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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

CP – Sob novo ataque liberal – “Governo não resolve a crise na CP” – Diz Carlos Cipriano, no PÚBLICO - O mesmo especialista que afirma: “Não conheço nenhum serviço público ferroviário que dê lucro” – Pois, mas quem paga os buracos da Banca e da gula privada, é sempre o Estado - O mesmo Carlos Cipriano, que em 2011., acusava o GOVERNO DE CAVACO DE TER SIDO "O ASSASSINO DO COMBOIO EM PORTUGAL - Agora a culpa é do Estado, que não sabe gerir

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise  -
O OLHO PRIVADO GERE MELHOR PARA ESFOLAR E METER AO BOLSO E EXPLORAR A MÃO-DE-OBRA ESCRAVA À ESPERA DE QUE O ESTADO  - OS CONTRIBUINTES- PAGUEM AS FALCATRUAS DO BPN, BES E OUTRAS GOLADAS


Nova  investida à CP - O jornal PÚBLICO, da SONAE, em manchete de hoje, diz que o Governo não resolve a Crise da CP - E, portanto, quem a  poderá resolver é o olho privado - Isto, porque, segundo diz o  entendido especialista, Carlos Cipriano, " 

Carlos Cipriano: “Não conheço nenhum serviço público ferroviário que dê lucro – Diz o autor do artigo, subdiretor do PÚBLICO  e redator na Gazeta das Caldas,  jornal liberal   - As  empresas privadas não são lucrativas? - Como se o serviço público tivesse unicamente esse objetivo, desconhecendo, no entanto,  que, a EDP era a empresa pública mais lucrativa em Portugal  e que “Em seis meses garantiram 1,3 mil milhões de euros Lucros de empresas privatizadas pagavam metade do défice público

O mesmo entendido que acusou o Governo de Cavaco Silva, de ter sido o ASSASSINO DOS COMBOIOS EM PORTUGAL"  - O jornalismo em Portugal está extremamente confinado à mesma família politico, e, quem não lhe fizer o jogo, dificilmente entra para os seus quadros

Carlos Cipriano, em manchete  já replicada por todas as alavancas  máquina dos media liberais, diz: CP sem soluções agrava crise na ferrovia Todos os dias há comboios suprimidos e outros que somam atrasos porque o material está encostado nas oficinas. Medidas anunciadas tardam em concretizar-se e empresa não está preparada para enfrentar o pico de procura do Natal.
Depois de um Verão caótico, com centenas de comboios suprimidos por falta de material, a situação da CP não melhorou e avizinha-se um período difícil na época da Natal.
A empresa continua sem material circulante suficiente e o recrutamento de operários para a EMEF ainda não está concluído, pelo que se mantém a incapacidade em reparar as automotoras e carruagens que se vão acumulando nas oficinas. Todos os dias há comboios suprimidos no Algarve e no Oeste. E na linha de Sintra tem sido a família Sintra-Alverca a mais sacrificada devido a falta de composições. Carlos Cipriano: “Não conheço nenhum serviço público ferroviário ...

ADMINISTRAÇÕES DOMINADAS PELA DIREITA ULTRA-LIBERAL– COM OS SEUS TESTAS DE FERRO NA MEDIA ,DE DENTUÇA AFIADA NO PATRIMÓNIO PÚBLICO PROMOVEM ARTIGALHADA E ATIRAM  FUNCIONÁRIOS DA CP PARA GREVES SELVAGENS





Desde que a CP, foi esfacelada em 5 empresas  pelo cavaquismo, para lá encaixarem os seus bois, que as admissões têm sido dirigidas, desde as bases ao topo da pirâmide invertida, à militância serventuária do liberalismo selvagem

ANTES DA ERA CAVAQUISTA A CP ERA UMA GRANDE EMPRESA E FUNCIONAVA NORMALMENTE - Pelos vistos, Cipriano, mudou de opinião ou esqueceu-se do que já afirnou:    

 - Carlos Cipriano: “Não conheço nenhum serviço público ferroviário que dê lucroDesde 1988 o país perdeu 30% da rede ferroviária. Hoje, a procura de comboios bate recordes, mas a recuperação dos caminhos de ferro nacionais não vai dar-se do dia para a noite e está dependente de um plano de investimentos que teima em não chegar. – Esqueceu-se é de dizer  - tal como já afirmou, em 2011, que, quem tramou a CP,  foi o Governo de Cavaco Sila, que encerrou a ligação da linha do Douro, entre o Pocinho e Barca D’Álva, para além de muitos outros atentados ao património do Estado.


