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sábado, 14 de janeiro de 2017

Por um Novo Cristo que há-de vir expulsar as Bestas dos Templos e dar inicio a outro período civilizacional à Humanidade - Não é pecado amar a luz, os sons, as cores” -Diz o poeta António Gomes Leal 06-06- 1848 — 29/01/1921) que teve a coragem de poetizar sobre um Anti-Cristo e sobre a traição dos que cederam à chantagem inglesa – Mas agora as traições têm a dimensão de grandes odisseias no espaço e com impacto a nível global…. Em 2001 foi no coração de Nova Iorque, e em 2017, como será?...







Em 2001 - Era Busch - E, agora, em 2017 ?... Como será?!..


MATARAM OSAMA BIN LADEN -MAS FICOU VIVO OUTRO PIOR - VEJA-SE O RASTO DE MORTES E DESTRUIÇÃO NO IRAQUE E AFEGANISTÃO... DESDE O PAI GEORGE H.W.BUSCH AO FILHO GERORGE W. BUSH - QUEM É QUE PROVOCOU E MATOU O MARTIRIZADO POVO DO IRAQUE?...Soldado americano massacra 16 civis afegãos....

OSAMA BIN LADEN, SE VIVO ERA UMA AMEAÇA, MORTO AINDA VAI SER MUITO MAIS - MATARAM-NO, NÃO PARA ACABAREM COM O TERRORISMO (AQUELE QUE SE OPÕE  A UMA OUTRA FACE DE TERROR) OU COM O OBJECTIVO DE SE FAZER JUSTIÇA, MAS SIMPLESMENTE POR VINGANÇA AO ORGULHO FERIDO - PORQUE SÓ UM TOLO NÃO VÊ NO CALDEIRÃO EM QUE SE METERAM.....Bin Laden morto por tropas dos Estados Unidos [....Bin Laden não estava armado quando foi morto -..


O que é que a Europa e os Americanos (pretensos donos do Mundo) têm a ver com a vida interna de outros povos, tal como o Iraque, Líbia, Síria, o Afeganistão? - Ou mesmo até com as diatribes de outro louco a oriente!  Para lhe fazer subir ainda mais adrenalina da sua loucura? - Pelos vistos, é o que se deseja.

Já não bastava a tragédia que infligiram ao materializado povo iraquiano, ainda se foram meter em mais outro atoleiro. Vão sair de lá sem honra e sem glória. Não resolvem problema algum e vão deixar atrás da precipitada e criminosa invasão, morte, miséria e destruição. Maiores ameaças para as nações beligerantes. E bastante mais instabilidade naquela zona do planeta. - Estas palavras foram escritas neste site em Dezembro de 2008

Se os amigos do Bin Landen e outros seus seguidores nos coçarem a roupa ao pelo(até poderá não ser agora) não estranhem: eles não fariam mais do que dar cumprimento a um dos provérbios bíblicos mais antigos: olho por olho, dente por dente







Em verdade vos digo: - Depois de uma Besta ter sido corrida à sapatada, deixando para trás um rasto de milhares de mortos e de sangue, será que outra vem tomar-lhe o lugar?...Quezilhenta e ainda mais ameaçadora e sedenta de destruição e morte?

Penso que era pelo menos chegada a altura do longo pesadelo do Iraque ter servido de lição, não apenas aos que se aliaram ao invasor americano como aos que agora estão apostados em prosseguir nos mesmos erros: nas suicidicas incursões pelos ermos vales e montanhas agrestes do Afeganistão - Mas, pelos vistos, é tal a teimosia e a miopia dos parceiros da Nato que de nada valem as mortes inglórias, os morticínios (direta ou indiretamente) perpetrados noutros palcos sangrentos e conflitos violentos! - Por isso, não se estranhe o que de grave e catastrófico se possa avizinhar!... Por aquelas paragens e pelo médio-oriente - Muito por culpa do grande aliado americano e de outros ódios ancestrais entre judeus e árabes.



