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sábado, 26 de setembro de 2015

Equinócio do Outono 2015, Chãs. Foz Côa – Clero local alheado ao magnifico exemplo pastoral de Dom Manuel dos Santos, Bispo de S. Tomé e Príncipe, na sua visita à Pedra da Cabeleira de Nª Srª - Recebido e cumprimentado pela Presidente da Junta de freguesia. Diretor do Museu do Côa e o Presidente da Câmara Municipal, mas não teve nenhum membro da igreja a recebê-lo –lo , alegando tratar-se de um templo pagão – Esta a justificação de um dos recém-nomeados e novatos párocos da freguesia.




Tambores devia integrar roteiros turísticos em Foz Côa


PAI E SENHOR - VENHA A NÓS A LUZ DO VOSSO REINO E SANTIDADE  -

Ele esteve entre nós e deu ainda mais brilho à Luz do Senhor - Dom Manuel dos Santos, Bispo de São Tomé, que se encontra em Portugal para o lançamento do seu mais recente livro poético, , "Aqui onde estou os meus sonhos são verdes" -  que vai decorrer  no dia 4 de Outubro no Auditório Santo António Maria Claret, no Santuário do Coração de Maria, às 17.00h - E, no dia  6, em Setúbal
.  - 





A participação de Dom Manuel dos Santos, Bispo da Diocese de S. Tomé e Príncipe, na celebração do Equinócio do Outono, na manhã de 23 de Setembro, junto ao altar da Pedra da Cabeleira de Nª Srª, embora norteada por espírito académico ou curiosidade científica, sim, sendo ele possuidor de  elevada formação religiosa mas  também de fina sensibilidade poética,  multirracial e  multicultural,  é, indubitavelmente, um magnífico exemplo de coragem e de tolerância  pelo  respeito e defesa dos valores patrimoniais da nossa mais recuada  ancestralidade, quer de matriz mística, cultural ou histórica. 

HOUVE QUEM PENSASSE QUE, VISITANDO, PEDRAS DESTE GÉNERO, PODIA  INCORRER NALGUM SACRILÉGIO



Pelos vistos, há quem, apenas queira fazer da leitura da bíblia, talvez o seu único livro de cabeceira mas de olhos fechados para  o mundo ou realidade que o rodeia – E, porventura, não se interesse em conhecer ou aprofundar  as tradições e o património do povo, junto do qual foi incumbido, superiormente, ser seu devotado guia e pastor – Tanto no aspeto religioso, como cultural e cívico. Visto desconhecer a existência daquele monumento pré-histórico ou dos mais elementares deveres de cortesia.

A Margarida e  o Rui  - dois brilhantes músicos -
Daí ter havido quem receasse (talvez  ainda prisioneiro de  antigos preconceitos religiosos), que, embora professando a mesma fé e sendo discípulo de Cristo, pudesse incorrer nalguma heresia: -  Já não diremos acompanhá-lo, até àquela Pedra mas ao menos  recebê-lo à chegada à sua paróquia - E fora previamente avisado. Sim, dar  as boas-vindas a uma entidade que, conquanto pertença a outra diocese, não deixa de ser  o máximo representante  eclesiástico de um país de expressão portuguesa, por isso mesmo, sendo também figura que lhe é canonicamente superior  - Certo que já lá vai o tempo da batina obrigatória, porém, mesmo em visita a título pessoal,  seja em que circunstância e momento for, um padre, um bispo ou um Papa, onde quer que se encontre ou se desloque, nunca deixa de o ser.  E não é desvalorizado das suas funções.

Pedra da Audição, ao lado da Pedra da Cabeleira, há muito cristianizada
Por certo, a avaliar pela explicação dada ao telefonema, com que lhe fora comunicada a referida visita,  terá entendido, que, a participação de um Bispo, junto de uma Pedra e numa festa, fora do calendário litúrgico, era  um ato hiretico:. Esquecendo-se ou ignorando, que, conquanto não sendo nenhuma ermida,  mas  há muito  estudada por reputados investigadores, que a classificaram de valor histórico  e antigo local de culto  (de resto, esse valor sagrado, assim lhe é atribuído pela lenda oral, que é passada de geração em geração, pelo Povo desta aldeia, onde fica localizada), sim, mesmo sendo  feita a  título particular,  achou que lhe devia passar à  margem da mais elementar cortesia -  E alhear-se,  completamente da presença de um  alto dignatário da igreja católica, de cuja doutrina  é servo e servidor. 



