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domingo, 31 de dezembro de 2017

"Os milionários negócios da pobreza – Missão Continente - O que têm em comum a Leopoldina, Paulo Azevedo, a Sonae, a TVI e as caras que empresta? A hipocrisia farisaica de quem ganha dinheiro com o negócio da multiplicação da pobreza enquanto faz de contas que ajuda os mais pobres".


Belmiro de Azevedo,: «Quando o povo tem fome tem o direito de roubar – E nem podia ser de outro modo, quando a mesma empresa dá um miserável aumento salarial de 90 cêntimos. até porque a filosofia do falecido Belmiro de Azevedo defendia que só há emprego com "mão-de-obra barata.

 
 

Vale a pena ler e refletir nas campanhas de caridade do liberalismo hipócrita - Tanto do Pingo Doce, como da Sonae - Os tais grupos mafarricos, que compram a fruta aos agricultores pelo preço da Maria Mijona - mais das vezes, até vem lá de fora - para a venderem por margens ultra-gulosas - As mesmas empresas que se furtam ao fisco, através de vários esquemas  - O que se passou, com a recente campanha de Natal, para além de lograrem visibilidade, com promoções de borla nas TVs, tal como goza o genro do Cavaco, Luís Montês, quando promove os espetáculos no Pavilhão Atlântico, a que deu o nome de Meo-Arena, porventura para publicitar outros encapotados e milionários negócios, sim, é realmente da mais refinada hipocrisia. 

O texto, que a seguir tomo a liberdade de transcrever de João de Sousa, publicada em Tornado,disso nos dá conta.

Os milionários negócios da pobreza – Missão Continente  - O que têm em comum a Leopoldina, Paulo Azevedo, a Sonae, a TVI e as caras que empresta? A hipocrisia farisaica de quem ganha dinheiro com o negócio da multiplicação da pobreza enquanto faz de contas que ajuda os mais pobres.




O que têm em comum a Leopoldina, Paulo Azevedo, a Sonae, a TVI e as caras que empresta? A hipocrisia farisaica de quem ganha dinheiro com o negócio da multiplicação da pobreza enquanto faz de contas que ajuda os mais pobres.
João de Sousa | Tornado | Editorial

Fátima Lopes e outras caras bem conhecidas desta estação “emprestaram” as suas imagens à campanha “Missão Continente” que, em teoria, “dá” um euro por cada “prenda” adquirida nas lojas Continente.

O problema começa aqui mas está longe de ficar por aqui. Tal como com as campanhas do Banco Alimentar Contra a Fome, os super-merceeiros Azevedo e Soares dos Santos recebem um porco dando em troca um chouriço. No caso do projecto Jonet nem isso. Têm fins de semana de facturação excepcional e não contribuem com um cêntimo para o alegado “Banco”.

No caso da Missão Continente a Sonae propõe-se dar um Euro por cada venda das tais prendas escolhidas pelo seu departamento de marketing e pagas pelos clientes, pressionados pelas “caixas”. Além de que, uma vez na “superfície comercial”, devido às sinergias entre lojas e, dentro do próprio hipermercado, as técnicas de merchandising arrastam estes inevitavelmente para a compra de coisas de que não necessitam. Ao mesmo tempo têm publicidade grátis que não é apresentada como tal, como acontece nas “Galas” televisivas e mesmo durante espaços nobres de informação.

Se Paulo Azevedo e o Grupo Sonae quiserem fazer um exercício de “responsabilidade social” podem começar por pagar melhor aos produtores agrícolas, aos trabalhadores dos hipermercados e, porque não, passarem a pagar todos os impostos em Portugal sobre a riqueza cá produzida?

Há pobres que retiram daqui algum benefício? Claro que há! Mas o benefício da SONAE e da Jerónimo Martins é muito maior. O benefício da TVI idem e o mesmo se diga das referidas “caras” que participam nos anúncios de produções milionárias.

Todos ganham… até os pobres, eventualmente. Uns poucos ganham muito. Os pobres, que são muitos, ganham pouco. Esta é até uma boa maneira de os manter sossegadinhos não vão lembrar-se de roubar um shampoo e um pacote de fiambre.
Tudo isto se passa à vista do Estado e da Comissão Europeia. Com os salários baixos também saem prejudicadas as receitas da Segurança Social, além do Fisco. Mas isso já não é um problema de Fátima Lopes, da Cristina Ferreira ou do Manuel Luís Goucha. Nem dos administradores e accionistas das referidas empresas.

O dumping fiscal de alguns países Europeus é um transvase de dinheiro de uns países para outros dentro do próprio espaço do Euro e da União. A inexistência de uniformidade fiscal promove e incentiva este tipo de fuga legal ao fisco. O prejuízo que causa fica a muitas milhas do benefício resultante destas “missões” de caridade com o dinheiro da classe média.

Por falar em Donos Disto Tudo… A reportagem da Raríssimas começa a cheirar a lágrimas de crocodilo.   

.  http://www.jornaltornado.pt/os-milionarios-negocios-da-pobreza-1-missao-continente/


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