada país tem de adotar a moeda de acordo com a sua economia. A dona de casa que gere uma casa pobre não pode dar-se aos mesmos luxos de uma casa rica. A criação do euro nunca foi um projeto bem intencionado. O que, Alemanha, não concretizou nas duas guerras mundiais, através das armas, logrou agora sem dar um único tiro, impondo as regras e o seu poder económico sobre os restantes países europeus. A Inglaterra, já bem escaldada com os alemães – e também pelo seu natural vínculo das libras aos dólares americanos -  não mordeu o isco e fez muito bem. Saída do Euro e Ibero Já



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