AS BOAS TRADIÇÕES, QUE JÁ NÃO SE REPETEM

Oh, sim, quem nos dera recuar aos tempos da  nossa adolescência - E viver aquele espírito de descoberta  na senda dos  mistérios da Criação e de fé! - E de se imaginar um  Deus ainda  mais antigo que, os 2000 anos do nascimento de Cristo e  do próprio Mundo!







Quem é que, das gerações  mais velhas, na aldeia, não se recorda dos 
passeios, isolados ou em grupos, à Pedra da Cabeleira de Nª Srª?... Um local, que era praticamente uma visita obrigatória, pelo pároco da freguesia ou missionários, em sessões  ou passeios de catequese ou pelos professores da escola primária, com grupos de alegre e sorridentes alunos,  que ali se juntavam no interior do recinto amuralhado, em saudável convívio, tendo como atração, o pasmo suscitado pelo penedo, que, ainda mesmo hoje,  parece desafiar as leis da gravidade e do equilíbrio, assim como do  enigma  que infunde a pintura rupestre (um entrançado a negro) existente num nicho do seu interior e a que a lenda do povo atribui ser a cópia dos cabelos da Virgem Santíssima, que ali teriam ficado   desenhados, ao encostar-se lá dentro, na sua fuga para o Egipto – Assim entendeu também, já nas últimas décadas, o Reverendo Cónego  José da Silva, que, além de participar nas festividades, aos ciclos das estações, para ali gostava de se deslocar, tendo sido até objeto de homenagem, um ano antes da sua morte.



A SURPRESA  MAIOR VEIO DO SOBRINHO - O PADRE ANDRÉ  - EM PASSEIO DE BICICLETA PELA FREGUESIA 

Não se tratou propriamente de uma receção de cumprimentos  ou de boas-vindas mas de uma surpresa familiar por parte do seu sobrinho, o Reverendo Padre André, que já ali havia sido pároco da freguesia de Chãs, e com o qual, de véspera, havia jantado em Meda, acompanhado pelo Padre Jorge, da freguesia  Marialva . Ambos decidiram fazer um passeio de bicicleta, mais alargado, com passagem por esta aldeia. 



Tal encontro casual ocorreu, no adro da igreja, já depois da celebração do Equinócio na Pedra da Cabeleira - Envergavam fatos desportivos e, se não fossem eles a dirigirem-se ao Sr. Bispo,  passavam despercebidos, como quaisquer outros ciclistas, Obviamente que, embora tal encontro não colmatasse a audiência de nenhum dos dois atuais párocos da freguesia (desta e da vizinha paróquia de  Santa Comba), não por falta de tempo mas pela absurda explicação de que aquele era um ato pagão, sim, constatámos que  foi realmente um momento muito feliz e muito bem recebido por Dom Manuel dos Santos.  Mais tarde haveria de ocorrer um episódio, inesperado e menos feliz, que ia ensombrando um dia em cheio, mas decorreu à porta fechada e  só teve  dois protagonistas  - E é para esquecer. 


Na imagem ao lado, depois da celebração, e num passeio pelas muralhas do Castro do Curral da Pedra  Dom Manuel dos Santos, junto de uma carrasqueira e de António Lourenço, ensinando a assobiar com a casca de uma bolota e recuando aos tempos em que andava atrás das ovelhas com o seu pai - Recordações que, tal como alguns dos seus versos,   deram para assobiar e cantar

MAIS PAPISTAS QUE O PAPA


Num tempo em que até, o Papa Francisco, defende um diálogo inter-religioso, a aproximação entre cristãos e muçulmanos e a tolerância com outros credos,  de maneira de fortalecer os laços e entendimento entre as duas religiões, há, no entanto, quem, preso a  velhos  preconceitos, parecidos aos da  malfadada inquisiçao, recuse participar numa simples saudação ao Equinócio do Outono, junto de um antiquíssimo megalítico pré-histórico, alegando ser contrário aos seus ensinamentos doutrinários. Sinceramente, muito nos surpreende esse retrógado pensamento.  – Sendo certo que, não está nos propósitos dos organizadores  do evento, ao saudar o primeiro dia de cada estação,  outro objetivo que não seja  o mesmo que, por exemplo, o de outras festas e romarias   – Muitas das quais, realizadas igualmente na mesma data, em várias partes do Mundo. 

