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domingo, 25 de junho de 2017

Festa de S. João na aldeia – Sem a tradicional roda à volta do pinheiro mas com fogueira no centro do adro




Festa de S. João na aldeia – Sem a tradicional roda à volta do pinheiro mas com fogueira no centro do adro e alguns saltos dos mais afoitos sobre as chamas do rosmaninho -

Porém, longe vão aqueles dias em que as festas dos chamados santos populares eram festejadas e cantadas a preceito; comas quadras ao genuíno sentir e gosto do povo – Agora, está tudo mais voltado para os hábitos artificiais, mais forçados de que espontâneos, propensos para serem alegrados com os enlatados musicais 






Estas algumas imagens, que fui registar no adro da igreja, frente ao edifício da junta de freguesia, ao fim da tarde e depois do sol posto, após um passeio até à Pedra do Solstício, já de regresso a casa. Com as mesas já vazias das febras e da sardinha assada. Poucas pessoas, pois  a aldeia vai-se despovoando e desertificando.


Sim, quem a viu e quem vê:  – No tempo e que as ruas eram de terra batida, os remoinhos de vento, levantavam revoadas de poeirada, que  chincavam a vista  

 As mulheres iam à fonte com o cântaro de barro ou de lata à cabeça  ou se  transportavam quatro cheios nas aguadeiras do macho. 

 Agora não falta nada, existe o essencial, senão vidas, que já são muito poucas.  Os idosos estão no Lar e os jovens são escassos . As meias idades ou a caminhar para a velhice, que quase já se contam pelos dedos das mãos, lá vão bolindo também no que for preciso


Há três dias atrás, houve a  Festa do Solstício: pena que, à semelhança dos anos, anteriores, estas iniciativas não tivessem coincidido; Tanto assim, que, enquanto o dia de S. João é festejado em todo o lado, o solstício, nem pouco mais ou menos: dir-se-á que é dos raros eventos no país  – E a aldeia deve saber valorizar os tesouros arqueológicos que tem – Seja como for, na mesma semana, foram dois fins de tarde diferentes, cada um assim modo. E aqui ficam os dois registos: um de saudação ao solstício do verão, outro em honra do santo festeiro S. João 




No sótão da centenária casa de granito  dos meus pais 

E uma curiosa foto em homenagem às minhas queridas andorinhas que fazem os ninhos debaixo do soalho do velho do sótão da centenária casa dos meus pais, justamente coladas aos caibros onde agora me assento na cadeira voltado para o computador, .Como me vou deitar tarde espero não as ter incomodado muito 


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Templos do Sol, Chãs. Foz-Côa – 18.00 20.45 horas - O Verão entrou hoje às 5h24min - Cumprimos a tradição, que já se impôs como a única festividade no género em Portugal - No já mítico “Stonehenge Português” - Cerca de 13.000 pessoas assistiram ao nascer do sol em Stonehenge – Nós fomos um punhado mas imbuídos do mesmo espirito em recordar ancestrais tradições e celebrar os ciclos da Mãe-Natureza




UMA DAS MARAVILHAS DOS CALENDÁRIOS PRÉ-HISTÓRICOS DA HUMANIDADE, COROOU-SE COM O ESPLENDOR NOSTÁLGICO DE OURO E DE LUZ NO DIA MAIS LONGO DO ANO - Solstício do Verão  - 21 Junho 2017, Celebrado nos Templos do Sol, com o tradicional cortejo “druida” - No já mítico “Stonehenge Português” – Noticias Inglesas referem que o solstício de verão, deste ano, foi o mais quente do mundo – No entanto, pelas bandas onde o festejámos, se bem que com uma temperatura fora do habitual, bafejados por fim de tarde brilhante mas suave – Com animação do Grupo de Gaiteiro de Mogadouro e a calorosa presença dos habituais amigos


Cumprimos a tradição, que já se impôs como a única festividade no género em Portugal - Não com o mesmo espírito festivo de anos anteriores, porque solidários com a tristeza e o luto que ensombrou várias dezenas de lares, em Pedrógão Grande e de outras localidades desta região, todavia, com o espirito impregnado por um sentimento de harmonia e de paz, transmitido pela sublimidade mística que a já tradicional cerimónia evocativa conduz a quem nela se associa e participa

