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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Debate - António Costa e José Seguro – Atual Presidente dos Socialistas, foi mais claro e incisivo e chegou mesmo a destabilizar a aparente calma do comentador da quadratura do circulo, que jogou mais à defesa que ao ataque – Judite Sousa, um rosto credível do jornalismo português com marcas ainda de um grande sofrimento


Naturalmente que nenhum dos intervenientes, pode ainda deitar foguetes antes da festa, no entanto, pareceu-nos que este primeiro round não correu bem a Costa, mostrando um Seguro mais acutilante e determinado - Acusações pessoais nunca ficam bem mas, pelos vistos, encaixaram nos argumentos. 

- Em nosso entender falou, no entanto, mais a presença de Judite de Sousa – 

Indisfarçável naquele rosto de mãe e jornalista,   o sofrimento de quem, ainda  há dois meses, perde o seu amado filho, a razão da sua vida.  Mais comedida, menos combativa, sem contudo perder o fio à meada – Mesmo debilitada pela angústia, sem dúvida uma grande senhora, uma excelente profissional de televisão.  Oxalá a coragem, as forças e saúde, nunca lhe faltem - 
Sem filiação partidária, e não sendo nosso desejo transformar vida-e-tempos numa tribuna política, contudo, dada a importância do debate, aqui estamos a dar a nossa opinião.

  Quem esperava que, António Costa, com a sua experiência de comunicador nato e bonacheirão, de quem nunca perde a compostura e o  sorriso, mesmo que forçado, ia atrapalhar, António José Seguro, mais cerebral e emotivo, enganou-se. 

Muita retórica para não dizer nada. Esquecendo-se que não estava na quadratura do circulo, em que todos debitam palavra para, no fim de contas, saírem dali a  sorrir uns com os  outros, como velhos amigos., em que tudo acaba por encaixar sem feridas ou golpes de acinte.

Ora, é sabido, que, entre Costa e Seguro, se houve alguma vez laços de saudável camaradagem e amizade partidária, tal sentimento eclipsou-se:  aconteça o que acontecer, esta luta, fraticida pelo poder nos socialistas, abriu divisões ou brechas, insanáveis, que, obviamente, irão repercutir-se nas próximas eleições legislativas –A crispação esteve bem latente no olhar direto, cara a cara, com que se fuzilavam, ao longo de todo o debate.  E também não é de esperar que, quem vote no candidato derrotado, se obrigue, depois, a um golpe de rins para ir eleger o candidato que não era da sua confiança ou simpatia. Tal poderia acontecer se a disputa tivesse decorrido noutro contexto. Por mais argumentos que, Costa esgrima, acerca da oportunidade da sua candidatura, cremos que não logrará convencer o desapontamento provocado em certas hostes socialistas.

António Costa, falou, falou mas pouco ou quase nada adiantou do discurso que se lhe conhece. Seguro promete, que, se for governo, excetuando uns ajustes pontuais, não haverá aumento de carga de impostos, garantindo que, a ter que o fazer se demitiria, enquanto, Costa, optou por ser mais cauteloso – Mas, se por um lado essa cautela,  poderá ser sensata e prudente, em termos de futuro, não é esta a resposta que o auditório da TVI estava à espera  de ouvir do candidato a um futuro primeiro-ministro. Farto de apertar o cinto, o maior desejo, do vulgar cidadão, sobretudo de quem sente o peso desse aperto, é o de poder alimentar a esperança, pelo menos a curto prazo, em   sentir algum alívio, e não foi esse alívio que pode ouvir das palavras de Costa.

À parte as acusações ao passado, ou de outros mimos de "traições", em que ambos deram tiros nos pés –  pois é disso que a oposição mais gosta de ouvir, sim, mas não nos parece que   seja a opinião pública, já que, esta bem sabe o que lhe tem custado, além de que,  passado é passado, mas de ouvir falar  do presente e do futuro, do qual  só lhe restam dúvidas, angústias e incertezas, sim, digamos, que,  José Seguro esteve melhor: foi mais incisivo e convincente, chegando mesmo a destabilizar. em alguns momentos - a aparente calmia, o sorriso construído e habitual de António Costa - Tal, contudo, não signfica que, qualquer delas, possa deitar foguetes antes da festa.

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