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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Eusébio da Silva Ferreira – A legenda imortal do Benfica – A Pantera Negra completaria hoje 77 anos, se a morte não o tivesse levado aos 72, no dia 5 de Janeiro de 2014


Eusébio da Silva Ferreira, nasceu no dia 25 de Janeiro de 1942, na então cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo– A lua estava em quarto crescente e com esta imagem no hemisfério sul - Eusébio declarou ao DN que não esperava chegar aos 70 anos Nunca pensei em chegar aos 70 anos– Mas ele nasceu sob a influência de Cavalo, no Zodíaco chinês (que viria a ser conhecido de Pantera Negra) e deu-lhe a força e agilidade bastante – não só para se tornar no genial jogador de arte e corredor de fundo, à velocidade de cruzeiro, em conduzir a bola, driblar e fintar os adversários e marcar os golos, enquanto o diabo esfregava um olho e como só ele sabia fazer 

JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA E FOTO-JORNALISTA


EUSÉBIO  - “Nunca pensei chegar aos 70 anos  - Declarou à imprensa no dia em que os completava – Faleceu dois anos depois no principio do mesmo mês
"Nunca pensei chegar aos 70 anos, mas agradeço a Deus tê-lo conseguido e espero manter-me de boa saúde por muitos mais anos", afirmou a “Pantera Negra”.


"Agora a minha saúde está óptima. Estou feliz porque realizei alguns exames há duas semanas e o médico disse-me que já podia beber um copo de vinho de vez em quando, embora com moderação", disse ainda Eusébio.




CONTRATAÇÃO DIGNA DE UM FILME DE ESPIONAGEM


"Chegou a Lisboa a 15 de Dezembro de 1960. Esteve 12 dias escondido e estreou-se em Maio." - "Contrate-se Eusébio. Ele que venha para Portugal. Já!" Poucos dias antes do Natal de 1960, o Benfica tomou uma das mais importantes decisões da sua história.

"Numa operação digna de um filme policial, os dirigentes encarnados "fintaram" Sporting e FC Porto e asseguraram a contratação de um jovem de 17 anos que encantava em Lourenço Marques.
Eusébio da Silva Ferreira teve direito a nome de código: Ruth Malosso - "eu tinha nome de mulher e nem sabia!" -, para não ser desviado da rota da Luz. Chegou quase em segredo a Lisboa, onde o esperavam dois dirigentes do Benfica e um jornalista de A Bola, a 15 de Dezembro. A reportagem foi publicada dia 17, pelo que os registos da chegada baralham-se. Incontestável é o facto desse dia ter marcado a história do futebol português.
 Há 50 anos o futebol português mudou 


OS SEUS CHUTOS À BALIZA ERAM INDEFENSÁVEIS - TINHAM A FORÇA DE UM PETARDO! - MAS TAMBÉM FALHOU EM MOMENTOS DECISIVOS - ESTAVA LESIONADO - E CHOROU!..


Tal como Cristiano Ronaldo, que faz 27 anos, no próximo dia 5 de Fevere
iro, segundo decanato de aquário, e que toda a gente sabe que, além de genial nas jogadas, é sempre, entre os onze em campo, o que dá o litro até ao fim, o atleta mais esforçado, que corre o campo de baliza a baliza, que chora se a vitória não lhe sorri, sobretudo merecendo-a, pois, também Eusébio, era assim: o jogador mais interventivo e inconformado, até às lágrimas - isso aconteceu em Londres, no estádio de Wembley, no qual o Benfica acabaria por perder com o famoso Manchester por 4-1, após prolongamento - Lembro-me, perfeitamente como se fosse hoje - Era comovente... No final do Jogo, não escondia a sua profunda tristeza....Chorava!... Dizia-se que Eusébio estava lesionado e falhou o golo do último minuto. «Se tivesse rematado com o pé direito, entrava a bola e entrava eu...» refere a Bola, em Eusébio fez parar Londres - A Bola


Estudava eu na Escola Agrícola, em Santo Tirso – Víamos os jogos numa televisão no refeitório - Claro, ainda a preto e branco. Sou um pouco mais novo que Eusébio, mas tenho bem presente na memória a sua fulgurante carreira. Nomeadamente, em 1962, nos memoráveis jogos para a conquista da segunda Taça dos Campeões Europeus. Sobretudo, naquela célebre final com o Real Madrid, em que, a equipa do Benfica, depois de ter estado a perder por dois golos de desvantagem, eis que, a inspiração do Pantera Negra, vem ao de cima, fuzila as redes dos madrilenos com dois golos, cifrando-se o resultado num sensacional 5-3 - Que daria o mote para uma nova canção benfiquista: cinco a três, foi a conta que Deus fez!

