expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

sábado, 31 de dezembro de 2016

Sporting 1- Varzim 0 – Leões vencem e convencem – Um só golo coloca Jesus a liderar o Grupo A da Taça da Liga

Jorge Trabulo Marques - Foto-Jornalismo
Um só golo de Gelson Martins, aos 19 minutos, ditou a vitória  leonina, isolando a equipa sportinguista no Grupo A, na terceira fase da Taça da Liga,  ao vencer em casa o Varzim, nesta última sexta feira do ano e penúltimo dia de 2016


Embora tratando-se de uma equipa do segundo escalão, Jorge Jesus, não facilitou a vida aos poveiros, pois nestas coisas, onde não se esperam surpresas, é que estas podem suceder, pelo que optou por arrancar com a maioria dos jogadores habitualmente titulares.

Na segunda parte, a garra dos leões, manteve o mesmo ímpeto, e, quer der uma equipa quer da outra, ninguém abrandou a corrida, sem no entanto ter havido oportunidade digna de realce, senão a lamentar a lesão de Adrien Silva, por via de uma entrada perigosa de Lima Pereira, que foi punido com a cartolina da cor da sua camisola.

Esperava –se uma noite fria, mas nem por isso, um tanto ou quanto serena para a época, senão já na parte final do jogo é que a temperatura deu sinais de esfriar um pouco, ao contrário dos ânimos da juventude leonina, onde o termómetro  foi sempre de acalorada torcida e entusiasmo.
ECOS DA IMPRENSA - PÚBLICO – “Apresentou-se ao mundo com estrondo no Santigo Bernabéu, mas também brilha na Taça da Liga. Assim é Gelson Martins, pronto para brilhar em qualquer campo frente a qualquer adversário. No último jogo de 2017, o jovem extremo “leonino” voltou a ser decisivo na vitória apertada do Sporting por 1-0 sobre o Varzim, da II Liga, em jogo da segunda jornada do Grupo A. Com dois jogos disputados, a equipa de Jorge Jesus é a única com seis pontos, sendo que Varzim e Vitória de Setúbal têm três e ainda podem apurar-se para a final a quatro — o Arouca, com zero pontos, já está fora desta luta”

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Morreu George Michael – Um dos ídolos da perversa era do vazio e do egoísmo, destituída de ideais, de sentimentos de generosidade, de solidariedade, o culto ao hedonismo, à droga, à violência e ao liberalismo selvagem - As televisões da publicidade enganosa e ao consumo desbragado, prestam-lhe largas espaços nos seus telejornais













Dizia-se do poeta inglês, Robert Burns – 1759- 1796,  “o coração do poeta era como uma abelha errante. Necessitava de mel e de muitas flores  silvestre do prado (…) Quando não estava nas tabernas, podia ser encontrado em casa, explicando aos filhos mais velhos passagens dos poetas ingleses. “Não há entre todas as histórias  que já foram escritas  narrativa tão pungente como a vida de um poeta, meu filho” – E, agora, qual o mel que alimentavam os vícios do famoso  cantor inglês, George Michael, que faleceu, aos 53 anos neste último domingo  - dia de Natal? – A droga, o sexo, o exibicionismo? – O culto de uma música, antípodas da sonoridade e da harmonia  



Autor do famoso tema natalício Last Christmas,, lançado  o ano passado na quadra natalícia, que mais não era de que,  noutros moldes, o culto ao consumismo exagerado e à sociedade do desperdício, da falsa ilusão de que o mundo é justo e pleno de prendas de natal para toda a gente, quando, afinal,  a esmagadora maioria  da população  mundial é marcada pelo desemprego,  por graves privações e pela fome.

