expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

sábado, 28 de dezembro de 2019

Jorge Martins e Jorge Guimarães – Tributo a dois grandes pintores portugueses - Um vivo e outro já falecido


Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador
Volto de novo à temática da pintura – Quer pelo prazer de contemplar as belas obras de arte, quer também pela convivência que estabeleci, com variadíssimos artistas plásticos – pintores e escultores – para além de colecionadores e grandes nomes da literatura de expressão portuguesa – Para já não falar de outras personalidade em diferentes áreas, de entrevistas nas prisões e numerosas figuras anónimas, sobre as mais diversas questões.
Retrato inédito a óleo sobre tela de Jorge Martins - 100X60 - 1955
Assinatura de Jorge Martins - Datada - 55
MISTERIOSA PINTURA FEMININA A CUJO SEGREDO SÓ O ARTISTA PODERÁ RESPONDER – Foi comprada por um colecionador num conhecido antiquário lisboeta

Vou começar por aqui  lhe mostrar um interessante retrato  de Jorge Martins,  de uma imagem feminina, que parece escapar ao estilo neofigurativo ou abstracionista pelo qual se tem distinguido: porventura, obra feita de encomenda ou então pintada na sua fase experimentalista, senão mesmo dedicada como preito de homenagem. 
Também tive o prazer de o entrevistar na década de 80, na qualidade repórter da extinta Rádio Comercial-RDP –  No meu extenso arquivo gravado, em cassetes, tenho muitos registos, é possível que também ali se encontre, mas ainda o não pude localizar – Além  disso,  não me foi possível guardar todas as cassetes, dada a necessidade de ter que as reutilizar.
DE FACTO, HOUVE UMA MULHER CULTA E BELA QUE DEDICOU UM LIVRO À OBRA DE  JORGE MARTINS -  FOI A PROF. DRA. MARIA FILOMENA MOLDER -- Mera coincidência de rostos – Pois, a avaliar pela data expressa na tela,  ano 55 do século passado, a Professora do Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL), onde começou por lecionar Filosofia Medieval, posteriormente,  como responsável pela cadeira de Estética, atualmente reformada, doutorou-se em 1992 e nasceu em 1950, pelo que, naquela data, tinha apenas 5 anos.
 
Maria Filomena dedicou-lhe um livro intitulado "Jorge Martins" (Lisboa) 1984), observação citada no Dicionário de Pintores Portugueses, de Fernando Pampelona, nestes termos: "Ao recusar o ornamento, ao evitar a fórmula decorativa... a desistência daquela qualidade essencial determinou o artista a olhar para o muito antigo, apagando as direcções, esquecendo-se os mapas, queimando memórias e espalhando as suas cinzas, num movimento  para o irrepresentável, sem retrospectiva, sem perspectiva" 

E QUEM É ESSA DINÂMICA INVESTIGADORA - Responde o OBSERVADOR (…) "Maria Filomena Molder é um dos segredos mais bem guardados da nossa cultura. Não porque esteja escondida, esquecida ou exilada. Escreve e publica, dá entrevistas, faz conferências em Portugal e no estrangeiro (apanhámo-la a meio caminho entre Florença e a preparação de uma conferência sobre o filme Jaime de António Reis e Margarida Cordeiro). Simplesmente porque pouca gente há, no nosso espaço público, que seja simultaneamente tão próxima e tão longínqua, tão incapturável pelos tópicos dos discursos vigentes nas artes, na sociedade, na filosofia. E, ainda assim, tão capaz de traduzir as suas contemplações, reflexões, memórias, rememorações numa escrita que nos põe dentro de uma intimidade profunda, não com ela, mas com nós mesmos. Excerto de https://observador.pt/2018/10/06/quem-tem-medo-de-maria-filomena-molder/

PÚBLICO (…) "Esta entrevista é uma surpresa para mim também. Eu não conhecia esta pessoa que ultrapassou a sua mudez, que recorda a escola no Portugal de Salazar ou a voz das suas avós. Reencontrei-a quando fala de Dante, que nunca conheceu a mãe – o que impressiona muito – ou quando cita Santo Agostinho para dizer que até os corações bons têm em si um abismo... https://www.publico.pt/2013/11/10/jornal/de-onde-vem-27360016


"Pintura a óleo sobre tela, assinada, datada de 1989, motivo "Figurativo", com 54x65 cm. Obra deste pintor foi vendida por €35.000,00 numa leiloeira de Lisboa. Nota: Jorge Martins estudou Arquitectura e Pintura na Escola de Belas. No princípio da década de 60 emigrou de Portugal tendo vivido em Paris e Nova Iorque. Do seu riquíssimo curriculum fazem partes exposições em Portugal e um pouco por todo o mundo. Tem as suas obras representadas em várias colecções privadas e colectivas destacando-se: C.A.M, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; na Casa Museu Anastácio Gonçalves, Lisboa; Museu do Chiado, Lisboa; Museu Nacional Soares dos Reis, Porto; Museu de Arte Moderna/Fundação de Serralves, Lisboa; Museu do Funchal, Madeira; Museu de Luanda, Angola; Museu Nacional de Arte Moderna / Centro G. Pompidou, Paris; Royal Museum of Fine Arts, Copenhaga; Fundação Luso-Americana, Lisboa; Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; Ministério das Finanças, Lisboa; Fonds National d'Art Contemporain, Paris; Mairie de Paris. . Este lote está em exposição no nosso Centro de Leilões em Cascais para quem quiser ver. Sobre o preço de martelo incide a prestação de serviços da Oportunity Leilões. https://oportunityleiloes.auctionserver.net/view-auctions/catalog/id/962/lot/302818/?url=%2Fview-auctions%2Finfo%2Fid%2F962%2F

Jorge Martins, iniciou-se na técnica de gravura, em 1958, na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses. Porém, a conjuntura político-social portuguesa obrigou-o a um exílio em Paris que se prolongaria até 1986. É na capital francesa que tem oportunidade de privar com os pintores Júlio Pomar, Arpad Szenes e Vieira da Silva.

