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sábado, 7 de janeiro de 2017

Maria Barroso - Mário Soares – Vozes de um casal que já partiu em paz mas com muito sofrimento para eternidade – Recordadas em memórias de um repórter – A minha singela homenagem – O vídeo está na Internet desde a véspera em que Mário se juntou à sua companheira no Reino da Invisibilidade - Personalidades que fizeram história entre os vivos - ESPÍRITOS, DESTE NÍVEL, POR TÃO RAROS, são portadores de missões especiais mas só depois, de cumprida a espinhosa tarefa, o alto sacrifício, é que os deuses os levam para juntos do seu sagrado altar - Conheci Soares em S,Tomé

Maria  Barroso - Olhão 02/05/ 1925 - Lisboa 07-07-2015 – Mário Soares – Lisboa 07/11/1924 - Lisboa 07/01-2017
Por Jorge Trabulo Marques  Jornalista, Navegador dos Mares no Golfo da Guiné e Investigador 


Na verdade, ESPÍRITOS, DESTE NÍVEL, POR TÃO RAROS, são portadores de um condão especial . Os Deuses, as Grandes Divindades Espirituais,  em geral, protegem-nos e confiam-lhes  Altíssimas Missões Proféticas, tornando-os em viajantes perpétuos... E só depois, de cumprida a pesada herança, o alto sacrifício, os levam para juntos do seu sagrado altar - É o que se pode dizer um amor, só correspondido, depois de elevado ao mais alto martírio ou degrau de perfeição, e de nada 
mais haver a expiar!


Mário Soares, faleceu às 15:28 deste sábado no Hospital da Cruz Vermelha, um mês depois de ter completado 92 anos, onde estava internado desde o dia 13 de Dezembro, "na presença constante dos filhos. Foram Declarados 3 dias de luto nacional. O Governo decretou três dias de luto nacional, o funeral realiza-se na terça-feira
CONHECI MÁRIO SOARES EM S. TOMÉ  - Tive o prazer de lhe fazer algumas breves entrevistas, como repórter da RDP-Rádio Comercial. que guardo, assim como à sua esposa. - Conheci-o pela primeira vez em S. Tomé - Mas não se pense que ele teve ali a vida facilitada: quem lhe valeu foi o seu amigo Sr. Aprígio Malveiro, que era secretário da CM e que lhe deu alojamento nos primeiros tempos e o protegeu da vigilância dos PIDEs, que andavam quase sempre como cachorros atrás dele, a seguir-lhe os passos.. E também a amizade que tinha com o administrador da Roça Água Izé, da CUF. 


Vi-o várias vezes a passear sozinho -a caminho do Tribunal. quando me ia sentar na esplanada do Café Baía - na foz do Água Grande - Um PIDE (da policia politica colonial) que estava ali numa mesa ao meu lado: comentou: lá vai aquele sacana! que há-de ser Presidente quando as galinhas tiverem dentes. Enganou-se: o PIDE deixou de ser PIDE e ele foi Presidente. E também o vi várias vezes nas sessões de cinema das quintas-feiras no cinema Império - Troquei com ele umas breves palavras na Roça do Sr. Eng. Salustino Graça, na Trindade. - 



Era furriel Miliciano e tinha ido comprar ananases para a cantina do quartel. Estava ele com o filho João e o Sr. Eng - Às tantas, na altura em que estava a pesar os ananases, vira-se ele para mim: então Sr. ;Militar: gosta de S. Tomé? Mas antes que eu respondesse, apressa-se o João com esta pergunta: pai: sabes que diferença há entre um ananás e um Abacaxis: quem responde é então o Sr. Engº., que era realmente uma sumidade na cultura do ananás tendo ali uma das mais belas plantações da ilha- Foi ele, que, ali, noutra das minhas deslocações me vendeu vários pés desta planta para cultivar na agro-pecuária do quartel, que estava a meu cargo, onde também, fiz algumas plantações de bananeiras

