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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Santo Tirso – “A Bruxa de Córdova” e os milagres do Monte de Nª Srª de Assunção - Num roteiro de jornalistas e escritores, em 1927, aqui recordado - Que visitaram o monte celebrizado num romance de Camilo Castelo Branco e no qual D. Maria Celeste Carneiro da Cunha, “recuperara miraculosamente a vista ” – Sete anos antes da construção da basílica


Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista e antigo aluno da Escola Agrícola

1927 - "Este facto provocou, em fins de Agosto do ano corrente, uma excursão de jornalistas do Pôrto e  Lisboa., a que se agregaram os homens de influência e de prestigio na vi!a, e ainda o ilustre escritor teatral, sr. dr. Alfredo  Cortez. Um caso prodigioso que ali ocorrera pouco antes" - Pormenores mais à frente.


É tradição muito antiga a construção de pequenas ermidas ou de majestosos santuários e basílicas nos pontos mais altos dos montes e voltados de nascente a poente, como que respondendo  a um profundo apelo, natural, instintivo, intrínseco, ao Divino, da  aproximação humana aos céus - Muitas dessas construções religiosas foram até edificadas nos mesmos  sítios das ruinas de monumentos pagãos. 

Creio que terá sido, em boa parte, uma das razões que levaram à edificação, em 1901 de uma pequena capela e, mais tarde, em 1937, da já famosa basílica  do Santuário de Nª Srª de Assunção, localizada no Monte Córdova, sobranceiro à cidade de Santo Tirso, donde se desfruta uma paisagem de rara beleza – De resto, o Monte Códova, é também o nome dado a São Salvador do Monte Córdova   Freguesia deste concelho, com 16,96 km² de área e 3 958 habitantes, uma terra antiquíssima - referem os estudos históricos e arqueológicos -, sendo inúmeros os vestígios de ruínas pré e proto-históricas. Entre as quais  o Castro do "Monte Padrão ou antigo Castro do Monte Córdova, constituído por vestígios de um povoado fortificado, situado a cerca de 7 km a sudeste de Santo Tirso, que teria sido fundado no século IX a.C. e ter-se-á mantido povoado até à Baixa Idade Média

Durante séculos, as condições morfológicas do terreno foram responsáveis pelo relativo isolamento das populações. A freguesia situa-se ao nível dos 410 – 420 metros de altitude em plena escarpa da Agrela da Assunção."

Porém, se as virtualidades e a magnificiência  da panorâmica que se estende desde o sopé ao cimo do Monte Córdova, terão contribuído para a fixação de antigos povos e da edificação dos seus templos megalíticos, bem como de pontos privilegiados de defesa e de abrigo, julgo que não menos verdade terá sido o facto -  no caso especifico da construção do Santuário de Nª Srª de Assunção, na colina deste monte - de se tratar de um verdadeiro polo  coletor ou recetáculo energético, dos tais lugares abençoados ou dos chamados pontos nodais ou sagrados que pontificam em vários pontos da nosso planeta como nódulos das grandes veias que se estendem pelo Globo, tais como as artérias  do corpo humano, no cruzamento  das quais convergem e se expandem as energias do Céu e da Terra, pontos de união cósmicos e telúricos essenciais ao  restabelecimento da harmonia e do equilibro da vida vegetal e animal – E da própria humanidade. 

Os nossos antepassados, que viviam em íntimo contato com a Natureza, facilmente se terão apercebido desses lugares especiais e ali se fixado e cultuados as suas divindades e os seus deuses – Sim, em pontos ou zonas percorridas por essa vibração subtil  de energias, tão benéficas para as suas vidas e retempero da sua então difícil e espinhosa sobrevivência.





Vídeo -Alinhamento Sagrado, com o Equinócio do Outono - Dois dias depois (embora já não surgindo ao centro da graciosa gruta) ainda era possível observar o alinhamento este-oeste, sinalizando o início da estação em que as trevas se repartem em igualdade com a luz.   

