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terça-feira, 13 de junho de 2017

Celebração do Solstício o Verão 21 de Julho 2017 – Maciço dos Tambores, aldeia de Chãs, Foz Côa - 18.00 -20.45 horas - Festa do dia maior do ano, com o grupo de gaiteiros de Lua- Nova Mogadouro , acompanhar o tradicional cortejo druida - Evocando tradições ancestrais, e, num tempo em que há 168 milhões de crianças a trabalhar no mundo e cerca de 1,4 milhões de crianças correm o risco de morrer de fome, lembrando o extraordinário exemplo de solidariedade do Padre Américo – Fundador da Obra dos Meninos da Rua - Atualmente conhecida por- Obra da Rua - Obra do Padre Américo


Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Coordenador do evento -  Pedra do Sol 40º 59' 39.94'' N

VISTA-SE DE BRANCO E VENHA SAUDAR O DIA MAIOR DO ANO 


No dia em que o sol, no seu movimento aparente, descreve o seu maior arco para o Hemisfério Norte . Não com o mesmo espírito festivo de anos anteriores mas associando-nos à tristeza e ao luto que ensombrou várias dezenas de lares, em Pedrógão Grande e deixou o nosso pais consternado e em profundo estado de choque -.  Com a participação dos gaiteiros de Mogadouro  e a leitura de poemas de Manuel Daniel, Antero Quental, Sophia de Melo Anderson; Bocage; Cecília Meireles, Fernando Pessoa, José Augusto Margarido, João de Deus, Miguel Torga; José Tolentino Mendonça, Vinícius de Moraes, Guerra Junqueiro e António Ramos Rosa


Vinde Contemplar a Luz na sagrada hora do cair da radiosa serenidade que suavemente se despede, vos alegra e rejuvenesce - Participe e partilhe dessa esplendorosa harmonia - É na tarde de 21 - Vinde saudar o dia mais longo do ano com alegria da graça, da oferenda e do júbilo celestiais 

JUNTE-SE À FESTA DO DIA MAIOR DO ANO E VIVA UM DIA INESQUECÍVEL




O Solstício de Verão 2017,  ocorre no dia 21 de Junho às 5h24min, instante que marca o início do estio  no Hemisfério Norte e se prolongará por 93,65 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 22 de Setembro de 2017 às 21h02min. 


No vídeo - Há  registos de poemas de Manuel Daniel e de Natália Correia -

Lugar mítico e de singular beleza. Venha juntar-se a nós para celebrar o Solstício do Verão, junto ao altar sacrificial da Pedra do Sol, mais conhecida por Pedra do Solstício, pelo facto da crista do  esférico e imponente megálito estar em perfeito alinhamento com o pôr do sol no dia maior do ano – Ergue-se nos penhascos da vertente do Castro do Curral da Pedra, Mancheia, Maciço dos Tambores. Este é um dos raros lugares da Europa – e talvez do mundo – onde ainda persistem calendários pré-históricos alinhados com todas as estações do ano – As festividades evocativas, iniciam-se com o tradicional cortejo druida às 18 horas, acompanhadas pelo Grupo de gaiteiros de Lua-Nova Mogadouro , - Evocando tradições ancestrais, e, num tempo  em que há 168 milhões de crianças a trabalhar no mundo e cerca de 1,4 milhões de crianças correm o risco de morrer de fome, lembrando o extraordinário exemplo de solidariedade  do Padre Américo – Fundador da Obra dos Meninos da Rua 


Vamos celebrar o dia maior do ano!  Num dos Templos do Sol, aldeia de Chãs - V. N. de Foz Cõa. No dia  em que o sol, no seu movimento aparente, descreve o seu maior arco para o Hemisfério Norte . Evocando o  maravilhoso exemplo de fraternidade e de amor ao próximo pelo devoto Padre Américo, Fundador da Obra dos Meninos da Rua -. Sacerdócio dedicado a recolher crianças sem família ou de famílias carenciadas. – Percursor das oito Casas do Gaiato existentes (cinco em Portugal, duas em Angola e uma em Moçambique) que ainda continuam a acolher crianças e jovens carenciados privados das suas famílias  