E lá edificarás um altar em louvor do, teu Deus, um altar de pedras não trabalhadas por ferro – E, com pedras brutas,  edificarás o altar do SENHOR





A manhã resplendeu ensolarada de luz, coroada por um céu  límpido, azul e  transparente – Hoje mesmo, cerca de 13.000 pessoas assistiram ao nascer do sol junto ao mítico circulo de  Stonehenge , no dia mais longo do ano.bhttp://www.bbc.com/news/uk-england-wiltshire-40352528

POUCOS MAS UNIDOS COM O MESMO SENTIMENTO COMUM - Prevíamos que os calores, que se tem feito sentir nestes últimos dias, propiciavam mais ao relaxe caseiro ou a ficar sentado à sombra da esplanada de um café de que ir participar num cortejo exposto à luz cálida da primeira tarde de Verão - Por isso, com uma aldeia, em vias de desertificação, com as pessoas idosas albergadas no Lar e os poucos jovens mais atraídos pela esplanada do café, dir-se-ia que os sons que o grupo de gaiteiros fez ecoar num giro pelas ruas da aldeia, antes do início do cortejo alegórico, embora ecoassem pelos ares em sinal de festa e de alegria, a bem dizer, não tiveram quase viva-alma a corresponder – Não se podia pensar que fosse uma aldeia fantasma, porque, o seu casario ainda está bem conservado e colorido, no entanto, a sensação era de algum modo de desapontamento e frustração 





Lugar mítico e de singular beleza. Venha juntar-se a nós para celebrar o Solstício do Verão, junto ao altar sacrificial da Pedra do Sol, mais conhecida por Pedra do Solstício, pelo facto da crista do  esférico e imponente megálito estar em perfeito alinhamento com o pôr do sol no dia maior do ano – Ergue-se nos penhascos da vertente do Castro do Curral da Pedra, Mancheia, Maciço dos Tambores. 

Este é um dos raros lugares da Europa – e talvez do mundo – onde ainda persistem calendários pré-históricos alinhados com todas as estações do ano – As festividades evocativas, iniciam-se com o tradicional cortejo druida às 18 horas, acompanhadas pelo Grupo de gaiteiros de Lua-Nova Mogadouro , - Evocando tradições ancestrais, e, num tempo  em que há 168 milhões de crianças a trabalhar no mundo e cerca de 1,4 milhões de crianças correm o risco de morrer de fome, lembrando o extraordinário exemplo de solidariedade  do Padre Américo – Fundador da Obra dos Meninos da Rua 



ALINHAMENTO SAGRADO COM O PÔR-DO-SOL NO SOLSTÍCIO DE VERÃO  - Esta extraordinária imagem, configurando uma gigantesca esfera terrestre ou a esplendorosa configuração de um enorme globo solar projetando os seus dourados raios, a poente, foi registada, pela primeira vez, cerca das 20.45 horas do dia 21 de Junho de 2003 e repete-se todos os anos, ao fim do dia mais longo do ano e à mesma hora, desde que  as condições atmosféricas o permitam.

EVOCADA TAMBÉM FOI  A OBRA DO PADRE AMÉRICO - Tal como  nos referimos, era nosso desejo recordarmos o  maravilhoso exemplo de fraternidade e de amor ao próximo pelo devoto Padre Américo, Fundador da Obra dos Meninos da Rua -. Sacerdócio dedicado a recolher crianças sem família ou de famílias carenciadas. – Percursor das oito Casas do Gaiato existentes (cinco em Portugal, duas em Angola e uma em Moçambique) que ainda continuam a acolher crianças e jovens carenciados privados das suas famílias  

PAI AMÉRICO ou PADRE AMÉRICO, homem benemérito e benfeitor, que dedicou toda a sua vida aos mais carenciados, em especial aos jovens criando inúmeras Casas destinadas a acolher os Rapazes da Rua que estavam entregues ao abandono, à miséria e muitos deles ao crime. O seu nome completo era Américo Monteiro de Aguiar, nasceu a 23 de Outubro de 1887 na freguesia de Galegos, concelho de Penafiel e foi baptizado a 4 de Novembro de 1887. Mais pormenores em Vida e Obra do Padre Américo