Transformado e de braços erguidos aos céus no seio da Pedra Vaginal

Escrevi os versos (que a seguir transcrevo parcialmente) em Março de 2001 numa mensagem que envie a Mário Soares, sob o pseudónimo de Luis de Raziell, a que já me referi neste site, acrescentando: "Penso que o ano 2OO1, (ironia das ironias, o tão badalado e o tão profetizado Ano da Odisseia do Espaço), vai ser, certamente, um ano para esquecer - o ano de todas as odisseias “ - E foi! – com o 11 de Setembro –  E o 2017, que odisseias nos trará?!.. -Maldito sete - quem não se lembra da queda da ponte de Sete Rios, naquele mesmo ano?



Eis o versos, que então escrevi:



Aí está a Besta! -  à imagem e semelhança humana!
Aí está um tal freguês! - Emergiu no novo continente,
têm sotaque predominantemente americano
e fala fluentemente o inglês!  É rico,  poderoso,
os cofres do seu país abarrotam de milhões!
É o chefe supremo, não de uma qualquer nova igreja,
acabada de emergir - e que, à falta de autenticidade, 
se imola na fogueira com os  seguidores -, mas
o grande patrão de  sofisticadas armas
de destruição à escala global! 

Vejam bem a máxima ambição,
a tirania do omnipotente maltês!
- Vejam a  desfaçatez do poder
da Grande Besta! Os crimes
que o Anticristo
vai cometer!…



Silêncio! - Ó Céus, Ó estrelas, Ó longínquo Firmamento!
Chegou o “messias”,  a parda sombra que vem substituir-se a Cristo!
Se achais que a Hora é Alta, então declamai, lá bem do alto, dos Infinitos,
e com todo o vosso esplendor, a chegada do vosso preclaro emissário,
ao pobre planeta Terra! Sim, se for essa a Vossa Suprema Vontade,
dai-me ao menos um claro sinal, para que eu me não afunde,
me não perca ainda mais, em negras e funestas lucubrações! 
Fazei com que, eu, simples humano, ouça o eco
entoado pelas trombetas dessa eventual glória!

Claro, não espero que mo façais, ao toque 
das trombetas de  todos os arcanjos bíblicos,
sim, do coro entoado por todos os deuses adorados
pela idolatria cristã e católica, ou vozoaria teocrática
de outras grandes religiões, que,
enquanto pregam jejuns, invocando um santo Deus,
proclamado-o, elevando os olhos aos céus,
erguendo, numa das mãos livros sagrados,
agitando  a cruz do amor e da paz,
na outra, ó blasfémia das blasfémias!,
fomentam o ódio, a opressão, a mentira,
brandem a força da espada, agitam a cólera da guerra!

Em verdade, como sabeis, Ó Suprema Inteligência,
a grande maioria dos credos, perverteu-Vos,
querendo fazer de Vós, o Homem à Vossa semelhança
- e o Homem é tão só, a ínfima molécula de um Todo -
Por isso, aí está, ó maldição das maldições!
Ó ironia de todas as ironias!
Ó vil tirania, ó vil pecado!
Aí está, e uma vez  mais, de regresso,
o bárbaro horror das religiões,
tal como nos tempos
 mais retrógrados da cristandade!

Mostrando a sua pérfida máscara,
tal como assim a mostrara,
a cruel e sanguinária história  das religiões!
Vejam só! Ó homens que a santa ignorância amordaçou!
Ó pobres de espírito que as igrejas alienaram!
Vejam tamanha vilania: um simples mortal, 
querer substituir-se a Deus:
quer imitar a Sua Omnipresença!..
E, vejam mais! Vejam sobretudo o desplante,
o arrojo, a descarada hipocrisia do seu furor!
Agora, em vez da cruz, ou da Bíblia,
não é que, esse mesmo impostor,
vem fortemente artilhado!
Exibindo o seu colossal arsenal à flor dos mares,
à superfície erma dos desertos,
atravessando vastas estepes,
contornando altas e inóspitas montanhas,
atravessando os ares de todos os continentes e oceanos,
sim, tão poderoso é, que,
para ele, já não há barreiras
ou quaisquer fronteiras, que se lhe oponham!
Vai aonde quer, ou simplesmente sonha!  Ninguém o intimida!
É, sem dúvida, na actual epopeia do Planeta,
entre todas as superstições do passado,
e no conceito das nações mais oprimidas,
mas ainda conscientes, da sua cultura e tradições,
e entre todas as visões horrendas, e primárias,
a mais apocalíptica, terrífica e destruidora!
É, sim, a verdadeira ascensão, não do mito,
mas da besta em pessoa: Ele é, pasme-se!,
embora  ostentando aparência respeitável,
sãos princípios democráticos, religiosa postura credível,
eis, senão quando, a mais dura realidade,  a mais pura encarnação
do lendário Anti-Cristo: a tal temível aparição concebida
pelo já longo e entranhado temor, perpetuado nas consciências,
que se deixaram manipular, que consentiram deixar varrer
e dessacralizar das suas almas,
a genuína crença divina,
a Suprema Verdade do Deus Original!

