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terça-feira, 20 de março de 2018

Celebração do Equinócio da Primavera 2018 – Manhã polar e ventosa mas coroada com belos momentos de poesia e pela mais surpreendente maravilha da Pré-história, com os raios solares atravessassem a graciosa gruta, em forma de semi-arco – réplica do mítico Olho de Hórus Egípcio, aldeia de Chãs. Foz Côa


CELEBRÁMOS ESTA MANHÃ O EQUINÓCIO DA PRIMAVERA – COM TEMPO VENTOSO E GÉLIDO – 6º abaixo de zero mas sob a bênção de um nascer do sol auspicioso e  o coração em festa, junto ao gracioso portal do altar sacrificial do Santuário da Pedra da Cabeleira de Nª Srª, arredores da aldeia de Chãs, no Monte dos Tambores, Concelho de Foz Coa, com uma singela homenagem à escritora, poetiza e jornalista portuguesa, Alice Vieira, uma das figuras mais importantes da literatura infantojuvenil, com quase uma centena de obras publicadas, traduzidas em várias línguas. 




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Coincidência duplamente feliz:  por um lado, por coincidir com o primeiro dia da primavera, e, por outro lado, por  comemorar hoje o dia internacional da Felicidade – E, que, no fundo, tem sido este um dos principais objetivos da grande paixão de Alice Vieira pela escrita: ou seja, de tornar mais feliz o coração dos adolescentes e dos jovens, com  as suas maravilhosas histórias

A vida de Alice Vieira é também uma história: é assim que ela começa: Nasci no dia 20 de Março de 1943 numa rua de Lisboa chamada Almirante Reis, mas saí de lá com 15 dias de idade… A casa onde eu nasci foi deitada abaixo, e é hoje uma enorme garagem.

“Vivi em muitas ruas diferentes, em muitas casas diferentes, mas sempre em Lisboa, que é a cidade mais bonita do mundo.


Desde cedo que os meus brinquedos foram os lápis, as borrachas, os livros. Aprendi a ler e a escrever sozinha, era muito pequena. E os meus amigos eram as personagens que eu descobria nos livros que lia.  Vivi em casas grandes, com grandes corredores escuros que rangiam pela noite dentro, e me faziam muito medo, e sem crianças da minha idade com quem brincar.

Depois cresci e entrei para o Liceu Filipa de Lencastre, onde estudei do 1.º ao 7.º ano (então era assim que se dizia quando queríamos falar do que é hoje o 5.º e o 12.º ano). Gostava de português, mas gostava mais de inglês, de francês e de história. A matemática deu-me muitas dores de cabeça, confesso.

Desde pequena que sempre disse “quando for grande quero ser jornalista” – e fui. Comecei cedo a escrever em jornais: Diário de Lisboa, Diário Popular, Diário de Notícias.

Paralelamente fiz o curso de Filologia Germânica (que hoje se chama Línguas e Literaturas Modernas, variante Inglês e Alemão) na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mas nunca fui professora: o jornalismo tomou sempre o meu tempo todo.

Casei (com um jornalista), tive dois filhos.

Quando os meus filhos eram pequenos, pediram-me um dia que escrevesse uma história para eles: e assim nasceu, em 1979, a Rosa, Minha Irmã Rosa que, nesse ano, teve o Prémio de Literatura Juvenil do Ano Internacional da Criança. A partir daí não tive um minuto de sossego, com o jornal todos os dias (trabalhava então no Diário de Notícias), e as constantes idas a escolas e bibliotecas, e os livros para escrever. Até que em 1990 tive de optar: e então optei pela literatura. Não me desliguei do jornalismo (quem é jornalista por paixão é jornalista sempre), mas agora já não vou todos os dias ao jornal.

Pedra da Audição - Câmara de ressonância pró infinito
Trabalho agora para o Jornal de Notícias e para as revistas Tempos Livres, Activa (onde a minha filha é jornalista também), e Audácia. E continuo a escrever livros e a ir a escolas. Vou muitas vezes ao estrangeiro – sobretudo à Alemanha, Espanha, França e Suiça – porque os meus livros estão traduzidos em várias línguas, e as escolas desses países também me convidam. Também vou muito a Inglaterra, mas é porque o meu filho (professor de matemática) e os meus três netos vivem aí… 

