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domingo, 30 de julho de 2017

Hoje é o aniversário do Rui Veloso! Está de parabéns! – Um caso singular na música portuguesa – Conheço-o desde o início da sua carreira - É sobrinho do saudoso General Pires Veloso, o oficial superior (então Coronel) a quem o movimento das Forças Armadas, confiou a descolonização de S. Tomé, liderando uma transição, embora polémica mas pacifica, evitando que os roceiros, comandados por Ricardo Durão, pegassem nas armas que dispunham nos armazéns – O ano passado, no 10 de Junho, o autor do “Chico Fininho”, foi a grande atração nas Ilhas Verdes do Equador, como que numa romagem de saudade do maravilhoso pais equatorial, de que seu tio, tanto amava e lhe ouvira falar


Conheci-o, pela primeira vez, em 1980. Como o tempo passa!… Ainda o estou a ver a chegar a uma estação de rádio, acompanhado do David Ferreira: ia ser entrevistado pelo Júlio Isidro, creio que no programa da Grafonola Ideal. Depois vi-o no programa televisivo “Febre de Sábado de Manhã. Por essa altura, tive oportunidade de falar com ele. E também mais vezes: uma das quais, a poucos dias do seu casamento: encontrei-o, já não sei a onde e teve a amabilidade de me mostrar a sua nova casa: era para os lados da Avenida da República. Ainda a estava por mobilar. Mas agora já há uns anos que não o vejo pessoalmente. Espero que um dia calhe. Para lhe dar um grande abraço: mas que, desde já,  aqui já lhe envio, com os desejos de mais canções, de boa música e muitas felicidades e alegrias - para ele, para os que acompanham e os que ouvem e admiram. Que os longínquos astros o continuem a iluminar e a propiciar muitos amigos e admiradores e que nunca se sinta sozinho: senão na letra da canção mas não no sentimento, nas suas qualidades artísticas, nas daqueles que o acompanham, na sua extraordinária sensibilidade e talento, nada falte ao seu generoso coração.




.O ANO PASSADO FOI A GRANDE ATRACÃO  NAS COMEMORAÇÕES DO 10 DE JUNHO EM S. TOMÉ E PRÍNCIPE - ORGANIZADAS PELA EMBAIXADA PORTUGUESA




UM DIA HEI-DE IR A S. TOMÉ - CURIOSA COINCIDÊNCIA" - Agora é o primo em Portugal, com o mesmo sonho, que ele teve, quando a situação era inversa: não propriamente para conhecer pela primeira vez mas para revisitar e matar saudades

Conheço. Rui Veloso, desde o principio da sua carreia, desde os tempos  em que eu era repórter da Rádio Comercial-RDP – Deu-me até o prazer de me convidar a mostrar a sua casa, para onde contava ir morar, em Lisboa, após o casamento – E lembro-me de me ter dito, quando lhe dizia que eu tinha estado em S. Tomé e entrevistado o seu tio, Pires Veloso: "um dia hei-de lá ir"  - O sonho comanda a vida - E assim se cumpriu o sonho do Rui

Esta era a noticia dada pelo Téla Nón: " Rui Veloso músico português promete noite animada de 10 de Junho, para celebrar o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em São Tomé e Príncipe. O artista que visita pela primeira vez o arquipélago são-tomense, prometeu brindar o público com as canções que marcaram a sua longa carreira musical.
Pisou pela primeira vez o solo são-tomense. Um solo conhecido palmo a palmo pelos seus ancestrais. O seu avô conheceu a terra que foi governada pelo seu tio Pires Veloso, o último Governador Colonial de São Tomé e Príncipe.
Rui Veloso está em São Tomé a convite da Embaixada de Portugal, para cantar e encantar o público, no espectáculo que marcará as celebrações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas no recinto da embaixada de Portugal.
Encantado com a beleza paisagística da ilha de São Tomé, prometeu nos próximos dias descobrir a ilha do Príncipe, onde o turismo ecológico é marca registada.
Um arquipélago que segundo o músico tem um potencial turístico incomparável. Deu exemplo de alguns países s, até de expressão portuguesa em África, onde o turismo cresce e é uma das principais fontes de receitas, mas que não tem o potencial que as ilhas verdes de São Tomé e Príncipe, oferecem ao visitante.- Abel Veiga Rui Veloso em São Tomé para celebrar dia de Portugal de Camões 
CURIOSA COINCIDÊNCIA  - NO 10 DE JUNHO DE 2016, ENCONTRAVA-ME  EU COM O SEU PRIMO, EM LISBOA - UM DOS FILHOS DE PIRES VELOSO   -Dizia eu, em Odisseias Nos Mares. noutro dos meus sites:  

"Neste mesmo dia, lá andará o Rui, radiante por ver concretizado  um dos seus belos sonhos ! - O de um dia poder  contemplar aquelas lindas praias e o verde manto luxuriante das florestas

E veja-se, como o mundo é pequeno e há coincidências que dão que pensar:  

-  Pois bem, neste mesmo dia 10 de Junho, já quase pelo fim da tarde,  encontrava-me eu,  casualmente, na Feira do Livro,  com o filho mais velho do General Pires Veloso (falecido, vai para dois anos), oportunidade para falarmos daquelas maravilhosas ilhas e das recordações, com que ficou, de  quando ali esteve, aos 16 anos,  com o seu pai, pouco tempo depois da revolução do 25 De Abril de 1974: inicialmente, como Governador de S. Tomé e Príncipe, até 18 de Dezembro do mesmo ano, data em que assumiria o cargo de Alto Comissário, em cujas funções se manteve até à independência daquele território, em 12 de Julho de 1975.

RUI VELOSO - HÁ QUEM LHE  IMITE AS CANÇÕES MAS NÃO A SINGULARIDADE E MANEIRA DE SER  - COMO PESSOA E ARTISTA

O Rui Veloso é único no seu género musical e na sua pessoa. É uma espécie de cometa onde as estrelas se confundem umas com as outras. É este o panorama sob a abóbada do nosso pequeno firmamento que se ergue no estreito retângulo à beira-mar plantado. Nasceu a 30 de Julho de 1957, em Lisboa, mas ainda foi bebé ( com três meses) para o Porto. Não tem nada de Lisboeta. É um típico tripeiro: no falar e no à-vontade de comunicar: os lisboetas são mais sisudos e convencidos. Não quer dizer que sejam todos assim: mas o faduncho triste e a indolência dos mouros do sul têm bastantes dissemelhanças da garra e vivacidade dos lusitanos ou celtas do Norte. Herda do signo Leão as melhores qualidades e virtudes. A determinação, o talento e a generosidade. Simples e ao mesmo tempo nobre de carácter. Completou agora 30 anos de carreira mas eu desejo-lhe que toque e cante mais trinta. Por muitas Primaveras bonitas que apetecem viver, mesmo dos dias que "tão depressa brilham como depressa estão a chover". Que viva ainda por muitas mais. Não sou um fã da musica rock. Mas gosto de o ouvir cantar e apreciei muito o seu "Chico Fininho," antes de ele ser mais uma "estrela no céu". Claro, das que verdadeiramente cintilam e brilham!



Sem dúvida, no começo dos anos 80, foi uma grande pedrada nos convencionalismos do charco. Dos convencidos que inovavam mas repetiam-se e imitavam-se até ao enfado. Era uma música que trazia uma nova lufada e incarnava simultaneamente uma personagem da nova geração, que, desiludida, já dos políticos e, para curtir a falta de guita nas algibeiras, despontava para as "curtes" ou "speeds". Marcou o começo de um período e um outro estilo. E o pronúncio dos shoppings e dos grandes centros comerciais que desertificam a cidade, a massificam e desumanizam ainda mais, os alvores do flagelo dos ácidos que corroem e matam como a "estricnina". E (com a sua "camponesa") até do abandono dos campos. Ele meio agarotado meio romântico de um tempo pós exageros revolucionários, pós mazelas e fascismos da guerra colonial e prenúncio dos democratismos fingidos e hipócritas. Que parece jamais ter sarado. Aliás, se agravaram com a peste dos mercado global e dos liberalismo selvagens. .Que cada vez mais se reflete nos bairros da fome, da merda, da solidão e da miséria. E que então parecia já rever-se no próprio intérprete. Que o denunciava meio a sério meio a brincar. Talvez com mais eficácia das então já estafadas e comprometidas baladas militantes.