MÁRIO SOARES EM S. TOMÉ  - Durante oito meses de exílio em São Tomé, em 1968, Mário Soares viveu vigiado permanentemente pela polícia política do Estado Novo, que manteve os são-tomenses à distância de tal forma que hoje poucos se lembram da sua presença.
“Ninguém podia falar com ele porque a polícia não deixava, eu até tinha medo mesmo de ver a varanda de casa dele”, disse à Lusa Ângelo Carneiro, 76 anos, um dos poucos são-tomenses que conheceram de facto o então advogado oposicionista de Salazar.(…)Durante a sua presença na ilha, Soares recebeu o apoio de Fernando de Angolares, um português que viveu mais de 40 anos em São Tomé e faleceu no final de 2013.

Proprietário de algumas canoas de pesca com motor e cerca de uma centena de cabeças de gado, Fernando de Angolares chegou mesmo a fornecer alimentos a Soares e a outros deportados por razões políticas.http://www.independenciaslusa.info/fotos-poucos-recordam-soares-em-sao-tome-e-a-culpa-e-da-pide/
COMUNICAÇÃO EPISTOLAR COM MÁRIO SOARES – DO FORO SUPRANORMAL –

Durante alguns anos escrevi várias cartas a diversas personalidades da vida portuguesa, e até à Irmã Lúcia, exceptuando a esta figura, todas elas foram redigidas sob o pseudónimo místico de Luís de Raziell -

Nuns casos enviei, noutros, simplesmente, acabaram por figurar no arquivo das minhas elucubrações do foro mediúnico e espírita.- Alguns excertos foram editados neste site, mas remetidos para  arquivo, sem visibilidade pública, aguardando oportunidade de serem trazidos à luz, com a data que foram editas, quando se achar oportuno. - E assim tem sido 


Por mim, não tenho dúvidas -  V. Exa. é dos raros espíritos iluminados, com capacidades que não são facilmente  aferíveis e  explicáveis através da filosofia tradicional e da lógica científica, e muito menos, compreendidos, na sua plena extensão, pelo senso comum!...



 Sou um admirador da personalidade de Mário Soares - Ele era um espírito elevado e eu sempre gostei de comunicar com espíritos elevados. Daí tê-lo incluído nas minhas jornadas místicas - Ou seja, entre as figuras a quem dirigi as minhas cartas: umas por admiração, outras apenas por impulsos inexplicáveis - Mas a Mário Soares foi apenas por admiração - Se lhe sobrar tempo não deixe de ler o que escrevi sobtre uma outra das figuras que muito admirei - Francisco Sá Carneiro -  http://www.vida-e-tempos.com/2013/11/caso-camarate-francisco-sa-carneiro.htmll



Talão do registo da carta que lhe enviei em 27 de Março 2001 - Não tenho a certeza se a leu - pois ele deve receber muita correspondência - mas, para mim, esse aspecto até nem era o mais relevante: o que mais me importava era escrevê-la. E foi o que fiz, tal como muitas outras que ( por demasiado longas) não lhas cheguei a enviar.

No caso da personalidade de Mário Soares, alguns excertos foram inicialmente editados, em vários posts no meu site  Desoculto Noturno, porém, devido à extinção do mesmo, decidi transferi-los com a mesma data para Templos do Sol, com o intuito de serem divulgadas quando se achasse oportuno – – E assim tem sido

De algum modo inspirado num livro da poetiza e escritora, Fernanda de Castro,, que tive a honra e o trazer de entrevistar em sua casa - O seu Livro era com figuras famosas falecidas, eu preferi no entanto as que ainda viviam e traçar-lhe o percurso das suas vidas passadas -



 Era uma forma epistolar mais de reflexão e de introspecção de ordem espiritual de que propriamente com carácter temporário e politico. - Mário Soares,  foi uma dessas figuras - Umas cartas foram-lhe enviadas, outras, por tão extensas, ficaram inacabadas e por enviar - É o caso do texto  que a seguir aqui apresento, acerca das suas reencarnações, que comecei a escrever em Dezembro de 2002. 