Escritora, jornalista, dramaturga e poetiza. De seu nome, Alice de Jesus Vieira Vassalo Pereira da Fonseca: nasceu em Lisboa, a  20 de Março de 1943. Os seus livros marcaram várias gerações e foram traduzidos para várias línguas, como o alemão, o búlgaro, o castelhano, o galego, o catalão, o francês, o húngaro, o holandês, o russo, o italiano, o chinês, o servo-croata, o coreano

Nélson Mateus teve a ideia de publicar um livro de homenagem à Alice Vieira."Retratos Contados: Alice Vieira 75 Anos" – Trata-se de uma obra  que faz uma viagem retrospetiva da vida destaescritora, com suporte numaentrevista   feita pelo autor, reportando as várias fases da sua vida:: Alice criança, Alice Escritora, Alice Jornalista, Alice Mãe, Alice Avó, Alice Mulher…, não esquecendo a Alice que viveu em Paris, a Alice que se apaixonou na primeira vez que viu Mário Castrim, 

A Casa da Imprensa e a Editorial Caminho, associa-se ao aniversário da escritora, com uma sessão especial  do lançamento do livro Retratos contados • Alice Vieira • 75 anos, de Nélson Mateus, com apresentação de Fernanda Freitas e a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do ministro da Cultura, Luís Filipes Castro Mendes, e da homenageada, a escritora Alice Vieira.

A sessão realizou-se, esta terça-feira, 20 de Março, às 18:00 horas, no Salão Nobre da sede da Casa da Imprensa, R. da Horta Seca, 20, em Lisboa


"Retratos Contados: Alice Vieira 75 Anos" inclui ainda vários "testemunhos de amizades do liceu, dos diversos jornais onde trabalhou, de outros escritores, de amigos de Lisboa e da Ericeira e muito mais", contando ainda com o do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. https://www.dn.pt/lusa/interior/livro-de-homenagem-faz-retrospetiva-da-vida-de-alice-vieira-nos-seus-75-anos-9200040.html



O meu abraço, muito especial aos amigos, José Lebreiro, António Lourenço  e Agostinho,  que não olharam ao incómodo  de se levantarem cedinho, com um tempo mais convidativo a  ficar no quentinho da caminha de que arrostar com um vento gélido, como nunca ali deparei - Até mesmo nas noites mais frias das minhas peregrinações noturnas - Claro, certos de que saíram de lá com  redobradas energias.

DESDE QUE TIVEMOS A FELICIDADE DE DESCOBRIR A EXISTÊNCIA DOS  VÁRIOS CALENDÁRIOS SOLARES PRÉ-HISTÓRICOS,  - EM 2001 - Tem sido nossa preocupação e  dos amigos que  têm colaborado nas celebrações dos ciclos das estações, que temos associado a momentos de poesia.


No Equinócio do Outono 2017, lemos poemas  de José Augusto Margarido e de Manuel Daniel, poetas desta nossa região e um outro do antigo Egipto, evocando o Olho de Hóros, de autoria do faraó Faró Akhenaton – - Cujo registo aqui lhe deixamos - Agora, no Equinócio da Primavera,  contamos ler alguns poemas de Alice Vieira 


Desenho

No papel branco
desenharei um Sol
bem amareloe no alto dum monte
um enorme castelo
entre campos lavrados
e povoarei a terra
de cavaleiros e de soldados.

Às nuvens darei
a forma de gente
(e haverá quem pense
que são gente a sério…) e ouvir-se-á
pela noite fora
os uivos dos lobos
até vir a aurora
que desfará o medo
e o mistério…


in Rimas Perfeitas, Imperfeitas e Mais-que-Perfeita


O Equinócio da Primavera, 2018, ocorre no dia 20 de Março às 16h15min. Esta estação prolonga-se por 92,79 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Junho às 11h07min. Os instantes estão referenciados à hora legal

Equinócio: instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, passa no equador celeste. A palavra de origem latina aequinoctium agrega o nominativo aequus (igual) com o substantivo noctium, genitivo plural de nox (noite). Assim significa “noite igual” (ao dia), pois nestas datas dia e noite têm igual duração,

Mais pormenores, a que já nos referimos anteontem,  em http://www.vida-e-tempos.com/2018/03/celebracao-do-equinocio-da-primavera-as.html