Ele também escorreito e magro, afável e carinhoso, popular e desprendido, simpático e meio matreiro, amigo do seu amigo mas sempre ele mesmo ("por mais amigos que tenha, sinto-me sempre sozinho") com o mesmo olhar e sem vaidades. Hoje está um bocadinho mais cheiinho. Mas é ainda a voz e imagem emblemáticas do eterno Rui das baladas, canções e músicas inimitáveis! O sentir e as preocupações da juventude do pós 25 de Abril e das atuais. gerações. Cujas letras e o canto, vão sendo apreciadas e lembradas pelos que agora - tal como ele - já são pais. Num meio quase submerso e invadido pelo género pimba, cujo amolecimento pseudo-romântico, com resquícios de provincianismo piegas parece difícil de curar, ele aí está, o Rui Veloso, igual a si próprio, ainda a cintilar, tal como dantes, com a mesma alegria e matriz como principiou, tal como a estrela da manhã, ao raiar no horizonte. Igual no seu brilho mas sempre o despontar de uma nova alvorada. Sem porém lograr ocultar as duras realidades sociais da vida que a matizam. Ele continua a ser a estrela brilhante da noite ou da manhã que ao mesmo tempo que traz o brilho, alegria; é ainda aquela que é o bordão do pastor e atenta vigia

Com pena minha, não o tenho acompanhado nos seus concertos mas sei que continua a ser a mesma pessoa. Romântico, risonho, folgazão e desprendido quanto baste. Já não há canções de amor capazes de durarem um dia ou uma noite inteira. Curte uma trip de beijos e depressa fareja outra na esquina. Não vai nos ácidos mas gosta de um bom Porto doce e fininho. E, tal como o chico, conhece à distância os tripados da Ribeira. O seu olhar e o sorriso - onde ainda há muita ternura, bondade e franqueza - não o desmentem. Elevou-se e popularizou-se no panorama musical português - e até já foi distinguido com uma das mais altas condecorações -, no entanto, nem por isso o estrelato lhe subiu à cabeça e lhe modificou a sua maneira de ser. Os egoísmos e a falsa modéstia não moram no rosto dele. O Rui é do melhor que o nosso Genuíno Povo teM


ALGUNS DADOS  BIOGRÁFICOS - Rui Veloso é filho de Aureliano Capelo Veloso, engenheiro de profissão e político por vocação, que foi o primeiro presidente da Câmara Municipal do Porto, no pós 25 de Abril. Com apenas seis anos de idade, o gosto de Rui Veloso pela música já era notório e começou a aprender harmónica.

Em 1972, deixa-se influenciar pelos blues, ouvindo incessantemente nomes como Eric Clapton, B.B. King e Bob Dylan. Com essa idade, começou também a tocar guitarra. Pouco tempo depois, formou a seu primeiro grupo musical.

A banda intitulava-se “Magara Blues Band” e para além dele, integrava Manfred Minneman no piano e Mano Zé no baixo. A banda deu vários concertos em casa de amigos e e em bares. Nesta altura, Rui Veloso cantava sobretudo em inglês.
Em 1976, conheceu Carlos Tê, dando início a uma parceria de sucesso. Para além da amizade que cresceu entre ambos, Carlos Tê seria o autor de um grande número das letras cantadas por Rui Veloso. Carlos Tê também recolheu frutos da sua ligação a Rui Veloso, sendo convidado posteriormente para escrever para outros projetos de relevância, como os Trovante e os Clã.
Em 1979, seria dado o seu primeiro grande passo rumo ao sucesso. Curiosamente, foi a mãe de Rui Veloso que se revelou decisiva em todo o processo, ao enviar duas cassetes com músicas de Veloso e letras escritas por Carlos Tê, para a editora Valentim de Carvalho. Todas as músicas presentes nas cassetes eram cantadas em inglês. A editora ficou agradada com o que ouviu, mas pediu que Rui Veloso apresentasse músicas em português. – Mais pormenores em  http://www.fotosantesedepois.com/rui-veloso/

SPINOLA QUERIA CONTRARIAR O PROCESSO DE DESCOLONIZAÇÃO

Em S. Tomé e Príncipe, não houve luta armada, porque as ilhas são pequenas  e o Povo é tradicionalmente pacífico. Não obstante os sofrimentos infligidos por vários aspetos da dureza e dominio colonial, que, de resto, estiveram na esteira de algumas violentas revoltas ao longo dos séculos.

No entanto, existia um movimento, que pugnava pela libertação e independência – Esse movimento, denominado MLSTP, foi fundado por um grupo de estudantes nacionalistas, no exterior, que procurava, sob várias formas (umas públicas, através de um programa de rádio, no Gabão) e outras clandestinas, consciencializar  a população.


Quando se deu o 25 de Abril, a maioria dos colonos foi apanhada de surpresa, pensando que a luta pela independência, dizia apenas respeito aos movimentos armados  da Guiné, Angola e Moçambique e dificilmente admitiriam que o futuro de S. Tomé e Príncipe, ia justamente depender do que viesse acontecer naquelas colónias -  Mas depressa se enganaram, porque, entretanto, mal a liberdade de expressão, foi instaurada, com o desencadear da revolução, não tardou a que, grupos de jovens nacionalistas, liderados pela Associação Cívica Pró-MLSTP, viessem para as ruas reclamar – através de várias manifestações populares - a “independência total e imediata”

Pois isso, tais factos, acabaram por provocar alguma insegurança e perturbação, no até então ambiente  de paz e de tranquilidade (diga-se, imposto pela opressão) que acabaria por ser restaurado, alguns anos depois do brutal massacre de 3 de Fevereiro de 1953, infligido por um Governador que queria obrigar a população nativa a trabalhar à força nas   brigadas das obras públicas – Isto porque, os  serviçais contratados, a mão-de-obra proveniente  de Cabo Verde, Guiné, Angola e Moçambique, revelar-se-ia insuficiente  para as grandes plantações nas Roças. 

O que se passou, em 1953, é do domínio público  e deixou feridas e ressentimentos na alma,, não fácies de apagar- Quando se deu o 25 de Abril, a memória ainda estava muito fresca  e terá sido essa a principal razão   pela qual, os ideais nacionalistas, tiveram ponta e significativa adesão, com greves, reivindicações  e manifestações populares, que se sucediam dia a dia,  embora de forma agitada e acalorada, mas  não pautada por atos de violência física.