VEJA-SE QUEM PROMOVE   VISITA À CP – NA QUAL ESTAVA TAMBÉM O  DITO CARLOS CIPRIANO  - Acompanhados por uma comitiva de jornalistas, dirigentes do CDS-PP entravam nos comboios da CP para denunciar a degradação do serviço ferroviário prestado pela empresa pública de transportes: atrasos, supressões, carruagens desactualizadas e linhas em mau estado de conservação. Em Agosto, o assunto dominou a agenda mediática: havia um caos sobre carris.



Parecia que tudo se precipitava, ali, naqueles tórridos dias do último Verão, em que o termómetro chegava aos 45 graus e o ar condicionado dos comboios Alfa Pendular deixava de funcionar. Podia até parecer – a olho incauto -, mas o assunto não era novo e as deficiências nos caminhos de ferro nacionais há muito são conhecidas. É pelo menos assim que pensa Carlos Cipriano, director adjunto do jornal regional Gazeta das Caldas e jornalista no Público, há muito atento à situação da ferrovia em Portugal.

Carlos Cipriano: “Não conheço nenhum serviço público ferroviário ...


Governo acusa PSD e CDS de terem "atacado declaradamente" ferrovia e recusa privatização

Queremos deixar claro que [...] connosco não há privatização da CP, da EMEF nem das linhas lucrativas da CP e isso distancia-nos muito da direita", vincou.

Pedro Marques salientou que a opção deste executivo (de maioria socialista) tem sido a "do investimento", desde logo do "mais ambicioso programa de modernização" da ferrovia.

"Hoje há obras no terreno em todos os principais corredores", notou.

Acresce que "há cerca de 20 anos que não se autorizava a compra de comboios para a CP", realçou, aludindo ao plano hoje aprovado em Conselho de Ministros para a aquisição de 22 comboios regionais para a CP, no valor de 168,21 milhões de euros.

MUDOU DE IDEIAS O SR. CIPRIANO   - O MESMO CARLOS CIPRIANO QUE ACUSAVA  GOVERNO DE CAVACO  DE TER SIDO O assassínio do comboio em Portugal ...http://thechange2004.blogspot.com/2011/02/o-assassinio-do-comboio-em-por...
Os números absolutamente aterradores desse fenómeno que não pode ser classificado senão como crime ecológico, social e cultural que é o "assassínio político" e "programa de destruição planeada" do transporte ferroviário, do comboio em Portugal. São politicas como estas que demonstram bem que a política e o poder se fazem quase exclusivamente de interesses "clientelistas" financeiros (das grandes empresas, públicas e estatais, e dos poucos que têm de facto poder no tabuleiro do jogo da economia) e o "interesse realmente público" é quase um conceito remoto perdido algures nesse mesmo interior sempre e sempre sacrificado bem longe dos corredores da assembleia da república ou das paredes dos vários e abundantes ministérios e afins centralizados na capital. De s.bento já nada se espera a não ser "sorrisos plásticos e vazios" que vão garantindo tranquilas reeleições. Assim vai Portugal, a caminho de uma cada vez mais estúpida fóssil-dependência e atrás de um anacrónico modelo de crescimento económico baseado no asfalto, betão e centros comerciais, o único "direito" que todas as cidades, mesmo as "longínquas" do interior, podem reclamar.


Não consigo deixar de sentir uma enorme revolta ao ver assim o belo comboio a ser assassinado por estes criminosos e tecnocratas sem qualquer estatura moral ...
Portugal perdeu 43 por cento dos passageiros de comboio em 20 anos

Por Carlos Cipriano

Na maior parte dos países europeus, o uso do transporte ferroviário cresce. Em Portugal, diminui. A aposta nas autoestradas ditou o destino dos comboioshttp://jornal.publico.pt/noticia/02-02-2011/portugal-perdeu-43-por-cento...

Duas décadas de aposta em auto-estradas e de fechos sucessivos de linhas de comboio fizeram com que Portugal perdesse, durante este período, 99 milhões de passageiros de caminhos-de-ferro. Dos 231 milhões de viagens de comboio realizadas em 1988, passou-se para 131 milhões em 2009, uma redução de 43 por cento.

Este número ilustra, de forma clara, o que tem sido a evolução do uso da ferrovia em Portugal, em contraponto claro com aquilo que se passa na maior parte dos outros países europeus. E faz com que se questione o impacto das políticas seguidas neste sector no passado e no presente.