O templo sacrificial,  que parece desafiar as leis do equilibro e da  gravidade, tal a acentuada inclinação e aparente frágil base de apoio,  ergue-se alpendrado sobre uma enorme laje que descai em forma de altar -  Destacando-se, silenciosa e majestosamente, no requebro do alto de um vasto maciço rochoso, conhecido pelos penhascos dos Tambores na  vertente  granítica do fértil e maravilhoso vale da Ribeira da Centeeira. A mesma linha de água que, depois de correr de sul para  Norte  e penetrar  a leste no  apertado e íngreme canhão   das ladeiras dos picos, vai desaguar ao Côa, junto à foz da qual se situam um dos mais belos núcleos das gravuras paleolíticas do Vale Sagrado


O monumental calendário solar, quando observado da retaguarda, configura  a insólita imagem  de   um gigantesco crânio pronto a ser decepado, como que, evocando, certamente, bárbaros ritos ancestrais - , abrindo-se, todavia, em forma de auspicioso leque, no seu frontispício  voltado a poente,   atravessado, na sua base, por uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento,  iluminada pelo seu eixo no momento em que o Sol  começa a elevar-se por detrás do recinto amuralhado, como que assinalando, astronómica e matemáticamente,  o primeiro dia dos dois ciclos das estações do ano,  os equinócios do Outono e da Primavera.

Numa cerimónia simples, mas prenhe de esplendor e magia, lã estivemos, para dar inicio à singela celebração, às 07.00 da manhã, precisamente no momento em que a graciosa gruta em forma semicircular é atravessada pelos raios solares do nascer do sol. Num espetáculo, verdadeiramente deslumbrante a quem tem o privilégio de o contempla

Alice Vieira – Uma vida plena de 75 anos e 40 por amor à poesia e ao coração dos jovens














Encontrámos-la numa sessão de autógrafos, na Feira do Livro, em Lisboa, o ano passado, numa das bancas da sua editora – Num dia muito movimentado, como geralmente acontece com este certame cultural da cidade, que tem vindo a ser exposto ao longo das duas alamedas do Parque Eduardo. A tarde era esplendorosa de  sol mas, com  o ruído ambiente de uma   destrambelhada  sinfonia, mais nos perturbava    a qualidade do breve apontamento  que aproveitámos para registar, na sequência do casual e amável diálogo que nos concedeu

Quando lhe perguntamos qual a hora do dia em que se sentia mais tentada a escrever, confessou-nos que prefere escrever de manhã – E compreende-se que assim seja, que a  alma de poeta goste de sentir a força e a luz do raiar do dia, porém,  as muitas  ocupações, em que se desobra, fazem com que escreva mais à noite. Quando ao número de livros que publicou, pelo que depreendemos, já vão acima dos 80 ou noventas e tais, pelo que, quando a pergunta surge inopinadamente,  talvez seja mesmo  de se lhe perder a conta mas não o de se esquecer  do grande trabalho, que todos os livros lhe dão, assim como  do intenso amor a que todos vota, independentemente do seu êxito comercial.

Naturalmente, que, para uma autora, tão multifacetada e produtiva, nunca deixará de ter novidades na oficina do seu lar ou já no prelo para oferecer aos seus vastos leitores, que continuam a ser apreciados, tanto por jovens como por aqueles que já foram jovens e se habituaram a gostar dos seus livros e a recomendá-los aos filhos ou aos seus netos – E, deste modo, a deixar um lastro de indeléveis mas de inapagáveis recordações, cujo eco lhe vai dar, com certeza,  o maior  alento e estimulo â sua grande paixão pela escrita.

Alice Vieira – Uma vida plena de 75 anos e 40 por amor à poesia e ao coração dos jovens



OS ALINHAMENTOS SAGRADOS, QUE AINDA PERSISTEM NALGUNS LUGARES DO MUNDO,NÃO FORAM ERGUIDOS, EM CERTOS SÍTIOS, POR MERO ACASO
Tom Graves, o autor de Agulhas de Pedra - A Acupunctura da Terra , famoso livro de investigação, sobre a influência da terra na alma e vida do ser humano, deslocou-se, propositadamente, da Austrália, em  2008,  para estudar os Templos do Sol e para aqui também confirmar a sua teoria de que «Em toda a parte existe uma interação entre as pessoas e o lugar – e o lugar também tem as suas escolhas.» .