Ironia do destino, deixa a terra dos vivos, justamente num dos dias do ano, que marca, não  o renascimento ou o exemplo de um mundo melhor e mais justo,  mas bem pelo contrário, o mundo que este ídolo do culto ao individualismo

"Estou em profundo choque. Perdi um amigo amado - o mais gentil, a alma mais generosa e um artista brilhante", disse o músico Elton John, um dos muitos com quem George Michael fez parcerias. "Meu coração está com a sua família, amigos e os fãs." – Declarações de outro da mesma cepa



Morre, no isolamento de sua casa, um dos mais  badalados ícones  do liberalismo selvagem da atualidade, da apologia das falsas aparências, da ausência de ideais de justiça e de fraternidade, do culto ao apelo à  droga, ao sexo, apenas como fonte  de prazer e da desbragada curtição, ao culto do individualismo egoísta, que tantos malefícios tem trazido à Humanidade, e, em particular ao descaminho da  Juventude, que, ao invés de ser levada a seguir exemplos edificantes, de valores solidários, generosos e  altruístas,  é compelida  pelos espaços televisivos   da publicidade enganosa e do consumismo,  à tentação da  ociosidade e da perdição, aceitando, sem contestação, amorfa e acéfala,  a imposição de uma sociedade exploradora, consumista  e castradora, um estilo de  música, sem harmonia, que não seja o do ruído até ferir os tímpanos ou cegar a iris com os potentes e hilariantes holofotes dos palcos exibicionistas,  destituída de sentimentos de amor e de paz, senão o da frivolidade do  abanar do “capacete”, do apetite ao sexo à droga, ao egoísmo e à  violência, ao salve-se quem puder..

Como não podia deixar de ser, as televisões - espelhos do culto da  mesma imagem hedonista -  dedicaram-lhe alargadas honras nos seus telejornais, pelo que,  uma vez mais, o grande público não foi poupado a levar com doses maciças, até à exaustão,  de enfastiados laudatórios ou sucessivos  flashes de degeneradas aberrações musicais.

"MORREU PACIFICAMENTE EM CASA”

Dizem as noticias que  o cantor “morreu pacificamente em casa” e devido a um “problema cardíaco”. A polícia britânica confirmou a morte de George Michael à BBC e referiu que não houve circunstâncias suspeitas no óbito.

Claro que não era suposto que alguém fosse matá-lo em sua casa, mas há muita maneira de ser morrer pacificamente em casa: seja por morte natural ou por via do consumo de qualquer narcótico “As altas taxas de mortalidade entre usuários de droga estão relacionadas a inúmeros fatores, tais como complicações devido ao uso da droga (por exemplo, Aids entre usuários de droga injetável), overdose, suicídio, acidentes e homicídio. 

As dificuldades em atribuir causas de morte a uma reação de overdose especifica são complicadas. Por exemplo, diferenciar overdose acidental de suicídio pode ser muito difícil.

Estes os agregados atributos de um ídolo da atualidade: A beleza física e a qualidade vocal transformaram o cantor em um dos favoritos do público desde que ele se dedicou à carreira solo, 5 momentos polêmicos na carreira de George Michael - 

HOJE JÁ NÃO PASSA MÚSICA NAS RÁDIOS E NAS TELEVISÕES, QUE TRANSCENDA E INEBRIE O SENTIDOS DE PURA MUSICALIDADE E HARMONIA.


As palavras, que a seguir reproduzo, são igualmente  do escritor Vergílio Ferreira, que podiam também ser subscritas na minha adolescência, mas não na atualidade, porque é muito difícil escutarmos temas musicais, quer nas rádios ou nas televisões (até na única rádio, que passa musica clássica, mais dados ao palavrado de que ao bom gosto musical)  

“Que música é esta que ouço na rádio? São onde da manhã, de céu nublado, ouço-a na transcendência de mim. É um coral solar  e nele ressoa toda a extensão de uma alegria serena  que veio vindo do fundo das eras. Expando-me eu também na sua infinitude, transposto a um outro mundo que traz os sinais do imaginário  do “outro” e é só dom incognoscível. Música celestial da terra dos homens para a grandeza que de si desconhecem. Ouço-a. E tudo em mim se pacifica por sobre a amargura de uma vida inteira que nela agora se dissolve e submerge.  

