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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Em demanda dos Templos do Sol - Lugares Mágicos onde as mais puras e benfazejas energias telúricas e celestiais se cruzam nos Sagrados Alinhamentos Pré-Históricos - Numa luminosa manhã primaveril em que ainda floriam algumas da mais belas e raras Serápias – orquídeas - selvagens

Chamam-lhe os Tambores: De facto, quem olhar as suas íngremes penedias,  tanto, cá de baixo, do fertilíssimo vale, onde o visitante abandona a  EN 102 e   começa a serpentear a estrada que  o conduzirá a aldeia de Chãs, sim, quem se detiver a olhar  para aquela vasta fortaleza de  enormes pedregulhos cinzentos que se lhe deparam, ou mesmo, quando lá chegar  ao alto das vertentes rochosas do  maciço planáltico, realmente, a impressão  que tem é a de uma fantástica   orquestra ciclópica  - Será este o motivo por que deram o nome de tambores, àqueles gigantescos fraguedos?... - Não se sabe. Mas também não é o que talvez mais importe saber, senão ir ao  encontro do seu natural mistério e fascínio.

E  foi o que realmente fez um grupo de peregrinos, ligados por velhos laços de amizade e por um elo comum: um grande amor pela Mãe-Natureza – Tudo porque, nalguns pontos desses morros, se erguem os chamados Templos do Sol  - Num dos quais despontam as tão raras e belas orquídeas roxas  - as selvagens Serápias - Que parecem recusarem-se a florir em qualquer lameiro.  Pois têm os seus sítios bem tipificados e preferidos, segundo referem os estudiosos.  Pena o sol depressa as torrar  e as desfazer, que é o que delas  - duas semanas depois - agora já pode restar.






A sua origem está ainda envolta nalgum mistério e nalgumas sombras, tal como, de resto, toda a Pré-História. Presume-se, porém, que tenham sido erguidos por antigas civilizações pré-célticas e, também, sabiamente aproveitados por estas culturas que, compreendendo o poder e o significado que representavam, os utilizaram e cultuaram nos seus rituais e festividades, ligadas aos ciclos das estações
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E é tal a precisão matemática que muitos deles denotam, com o movimento aparente dos astros, que, hoje, a erigirem-se e a fazer-se o seu levantamento,  talvez só fosse possível com a ajuda das coordenadas oferecidas por satélites ou pela observação de  sofisticados aparelhos astronómicos. Existem em várias partes do mundo, cada  um com as suas especificidades. Porém, uma parte desses monólitos foram destruídos, perderam-se ou caíram no esquecimento – Tal como este, até ao dia em que alguém se apercebeu da sua singularidade, acreditando que não poderia ser mais um vulgar penedo, entre os inúmeros que por aqui existem a monte ou isolados, por ação e obra da Mãe-Natureza, erguidos e deixados ao acaso.

 A celebração do Solstício, que anualmente se realiza junto ao altar de um desses sagrados alinhamentos, só decorrerá ao pôr-do-sol do próximo dia 21, contudo, eles sabiam que, aquele místico lugar, vale a pena ser visitado em qualquer dia do ano.

  Pois as  pedras são a representação primordial do Sagrado e do Divino, os grandes condensadores energéticos. Há pedras curativas, terapêuticas e benéficas, há outras alucinogénias, venenosas e malsãs. Pedras purificadoras, que produzem calor, melhoram a pele, os ossos e a visão. Debaixo de muitas delas brotam águas sulfúricas ou passam correntes vibratórias e telúricas – Na vertente do Maciço dos Tambores, nos arredores da aldeia de Chãs (Foz Côa) em cujo planalto e quebradas se erguem os  Sagrados Templos do Sol,  abre-se o vale maravilha da Ribeira Centeeira, também conhecido pelo Graben de Longroiva – Lugares que os antigos povos elegeram para seus refúgios, suas cidadelas primitivas, onde ergueram os seus Templos Sagrados, aproveitando a fisionomia das pedras, deslocando-as ou talhando-as, de acordo com os saberes que herdavam dos seus ancestrais ou iam adquirindo com a sua própria evolução – Lugares também onde certas plantas brotam, tais como as orquídeas selvagens,   como se fizessem parte de um horto ou Éden Sobrenatural.