A celebração dos Equinócios e dos Solstícios, nos chamados Templos do Sol, no afloramento granítico dos Tambores, arredores da aldeia se Chãs, de Foz Côa, já se impuseram, naturalmente, no calendário das festividades dos ciclos das estações do ano, como uma  redescoberta dos saberes ancestrais esquecidos, num retorno à terra, às mais genuínas tradições do homem com a Natureza, da qual tanto se vai  divorciando,  em favor de uma sociedade apologista do culto individual,  egoísta e mercantilista, movida unicamente por  fúteis exibicionismos  e aparências
.

Sim, na verdade,  tais festividades,  têm-se constituído, tanto pela sua originalidade, como regularidade, com  singulares momentos de contemplaçao e de reflexao, de alegres e saudáveis manifestações de cariz místico-cultural, num esplendoroso exemplo de saudação ao Criador pelas suas maravilhas expostas à Luz do Sol, fonte de luz, de energia e de vida.  Porém, mesmo esta conceção panteísta,  tem sido  deixada ao livre arbítrio de cada participante.


Não se advogam cultos, cada um participa de acordo com os seus credos e sentimentos: para abrilhantar o evento, já ali contámos com a participação de  escolas  de dança e ballet, ( danças e cânticos saudaram primavera chuvosa, por grupos de gaiteiros e de concertinas, duetos de violinistas (tal como agora sucedeu)  - Já realizámos, noutro alinhamento sagrado, um  festival solsticial com a presença de pagãos ibéricos. Já ali saudámos o equinócio da primavera com os hare krishnas -  Agora,  foi a vez de uma celebração muito mais cristã ou católica de que pagã. 

Veja-se, por exemplo, os atuais festejos dos tabuleiros de Tomar,  que, segundo estudiosos, remontam às arcaicas 'festas do imperador', e foram instituídos pelo Rei D. Dinis e pela Rainha Santa Isabel, no quadro do culto do Espírito Santo, que as gentes nabantinas querem perdurar.

Vista do vale - junto ao castro do Curral da Pedra
Com efito, a identidade cultural de um  povo está intimamente ligada à sua memória ...  Recuperar a sua memória  é dar sentido e significado à sua existência anterior. – A   preservação  das suas raízes ancestrais, da sabedoria popular, dos seus rituais e valores históricos,  impõe-se como uma necessidade vital – Pois  a perda da noção desse património, entendido como memória, quer seja de natureza religiosa, sociológica ou pagã, é também o caminho à descaracterização e  a despersonalização de um povo –  O culto do sagrado é indissociável dos valores temporais. A mente é inseparável do corpo. E, se este para sobrevier, precisa de ser alimentado, o espirito, que é como a sua chama,   não vive à margem do corpo

Os velhos tempos da intolerância religiosa e política, do catolicismo sobre o paganismo e  outras religiões, e destas para com os católicos, salvo certos fundamentalismos,  ainda existentes,  dir-se-ia, que, em boa parte,   já pertencem ao passado. É verdade que persistem, e ainda são preocupantes, nomeadamente no islamismo, mais por fatores externos do que por depuração de crenças, sim, muito por força da  instabilidade  gerada pelo  liberalismo selvagem, que, a pretexto de Primavera árabes, da extorsão das riquezas naturais,  desencadeia gigantescas tragédias, tanto nos países que bombardeia, como nas consequência das populações em fuga, promovendo o ódio, as  revolta e os extremismos.  