Pois bem, os que querem um Deus
de carne e osso, à sua imagem e semelhança humana,
pois aí têm, um tal freguês! - Emergiu no novo continente,
têm sotaque predominantemente americano e fala fluentemente o inglês!
É rico, é poderoso, os seus cofres abarrotam de milhões!
É o chefe supremo, não de uma qualquer nova igreja,
acabada de emergir - e que, à falta de autenticidade, 
se imola na fogueira com os seus seguidores -, mas
o grande patrão de  sofisticadas esquadras
de invencíveis aviões e  vasos de guerra,
último grito da tecnologia e da ciência,
em todo o tipo de armas ditas convencionais
e destruição maciça, planetária, global! 
E vejam bem, como ele, o hipócrita, procede!
Não é que, esse omnipotente maltês -  máxima ambição terrena! -,
além de invejar e querer derrubar o poder de outros deuses menores,
para, com total impunidade, lhes sacar os recursos naturais,
 ainda por cima os quer ver reduzidos a cinzas!
- Vejam, a sua desfaçatez, o seu descaramento!
Se as menos, as massas, genuinamente, os considerassem,
seja por merecido respeito, seja por temor
ou  opressiva submissão,
mas, não, a Ocidente, nada de novo!
- Sobretudo lá pelas américas do novo mundo,
após destroçados que foram os antigos cultos,
profanados, há muito, que estão os altares
das autênticas civilizações indígenas,
pela senha e barbárie dos colonizadores.
Contrariamente a um Oriente,
ainda místico e contemplativo,
na realidade o que acontece é que,
lá, é tal já o vazio e a descrença
nos seus líderes e  nos fundamentos
da sua própria religiosidade, que, a bem dizer,
se não é hoje é amanhã; se não é mais cedo, é mais tarde,
a uns mais a outros uns menos,
todos os seus chefes, vão passando
pelo triste labéu de palhaços, de fantoches!
Porventura, é por essa razão, que,
sobretudo, lá pelo grande império do vil metal,
os tais senhores, todo-poderosos,
para desviarem as atenções e disfarçarem
o despudor em que assentam
os seus ínvios propósitos  expansionistas,
todos, sem excepção, vão ludibriando,
interna e externamente,
isto, quando não se envolvem,
directa ou indirectamente, em  terríveis guerras,
em fomentadores do terrorismo mundial,
e, depois, com que lata, se arvoram em guardiães da Humanidade!
Porém, eis a crucial questão: até quando?!.. Talvez mais cedo,
que eles, alguma vez,  o sonhem, ou imaginem...



Luis de Raziell 




Aproveito para  aqui recordar um grande poeta português, que teve a coragem de ser poeticamente inconveniente  com os poderes instituídos: -  com o rei, a igreja e a sociedade burguesa, que, por esse facto, tendo caído em desgraça, acabou os últimos anos da vida a mendigar, vivendo em casa de várias pessoas que dele se apiedavam ou mesmo nos jardins públicos

E, nada mais apropriado que transcrever alguns dos seus versos do livro Anti-Cristo

“Existe o vasto Espaço antigo e inominado
onde giram os sóis, nas múltiplas e várias
viagens através do cosmo constelado,
quais sementes de luz, grãs de eternas searas
Mas não existe o Céu e o trono ensanguentado
do teu Cristo e do Ansião das grandes barbas claras.

