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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Vale do Côa – Sábado Aleluia! - Descida “Ao Inferno” – da Canada dos Tesouros” -– Passeio ao reino maravilhoso dos anónimos artistas do Paleolítico. - Promovido pela Foz Côa Friends Associação para contemplar lugar de outro mundo e os enigmas de uma arte de milénios – Conviver. refletir e saber quem teve razão: - se foram os defensores da barragem ou do Património da Humanidade





Sábado Aleluia ou Sábado Negro, Véspera da Páscoa, tempo em que a igreja católica celebra a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, depois da sua descida ao Inferno e ao Reino dos Mortos,  é também o dia escolhido pela dinâmica associação Foz Côa Friends para realizar o passeio anual dos seus associados e amigos, a partir de uma concentração no adro da igreja matriz,  às 9 horas da manhã, desta vez através de  um roteiro de paisagens e a um ,local a que chama de “DESCIDA AO INFERNO” , que, no fim de contas, mais não é que um passeio pedestre à famosa

Canada do Inferno, também conhecida pela Canada dos Tesouros Paleolíticos, justamente numa das margens onde estava a ser construída uma barragem, que, por força de um mediático movimento  científico, cívico e estudantil, acabaria por ser suspensa para salvaguarda de centenas de gravuras e pinturas rupestres, que a dita albufeira, e ao longo de 17 km, iria submergir, legado cultural esse que a UNESCO, viria a classificar como Património da Humanidade.

AS GRAVURAS NÃO SABEM NADAR” –QUEM JÁ SE ESQUECEU?

 
Oportunidade para voltar a um dos campos de luta e, porque não, de reflexão e meditação – Valeu a pena ou não a defesa do Vale Sagrado, sem o enorme pântano a provocar nevoeiros e grandes alterações climáticas locais ou era preferível este? – Nada melhor que fazer a reflexão num dos primeiros campos de batalha.

Sim, a bem dizer, as centenas de figuras  zoomórficas e antropomórficas, tão magnífica e caprichosamente gravadas nas placas do  xisto, com o recurso a pedras lascadas,  ou mais a  montante, as pinturas, quase com as mesmas cenas pictóricas, na rocha granítica, com pigmentos cujos segredos só os homens primitivos sabiam fazer, sim, não podiam nem deviam  ficar submersas. "Não sabiam nada e não podiam ficar no fundo de um rio. Assim o entenderam os estudantes da Escola Secundária Adão Carrapatoso, de Vila Nova de Foz Côa, expressão que viria a tornar-se no mais emblemático slogan dos protestos em defesa de tão valioso património,   mal fora lançado o  alerta da imperiosa necessidade  da salvaguarda dessa longínqua herança.

Já lá vão duas décadas. Muita água já correu, tanto debaixo da ponte do Côa, a escassos metros da foz, como   acima da pequena represa do regolfo da albufeira, construída para permitir as obras e desviar o caudal do rio – Valeu a pena o esforço, a luta em prol desse importante património ou teriam razão os defensores da Barragem, que se contentavam como replicas num museu? – Muita coisa também se passou: construiu-se um museu, criou-se uma fundação para o gerir, bem como os trabalhos do PARVC. As  visitas aos sítios  perderam algum entusiasmo e até a sua vigilância.  Muita coisa mudou na mente das pessoas que estiveram envolvidas na acalorada polémica  Barragem-gravuras – E, como a memória humana é curta, bom era que um tal passeio servisse também para  alguma reflexão. Relembrar esses tempos heroicos dos que se esforçaram, abnegadamente, sem nada esperarem.


"A ARTE DO CÔA AINDA É MAIS ANTIGA DO QUE SE PENSAVA"

Foi deste modo que intitulávamos uma das nossas muitas reportagens no jornal ÊCOA, acerca das escavações nas faldas do Monte do Fariseu, num jornal, que, desde a primeira hora se bateu pela   salvaguarda  das gravuras do Côa - Muitas horas e muito esforço, dedicamos nas suas páginas, de forma voluntariosa e desinteressada. 

