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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Terrorismo da ETA e o acidente de Camarate – Nas confissões de um etarra killer, a monte nas Canárias, em Fev. de 82, que confessou ter assassinado cinco homens e uma mulher, falou de um “golpezinho” em PortugaL, aludindo a " um Presidente da Defesa Nacional"

Excerto de uma longa entrevista  de cerca de meia hora passada de cassete para vídeo - Membro da ETA - Confessa ter assassinado cinco homens e uma mulher - Não ao Terror e à Guerra. Sim à Paz, à Justiça social e à Liberdade,  Impressionantes afirmações  de um jovem terrorista da ETA, entrevistado em 1982, nas canárias.


Te digo que brevemente entraremos em Portugal… Já nos hão notificado disso..…”  “Não sei quem vamos matar: se é o Presidente de Portugal, no-lo sei!... O que nos dizem é que já temos as fotografias!…  Pois não há nada impossível para a ETA!...” Vamos ter que fazer “um golpezito e parece   que é ao  Presidente da Defesa Nacional – Possivelmente devia querer referir-se  ao Ministro da Defesa Nacional, Adelino Amaro da Costa, que, uns 14 meses atrás,  no trágico acidente de Camarate, havia morrido com Francisco Sá Carneiro e outros elementos da comitiva. Como andava fugido, certamente que  informação,  que lhe fora comunicada, já havia de ter algum atraso

 Confissões de um jovem membro da ETA em Las Palmas, em Fevereiro de 1982 - que me disse (com a maior descontracção e frieza) ter assassinado cinco homens e uma mulher. Confessando que "o terrorismo é pago por altas esferas, altos industriais” (…) Mas eu não te sei dizer quem nos paga ou quem nos dá dinheiro"  

 O vídeo tem alguns ruídos do ambiente em que a cassete foi gravada, devido ao tempo decorrido,  mesmo assim não deixa de ser um testemunho impressionante e revelador do género de  ações de uma organização terrorista, denominada,  "Euskadi Ta Askatasuna, ETA que deixou atrás de si um rasto mais de oito centenas de mortos em quatro décadas de luta armada pela independência daquilo a que chama o Grande País Basco. Várias vezes a organização terrorista decretou tréguas mas sem nunca se chegar à paz. A última declaração de trégua surgiu no dia 5 de Setembro de 2010, quatro anos após o último cessar-fogo, que aproveitou para se rearmar. ETA, a organização terrorista pelo separatismo basco .

 A ETA NO ATENTADO DE CAMARATE? 

 - Um braço armado da ETA poderá ter estado por detrás do atentado a Sá Carneiro e Amaro da Costa – Os autoproclamados operacionais do presumível atentado, alegam que se ficou a dever a impedimentos de tráfico de armas. 
As causas poderão não ser apenas essas, mas também outras bem mais plausíveis, como explicaremos adiante e que poderão ter contado com apoio – indireto ou explicito – de gente com altas responsabilidades e ambições de ordem política nacional, a que já aludi noutra postagem deste site – E, portanto, o acidente de Camarate, a ser realmente atentado, como parece ter sido, não terá  obedecido apenas  a interesses estrangeiros mas também a uma certa sacanagem lusa engravatada.

Num destes dias, ao  escutar de novo a gravação da entrevista, que me fora dada, em Las Palmas,  por um membro da organização terrorista ETA - cidade onde me encontrava de passagem de uma aventura em jipe de Paris a Dakar - , constato, agora, ao ouvi-la na íntegra, sim, ouvindo-a agora com redobrada atenção,  devido ao ruído ambiente em que fora registada (e também pelos anos que já passaram), sim, apercebo-me que as suas afirmações parecem corresponder ao que alega, Fernando Farinha Simões, em .dado passo., http://aquitailandia.blogspot.pt/…/confissao-do-chacal-aten… que em Espanha arranjaria alguém da ETA para vir cá fazer o atentado, se tal fosse necessário – - De toda a exposição feita pelo autoconfessado criminoso, é aquela que me parece ter foros de maior veracidade. Pois é justamente o que parece bater certo com as afirmações do jovem etarra 

A entrevista foi concedida  em Fevereiro de 1982, o atentado em 4 de Dezembro de 198o, ou seja 14 meses antes – Pois, mas o dito terrorista, naquela altura andava monte, e, certamente, que ao referir o nome de um “Presidente da Defesa”, já o yetria ouvido algum tempo antes – Porventura antes do Caso Camarate 

 COMEÇANDO PELAS CONFISSÕES DE UM DOS AUTOPROCLAMADOS TERRORISTAS PORTUGUESES DO ATENTADO “CAMARATE”

(…)Tenho depois uma segunda reunião no Hotel Altis com Frank Sturgies e Philip Snell, onde Frank Sturgies me encarrega de preparar e arranjar alguns operacionais para uma possível operação dentro de pouco tempo, possívelmente dentro de 2 ou 3 meses. Perguntam-me se já recrutou a pessoa certa para realizar este atentado, e se eu conheço algum perito na fabricação de bombas e em armas de fogo. 

