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terça-feira, 29 de maio de 2018

Que o pôr-do-sol seja sempre para todos, luz esperança de um novo dia e não o fim da tarde que termina para dar lugar às trevas que se avizinham



NÃO SEJAS ESCRAVO DOS QUE TE MENTEM, DOS EGOÍSMOS QUE TE PROMETEM ESTE MUNDO E O OUTRO E NÃO DESISTAS DE PROCURAR O QUE ESTÁ PARA ALÉM DE TI E DA DENSA E NUBLOSA CORTINA DO MISTÉRIO QUE TE ENVOLVE - Por isso, que o pôr-do-sol seja sempre para todos, luz esperança de um novo dia e não o fim da tarde que termina para dar lugar às trevas que se avizinham











Rostos do Crime -Zé da tarada . O terror de Lisboa 1975 - 76 - MEMÓRIAS DE UM REPÓTER DA RÁDIO – UMA ARREPIANTE, OUTRA COMOVENTE ATÉ ÀS LÁGRIMAS - ENTREVISTA AO LENDÁRIO ZÉ DA TARADA, QUE APRENDEU A MATAR NA GUERRA COLONIAL – R



Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador 



ENTREVISTA A UM CRUEL ASSASSINO - E OUTRA COMOVENTE ATÉ ÀS LÁGRIMAS -  A um filho de pescador e de uma peixeira, em Peniche, que abandonou a casa dos pais, com outro  rapaz para  arranjar trabalho no Algarve  - Vendo-se sem dinheiro e sem forma de o ganhar, roubaram uma motorizada e, partir daí,  começaram outros trabalhos.  –

AO LENDÁRIO ZÉ DA TARADA, QUE APRENDEU A MATAR NA GUERRA COLONIAL-  Entrevistei criminosos, tal como variadíssimas personalidades-  Fi-lo, na sequência de centenas de entrevistas, com todo o tipo de pessoas, anónimas ou famosas  – Umas gravadas outras em reportagem direta para a extinta RDP-Rádio Comercial– Tendo mesmo chegado acompanhar as rusgas à civil da PSP    -–  Corri riscos, é certo; alguns podiam ter-me custado a vida,  pois já me tentaram atingir de noite com uma caçadeira e me apontaram à garganta o cano de uma pistola - Contudo, considero que foi uma experiência humana interessante; aprendi a  conhecer certas mentes, com as quais nos podemos até cruzar no dia a dia  - Mas, atenção, não se pense que os criminosos mais perigosos são os que acabam na prisão: os de colarinho engomado, com tentáculos na política, são ainda mais nefastos, porque sabem disfarçar e, em vez de matar. meia dúzia, matam centenas ou milhares de pessoas à fome.-



CONDENA-SE MAIS RAPIDAMENTE UM DESGRAÇADO DE QUE UM AFORTUNADO  - Veja-se este episódio de um sem-abrigo, que rouba um champô e polvo, acaba condenado https://ptjornal.com/pingo-doce-roubo-de-champo-e-polvo-acaba-em-condenacao-do-sem-abrigo-5460

ENTREVISTA REGISTADA, EM  PINHEIRO DE CRUZ, NUM DIA DE NATAL E OUTRA A UM JOVEM DE 17 ANOS – Preso por um pequeno delito , no Estabelecimento Prisional de Lisboa, pouco dias depois de ali ter sido encarcerado, muito triste, desorientado e desamparado, filho de um pescador e de uma peixeira – Foi jogador do Espinho    




ZÉ DA TARADA, DRAGÃO, MULETA NEGRA -  ENTREVISTEI ESTES E OUTROS “ARTISTAS DO CRIME – Além de centenas de figuras públicas de todos os quadrantes da sociedade.


