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quarta-feira, 6 de junho de 2018

MEMÓRIAS DA RÁDIO - Ruy Castelar – De Marinheiro às Índias, correndo Mundo a Locutor-Realizador de Rádio, com mais de meio século entregue à grande paixão que cedo abraçou. – E a entrevista, em “A Noite é Nossa”, a Dom Duarte Pio de Bragança no programa, que, depois, no regresso a Sintra, haveria de subir uma parede para se apagar o incêndio que parecia ter acabado de ser ateado por mão criminosa - Belo exemplo de humanismo e de sensibilidade - Episódio inesquecível que lhe recordo, entre outros, tal como o da sua expulsão de Angola por iniciativas sociais junto das populações. Procedimento repressivo que iria também encontrar em S. Tomé e Príncipe – Que lhe recordo neste post

Jorge Trabulo Marques - Jornalista


Já lá vão uns anos, volvidos  sobre a entrevista que tenho o prazer de hoje aqui recordar, em vídeo, com o som extraído de uma cassete do meu vasto arquivo de vastas memórias de repórter para a Rádio Comercial,  feita ao meu bom amigo, Ruy Castelar,  com quem tive o prazer de colaborar  nesta mesma estação da RDP – Trata-se de um apontamento da homenagem que lhe fora prestada, pelos seus 30 anos de carreira profissional, pois,  mas,  agora, acrescem-lhe mais cerca de três  décadas, continuando na senda do  mesmo percurso de sempre: o  de uma vida, inteiramente abraçada à paixão pela rádio  

Responsável por programas de rádio – em especial, noturnos -, que tiveram assinalável popularidade, tais como Fantástico, A Noite é Nossa,  e, ultimamente, «Meia Noite e uma Guitarra», um espaço preenchido com o fado mais tradicional, transmitido através  da RDP Internacional, onde colaborou, longo tempo. 




Ruy Castelar, alfacinha nato, nascido e criado em Lisboa – Diz que não trocaria outra cidade por esta, senão no Brasil – Sonhou  em ser ator mas acabou por  ser locutor e realizador de rádio, depois de várias viagens pelos mares:

Aos 18 anos abandona o Instituto Industrial de Lisboa e ingressa por vontade do pai na Marinha de Guerra, onde acabou por tirar o curso na área da Engenharia de Máquinas Navais. Fez muitas viagens pelo mundo ao serviço da Marinha, numa delas atracou nos Açores, onde começou a sua atividade na Rádio Clube de Angra. Ao longo da sua carreira, de mais de mais 50  anos, recebeu numerosas distinções das quais o «Microfone de Ouro» (RCP), o maior galardão da Rádio, e o prémio da Casa da Imprensa para o Melhor Locutor de Rádio. Em 1991, conquista o primeiro lugar, a nível do País, num concurso de popularidade, por votação dos ouvintes, organizado pela Rádio Comercial. Ruy Castelar é um apaixonado pela vida noturna e um solteirão inveterado, apesar de ter vivido com várias mulheres, tem duas filhas, a Paula e a Sandra. Ruy Castelar é, por direito, um dos maiores comunicadores deste país.” – A quem dedico, esta minha singela homenagem, com uns breves momentos, ilustrados com imagens, que ambos gostamos de recordar.  

A NOITE EM QUE, COM O HERDEIRO DA CASA DE BRAGANÇA, SUBIMOS UMA PAREDE PARA APAGAR UM INCÊNDIO QUE PROVAVELMENTE TERIA ACABADO DE SER ATEADO 

De entre as muitas reportagens que gravei ou que fiz em direto, entre as quais uma entrevista ao escritor  Manuel da Fonseca,  de sua casa e pouco antes da sua morte, cujo registo também ainda conservo, aproveito para recordar uma interessante entrevista de cabine, conduzida por Ruy Castelar e com a minha colaboração, a Dom Duarte Duque de Bragança, que, depois, no final do interessante e amável diálogo, e já em horas adiantadas da noite, eu e o Mário Marques, assistente de realização, fomos levar, na viatura da RC, conduzida pelo motorista de serviço, a sua casa em Sintra. Curiosamente, pelo caminho, apercebemo-nos de um principio de incêndio, e não é que, naquele momento, D. Duarte, diz: Sr. motorista! Pare por favor a viatura, vamos apagar o incêndio - e lá fomos, trepando o muro de uma parede, e, pegando, numas giestas, prontos a dar combate ao incêndio, evitando que o mesmo alastrasse e pudesse atear-se à floresta que ficava já relativamente próxima.