O  maciço dos Tambores e Mancheia, não é simplesmente um amontoado de rochedos e de penhascos cinzentos e negros graníticos, há nele muita história, desde  os mais recuados tempos –  A sua exposição abertamente a poente, com horizontes que se estendem por largos espaços, nomeadamente a norte e a sul,  confinando a oeste com a extensa silhueta das sucessivas colinas que se erguem para lá da  vertente do amplo e aprazível vale, que lhe fica sobranceiro, sim,  a sua característica planáltica,  que se recorta por abruptos canados, que funcionam como verdadeiras fortalezas e abrigos naturais de toda a ordem, deixando livre, ao mesmo tempo, curiosas planuras, livres de pedras, que mais lembram praças ou redutos de defesa de uma cidade pré-histórica. 
Atualmente, a humanidade tem ao seu dispor os mais sofisticados meios científicos ao serviço da astronomia - e há alguns milénios atrás, como era?! ... O homem não apareceu há milénios mas a sua evolução tem origem à milhões de anos . E, naturalmente, que a sua vida sempre esteve intimamente ligada às estações do ano e o movimento aparente do sol 





Muitas das tradições e práticas mágicas célticas perpetuaram-se através dos tempos e  ainda hoje e são seguidas por todos  quantos vêem na Natureza a fonte do seu rejuvenescimento, da sua inspiração, equilíbrio e harmonia. No entanto, o que  resta dessas tão espectaculares catedrais, erguidas no alto dos penhascos, em pontos que eles sabiamente escolhiam,  formadas unicamente por enormes blocos da mais elementar  dura fraga? – Quantos dessas estruturas e fabulosos monumentos ainda resistem? – Pelos vistos, milhares terão sido  erigidos, mas muitos poucos serão os que ainda se mantêm em pé!

O outro imponente megálito, que parece igualmente apontar para a existência de um antigo culto solar, é o  Santuário Rupestre da Cabeleira de Nossa Senhora, mais conhecido por Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora- Já por lá passaram muitos arqueólogos e investigadores, e em todos parece ter transparecido a  impressão de que o local foi cultuado. A primeira referência a este enorme fraguedo, foi feita por Adriano Vasco Rodrigues, no seu estudo publicado em 1982, sobre a História Remota de Meda., de cuja investigação aqui transcrevemos, com a devida vénia, um pequeno excerto:  




N
Na verdade, lugares há que são uma tentação, um verdadeiro centro de emanações e de eflúvios, propensos ao deleite, ao esquecimento e à sublimação. Para bem da Humanidade, o planeta Terra está cheio desses lugares privilegiados, onde emanam sons e vibrações especiais, dir-se-ia, onde até as pedras falam ou através delas se pode escutar a voz ou o cântico divino.   O Maciço dos Tambores, Mancheia e Quebradas,  lugares onde se erguem vários calendários-pré-históricos, são, pois,  o mais espantoso exemplo desses privilegiados centros aglutinadores das energias benfazejas da Natureza  . Um permanente convite, áurea unção e arroubamento aos sentidos. 


 Pedra do Sete Estrelo, com sete fossetes (petróglifos) formando a Ursa Maior, é outro espantoso monumento megalítico da fabulosa herança ancestral que se mantém até aos dias de hoje  -  É  uma rocha algo enigmática e singular,   com duas configurações completamente diferentes,  que indica os quatro pontos cardeais.  E é sabido que, o sete estrelo,  em todos os tempos, foi uma das constelações com maior simbolismo. Veja as imagens e outros pormenores em http://www.vida-e-tempos.com/2014/01/pedra-da-ursa-maior-nos-templos-do-sol.html


Tal como já referi, neste site, Tom Graves,  autor do livro “Agulhas de Pedra – A Acupunctura da Terra – em Outubro de 2008, deslocou-se, expressamente, da Austrália, onde reside, para investigar  os sítios dos Templos do Sol: –  o recinto do santuário rupestre da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, cuja gruta, em forma de semi-arco,  do majestoso megálito é atravessada pelos raios do nascer do sol no equinócio da Primavera e  do Outono, bem como o sítio onde se situa a Pedra do Solstício, em forma de esfera, cuja crista,  observada do ponto onde se situa uma cova circular (porventura, a cova sacrificial), está em perfeito alinhamento com o sol a pousar no horizonte – Curiosamente, o mesmo monumento megalítico, quando observado lateralmente, disforma-se e toma forma de um busto humano, quer do lado sul, quer do lado norte.



