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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Pediatra António Gentil Martins – Autor do livro Ser bom aluno não chega” para ser médico – Diz que ter nota alta é pouco: é preciso que as pessoas gostem da profissão e estejam dispostas a ajudar os outros. – E, no fundo, é do que nos fala,: - dos " grande desafios e emoções da vida de um médico invulgar.


Quem é que, em Portugal, não ouviu falar de Gentil Martins? Do mago cirurgião Pediatra, , que, durante 34 anos, foi Chefe de Serviço  do Hospital de Dona Estefânia, onde realizou mais de dez mil operações. "Algumas, as mais afamadas, dão conta da separação de gémeos siameses, seis separações com nove sobreviventes. As crianças: aprendeu a resgatá-las para a vida, ou, simplesmente, a resgatá-las para a uma vida mais confortável, (a saúde é o primeiro dos confortos, para crianças e adultos), em Inglaterra. De onde veio já homem feito.”

GOSTAR DAQUILO QUE SE GOSTA  

Em medicina não há nada que se faça contra ninguém. É uma grande vantagem. Porque há muitas profissões em que a pessoa tanto pode fazer bem como mal: infringe as suas regras. A nossa regra é pelas pessoas.

NÃO BASTA TER NOTA ALTA - "UM DOS ,MAIORES ERROS DA MEDICINA"

 Diz que este é um dos grandes erros atuais da medicina,: que a entrada em medicina não esteja de acordo com a vocação das pessoas. Só a nota,  é pouco.- Defende que devem seguir a carreira de medicina, as pessoas que estejam humanamente ligadas a outras pessoas, que gostem do seu trabalho.

Nunca se arrependeu de exercer a profissão. Gosta de “continuar a trabalhar enquanto estiver em condições e que me deixem em paz”


"CELEBRAR UMA VIDA"

Diz Daniel Serrão  , outra grande personalidade da medicina portuguesa, no prefácio do livro “Ser Bom Aluno Não Chega, que “António Gentil Martins decidiu contar-nos como  celebrou a vida que lhe foi dado viver em mais de oito décadas. E fez bem, pois a aceleração da história parece que devora todas as memórias e só toma real o que ainda não aconteceu. Os gregos, que pensaram tudo antes de nós, representavam o deus do Tempo, Chronos, como um deus cruel que se alimentava das suas vítimas que eram os seus próprios filhos; na verdade todos somos feitos para sermos filhos vivos no tempo cronológico e neste tempo acabaremos, um dia, por deixar de viver.
Gentil Martins, bem vivo e activo, porque não lhe «tremem as mãos», quis recordar para nós como transformou o seu Chronos em Kairós, como usou o seu tempo biológico em tempo de oportunidades para se realizar: como homem, em todos os aspectos que caracterizam a humanitude dos humanos, como médico de excepção e como cidadão empenhado e interveniente.

Os leitores vão verificar que a leitura deste texto, muito pessoal, nos faz ver, em corpo inteiro, o homem, o profissional e o cidadão. Em autêntica verdade, sem arrogância ne~ vaidade. Contando factos e a interpretação que lhes deu. Narrando situações de luta aberta e sempre generosa, a que não se furtou, mesmo quando era uma luta bem perigosa

Porque a sua vida foi, assim, uma vida múltipla e muito rica, muito bom é que tivesse desejado que ela não fosse votada ao esquecimento e ressalte, com evidente e luminosa clareza, das páginas deste livro. Ressalta para nós, os seus contemporâneos, como eu sou, que certamente não podemos deixar de o admirar pelo que lhe vimos fazer. Mas ressaltará principalmente para os novos, os jovens que estão no tempo de se afirmarem como homens, como profissionais e como cidadãos e que carecem de referências exemplares. Gentil Martins é uma dessas referências exemplares, como provam, sem ambiguidade, as páginas deste livro."

António Gentil Martins, 8.º Bastonário da Ordem dos Médicos de 1977 a 1986, e Presidente da Associação Médica Mundial de 1979 a 1983.2 É Sócio Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono, é, sem dúvida, uma figura de referência na medicina portuguesa – E também internacional.

Não são muitos os médicos que viram escritores, porque, quem segue medicina, e com paixão, já tem muito em que se ocupar. É o caso de Gentil Martins. Já com 84 anos, a caminho dos 85, que perfaz depois de amanhã, a 10 de Junho,  pois nasceu em Lisboa, neste dia, em 1930. O autor de “Ser bom aluno não basta”, diz que é um livro escrito quase por acaso. Depois de recusar a proposta de uma editora, apareceu outra que lá o convenceu. Pois a medicina e a investigação cientifica na área da medicina, onde já é autor de algumas técnicas,  toma-lhe todo o tempo.

(Ao lado da editora)

É Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa desde 1953, onde integrou a Direção da Associação de Estudantes. Foi Chefe de Serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Dona Estefânia durante 34 anos, 8.º Bastonário da Ordem dos Médicos de 1977 a 1986, e Presidente da Associação Médica Mundial de 1979 a 1983.2 É Sócio Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

António Gentil Martins, que foi também Presidente  da Associação Médica Mundial de 1979 a 1983 e atual Sócio Honorário do MIL – Movimento Internacional Lusófono, é, licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa desde 1953, onde integrou a Direção da Associação de Estudantes.

“Pai de oito filhos. Nenhum deles é médico. Tem pena. Até porque pensa que seriam bons médicos, os três que gostariam de ser médicos e não puderam ser. – Declaro a Anabela Mota Ribeiro

Um génio na medicina mas também com vários talentos: “Toca violino, joga ténis e participou nos Jogos Olímpicos de Verão de 1960 na modalidade de tiro com pistola automática a 25 metros. É filho do Tenente Dr. António Augusto da Silva Martins, também Médico e ex-campeão de tiro e participante nos Jogos

Olímpicos de Verão de 1924, em Paris, neto materno de Francisco Gentil, fundador do Instituto Português de Oncologia, e irmão de Francisco Gentil da Silva Martins, Grã-Cruz da Ordem do Mérito a título póstumo a 4 de Fevereiro de 1989.

A 30 de Julho de 1984 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e a 8 de Junho de 2009 foi elevado a Grã-Cruz da mesma Ordem.4  Foi membro da Comissão de Honra do Prémio Femina de 2011.  Tem de momento 8 filhos e filhas e 22 netos e netas. António Gentil Martins


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