MÁRIO SOARES - UM PREDESTINADO...        O Além de que lhe venho falar, não é de um lugar determinado, não é de um outro mundo....é tão somente daquele mundo que está para além da nossa compreensão e das nossas percepções vulgares






Hoje tornei publicamente visível. este post  -

 Não leve a mal esta minha ousadia em foro íntimo, mas é minha convicção que o Sr. Dr. Mário Soares, enquanto puro sangue jupiteriano ( e ainda devido a outras influências enriquecedoras de vidas anteriores),embora não sendo um homem religioso, no sentido tradicional do termo, é-o, contudo,  no da seriedade e no sentido de missão – O homem que não deixa de interrogar-se  sobre as grandes dúvidas e questões que mais se levantam aos espíritos sensíveis e evoluídos, nomeadamente acerca das origens da vida  e dos grandes mistérios do Universo. O homem de profundas convicções idealistas,  que não esmorece ante as maiores dificuldades e perigos!  – Enfrenta  as batalhas, os pleitos, de rosto erguido! – Vai em frente! Qual cavaleiro vindo das brumas que, ao rasgar-se-lhe o horizonte em luz, em claridade, vai até onde a última centelha espreita e o ilumina! Não se detém na vã contemplação de inúteis devaneios, reflecte e discorre, como poucos, utilizando, a par da  sua inteligência superior, as imensas capacidades do inconsciente, do instinto e do sonho...  Desde a política aos grandes temas da vida, nada escapa à sua apurada sensibilidade! – Tem o condão da eloquência dos grande sábios  e a visão dos profetas iluminados!

Sim, V. Exa. é o cidadão das grandes causas da sua pátria e do mundo! É o enviado, o predestinado à Terra, ao solo e ao Mar Português! – Às  suas gentes e ao seu futuro! –  Estou certo que a  História assim o haverá de recordar! - Mais pormenores em http://www.vida-e-tempos.com/2008/12/mario-soares-um-predestinado.html

MÁRIO SOARES E AS SUAS REENCARNAÇÕES - E a Vida para além da Vida - Percursos dos Mistérios do Além


06/12/2008  - sou a mesma pessoa que, em 27 de Março de 2001, e através da carta, a que atrás aludi, lhe disse,  textualmente, o seguinte, a propósito das densas nuvens que via, então, pairar no horizonte:  “Sem com isto pretender ser alarmista, penso que o Ano de 2001(ironia das ironias), o tão badalado e tão profetizado Ano da Odisseia do Espaço), vai ser, certamente, um ano para esquecer - o ano de todas as “odisseias” - E, ao que parece, ainda agora a procissão vai no adro.”  - Estas minhas proféticas palavras, escrevi-lhas eu na 2ª página da dita carta (registada), tendo acrescentado, na 3ª página, ainda o seguinte: “Como disse, vejo com apreensão o decurso do Ano 2001(não é um ano bom: no que já nos trouxe e naquilo que de negativo nos poderá trazer - a nós e aos outros  Mais pormenores ehttp://www.vida-e-tempos.com/2008/12/mario-soares-e-as-suas-reencarnacoes.html  

MÁRIO SOARES  - A SIMBOLOGIA DE UM IMPÉRIO – MAR, RIO . SAGRES E OS VERSOS DA  PROFECIA DE DOM SEBASTIÃO O DESEJADO "QUE AINDA HÃ-DE VIR NUMA MANHÃ  DE NEVOEIRO.."

"Se dividirmos a palavra Soares, em duas sílabas, o que é que se poderá subentender?... Pois bem, como a primeira sílaba é muda, e a segunda aberta, fica o S sozinho, a soar a Sagres! – Ah! Sim, que significado mais maravilhoso, que força mais expressiva para todos nós, portugueses, pronunciar a palavra Sagres! – Ponto de partida das naus que haviam de dar a volta ao mundo. Mas não só o S tem a ver com o começo da palavra Sagres, tem igualmente uma forte conotação com o nome de Sebastião, ou seja, com o rei D. Sebastião, desaparecido na Batalha de Alcácer Quibir, em 1578, cujo mistério à volta do seu desaparecimento e da tragédia que envolveu os milhares de portugueses que ali pareceram, haveria de fazer renascer um halo de esperança para Portugal, que viria a consubstanciar-se no ressuscitar do Quinto Império – Cujo surgimento messiânico e profético começara a desenhar-se com a espantosa vitória de D.Afonso Henriques, aos mouros, em 1139, na célebre batalha de Ourique, conquista decisiva para a consolidação do reino - Mais pormenores em A Simbologia de um Império http://www.vida-e-tempos.com/2008/12/mario-soares-simbologia-de-um-imperio.html