Todos os sectores de atividade são afetados   mas é nas roças que mais se fazem sentir os efeitos  - E é também donde começam a partir alguns sinais alarmantes – Os roceiros, aos quais já lhe foram retiradas as armas dos paióis milicianos, é onde a crispação e a insegurança é maior  - Por seu turno, em Lisboa, os patrões pressionam   Spínola, a contrariar, nestas ilhas, a descolonização, alegando que as ilhas estavam desertas e pertenciam a Portugal, que envia  o coronel Ricardo Durão, anterior comandante da CTSTP - pessoa muito grada dos recreios, dadas as jantaradas, com que o brindavam - , e, sem dar prévio conhecimento, ao Governador Coronel Pires Veloso, manda-o para S. Tomé – Mas vai ter de regressar no mesmo avião – Este é um dos episódios que,  me recordou, o oficial que o conduziu de regresso ao aeroporto para partir no mesmo avião - Ouça o vídeo mais à frente.
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PIRES VELOSO - TALVEZ ASSIM ESTIVESSE ESCRITO NOS ASTROS QUE SÓ ELE PODERIA SALVAR UM PARAÍSO DE MORTE E CONVULSÃO


Tal como já tive ocasião de referir, noutro dos meus sites, se há um governante, do período colonial, que não pode ser esquecido, em S. Tomé e Príncipe, ele é o General Pires Veloso, que, mais tarde, em Portugal, passaria a ser conhecido por Vice-Rei do Norte – Igualmente pelas mesmas razões: por ter evitado uma guerra civil, quer, quando ali foi colocado como Governador e Alto Comissário, quer, após o seu regresso a Portugal, na qualidade de Comandante da Região Militar do Norte, como um dos protagonistas do 25 de Novembro de 1975, 



Após o 25 de Abril de 1974, Pires Veloso foi nomeado governador de São Tomé e Príncipe, passando, a 18 de dezembro do mesmo ano, a alto comissário, função que manteve até à independência do território, a 12 de julho de 1975.António Elísio Capelo Pires Veloso

 – Sem a sua intervenção, sensata, ponderada e inteligente, dificilmente teria deixado de haver um segundo banho de sangue naquela Ilha – Já o disse numa postagem, publicada aqui neste site, de que não retiro uma linha, da qual transcrevo alguns excertos.

GENERAL PIRES VELOSO (ENTÃO TENENTE-CORONEL) AGIU BEM, AO OBRIGAR, RICARDO DURÃO (DA MESMA PATENTE E ATUAL  GENERAL) A NÃO SAIR DO AEROPORTO E A VOLTAR NO MESMO AVIÃO A PORTUGAL - 

ATITUDE SENSATA E INTELIGENTE  – – Talvez mais grave que o massacre de 3 a 7 de Fevereiro de 1953 (muito antes da guerra colonial), levado a cabo por milícias, fortemente armadas, dirigidas pelo próprio governador, Carlos Gorgulho, constituídas por colonos, militares e alguns serviçais, que os roceiros e governo, atiraram contra os naturais da Ilha. Só pelo facto de se recusarem ao trabalho forçado nas obras públicas e nas grandes plantações do cacau e café. Houve quem reagisse e, não tardou, que um caso isolado, fosse tomado por  "rebeldes" de uma "revolta comunista"




PIRES VELOSO, EVITOU UM BANHO DE SANGUE – E reforçou a confiança nos dirigentes nacionalistas

Faltou-lhes lá o Tenente-coronel Ricardo Durão a liderar a revoltaque, uns dias antes, desembarcara no aeroporto de São Tomé. Se o Tenente-Coronel Pires Veloso (mais tarde também promovido  a General), não o obrigasse a voltar no mesmo avião, estou certo de que, as águas que correm nas pacíficas Ilhas de São Tomé e Príncipe, ter-se-iam toldado por muitas manchas de sangue. E, sobretudo, se o Governador, não apelasse à calma dos manifestantes: os quais se rebelaram por motivos absolutamente injustificáveis, pois ninguém os molestou - Seguiram, depois, para  o quartel da Polícia Militar e Cinema Império. Porventura, na perspectiva de que, Ricardo Durão, os viesse comandar -  Já que,  o episódio do seu regresso forçado, não fora tornado público.



Mal me apercebi da sua presença, e, vendo-o de camuflado, semblante  sisudo, pressenti imediatamente que não vinha para fazer coisa boa.     Não chegara a passar para o exterior do aeroporto: estava sozinho, junto a uma porta fechada, do lado direito do edifício, voltada a sul  e nos limites ainda da área reservada.

 Eu costumava ali ter  acesso para ir buscar o volume das revistas que  a redação me enviava semanalmente, de Luanda.. E, ao regressar, foi quando me apercebi da sua presença - Estava nitidamente com olhar de caso:  “Passa-se alguma coisa, Sr. Tenente-Coronel?!  -  Esboça uma sorriso amarelo e diz: Não, obrigado!..Não há problema nenhum!!... Vim cá só a passear!.. E não estou autorizado, não sei porquê!.... Que eu saiba, a Ilha ainda não é dos pretos." – Vi logo que havia por ali  tentativa de golpaça e não insisti.   Pires Veloso Governador de S. Tomé e Príncipe, alertado  para a sua presença, trocou-lhe as voltas. Obrigando-o a regressar no mesmo avião. E lá foi de volta  o  grandalhão oficial com uma verdadeira chapada sem dor, mas com muita humilhação e muito bem dada!

No seu livro de memórias ( “Vice-Rei do Norte - Memórias e Revelações) o agora General Pires Veloso, faz uma breve referência, mas é omisso em apontar o nome do oficial - Diz apenas o seguinte“Sentindo que a minha atitude em recusar receber um oficial superior, enviado especial do Presidente da República, general Spínola – que fiz regressar no mesmo avião que havia trazido, sem o ouvir – havia obtido a aprovação entre os meus adversários, sabia ter conseguido com isso algum crédito.” 

Sem dúvida, um  procedimento sensato e inteligente de Pires Veloso; de outro modo, dificilmente apaziguaria as tensões existentes entre colonos e os dirigentes da Associação Cívica. Porque, o mais certo, era que os colonos (sentindo-se encorajados e comandados) passassem deliberadamente ao ataque, podendo desencadear a contra-revolução, de imprevisíveis consequências. 


então Tenente-Coronel Ricardo Durão (hoje general) –   homem forte do Comando Militar  de S. Tomé e Príncipe  não esperava que, o brioso oficial Pires Veloso, lhe desse uma grande tapona. 
Peão de confiança de Spínola (não entrara na aventura contra-revolucionária spinolista de11 de Março de 1975 , porque não calhou, tal como outros, que viram o tapete sair-lhes dos pés .

O ex-comandante do Comando   Territorial Independente de São Tomé e Príncipe  (CTISTP), conhecia bem o arquipélago, as roças e  os roceiros, com os quais convivera em altas jantaradas e almoçaradas, nas sedes das administrações: pois era já um costume enraizado que a elite económica, há muito, mantinha com a tropa. Mas, agora, de certeza que não vinha com esse propósito – Os tempos eram de revolução. E os roceiros opunham-se ostensivamente! Já tinham invadido o Palácio do Governo e dir-se-ia que só faltava pegarem nas armas que possuíam nas arrecadações. O que não dispunham era de quem os apoiasse ou de um comando operacional. Supõe-se que deveria ser a missão que trazia na manga o velho amigo das altas comezanas e das festanças.de fatiota branca. Só que nem sequer chegou a sair da gare do aeroporto.. Saiu-lhe o tiro pela culatra - E ainda bem: 

bom senso de Pires Veloso, uma vez mais esteve  à altura das suas responsabilidades, evitando mais uma enorme confusão - Ah, sim, não tenho a menor dúvida, teria havido muitas mortes em São Tomé: de parte a parte, eu seria uma delas. - Fui  tomado pelos colonos como o bode expiatório de todos os problemas.  E a  única arma que dispunha era a máquina de escrever, que ma escaqueiraram por completo,  - Tive de pedir  uma emprestada a pessoa amiga. Sabe Deus as adversidades por que então passei para poder continuar a enviar os meus trabalhos jornalísticos para a revista Semana Ilustrada, em Luanda.

“Sentindo que  a minha altitude em recusar receber um oficial superior, enviado especial do Presidente da República, general Spínola – que fiz regressar no mesmo avião que o havia trazido, sem o ouvir -  havia obtido a aprovação entre os meus adversários, sabia ter conseguido  com isso algum crédito"


"Aproveitando esse crédito, organizei uma reunião, no Palácio do Governo, com dirigentes da Associação Cívica para tratar  do assunto das armas da Organização Provincial dos Voluntários"

Tentei convencê-los  a serem eles próprios  fazerem a entrega dessas armas no Quartel-General, o que fizeram, nesse mesmo dia.