Dizíamos nós:  “Os enigmas do Vale do Côa são um manancial inesgotável. Na verdade, quando tudo levava a crer que Foz Côa era já um caso esquecido, eis que, das entranhas da terra, em subsolo paleolítico, surge a maior das surpresas e .talvez . mesmo a maior das maravilhas - uma rocha incrustada com dezenas de belíssimas gravuras, em perfeito estado de conservação, desde cavalos com duas cabeças, auroques, cabras, veados, entre outras figurinhas sobrepostas de animais que deslumbraram os especialistas e que, a partir tinha( e terá, com certeza) tantos mistérios por revelar! 

Como é já do domínio público, a descida do nível da albufeira ao Pocinho, devido a obras com a construção da nova ponte internacional, na foz do Águeda, em Barca O' Alva, permitiu a uma equipa de arqueólogos, dirigida por Martinho Baptista e por Thiery Aubry, trazer à luz do dia uma das mais espantosas descobertas até agora .feitas no domínio da arte rupestre no nosso país, e porventura em todo o mundo. Isto porque, pela primeira vez foram encontradas, em sedimentos de mais de duas dezenas de milhares de anos, não apenas gravuras subterradas, mas também as famosas plaquetas de arte móvel e uma série de utensílios líticos que o homem usou. para imprimir os desenhos dos seus ídolos ou perpetuar os símbolos e figuras dos seus cultos, entre outros vestígios, em seixo e em quartzite, que testemunham, além da sua arte, inclusivamente o próprio habitat."

Referíamos: Enquanto, até agora, os arqueólogos tinham que cingir os seus estudos apenas ao chamado método estilístico, comparando as gravuras ao ar livre com as pinturas descobertas nas grutas, onde a pigmentação permitia o recurso a uma rigorosa datação científica, ora bem, havendo subsolo da época, é perfeitamente possível calcular geologicamente a sua idade – através da estratigrafia .Esta é uma das possibilidades. Outra, é a análise química desses mesmos estratos. Mas, pelo que ali apurei, este processo talvez não seja dos melhores devido à acidez do terreno, que terá praticamente eliminado toda a matéria orgânica. Antes, sim, curiosamente, a investigação  sobre os pedacitos  de materiais líticos encontrados nas escavações, alguns deles submetidos a altas temperaturas na época (locais com lareiras), que, pelo método de termoluminescência, podem ser datados. Daí que, perante esta mão cheia de informações, o Director do Centro Nacional de Arte Rupestre, Martinho Baptista, uma das autoridades mais cotadas em estilística  neste domínio, não caiba de contente ao admitir que a idade das gravuras do Côa, pode ser muito mais antiga do que inicialmente se pensava. Pois considera que grande parte destes achados se situe em patamares bastante mais recuados da civilização paleolítica. No denominado período Grafetense ou Solutrense, que se estende aos 25000 a 20000  a.C  (…)

 Noutro passo - "UM ENTERRO SEM LUTO MAS COM ALGUNS SORRISOS

"O local onde toram feitas as mais recentes descobertas rupestres, situa-se ao fundo da encosta do Fariseu, 11ª margem esquerda do Côa, talvez num dos pontos mais belos e silenciosos do rio. Do outro lado de lá, e a quase meia encosta da íngreme ladeira, que ali se ergue, como urna muralha natural, está a casa, em ruína da velha Quinta do Bravio; já desabitada e com o terreno por cultivar: Por isso, o que agora ali existe, além da imagem inóspita e dura de outros, tempos, é o abandono. Mas, talvez, nem por isso; penso que o que agora mais sobressai é uma grande quietude:- um rio calmo, porque a albufeira, que entra por ele acima, faz com que as suas águas nos pareçam iradas; depois, aquelas duas ladeiras, que quase se tocam se unem em canhão, o que nelas verdadeiramente se descobre é urna imensa paz, um enorme silêncio. 

