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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Benta da Relva, da freguesia de Longroiva, Meda – A única entrevista, dada até hoje, pela mulher procurada por milhares de pessoas, como intercetora do espírito de Sousa Martins e Padre Cruz - Declarações de vizinhos da quinta de cima - da noite de terror. Agora ainda mais deserta


 RELVA A ALDEIA MAIS PRÓXIMA DE CHÃS

Ontem voltámos à Relva para  irmos à Quinta de Cima, onde se desenrolou o longo pesadelo de um casal de idosos, na noite de domingo para segunda-feira


Quisemos ouvir um dos moradores, sobre o violento assalto na Quinta de Cima, mas, casualmente, surgiu-nos a surpreendente oportunidade de seremos recebido pela  Feliciana – mais conhecida pela Benta da Relva - E também tido a ocasião de ouvirmos algumas pessoas que a procuram pelos  mais diversos motivos de saúde e de questões do foro espiritual.




Veio aqui de manhã a dizer-me: ´”Ó Sr. Manuel! Olhe, assaltaram-me a casa" - Declarou-nos, Manuel Xavier, marido da benta Feliciana Pacheca.

Manuel Xavier, que vive na Quinta de Baixo,  foi a primeira pessoa a saber do roubo violento ao Jacinto e Georgete – “Eram seis da manhã. Ela vinha até a chorar. Queixava-se do olho e que lhe deram uns sopapos.

Xavier nasceu na Quinta de Cima, onde se deu o assalto. Diz que foi lá que teve origem a povoação da Relva. Ainda lá conheceu onze famílias. Ultimamente só lá vivia o pacífico casal.

Quinta de Cima ou Quinta do Terror?

Até agora a pequena anexa da freguesia de Longroiva era mais referenciada pelos dotes miraculosos de Feliciana, mais conhecida pela Benta da Relva, porém,  se se disser que, a partir de agora, também poderia ser pela Quinta (não de) Cima mas por Quinta do Terror, achamos que  não exageramos – Sim, e foi este o motivo que  ali nos levou de novo àquele local. Voltámos lá ontem para registarmos novas  imagens e ouvirmos vizinhos– Mas também fomos recebidos, em casa da mulher mais conhecida na região.   Procurada diariamente  por dezenas de pessoas, crentes nos seus dons especiais para cura dos mais diversos padecimentos, vindas de toda a parte, fazendo de sua casa, uma autêntica peregrinação ou local de culto. 

RECEBIDOS PELA BENTA DA RELVA

 
Embora, desde há muito fosse nosso desejo falarmos com esta já lendária mulher: -  em parte pela curiosidade jornalística, em parte porque, as questões de âmbito exotérico, de há muito nos despertam a atenção espiritual e intelectual, sinceramente, não contávamos com esta surpresa

Claro que não nos dirigimos com os mesmos propósitos de quem ali aguardava a sua vez, em todo o caso, foi para nós um prazer e um privilégio ter dialogado com uma mulher que, independentemente de se acreditar ou não das suas capacidades milagrosas, é, indubitavelmente, possuidora de um qualquer misticismo que parece transbordar-lhe dos olhos, do rosto, das palavras e dos sorrisos, simples, com a surpreende  empatia das criaturas, que naturalmente se afirmam como que prendadas de poderes sobrenaturais. 

O ser humano é dotado do “livre-arbítrio”  - Esta é uma das  principais características do processo evolutivo da vida humana, que a distingue dos seres irracionais – A oportunidade de pensar, de agir, de influenciar ou ser  influenciado e de escolher o seu caminho. 

Todavia, tal não significa que não haja como que um destino programado. Que, em cada criatura, não haja como que uma missão a cumprir ou um percurso  pré-determinado ou programado. Como se, depois de lançados ao mundo, cada um de nós não levasse dentro de si as coordenadas de um microcosmo individual

CONHECEMO-NOS NA ADOLESCÊNCIA -  UMA ENTREVISTA ESPECIAL - ÚNICA ATÉ HOJE - MAS QUEM ACABOU POR SER O ENTREVISTADO - EM PARTE -  FOMOS NÓS.