Poderá imaginar a sensação de alívio e bem-estar quando, ao cair da tarde, o coronel Cardoso do Amaral, me comunicou que tudo tinha corrido muito bem e que o armamento havia sido recebido!

Foi uma fase no processo da descolonização, decisiva e marcante, fundamentalmente porque havia conseguido, além do controlo de grande quantidade de armas dispersas pelo Território, ter as Forças Armadas disciplinadas, para além de um entendimento com respeito e confiança mútos entre autoridades portuguesas, dirigentes do MLSTP, Associação Cívica e população em geral”

(...) nós tudo procurámos fazer para que a passagem de S. Tomé e Príncipe, de colónia a pais independente, se fizesse com suavidade, tolerância, compreensão, ora criando um mínimo de estruturas que ajudassem ao funcionamento de uma nova Democracia, ora denunciando erros e, na medida do possível, corrigindo-os do passado.

“Porém, esta minha atitude de tolerância” – refere o agora General Pires Veloso - , “compreendendo o estado de uma larguíssima maioria  do povo (que não pensava noutra coisa          que não fosse a Independência Imediata), fechando os olhos, por vezes, a pequenos incidentes provocatórios e procurando o diálogo, não foi bem aceite por algumas centenas de brancos ainda no Território.

Confusos, não tendo entendido bem quão profunda havia sido a revolução de 25 de Abril, um dia invadiram o Palácio querendo falar comigo.

Em tom de crítica, acusaram-me de actuar como um verdadeiro Governador, ser mole demais, sem capacidade de decisão e pedindo protecção para essa noite, pois tinham informações de que os pretos iam massacrá-los.

Tranquilizei-os na medida do possível, garantindo-lhes que eu, nessa noite, pessoalmente, iria patrulhar a cidade, o que fiz, conduzindo um VW, por vezes acompanhado com o meu ajudante de campo.

Nas casas dos portugueses não apagaram as luzes e, quando ouviam o motor do meu carro (era o único a circular), abriam a janela. Eu dava-lhes a Boa-Noite e eles correspondiam.

Preservar o nome e a presença de Portugal

Viveu-se então a fase final do processo, em ambiente de boas relações entre autoridades portuguesas e são-tomenses, num clima de tranquilidade e compreensão, que culminou, a 12 de Julho, com uma festa de dignidade ímpar, com um respeito total entre todos”.


O ex-comandante do C
omando   Territorial Independente de São Tomé e Príncipe  (CTISTP), conhecia bem o arquipélago, as roças e  os roceiros, com os quais convivera em 
em opíparas comezanas,  na Casa Grande, nas residências dos administradores. -  Spínola, não queria a independência desta ex-colónia, alegando que as ilhas estavam desertas, quando foram descobertas pelos portugueses (estafado argumento para justificar o domínio sobre  as populações autóctones), tendo-o enviado com a missão de se juntar aos roceiros e liderar um golpe contra-revolucionário.
Mas não chegou sequer a transpor a alfândega do aeroporto. Teve de aguardar, junto à aerogare, mas do lado voltado para a pista e fora das vistas do público,  até que fosse recambiado no mesmo aviãoHumilhação bem feita e à altura das circunstâncias.

Desta vez não vinha de farda branca, como era costume  pavonear-se pelas  roças nos jipes dos patrões. E nas suas jantaradas. Envergava o camuflado de operacional. Vinha pronto para liderar a revolta.  Cumprimentei-o e perguntei-lhe o que se passava  - pois vi logo, pela sua cara e  traje, que havia ali sinais de golpada à vista. 

 Ele conhecia-me, sabia bem que eu não estava do lado da sua barricada e foi parco de palavras.  Que eu saiba, até hoje, o caso nunca chegou a ser notícia. E tão pouco a informação foi conhecida naquele momento pelos nacionalistas (mas foram informados, ainda nesse dia)  pois,  se o vissem por lá, teria havido, logo ali,  uma grande confusão...E talvez tivesse sido ele a primeira vítima. A aerogare estava cheia de gente,  era dia de "São Avião!".  Da maneira que andavam os ânimos tensos, de certeza que não se safava de um valente aperto.

Simpático com a burguesia roceira, que o obsequiara, na  sede das administrações, na "Casa  do Patrão" ao pomposo velho estilo colonial - cínico com quem lhe conviesse, e, nos meios do exército, era tido como  um  duro...  Amedalhado por "altos feitos" pela sua manifesta lealdade ao império colonial, via-se que era dos tais que não deixava os seus créditos entregues por mãos alheias. Os roceiros, haviam-no obsequiado com lautos banquetes e ele não lhes queria ser ingrato. O que não toleravam é que os defensores do 25 de Abril, lhes falassem em independência e em liberdades democráticas. Certamente que eu teria sido um dos que fazia parte das suas listas, dos traidores e indesejáveis brancos a abater.  Já em Lisboa, não podia passar frente ao  Bar PIC NIC no Rossio. - Ponto de encontro dos colonos mais reacionários.

Um dia, uma dúzia deles, apanharam-me no Metro e voltaram agredir-me traiçoeiramente, como se estivessem na selva em São Tomé. Tal como fizeram na então chamada "Praça de Portugal", quando me dirigia a minha casa, por volta das oito da noite. Aguardavam-me emboscados no interior de um carro estacionado. Não havia luz na cidade, e, mal me viram, encadearam-me com os faróis e atiraram-se a mim como lobos. Tendo-me deixado, quase morto e prostrado no asfalto

Não me mataram, porque, entretanto, viram os faróis de outro carro e puseram-se na alheta. Noutra ocasião, arrombaram-me a casa, escaqueiraram com todas as minhas coisas e puseram-me uma forca pendurada à entrada da porta.  Por duas vezes, furaram-me à navalhada os pneus dos meu carro. Entre outras patifarias.

SORTE PARA O POVO SANTOMENSE E PARA O PRÓPRIO LÍDER DO ABORTADO GOLPE CONTRA-REVOLUCIONÁRIO

Se, Ricardo Durão (agora general) ou algum militar aceitasse comandar os roceiros, como aconteceu no Batepá, teria sido uma  mortandade, talvez ainda maior!... Milhares de santomenses teriam sido baleados!... Até porque muitos dos implicados naquele massacre, ainda por lá por lá se passeavam à vontade...

Pessoalmente, também achei prudente não lançar o alerta, sobre a presença de Ricardo Durão, uma vez que  ia ser recambiado. Não havia interesse em gerar mais tensões das que já existiam. Teve sorte.. E também o povo de santomense, que se livrou de uma séria ameaça à sua integridade. Teria havido muitos mártires!...E já bastava de sangue derramado por séculos de colonização.  

Pirou-se, quase da mesma forma que o  Zé Mulato, o capataz do sinistro campo da morte de Fernão Dias, outro dos grandes assassinos no massacre do Batepá, que, para não se expor a eventuais represálias,  teve de embarcar para a terra do seu pai (antigo colono, natural da região de Viseu),  tendo entrado no aeroporto pela porta do "cavalo" disfarçado com a sua fatiota azul de carpinteiro.   

Quando alertei Pires Veloso, da presença do inesperado oficial, ele já lhe tinha dado instruções para regressar no mesmo voo. "Já sei que ele aí está: vai já no mesmo avião. Não se preocupe".  