Ontem, foi retirado o serviço ferroviário regional em mais 138 quilómetros de vias-férreas, depois de, no ano passado, se terem encerrado 144 quilómetros de linhas (com a promessa de reabilitação que não aconteceu) – Excerto de  O assassínio do comboio em Portugal


O rio Douro Português, em risco de contaminação?
Grande parte dos turistas que recebem Portugal e Espanha vêm do centro e norte da Europa. Eles chegam de avião, mas depois eles tentam viajar pelo território usando o que é um transporte usual e de qualidade em seu país, o trem. No caso do Douro Português, existe uma oferta ferroviária destinada a turistas e altamente procurada, mas que é apenas sazonal: o Douro Histórico , o luxuoso Comboio Presidencial e o Miradouro . Além disso, existe uma linha regular de passageiros, a linha do Douro , que principalmente nesta época do ano, está repleta de turistas. – Excerto https://salamancartvaldia.es/not/187663/unico-problema-linea-duero-estar-portugal/
DE PROMESSAS ESTÁ O INFERNO CHEIO - 
 29-05-2018
Promessas para a reabertura da linha que um dia ligou o Porto  a Salamanca, não têm faltado –  Até as fez o ex- Presidente da República, Cavaco Silva, ele que lhe deu a estocada de morte, em 1988, tendo chegado a manifestar o seu apoio e empenho pela sua reativação, na campanha eleitoral  – Mas, antes dele, também   Durão Barroso, fizera idêntica promessa, em 2004. No Governo de José Sócrates, voltou a falar-se da sua reabertura, pela voz da ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima


 CRONOLOGIA QUE VALE A PENA CITAR

Em Janeiro de 2007, escrevia o DN que “A construção do Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa poderá ser o impulso que faltava para que os comboios voltem a circular no troço da linha férrea do Douro, entre o Pocinho e Barca de Alva. A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, defendeu,  em Vila Nova de Foz Côa, a "activação da linha exclusivamente para fins turísticos". (...) "A reabertura à circulação daquele troço de 28 Km, encerrado desde 1988, é defendida há algum tempo, sobretudo por autarcas e outros agentes locais. Opinam que, uma vez que do lado espanhol existe vontade de reactivar a linha entre La Fuente de San Estebam, próximo de Salamanca, e a estação de Barca de Alva, o Governo português deveria promover o mesmo do lado de cá da fronteira. Entendem que se abriria uma porta de entrada ao apetecido turismo castelhano para os vales do Douro e Côa, ambos detentores do estatuto de Património da Humanidade. Linha do Douro permanece abandonada, para tristeza de autarcas e agentes da região Empresários interessados Não admira, portanto, que autarcas como os de Vila Nova de Foz Côa e de Figueira de Castelo Rodrigo tivessem ficado duplamente satisfeitos”- Excerto extraído de Eventual reabertura Pocinho-Barca de Alva 

02/02/2011 PÚBLICO - Portugal perdeu 43 por cento dos passageiros de comboio em 20 anos  - 2 de Fevereiro de 2011 - Duas décadas de aposta em auto-estradas e de fechos sucessivos de linhas de comboio fizeram com que Portugal perdesse, durante este período, 99 milhões de passageiros de caminhos-de-ferro. Dos 231 milhões de viagens de comboio realizadas em 1988, passou-se para 131 milhões em 2009, uma redução de 43 por cento.

Este número ilustra, de forma clara, o que tem sido a evolução do uso da ferrovia em Portugal, em contraponto claro com aquilo que se passa na maior parte dos outros países europeus. E faz com que se questione o impacto das políticas seguidas neste sector no passado e no presente.

Ontem, foi retirado o serviço ferroviário regional em mais 138 quilómetros de vias-férreas, depois de, no ano passado, se terem encerrado 144 quilómetros de linhas (com a promessa de reabilitação que não aconteceu).- Excertos de 

Portugal perdeu 43 por cento dos passageiros de comboio em 20 anos




Crise na CP? “ É capaz de ser  a pior empresa pública?” -  Sim: gerida por galifões liberais em cinco fatias  - Sim, que os barões querem privatizar  – Norma do liberalismo da União Europeia” que quer passar para a gula privada o  importante e cobiçado sector dos transportes ferroviários  - CP – De próspera empresa pública, com linhas suprimidas (Pocinho-Barca D’Alva, uma delas -  ao desmembramento em cinco fatias por Boys da quadrilha politica: a sistema de pirâmide invertida: bolo maior pra gestores do que destinando a financiar operacionais. Pormenores em https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=CELEX%3A32016L0797

 ADMINISTRADORES DA CP? AMEAÇAM SAIR? MAS JÁ O DEVIAM TER FEITO HÁ MAIS TEMPO  - ENQUANTO EM FRANÇA, A  GREVE NOS COMBOIOS ERA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO – EM PORTUGAL, O CENÁRIO ERA  JUSTAMENTE PARA FAZER O JOGO DAS ADMINISTRAÇÕES – Pois, desde que, a CP foi desmembrada em cinco empresas, que quem ali manda e quem ali tem o privilégio ter  um tacho, por mais insignificante que seja,  só através da militância partidária dominante.