Num dos cadernos do DN sobre os ROSTOS  DO CRIME, é referido que “Um bando de criminosos. no qual sobressaía o Zé da Tarada. espalhou o pânico pela Grande Lisboa entre Novembro de 1975 e Janeiro de 1976. Homicídios. assaltos à mão armada. violações e sequestros. entre outros crimes. marcaram o quotidiano de oito perigosos homens.  – Pois foi justamente esse assassino, entre outros, que entrevistei, após cumprida uma longa pena e antes de ser assassinado, quando voltou á liberdade .

O Zé da Tarada (José Joaquim Barreiros da Costa). o Isidro (Isidro Albuquerque Rodrigues). o Dcdé (Herlânder Ataíde Mendes Carrilho). o Vítor Míope (Vítor Ataíde Mendes Carrilho). o Manolo (Manuel Joaquim Ribeiro Mesquita). o Dragão (Abel da Conceição Pcntrisco), o Ata (Carlos Manuel Neves Felgueira) e o Vítor (Vítor Manuel da Cruz Ferreira) fizeram trinta por uma linha no curto espaço de dois meses e pico. 



(…) ENTREVISTEI TAMBÉM O MANUEL ALENTEJANO – O Cérebro da espetacular fuga de Alcoentre, cuja entrevista, juntamente com excertos do diário de prisão, foi publicada num dos cadernos de reportagem da Editora Relógio de Água, dirigidos por Fernando Dacosta, sob o título  “QUANDO MATO ALGUÉM FICO UM BOCADO DE DEPRIMIDO"

Depois de ter cumprido, 25 anos de prisão, juntou-se com uma prima, tiveram um filho e chegou a fazer uma vida normal   - Um capitalista confiou-lhe a gestão e a conservação de  vários prédios em Alfama a troco de habitação  e nunca mais voltou ao crime - 

Pois, tanto ele como a mulher, eram muito habilidosos em  vários trabalhos de construção civil - Embora as propostas não lhe faltassem, mas não queria correr o risco de voltar à cadeia, sobretudo, para não comprometer a educação do filho, que adorava.  Além disso, com uma carrinha, de noite ou mesmo de dia, juntos, percorriam as ruas da cidade para recuperarem cobre ou outros metais de televisores abandonados  ou mesmo ferro velho  - E até chagaram vender figos maduros e outra fruta -  Uma das salas, estava como que transformada numa oficina, onde desmontava os televisores velhos e separava os vários metais.

Além da manchete . O destaque do artigo no interior do jornal
A criança era muito inteligente e dotada, gostava muito de pintar - O quarto era aprimorado e repleto de pinturas e desenhos nas paredes, de sua autoria  - 

Acompanhei a vida do casal, durante vários anos, seguindo com curiosidade o seu percurso. - Pois também já o havia visitado nos vários estabelecimentos em que esteve preso.  

 Porém, tudo se alteraria, no lar, quando, uma falsa noticia, com a sua fotografia, publicada em grande manchete na primeira página do Correio da Manhã, o acusa de tráfico de cocaína -  O jornal foi condenado numa pena pecuniária mas demasiado branda para o transtorno que provocou no casal - Sobretudo no filho, que, na escola passou a ser identificado como o filho de um assassino. 

Desde então, a vida familiar destabelizou-se, profundamente: quer entre o casal, quer junto do filho - Um dia, uma discussão, mais acesa, acaba em violência doméstica - É condenado a mais cinco anos de prisão, que cumpriria no EPL  - Com a saúde, debilitada  -   pois a soma dos 30 anos de cadeia, têm o seu peso -  sem a casa e  já com a  esposa (que era bastante mais nova de que ele) a  viver com outro homem,  tudo isso lhe vai agravar ainda mais o estado emocional: vim a saber que um AVC o atinge - e, desta vez, não o poupa.

OS JORNAIS NUNCA O PERDERAM DE VISTA E SEMPRE COM OS MAIS DUROS  SUPERLATIVOS  - Tendo usado algumas das declarações  publicadas no meu livro - Esquecendo-se de que nem sempre as palavras correspondem aos comportamentos.