MÁRIO SOARES - (1) - CARTA DE UM VIDENTE A UM VISIONÁRIO         (2)E Carta da revelação de um Segredo  Transcendental … 

Não lhe vou revelar o meu nome verdadeiro, tal como também não lhe indico a minha morada - Por isso, esta carta, vai com morada fictícia e assinada sob pseudónimo. O registo é apenas para ter a certeza que lhe chega às mãos e não se vai extraviar pelo caminho. Peço-lhe desculpa de assim proceder; não é para me proteger de qualquer intento oculto, mas porque é mesmo assim que eu me sinto bem a escrever no papel de vidente e médium - Ou por outras palavras: por ser precisamente deste modo, no mais absoluto silêncio de minha casa (ou nalgum ermo das fragas da minha aldeia) e dentro do mais cerrado anonimato, que eu julgo poder desenvolver e pôr à prova as minhas capacidades extra- sensoriais-Editada em 15-11-08 – mas por enquanto não visível publicamente  http://www.vida-e-tempos.com/2008/11/mario-soares-1-carta-de-um-vidente-um.html 


Mário Soares, de seu nome completo Mário Alberto Nobre Lopes Soares, nasceu em Lisboa, em 7 de Dezembro de 1924, filho de João Lopes Soares e de Elisa Nobre Soares. Político de profissão e vocação, co-fundador do Partido Socialista, a 19 de abril de 1973, o percurso de Mário Soares inicia-se nos grupos de oposição ao Estado Novo, atividades que levariam o governo de Salazar a deportá-lo para São Tomé[1], onde permaneceu até o governo de Marcello Caetano lhe permitir o exílio em França[2]. No processo de transição democrática subsequente ao 25 de abril de 1974 afirma-se como líder partidário no campo democrático, sendo ainda Ministro de alguns dos governos provisórios. Em seguida foi Primeiro-Ministro dos I, II e IX governos constitucionais, acompanhando o processo de construção de políticas sociais pré-adesão às Comunidades Europeias. Foi Presidente da República durante dois mandatos, entre 1986 e 1996 - Desde os tempos de estudante universitário foi um activo resistente à ditadura. Iniciou então um longo e persistente combate que o levou a estar presente e activo na organização da oposição democrática ao salazarismo. – Mais pormenores da sua biografia em http://www.fmsoares.pt/mario_soares/ e h - ttps://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Soares

Público - Quem olhar para os últimos 50 anos da história de Portugal vai encontrar sempre Mário Soares: no ataque à ditadura, na libertação democrática, na resistência ao comunismo, na opção europeia, na solidez democrática. Foi, nos momentos decisivos, o líder de que Portugal precisava – e é por isso que hoje o país lhe deve muito. https://www.publico.pt/2017/01/07/politica/noticia/morreu-mario-soares-adeus-a-um-portugues-maior-1756035




Breve entrevista a Maria Barroso, em 1990, por ocasião do lançamento do livro “Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal , Helder Cártica e António Homem Cardoso, pretexto para se falar  do seu gosto pelos jardins para a qual transmitia uma ideia muito romântica de expressar, de prazer, de convívio e da viagem com Mário Soares à ex-União Soviética: das impressões que colheu, quer do conhecimento da realidade “ de um mundo diferente do nosso”, quer dos encontros que os seus maridos teve com Gorbatchov e, particularmente, com o casal Andrei Sakharov , que considerou “extremamente emocionante! Gostei muito de os conhecer  ele tinha uma paixão pela personalidade de Sakharov, tinha lido alguns dos seus livros!... Tinha-me servido, muitas vezes dos seus textos, como argumento para expor aquilo que eu pensava e sentia em relação ao sistema; tentar apreender a sua maneira de sentir e de estar!.. É difícil quando há barreiras, quase intransponíveis da língua!... Mas, de qualquer maneira, é sempre uma experiência interessante.