Nestas imagens de alguns dos objectos encontrados na área dos Templos do Sol,  inscritos alguns ninhares de anos de história exigirem atento estudo e reflexão. 


Tom Graves, de nacionalidade inglesa,  defende que os lugares sagrados são centros para os quais muitas das linhas de água convergem umas com as outras e também com os centros padrões de linhas acima do solo, à semelhança do que acontece com as artérias do corpo humano Aponta como exemplos, as mamoas, menires, círculos de pedra, dólmenes e outras estruturas megalíticas, assim como os altares das igrejas da Pré-Reforma.





O autor de Agulhas de Pedra - A Acupunctura da Terra , famoso livro de investigação, sobre a influência da terra na alma e vida do ser humano, desloca-se com frequência aos chamados pontos nodais ou lugares Sagrados da Terra que, desde que desapareceram as antigas civilizações que os cultuavam, têm praticamente permanecido escondidos dos olhares profanos Em Portugal, já visitou o Cromolech de Almendres no Alentejo e alguns menires da região de Sintra. Em Outubro, de 2008, veio expressamente da Austrália, onde reside, para visitar a Pedra da Cabeleira, alinhada com os Equinócios, e a Pedra do Sol, alinhada com o Solstício do Verão




Ora foi precisamente esta a teoria que o conhecido escritor e investigador aceitou ali testar. Pelos vistos, com êxito, durante largas e pacientes horas de sucessivas triangulações com a sua varinha de radestesista. Tendo  confirmado a existência de vários veios de água que convergem para aqueles sítios -  De seguida, tendo peregrinado por vários trilhos do Maciço dos Tambores, além do encantamento que esta área lhe infundiu e de ter  podido observar importantes vestígios arqueológicos, alertava-me para o facto de que poderiam existir outros alinhamentos e outras simbologias noutras pedras, algumas das quais fotografara e  assinalara com as respetivas coordenadas, dado lhe  terem chamado especial atenção


E, na verdade, não se enganou – . Achava que esta área, o vasto e acidentado maciço planáltico, com aquela exposição solar, não só podia induzir os povos, que ali se abrigaram, a rituais e a cultos pagãos, como aproveitarem os penedos para fazerem deles seus observatórios astronómicos


Tom é um defensor do uso das faculdades intuitivas e da interpretação do “espírito do lugar”. Pois considera que só é possível ir ao encontro das verdadeiras raízes da história e da compreensão dos fenómenos naturais através da chamada linguagem vibratória dos sentidos. Tais observações escapam a muitos investigadores que apenas descobrem o óbvio, quando  esse óbvio encontra um muro, uns cacos, uns desenhos gravados e não interpretam o que, embora aparenta ser obra da natureza, pode ocultar uma intervenção humana.

Conhecedor dos alinhamentos da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora (atravessada ao nascer do sol nos equinócios da Primavera e do Outono) e da Pedra do Solstício do Verão (que descobri em 2002 e 2003)  e depois de ler o estudo de Albano Chaves, faltava apenas poder contemplar, na altura própria, a sua descoberta – E foi principalmente esta a razão, que me trouxe de volta à minha aldeia, nesta altura.