Acredita ter sido iluminada, na sequência de uma enfermidade, que a atirou para o hospital nove dias sem comer e sem beber.

“Ela viu Nossa Senhora, quando estava para morrer!” Fala sempre em nome “dela”, não dela Feliciana mas de uma outra pessoa, espírito ou criatura, que ela estivesse a representar ou  incorporado – Nomeadamente do espírito de  Sousa Martins,  Padre Cruz   e também de uma outra figura estrangeira
Se bem que já tivesse sido avisada da nossa presença pelo seu marido: de que era o Jorge, primo do José Pacheco, também seu primo, parecia não estar disposta a dar-nos a entrevista (que sempre recusara a televisões, rádios e jornais) mas mais propensa a colocar-se no seu papel de  "ela", de quem tem uma missão sobrenatural e dispensa publicidades que não aquela que é dada por quem a procura.  

A vida é cheia de acasos, dos bons e maus, que parecem estar inscritos no destino da vida – Quando se é vítima de um brutal assalto ou de um mortal acidente; quando temos um feliz encontro ou somos contemplados por algo que nos traz contentamento, alegria e felicidade 

- A bem dizer, nada acontece por acaso. – Achamos que foi justamente o que ontem sucedeu, ao seremos recebido por Feliciana Pacheca, afinal, além de um parentesco por afinidade, somos da mesma geração e já nos conhecíamos da adolescência. E quem sabe se não nos cruzámos no mesmo trilho dos iniciados 
VIERAM DAS CORTES DA VEIGA - FOZ CÔA E DA MEDA





“Tem curado muita gente e feito bem a muita gente!  Já aqui fomos muitas vezes" – Diz a pastora das Cortes de Foz Côa, na imagem ao lado -  Chegou ali na companhia de seu marido, e  com  a sua filha, que, desde há uns dias se queixa de dores e cabeça e que não pode andar - Mas também lá vimos e falámos com pessoas vindas de Meda e de Almeida - Isto apenas nos breves momentos que ali passámos.

RELVA,  SUBITAMENTE, NOTÍCIA POR VIA DE UM DRAMÁTICO EPISÓDIO



A pacata povoação de Relva, foi noticia nas televisões, rádios e jornais – E pelas razões publicamente conhecidas. Assim o quis uma quadrilha de perigosos ladrões, por força do brutal  assalto a um casal de idosos em Quinta de Cima, nas proximidades da aldeia de Relva, na noite do passado domingo para segunda-feira. 

Tais noticias, pelo que já nos apercebemos, têm dado origem a várias especulações - Há, porém, uma certeza: a de que, assaltos com esta violência,  chocam e supreendem, é certo, mas quem estiver informado sabe que o mesmo tipo de assalto também já ocorreu na povoação de Quintãs, a duas idosas, próximo da Relva, aldeias da mesma freguesia de Longróiva - Dissemo-lo no anterior post e repetimo-lo: Sabemos que a GNR faz o seu patrulhamento de rotina  - Mas será isso suficiente, ante aldeias que já começam a ter mais gente nos lares de que em suas casas? .. Achamos que deveria encarar-se a possibilidade de se instalarem sistemas de vídeo-vigilância, nomeadamente nos acessos principais.


Chegámos, ao alto da Relva  - de quem vem do caminho velho das Chãs -   ao principio da tarde. Já ali havíamos estado na terça-feira, tendo tido oportunidade de ver o estado caótico em que o interior da casa do Jacinto e da Georgete se encontrava 


 
No local, além de vários familiares do casal, estava uma equipa de reportagem do Correio da Manhã. Vimos, nos rostos do Jacinto e da sua mulher, Georgete, ainda estampado o sentimento de um imenso transtorno, revolta e de indignação.  Não apenas pela violência  de quem havia sido alvo mas por  já não se sentirem ali seguros, vendo-se forçados a abandonarem aquela modesta casinha,  o silêncio acolhedor do local, onde haviam vivido mais de três décadas das suas vidas

O dia escoava-se e também não era a hora mais oportuna para conhecer melhor aquele que foi o pequeno lugarejo onde nasceu a povoação de Relva – A calçada do caminho romano, de um dos acessos, assim o testemunha.