Maria Barroso morreu na madrugada, dia 7 de julho, 2015. no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, Natural de Olhão, Maria de Jesus Simões Barroso Soares nasceu no dia 2 de maio de 1925. Era a quinta de sete filhos do oficial do Exército  Alfredo José Barros e da professora primária  Maria da Encarnação Simões
Maria Barroso. A antiga primeira-dama e mulher de Mário Soares faleceu aos 90 anos, vítima de uma hemorragia intracraniana, depois de ter caído em casa dia 26 de junho, estando desde então em coma

A mulher do ex-Presidente da República foi internada na madrugada do dia 26 de junho, no HCV, na sequência de uma queda, estando desde então em coma profundo. 
Foi atriz na companhia de Teatro Rey Colaço-Robles Monteiro, onde se estreou em 1944 com a  peça Aparências, de Jacinto Benavente. No cinema, estreou-se em Mudar de Vida, de Paulo Rocha, e participou em três filmes de Manoel de Oliveira, Le Soulier de Satin, Amor de Perdição  Benilde ou a Virgem Mãe.
 Foi diretora do Colégio Moderno, fundadora do Partido Socialista, primeira-dama de Portugal entre 1986 e 1996, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, sócia-fundadora e presidente da ONGD Pro Dignitate e da Fundação Aristides de Sousa Mendes.
 Pragmática, Maria Barroso sempre foi uma mulher de convicções fortes, que lutou para concretizar os seus sonhos
 http://caras.sapo.pt/famosos/2015-07-07-Morreu-Maria-Barroso  Leia aqui o seu perfil:  90 anos de uma vida preenchida

O PRAZER DOS JARDINS E O ENCONTRO COM SAKHAROV NA UNIÃO SOVIÉTICA DOS FINAIS DOS ANOS 80 -Tenho fé que o mundo se vai melhorar e que nós vamos ter um mundo de tranquilidade e de paz, finalmente… Daqui a um tempo!... Não será para, já já, mas tenho muita fé.

Maria Barroso, já não faz parte do mundo dos vivos: nasceu em Fuseta  em 2 de Maio de 1925 e faleceu, em Lisboa, em Julho de 2015

Que recordações é que lhe trazem os jardins? –
MB – Para mim têm sempre uma ideia muito romântica de expressar, de prazer, de convívio!,,,
JTM – Gosta de passear pelos jardins?
MB Gosto: faço isso quanto poso, quanto estou em Belém!... Faço, quanto posso, noutros jardins, noutros sítios, no norte ou no sul do país: acho que são sítios repousantes! Que convidam à reflexão e à cala, que é uma coisa que todos precisamos tanto.
JTM –Está-se a referir aos jardins do norte do Pais?
MB – Do norte e do Sul do país!... Mas, como a Elena Vaz da Silva, acabou de dizer há uma monumentalidade diferente do centro e do sul…

JTM – É uma pessoa muito viajada: ainda recentemente esteve na União Soviética. Lá também viu bonitos jardins?
MB - Bom, na União Soviética, foi interessante a viagem!  É umam realidade que está nos antípodas da nossa mas é curioso conhecer um mundo diferente do nosso: tentar apreender a sua maneira de sentir e de estar!.. É difícil quando há barreiras, quase intransponíveis da língua!... Mas, de qualquer maneira, é sempre uma experiência interessante.