.Respondo que em Espanha arranjaria alguém da ETA para vir cá fazer o atentado, se tal fosse necessário. Quem paga a operação e a preparação do atentado é a Cia e o Major Canto e Castro. Canto e Castro colabora na altura com os serviços Secretos Franceses, para onde entrou através do sogro na época

 NUMA PENSÃO DAS MAIS RASCAS - PARA DISFARÇAR

Membro da ETA - Confessa ter assassinado cinco homens e uma mulher - Não ao Terror e à Guerra. Sim à Paz, à Justiça social e à Liberdade,  Impressionante testemunho de um jovem terrorista da ETA, entrevistado em 1982, nas canárias. Começou a roubar aos 13 anos , os pais queriam que ele trabalhasse em França mas ele preferiu alistar-se na ETA. Esteve preso em Caramanchel, por ações terroristas, mas logrou escapar-se, com a cumplicidade de um guarda prisional e a colaboração de companheiros, no exterior - Tendo-se refugiado em Las Palmas, onde se hospedou na pensão mais rasca da cidade, onde o repórter também se alojara - Este por razões económicas; ele para mais facilmente passar despercebido da vigilância policial. Só que, como naquela mesma noite, se arrependeu de me dar a entrevista, às tantas  bate à porta do meu quarto, exigindo-me a cassete: respondi que de manhã, quando me levantasse, lhe entregaria. Porém, muito antes de ele acordar e a maioria dos hóspedes, e, como a dormida fora paga de véspera, não hesitei em abandoar a pensão. 
Já não preguei olho, depois de tão inesperada exigência, e, ainda com as ruas iluminadas, não fosse o  diabo tecê-las,  lá tive que passar os dois  dias seguintes ao relento até encontrar um português que me hospedou num hotel, de que era diretor. De facto, já não me  bastara a aventura de jipe Paris a Dakar, na expedição de uns amigos, que entretanto já haviam partido num voo da TAP para Lisboa, ainda me faltavam mais estes sobressaltos.

“Neste momento as ações terroristas da ETA estão suspensas por parte dos altos dirigentes” mas já vieram dizer “em conferência de imprensa que vão voltar à luta,  armada.. “O terrorismo é pago por altas esferas, altos industriai”  (…) Mas eu não te sei dizer quem nos paga ou quem nos dá dinheiro” (…)Eu penso montar uma ação terrorista também por minha conta”. “Eu sou das duas “ramas” – da ETA política militar. Estamos altamente qualificados para tudo! Temos documentos, documentos falsos…Temos armas, temos tudo!...”diz 

JTM:  "Já mataste ou apenas viste matar: 
ETARRA -“Não me assuste mar! Me dá pena matar mas não me assusta mar!...“Somos um grupo de cinco etarras que atuamos por ordens superiores.” cada um com as suas funções:  “um encarrega-se dos planos, outro de fotografar os sítios, outro dos expulsivos, fazemos tudo”

JTM - Sabes que há muitos Etarras presos: que fazeis para os tentar libertar? – Fazemos o que podemos, mas libertá-los é praticamente difícil.
 Confessou ter morto cinco homens e uma mulher e participado em vários roubos. “Todos os atentados da ETA são espetaculares – disse, quando lhe perguntei qual tinha sido o atentado mais espetacular.
Clike e ouça - Registo de há 33 anos -  - O som tem algum ruído mas não deixe de ouvit




De entre as várias entrevistas que fiz na minha vida de repórter  para a rádio e imprensa (algumas em livro)– e foram centenas, desde anónimos cidadãos, a perigosos cadastrados, alguns no interior  das cadeias outros em liberdade, legionários, mercenários, políticos, escritores, músicos, atores, banqueiros, empresários, militares, policias, figuras das mais diversas atividades, sim, de entre os muitíssimos registos, muitos dos quais ainda guardo,  confesso que nunca me passou pela cabeça vir a entrevistar um terrorista assumido. 

Não é que receasse fazê-lo, mas porque não é do pé para a mão que um terrorista se abre a fazer as confissões  das suas atividades mais perigosas e secretas  - Claro que é sempre uma situação algo melindrosa, e tal  podia ter acontecido com a entrevista que fiz, em Las Palmas, a jovem membro da Eta, já com pesado cadastro de seis assassinatos: cinco homens e uma mulher. se não tivesse no dia seguinte, mudado de pensão. 