Creio no milagre vivificador do sol  - E nos milagres da Terra, graças à sua Luz  - sobretudo nalguns lugares. Não há outra fonte de luz mais esplendorosa, magnífica e  portentosa que a do Sol  -  -Foi por essa razão, que,  dois dias depois do Equinócio do Outono - embora já com o sol a desviar-se um pouco do centro da cripta deste templo - ali voltei apelando  como que num abraço solar ao Leão dos Céus  para que os seus raios nos livrem da peste e da guerra- Poderá parcer uma ingenuidade mas as "as coisas são, para cada um de nós, o que a palavra determina quando a nomeamos"

NO MONTE CÓRDOVA – "O MILAGRE" DA MENINA CEGA QUE PASSOU A VER

Estava-se ano de 1927 – Eis a razão de uma excursão de jornalistas do Porto e de Lisboa, acompanhados de vários escritores:   

- “Este facto provocou, em fins de Agosto do ano corrente, urna excursão de jornalistas do Pôrto e ele Lisboa., a que se agregaram os homens de influência e de prestigio na vi!a, e ainda o ilustre escritor teatral, sr. dr. Alfredo  Cortez. Um caso prodigioso que ali ocorrera pouco antes.
- Uma menina da localidade, D. Maria Celeste Carneiro da Cunha, que recuperara miraculosamente a vista , justificou uma subida ao Monte Córdova, celebrizado num romance de Camilo!" -

Este talvez tenha sido um dos muitos exemplos que acabaria por contribuir para edificação do atual Santuário de Nª Srª de Assunção.


A Cova da Iria em  Fátima ou a gruta de Massabielle, no Santuário de Lourdes, são conhecidos lugares de cura.


O que faz as chamadas curas milagrosas, em minha modesta opinião,  não serão propriamente as hipotéticas aparições mas as  águas e as vibrações energéticas desses lugares  Se não fosse o rio Nilo, talvez hoje não tivéssemos chegado à civilização que chegámos. -De referir que, em Santo Tirso, também existem águas termais, este apenas um dos exemplos Caldas da Saúde (Santo Tirso / Caldinhas) - Águas Termais 


Se  bem, que, em situações de transcendente espiritualidade, tais fenómenos se possam materializar e corporizar, pelo que me abstenho de entrar nessa polémica,  que resvala para o domínio das religiões mas sobretudo do caráter potenciador energético, vivificador e curativo, dir-se-ia sobrenatural desses lugares mágicos. 

Naturalmente que não basta acorrer a esses santuários - É imprescindível ir de coração aberto, como que em sereno e pacificador recolhimento, com o espírito propenso e recetível a atrair as energias benfazejas que ali se centralizam e expandem, entre a Terra e os Céus - Potenciar forças transcendentais capazes de irem à satisfação de um desejo - Se, a tudo isto, juntar a crença, melhor ainda - Costuma-se dizer que a fé move montanhas.

 
Aliás, não terá sido por mera casualidade que os monges beneditinos se instalaram em zonas das mais belas e férteis, em Portugal, como  foi, por exemplo, o Mosteiro de Santo Tirso -Implantado na margem esquerda do rio Ave, na zona baixa da cidade de Santo Tirso. Fundado por D. Unisco Godiniz e seu marido Abunazar Lovesendes, primeiro senhor da Maia e ancestral desta família, em 978, conforme documento publicado por D. António Caetano de Sousa. A atual igreja matriz, que o ladeia foi construída em 1659."