 PÚBLICO - Agosto 2001 - “Mais complexo, mas igualmente violento, é o trajecto de Manuel Pedro Ramalho Dias, conhecido como Manuel "Alentejano". É autor de algumas frases, proferidas na cadeia de Coimbra, durante uma entrevista, que chocaram a opinião pública: "Depois de matar um homem fico sempre um pouco deprimido" e "O que mais me aborrece é lembrar-me dos filhos pequenos dessas pessoas [as que matou]".Ao certo ninguém sabe quantos homens matou Manuel "Alentejano". As suas condenações, entre roubos, furtos, etc., incluem quatro homicídios.https://www.publico.pt/2001/08/28/jornal/um-dos-maiores-assassinos-portugueses-161166
 

ZÉ DA TARADA, DRAGÃO, ISIDRO E DÉDÉ Quatro mestres do crime à toa – Recorda o PÚBLICO
O zé da tarada, que eu entrevistei nos anos 80, foi morto num ajuste de contas, pouco tempo depois de ter cumprido a pesada pena - Também entrevistei o Dragão, que, além de assaltante, era violador-assassino - Fi-lo, não com prazer mas para conhecer a mente, mais cruel, do ser humano, tal como de outros bandidos. Mas, atenção, não se pense que os mais perigosos são os que acabam na prisão: os de colarinho engomado, com tentáculos na política, são ainda mais nefastos, porque sabem disfarçar e, em vez de matar. meia dúzia, matam centenas ou milhares de pessoas à fome.

"Eram quatro e quase sempre inseparáveis" - Diz o Público . "Ciclicamente, quando se encontravam em liberdade, cometiam vagas de crimes que encheram páginas de jornais. Zé da Tarada e Dragão, já falecidos, e Isidro e Dédé foram vários vezes condenados por roubo, homicídio, violação, sequestro, furto, etc. Não tinham grandes preocupações na preparação dos crimes, mas não abriam mão de algumas regras, nomeadamente as de evitar denunciar amigos e cometer delitos em que pudessem pôr em perigo a vida de crianças. 

Nos anos 70 e 80 andavam quase sempre em carros Datsun roubados, que tinham motores muito rotativos e eram, por isso, bons para as fugas à polícia. Zé da Tarada, que foi abatido a tiro sem que até hoje se tenha descoberto o autor, tinha um bem raro: uma metralhadora francesa roubada em Sintra. Foi a arma que lhe deu a liderança do grupo durante muitos anos. No início da década de 80 fizeram dos assaltos a bancos o seu modo de vida. Começaram no Algarve, passaram pelo Alentejo e terminaram, quatro anos mais tarde, na zona de Lisboa, onde viriam a ser presos. Faustino Cavaco é o mais conhecido, por ser o operacional, o que utilizava a caçadeira de canos serrados. O planeamento dos crimes estava, no entanto, a cargo de Tomé Bárbara, homem algo avesso a armas e sem jeito para conduzir. 

O Doutor (talvez a alcunha pela qual é mais conhecido) estudava os alvos, arranjava os disfarces, documentos e chapas de matrícula falsas. Invariavelmente, depois de um assalto proveitoso, o dinheiro era gasto em festas com mulheres. Até serem detidos foram-lhes imputados três homicídios - dois guardas fiscais, num assalto a um restaurante no Algarve, e um agente da PSP, que com eles roubava mas que, tendo-se acobardado, acabou com a cabeça desfeita e ocultado no meio de fragas.


Ao que se sabe. a actividade da quadrilha começou em finais de Novembro de 1975. quando o Zé ela Tarada e os companheiros de aventura assaltaram dois casais, num parque de estacionamento de Algés, furtando-lhes tudo o que traziam de valor

O Zé da Tarada saiu da prisão e reinseriu-se na sociedade, mantendo um pequeno negócio de cavalos. Nessa altura, estava a ser vigiado pela Polícia Judiciária que descobriu que o ex-preso estava também a ser vigiado por outra pessoa. Verificaram quem era esse homem e descobriram que era o cigano que ameaçara de morte o Zé da Tarada no julgamento anos antes. E deixaram andar....
O facto: Zé da Tarada foi assassinado num ajuste de contas pelo homicídio de dois ciganos...