Deu-me a entrevista, numa noite de grande festa em Las Palmas,  já meio alegre mas o bastante sóbrio para, com a maior descontração e frieza, me descrever detalhadamente muitos dos pormenores da suas ações terroristas. Devido à algazarra, que se verificava  naquela artéria, há passagens da gravação, que quase são ofuscadas pelo ruído ambiente – Mesmo assim é de ouvir, é  testemunho impressionante

Encontrávamo-nos hospedado na mesma pensão – Das mais modestas de Las Palmas; eu por razões económicas, ele para passar despercebido; para não ser facilmente identificado pela polícia, mesmo  sob a capa  de identificação falsa – Pois, naquela altura, o controlo não era tão rigoroso como nos hotéis. 

Alguém lhe havia dito que era jornalista. Aliás, foi ele que perguntou na pensão quem eu era – Pois qual   é o foragido que não olha pela sua segurança?...E não é um observador atento?!...Filtra tudo e tudo, com olhar de lince. Sabendo, pois, da  minha profissão, ao passar por ele numa “calha” perguntou-me  o que eu tinha vindo fazer a Las Palmas, e qual razão por que tinha escolhido aquela hospedagem.  Disse-lhe que tinha vindo de Dakar, tendo ficado uns dias para fazer umas entrevistas para a Rádio Comercial, em Portugal. A seguir foi eu que o inquiri: - perguntando-lhe: então, e, você?... É  das Canárias? – A que ele me responde  que  veio de Espanha a passar aqui “uns dias de férias” – Ou melhor, pelo que depois depreendi, para se escapar da eventual perseguição policial, visto os outros quatro elementos do seu grupo, já terem sido praticamente encurralados, tal como me confessou.

 E foi, então, que, às tantas, me diz  pertencer a um grupo armado da ETA (político-militar). Certamente, o cabecilha do grupo, pese o facto de ser bastante jovem. Sim, a avaliar pelo tipo de ações violentas em que diz ter participado. 

Depois de ter percorrido várias extensões das areias escaldantes do deserto do Saara, e, pior de que isso, o gélido  arrefecimento das desérticas e continentais noites, desde a Nigéria a Dakar, integrado num grupo de mais cinco amigos, em Land Rover,  numa espécie de réplica do Rali Paris-Dakar, com alguns dias de descanso na capital do Senegal, seguiu-se o regresso de avião para Portugal, depois dos jipes terem sido  carregados num barco .

O Voo tinha uma escala em Las Palmas, onde tínhamos que esperar mais dois dias por  outro avião. Só que, no momento, em que os meus colegas da expedição deixavam o Hotel, eu respondi-lhe que ia ficar mais uns dias – “E, então, tens algum dinheiro contigo”  pergunta-me o José Videira. Respondo-lhe: Não tenho um centavo no bolso, mas descansa que lá  me hei-de desenrascar.

NO CONSULADO DE PORTUGAL, EM LAS PALMAS

Nesse dia, dirigi-me ao consulado português, apresentando-me como jornalista: não lhe solicitei qualquer tipo de apoio monetário mas  pedi-lhe que me desse uma lista com o  nome e a morada de alguns portugueses, depois de lhe fazer  ver que era meu desejo fazer uma reportagem na Ilha,  com uma série de entrevistas  a  empresários e também a outra pessoas,  desde as mais humildes às mais prósperas, radicadas em Las palmas, tendo a primeira entrevista sido justamente com o cônsul. 

Depois, tive então oportunidade de contatar vários portugueses: almocei na barraca de um ex-legionário, do distrito de Viseu, que, depois de ter deixado o “Terço da Legião” de Forteventura, juntou-se a uma repagaria da ilha, optando por ficar por lá. Pude também ir ao quartel da Legião, em Las Palmas, a título de me querer alistar,  com o fito de entrevistar os soldados portugueses, que ali se encontravam presos, por deserção, o que consegui, com algum tato, entrevistas que conto vir também editar em vídeo. Fui recebido em casa do empresário português, mais bem sucedido nas Canárias, dono de uma fábrica de tabaco, que, depois de jantar, me levou a visitar as melhores discotecas da capital, podendo mesmo ter entrado de sapatilhas, o que, noutras circunstâncias, nunca seria autorizado. 