Os festejos, que, desde há vários anos, ali são realizados, desde o adro da aldeia ou do chamado fundo do povo, com cortejo alegórico no solstício do Verão, até à Pedra do Sol,  ou  de simples  ação evocativa, nos Equinócios, junto ao altar do Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nº Srª, não  visam a apologia de um qualquer culto de especifico, seja pagão ou religioso, seja que culto for: -  Pretende-se, isso sim, que promovam o reencontro e o convívio humano, que se afirmem como genuínas manifestações populares,  de uma alegre e festiva comunhão   com aquele fantástico cenário natural - E, se possível, de louvor e de fé, imbuído nos mais nobres valores espirituais e lúdicos: sejam no evocar tradições antiquíssimas caídas no esquecimento, seja nos valores de que, cada crença, julga ser seguidora e defensora.



Na imagem ao lado, Ulrike Lautenschlager Moutinho e seu filho, Filipe Moutinho - Que alojaram e apoiram a estadia de Dom Manuel dos Santos.

PALAVRAS DE ADMIRAÇÃO E CARINHO

Realmente, isto de se levantar cedinho, não é para todos os espíritos – mesmo que seja para contemplar um fenómeno maravilhoso, nem toda a gente sente coragem de o fazer. – Todavia, há sempre quem não olhe a sacrifícios, conquanto reconheça que o esforço físico, acabe por ser brilhantemente compensado pela vivência de momentos   de inegável fulgor espiritual – Tal assim o compreendera o grupo de pessoas que quis associar-se à Festa do  Equinócio do Outono, junto à Pedra da cabeleira de Nª Srª, nos Tambores.

Quero referir-me, especialmente, às pessoas que vieram, de fora da aldeia - Que, para ali estarem à hora prevista do sol a atravessar a graciosa gruta do gigantesco megálito, tiveram que madrugar.  De sublinhar que houve que viajasse, propositadamente, da Austrália e do Canadá, e já na véspera ali tivesse estado  – Sim, mulheres vindas de tão longe, atraídas pela magia e a fama que, os alinhamentos sagrados, ali existentes, têm suscitado, tanto a nível nacional, como internacional. Pois assim o prova a vinda ao local, já por várias vezes,  de equipas de televisões e até de enviados das mais afamadas agência de noticias..

BEM-HAJA , DOM MANUEL DOS SANTOS – Palavras do Prof. José Lebreiro



Sons de violino e  de viola d' arco com momentos de poesia  - foi este o programa agendado para a celebração do Equinócio do Outono 2015, que, teve, como convidado especial,  Dom Manuel dos Santos, Bispo da Diocese de São Tomé e Príncipe, recitados pelo próprio e por José Lebreiro, António Lourenço e Tomé Janeiro

Eis as breve mas calorosas e significativa palavras, de José Lebreiro, antigo Professor. na Univeridade de Coimbra, membro da Foz Côa Friends Associação  um dos mais assíduos e ativos participantes nas celebrações dos equinócios e Solstícios, registadas em vídeo mas que também aqui reproduzimos.

 "Quero manifestar a minha alegria e o dom que tive hoje em partilhar com Dom Manuel estes momentos. Bem-haja, Dom Manuel por aquilo que me enriqueceu. É um dom ouvir! É um dom  interiorizar a sua palavra: o Senhor  toca no mais íntimo de cada um de nós. Tocou-me e quero-lhe agradecer! E quero  manifestar-lhe  a minha alegria de hoje aqui estar. De o ter conhecido, tal como o Jorge o conheceu, em São Tomé e que se estabelceram, entre vós,  esses  laços fortes!...

 De maneira que, V.Exa teve a bondade de vir até estas terras! De vir até estes granitos! De vir até estes montes: os montes redondos, como redondos são os montes da sua terra, como diz no seu poema! Na frieza da rocha mas ao calor daqueles que,  junto delas laboram, junto delas trabalham, junto delas vivem. É esse calor humano, é esse sentimento que nós hoje aqui trazemos! Que cada um de nós partilha e que, graças a si, foi muito enriquecedor
Bem-haja, Dom Manuel! Continue a sua pastoral!