 EMOÇÕES INESQUECÍVEIS DE ALBANO CHAVES 


"Não consigo descrever a sensação e a emoção que senti ao ver o Sol surgir, efectivamente, pela fenda que designei por 'Porta do Sol'. Eu tinha fortes suspeitas de que isso aconteceria e os cálculos dos engenheiros António e Miguel Lázaro assim o confirmaram, mas... como S. Tomé, quis ver para crer, quis testemunhar pessoalmente o acontecimento. Aquele primeiro momento em que a esfera solar, amarela e fulgurante, emergiu no fundo da abertura, fez-me levantar os braços e bater palmas. A emoção não esmoreceu ao seguir o movimento do Sol, elevando-se no firmamento numa trajectória inclinada para a direita. O nevoeiro que, como algodão em rama, enchia o Graben atrás de mim, trouxe-me por momentos algumas preocupações, porque por vezes também cá em cima passavam ténues manchas de nevoeiro. O nevoeiro ia subindo encosta acima, disso não restavam dúvidas, mas nessa corrida entre o surgir do Sol e o afogamento do planalto em espesso nevoeiro, o Sol venceu. Gloriosamente! Depois, como que sentindo-se vencido, o nevoeiro foi-se dissipando.
A observação do nascer do Sol neste local poderá para muitos ser uma experiência mística, pois todo aquele afloramento granítico parece ter sido ali colocado para receber o Sol, ou, numa outra perspectiva, para parir o Sol nascente no primeiro dos dias em crescimento. É um duplo nascimento: do Sol, nesse dia, e da criança que, dia após dia, não deixará de crescer até ao Solstício de Verão.
A deslocação lateral para a observação deste fenómeno é confortável, porque a 'Porta do Sol' não é um ponto, mas sim uma abertura com quase 2 metros de largura, o que permite que uma fila dupla de pessoas colocadas lado a lado, ombro a ombro, ao longo de várias dezenas de metros sobre a linha CD testemunhe o fenómeno em simultâneo.

Passado o inicial deslumbramento causado por este impressionante espectáculo natural, o sacerdote, solitário, na Fonte da Tigela, encerra as cerimónias de acolhimento do Sol"

domingo, 18 de junho de 2017

Celebração do Solstício do Verão 21 Junho 2017 – 18.00 h - 20-45 –Nos Templos do Sol, Aldeia de Chãs, V.N. de Foz Côa - Em dia de Luto Nacional pelas vitimas de Pedrogão Grande – Com momentos de poesia de vários poetas portugueses – E a participação do Grupo de Gaiteiro de Mogadouro Evocaremos o dia maior do ano, associando- nos à dor que enlutou várias dezenas de famílias e lembrando a magnifica Obra da Casa do Gaiato do Padre Américo

VISTA-SE DE BRANCO E VENHA SAUDAR O DIA MAIOR DO ANO
  

No dia em que o sol, no seu movimento aparente, descreve o seu maior arco para o Hemisfério Norte . Não com o mesmo espírito festivo de anos anteriores mas associando-nos à tristeza e ao luto que ensombrou várias dezenas de lares, em Pedrógão Grande e deixou o nosso pais consternado e em profundo estado de choque -.  Com a participação dos gaiteiros de Mogadouro  e a leitura de poemas de Manuel Daniel, Antero Quental, Sophia de Melo Anderson; Bocage; Cecília Meireles, Fernando Pessoa, José Augusto Margarido, João de Deus, Miguel Torga; José Tolentino Mendonça, Vinícius de Moraes, Guerra Junqueiro e António Ramos Rosa






O Solstício de Verão 2017,  ocorre no dia 21 de Junho às 5h24min, instante que marca o início do estio  no Hemisfério Norte e se prolongará por 93,65 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 22 de Setembro de 2017 às 21h02min.  - Este ano marcado por lágrimas e luto nacional por via da tragédia em Pedrógão Grande 




Programa: 17.30 – Concentração no adro da Igreja - 18.00 Partida do – Cortejo druida – Do adro à Pedra da Cabeleira e Pedra do Sol, com a presença dos gaiteiros de Mogadouro -  Grupo  Lua Nova 

Vamos celebrar o dia maior do ano!  Num dos Templos do Sol, aldeia de Chãs - V. N. de Foz Cõa. No dia  em que o sol, no seu movimento aparente, descreve o seu maior arco para o Hemisfério Norte . Não com o mesmo espírito festivo de anos anteriores mas associando-nos à tristeza e ao luto que ensombrou várias dezenas de lares, em Pedrógrão Grande e deixou o nosso pais consternado  e em profundo estado  de choque - Pelo que contamos ler alguns poemas de vários poetas, que, de algum modo, refletem sobre a vida e a sua efemeridade. 