Na verdade, tal como, defendem alguns estudiosos,  “existem pedras  que são verdadeiros amuletos, pedras que transmitem alegria , sorte e força, outras, pelo contrário, são verdadeiramente fatídicas, demoníacas, sugadoras, vampíricas. Sim, há as pedras que nos fornecem os metais, desde os mais elementares aos mais preciosos;  outras o sal, o indispensável condimento alimentar

Antes de haver vida à superfície da Terra, havia fogo e magma. Só depois, e paulatinamente, sugiram os primeiros sinais de vida. Antes do homem erguer as estátuas da Ilha da Páscoa e de outros impressionantes megálitos, para cultuarem os seus deuses ou de lhe servirem de calendários solares, em perfeito alinhamento com os equinócios e solstícios, já a própria natureza, expressão da inteligência universal, havia talhado as suas primeiras  pedras esculturais, polidas pela água e pelo vento, pela ação continuada e constante  dos agentes atmosféricos, das  forças  celestiais – Os homens limitaram-se a seguir os ensinamentos da Mãe Natureza  - evoluindo – e  não ao contrário: pois não foram os homens que criaram as plantas, os oceanos, as maravilhas das flores e da vida sobre a Terra.

Por isso mesmo, quem primeiro se apercebeu dos poderes mágicos e curativos das pedras, de certos lugares, onde as energias cósmicas e telúricas se cruzam, tal como as veias no corpo humano, foram, obviamente, os antigos povos, cuja vidas, desde o nascimento à morte, estavam intimamente ligadas aos ciclos das estações, à oferta generosa ou adversa dos elementos naturais.  – Os Templos do Sol, situados no Maciço dos Tambores, é um dos lugares mágicos onde a tríada  Deus-Homem-Natureza, se harmoniza e cruza num só corpo. Se puder fazer a peregrinação a esse lugar, não deixe de lá ir: sozinho ou  acompanhado: o .  Importante é que vá em paz de espírito  (mas também a lá pode adquirir) conquanto vá recetivo às boas energias, de coração aberto e escancarado.


Obrigado amigos e um grande abraço de muita estima por me terdes propiciado uma manhã e uma tarde, tão maravilhosas! A Tomé Janeiro e Noémia, dinamizadores da romagem, Padre Filipe, José Lebreiro, Jorge Mesquita, José Valongo, João Lourenço, António Mata e Armindo Janeiro - Quem também vos esperava e saudava à vossa chegada em Chãs, foi António Lourenço, que não nos pode acompanhar por afazeres de Presidente do BV de Foz Côa. Numa próxima postagem, vou referir-me ao resto da jornada  – De um domingo de Maio, fantástico, que começa numa peregrinação aos Templos do Sol (Santuário da Pedra da Cabeleira, Pedra dos Poetas, Castro do Curral da Pedra e Pedra do Sol) vai a Meda, onde saboreia um delicioso Vinho do Porto, na casa Vinho & Eventos de Armindo Janeiro, converge até ao Poço do Canto, onde lhe é oferecido por Jorge Mesquita, do Restaurante Quinteiro do Cônsul, um cozido à portuguesa divinal – Depois – embora já mais reduzido – vai até aos Cancelos, onde é recebido na casa de Noémia e José Janeiro – mas quem havia de imaginar que na província se cultiva tão bom gosto, tanta bonita surpresa e onde até há pedras nas paredes no interior cujos pigmentos naturais parecem contar misteriosos símbolos que são como que um teste ou devaneio místico-iniciático à imaginação e à sensibilidade do visitante, após o que deambula pelas ruas da pequena povoação para ver o forno comunitário, um antigo fontanário recuperado, antigas ermidas, bonitas casas com sacadas floridas, palácios históricos, desce de novo até ao Poço do Canto para mais uns momentos de agradável convívio, num domingo que também era festivo nesta freguesia – O do Espírito Santo

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