A FRONTALIDADE E A CORAGEM DE UM VERDADEIRO PRÍNCIPE - QUE CONHECI PELA PRIMEIRA VEZ EM S. TOMÉ
Naturalmente, que O episódio, que atrás recordei, atesta bem as qualidades de humanismo e de sensibilidade de D. Duarte, que, pela primeira vez, conheci em S. Tomé, num encontro casual, onde, naquela altura era correspondente da revista Semana Ilustrada, de Luanda - E, numas circunstâncias, muito curiosas. 

Tendo-me reconhecido, através da minha fotografia, que era publicada, numa coluna daquela revista, uma vez que ele havia estado algum tempo em Angola, mas onde agora o regime colonial, lhe dificultava a sua residência, disse-me; ao cruzar-me-nos, ali junto do Água Grande, no coração da cidade:
 
– Eu sou o Duarte Pio, Duque de Bragança e  gostaria de saber  o que  acha da exploração de ananases na ilha  ou a   quem eu podia dirigir-me para me dar informações técnicas sobre esta cultura“ 

- "Já sei que você é jornalista da Semana Ilustrada! A sua revista fez coro às criticas do Governador mas não faz mal; já estou habituado " 

- Então o que veio fazer a S. Tomé? - pergunto . Ao que ele responde: "Vim conhecer esta maravilhosa Ilha! Estou muito encantado! E, como gosto muito da agricultura, gostaria de aqui comprar uma pequena propriedade agrícola para uma plantação de ananases" - Sabe-me dizer onde é que a posso arranjar e a melhor zona"

Eu mesmo lhe confessei que tinha alguma experiência dessa cultura, quer na Brigada de Fomento-Agro-Pecuário, quer no serviço militar, como furriel miliciano, quando ali estive encarregado da Agropecuária – Trocámos impressões e aconselhei-o também a falar com o Eng. Salustino da Graça, que era uma pessoa da terra e que tinha uma das melhores explorações de ananaseiros, próximo da então Vila da Trindade.

Sim, tendo também trabalhado na Roça, - pois fora a razão da minha ida para S. Tomé, com o objetivo de ali fazer o estágio do curso que tirei na Escola Agrícola, em Santo Tirso, - naturalmente que estava em condições de lhe dar a minha opinião. tendo-lhe recomendado uma visita à Roça do Eng. Salustino da Graça, na então Vila da Trindade, um modelo de exploração exemplar, legado por de um distinto santomense, que já havia passado por mil tormentos, no conhecido Massacre do Batepá além de posteriores perseguições pela PIDE - E, pelos vistos, este era também o principio de outro calvário para D. Duarte, uma vez que, segundo vim a saber mais tarde, o Governador de Angola, o regime colonial, lhe havia criado dificuldades da sua residência, pelo que, gostando tanto de África e, sobretudo desta maravilhosa Ilha, queria por aqui fixar-se e dedicar-se a uma pequena exploração de ananases.   Mas, o regime colonial, acabaria também por aqui de lhe impedir a sua estadia. 

EXPULSO DE ANGOLA PELO REGIME COLONIAL POR TER PROCURADO UMA REPRESENTAÇÃO MULTI ÉTNICA NA ASSEMBLEIA NACIONAL - E, em São Tomé, para onde depois se deslocou para aqui se tomar iniciativas  agrícolas, com a participação nativa, é igualmente  forçado  a abandonar esta colónia

Em Angola,  onde havia cumprido  o serviço militar, entre 1968-71 como tenente da Força Aérea Portuguesa, após passado à vida civil, em 1972, neste mesmo ano organiza, com um grupo multiétnico angolano, uma lista independente de candidatos à Assembleia Nacional, iniciativa que termina com a sua expulsão do território angolano por ordens de Marcelo Caetano, então Presidente do Conselho de Ministros do Estado Novo -  Foi então que se deslocou a S. Tomé para aqui ver se podia adquirir uma pequena área de cultivo para se dedicar à  exploração de ananases e de outras culturas tropicais, especialmente baunilha e pimenta, com a participação da experiência  pequenos produtores agrícolas da terra .
 
No seguimento do  surpreendente diálogo, convidou-me então a almoçar com ele no Restaurante Palmar, que ficava ali mesmo ao lado, onde conversávamos: porém, ao entrar no restaurante, vem o gerente e diz, desaforadamente: virando-se para mim, devido a um artigo que publicara na Semana Ilustrada, criticando o aumento da cerveja, acima da tabela fixada pelo Governo .