O movimento pró-independentista apreciou atitude do Governador, que até então não acreditava nas boas intenções de Pires Veloso, pois via-o com desconfiança - Os santomenses olhavam os militares portugueses, como tropa de domínio colonial. Porém, a partir daquela altura, o Governador passou a ser visto como um dos seus e  com outros olhos. No seu livro  “Vice-Rei do Norte - Memórias e Revelações, o agora General Pires Veloso, faz uma breve referência, mas, como atrás referi,  é omisso em apontar o nome do oficial  - E alude também à  inesperada invasão dos colonos ao Palácio do Governo - 

PIRES VELOSO, O GOVERNADOR CERTO PARA LEVAR A CABO – E PACIFICAMENTE - UM PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA, QUE COMEÇARA DA FORMA MAIS TENSA E ATRIBULADA

Repito: não fosse a serenidade, firmeza  e sensatez de Pires Veloso, nem quero imaginar o que poderia ter acontecido! Não se constava que algum negro tivesse molestado  fisicamente qualquer branco!  Mas, de facto, havia colonos que continuavam a agir como se nada tivesse mudado. A palavra independência era algo impensável e que lhes custava admitir. 



Os roceiros estavam fortemente armados e constituíam uma séria ameaça!  Nas propriedades agrícolas, havia muitas armas: as velhas Mauseres, que foram usadas pela infantaria Nazi. Com as quais, os colonos, habitualmente se treinavam.
Também eu, aos 18 anos, fui obrigado a participar, nesses treinos, quando para ali fui estagiar na Roça Uba-Budo, num campo de tiro ao alvo, situado junto à praia, onde, aos Domingos  de manhã, cada branco fazia para ali a fogachada que quisesse.

 .Pires Veloso, noutra  das passagens do  seu livro de memórias, “Vice-rei do Norte”, alude às reações do Secretário-geral das ONU, Kut Waldheim  e o dirigente da OUA, Salim, Salim, junto do nosso embaixador na ONU, face às queixas apresentadas pelos independentistas. No entanto, o antigo Governador e Alto-Comissário, considera que a questão havia sido empolada. E que, mais tarde, foram as mesmas personalidades a reconhecerem  que não se justificavam as tais razões invocadas com  “ a falta de liberdades democráticas”.

PIRES VELOSO,  USA O TERMO  DE “A GUARDA PRETORIANA DOS DONOS DAS ROÇAS” – NÃO ESTAVA ENGANADO

E não exagera. Os colonos nas roças estavam armados e bem armados. Refere, ainda, em  “Memórias e Revelações”, que,  “era notória a apetência dos responsáveis da Associação Cívica por terem armas em seu poder, talvez para dizerem ao mundo, como os da Guiné, Angola e Moçambique, que também eles haviam alcançado a independência com luta armada” – Não creio que fosse este o desejo dos ativistas da Associação Cívica Pró-MLSTP – O santomense é por natureza pacificoE, Pires Veloso, julgo que se apercebeu bem desse facto. As suas ações nunca foram além de comícios e manifestações. Não vi que alguém ali tivesse pegado numa arma ou levantasse sequer essa questão. Participei em algumas das reuniões dos seus dirigentes e ninguém ali falou em pegar em armas. 

É um facto que existiam por lá alguns elementos mais fundamentalistas, que Pires Veloso cita no seu livro, e com posições, mais extremistas, com as quais eu próprio discordei à sua frente, que achavam que o fim do colonialismo no arquipélago, só poderia terminar "com a saída completa dos colonos” – E, de facto, atendendo ao comportamento irredutível de muitos deles, sobretudo dos "cafusos", nas roças, em boa parte até tinham fundamentas razões. Mas longe de desejarem pegar em armas. – Quem queria pegar nas armas eram os empregados das roças, forçados pelos roceiros mais duros  - E só não aconteceu a tragédia, porque, à última hora, lhes faltou o comandante das  operações

 “ A SITUAÇÃO ERA PERIGOSÍSSIMA” DIZ PIRES VELOSO – Se era?!... ..As roças foram armadas pelo exército com máuseres; mas os roceiros fizeram entrar na Ilha metralhadoras clandestinas, que, certamente, ainda deverão estar por lá escondidas ou enterradas, não tendo chegado a ser devolvidas com as velhas máuseres.

Recordo que, ao sul da Ilha, na Praia Grande, em 1964, foi encontrada uma baleeira abandonada.  Eu vi essa baleeira branca e a PIDE  por lá a investigar o caso, tendo admitido  a hipótese de ter havido um descarregamento de armas por parte dos soviéticos (mais uma vez os comunistas à baila) para fins subversivos - Mas a versão era outra.

Mais tarde  ouvi bichanar ao feitor geral da Roça Ribeira Peixe, onde eu trabalhava, o seguinte desabafo para o chefe dos escritórios:  “Agora já podemos dormir descansados!... Estamos  na selva do inferno mas já  temos metralhadoras para matar o preto que se atreva a fazer-nos o que fizeram em Angola!. Enganámos os PIDEs. O exército só nos quis dar as máuseres, que nem para matar pássaros já servem, mas agora já temos com  que  nos defendermos”.

Pires Veloso, refere que “ a situação era perigosíssima”  – inteiramente de acordo: – há muito se sabia que as roceiros estavam armadas até aos dentes. (...) Esclarece que “tratava-se de material distribuído à chamada Organização Provincial dos Voluntários que, no fundo, constituía a guarda pretoriana dos donos das roças”

“Em determinado momento, para mim, a situação ficou altamente preocupante” – refere o ex-governador, “ quando, ocasionalmente, tive conhecimento de que, nalgumas roças, havia arrecadações com material de guerra, melhor do que o exército dispunha. Apesar dessas roças estarem já sob controlo dos “guerrilheiros”, estes ainda não haviam mexido nesse material”

SE OS ATIVISTAS PRÓ-INDEPENDÊNCIA, QUISESSEM PEGAR EM ARMAS, TÊ-LO-IAM FEITO, - Tiveram essa oportunidade quando os roceiros abandonaram as roças – Mas não o fizeram porque não era esse o seu objetivo.  

Os roceiros abandonaram as roças e alojaram-se no quartel militar e no Cinema Império –  Se os militantes da Associação Cívica, quisessem enveredar pela via armada, não teriam devolvido essas armas, que foram lá buscar – E fizeram-no, não porque quisessem fazer uso delas, mas para evitar que as mesmas os matassem.




INDEPENDÊNCIA TOTAL, CÁ CU PÔVÔ MECÊ”

Esta a expressão ostentada, numa enorme cartaz,  com que foram dadas as boas vindas ao então Tenente Coronel Pires Veloso - O Primeiro e o último governador pós 25 de Abril - Este o aviso de que a vontade do povo santomense era soberana e imparável, por mais obstáculos que existissem.

 Os ativistas – pró-independência - não enveredaram pela luta armada mas causaram forte contestação e instabilidade, não dando tréguas a qualquer ideia ou projeto que não visasse a total libertação do povo oprimido do arquipélago. Promovendo uma constante onda de agitação política e social. Não deram hipóteses a que os movimentos federalistas ou neocoloniais, conquistassem adeptos e se implantassem. 




Independência” era a palavra de ordem mais ouvida nos comícios e manifestações de rua. E, nos cartazes, os slogans mobilizadores pautavam-se, sobretudo, por um claro e único objetivo, expresso em linguagem popular : “Independência total, çà cu pôvô  mecê ”  -  Independência total é  tudo o que povo quer. Os jovens ativistas da Associação Cívica, foram a principal força interventiva e conciencializadora durante o processo de descolonização –. Sem a sua coragem e o seu dinamismo, porventura, ainda hoje as duas ilhas, eram colónias, tal como sucede a outros territórios que estão nas mãos de 61 países.

INVADIRAM O PALÁCIO, INSULTARAM O GOVERNADOR – E NO FINAL – QUANDO ME VIRAM ALI PRÓXIMO – CORRERAM ATRÁS DE MIM PARA ME LINCHAREM 

Uma manhã, ao saírem do palácio, depois de insultarem, o Governador, Pires Veloso – mal me viram sentado na esplanada do Restaurante Palmar, – onde pretendia inteirar-se daquela estranha ocorrência -, imediatamente correram furiosos atrás de mim!  E eram umas largas centenas. Se me apanhassem, naquele momento, estou convencido que me  tinham esmagado e linchado. - Mesmo assim ainda levei com uma pedra na cabeça. E o que me valeu foi ter subido por umas escadas e me ter  refugiado num telhado. À noite foi socorrido por um santomense que me levou para sua casa, onde estive escondido  quase duas semanas.