Teorida Conspiração: Zé da Tarada



Fernando Mimoso e o Vale do Côa – O Último Artista "Rupestre dos Antepassados e dos Novos Tempos

Jorge Trabulo Marques


O talento artístico de António Fernando Mimoso, um filho querido e muito admirado de Vila nova de  Foz Côa, é sobejamente conhecido em todo o concelho, quer nas muitas e bonitas casas que fez através da sua empresa de construção civil, quer pelos dotes excepcionais de escultor, revelados há 23 anos, aquando da descoberta das gravuras rupestres  e também por sempre se haver revelado um dos grandes entusiastas  e animadores do tradicional cortejo alegórico, por altura das festas da amendoeira em flor.

 Sem dúvida, o  homem que sempre viveu apegado às suas razies campesinas, o conceituado empresário, que subiu  a corda da vida a pulso, graças ao seu espírito  de esforçado empreendedor, mas também o talentoso artista, que teve a genial ideia, aquando da descoberta das gravuras do  Vale Côa,  de criar maravilhosas réplicas, embora inscritas em pequenos  pedaços de xisto azul ou castanho, mas de surpreendente beleza artística.
 
Os homens do paleolítico Superior, que, há mais de 20 mil anos,  aproveitando-se da amenidade do clima do Vale  Côa, bem mais temperado e diferente do que se fazia sentir nas zonas altas e planálticas,  ali ergueram os seus acampamentos nas   margens ou se refugiavam por entre os naturais  abrigos xistosos das mesmas, sim, e  ali , deram largas à sua veia artística, desenhando nas placas de xisto, com simples lâminas de sílex,  os principais motivos relacionados com a sua sobrevivência, a caça e a pesca, magnifica herança classificada como Património da Humanidade, pois bem, no auge da acesa polémica, na então dicotomia - barragem-gravuras, entre os que achavam que era possível ter as duas cosias - construir  a barragem e   mostrar uma réplica das gravuras, claro com estas submersas e os que se bateram para que estas fossem salvaguardas e mostradas nos seus santuários, há um homem, com larga experiência de quase duas décadas como pedreiro,  filho de antigo pastor, do  Sr.Cabreirinha, alcunha que ele preza com muito carinho, que  surpreende os próprios arqueólogos e é motivo de destaque nos telejornais.

 

Aproveito para aqui transcrever um artigo, que editamos  no Jornal ÉCÔA, na edição de Março de 1995, na altura emm que passou a registar em placas de xisto as habilidades dos homens pré-históricos  - E a revelar-se uma das mais imaginativas surpresas no tradicional cortejo etnográfico da quinzena da amendoeira.


Fernando Mimoso - Numa das suas coreografias do Cortejo da Festa da Amendoeira 
"O xisto e a lousa do Vale do Côa continuam a ser gravados 20 mil anos depois de desenhadas as primeiras gravuras. Agora é António Fernando Mimoso que marca a pedra com figuras rupestres 


Para este empresário de 55 anos gravar na pedra é um passatempo que já vem dos tempos de infância e juventude quando, durante o Verão, pouco havia que fazer na agricultura e a tertúlia, os Ioqos de cartas e os passeios pelo campo preenchiam as horas livres.



A ocasião era aproveitada pelos jovens para gravarem nomes e desenhos, à navalha, nas árvores silvestres, sobretudo nas faias dispersas por Foz Côa.



António Mimoso não se considera um artista plástico. É apenas «amigo da arte, dos valores históricos, da natureza e do desenvolvimento».



Esta filosofia de vida levou-o inicialmente a defender a construção da barragem do Côa e a preservação das gravuras rupestres através da musealização ou transferência dos blocos xistosos em que se encontram.



Quatro anos depois da suspensão da construção da barragem a opinião não mudou mudou, mas prefere dizer que «Venha o que seja melhor para Foz Cõa e para o seu progresso".