Que fascinação ele exerce  sobre mim, nascido entre as pedras da montanha. É a fascinação  do incomensurável  e majestoso e potente , a sedução dos em-limite, da sua infinitude, o absurdo do incansável das suas ondas, a beleza irrepresentável da sua alvura, a doce e larga dormência   do seu rumor - Vergílio Ferreira - Conta Corrente 1990 - 

“NO GRAU ZERO DA CIVILIZAÇÃO”

Estamos no grau zero de uma civilização e não há absolutamente nada visível para além de nós próprios. Nenhuma causa se pode inventar para se morrer por ela, como foi sempre grande sonho do homem. É o vazio do irrespirável e temos que o respirar. Todos os mitos se dissiparam e nada hoje em nós segregar um novo. Estamos no grau zero . E só em nós próprios podemos inventar  o calor que nos reanima.  10 de Sete – Vergílio Correia – Conta Corrente  - 1990 – E ainda a procissão  ia no adro 

ESTA É TAMBÉM "A ERA DO VAZIO" -ASSOCIADA AO LIBERALISMO SELVAGEM 

O liberalismo é a faceta mais cruel do capitalismo selvagem, deixando o cidadão á mercê dos mais poderosos, dos países, quer os governados pelas chamadas pseudo-democracias ocidentais, quer por castas (caso da índia e do Paquistão, que, além de se apoderarem do património dos seus países, podem corromper e comprar o património de outras nações)  e também dos milionários do  chamado capitalismo do Estado Chinês, que nada tem a ver com socialista defendido por Mau Tsé-Tung e que estão a perverter  e a estender o seu império a nível global, sem toda terem necessidade de pegar  numa arma – Se bem que um dia o venham a fazer, quando algum governante, lhes tentar sacudir os seus tentáculos – Mas, então, já será tarde demais  - Porque, este de peste depois de contagiada,  é incurável.  

Esta é a sociedade contemporânea,  que,  Gilles Lipovetsky,  intitulou nos eu livro  de A Era do Vazio”  . E, nessa altura, à era do Vazio, ainda não se havia associado o liberalismo selvagem, que caracteriza os dias que passa.   - Eis, em breves traços, que ele descreve na sua obra:


 “O despejo/vazio da sensação, do prazer, o vazio dos sentimentos e das ideias, faz com que aumente a angústia e o pessimismo. A infelicidade e a indiferença crescem e com isso surgem alguns problemas ditos de uma sociedade moderna, como o caso do suicídio. O suicídio é incompatível com uma sociedade indiferente e o desespero dessa indiferença faz com que seja definido pela depressão. O isolamento do individuo faz com que essa solidão seja maior e que mesmo que peça para ficar sozinho, este pode não se suportar.

Com o modernismo, o artista liberta-se da tutela financeira das igrejas, aristocratas que desde os sustentam desde a Idade Média ao Renascimento. Os valores passam a ser o individualismo, a liberdade, igualdade e revolução. Como modernismo começa a existir uma distanciação entre a obra e o espectador, como consequência desaparece a contemplação estética e interpretação em proveitos da “sensação, simultaneidade, caracter imediato e impacto”. A sociedade passa a ser vazia da função da comunicação e personaliza e dessocializa as obras, criando códigos e mensagens por medida, confundindo o espectador através da divisão do sentido e do não-sentido. A obra passa a ser aberta de interpretações. Numa sociedade moderna da era do consumo liquida os valores, costumes e tradições, emancipando o individuo, faz com esteja ao acesso de todos, reduzindo a diferenças instituídas entre sexo e gerações. O individuo passa a ter necessidade de se redescobrir, ou de se aniquilar enquanto sujeito, exaltando assim as relações interpessoais. Como modernismo existe também uma crise espiritual susceptivel de levar ao abalo das instituições liberais.