 O Governo deliberou decretar três dias de luto nacional, a começar este domingo e a terminar esta terça-feira. O luto nacional decreta que a bandeia nacional seja colocada a meia haste, assim como quaisquer outras bandeiras hasteadas com ela. É uma medida simbólica em homenagem às dezenas de mortos que o incêndio provocou, Tragédia em Pedrógão Grande: 62 mortos confirmados...Tragédia em Pedrógão Grande: 62 mortos confirmados


ESTRANHAMENTE - Defesa da Floresta Contra Incêndios. O Município de Pedrógão Grande, através do Gabinete de Proteção Civil e Defesa da Floresta Contra Incêndios informa: A GNR, no âmbito da defesa da floresta contra incêndios vai efetuar dia, 27 de abril de 2017, uma fiscalização nas freguesias do concelho de Pedrógão Grande  Municipio de Pedrógão GrandeDo Municipio de Pedrógão Grande

OFERECERAM-SE  MILHÕES À BANCA USURÁRIA - TODAVIA, ESQUECEM-SE AS CORPORAÇÕES DOS BOMBEIROS - 

De facto, Portugal já está arder em variadíssimos pontos de Norte Sul - E ainda o Verão mal começou. As profundas alterações climáticas, com a China e a Índia a poluirem drasticamente a atmosfera para exportarem toda a gama de  quinquilharias para o ocidente, por via do liberalismo selvagem que permite que as fábricas europeias sejam instaladas onde  não se respeitam nem os mais elementares direitos humanos nem as mais básicas normas ambientais - Para depois nos invadirem com o seu comércio e esmagarem  o comércio local.

'Apocalipse' na China: poluição coloca meio bilhão de pessoas em alerta vermelho
21 dezembro 2016  -Quase meio bilhão de pessoas estão vivendo sob uma densa poluição no norte da China desde o final de semana passada, o que levou autoridades a colocarem 21 cidades e a capital, Pequim, em alerta vermelho. http://www.bbc.com/portuguese/internacional-3839325


EVOCADA TAMBÉM  A OBRA DO PADRE AMÉRICO - Tal como nos referimos, é nosso desejo recordar o  maravilhoso exemplo de fraternidade e de amor ao próximo pelo devoto Padre Américo, Fundador da Obra dos Meninos da Rua -. Sacerdócio dedicado a recolher crianças sem família ou de famílias carenciadas. – Percursor das oito Casas do Gaiato existentes (cinco em Portugal, duas em Angola e uma em Moçambique) que ainda continuam a acolher crianças e jovens carenciados privados das suas famílias  


PAI AMÉRICO ou PADRE AMÉRICO, homem benemérito e benfeitor, que dedicou toda a sua vida aos mais carenciados, em especial aos jovens criando inúmeras Casas destinadas a acolher os Rapazes da Rua que estavam entregues ao abandono, à miséria e muitos deles ao crime. O seu nome completo era Américo Monteiro de Aguiar, nasceu a 23 de Outubro de 1887 na freguesia de Galegos, concelho de Penafiel e foi baptizado a 4 de Novembro de 1887. Mais pormenores em Vida e Obra do Padre Américo











Lugar mítico e de singular beleza. Venha juntar-se a nós para celebrar o Solstício do Verão, junto ao altar sacrificial da Pedra do Sol, mais conhecida por Pedra do Solstício, pelo facto da crista do  esférico e imponente megálito estar em perfeito alinhamento com o pôr do sol no dia maior do ano – Ergue-se nos penhascos da vertente do Castro do Curral da Pedra, Mancheia, Maciço dos Tambores. 