 ASSALTO À MÃO ARMADA E  VIOLENTO

Tal como referimos na postagem anterior, Georgete, de 63 anos, e Jacinto de 74,  foram selvaticamente surpreendidos na sua residência, quando dormiam, por cinco homens, quatro dos quais encapuzados, após terem arrombado a porta através de um pesado madeiro, entrando pela casa a adentro de rompão e aos tiros.

Conforme dissemos, intimidaram o casal com sucessivos tiros para o teto, encostaram uma faca na garganta da mulher, ao mesmo tempo que lhe puxavam os brincos e lhe amarravam as mãos atrás das costas, socando-a no peito sobre um corte onde já havia sido operada,  provocando-lhe hematomas nos olhos e no rosto . E, ao marido, depois de o amarrarem por arames às grandes da cama, queimaram-lhes  as pontas dos dedos das mãos. Deixaram a humilde casa, como se tivesse sido varrida por um furacão, roubando várias peças em ouro, 1500 euros e diversos bens utilitários e outros de valor estimativo inquantificável


RELVA –  PEQUENA POVOAÇÃO COM MUITA MEMÓRIA QUE IMPORTA PRESERVAR  -PONTE ROMANA DE LONGROIVA OU DOS PISCOS 


Atualmente é mais uma pequena aldeia em vias de desertificação, com apenas "29 casados e oito pessoas viuvas", constituída por quatro quintas: Quinta da Relva de Cima; Quinta da Relva do Meio; Quinta da Relva da Portela e Quinta  da Relva do Capelo

É servida por duas pontes - Uma das quais "conhecida por ponte de Longróiva ou dos Piscos, mas  que deveria chamar-se Ponte Romana da Ribeira Centeeira, visto que o curso desta mesma ribeira, só passa a ter o nome de Piscos, quando deixa o magnifico vale da Quinta da Veiga e dos Areais e deixa de correr no sentido de Sul/Norte e se desvia para leste através das íngremes ladeiras dos Piscos.

Em todo o caso, passo a transcrever o que consta nos registos: “Encontrar-se-á no hipotético traçado de uma via romana entre S. João da Pesqueira passando por Penedono e Longroiva, eventual Langóbriga romana, em direcção a Marialva, a Civitas Aravorum. 

Por volta de 1971 foi desafectada do tráfego rodoviário sendo, quase paralelamente, construída uma nova travessia. Pensa-se que o tabuleiro da ponte terá sido alargado posteriormente, e que o assoreamento do ribeiro terá coberto o arranque dos arcos, alterando a imagem e configuração desta ponte, hoje em dia apenas para acesso pedonal.
Ponte de arco único que arranca de ambas as margens, que se afigura no alçado cortado pelo parapeito que lhe serve para ganhar maior largura, ultrapassando o seu extradorso a tangente do tabuleiro plano, com cerca de 20m de extensão.  Mais pormenores em


Sepulturas cavadas na Rocha -
  
Ainda nesta aldeia, no planalto da Sapata, numa zona igualmente de afloramentos graníticos, existe um núcleo de sepulturas cavadas na rocha, em lamentável estado de abandono, quase irreconhecíveis, da mesma tipologia da que existe na curva da Estada Areais- Chãs, próximo da Quinta dos Areais e da Quinta do Muro


Por Jorge Trabulo Marques - jornalista


 

5 comentários:

Anônimo disse...

Se possivel gostaria de saber o contato da Senhora Feliciana (Benta da Relva)

Peregrino da Luz disse...

Não disponho do seu contato pessoal

Rui disse...


Como se contacta com a Senhora? Aparece-se por lá?

Agostinho Marques disse...

Agostinho marques
como posso arranjar o contacto ou o endereço dessa senhora preciso mesmo muito obrigado

Agostinho Marques disse...

como posso saber o contacto ou endereço dessa senhora
preciso muito . obrigado