Assim, não me custa pois a crer que, há milénios: os seus acampamentos e se agasalhavam de peles de animais  e se alimentavam de frutos silvestres, da caça e da pesca, elegessem este sítio como dos mais prediletos  das migrações do litoral para o interior 

 De facto, a prova está à vista; tão encantados terão ficado com o lugar que, além de nele se acantonarem, por lá invocaram os seus deuses e, uma das formas escolhidas, terá sido justamente através das suas magníficas criações artísticas. Algumas das quais agora desencantadas da profundidade dos aluviões depositados ao longo das eras. Graças, uma vez mais, a um fortuito mas feliz acaso, que permitiu, que uns homens do nosso tempo -talvez com olhos e sentidos tão apurados como os das águias do rio quando se atiram em voo certeiro sobre as suas presas:- , ali corressem, logo que as águas deixaram a descoberto, alguns xistros das suas margens, e esgravatassem, cautelosa mas porfiadamente, lama ,e aterros em busca do tesouro perdido. Sim, ao que parece, apenas orientados por aquele dom que cultivam os magos ou mercê de refinada perceção extrassensorial que uma longa experiência ajuda a adquirir e cimentar. E que, afinal, tão útil se revela, especialmente, quando se não olha a sacrifícios e se trabalha com entusiasmo e amor. 

Foi realmente o que fizeram as equipas técnicas do PAVC durante os quinze dias que ali andaram - arqueólogos, arqueólogas e auxiliares. Não olhando às inclemências do tempo, dia e noite, ao frio, aos nevoeiros, à chuva, enfim, ante as condições mais  adversas da estação. 
 Valeu a pena, pelos vistos. Pois, a euforia  e o prazer da descoberta, terão sido o bastante para esquecer longas horas de dedicação.

 O que, talvez, mais lhes tenha custado terá sido o facto daquela sua maravilha, posta que fora à luz ao dia, ter de  voltar ao fundo da terra. Como se de repente, uma magnífica revelação, se transformasse em trevas, ou, pior, numa sepultura coberta por um pesado entulho e um silêncio de pedra. Mas, até um dia. Pois, frise-se, contrariamente aos enterros habituais, ali tudo se passou sem luto, sem dor é sem lágrimas; antes' sim, segundo me pareceu, com um misto de algum júbilo ou contida alegria de um dever cumprido. Já que todas as esperanças apontam para que,  aquele  tesouro que ora ali jaz oculto, não tarde a que se resgate e volte a ser admirado como talvez o mais belo vitral de um museu vivo. 

OUTRO DOS NOSSOS ARTIGOS - Arqueólogos Europeus Maravilhados com as Gravuras do Côa

Uma delegação da Rede Europeia de Arqueologia, composta por arqueólogos de Portugal, Espanha, França, Itália e Irlanda, deslocou-se no passado dia 10, à Canada do Inferno, para uma visita  guiada ao núcleo de gravuras rupestres, ali existentes, e que é apontado como pertencentes ao Paleolítico Superior, ou seja,  a um passado que remonta a cerca de trinta mil anos.
 A referida delegação, na qual se incluem, além de arqueólogos, outros estudiosos e investigadores, mas cuja causa comum é o amor ao património natural e cultural, deslocou-se expressamente, ao nosso concelho, no final dê um congresso que decorreu em Lisboa e noutros pontos do país, para "in loco" se inteirarem da beleza e da importância da arte rupestre do Côa, assunto que, como é do conhecimento geral, na sequência da polémica que se gerou com o nome de Foz Côa, a ser "badalado" por  tudo quanto é grande informação nacional e estrangeira,  tem suscitado uma atenção muito especial por ·parte da comunidade científica internacional. 