JTM – Quais foram os aspetos para si mais curiosos, mais importantes, digamos assim?
MB – Para que rádio eu estou a falar?
JTM – Está a falar para a Rádio Comercial, 24 Hora.
MB – Bom, achei muito interessante ver parte do país, que eu não conhecia: só tinha passado dois dias, em Moscovo, quando o meu marido, era   Ministro dos Negócios Estrangeiros. Gostei de conhecer melhor Moscovo; gostei de conhecer um pouco da Arménia e do Azerbaijão! Gostei de contactar com as pessoas. Gostei até de ver a distância que existe, entre  aquilo que Gorbatchov diz, de fascinante e a perestroika e a distância que existe entre aquilo que pretende fazer ou pretende fazer… Sonha fazer e que, efetivamente, existe.

JTM – Acredita mesmo no que diz o livro? … Nessa nova linha de orientação?...
Bom, o que ele diz, eu penso que é uma revolução!... Aliás,  ele próprio confessa que é uma segunda revolução aquilo que ele diz!... Ele confessa o fracasso do sistrema!... Isso parece-me que já é importante!... É uma confissão corajosa!... Que, até aqui, não tínhamos visto em nenhum livro a confessar que o sistema tinha fracassado…. De qualquer maneira, nós temos que acreditar! .. E forçar aquilo que é possível do exterior fazê-lo! Para que passe das palavras aos atos. Como cidadãos do mundo, como o próprio Gorbatchov diz, nós estamos todos no mesmo barco e não haverá uma segunda  Arca de Noé!... Nós estamos efetivamente todos no mesmo  barco  e não queremos que haja um confronto entre as duas superpotências!... ´Portanto, é importante para nós, devemos a nossa palavra de esperança para que o diálogo se estabeleça, se consolide e tenha as suas consequências! Que são para todos nós, cidadãos do mundo.

JTM – Sabemos que houve alguma coisa que a deixou um tanto ou quanto triste: foi não ter tido a oportunidade de visitar a esposa de Gorbatchov  
BM – Sim, tive pena de não a conhecer, porque parece uma personalidade muito curiosa! Coim uma visão, também muito diferente da realidade  soviética: uma mulher voltada com uma grande abertura para o undo ocidental… por aquilo que eu tenho lido, por aquilo que eu tenho visto. No entanto, tive um momento muito emocionante, que para mim justificava a visita à União Soviética, foi o encontro com o casal Andrei Sakharov Foi extremamente emocionante! Gostei muito de os conhecer  ele tinha uma paixão pela personalidade de Sakharov, tinha lido alguns dos seus livros!... Tinha-me servido, muitas vezes dos seus textos, como argumento para expor aquilo que eu pensava e sentia em relação ao sistema comunista… De maneira, que, conhecer aquele homem, que falou com  uma serenidade. Com uma coragem, com uma firmeza, uma clareza muito grande, foi para mim extremamente emocionante: conhecer a ele e à mulher, cujo livro também tinha acabado de ler.

JTM – Foi para ele um momento emocionante!... Sabemos que o Dr. Mário Soares, se emocionou!
MB – Emocionámo-nos os dois bastante, com o casal Sakharov… E sentimos, que. ter de facto em liberdade, junto de nós, aquele casal,  que sofreu tanto, poder agora falar livremente…-  porque, nós sabemos que havia maneira da nossa conversa poder ser escutada, com certeza; não somos ingénuos, nesse ponto  -  mas a verdade é que pudemos falar livremente com ele   e ele pôde falar livremente connosco, isso já foi muito importante!… Depois vermo-los afastar para o seu mundo e saber que eu voltava para um mundo   livre, para uma país  democrata, emocionou-me extraordinariamente também.

JTM – Uma última pergunta:  ficou a pairar ou pelos a promessa da indicação de visita de Gorbatchov a Portugal? Houve algum diálogo a esse respeito?
MB – Não sei… O convite foi feito. O meu marido declarou-o… De maneira que esperemos que se concretiza… Eu tenho fé… Sabe, eu tenha uma visão otimista das coisas!... Tenho confiança no futuro… Tenho fé que o mundo se vai melhorar e que nós vamos ter um mundo de tranquilidade e de paz, finalmente… Daqui a um tempo!... Não será para, já já, mas tenho muita fé.
Eu penso que é uma galeria muito bonita, que é um espaço  muito moderno, muito interessante e gostei muito de ver a exposição

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