Outra fonte diz-nos que "Os beneditinos tiveram nas terras Entre Douro e Minho o maior núnero dos seus mosteiros, a que os primeiros reis de Portugal e os senhores do tempo fizeram importantes doações. Por isso naquela região a cultura do solo foi mais cuidada e a aglomeração dos habitantes mais densa. À volta dos mosteiros ou nos locais  onde existiram, ainda hoje o solo é mais feraz e os frutos mais mimosos. As maravilhosas frutas de Alcobaça e os seus magníficos vinhos são devidos aos trabalhos que durante séculos os monges fizeram nas suas escolas agrícolas ensinaram a fazer aos moradores" Hilderbrandus 1929 - Naturalmente que, não só fruto do seu labor e saber mas também  dos lugares que escolhiam
 

O LUGAR É DETERMINANTE 

 
Não é possível haver fenómenos de transcendente sublimidade, se o lugar não o propiciar. Mas também sem a indispensável predisposição mental. O que explica as chamadas curas milagrosas.Creio que este é o segredo de todos os milagres - dirigir a mente para o que mais se deseja e acreditar. Seja numa igreja ou  num penhasco  junto a uma pedra ao ar livre e a  céu aberto.

Há vários estudos sobre estas questões, e, pessoalmente, também tenho estudado estes fenómenos, nomeadamente nas descobertas que fiz dos alinhamentos  sagrados existentes no maciço dos tambores, na minha aldeia, em Chãs (concelho de Foz Côa), a que  dediquei especialmente este site)na sequência das inúmeras peregrinações que ali realizei, tanto de dia como de noite, quer nas estações invernosas e geladas ou nas mais serenas e estivais  - A minha aldeia conhece bem essas minhas aparentemente insólitas deambulações.


«Em toda a parte existe uma interação entre as pessoas e o lugar – e o lugar também tem as suas escolhas.» Tom Graves
O famoso escritor inglês vive na Austrália mas desloca – se com frequência aos chamados pontos nodais ou lugares Sagrados da Terra que, desde que desapareceram as antigas civilizações que os cultuavam, têm praticamente permanecido escondidos dos olhares profanos. Em Portugal, já visitou o Cromolech de Almendres no Alentejo e alguns menires da região de Sintra  - Em Outubro de 2008 visitou os Templos do Sol, em Chãs.
Tem-se notabilizado pela publicação de obras que procuram dar respostas e abrir novos caminhos para a investigação no campo da radiestesia aplicada à arqueologia, onde é tido como um dos mais cotados técnicos e pedagogos da atualidade

Defende que os lugares sagrados são centros para os quais muitas das linhas de água convergem umas com as outras e também com os centros padrões de linhas acima do solo, à semelhança do que acontece com as artérias do corpo humano - E, através dos estudos  de radiestesia que ali efetuou,   também conclui  que, nos alinhamentos existentes no maciço dos Tambores, convergem vários veios de água. Sim, não há templo sagrado pré-histórico que não tenha  uma fonte por perto ou seja atravessado por vários veios d água. 

 SANTUÁRIO DO MONTE CÓRDOVA - TAMBÉM CONHECIDO POR MONTE DE Nª SRª DE ASSUNÇÃO


Mandado edificar em 1934 pela Irmandade de Nº Srª de Assunção,   com base no projeto do arquitecto,  Korrodi - Trata-se de uma das maravilhas da arquitetura portuguesa, construído em  granito, num estilo neo-românico, tendo no seu interior a imagem de Nossa Senhora da Assunção, considerada uma das melhores esculturas sacras do final do séc. XIX, da autoria do escultor João da Fonseca Lapa. Todos os anos se realiza, junto do esplendoroso Santuário, uma romaria em honra da Santa, em 15 de Agosto
Só visitei uma vez este lugar,  num dos passeios que ali fiz nos meus tempos de estudante da Escola Agrícola – Já lá vão mais de 50 anos, contudo, tenho bem presente o fascínio que o local exerceu sobre o meu espírito, deslumbrante aos meus olhos e reconfortante de paz, harmonia e pleno de beleza.  Uma verdadeira maravilha, que nos deslumbra e nos restabelece de energia, de sentimentos de paz, amor e espiritualidade. Estou certo que idêntica impressão  têm todas as pessoas que ali vão em simples passeios ou em peregrinação religiosa.