Continue, seja onde for! Porque, seja onde for, nós estaremos também consigo! A partir de hoje, seremos mais uma ovelha do seu rebanho!
Bem-haja, Dom Manuel 

O PRIVILÉGIO DE TER CONOSCO DOM MANUEL DOS SANTOS – Disse António Lourenço -  Ativo membro da Comissão das Celebrações nos Templos do Sol,  com o qual o autor destas linhas, certamente  vai ter que alencar com os custos das despesas da contratação dos músicos - Pois, de momento, devido a não atempados formalismos,  não sabemos quem nos pode ajudar. 

António Lourenço, atual Presidente dos Bombeiros de Vila Nova de Foz Côa, e que, até há pouco anos, era  Presidente da junta de Freguesia de Chás, considerado o  autarca  mais antigo da região, e também aquele que mais obra feita deixou nesta aldeia, embora, natural de Meda, tem feito desta terra, praticamente, seu torrão natal – Aqui casou e teve dois filhos – Ele e sua esposa, Amélia Lourenço, têm sido os mais devotados e ativos membros da Comissão das Celebrações dos Equinócios e Solstícios nos Templos do Sol – Desde o avançar o lavar das túnicas e passa-las a ferro, a avançar dinheiro para pagamento dos músicos, tal foi agora o caso, a arranjar caminhos e acompanhar os festejos, tanto no terreno, como na sua organização – Sem a sua ajuda, dificilmente poderíam  ter-se realizado estes eventos - Os quais, mesmo repetindo-se, segundo os cliclos das estações, considera assumirem sempre  um caráter atraente e inovador.

“Mais uma vez – neste caso mais uma manhã – estamos aqui a celebrar o Equinócio do Outono, um punhado  pessoas!.. Noutras alturas, celebrámos o solstício! – Que é numa pedra aqui ao lado.

Não se torna demasiado repetitivo: vir aqui no Equinócio da Primavera ou do Outono ou nos solstício do Verão, porque há sempre coisas novas!

Todos os dias de manhã. Nós ficamos satisfeitos por acordarmos vivos e, tanto quanto possível, bem de saúde!.. É  sinal de que continuamos vivos! Continuamos a poder recordar um conjunto de dados e de elementos e a ficarmos enriquecidos porque, cada vez, as presenças de pessoas, que aqui vêem, são diferentes.

Noutras alturas, estivemos aqui outras pessoas, nomeadamente, o Prof. Adriano Vasco Rodrigues, o Prof, Moisés Espírito Santo, para não falar noutros, e que, nos referiam um conjunto de dados, precisamente ao local, a este afloramento granítico e outras questões.

Desta vez, e como já foi referido, e muito bem, tivemos a enorme sorte de termos connosco, o Dom Manuel dos Santos: para além daquilo que representa,   temos aqui connosco, de uma forma familiar e amiga, o Bispo de São Tomé, temos alguém eu e das nossas terras, da nossa diocese de Lamego, que traz os seus pensamentos, traz os seus poemas, como já foi referido e muito bem,  que não falam de coisas que ninguém entende, mas de sentimentos, falam das nossas terras!

Também, por essa razão, foi e continua a ser de uma enorme alegria, celebrarmos, mais uma vez, o Equinócio do Outono.

Estas terras, parecem demasiado inóspitas e incultas . Mas estas terra, que temos aqui aos nós pés, deste afloramento granítico, eram todas tratadas!...  Davam centeio, e, ali à frente, havia um conjunto de hortas, que davam frutas, cultivavam batatas e outros produtos.

Os frutos, que aqui temos na cesta, não são frutos de zonas afastadas daqui. Aparentemente aqui não temos videiras, não temos macieiras, nem laranjeiras. Não temos aqui mas temos no sopé do vale e nas encostas para o Côa: boas uvas! Figos, amêndoas, laranjas, peras, maçãs, são frutos destas terras. Espero que todos os que estão aqui, presentes ou em pensamento, possamos celebrar muitos equinócios e que,  nós e os escritores, não se esqueçam, tal como foi referido por Dom Manuel, que  estas pedras, têm histórias e a história não é para ser esquecida. Obrigado pela mensagem do Senhor. Dom Manuel  e obrigado a todos vós! Ao que. cada um de vós, trouxe a esta celebração