Numa sociedade moderna existe o culto dos mitos cómicos e o divertimento ocupa um lugar fundamental. A ironia, a sátira é um humor recorrente numa sociedade moderna. Ressuscitam tradições como Carnaval, onde se poderá utilizar o humor satírico para criticar algo que pensam estar mal, embora o Carnaval de hoje em dia não tenha a mesma carga tradicional como antigamente. Na publicidade muitas das vezes também utilizado o humor direccionado para mostrar a verdade sobre a publicidade, que é desprovida de mensagem e não é uma narrativa, nem uma ideologia, é apenas uma forma vazia de valores sociais e institucionais que fazem com que na realidade não transmitam nada. – Excerto de “A Era do Vazio” - Gilles Lipovetsky



sábado, 24 de dezembro de 2016

Aleluia! É Dia de Natal!...Haja luz!...Deus separou-a das trevas e houve luz! – E agora, num mundo das árvores artificiais, onde está a luz natalícia, que fez da Natividade, um exemplo de amor, de paz e de bondade? - Hoje é Dia de Ser Bom – Depois do Natal, Não Faz Mal Ser Mau...



(…)Presépio é qualquer berço
Onde a nudez  do mundo tem calor
E o amor
Recomeça.
Leva-me, pois, depressa,
Através do deserto desta vida,
Á Belém prometida…
Ou és tu a promessa?
Miguel Torga –Coimbra, Natal  de 1959



Na verdade, desejar Boas Festas de Natal e um Feliz Ano Novo é o voto expressivo que, nesta quadra, mais se ouve ou se escreve. Que, na tradição cristã, significa nascimento e Família. Sim, e  como o nosso  pais está cada vez mais envelhecido e deprimido, bem precisávamos de mais natalidades e de famílias felizes. E, para isso, também era importante que o Menino Jesus Bíblico, sensibilizasse os poderosos de que, os não privilegiados, também fazem parte da Grande família Humana  e lhes assiste o mesmo direito a serem Felizes.



NATAL - Tal como é festejado é também  a face  mais cínica do capitalismo corrupto e corruptor. Que é transmitida com os mais inocentes e gentis sorrisos. Ninguém é mau neste dia. Os que são maus, à força de tantos enfeites e alegorias, hinos de amor e de paz que se ouvem por estes dias, sentem-se como que naturalmente impelidos a deixarem de ter remorsos das suas maldades ou patifarias. Se é que alguma vez os tiveram!... E os que são bons, sendo já bons por natureza - sobretudo os pobres de espírito, porque, segundo diz a doutrina bíblica, deles é o reino do céu - sim, então estes nem sequer têm tempo de pensar no mal (e na exploração) que os outros lhe fizeram. Na ótica cristã continuarão a ser os símbolos das mais exemplares virtudes da igreja.



Na verdade, até parece que o Natal funciona como uma espécie de esponja ou detergente: lava todas as máculas do pecado Crise leva a mais de 10 mil suicídios na Europa e nos EUUnião Europeia tem 26,5 milhões de desempregados . ....Crise financeira faz disparar taxas de suicídio - 


Video registado no da 24 de Dezembro de 2016, - por volta das 11 horas da noite


EM NOITE DE  NATAL-  – NO DIA SER BOM, DEPOIS NÃO FAZ MAL  -  Numa breve saída à rua para ver como era o Natal do sem-abrigo: as imagens do costume, uns dormindo ao relento, outos,  procurando extrair de um caixote do lixo, alguns resíduos de alimentos para sobreviver - Dos restos ou desperdícios que enchem a generalidade destes contentores, sobretudo porque hoje é Natal


Sim, não ter eira nem beira, nem raminho na figueira – E a  falsa aparência de uma festa de expressão universal  - O dia e a noite de muitos salvarem as aparências, menos os milhares de deserdados, desprotegidos da sorte, desempregados e sem abrigo, que dormem ao relento, à chuva ou ao frio – Há pouco saí do isolamento,  quase conventual, das minhas águas-furtadas, um modesto e  insalubre desvão do telhado, que de bom apenas tem a possibilidade de ser silencioso e dispor um pequeno terraço do qual posso contemplar as estrelas, mesmo em noite iluminada da cidade, ou até de me deslumbrar com um nascer ou pôr, da cidade, sim, de outro modo era impensável o sacrifico de aqui residir há mais de 30 anos, mas, como ia a dizer, decidi sair à rua, certo de que não deixaria de me deparar com as das imagens que aqui lhe deixo – 

"Dia de Natal
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.