 Fugi para uma escada, até que caísse a noite, para me escapar para qualquer sítio, pois sabia que já tinham assaltado a minha casa e espatifado tudo. Era demasiado arriscado ali voltar.  Foi um rapaz negro (que me distribuía a Semana Ilustrada) que,  tendo-se apercebido da minha entrada naquela escada (onde por acaso pude esconder-me sem que fosse visto pelos moradores) que veio, mais tarde, em meu auxilio. Os colonos (muitos deles, em vez de regressarem às suas casas), optaram por se aquartelar com a tropa portuguesa. Nessa altura, as ruas à noite ficavam praticamente desertas e eu tive então oportunidade de escapar dali. Tendo passado quase duas semanas na casa dos pais desse generoso jovem, num autêntico esconderijo, algures no mato. 




PIRES VELOSO ALUDE AINDA,  NO SEU LIVRO:  “VICE-REI DO NORTE – Memórias e Revelações” À INESPERADA INVASÃO DOS COLONOS AO PALÁCIO DO GOVERNADOR


A manifestação podia ter acabado numa tragédia: havia o desejo de pegar em armas e atacar os defensores da Independência Total. Estes depressa galvanizaram as populações e o movimento do pró era imparável. Só se matassem o povo inteiro. Houve quem estivesse quase a perder as estribeiras. – Felizmente que, a Providência ou os caprichos dos destino, quiçá mesmo a bênção do santo que deu nome à  principal Ilha, enviaram a São Tomé e Príncipe, um homem probo e bom, corajoso e sensato, de seu nome, António Elísio Capelo Pires Veloso, nascido em Gouveia, a 10 de Agosto de 1926, e falecido no  Porto, 17 de agosto de 2014, major-general do Exército português, conhecido como o "vice-rei do Norte" pelo seu desempenho militar no Golpe de 25 de Novembro de 1975 e pelo livro de memórias que escreveu em 2009.

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“É preciso explicar a importância do 25 de Novembro, se não tivesse existido, o 25 de Abril teria desaparecido, (…) E não se pode ensinar às crianças na História de Portugal, que o Eanes foi um herói. Pois se ele não fez nada!”, afirmava então.- PÙBLICO  Morreu Pires Veloso, o “vice-rei do Norte” - PÚBLICO


A

Sporting Vence Fiorentino – 1 - 0 – E conquista Troféu Cinco Violinos - Jorge Jesus saltou prá bancada para oferecer medalha a leãozinho


Jorge Trabulo Marques - Foto-Jornalismo


JORGE JESUS SALTOU O TAPUME DO  RELVADO PARA OFERECER A SUA MEDALHA AO MAIS PEQUENOTE LEAOZINHO – NÓS FOTOGRAFÁMOS TODA A SEQUÊNCIA DO CALOROSO GESTO – Veja o vídeo, ao som do  “Baila Baila”  do mítico conjunto santomense África Verde 



  Sporting venceu e convenceu ao derrotar a Fiorentina por 1-0, no último jogo da pré-temporada, erguendo no final do jogo o magnifico troféu da 6ª edição dos Cinco Violinos, honrando a memória de uma das mais extraordinárias  linhas avançadas de sempre, composta por Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano, que marcou mais de 1200 golos




Desta vez, a equipa leonina, teve que contentar-se, apenas, com um tento solitário do mestre Bas Dost, que, aliás, só foi validado graças ao olho implacável do vídeo-árbitro, sim, mas o bastante para, tanto a equipa, como as claques, vibrarem com a festa da conquista do honroso troféu– De tal modo, que até, Jorge Jesus,  deu um pulo do relvado para a bancada da Juventude Leonina para ali ir oferecer a sua medalha a um adolescente, que, a avaliar pela sua inocente, alegre e surpreendida expressão, sim,  terá sido, certamente, a melhor prenda que até hoje recebeu fora do âmbito familiar – 

Um gesto espontâneo e bonito do treinador dos leões, que, pelos vistos, nem estava nem no programa nem ensaiado – Tivemos a felicidade de registar a sequência da inesperada incursão. Numa altura em que,  praticamente, as equipas  de reportagens, já haviam arredado e  dando por finda a sua tarefa, neste último sábado de Julho.




segunda-feira, 17 de julho de 2017

SUBSIDIOS VÃO INCENDIAR O PAIS - Espanha limpa as florestas, Portugal cultiva o mato - Incêndios – Pedrogão Grande, Alijó, Oleiros, Mangualde e por aí adiante – A devastação incendiária vai continuar porque há subsídios na mira para sacar e a industria dos incêndios para alimentar - Um pais arder porque ninguém quer limpar o mato à volta das casas, imersas por arvoredo e capinzal, nem as bermas das estradas e proprietários, absentistas, esperam que seja o Estado a encher-lhes os cofres – Os madeireiros, que empregam mão-de-obra precária e mal paga, agora falam em postos de trabalho que não promovem

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise
ESTA É UMA DAS IMAGENS AÉREAS -NUM RECENTE  VOO IBÉRIA - LISBOA MADRID




Espanha - Exemplo a seguir 
ELITES RUINS E O POVO PASMADO POR FALTA DE LIDERANÇAS SÉRIAS E RESPONSÁVEIS  -  O que esperam os donos das casas que nem sequer limpam o mato em redor das suas casas? – Que sejam os bombeiros a ocuparem-se dessa elementar obrigação?.... Basta transpor a fronteira de Portugal para Espanha, ou vice-versa, por via área ou terrestre, para constatar que o dito jardim à beira-mar plantado, dominado pelo caciquismo parasita, tem mais semelhanças com a negligência dos países africanos ou do terceiro mundo, que com o resto da Europa  - Descendentes de selvagens  pastores de Viriato,  que os romanos se viram gregos para domesticar, tendência agravada mais tarde com a expansão colonial, assim parece persistir a mentalidade ancestral dos chamados lusitanos. 

grande parte de Portugal é um um enorme matagal

 PIOR A EMENDA QUE O SONETO - VAI HAVER MUITOS FOGOS PARA SE CANDIDATAREM AOS SUBSÍDIOS  E CHAMUSCAREM O GOVERNO

16/06/2015 Portugal é o 5.º mais corrupto entre 38 países Inquérito sobre fraude e corrupção em 38 países coloca Portugal na 5.ª posição dos mais corruptos, a seguir à Croácia, Quénia, Eslovénia e Sérvia, e depois da Índia e Ucrânia. Portugal é o 5.º mais corrupto entre 38 países - Diário de Notícias  03/12/2013 -Corrupção em Portugal é "dramática" e está ligada à política 03/12/2013 - Corrupção continua a ser um dos principais problemas em Portugal16/11/2016 





UM PAIS DOMINADO POR  CHULOS E DE CORRUPTOS - Sinto orgulho por ser português, por um pequeno país  ter navegado pelos sete mares em frágeis caravelas, mas  ao  mesmo tempo nutrindo como que um misto de sentimento amargo e de revolta por ver que a nossa burguesia, a dita elite  económica, continua a ser dada mais às almoçaradas e jantaradas (assim já era nos famosos banquetes anteriores à instauração  da República) a curtir o  faduncho  e as bárbaras touradas,  sim, persistindo em governar-se através dos cordelinhos e expedientes do parasitismo e da chulice, em comer à custa da gamela do Estado, de que, afinal, ela  se revela o seu maior inimigo, de que propriamente em gerar riqueza e saber distribui-la.