A visita, que se seguiu depôs de uma receção oferecida pela Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa, para um primeiro contacto com uma das nossas maiores riquezas - o vinho - ,  ou não fosse este produto o mais genuíno cartão de visita e aquela Adega a grande sala do Douro para as receber -'teve lugar quase no fim da manhã, tendo tido como cicerones os próprios arqueólogos, que, no Vale do Côa, têm vindo a fazer o estudo da área e entre os quais se contava o Prof. João Zilhão, recentemente nomeado Diretor do futuro Parque Arqueológico. 
Nós, que pudemos ter o prazer de sermos incluídos naquela· agradável visita, já que o sol fazia jus a um Domingo divinal, podemos, d~ facto, constatar, quer os desabafos, pedidos de explicação ou quer ainda pelas perguntas que· nós próprios fizemos: quanto não era o pasmo pela beleza "que lhes era revelada naquela variedade de figuras zoomórficas: umas finíssimas (as chamadas filiformes), quase impercetíveis nos seus traços, como querendo ocultar algum acto mágico; outras, porém, muito mais visíveis, com um traço ou picotado bem rasgado ou entrado no xisto, de todo expostas ao brilho da água do rio, à luminosa incidência do astro-rei e possivelmente 'ao misterioso encanto dos deuses. - culpados, afinal, por as terem conservado à perenidade dos tempos, desde o longínquo passado, até aos nossos dias, poupando-as, assim, não somente da ação degastadora dos elementos, destruição de algum fenómeno natural ou mesmo da mão do homem, nas suas deambulações ou activldades por aquelas canadas e montes, mas, sobretudo, salvando-as do pior que lhes poderia acontecer: a profanação de serem removidas dos seus Templos Naturais ou afundadas nos abismos e lodos das águas, triste fim para aquelas pedras que  que, embora vizinhas dos rios e de outros leitos, mais se afiguram herdeiras dos grandes espaços e da luz. 

 Na verdade, quando jipe em que seguíamos se preparava para parar, depois de termos  ali andando aos  zig zag  por entre aquelas vertentes escalvadas, que é no fundo o cenário vertiginoso e desolador que se depara quando se deixa a estrada alcatroada e se entra nos acessos da barragem, e, abrandando a sua marcha, se anunciava o percurso de um pequeno carreiro -  este sim, por entre uma paisagem selvagem e não descaracterizada - que nos" levaria ao lugar sagrado, com efeito, ante tanta ansiedade, houve quem, na viatura que, nos transportava, desse sinais de alguma descrença - ou antes, mostras de um misto de ceticismo e impaciência, pelo facto de começarem a surgir  dúvidas quanto à qualidade estética  do que ia ver, denotando preocupação por ainda  não estar bem segura  (pois era uma senhora, vinda de Lisboa)  se as  gravuras poderiam ter a mesma visibilidade e  realce como a televisão as mostrava Ela sabias que, as câmaras, mercê dos seus prodígios técnicos, tanto podem ofuscar uma realidade como a fantasiar ou fazer dela seja o que for, para melhor ou pior. Daí, imagine-se a sua incredulidade, antes de, com os seus próprios olhos,  (pois eles nunca lhe poderiam mentir) desvendar o enigma, quem no fim de contas, o deslumbramento lhe suscitara, porventura desde o instante em que o milagre da televisão lhas revelou, em sua casa.

 Seguimo-la, atentamente, esperando ver, em cada pedra, as suas reacções, e, na verdade, o que lemos no seu rosto, nos seus olhos, nas expressões com que se detinha a observar   os mais minuciosos traços, foi a da emoção bem evidenciada  de alguém que não oculta  o seu espanto ante o maravilhoso.