Outro interessante e inesperado contacto, este, de resto, aconteceu logo no dia do embarraque dos meus companheiros da aventura “Paris Dakar”: foi o de me encontrar com um português, já idosos, que se havia alistado nos legionários lusos que foram combater  na guerra civil de Espanha, ao lado das hostes de Franco, cujos vidros das janelas de  casa na tarde desse dia, estavam a ser selvaticamente apedrejados  por vários populares, seguidos de “fascista” e de vários insultos, já que, por aquela altura, ainda estavam muitos vivos os dias revolucionários  pós-franquismo. Foi, realmente, aquela confusão na rua, com a esposa desse português a protestar, que, ao interroga-la sobre o que se passava, me dizia que o seu marido era português e me convida a entrar em casa. 
Fiz-lhes com ambos uma  longa e curiosa entrevista, e, sabendo dos apuros económicos em que me encontravam, generosamente me ajudaram, já não tendo de pernoitar na rua, como já estava a prever, mas na dita pensão económica, onde estava hospedado o jovem terrorista da ETA. Além dele, entrevistei vários artistas e intelectuais da ilha, dirigentes dos vários partidos e alguns populares.

 O CONTROVERSO E "MÍSTICO" JOSÉ ESTEVES - Em Portugal é mais fácil colocar uma bomba de que dar um tiro"

Conheço José Esteves, desde a década de 80, na altura em que se deslocava com frequência ao bar da Rádio Comercial, na qualidade de artista plástico e onde tinha um amigo, tendo, a convite deste, festejado o seu aniversário com ele num almoço no Centro Comercial das Amoreiras – Recordo-me de, a dada altura, quando o inquiri dos ditos que corriam a seu respeito, sobre o Caso Camarate (a que já fiz largo desenvolvimento numa pastagem deste referência neste site), me ter respondido nestes termos: “em Portugal é mais fácil matar homem com uma bomba que dar um  tiro. Só que, no meu ponto de vista, a longa explanação, a ser verdadeira, apenas terá desejado contar meia verdade e omitido outros factos: sim, é de admitir que pudessem ser os entraves à venda de armas, uma das causas a que levasse à eliminação de Adelino Álvaro da Costa (sim, porque, a ida de Sá Carneiro, foi decidida à ultima hora, pois quem devia ir era Soares Carneiro e eu inclino-me que aa bomba lhe era mais destinada a ele de que ao dirigente do CDS, dado haver quem o desejasse substituir na corrida às Presidenciais.

 Este certamente o principal móbil do atentado e não o do comércio de armas, pois qual é o dirigente liberal          que se ia opor aos desígnios americanos? – Além disso,  comprovar-se a sua intervenção, ali também terá havido mão mais hábil e experiente de que a de José Esteves ou do recitado à ultima hora Carlos Miranda – Ambos são do meu tempo militar. Fui furriel miliciano dos comandos, em Angola, e ali, em minas em armadilhas,  ainda não se aprendiam conhecimentos que pudessem colocar engenhos ao retador em aviões, avionetas ou até em carros, senão quando instantaneamente  pisados. Ora, a avioneta ainda levantou voo, pelo que dificilmente podia ser estoirada por rebentamento instantâneo. É que nem sequer levantava as asas, quando mais ainda correr a pista e levantar  umas centenas à frente – Obviamente que tais conhecimentos só poderiam ser  da posse de organizações terroristas mais experimentadas – E parece ser o que nos confirma a entrevista que nos deu, em Las Palmas,  

José Esteves prepara então em sua casa no Cacém,  um engenho para o atentado. Conta com a colaboração de outro operacional  chamado Carlos Miranda, expecialista em explosivos, que é recrutado por mim, e que eu já conhecia de Angola, quando Carlos Miranda era comandante da FNLA e depois CODECO em Portugal. José Esteves foi também um dos principais comandantes da FNLA, indo muitas vezes a Kinshasa

 AINDA OUTROS PORMENORES DA AUTO-PROCLAMADA HEROICIDADE CRIMINOSA

Em finais de 1982, pelas informações que vou obtendo na Embaixada dos EUA, em Lisboa, verifico que se fala de nomes concretos de personalidades americanas com tendo estado envolvidas em tráfico de armas que passava por Portugal. Pergunto então a William Hasselberg como sabem destes nomes.

 Depois já na sobremesa, juntam-se a nós o General Diogo Neto, o Coronel Vinhas, o Coronel Robocho Vaz e Paulo Cardoso, onde se refere novamente a necessidade de se afastarem alguns obstáculos existentes ao negócio de armas. Todos estes elementos referem a Frank Caducci que eu sou a pessoa indicada para a preparação e implementação desta operação. Excerto de AQUI TAILÂNDIA: CONFISSÃO DO CHACAL: "ATENTADO .

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