Algumas destas imagens, são apenas a ínfima expressão das milhares  que registei nas minhas peregrinações aos Templos do Sol, arredores da minha aldeia) não me apresento nem como o Pai Natal nem como o Deus Menino – Quanto muito incorporando a  singela figura de quem busca nos lugares mais ermos e solitários,  o reencontro com a sua identidade, a resposta à pergunta: donde venho e para onde vou ? - Em demanda  do Ser Transcendente, na mais estreita intimidade comigo próprio e  a Mãe-Natureza. -   Calcorreando ermos penhascos,  seguindo os trilhos do chão que me viu nascer, como que num intrínseco apelo às minhas origens, aos  dias em que por ali vagueava descalço e livre como a cotovia  que pousa de penedo em penedo ou a folha que se desprendia do velho negrilho no adro da igreja impelida pela poeira e o vento dos burburinhos, que em garoto me chincavam os olhos nas minhas calcorrearias 

Se às vezes,  revendo estas imagens, me revejo como que em míticas vestes bíblicas,  talvez não seja de todo por mero acaso: a vida de Jesus é um maravilhoso exemplo – Independentemente de toda a crença, é um facto incontestável: que Jesus nasceu de uma família humilde, em Belém, na província romana da Judeia. No relato do Evangelho de Lucas, José e Maria viajaram de Nazaré para Belém para comparecer a um censo e Jesus nasceu durante a viagem numa simples manjedoura1 .. Mais tarde seria preso, julgado pelo Sinédrio - Dizem os evangelhos por Amor da Humanidade.

De facto, Feliz Natal é uma expressão bonita, que fica sempre bem a quem a pronuncia e a quem a ouve. E que todos os anos se repete como um ramo de flores que, em certo dia ou nos dias que o antecedem, se deve colocar como um jarro decorativo sobre uma mesa, como um dever social e não no sentido mais profundo do que lhe é atribuído na idade da inocência – Por isso mesmo, sendo uma expressão bonita, não deve regatear-se a ninguém: nem a familiares, nem amigos nem a desconhecidos. – E não apenas aos Homens de Boa Vontade.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Solstício do Inverno 2016 – Da Noite mais longa ao mais pequeno do ano – Que entrou gelado e coberto por denso nevoeiro – Celebrado ao nascer do sol, surpreendentemente com algumas abertas, durante a breve cerimónia, que decorreu junto a antiquíssimo alinhamento solar, situado na área envolvente do Castro do Curral da Pedra, aldeia de Chãs, Foz Côa . - Que A Luz do Sol Abençoe a Humanidade e lhe traga a tão desejada harmonia e Paz - Foi o nosso voto

Jorge Trabulo Marques - Jornalista e Investigador



Não deixe de ler - depois deste nosso apontamento - o desenvolvido artigo que editamos, acerca deste evento, em http://www.vida-e-tempos.com/2016/12/celebracao-do-solsticio-do-inverno-dia.html

O início do 1º dia do Inverno, no Hemisfério Norte, ocorreu,  hoje  às 10.44 de 21 de Dezembro de 2016 – Nós  saudámo-lo  às 08.30 -  Cerimónia breve e simples, a escassos metros de um antigo castro e quase no topo da colina mais alta da Mancheia-Tambores,  no entanto,  nem por isso destituída de  expressivo significado 

Claro  não íamos a contar com  as simpáticas presenças das já tradicionais celebrações dos equinócios e do solstício do Verão, noutros alinhamentos sagrados, existentes nesta mesma área, pois as manhãs do Inverno não costumam ser muito apelativas a festejos, além de que ainda o temos em estudo.. Talvez um dia ali possam comparecer mais pessoas: mas também não é esta a nossa preocupação, a de pretendermos dessacralizar o que deve ser visto apenas por quem verdadeiramente o aprecie e o compreenda.



