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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Santo Tirso e a Escola Agrícola – Antigos alunos rendidos à mística dum rio e duma cidade - No tradicional almoço-convívio do 5 de Outubro, numa bela manhã e tarde de domingo de Outono - -



Panorâmica da centenária Escola Agricola  Conde S. Bento - situada na margem esquerda do Rio Ave . Nas quintas e edificios de antigo Mosteiro Beneditino








Vieram dos mais diversos pontos do país para o tradicional almoço convívio do 5 de Outubro, que teve lugar junto a um  antigo chafriz e sob as arcadas dos claustros do extinto Mosteiro de S. Bento, situado na margem esquerda do Rio Ave.

Como antigo aluno, pude participar da alegria desses momentos. E é justamente esse o testemunho que aqui  tenho o prazer de apresentar, especialmente através das  imagens que editei em vídeoNão apenas do almoço-convívio mas também da Escola e da Cidade - Numa espécie de romagem de saudade que não podia deixar de efetuar.



(Neste vídeo, editado no Youtube, há imagens de todos os antigos alunos que estiveram no convívio, além de algumas da Escola Agrícola e de Santo Tirso - Não de ver e de ouvir belos trechos de música clássica )



De facto, cada terra tem a sua singularidade, que a faz distinguir das demais. Porém, há características que marcam a diferença e que tornam essas terras ou lugares únicos, míticos, incomparáveis. É o caso da cidade de Santo Tirso. E o que a distingue, sobretudo, é o múltiplo verde da sua paisagem e a toalha líquida  de um rio chamado Ave, que lhe corre aos pés, de uma forma repousada – salvo nas enxurradas ou quando as suas águas se despenham em cascata do açude que torna o seu leito num extenso espelho. 

Caminhar ao longo das suas margens - e então agora com a suavidade do tempo outonal, é como que um privilégio, que vale a pena não desperdiçar. Essa faculdade  têm-na tido os alunos que frequentam a Escola  Profissional Agrícola de Santo Tirso.  Embora já não dispondo do regime interno de outros tempos, porém, o facto de ser frequentada, deixa indeléveis marcas para toda a vida. Sim, é dos tais lugares, que não mais esquece e leva a revisitação. E é o que têm feito os antigos alunos desta Escola, pelo menos uma vez por ano, em demanda de memórias que se mantêm vivas, que não esquecem,  contemplando a beleza,  sentindo o espírito do lugar, convivendo e confraternizando com quem  teve as mesmas experiências e pode assim partilhar das mesmas emoções.




No vídeo  - Antigos alunos da Escola Agrícola de Santo Tirso, junto a um velho chafariz, no tradicional almoço-convívio do 5 de Outubro, recordam os tempos de estudantes nesta centenária instituição de ensino profissional - Coelho (o Espanhol) e a sua esposa, casados há 50 anos,– Fala da amizade que nunca mais se apaga para o resto da vida e da convivência que nunca mais se esquece -  Luís Costa (o Corneta), recorda uma disciplina um bocadinho autoritária mas que acabaria por ser uma experiência de vida, igualmente marcante, criando o sentido das responsabilidade e de autonomia “para não ser o filho do papá e da mamã. Óscar Amorim, entrou na Escola Agrícola, depois de uma experiência no seminário, mas seria aqui que conheceria outro tipo de amizade e de camaradagem, que não teve como seminarista e que também o marcaria para sempre – Por Jorge Trabulo Marques, jornalista e antigo aluno, que então era conhecido pela Natércia, já que, todos os alunos, depois do batismo da praxe, passavam a ser tratados pelo nome dado pelos veteranos


ESCOLA AGRÍCOLA – MÍSTICA NÃO SE CONFINA SÓ A  MEMÓRIAS – Este ano preencheu todas as vagas – Tem 365 alunos  e  uma grande percentagem dos que concluem os cursos encontram emprego - Pois tem tido índices "superiores ao normal" de empregabilidade (30%) e continuidade para o ensino superior (50%).



Ampliou e modernizou as instalações, na Quinta de Fora (na antiga eira) destinadas aos cursos de Hotelaria e turismo e pavimentou o campo de basquete, situado no largo fronteiro aos claustros


“A Escola Profissional Agrícola Conde de São Bento, parte do antigo Mosteiro de S. Bento (hoje classificado Monumento Nacional, fundado no século X e reedificado no séc. XVII), comemorou o ano passado o seu 1º centenário. Segundo nos declarou o seu Diretor, Sr. Eng. Carlos Furtuosa, as vagas para os vários cursos, encontram-se completamente preenchidas "

Esta Escola ministra cursos  de Educação e Formação, Cursos Profissionais Técnicos e Cursos de Especialização Tecnológica.

Numa altura em que o desemprego continua a bater a milhares de lares, a não dar resposta a muitos jovens que conluiem os seus estudos e procuram o primeiro emprego, é encorajante saber que, a Escola Profissional Agrícola do Conde de S. Bento, a par da singularidade que lhe  advém de um século de existência, parece encontrar resposta para os alunos que ali terminam os seus cursos – Quem o diz é o o Diretor, Engº. Carlos Furtuosa, afirmando que a instituição tem índices "superiores ao normal" de empregabilidade (30%) e continuidade para o ensino superior (50%).


SANTO TIRSO JÁ NÃO TEM FÁBRICAS MAS CONTINUA A TER OS FAMOSOS JESUITAS. 

A cidade de Santo Tirso é tida como o berço da industrialização do têxtil em Portugal – Já não é porque a maioria das  fábricas encerraram, devido à famigerada globalização, cujas empresas se  transferiram para a China e  Índia, nos países superpovoados  onde a mão de obra equivale a uma malga de arroz – No entanto, continua a ser a capital do vinho verde e dos famosos Jesuítas,  produzidos na pastelaria Moura.

 Claro que, Santo Tirso, é muito mais de que a pastelaria e do vinho verde – Dizem os historiadores que “esta localidade junto ao Rio Ave desenvolveu-se à volta do Mosteiro de São Bento fundado no séc. X, que era também era conhecido como Santo Tirso de Riba de Ave. É em honra de São Bento que se realiza a maior Romaria do concelho em Julho. Próximo situam-se as Termas de Caldas da Saúde, que além de todo o equipamento necessário para as curas termais, possui também uma curiosa exposição dos instrumentos utilizados nos tratamentos no início do séc. XX. Nas redondezas, destaque para a Igreja românica de Roriz (cuja origem poderá datar do séc. VIII) e para a Citânia de Sanfins de Ferreira provavelmente habitada desde o séc. VI a.C. “



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