Não: não é a Matéria a forma pecadora,
o barro obscuro e vil, a lama resignada,
a passiva e brutal escrava sonhadora,
em ânsias sensuais, nas trevas fecundada.
Não é a besta fera, a qual com cio chora,
- como os agudos ais de uma mulher violada!

Não: não é pecado e ter amores,
sob a tenda da luz dos astros, aos relentos,
nas relvas outonais, entre cheirosas flores
da laranjeira, ao mole espreguiçar dos ventos!
Não  é pecado  a mar a luz, os sons, as cores:
Nas pacificações: nos enternecimentos!
(…)
Amor não é o monstro excepcional e sério,
fera d’lhos azuis, corcel da Assolação.
Amor é esse ai espiritual, sidéreo,
que atenua e absolve  o mal da Criação.
Amor é toda a Ilha Imensa do mistério.
Vale mais um ar d’amor que o Cálice da Paixão.

Amor é esse vinho estranho de delírios,
essa força vital de rubro magnetismo,
que enternece a pantera e os corações dos lírios,
os íntimos dos sóis e os íntimos do abismo.
Amar é mais que a Cruz  e a esponja dos martírios!
Teu óculo, ó mulher, é mais que um Catecismo!


Não: o Homem não é o barro antigo humano
que amassou certo Oleiro olímpico de génio:
nem é também o herói do drama eterno e insano,
sob os olhos dos sóis, num trágico proscénio.
É apenas um ser um mamífero e bímano:
um composto de sais, carbone, e de hidrogénio

Não: não é a mulher a carne proibida
que o Solitário foge e o Ermita nem ver quer:
nem o fruto do mar da árvore da Vida,
o fruto de Satã e a flor de Lúcifer.
Não: não és tenebrosa, ó Carne apetecida!
Não: não és o pecado, ó carne da mulher!

Porque odiais a Carne, ó Santos solitários,
que fostes habitar nas celas dos mosteiros,
nos ruivos areais, nas covas, nos calvários,
cavados de jejuns, longos anos inteiros?
Porque vos revolveis chorando, ó visionários!
Nas noites  das visões, nos rudes travesseiros?

Nos ruivos areais, que aprumo o sol calcina.
a Carne dá visões: o sangue abra e estua!
Nas grandes solidões a febre que alucina
mais aguça o aguilhão da Carne branca e nua.
Perpassam as visões d’encarnação divina:
- d’olhos transcendentais: testas cor da lua!

A Ciência não é o fruto que o destino
gera na terra a fim de nos envenenar.
É a hóstia do sol sonoro e purpurino,
ilha transcendental, a lua no alto mar.
Ciência  quer dizer broquel diamantino.
Vale mais  o A-B-C que a Hóstia do Altar!

Viver não é tremer do escuro horror do Inferno,
em prantos nulos, vãos, servis. Ineficazes.
Viver é palpitar  do amor sublime e terno,
que a borboleta, ao sol, picando nos lilases.
Morrer não é subir aos pés do Padre Eterno,
morrer exprime só: dissolução de gases.

Morrer não é subir no meio da legião
dos louros serafins, com palmas triunfais,
aos católicos céus azúis  da tradição.
junto à Virgem Maria, entre áreas musicais.
Morrer importa só – uma deslocação
de forças, de calor, de gases, de sais.

Padre! o passado, eu sei! Tem ogivas sagradas,
e em nobres corações históricas raízes,
mitras pontificais, rainhas sepultadas,
santos feitos em pó, frias imperatrizes:~
e as altas Catedrais, como rendas lavadas,
parecem ao luar brancas sobrepelizes!

(....)
Eu sou o turbilhão colérico e profundo,
que vem varrer a terra, o raio nunca visto.
Venho cheio de pó, cansado, todo imundo.
Em toda a parte o mal! Em toda a parte o Cristo!
Sou quem trago a sentença escrita contra o mundo,
e que açouto o cavalo em sangue do Anti-Cristo!

“Sou quem trago comigo  os rotos esquadrões
da plebe esguedelhada , anónima, assassina.
Sou quem hei-de varrer reis e religiões,
a indignação de baixo, a cólera, ferina.
Já chegou à justiça o sangue das Nações!
- A pé! a pé! a pé! A cotovia trina!