Este é um dos raros lugares da Europa – e talvez do mundo – onde ainda persistem calendários pré-históricos alinhados com todas as estações do ano – As festividades evocativas, iniciam-se com o tradicional cortejo druida às 18 horas, acompanhadas pelo Grupo de gaiteiros de Lua-Nova Mogadouro , - Evocando tradições ancestrais, e, num tempo  em que há 168 milhões de crianças a trabalhar no mundo e cerca de 1,4 milhões de crianças correm o risco de morrer de fome, lembrando o extraordinário exemplo de solidariedade  do Padre Américo – Fundador da Obra dos Meninos da Rua 



ALINHAMENTO SAGRADO COM O PÔR-DO-SOL NO SOLSTÍCIO DE VERÃO  - Esta extraordinária imagem, configurando uma gigantesca esfera terrestre ou a esplendorosa configuração de um enorme globo solar projetando os seus dourados raios, a poente, foi registada, pela primeira vez, cerca das 20.45 horas do dia 21 de Junho de 2003 e repete-se todos os anos, ao fim do dia mais longo do ano e à mesma hora, desde que  as condições atmosféricas o permitam.

A partir do ponto onde o sol então se pôs ( e voltará a pôr-se) começa o Verão e, de igual modo, a grande estrela-fiel inicia o movimento aparente da sua declinação para o Hemisfério Sul – E, até atingir esse ponto extremo, no Solstício do Inverno, distam vários quilómetros: ou seja, desde o ponto do horizonte, onde ele se vai pôr, em perfeito alinhamento com a crista do esférico bloco e o centro do pequeno círculo que se encontra cavado, a alguns metros a oriente, na mesma laje da sua base de apoio.


Porém, o enorme megálito que a mesma imagem documenta, deverá ser observado segundo a posição que parece ter sido ali erigido, retocado e direcionado. Feita a observação noutro ângulo, quer do lado sul ou do lado norte, deforma-se e assemelha-se a um estranho busto. Porventura, configurando, sabe-se lá, senão um outro simbolismo ou interpretação, ainda não decifrada.



Os homens da pedra lascada, dispunham apenas de rudimentares utensílios de sílex, daí, talvez a razão pela qual empregassem apenas a sua primitiva ferramenta para dar as formas naquilo que lhes era estritamente indispensável ou necessário. De resto, a estilização da arte pré-histórica, verifica-se desde as gravuras do paleolítico, e é do que nos maravilham alguns dos caprideos desenhados nas pedras xistosas do Côa. 

Este fenómeno solar não é único. Muitos desses blocos ( tais como, menires, estelas, dólmenes, recintos megalíticos), fazem parte de uma antiga herança do passado e, de facto, muitos deles, devido à posição que tomam, são geralmente conhecidos por alinhamentos sagrados, visto estarem em perfeito alinhamento com o sol, a lua ou outros corpos celestes.

A sua origem está ainda envolta nalgum mistério e nalgumas sombras, tal como, aliás,  toda a Pré-História. Presume-se, porém, que tenham sido erguidos por antigas civilizações pré-célticas e, também, sabiamente aproveitados por estas culturas que, compreendendo o poder e o significado que representavam, os utilizaram e cultuaram nos seus rituais e festividades, ligadas aos ciclos das estações.




Desde a antiguidade que os povos atribuíam ao sol um poder mágico e terapêutico e lhes votavam os seus cultos.  Alguns desses rituais e festividades coincidiam  com as mudanças ocorridas na natureza, especialmente nos solstícios e equinócios, e revestiam-se de uma forte ligação à agricultura e à fertilidade. Além disso acreditava-se que nesses dias sagrados os seus deuses lhes conferiam  proteção e benesses especiais, a troco de oferendas e sacrifícios. Para os adoradores do sol da atualidade estas celebrações  são a busca de uma fonte de equilíbrio e de harmonia com a natura, em perfeita comunhão com as transformações dos ciclos energéticos das estações do ano.


Os homens da pedra lascada, dispunham apenas de rudimentares utensílios de sílex, daí, talvez a razão pela qual empregassem apenas a sua primitiva ferramenta para dar as formas naquilo que lhes era estritamente indispensável ou necessário. De resto, a estilização da arte pré-histórica, verifica-se desde as gravuras do paleolítico, e é do que nos maravilham alguns dos caprideos desenhados nas pedras xistosas do Côa. 