Vão ver, como vamos assistir através dos telejornais, ao corrupio  da pedinchice dos subsídios do Estado e da CEE para depois, além de queimados, ainda   ficarmos mais depenados: como se o dinheiro não viesse  dos impostos dos contribuintes - Nomeadamente da classe media, já que, o tecido empresarial, sejam medias ou  grandes empresas, sabem muito bem como furtarem-se ao fisco

Espanha
ESPANHA HÁ MUITO DEFENDEU  A PRESERVAÇÃO FLORESTAL - Política Florestal na Espanha desenvolve através de um programa florestal, conforme definido no Painel Intergovernamental sobre Florestas das Nações Unidas em 1997, tendo os principais objectivos contribuir para o desenvolvimento rural da silvicultura manter e melhorar o estado de conservação as montanhas e seu potencial económico.

Para determinar o grau de cumprimento das metas existentes no programa silvicultura e planejando uma série de relatórios nacionais e internacionais disponíveis no monitoramento seção são usados. Política Forestal en España - Planificación forestal - Política forestal .... Agentes Forestales y Medioambientales de España - APAF-Madrid

A GRANDE DEVASTAÇÃO AINDA MAL COMEÇOU 

Com as profundas alterações climatéricas, devido às agressões da poluição, pelos países asiáticos, e ainda para mais com eleições à porta, tudo se conjuga para que a devastação incendiária seja galopante: até porque, cortar as árvores dá muito trabalho, pelo que, nestas coisas, a criminosa indústria incendiária ou através de mentes perversas, está sempre a salvo, menos as vidas que são apanhadas pelas labaredas


Com as profundas alterações climatéricas, devido às agressões da poluição, pelos países asiáticos, e ainda para mais com eleições à porta, tudo se conjuga para que a devastação incendiária seja galopante: até porque, cortar as árvores dá muito trabalho, pelo que, nestas coisas, a criminosa indústria incendiária ou através de mentes perversas, está sempre a salvo, menos as vidas que são apanhadas pelas labaredas




Infelizmente,este é panorama que vem sucedendo, desde há vários anos a esta parte, cabendo depois o perigosos fardo  aos corajosos voluntários  de exporem as suas vidas  no combate aos  fantasmagóricos sinistros 





Porém, estes abnegados e generosos espíritos, nem sempre contam com os justos apoios – E muitas das pessoas e entidades, só  se lembram deles quando as zonas que habitam são ameaçadas pelas chamas , os vêm a enfrentar as labaredas ou quando  são solicitados a prestarem os socorros de urgência. 

OFERECERAM-SE  MILHÕES À BANCA USURÁRIA - TODAVIA, ESQUECEM-SE AS CORPORAÇÕES DOS BOMBEIROS - 



De facto, Portugal,  está arder em variadíssimos pontos de Norte Sul -  As profundas alterações climáticas, com a China e a Índia a poluir drasticamente a atmosfera para exportarem toda a gama de  quinquilharias para o ocidente, por via do liberalismo selvagem que permite que as fábricas europeias sejam instaladas onde  não se respeitam nem os mais elementares direitos humanos nem as mais básicas normas ambientais - Para depois nos invadirem com o seu comércio e esmagarem  o comércio local e destroçarem o meio ambiente.

'Apocalipse' na China: poluição coloca meio bilhão de pessoas em alerta vermelho


21 dezembro 2016  -Quase meio bilhão de pessoas estão vivendo sob uma densa poluição no norte da China desde o final de semana passada, o que levou autoridades a colocarem 21 cidades e a capital, Pequim, em alerta vermelho. http://www.bbc.com/portuguese/internacional-38393259


"As elites de Portugal são elites estrangeiradas e que se comportam em Portugal quase como elites coloniais"  (..) são famílias que vieram instalar-se em Portugal. A primeira grande leva que ainda hoje domina a economia portuguesa, veio no tempo do Marquês de Pombal, que quis desenvolver a indústria em Portugal, porque não encontrou no nosso país, as pessoas capazes de dirigir estas empresas. E então teve de recorrer a estrangeiros para virem implantar a indústria. Mas depois houve uma segunda leva” – Diz Fonseca de Almeida -   autor do livro “As Elites de Portugal -  Inadaptação, Crise e Desafios - reconhece que estas “

Eu diria que não existem elites portuguesas; quanto muito, eu diria que há contra elites portuguesas. As pessoas que procuram ascender à liderança do País, com esforço, com trabalho, com dedicação mas estão afastadas do poder.




“Para grande parte da elite portuguesa a situação afigura-se como um beco em que a única saída é voltando para trás, retornando ao modelo social onde os salários possam competir com os da China, onde os custos do trabalho não sejam onerados por encargos sociais, em que a saúde, o ensino e as reformas passem para a esfera privada, onde os impostos recaiam de facto et de jure somente sobre os trabalhadores por conta de outrém, em que o papel do Estado se limite ao apoio financeiro às suas empresas e actividades e a União Europeia accione clausulas de salvaguarda protegendo os mercados de fr1desejáveis invasões bárbaras. Em suma o regresso a um passado em que medraram e prosperaram. Esta via é, contudo, impraticável, na medida em que a nossa dependência de uma zona geográfica e económica em unificação, e embalada noutra direcção, o impede.

Outros timidamente advogam a renúncia à identidade construída ao longo de séculos e uma integração sem demoras no Reino vizinho. Nada poderia confirmar melhor esta ausência de rumo.

O POVO CONTINUA MERGULHADO NO EXPEDIENTE DO CHICO ESPERTO  E DA ILETRÍCIA  PELA CONTRA-CULTURA  TELENOVESCA - DO SENSACIONALISMO E DA ENCENAÇÃO 
 
Foi sempre povo a lutar por Portugal “mesmo quando elites nos falharam", disse  Marcelo Rebelo de Sousa, nas comemorações do 10 de Junho de 2016, palavras que se enquadram na denúncia desta obra, que, aliás, conhece, visto ter estado presente, numa sessão de autógrafos do autor, na Feira do Livro, Braga - O Presidente da República, afirmou que  foi o povo, a arraia miúda, quem nos momentos de crise, soube compreender os sacrifícios e privações em favor de um futuro mais digno e mais justo. O povo, sempre o povo, a lutar por Portugal. Mesmo quando algumas elites - ou melhor, as que como tal se julgavam - nos falharam, em troca de prebendas vantajosas, de títulos pomposos, meros ouropéis luzidios, de autocontemplações deslumbradas ou simplesmente tiveram medo de ver a realidade e de decidir com visão e sem preconceitos”. EXPRESSO Marcelo no 10 de junho: Foi sempre povo a lutar por Portugal “mesmo quando elites nos falharam”


 É  ainda o autor da obra, As Elites de Portugal - Inadaptação, Crise e Desafios . a frisar que, "nos momentos dramáticos, em que o futuro de um povo se joga e se determina por muitas décadas, sempre que se assistiu a uma renovação de elites, a uma viragem de perspectiva procurando o seu próprio caminho (casos de 1385, 1640, 1975), a sociedade progrediu e colectivamente afumou-se, pelo contrário quando os interesses instalados e as velhas elites se consolidaram o país murchou e definhou, atrasando-se profundamente.

Hoje a questão que se coloca é a de saber se as actuais elites que nos dirigem, empregam e governam estão em condições de desatar o nó górdio e com a sua acção resoluta de liderança nos domínios político, económico, científico e ético, conduzir a sociedade na senda do progresso.