- Esse Sr. não pode entrar na sala!  

A que, o herdeiro da Casa de Bragança, contrapõe. "Este Sr. é meu convidado! - E lá tive então o prazer de almoçar com D. Duarte. 

 VOLTARIA A SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE - DEPOIS DA INDEPENDÊNCIA

E, de facto, embora acabasse por não ficar em S. Tomé, pelas mesmas razões que já o haviam perseguido em Angola, tal não impediria, que, após a independência, ali se deslocasse por várias vezes, tendo, na sua mais recente visita, ali tomado conhecimento da morte do seu amado irmão, Dom Henrique, João de Bragança, a que me referi no meu site http://www.odisseiasnosmares.com/…/luto-na-casa-real-portug…
 
D. Henrique Duque de Bragança

 Era a 10ª vez, que se deslocava às Ilhas Verdes do equador, porém, decerto, longe de imaginar que esta sua visita iria ser manchada  num momento de luto e profundo pesar, ou seja, com a morte do seu irmão mais novo,  D. Henrique de Bragança, 67  anos de idade, duque de Coimbra.

Ele viera a S. Tomé,  não propriamente para fazer turismo, conquanto reconheça  as suas potencialidades, mas para dar o contributo da Casa de Bragança para obras de caráter social e também dar o seu estímulo para iniciativas no campo da agricultura, que é uma das áreas , em que reconhece existirem excelentes perspetivas de desenvolvimento, nomeadamente na exploração das chamadas especiarias, que levaram os marinheiros portugueses a demandar as longínquas Índias, os  mares da Austrália e Indonésia - Timor.


Posteriormente, ao 25 de Abril, tive oportunidade me  de, casualmente, me encontrar com ele algumas vezes - Nomeadamente, no CONGRESSO HISTÓRICO LUSO-ESPANHOL SOBRE O TRATADO DE ALCANICES, Riba Côa, 1997, subordinado ao tema:  Tratado de Alcanices e a importância histórica das terras de Riba Côa, promovido  pela Sociedade Científica da Universidade Católica para celebrar o VII Centenário do Tratado de Alcanices, tendo contado, entre outras presenças, com o antigo reitor D. José da Cruz Policarpo, que pouco depois viria a ser Cardeal Patriarca de Lisboa (1998-2013). Uma das notas curiosas desse congresso, foi o facto de ter sido descentralizado,  com a sessão inaugural, em 12 de Setembro de 1997,  no Mosteiro de Santa Maria de Aguiar (Figueira de Castelo Rodrigo); no dia seguinte, a primeira sessão de comunicações decorreu ainda no Auditório Municipal de Figueira. A partir daí, as sessões foram sucessivamente deslocadas para os outros concelhos transcudanos – Vila Nova de Foz Coa, Sabugal e Almeida (onde aconteceu a sessão de encerramento), além de uma das sessões ter sido efetuada, em Espanha, graças ao espírito de boa vizinhança e à simpatia do jovem alcaide de Ciudad Rodrigo, D. Francisco Javier Iglesias García – Segundo é referido em http://capeiaarraiana.pt/2013/08/11/67444/

Por essa mesma altura,  pude também encontrar-me com ele numa visita  que efetuou ao antigo solar dos Visconde Banho de Almendra, correspondendo ao convite dos familiares deste belo e vetusto edifício, no qual um dos generais de Napoleão se aquartelara, na altura das invasões francesas.  

Posteriormente,  encontrámo-nos  num fantástico passeio fluvial, no Rio Tejo, com largada do cais do Parque das Nações, num dos típicos barcos amigos do ambiente para visitar as belezas naturais das margens do rio, nomeadamente os pinguins e outras aves migradoras, passeio   que eu organizei, com a imprensa estrangeira e outras personalidades, a pedido da gerência de empresa Transtroia, com a qual estabelecera relações amigas, ado se tratar de um empresário, nascido em Trancoso, próximo do meu concelho.

Depois disso, tive também o prazer de o cumprimentar numa conferência promovida pela CPLP, em Lisboa.

Era este o teor do convite  - A bordo do “Castro Júnior” - com jornalistas e várias entidades - para mostrar “cruzeiro rústico” e um novo olhar sobre a defesa de um dos mais importantes ecossistemas selvagens da Europa.
 