Faz o ensino secundário no liceu D. João de Castro. Entre 1957 e 1961 frequenta os cursos de arquitetura e pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, que não termina. Em 1958 inicia atividade de gravura na Gravura – Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses. Em 1959 apresenta pela primeira vez trabalhos em exposições coletivas e, em 1961, participa na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian. Nesse mesmo ano parte para Paris; "o início da guerra de independência em Angola e as fracas perspetivas de uma carreira artística em Portugal levam-no ao exílio durante treze anos"

(...) As suas primeiras pinturas - como Ilha ao Sol da Madrugada (1958, Colecção do Autor) - aproximam-se da abstracção, conjugando no mesmo universo de formas planas um desenho rigoroso e uma variação penetrante da cor. No início da década de 60, realiza paisagens abstractas luminosas que se opõem à firmeza quase geométrica da experiência anterior e dissolvem as formas numa sugestão atmosférica.
. Excerto de  http://www.gepac.gov.pt/minisites/j_martins/biografia.htm



PINTOR JORGE GUIMARÃES-  Já não faz parte dos vivos – Mas perdura a sua obra em variadíssimas coleções 
Esta era a noticia doo CM,  que dava conta do seu falecimento - Morre Jorge Guimarães
Morreu esta madrugada, dia 28 de Junho, aos 77 anos, o escritor e artista plástico Jorge Guimarães, que o público conhece sobretudo na sua faceta de dramaturgo mas que ao longo da sua vida foi também poeta, ensaísta, crítico e pintor prolífero. Nascido a 17 de Janeiro de 1933, o artista faleceu no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, onde se encontrava internado para tratamento a uma doença rara (amiloidose).


40X61 - Pintura de Jorge Guimarães, autenticada no verso pela esposa
(..) Artista multifacetado, que deixa para trás um volume considerável de obras publicadas - e outras tantas inéditas - o nome de Jorge Guimarães ficará para sempre ligado ao teatro, onde se estreou com a peça ‘Cenas de uma Tarde de Verão', que escreveu no final da década de 90 para a actriz Maria José Paschoal.

A peça viria a ter estreia no Teatro Nacional D. Maria II (TNDM II), sob a direcção de António Rama e com interpretações da própria Maria José Paschoal, António Cordeiro, José Eduardo e Augusto Portela.

Nos anos seguintes, o seu teatro conheceu um interesse crescente: em 2002 a sua peça ‘Tudo para Nada' foi traduzida para inglês e estreou no Menier Chocolate Factory, em Londres, numa encenação do português Eduardo Barreto, e em 2006 Carlos Avilez levava à cena, no Teatro Mirita Casimiro, Monte Estoril, ‘Queiroz - O Mistério da Estrada da vida', um texto que aborda a polémica em torno do nascimento de Eça.

Mais recentemente, Jorge Guimarães veria outra peça sua a subir ao palco do TNDM  II: ‘Vermelho Transparente' foi encenado por Rui Mendes e protagonizado por Helena Laureano e Luís Esparteiro no palco da Sala Estúdio em 2006.

Recentemente, e já no hospital, o escritor escreveu - a pedido de Celso Cleto - a peça ‘Os Ventos Uivantes', texto que recorda o envolvimento português na guerra civil espanhola e que o encenador tenciona estrear na próxima temporada, resultado de uma co-produção luso-espanhola.e Salazar'.  https://www.cmjornal.pt/cultura/detalhe

Jorge Guimarães (1933-2010) - Original - Pintura a óleo sobre tela, não assinado, mas certificado pela esposa do mestre (Matilde Guimarães) e datado de 2009, motivo "Figuras Abstractas", com 92x73 cm. Obra deste autor foi vendida por € 5.000 numa leiloeira de Lisboa. Nota: Poeta, dramaturgo, romancista, ensaísta, crítico e pintor, Jorge Guimarães teve um longo currículo artístico, quase sempre pautado "por obras de grande importância, quer a nível da escrita, quer a nível das artes plásticas". Participou em várias exposições colectivas e individuais: 1996 Viático Veneziano, Galeria S. Mamede; 1987 Promenade Poétique, Alliance Française; 1990 Objectos Dialogantes, Galeria S. Mamede; 1991 Sudários, BBI, Beja; 1995 Cidade Claustral, Galeria Municipal dos Escudeiros, Beja; 2001 Recreação sobre a Morte das Naturezas, Galveias - Galeria de Arte; 2002 Apontamentos dos Ensaios, Teatro Mirita Casimiro; 2007 Pintei um Jardim, Escondi-me lá Dentro, Centro Cultural de Alvito e Forum Municipal de Castro Verde e em outros espaços regionais portugueses. Este lote está em exposição no nosso Centro de Leilões em Cascais para quem quiser ver. Sobre o preço de martelo incide a prestação de serviços da Oportunity Leilões. https://oportunityleiloes.auctionserver.net/view-auctions/catalog/id/1207/lot/382376



/morre-jorge-guimaraes