“Meu Deus! Que loucura se a barragem  alguma vez for construída Que o diabo os leve para o Inferno, e não para uma canada destas” - outro desabafo que ouvimos de um português, que não se cansava de disparar fotografia atrás de fotografia ,no que era praticamente imitado por todos quantos all se deslocavam pela' primeira vez, e com que máquinas! Pois, pelos vistos," ninguém queria perder tão excelente oportunidade -, e para mais com um sol tão fulguroso – de juntar às suas agradáveis impressões , o testemunho, para a  posteridade, das belas imagens que lhe eram dadas admirar. - Excerto

RELEMBRANDO ALGUNS ECOS DA IMPRENSA

 "AS GRAVURAS NÃO SABEM NADAR"

“E, de súbito, Vila Nova de Foz  Côa salou para as primeiras páginas dos jornais e para as manchetes" de rádios e televisões. Não é todos 0s dias que um prestigiado jornal internacional, como  é “The Taimes"', de Londres, dedica o seu editorial ao nosso país. Pois as gravuras e, sobretudo, a atitude dos poderes  perante elas, conseguiram-no. 

Em Vila Nova de Foz Côa desenrola-se um dilema que é típico  da nossa civilização: preservar a memória do nosso peregrinar comum ou construir novos futuros sobre as ruínas  do passado? É evidente que a disjuntiva só faz sentido, no caso em apreço, porque uma solução lesa gravemente a outra e porque, quando foi dada pública notícia  do achado das gravuras rupestres, já uma barragem se erguia a todo o vapor, a jusante. 

As gravuras rupestres de Vila Nova  de Foi Côa são assunto  da actualidade. Aconteça  o que lhes acontecer  - e não é ainda certo o destino que vão conhecer no futuro e-, passarão a ter certamente estudadas pelos alunos  de História e pelos que se interessam pelo conhecimento do nosso passado. Mas, neste momento, os manuais escolares  não lhes raiem referência, evidentemente. É aos meios de comunicação social que podemos recorrer, para colmatar, pelo menos provisoriamente,  essa lacuna que a descoberta veio abrir. Foi por isso que achamos útil colocar, desde já, ao dispor de alunos, professores e outros interessados e estudiosos do nosso património um dossier" que reúne alguns materiais editados  pelo PÚBLICO e por outros órgãos de imprensa, desde que a "boa nova" de Foi Côa eclodiu. 

Os destinatários primeiros destes materiais são, obviamente, as escolas, 0s alunos e os professores. Dadas, porém, as implicações deste caso, é natural que 0s mesmos artigos venham a interessar a oulr08 interlocutores. 

Diário de Notícias – 19 de Julho de 1997  -Por Francisco Magas . - Côa o último olhar no Sabor 

Há duzentos séculos, alguém gravou os primeiros símbolos no Côa. Essa enigmática arte sem nome, que fixou animais no xisto, chegou até aos nossos dias . E pode ser vista , dispersa ma surpreendente paisagem. Se pretender visitar o “vale sagtrado” nas férias, reserva a ida junto do Parque Arqueológico. É como no cinema. Esgota. 

 É uma viagem ao reino maravilhoso dos anónimos artistas do Paleolítico. No dorso escuro do xisto, legaram aos vindouros pacientes obras de arte, até há pouco tempo desconhecidas. Em Foz Côa. a arqueologia despediu-se de velhas teorias: também a céu aberto, os homens da pré-história deixaram símbolos. 

Não foi fácil, todos sabemos, preservar o vale do Rio Côa, Altos interesses económicos colidiam com os frágeis, mas elegantes, traços - alguns quase impercetíveis - das gravuras rupestres. Esgrimiram-se argumentos extremos. De um lado, falava-se em milhões de contos de prejuízo caso a barragem não avançasse; da outra parte, alertava-se para irreversível perda de um património da humanidade. 

Venceu a cultura, coisa inusitada num país como o nosso. Mas para a tomada da decisão, muito contribuiu o empenhamento da opinião pública, com uma inesperada participação dos jovens, e a forte campanha nos media. 

 Feito o breve balanço de uma longa polémica, pode o leitor anotar na agenda os dias em que pretende descer ao «vale sagrado». Em primeiro lugar, faça uma marcação de reserva. No vale - defendem os responsáveis do Parque Arqueológico (PAC) - as preocupações de preservação restringem o número de visitantes.  É como vai ao cinema, sustenta o arqueólogo João Zilhão,  “a lotação pode esgotar2 – Excerto

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