A manhã esteve realmente muito fria – gelada - e pouco convidativa mas nem por isso nos inibiu de nos levantarmos cedinho e de ali comparecermos, certos de que, sairíamos, dali com renovas energias e com alma em festa – E foi esta a experiência, que ali pudemos viver, com António Lourenço: quer pela ampla e dramática beleza, que se contempla deste local, quer pela força telúrica que parece sentir-se emanar ainda dos escombros das ruínas do povoado circundante ao antigo castro, que ali se ergue num dos pontos mais altos da vertente sobranceira à margem direita do maravilhoso vale da Ribeira Centeeira - ou seja, num dos sítios mais  altaneiros da funda depressão tectónica do Graben de Longroiva - que se estende de sul para Norte para depois de passar pelo estreitíssimo e acidentado canhão dos Piscos e desaguar na foz do Rio Côa, junto à qual existe um dos mais famosos núcleos de gravuras do paleolítico.



Nos primeiros minutos, com o horizonte envolto por denso e gélido nevoeiro, tudo parecia fazer crer que o inicio do Inverno ia fazer jus ao tempo gelado que o caracteriza – Contudo, pouco depois, como por ação milagrosa do Grande Astro Luminoso dos Céus, este mostrou o seu brilho e a sua esplendorosa luz, por entre algumas névoas e todo o recinto foi iluminado, com os raios solares em perfeito alinhamento com a crista do menir em forma fálica, ao qual demos o nome de " Phallus Impudicus", por nos ter feito lembrar uma exótica espécie de cogumelos, que ali descobrimos naquele mesmo dia – Curiosamente, este ano, nem sequer vimos um para amostra, mas também não era esta a nossa preocupação

Durante a breve cerimónia, foram lidos poemas de dois  poetas da nossa região – De autoria de Orlando Marçalo, poeta e escritor, com vários livros publicados, mas com edições esgotadas, natural de vila Nova de Foz Côa, versos , extraídos do se livro Mocidade Florida, editado em 1910. E do poeta contemporâneo, Manuel Daniel, advogado, natural do concelho de Meda, residente em Vila Nova de Foz Côa, desde há muitos anos, onde goza de gerais simpatias, quer pela sua importante obra literária, que se reparte por  vários géneros, quer pela sua vida profissional e pela dedicação à causa pública – Os lindíssimos poemas, com o titulo, Inverno,  foram extraídos do seu livro “A Porta do Labirinto”.



Este vídeo é alusivo à cerimónia,  no dia de ontem, que realizámos na  véspera do solstício  do Inverno, com uma linda manhã de sol, se bem que muito fria e com algumas manchas de nevoeiro, ainda por desfazer nas partes mais baixas  das canadas e do vale - Atendendo às inconstâncias do tempo, que geralmente se faz sentir por esta altura, tomámos a iniciativa de anteciparmos  a celebração, aproveitando a visibilidade de um céu límpido, receando que as condições atmosféricas não fossem as mesmas – E, realmente, foi o que se verificou: Inverno entrou realmente, com cara de Inverno – deu-nos  uns flashes de um esplendoroso sol, ainda durante a cerimónia, tal como trás referimos, mas depois, além dos nevoeiros,   também o céu se cobriu de nuvens

DA NOITE MAIS LONGA AO DIA MAIS PEQUENO DO ANO NO HEMISFÉRIO NORTE – Que a Luz da Manhã  ilumine  e abençoe em paz e Harmonia Universal a Humanidade, com verdadeiro espirito de Natal  - Este era o nosso desejo, quando editámos este vídeo, pouco depois da meia-noite do dia de hoje  - E, de facto, lá estivemos, à hora prevista, 08.00 TMG no recinto da  Pedra “Phallus Impudicus"  - Inseridos no espírito de  uma das celebrações mais antigas da humanidade - Em Honra ao Deus Sol ou, ao Pai Sol, tal como o catolicismo assim já o definiu 



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

0x1 - Sporting naufraga em Alvalade com o estádio quase abarrotar e fica a ver o Braga por um canudo em 4º lugar - Navegação atribulada com sucessivas embrulhas no tapete.


Jorge Trabulo Marques - Foto-Jornalismo


Navegação atribulada nos mares esverdeados e encapelados de Alvalade, com sucessivas embrulhas no tapete. -  A sorte do jogo poderia ter sido diferente, com a vitória a sorrir à equipa sportinguista – e em semana natalícia,  os corações  leoninos, ainda se alegravam mais - se aquela pelota chutada rasteira por um atacante da esquadra verde-branca, tivesse encurtada uns escassos centímetros a trajetória; assim foi um excelente torpedo que se perdeu naquele mar de relva – E o tempo do duelo ainda mal havia começado.