“Papas, bispos, e réis, peitos de diamante!
como não chorareis ouvindo o grande abalo?
Alemanha, arremessa ao Reno o teu aguante.
Tu, Igreja, renega antes que cante o galo.
- Justiça, mostra já do teu dedo flamejante!
. Vingança, vai selar o teu feroz cavalo”

Eis que chega o Anti-Cristo – um certo sublevado
que alguns chamam blasfémia, outros insurreição:
que uns chamam Heresia: outros treva e pecado:
Anti-Cristo a Escritura e o apóstolo João.
Eis que chega o insurgido, - aquele rebelado
que a madre-igreja chama a boca do dragão.

O Anti-Cristo não pinta as tristes sujidades
que são hoje a delicia e a lepra de Paris.
abandona o pulhismo  e lama das cidades
aos Juvenais a quem o escândalo bendiz.
Enterra o bisturi noutras realidades,
e deixa a Besta d’Ouro e a Vénus Meretriz!

Também não vos celebra, ó lágrimas choradas
por noites imorais nas mesas das tabernas!
Não sobe do bordel as lôbregas escadas.
Não desce do assassino às íntimas cavernas
Cita o Tirano, o deus das barbas prateada,
ao frio das gerações modernas.

Mas mais que contra o Eterno, o Velho Solitário,
que faz do alto  dos sóis lutar os batalhões,
move um processo novo a esse Ente extraordinário,
que agitou na Judeia a plebe, as multidões
até ser cravejado em cima de um calvário,
- por uma sexta-feira, ao pé de dois ladrões
(…)

António Gomes Leal. Nasceu na praça do Rossio, freguesia da Pena, em Lisboa, filho natural de João António Gomes Leal (m. 1876), funcionário da Alfândega, e de Henriqueta Fernandina Monteiro Alves Cabral Leal. Frequentou o Curso Superior de Letras, mas não o concluiu, empregando-se como escrevente de um notário de Lisboa.[2] Durante a sua juventude assumiu pose de poeta boémio e janota, mas, com a morte da sua mãe, em 1910, caiu na pobreza e reconverteu-se ao catolicismo.[3] Vivia da caridade alheia, chegando a passar fome e a dormir ao relento, em bancos de jardim, como um vagabundo, tendo uma vez sido brutalmente agredido pela canalha da rua. No final da vida, Teixeira de Pascoaes e outros escritores lançaram um apelo público para que o Estado lhe atribuísse uma pensão, o que foi conseguido, apesar de diminuta.

Em 1875, publica o seu primeiro volume de poesias, Claridades do Sul. Em 1881, funda, mais uma vez ao lado de Magalhães Lima, o jornal O Século, onde assegura a rubrica "Carteira de Mefistófeles", que publicará importantes artigos de teorização sobre a poesia moderna. É também nesse ano que publica o panfleto A Traição, dirigido contra o rei D. Luís e visando a sua passividade perante a possibilidade da venda de Lourenço Marques aos ingleses. Por causa desse texto, onde apelida o rei de "salafrário", "assassino e ladrão", é preso. Depois da morte da mãe, em 1910, converte-se ao catolicismo, mas cai na miséria e no alcoolismo, acabando a viver da caridade alheia e de uma pensão do Estado, reivindicada por um grupo de escritores, à frente dos quais estava Teixeira de Pascoaes. Apesar de Gomes Leal ter sido reconhecido em vida essencialmente como poeta social e satírico, a sua "arte compósita", assim lhe chamou Vitorino Nemésio, assinala uma renovação na expressão poética portuguesa, abrindo caminho à poesia 

 Gomes Leal põe em cena o Anticristo e várias figuras da história cristã, como Jesus, Madalena, Barrabás, Ezequiel, etc. No final, a morte do Padre Eterno, o suicídio da Virgem Maria e as blasfémias dos santos e dos mártires espelham a crise religiosa do poeta. As duas versões, de 1886 e 1907, apresentam, no entanto, grandes diferenças: a primeira exalta a revolta da ciência contra o sobrenatural; a segunda, acrescentada de "Teses selvagens", anuncia a conversão do autor ao catolicismo, que se concretizará em 1910. António Gomes Leal – Wikipédia, a enciclopédia livre


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