O famoso escritor inglês  desloca – se com frequência aos chamados pontos nodais ou lugares Sagrados da Terra que, desde que desapareceram as antigas civilizações que os cultuavam, têm praticamente permanecido escondidos dos olhares profanos Em Portugal, já visitou o Cromolech de Almendres no Alentejo e alguns menires da região de Sintra Mas agora há mais um local que passou a fazer parte do seu roteiro: o Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora e a Pedra do Sol

Defende que os lugares sagrados são centros para os quais muitas das linhas de água convergem umas com as outras e também com os centros padrões de linhas acima do solo, à semelhança do que acontece com as artérias do corpo humano E, por isso, acredita que tais lugares não foram escolhidos por obra do acaso Designadamente, mamoas, menires, círculos de pedra, dólmenes e outras estruturas megalíticas, assim como os altares das igrejas da Pré-Reforma http://www.vida-e-tempos.com/2008/10/tom-graves-veio-da-australia-para.html

Outros investigadores, partilham igualmente desta opinião – Referindo que,
a realidade prática confirma que se encontram redes em todos os grandes santuários de todas as religiões, assim como nos mais importantes centros megalíticos. Essas energias, concentradas numa igreja ou sob um menir são a expressão das forças da Terra e do Céu, que se exprimem segundo um esquema universal. Os lugares fortemente afectados no plano geomagnético permitem uma ressonância particular com a energia cósmica que o homem, por intermédio de antenas de pedra, sejam elas um menir ou mesmo um campanário, irá captar, associando-a a um esquema complementar à energia telúrica, criando assim uma entidade vibratória que restabelecerá o equilíbrio.


Na realidade, o equilíbrio do homem passa pela captação das energias telúricas e energias cósmicas, estabilizando as duas no seu centro. Não é o homem um microcosmos, reflexo na terra do macrocosmos? Como micro-universo, tem o seu próprio centro, e quem o encontra torna-se estável, numa relação de harmonia entre o Céu e a Terra.” – Eduardo Amarante http://eduardoamarantesantos.blogspot.pt/2012/08/a-geobiologia-e-rede-magnetica-do.html


 OUTRO DOS CALENDÁRIO ESTÁ ALINHADO COM O PÔR-DO-SOL NO SOLSTÍCIO DO VERÃO 





Lugar mítico e de singular beleza. Venha juntar-se a nós para celebrar o Solstício do Verão, junto ao altar sacrificial da Pedra do Sol, mais conhecida por Pedra do Solstício, pelo facto da crista do  esférico e imponente megálito estar em perfeito alinhamento com o pôr do sol no dia maior do ano – Ergue-se nos penhascos da vertente do Castro do Curral da Pedra, Mancheia, Maciço dos Tambores. 

Este é um dos raros lugares da Europa – e talvez do mundo – onde ainda persistem calendários pré-históricos alinhados com todas as estações do ano – As festividades evocativas, iniciam-se com o tradicional cortejo druida às 18 horas, acompanhadas pelo Grupo de gaiteiros de Lua-Nova Mogadouro , - Evocando tradições ancestrais, e, num tempo  em que há 168 milhões de crianças a trabalhar no mundo e cerca de 1,4 milhões de crianças correm o risco de morrer de fome, lembrando o extraordinário exemplo de solidariedade  do Padre Américo – Fundador da Obra dos Meninos da Rua 


ALINHAMENTO SAGRADO COM O PÔR-DO-SOL NO SOLSTÍCIO DE VERÃO  - Esta extraordinária imagem, configurando uma gigantesca esfera terrestre ou a esplendorosa configuração de um enorme globo solar projetando os seus dourados raios, a poente, foi registada, pela primeira vez, cerca das 20.45 horas do dia 21 de Junho de 2003 e repete-se todos os anos, ao fim do dia mais longo do ano e à mesma hora, desde que  as condições atmosféricas o permitam.

A partir do ponto onde o sol então se pôs ( e voltará a pôr-se) começa o Verão e, de igual modo, a grande estrela-fiel inicia o movimento aparente da sua declinação para o Hemisfério Sul – E, até atingir esse ponto extremo, no Solstício do Inverno, distam vários quilómetros: ou seja, desde o ponto do horizonte, onde ele se vai pôr, em perfeito alinhamento com a crista do esférico bloco e o centro do pequeno círculo que se encontra cavado, a alguns metros a oriente, na mesma laje da sua base de apoio.


Porém, o enorme megálito que a mesma imagem documenta, deverá ser observado segundo a posição que parece ter sido ali erigido, retocado e direcionado. Feita a observação noutro ângulo, quer do lado sul ou do lado norte, deforma-se e assemelha-se a um estranho busto. Porventura, configurando, sabe-se lá, senão um outro simbolismo ou interpretação, ainda não decifrada.

 MAIS PORMENORES  EM





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