As cerimónias evocativas têm inicio às  18 horas, com o  o já tradicional cortejo druida, que parte do adro da aldeia pelas 18 horas, dia 21, acompanhado pelo conhecido  Grupo de Gaiteiros de Mogadouro - A cerimónia evocativa terminará às 20.45 horas no momento em que os raios solares ficam alinhados com a crista daquela imponente esfera granítica, junto da qual os antigos povos terão festejado a entrada do Verão,com os seus rituais, sacrifícios e  festividades. De regresso à aldeia, as festividades poderão prolongar-se com a chamada noite sanjoanina, tal como tem acontecido em anos anteriores

Lugar místico e de singular beleza. granítica 

Venha juntar-se a nós para  recordar o  maravilhoso exemplo de fraternidade e de amor ao próximo  do Padre Américo, conhecido pelo pai dos pobres, fundador da Obra dos Meninos da Rua -. Sacerdócio dedicado a recolher crianças sem família ou de famílias carenciadas. – Percursor das oito Casas do Gaiato existentes (cinco em Portugal, duas em Angola e uma em Moçambique) ainda continuam a acolher crianças e jovens priva Fundador da Obra "Os Meninos de Rua", colocando o seu altruísmo ao serviço dos mais necessitados

Estavam à entrada  do Templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de 25 homens de costas para o Templo do Senhor, com os rostos para o oriente; eles adoravam o sol virados para oriente” Ezequiel 8.16




Desde a antiguidade que os povos atribuíam ao sol um poder mágico e terapêutico e lhes votavam os seus cultos.  Alguns desses rituais e festividades coincidiam  com as mudanças ocorridas na natureza, especialmente nos solstícios e equinócios, e revestiam-se de uma forte ligação à agricultura e à fertilidade. Além disso acreditava-se que nesses dias sagrados os seus deuses lhes conferiam  proteção e benesses especiais, a troco de oferendas e sacrifícios. Para os adoradores do sol da atualidade estas celebrações  são a busca de uma fonte de equilíbrio e de harmonia com a natura, em perfeita comunhão com as transformações dos ciclos energéticos das estações do ano.

ODE À PAZ

Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego, dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz,
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
deixa passar a Vida!

Natália Correia, in O Sol nas Noites e o Luar nos Dias

NUM TEMPO EM QUE SE ACENTUAM AS DESIGUALDADES SOCIAIS - OS RICOS SÃO MAIS RICOS  E OS POBRES MAIS POBRES

Nunca é demais refletir, nestas questões, lembrar um dos mais belos exemplos de solidariedade humana e procurar  compreender as razões pelas quais com a crise, é que os ricos ainda ficam mais ricos  - “São quase 385 milhões de crianças que vivem na pobreza extrema, num mundo em que a população infantil tem duas vezes mais possibilidades de cair nesta condição de vida do que a adulta. A conclusão surge no estudo "








Os oito homens mais ricos do mundo possuem tanta riqueza quanto as 3,6 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre do planeta, segundo a ONG britânica Oxfam.


ASSIM VAI O MUNDO EGOÍSTA E ULTRA-LIBERAL
Cerca de 1,4 milhões de crianças estão em risco de morte por desnutrição na Nigéria, Somália, Sudão do Sul e Iémen, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância.

A agência da ONU indicou ainda que estas crianças fazem parte dos 22 milhões de menores deslocados que sofrem de fome, doenças e tiveram de abandonar a escola http://www.jn.pt/mundo/interior/cerca-de-14-milhoes-de-criancas-correm-o-risco-de-morrer-de-fome-5754587.html

84 Milhões de crianças arriscam a vida todos os dias a trabalhar
12 jun, 2017 - 19:29
Os números são revelados pelas Nações Unidas e por organizações não-governamentais no Dia Mundial contra o Trabalho Infantil. http://rr.sapo.pt/noticia/86069/84_milhoes_de_criancas_arriscam_a_vida_todos_os_dias_a_trabalhar

PARA CONHECER BEM A CIDADE, É NECESSÁRIO CORRER OS BECOS ... TODOS OS CANTOS MAIS ESCUROS.



Fui ao «bairro das latas». Chovia abundantemente.



Preferi assim para melhor ver a miséria. Levei comigo um dos nossos. Eles já de lá vieram e é bom que se não esqueçam, com o pobre conforto das nossas Casas. Atravessei pelo meio de todas aquelas barracas. Informei-me dos mais necessitados: «São todos muito pobres; precisamos todos muito».