As cerimónias evocativas têm inicio às  18 horas, com o  o já tradicional cortejo druida, que parte do adro da aldeia pelas 18 horas, dia 21, acompanhado pelo conhecido  Grupo de Gaiteiros de Mogadouro - A cerimónia evocativa terminará às 20.45 horas no momento em que os raios solares ficam alinhados com a crista daquela imponente esfera granítica, junto da qual os antigos povos terão festejado a entrada do Verão,com os seus rituais, sacrifícios e  festividades. De regresso à aldeia, as festividades poderão prolongar-se com a chamada noite sanjoanina, tal como tem acontecido em anos anteriores


"Durante a história da humanidade vários calendários foram criados e apagados do mapa. Calendários dos antigos egípcios, sumérios, maias, babilónios, astecas, entre muitos. A maioria deles tem as suas origens ligadas às religiões seguidas por cada civilização como marco da sua contagem, nos ciclos solares ou lunares". os diversos calendários da humanidade

As origens da Astronomia se encontram na pré-história da civilizações humanas. Os conhecimentos disponíveis sobre a Astronomia pré-histórica são ainda relativamente escassos, por existirem poucas fontes sobre as atividades e conhecimentos dos primeiros povos. As mais antigas fontes datam de aproximadamente 50000 anos atrás, quando provavelmente a espécie humana aprendeu a deixar registos mais permanentes de suas atividades, através de pinturas rupestres (nas paredes de cavernas), esculturas, túmulos, gravações em pedra, artefatos e construções megalíticas (feitas com rochas). Existem gravações dessa época feitas em pedras, que representam agrupamentos estelares como as Plêiades e as constelações de Ursa Maior e Ursa Menor, entre outras. Em várias regiões da Europa são encontrados megalitos, menires e vários outros conjuntos de blocos de rochas orientados, em sua grande maioria, na direção do Sol nascentes. Em Carnac, na França, Callanish, na Escócia, e em Stonehenge, na Inglaterra, encontram-se megalitos muito estudados atualmente por vários "arqueoastrônomos". História da Astronomia

PEDRÓGÃO GRANDE UMA TERRA COM UM VALIOSOS TESOUROS ARQUEOLÓGICOS - Escavações arqueológicas efetuadas e consequentes vestígios e achados encontrados parecem confirmar a ideia de uma ocupação romana. Foram descobertos fornos de cerâmica para cozimento de telha, telhas de rebordo e pedaços de potes decorados, o que associado ao facto de alguns historiadores atribuírem a fundação de Pedrógão Pequeno, em 150 d.C., aos romanos, reforça a ideia de que ambas as localidades tenham a mesma origem. Os vestígios encontrados e estudados são ainda comprovar uma ocupação muçulmana, embora esta possa ter acontecido, uma vez que os árabes estiveram em Pedrógão Pequeno e topónimos de algumas localidades do concelho, como Alardo ou Atalaia, indiciam uma origem muçulmana. Existe mesmo uma lenda, “ A Lenda do Mouro do Cabril “, alusiva à passagem mourisca por esta área. Arqueologia - Pedrógão Grande
Horizontes da Memória - Tesouros Escondidos (Pedrogão Grande) - 2000


O Professor José Hermano Saraiva faz uma visita guiada pelo Concelho de Pedrogão Grande, pelo seu património histórico, arquitetónico e cultural, com destaque para a Escola Tecnológica e Profissional da Zona do Pinhal.

A tradição diz que Pedrógão Pequeno foi fundada pelo cônsul romano Aulo Curcio, em 150 a.C. Os historiadores duvidam desta certeza do povo e nós preferimos não tomar partido. O que nos interessa é descobrir esta vila histórica, perdida na região da Beira Interior e pertencente ao concelho da Sertã.

É longa a antiguidade da vila (que chegou a ser sede de concelho entre 1513 e 1834), e talvez por isso a nossa viagem deva começar pelos inúmeros vestígios históricos que saltam à vista por toda a localidade. Nada melhor do que uma subida até ao Monte da Senhora da Confiança, um miradouro natural de rara beleza, de onde é possível observar os extensos montes e vales que nos separam da serra da Estrela - num dia de céu limpo, conseguimos avistar o ponto mais alto de Portugal continental, apesar de estarmos a mais de 100 quilómetros Excerto de  http://www.lazer.publico.pt/passeiosepercursos/269632_portugueses-romanos-e-um-pelourinho-amaldicoado