   RELATO PORMENORIZADO DE UMA EXCURSÃO DE JORNALISTAS - Em 1927

Quis um feliz acaso, que, ao relançar um olhar pela banca de um alfarrabista, ali junto à Brasileira do Chiado, em Lisboa, onde, aos sábados, se realiza a Feira de Alfarrabistas e Colecionismo, deparasse com um interessante artigo sobre Santo Tirso, editado na extinta revista  Ilustração Moderna, mas de que moderna só tem o nome, pois  já lá vão 87 anos sobre a  data dessa publicação. Não resisti a comprar o referido exemplar, do qual tomo a liberdade de aqui o transcrever integralmente o citado artigo, bem como as duas fotografias publicadas na contra-capa e outras duas do interior.

“UMA EXCURSÃO DE JORNALISTAS” (1927)


Santo Tirso é uma das mais belas vilas minhotas e uma das terras também em que a iniciativa particular melhor tem vincado a eficiência da· sua acção. Limpa, arejada. garrida de árvores e flores, beijada por um rio poético, o Ave, com paisagens encantadoras e panoramas surpreendentes, outros atrativos  artificiais, preparados pela mão do homem, concorrem para que essa linda povoação constitua hoje um importante centro de atracção, ponto forçado de passagem para turistas que percorrem as mais Interessantes localidades de Entre-Douro-e-Minho. 

Este facto provocou, em fins de Agosto do ano corrente, uma excursão de jornalistas do Pôrto e ele Lisboa., a que se agregaram os homens de influência e de prestigio na vi!a, e ainda o ilustre escritor teatral, sr. dr. Alfredo  Cortez. Um caso prodigioso que ali ocorrera pouco antes. 

- Uma menina da localidade, D. Maria Celeste Carneiro da Cunha, que recuperara miraculosamente a vista , justificou uma subida ao Monte Córdova, celebrizado num romance de Camilo. Visitaram a capela da Senhora da Assunção, que empresta agora ao monte o seu nome, e que tirsenses devotados pretendem transformar num grande templo, que seja mais tarde incentivo de peregrinações e festividades religiosas . 

Admiraram os soberbos pontos de vista que do alto da montanha se disfrutam, saborearam, na sua encosta, a sombra reconfortante de grandes árvores, um esplêndido almoço, foram depois oficialmente recebidas na Câmara Municipal e visitaram, por fim, o balneário e hotel das Caldas da Saúde, uma estância termal magnífica, situada a pouca distância da vila.

Por tôda a parte foram admiravelmente acolhidos, prodigalizando-lhes gentilezas e atenções os senhores dr. Mário Carneiro Pacheco, presidente da Câmara; dr. João Santarém, presidente da Comissão de Turismo; dr. Lima Carneiro, director elo estabelecimento termal, um grupo de formosas damas tirsenses e outras pessoas de representação social. 

Foi um dia de recordações inesquecíveis para todos que fruíram as delícias dêsse passeio encantador.


"Legenda: EM SANTO TIRSO – Grupo de gentis senhoras que no Hotel das Caldas da Saúde organizaram a recepção aos jornalistas e escritores que ali foram de visita. Da esquerda para a direita: D. Angélica Vieira da Silva, D. Alice Pinto, D. Vitória Moreira da Silva, D. Maria José Santarém, D. isaura Viera da Silva, D. Maria Antonieta Santarém"

GRAÇAS A DEUS QUE MEUS OLHOS CONHECERAM  - NA MINHA JUVENTUDE – SANTO TIRSO E A SUA ESCOLA AGRÍCOLA 




Não sou natural de Santo Tirso, mas tenho uma particular empatia e carinho por esta terra,  como se aqui nascesse. Os quatro anos, de 68-1963, em que ali frequentei a Escola Agrícola Conde S. Bento,  situada na margem esquerda  do Rio Ave, na parte do antigo Mosteiro de S. Bento (hoje classificado Monumento Nacional, fundado no século X e reedificado no séc. XVII), dir-se-ia que me marcaram para sempre. 