UM DIA INTENSO E DIVERSIFICADO 










Tal como referimos, na postagem anterior, o primeiro dia do Outono,  para Dom Manuel dos Santos, que veio a Portugal para uns dias de gozo de férias e a apresentação do seu último livro de poemas, começou muito cedo, foi muito intenso  e diversificado - Iniciou-se com a visita à Pedra da Cabeleira de Nª Srª, depois de ter sido cumprimentado à sua chegada à aldeia pela Presidente da Junta de Freguesia, Teresa Marques, que, sendo médica e estando de serviço hospitalar, não o pôde acompanhar àquele monumento,junto do qual foi  saudado o Equinócio do Outono, com sons de violino e de viola d'arco e a leitura de poemas do sempre bem humorado e carismático Bispo de São Tomé e Príncipe.  A digressão continuou de tarde com  um passeio à Ervamoira, propiciado pela gerência da  unidade turística, onde graciosamente ficara hospedado - a Calcaterra-Turismo de habitação,agroturismo em Mêda  Tendo terminado, quase ao pôr do sol, hora em que deixava o aedifício  do município foscoense, onde foi recebido pelo Presidente, Gustavo Duarte.

Embora, tendo encarado a sua deslocação, mais como caráter desportivo e de curiosidade científica, de que, propriamente movido por  qualquer outro intuito, ele foi realmente a grande alma do evento: pela sua espontaneidade, espiritualidade, sentido de humor e alegria - Disse poemas de sua autoria, cantou, contou histórias e cantou. 
 






BENÇÃO DOS FRUTOS  - TAL COMO PODERIA TER ACONTECIDO NUMA IGREJA NOUTRO LUGAR QUALQUER

Pouco depois dos raios solares terem atravessado o lendário megalítico, ele tomou nos seus braços a centenária cruz de madeira, que  lhe oferecemos, e deu a sua bênção a uma cestinha dos mais saborosos e perfumados frutos desta região - Momentos inolvidáveis de um magnifico  e muito preenchido dia na  vida de Dom Manuel dos Santos, Bispo de São Tomé e Príncipe - Corajoso e sensível Poeta, devotado Peregrino e Pastor - Que acabaria ainda por visitar o Museu e Quinta da Erva Moira, assim como o Museu do Parque Arqueológico do Côa, onde teve honras de visitante especial, quer pelos cumprimentos e explicações que recebeu  do seu Diretor, o  Prof, Martinho Baptista, quer pelo acompanhamento que teve durante a visita pela arqueóloga Carla Magalhães 


Finda a visita àquela instituição, Dom Manuel dos Santos, que se fazia acompanhar de alguns elementos da equipa de apoio e da Comissão da Celebração do Equinócio,  foi ainda recebido, por Gustavo Duarte,  no Gabinete do Presidente da Câmara Municipal, que, não o pudera acompanhar à Pedra da Cabeleira de Nª Srª, por, neste dia, ter ido participar numa reunião em Vila Real.   - Encontro que decorreu de forma cordial, calorosa e muito franca. Oportunidade para uma variada e interessantíssima troca de impressões: desde os temporais aos religiosos.   Dom Manuel manifestou-se muito satisfeito pela celebração daquele evento, que, em sua opinião, justifica ser apoiado e divulgado. E também muito bem impressionado do que pôde observar nas visitas que fez à Erva Moira e Museu do Côa, .Falou também dos seus livros e da sua missão pastoral em S. Tomé. 


Por seu turno,  o Presidente Gustavo, além de se mostrar sensibilizado pela  visita de Dom Manuel. que  agradeceu, aproveitou para traçar um panorama otimista quanto ao desenvolvimento social e económico do concelho, que ocupa um lugar cimeiro, comparativamente a outros concelhos da região. Tendo-lhe revelado, ainda, que, além de ser já detentor de dois Patrimónios da Humanidade, há um terceiro que está na calha.
No final da receção, houve uma troca  presentes: D. Manuel dos Santos, foi presenteado por  duas importantes obras publicadas pelo município e duas garrafas do mais afamado vinho generoso do Mundo, que é o do Douro. De parte do distinto vigário da igreja de S. Tomé e Príncipe, a oferta do seu mais recente livro de poemas 


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