A embarcação, um antigo Varrino do Tejo, com 70 anos de viagens e a capacidade para 122 pessoas, tem um longo historial: já transportou sal, bacalhau, lenha e ferro. Está ancorado no terminal fluvial do Parque das Nações, em frente ao Pavilhão do Atlântico. Adaptado às novas funções, é uma das unidades da frota da Transtróia, empresa vocacionada para passeios no Tejo e no Sado.

NOTICIAS DA SUA PERMANÊNCIA EM S. TOMÉ

O Herdeiro da Casa Real Portuguesa, após apresentar cumprimentos ao Presidente da República, Evaristo Carvalho, acompanhado pelo Bispo da Diocese de STP, D. Manuel António Mendes dos Santos,  em declarações à imprensa, falou dos objetivos da sua visita, 

Duque de Bragança cria lar de estudantes em São Tomé e Príncipe - Título de uma noticia no JN

 "Neste momento, estamos a adquirir uma casa para a diocese, para ser lar dos estudantes. As negociações estão praticamente concluídas, será uma grande satisfação e vai passar a ter o nome de São Miguel", disse Duarte Pio.

Duarte de Bragança encontra-se de visita de cinco dias ao arquipélago e foi hoje recebido em audiência pelo Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho.

Disse a saída que esse lar destina-se a albergar os alunos do interior do país e frequentam as aulas na capital.

O duque de Bragança citou ainda a agricultura familiar como outro projeto de caráter social que pretende desenvolver em São Tomé e Príncipe, tendo dito que nesse domino já iniciou alguns expedientes.

"A ideia é pôr varias instituições em cooperação para criar sinergia e trazer novas ideias", disse, sublinhando que está a pensar igualmente "em trazer especiarias orientais particularmente da indonésia para desenvolver em São Tomé e Príncipe", como forma de combater o desemprego.

Esta é a décima visita do duque de Bragança a São Tomé e Príncipe. Duque de Bragança cria lar de estudantes em São Tomé e Príncipe


De recordar que, Duarte Pio, aquando da sua visita a S. Tomé, no âmbito da peregrinação da imagem da nossa senhora  de Fátima a estas ilhas, ofereceu ao então Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, algumas armas "históricas" da sua família.
Menezes é originário de família nobre de Portugal, mais concretamente Vozela distrito de Viseu. «Estas armas já estão no edifício da família onde de vez enquanto eu costumo a ir que é perto de Viseu-Vozela», declarou o Presidente da República quando recebeu o brasão das mãos do Duque de Bragança. Fradique de Menezes tem brasão e o Duque português, disse que é um gesto bonito oferecer ao Chefe de Estado São-tomense as suas armas de família http://www.telanon.info/politica/2011/05/11/7091/fradique-de-menezes-tem-brasao/


NA VIDA SOCIAL DAS DUAS ILHAS – A HISTÓRICA VISITA DO PRÍNCIPE LUIS FILIPE, HERDEIRO DO TRONO DA MONARQUIA PORTUGUESA – Ocorreu no dia 13 de Julho de 1907 – Esta histórica viagem é recordada, no romance Equador, por Miguel Sousa Tavares, nestes termos, quase no mesmo jeito (mas aquela coroada de êxito)  da fracassada viagem do Rei de Marrocos



Em S. Tomé deliciou-se com a vegetação tropical e foi recebido numa colónia engalanada e em festa. Em Angola os Sobas, na sua Presença, e perante expressivos arranjos musicais dos instrumentos locais, prestaram-lhe as sentidas homenagens e juraram-lhe fidelidade. Depois, em Lourenço Marques, foi recebido, a 29 de Julho, com vivas ao Príncipe e à Pátria Portuguesa e desfilou nas ruas por entre arcos enfeitados a rigor e perante uma entusiástica população que aplaudia o seu Príncipe Real. Depois foi à Rodésia e por fim à África do Sul, onde teve um acolhimento singular da comunidade local que lhe rendeu diversas homenagens.https://plataformacidadaniamonarquica.wordpress.com/2015/06/26/viagem-do-principe-real/ 

DADOS BIOGRÁFICOS

O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança é filho dos Duques de Bragança, Dom Duarte Nuno, Neto de D. Miguel I, Rei de Portugal e Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança, Princesa do Brasil, trineta do Imperador D. Pedro I do Brasil, também conhecido como D. Pedro IV de Portugal.

Em período de exílio que atingiu a Família Real, nasceu na Suíça mas em território português: na Embaixada de Portugal em Berna, a 15 de Maio de 1945. Teve por padrinhos Sua Santidade o Papa Pio XII e por madrinha a Rainha Dona Amélia de Orleans e Bragança, então viúva de D. Carlos I, Rei de Portugal.