Por isso, quando aqui me descoloco é o mesmo que ir em peregrinação a um lugar que me é muito amável e bendito.  Ainda recentemente ali me desloquei para participar no almoço-convívio do 5 de Outubro de antigos alunos, a que me referi em anterior post neste site . Tal como então escrevi, de facto, cada terra tem a sua singularidade, que a faz distinguir das demais. Porém, há características que marcam a diferença e que tornam essas terras ou lugares únicos, míticos, incomparáveis. É o caso da cidade de Santo Tirso. E o que a distingue, sobretudo, é o múltiplo verde da sua paisagem e a toalha líquida  de um rio chamado Ave, que lhe corre aos pés, de uma forma repousada.

 Caminhar ao longo das suas margens - e então agora com a suavidade do tempo outonal, é como que um privilégio, que vale a pena não desperdiçar. Essa faculdade  têm-na tido os alunos que frequentam a Escola  Profissional Agrícola de Santo Tirso.  Embora já não dispondo do regime interno de outros tempos, porém, o facto de ser frequentada, deixa indeléveis marcas para toda a vida. Sim, é dos tais lugares, que não mais esquece e leva a revisitação. E é o que têm feito os antigos alunos desta Escola, pelo menos uma vez por ano, em demanda de memórias que se mantêm vivas, que não esquecem,  contemplando a beleza,  sentindo o espírito do lugar, convivendo e confraternizando com quem  teve as mesmas experiências e pode assim partilhar das mesmas emoções.

PORMENORES SOBRE DUAS CITAÇÕES NESTE TEXTO: DO DRAMATURGO ALFREDO CORTÊS E DO LIVRO A BRUXA DE CÓRDOVA

Servindo-nos da informação disponibilizada na Web, aproveito para recordar que, - Alfredo Cortês - 1880-1946, prestigiado dramaturgo, estreou-se nas lides teatrais em 1921 com a peça Zilda, representada no Teatro Nacional por Amélia Rey Colaço. Entre aquele ano e o de 1944, situa-se a sua mais significativa produção literária, incluindo onze títulos publicados que foram, também, outros tantos sucessos de crítica e bilheteira, quando não de censura e escândalo (o que aconteceu a O Lodo em 1923 e 1958).

A Bruxa do Monte Córdova conta-nos a história de Angélica, uma rapariga que, sendo “a mais formosa da sua aldeia”, a quem todos cortejam, envolve-se numa relação proibida. Com a morte do amante acaba por enfrentar sozinha o estigma da exclusão social e da intriga.


Publicada em 1867, esta novela Camiliana tem como pano de fundo a guerra civil que ocorreu entre 1831 e 1834, e opôs os defensores de D. Pedro I e da sua filha D. Maria II, liberais e constitucionalistas, aos defensores de D. Miguel I, os absolutistas e tradicionalistas. Mas a acção principal em si relata-nos uma história de amor trágico que define bem a época conturbada em que se vivia, falando principalmente da falta de carácter dos representantes da igreja, enquanto instituição, que incentivavam o fanatismo e o histerismo religiosos e davam azo a intrigas e convulsões sociais.


É uma obra que utiliza o mesmo arco estrutural e os mesmo elementos narrativos que Camilo utilizou na sua novela “A Doida do Candal”, apesar desta obra estar mais bem estruturada e de ter uma temática mais interessante. Contudo “A Bruxa do Monte Córdova” não foi o grande sucesso comercial que o autor espera que fosse, atribuindo ele depois a culpa ao facto de ter “excesso de filosofia” e de usar uma escrita mais rebuscada".A Bruxa do Monte Córdova


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