As pessoas vão lá e não entendem nada e não vêem nada que encha o olho», observa para sustentar a necessidade de maiores atracções culturais e turísticas. 


A reconstrução de velhos moinhos abandonados ou em ruínas perto dos núcleos de gravuras podia ser uma forma de mostrar -a arte de moer em tempos de antigamente..

António Fernando Mimoso ganhou ao longo do tempo um certo carinho pelas figuras de auroques, cabras cavalos gravados à beira do rio Côa mas também nas pendentes do Douro, lá para as bandas do Vale de Canivães ou Vermelhosa. 


A afeição" pelas figuras a que muitos teimam apelidar de simples «riscos», materializou-se na reprodução em pedaços de xisto com face lisa e coloração escura que procura tanto na berma das estradas como no campo.



As técnicas utilizadas de gravar figuras -rupestres» são simples, quase rudimentares.

Um grosso "cepo" de tronco de amendoeira serve de mesa de trabalho, o martelo é um pedaço de xisto em forma retangular e como percutor um pequeno escopro ou ponteira de aço. 


CADA PEÇA É UM ATO DE AMOR


Depois de colocar a pedra sobre o tronco de madeira, o desenho previamente realizado num pedaço de papel vegetal é decalcado. 


Os desenhos, sempre baseados nas figuras paleolíticas tanto podem ter sido recolhidos em fotografias ou figuras de publicações como ser fruto da Imaginação. 


Com pancada certa e frequente, é picotado meticulosamente o traço previamente riscado na lousa, depois aprofundado pela mesma ponta de aço para lhe dar mais relevo. Mais uns pequenos retoques e está feita a obra: cavalos e auroques entrelaçam-se numa combinação que mal parece uma dança ritual.



Para rematar, uma legenda simples: "FOZ COA” e “F. M." ou "'A. M.", iniciais de seu nome Fernando Mimoso.



O artesão “rupestre” já está ajeitado ao desenho de figuras iguais. Embora em escala menor, aquelas que há 20 mil anos os primeiros habitantes do Vale do Côa traçaram nas rochas ainda não descobertas no seu todo, por estarem dispersas,  submersas nas águas do Côa e do Douro ou então escondidas numa qualquer encosta. 



Para provar a "arte" e engenho, António Fernando Mimoso escolheu uma pedra lisa de xisto incrustada numa parede da via pública perto da sua residência. Com a ponta de aço riscou a figura de um auroque, picotou o contorno e assinou F. M .. 


E confessa: -“Num  dia inteiro era capaz de encher o Vale do Côa todo de figuras>>. Tal a rapidez e agilidade com que grava as réplicas das manifestações paleolíticas. 


Sentindo-se como «um quase filho da Terra» porque, diz, “é dela que vem tudo», Mimoso afirma-se amigo dos animais, dos que representa já extintos e dos que na sua "criação" consigo conviveram no dia-a-dia: a galinha, o porco, o burro.


“Quando estou a desenhar os animais , penso neles”, afirma, E acrescenta: “Cada peça é um acto de amor,  é como se de um filho se tratasse. Cada pedra é singular, única e por mais voltas que se dê nunca se encontra outra igual”


António Fernando Mimoso tem um sonho: “que um dia a Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa ou outra qualquer entidade inclua as suas peças num Museu Municipal ou noutro


Até lá, vai criando e recriando o passado distante dos homens do Paleolítico que já representou em cortejos etnográficos da "Quinzena da Amendoeira em Flor" de Foz Côa: vestiu-se de pele de cordeiro, cingiu-se com cordas, ajeitou um bordão em forma de lança, colocou um peixe na boca, gesticulou  


e soltou gritos, cobriu a cabeça com u cabeleira desordenada e agarrou-se a u árvore que encimava o carro alegórico. 


Foi mais uma homenagem ao passa que fez de Vila Nova de Foz Côa a Capital Mundial da Arte Rupestre ao ar livre.