Permitido o regresso a Portugal da Família Real nos anos 50, estudou no Colégio Nuno Álvares (Caldas da Saúde) em Santo Tirso entre 1957 e 1959.

Em 1960 ingressou no Colégio Militar, prosseguindo, posteriormente, os Seus estudos no Instituto Superior de Agronomia e ainda no Instituto para o Desenvolvimento na Universidade de Genebra.

Cumpre o serviço militar em Angola como Tenente Piloto Aviador da Força Aérea entre 1968 e 1971. Durante esse período conheceu em profundidade as populações das então Províncias Ultramarinas, estabelecendo relações de amizade, em particular, com chefes tradicionais e lideres espirituais das várias religiões, circunstancias essas que lhe criaram dificuldades acrescidas com as autoridades em Lisboa.

Como Presidente da Campanha “Timor 87”, desenvolveu actividades de apoio a Timor e aos Timorenses residentes em Portugal e noutros países, iniciativa que teve o mérito de dar um maior destaque à Causa Timorense.

Sob a presidência do Senhor Dom Duarte participaram dessa campanha numerosas personalidades notáveis de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa da altura, conseguindo-se a construção de um bairro para Timorenses desalojados.

Através da Fundação Dom Manuel II, instituição que preside, deu continuidade a esse empenho através de ajudas financeiras para a concretização de projectos nos domínios da educação, cultura e promoção do desenvolvimento humano em Timor e noutros países lusófonos.

Encetou contactos a vários níveis incluindo uma visita aos Governantes Indonésios, e a Timor Sob ocupação, que contribuiu decisivamente para uma mudança da atitude do Governo Indonésio e para O despertar de consciências em relação ao processo de independência daquele território.

É Presidente Honorário e membro de diversas instituições, sendo actualmente membro do Conselho Supremo dos Antigos Alunos do Colégio Militar e Presidente Honorário do Prémio Infante D. Henrique, programa vocacionado para jovens e que tem como Presidente Internacional S.A.R. o Duque de Edimburgo.

Desde muito jovem dedicou a sua atenção á defesa do ambiente, pertencendo desde os dez anos à Liga para a Protecção da Natureza.

Manifestando um profundo interesse e amor por Portugal e por toda a presença de Portugal no mundo, só ou acompanhado da sua Família percorre anualmente várias regiões do País, países lusófonos e comunidades portuguesas no mundo inteiro a convite dos responsáveis locais.

Agraciado por múltiplas ordens honoríficas, o Duque De Bragança está ligado por laços familiares a várias Casas Reais da Europa, nomeadamente: Luxemburgo, Áustria-Hungria, Bélgica, Liechenstein, Itália, Espanha, Roménia, Sérvia, Bulgária Thurn e Taxis, Bourbom Parma, Loewenstein etc.

Visita regularmente países com estreita relação histórica a Portugal frequentemente a convite dos respectivos Governos ou Chefes de Estado com quem mantém laços de amizade, como por exemplo o Brasil, Arábia Saudita, os Emiratos Árabes Unidos, Japão, China, Marrocos, Rússia, Estados Unidos, etc.

Casou a 13 de Maio de 1995, com a Senhora Dona Isabel de Herédia, e é pai de:
Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, nascido a 25 de Março de 1996 e baptizado em Braga a 1 de Junho de 1996,
Dona Maria Francisca nascida a 3 de Março de 1997 e baptizada em Vila Viçosa em 31 de Maio de 1997
Dom Dinis nascido a 25 de Novembro de 1999 e baptizado no Porto em 19 de Fevereiro de 2000.


FAZER JORNALISMO EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE - NO SALAZARISMO DO ANTES E PÓS 25 DE ABRIL - MISSÃO DE ALTO RISCO


Muitos foram os meus artigos censurados,  devolvidos ao autor, mesmo tendo em conta as loas que obrigatoriamente tinha de   dedicar à propaganda colonial, pois de outro modo era impensável escrever uma linha. Contudo, nem assim logrei captar a confiança do regime ditatorial, ao ponto de me ter sido instaurado um inquérito, que obstou a minha admissão nos quadros do então Emissor Regional de STP, da EN, onde trabalhava como ténico-operador, devido a um artigo por mim publicado na revista Semana Ilustrada.  Tenho ainda o documento dessa iníquia represália. Cheguei a São Tomé, tal como saí: sem nada nos bolsos.Todavia, possuidor de uma experiência de vida, que não há dinheiro algum que ma pague.



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