A tese que se apresenta, defende e demonstra é a de que as actuais elites, com o seu egoísmo, a sua aversão ao risco e à inovação, a sua ignorância, a sua incompetência e imobilismo, o seu conservadorismo, a sua origem estrangeirada, a sua reduzida dimensão e ausência de mecanismo de renovação, não estão à altura dos desafios e que o seu apego às rédeas do comando apenas nos pode levar pelo caminho inclinado do declínio e da decadência rumo a um crepúsculo triste e amargurado”



AS GIGANTESCAS FRAUDES DOS FUNDOS EUROPEUS - Portugal recebeu milhões de subsídios da CEE e foram desviados para o absentismo crónico parasitário - Entre 1986 e 2011, Portugal recebeu 80,9 mil milhões de euros em fundos estruturais e de coesão, o que corresponde a nove milhões de euros por dia injetados por Bruxelas no País

O antigo secretário de Estado dos Assuntos Europeus e ex-eurodeputado, Carlos Costa Neves, considera que a "execução nacional contribuiu para o desenvolvimento de Portugal, mas há que reconhecer alguns erros cometidos, nomeadamente na aposta excessiva em infraestruturas, principalmente as rodoviárias". O atual coordenador do grupo parlamentar do PSD para os assuntos europeus diz que ao nível de aproveitamento dos fundos "nem sempre foram definidas as melhores prioridades, houve um investimento não reprodutivo, muitas vezes porque era preciso cumprir prazos ou, pior: ir ao encontro de expectativas eleitorais." Portugal recebeu 9 milhões por dia em fundos comunitários


Costa portuguesa invadida de mato 

Tarde demais - 23/05/2017 O Ministério Público está a realizar buscas devido à investigação relativa a fraudes com a obtenção de subsídios, que envolvem vários milhões de euros de investimento em subsídios atribuídos por um fundo comunitário e pelo orçamento nacional. Segundo a informação publicada no site do Ministério Público estão a ser realizadas cinco dezenas de buscas a empresas, domicílios, e dois escritórios de advogados, “no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público e em investigação no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP)”. PJ faz buscas por fraude de milhões em subsídios - Dinheiro Vivo

Limpeza de florestas é dispendiosa e não há fiscalização 9 DE AGOSTO DE 2013 - 07:57 A falta de limpezas das florestas tem sido apontada como uma das principais causas dos incêndios de Verão. A TSF foi saber quanto custa esse trabalho e verificou que não há fiscalização.




 Não há quem obrigue os proprietários a limpar as matas e basta que alguém não limpe a floresta para haver perigo. Falta em prevenção, reconhece Miguel Gomes, um madeireiro que aponta outro problema: o que fazer aos sobrantes que resultam da limpeza das matas.

Certo é que a floresta dá dinheiro desde que esteja limpa, como fez Joaquim Santos que de uma parcela de pouco mais de 500 metros quadrados tirou um milhar de euros de rendimento. Limpeza de florestas é dispendiosa e não há fiscalização - TSF





9/08/2013  ILHA DA MADEIRA PARECE TER APRENDIDO A LIÇAO - O Governo Regional já procedeu à limpeza de 148 hectares de terrenos florestais no Funchal, o equivalente à área aproximada de 148 campos de futebol. A informação foi avançada esta manhã pela secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais, Susana Prada, numa acção de acompanhamento dos trabalhos de limpeza em curso no sítio da Estrela, em Santo António. Governo Regional já limpou área florestal equivalente a 148 campos ...






 Há 4 dias  - Planos de limpeza de matas estão a reduzir fogos florestais no Algarve

10/07/2016  Nos 16 concelhos do Algarve, em complemento ao Dispositivo de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), as câmaras municipais adoptaram planos especiais de prevenção em conjunto com o exército, GNR e associações florestais e de caçadores. Planos de limpeza de matas estão a reduzir fogos florestais no ...

10/07/2016 Jornal liberal espanhol, embora.  com dente afiado na politica, de permeio, para entalar o governo,  – porque afeto aos grandes interesses monopolistas - não deixou porém de dizer algumas verdades, quer na prevenção quer no combate aos incididos  - Tendo referido que "A tragédia de Pedrógão Grande está a pôr em causa o dispositivo português de combate aos incêndios, e de Espanha chegam críticas arrasadoras. Fala-se em “inoperância” e numa “preocupante ausência de meios”, considerando-se que Portugal “não está preparado para fazer frente ao fogo”.

20/06/2017Num artigo intitulado “A inoperância de Portugalna luta contra os incêndios”, estas críticas espanholas surgem no jornal El Mundo que nota que “não é aceitável que, em pleno Século XXI, num país da União Europeia, um incêndio florestal origine um número de vítimas mortais tão elevado” https://zap.aeiou.pt/espanhois-arrasam-capacidade-portugal-no-combate-aos-incendios-163630

INCÊNDIOS  - ÚLTIMAS - POR VIA DO CÚMULO DA INCÚRIA  E DA NEGLIGÊNCIA A


Incêndios: A25 cortada entre Chãs de Tavares e Fornos de Algodres - A auto-estrada 25 (A25) foi nesta segunda-feira cortada entre a freguesia de Chãs de Tavares, no concelho de Mangualde (distrito de Viseu) e Fornos de Algodres (Guarda), devido a incêndios florestais, informou a Guarda Nacional Republicana (GNR). https://www.publico.pt/2017/07/17/sociedade/noticia/incendios-a25-cortada-entre-chas-de-tavares-e-fornos-de-algodres-1779446

ALGUMA VEZ SE OBRIGOU A PROCEDER À LIMPEZA DAS MATAS? - Incêndios. Câmara de Alijó vai declarar Estado de Emergência Municipal - É um pedido de socorro para todo o país", disse o presidente da Câmara de AlijóO presidente da Câmara de Alijó, Carlos Magalhães, afirmou estar a preparar-se para declarar Estado de Emergência Municipal, referindo que o incêndio que lavra desde a madrugada de domingo está incontrolado. http://www.dn.pt/sociedade/interior/incendios-presidente-da-camara-de-alijo-vai-declarar-estado-de-emergencia-municipal-8643638.html
Incêndios: A25 cortada e Plano de Emergência Municipal ativado em Mangualde http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-07-17-Incendios-A25-cortada-e-Plano-de-Emergencia-Municipal-ativado-em-Mangualde


EM TEMPOS DE ELEIÇÕES DÁ JEITO AOS CONTROLADORES E DONOS DA OPINIÃO PÚBLICA SOB   A ALÇADA DOS AMIGOS DO GRANDE CAPITAL  -  Pedrogão Grande em vídeo 360
Ao fim de um mês, ainda há raízes em combustão sob a terra de Pedrogão Grande. As cinzas pintam a maioria do concelho e as casas ardidas preenchem a paisagem.É como se estivesse nos sítios: sentado em máquinas destruídas ou no que sobra de uma cama num quarto onde só já moram escombros, entre numa cozinha onde ficou um fogão agora inútil e uma salamandra onde o fogo era útil. Ou suba ao terraço de uma casa para ver a destruição envolvente. Viaje ao local onde o incêndio terá começado. Há terra queimada de um lado e um riacho verdejante do outro https://www.rtp.pt/noticias/reportagem/pedrogao-grande-em-video-360_n1014809

CARNAVAL MEDIÁTICO DA TIRANIA DA COMUNICAÇÃO SOCIAL DOS LOBOS   -
A SIC DE BALSEMÃO, NUNCA  FALHA – QUANDO FAZ DIRECTOS  E DESAPARECE O SOM OU AS IMAGENS  “SIC reconstituiu as comunicações durante a tragédia de Pedrógão Grande
As falhas do SIRESP durante a tragédia de Pedrógão Grande continuam por explicar, apesar de terem ficado registadas na fita do tempo da Proteção Civil. A SIC reconstituiu essas comunicações para lhe mostrar como é que os operacionais no terreno foram gerindo a situação nos dois primeiros dias do incêndio e ainda, durante a segunda-feira seguinte. http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/tragedia-em-pedrogao-grande/2017-07-17-SIC-reconstituiu-as-comunicacoes-durante-a-tragedia-de-Pedrogao-Grande