Grande parte das estações na linha da Beira Alta e do Douro, foram encerradas  - Excelentes edifícios estão abandonados. Para já não falar  das criminosas supressões de linhas ferroviárias
Mas, em França, pelos vistos, tem havido outra consciencialização no sector dos transportes ferroviários: aqui as greves foram declaradamente contra a privatização prevista apelo atual Governo de Macron
De recordar que  os sindicatos denunciaram O plano de reforma prevê a liberalização do setor e que a empresa passe a contar com capitais públicos e privados. Começa greve de três meses nos comboios franceses | Euronews


MIGUEL SOUSA TAVARES – CP é capaz de ser a pior empresa portuguesa" – Sim, enquanto a fatia apetitosa, não estiver abocanhada pela hidra ultra-liberal   ''A CP é capaz de ser a pior empresa portuguesa''

GOVERNO DE ANTÓNIO COSTA GARANTE QUE A PRIVATIZAÇÃO  DA CP É UMA FANTASIA – A VER VAMOS - VAI TER QUE CEDER – A FACHADA SOCIALIZANTE DE COSTA É TAMBÉM MERO JOGO COSMÉTICO 

"Chamo a isso uma fantasia. -- Essa ideia de tentar atribuir a este governo qualquer ambição de privatizar a CP é apenas uma fantasia", sublinhou o governante, garantindo que o governo "afastou em definitivo" a entrega a privados da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) e da Linha de Cascais.
Reconhecendo que "boa parte da frota é antiga" e que há "problemas de manutenção", Pedro Marques notou o reforço dos recursos da EMEF nesta legislatura e o recente anúncio de contratação de mais 102 pessoas.

"Complementarmente vamos alugar material circulante a Espanha, diesele elétrico, e numa perspetiva de longo prazo vamos adquirir mais material circulante. São concursos com dezenas ou centenas de milhões de euros, que têm de ser juridicamente bem preparados, e enquanto estamos a preparar esse processo, e porque demora alguns anos a ser entregue esse material, vamos alugar mais material à Renfe e vamos ter mais gente a fazer a manutenção", acrescentou.
Estando a negociação a decorrer ainda com Espanha, o ministro escusou-se a revelar, por agora, pormenores como números de composições que serão alugadas e custos, mas indicou a "expectativa de que o primeiro material circulante possa estar em funcionamento na rede provavelmente no início do ano


CAVACO SILVA – O REI DO BETÃO – VEM AGORA DIZER QUE “PORTUGAL JÁ NÃO PRECISA DE  MAIS AUTO-ESTRADAS, PRECISA MAIS DE CRIANÇAS”

Ex-PR defende que poderes públicos devem criar condições para que casais tenham mais filhos. Futuro do país, diz, não se faz com "autoestradas" ou "clubes de futebol", mas sim com "mais crianças" . Cavaco Silva: Portugal não precisa de mais autoestradas.


TAMANHO ABANDONO E DESAMPARO, ANTE TANTO PRODÍGIO E TANTA BELEZA – ATÉ QUANDO ESTA INCÚRIA E ESTE DESPREZO?!

O Douro “Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso da natureza” – Escreveu Torga. – Precisamente, por isso, é uma dor de alma ver,  a cada passo, tanto silêncio e tanto abandono, numa via férrea, cortada a pá e a picareta, com hercúleo  esforço, rasgada em abruptas veredas de xisto ou assente em muros que mais parecem emergir do fundo da  margem do rio de que da própria vertente.

Talvez, por esse facto, uma panorâmica que devia ser apreciada, com paragens constantes, a cada instante, até parecia que toda a gente estava a participar numa maratona, que o importante era chegar o mais depressa possível ao termo da via, passar testemunho e toca andar, tal era a pressa evidenciada desde o momento da partida. E, a bem dizer, até havia algum fundamento nessa predisposição. Pois, quem é que, de coração escancarado e olhar sensível ao estado de degradação em que a linha se apresenta, podia deixar de sentir, a par da beleza envolvente, um misto de angústia e de tristeza, impossível de superar o lado rústico, dramático e belo que ao mesmo tempo se lhes estampava?!...




A linha do Douro não pode terminar no Pocinho e tem de regressar à antiga via que ligava  Barca d’Alva. A importância do eixo ferroviário transfronteiriço (até Salamanca e Valladolide ao interior espanhol e à Europa) é fundamental para o desenvolvimento da região duriense. O país vizinho mantém a linha em condições de poder ser utilizada – aguarda apenas que, Portugal,  avance com os trabalhos da sua recuperação.

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