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terça-feira, 1 de julho de 2014

Ervanário e poeta José Salgueiro – 95 anos - O sábio do Alentejo profundo que conhece o mundo sem lá ir. “Tenho coisinhas que não reza a história” – O Aleixo vivo da quadra popular, o mais belo exemplo de longevidade e de sabedoria da vida e das plantas medicinais, que combatem o cancro, os diabetes e as mais diversas doenças

"O ser poeta não se aprende... É uma dádiva da natureza" - que herdou do seu pai

Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista




Fui músico e sapateiro,
Sou poeta e hortelão
Ervanário a tempo inteiro
E das damas campeão.


Este homem, de 95 anos de idade, é um dos mais belos exemplos de sensibilidade e de genuína sabedoria popular – E também de  lúcida e bem-conservada longevidade.  Um verdadeiro autodidata, que não tem mais do que a 4ª classe mas que, leu muito, aprendeu muito com a vida. 

Entrevistámo-lo no último dia da Feira do Livro, em Lisboa, já quase sobre a hora do encerramento, onde autografava Relatos de Uma VidaErvas, Usos e Saberes  - É das tais pessoas que dá gosto  ouvir. Que não cansa e de quem se aprende sempre  “coisinhas” importantes.  Fala com a espontaneidade  e a sinceridade dos iluminados,  sim, sabe do que fala. 


Combater a bronquite com a sabedoria do Mestre José Salgueiro



Nasceu em Fevereiro de 1919; conheceu um homem que combateu na guerra de Congonhana em Moçambique – Já lá vão 95 anos, desde que veio ao mundo - Devido à  sorte, aos cuidados que tem com alimentação  e a certos tratamentos que  faz. Da sua família ninguém chegou à sua idade. Contínua a escrever, a jogar damas  e a ir ao campo a colher as suas ervas. Trata a bronquite  com vaporizações de eucalipto  macho –Diz que “o ser poeta não se apreende. Herdei de meu pai. É dádiva da natureza “O que me levou a escrever muitas quadras como as do Aleixo, nada inferiores, foi eu andar de feira em feira a vender chãs em cima da  motorizada, parava e toca a escrever"


 “Conheço o Mundo sem lá ir” – diz.  Só começou a escrever poesia depois do 25 de Abril: "ou era como eu queria ou eu não fazia nada" – Até ali era  só para brinquedos mas não ligava . “A minha poesia é rica e é dura. Alguma gente, ao lê-la queima-se, não gosta dela. Porquê?... Fala das torturas aos negros. O homem branco caçava-os e vendia-os para América central. Exportava os negros como quem exportava sardinhas ou outra coisa qualquer” .

Não deixe de ouvir os vídeos que gravámos com ele . E de  ler os seus livros de poesia e acerca dos segredos e dos seus conhecimentos da ervanária – Baseados na sua longa experiência de vida e da sua profunda  crença na cura através das plantas.




Combater o cancro com os ensinamentos dos 95 anos do Mestre José Salgueiro


Ouça o que deve ou não comer para evitar o cancro  - Tratar bem os intestinos, o segredo da longevidade do Mestre José Salgueiro.  Que, todos os dias, de manhã, toma uma colher de sopa de linhaça moída e da mais escura. Evita o cancro e reforça dos intestinos. Polvilhar o comer de vez em quando com canela moída e comer diariamente brócolos cozidos a vapor, é outros dos conselhos do mestre José Salgueiro para combater a doença que mais mata em Portugal – Espinafres, brócolos, couve de Bruxelas, salsa e espinafre, estes os produtos que deverá comer para não engrossar as estatísticas do maior flagelo da humanidade






"Os meus órgãos foram sempre fracos ma eu trateio-os bem – Não há dia em  que não coma uma colher de linhaça"

No vídeo seguinte - Ouça os ensinamentos do Mestre José Salgueiro, como combater os diabetes, a gastrite e a gota

As bicas, o açúcar matam milhões – Diz o Mestre José Salgueiro . Para combater os diabetes, tem que se reduzir nos doces, comendo tremoço seco em jejum, beber chã de São Roberto e comer cinco dentes de alho por dia”– Lembra que o  diabético para viver bem tem de comer um bocadinho de abacaxi ou ananás todos os dias, ao almoço e ao jantar

Para combater a  gastrite, aconselha o  chá de camomila, de erva cidreira ou de tomilho e uma colher de sopa de linhaça todos os dias ao pequeno almoço – E, para gota, umas papas de farelos de trigo com cebola cortada miúda, dentro de um saco,  sobre a  barriga, diz que é remédio santo – “Passam-se semanas que não bebo uma gota água mas chás disto ou daquilo” – E assim já perfez os seus 95 anos, são como um pero.




Refere a sua biografia ( e da qual nos falou de alguns episódios) que “José Salgueiro nasceu em 1919 no Monte da Boavista próximo de Montemor-o-Novo. Começou a trabalhar desde cedo. Foi aguadeiro em feiras e romarias, vendeu sardinhas de monte em monte, trabalhou na ceifa e nas hortas, até que aos 14 anos aprendeu a profissão de sapateiro que só deixaria aos 50 anos para se dedicar a uma das suas paixões: as plantas medicinais. Durante a sua vida tem-se dedicado a inúmeras actividades e interesses. Jogou futebol, foi músico na Sociedade Pedrista onde tocou clarinete, saxofone e oboé; tem sido campeão de damas e é poeta popular. Foi com a mãe, quando a acompanhava no trabalho nos campos, que começou a aprender a reconhecer as plantas e as mezinhas que com elas se preparavam. Desde então, de forma autodidacta, tem-se dedicado ao seu estudo, colheita secagem e venda”.

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