Tal não sucedeu, porque, estas coisas do futebol, têm os seus caprichos, que nem sempre o mais hábeis artistas dominam.


O que aconteceu foi um jogo com sucessivos estatelanços no relvado, nomeadamente do guarda-redes bracarense: de volta e meia, lá ia mais uma fita à cesta para queimar tempo – Sem dúvida, além de talentoso arqueiro, tem perícia e olheiro para enrolar o jogo ao adversário, que esteve mais encostado ao seu reduto de que em lograr furar a área defendida pela equipa minhota, que, ao minuto 70 (número cabalístico) é desfeiteada por  Wilson Eduardo, antigo pupilo dos leões, que, rematando forte e fora da área, bate, inexoravelmente,  sem apelo bem agravo,  o  genial Rui Patrício – E enregela Alvalade com um sofrido silêncio de desastre, dando por barato ou perdidos os Votos de um Feliz Natal, que surgiram na ponta final do ecrã – Braga, com 29 pontos, na fase pós reinado José Peseiro, treinado interinamente por dois treinadores adjuntos, Abel Fernando Moreira Ferreira e João Miguel Barreto Martins, que catapultam a equipa da cidade dos arcebispos à 3ª posição do campeonato.



ATÉ PARECIA QUE ESTAVAM ADIVINHAR…


Nos rostos de Jorge Jesus ou de Bruno de Carvalho, não é muito fácil descobrirem-se sentimentos à flor da pele, quando se aproximam das cabines e naqueles momentos em que a equipa se faz ao relvado e o  Estádio até vibra de aplausos, senão propriamente posturas de introspeção e de expetativa – No jogo deste domingo, 18 de Dezembro, então é que pareciam mesmo que estavam adivinhar o que o final do dia lhes ia a reservar – Enfim, são contrariedades da vida e de quem vive intensamente o futebol e assume pesadíssimas responsabilidades: a felicidade e alegria vivida no final de um jogo, que se vence é bem diferente dos sentimentos experimentados, sobretudo quando se perde em casa.  Claro que o futebol é mesmo assim: pleno de emoções, quer nas vitórias, quer nas derrotas – Mas ainda há muito futebol e muitos jogos para disputar – Muitas novidades e surpresas a encarar- é demasiado cedo para ficar deprimido ou deitar foguetes antes da festa 


ECOS DA IMPRENSA

 “O Sporting recebeu este domingo o Sporting de Braga e averbou a primeira derrota caseira neste campeonato. Os Leões estiveram sempre por cima das incidências mas os bracarenses mostraram-se sempre clínicos na saída para o ataque. Na segunda metade, com o Sporting por cima, o Braga chegou ao golo por intermédio de Wilson Eduardo. O antigo jogador dos Leões rematou forte fora da área e bateu Rui Patrício que não vê a bola partir. Até ao fim do jogo, a equipa de Jorge Jesus tentou o empate mas atacou sempre mais com o coração do que com a cabeça. Com esta derrota, o Sporting passa para o quarto lugar, em igualdade pontual com o Vitória de Guimarães.
(…).
Alvalade estava vestido de gala para assinalar o jogo 500 de Jorge Jesus na Primeira Liga. Depois das vitórias de Benfica e FC Porto, o Sporting sabia que não podia perder mais pontos, sob pena de ficar mais longe dos da frente. Já o Braga, que estava a apenas um ponto dos ´leões` tentava a vitória para chegar ao terceiro lugar. Já sem Peseiro, despedido a meio da semana após a derrota para a Taça de Portugal frente ao SC Covilhã, a equipa foi orientada por Abel Ferreira, um homem que conhece bem o Sporting: além de ter sido jogador do Sporting, já orientou os juniores (2011-13) e equipa B (2013/14) dos ´leões`.Sporting perde, cai para 4.º e fica a oito pontos do Benfica - Primeira ...