Entrei na primeira casa: homem sem trabalho, mulher com duas hérnias, tinha comido dois tostões de berbigão e era já rente à noite; muitos filhos e pequenos; lareira apaqada: e por isso não se pode chamar àquilo um lar.



Dizem-me que vá a uma casa vizinha: «São dois pobres Doentes». Ele, velhinho e cheio de reumatismo, andava a vender uma tabuinha de areia fina «para arranjar para a ceia»; ela, velhinha, com uma tuberculose óssea; vivem numa antiga capela; não vi lá imagens de santos canonizados mas pareceu-me ver santos de carne e osso.

Entrei ainda noutra; uma barafunda. tudo amontoado: «Sr, Prior, aqui chove como na rua; não sei onde hei-de colocar os nossos farrapinhos».


Padre Américo – Do Livro O Barredo


"Pobres sempre os houve - disse Jesus Cristo. Mas isto não é Pobreza, é muito mais que isso, é a desgraça mais pungente e mais horrível, ao nosso lado, enquanto os nossos filhos vivem bem agasalhados do frio e da chuva, sob os tectos das nossas casas.



Que venham ver todos esses Filósofos e esses Pensadores da Igualdade e da Fraternidade Humana, no que deram as suas doutrinas, ou por outra, que remédio trouxeram à Miséria, através de tanto progresso, de tanta luz, tanta ciência, tanta igualdade.

Ah o pobre, o malfadado orgulho humano que não quer ver que a «vaidade» nunca enxugou uma lágrima,

Todas aquelas crianças, todas, têm aspecto doentio e são muito, muito mais de atender do que as outras que se vão buscar ó estrangeiro. Nisto levanta-se uma voz: «Venha aqui, padre». Era um quarto interior com janela para o saguão. Uma enxerga nua e duas criancinhas nuas. «Olhe que eles não saem à rua por não terem nada que vestir» - foi a magoada notícia de uma vizinha - «tenha pena padres». A mãe estava. É uma rapariga nova. O pai tinha saído: «Anda ó pé do rio». Como este, quantos não andam assim - quantos! Oh rio Douro, o que tu levas pró mar!




Saio da porta do número indecifrável. As duas juntaram-se outras; e, agora, são muitas as rneretrizes que me espreitam.

Mais labirintos. É tudo à beira-rio. Um quarto, aonde habitam pai, mãe e nove filhos. «Pagamos 170$00 por mês». Ontem morreu a mais velha, tuberculosa. «Foi ali, padre». Ali ... era uma enxerga. «Ficámos empenhados ... » Como se lê muitas vezes em «Aqui, Lisboa!», também esta família da Régua veio por aí abaixo". In Os Barredos - do Padre Américo


Américo Monteiro Aguiar, mais conhecido por "Pai Américo", nasceu em Galegos, Penafiel, a 23 de Outubro de 1887. Sentindo desde novo vocação para padre, não conseguiu a autorização do pai, que o encaminhou para o comércio. Trabalhou em Moçambique dos 18 aos 36 anos, e só aos 41 foi ordenado padre, em Coimbra, após ter contactado com outros seminários, que lhe negaram a entrada, por causa da sua idade. Contactando com um número grande de rapazes que viviam uma vida de miséria e abandono, teve a ideia de os ajudar. Primeiramente organizou colónias de férias com alguns desses rapazes. Por fim, começou a pensar numa ajuda mais duradoura.



 Conseguiu uma casa em Miranda do Corvo, em 7 de Janeiro de 1940, onde acolheu alguns rapazes. Depois surgiram outras. Três obras conseguiu erguer: Casas do Gaiato, Património dos Pobres e Calvário, esta para doentes incuráveis. Consumiu a vida sacerdotal no apoio aos pobres, procurando tirá-los da miséria, com o auxílio dos que consciencializou para o essencial dever cristão de «amar em obras e em verdade». Foi um pedagogo da Caridade, um renovador de mentalidades. Seu guia – o Evangelho; seu único Mestre –Cristo; sua grande tribuna – "O Gaiato", jornal por ele fundado.
Correu o país a pedir ajuda para a sua Obra e a dirigir as diversas casas por ele fundadas. Encontrou a morte, num desastre de viação, a 16 de Julho de 1956.



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