Sou do Alto Douro e sempre me inclinei para o Futebol Clube do Porto - de resto, foi a primeira equipa que eu vi jogar. Mas, naquela altura, quando o Benfica jogava com as equipas estrangeiras, quem não era benfiquista?! - Foi realmente um período áureo, que, dificilmente, com a actual direcção, poderá lograr. 


OTO GLÓRIA ADMIRAVA MUITO EUSÉBIO - NAS SUAS MEMÓRIAS (QUE NÃO CHEGOU A PUBLICAR) DISSE-ME QUE FALAVA MUITO DELE

Quem admirava muito o Eusébio era o treinador brasileiro Oto Glória Tinha uma admiração muito especial por ele - Contou-me alguns episódicos e fez-me essa revelação na sala de jantar do Hotel Altis. Estava ele, eu, o Presidente Fernando Martins e creio que o Director do Hotel - Às tantas perguntou-me se eu não queria publicar as suas memórias - Andava já a queixar-se de problemas de saúde e não queria morrer sem publicar os seus diários. Infelizmente, acabaria por morrer nesse mesmo ano. Manifestei-lhe a minha simpatia por tão honrosa proposta mas respondi-lhe que não tinha tempo, como repórter de rádio, andava sempre com o tempo muito ocupado. Foi pena... Espero que um dia a família o faça.

Nesse longo convívio, quer ele, quer Fernando Martins, contaram-se muitas histórias do futebol - Coisas até de árbitros... Que não se podiam contar!... Claro, nem tudo foi gravado - Sim, tanto mais que as mais interessantes, seriam contadas, descontraidamente, e sem o microfone.

Oto Glória foi o grande pioneiro e revolucionário do futebol Português - Foi do Brasil que ele trouxe a grande inspiração e os novos métodos. Deu títulos ao Benfica, ao Sporting, ao Belenense e ao Porto e ainda treinou a selecção nacional - Apesar disso, nem sempre compreendido. É-lhe atribuída a expressão sobre o trabalho de treinador em Portugal: «Naquele país, quando se perde o treinador é chamado de "Besta". Quando vence, de "Bestial"».


Mas foi com o treinador húngaro Béla Guttmann. que o Benfica conquistaria os dois títulos de campeão nacional em 1959/60 e 1960/61, e, pela primeira vez na sua História, duas Taças dos Campeões Europeus Que, pelos vistos, tanto deu ao Benfica de promissor, como de agouro - Mas também a ele - porque, depois dessas gloriosas conquistas, também ele nunca mais foi o mesmo... Emproado pela fama, exige mais dinheiro, o Benfica não podendo satisfazer as suas exigências, deixa inopinadamente o clube da luz, após o jogo com o Real Madrid, com a famosa maldição"Nos próximos 100 anos, o Benfica não voltará a ser campeão europeu". - La maldición de Bela Guttman- Mas, pelo que se depreende, também ele acabaria por ser contagiado e vitima da sua má língua...Nunca mais conheceu o sabor das mesmas vitórias.

  O QUE DISSE VIRGÍLIO FERREIRA 

"Recebi um convite para a celebração dos 50 anos de vida artística de Amália, ou seja do seu fado a cantar o fado. Por singular coincidência, também eu este ano faço 50 anos com o meu fado, que é só letra sem música possível. Sim, sim, foi em 1939 que eu escrevi O Caminho Fica Longe. Singular profecia. Tão longe, que nunca cheguei a encontrá-lo. Amália sim. Ela é, com Eusébio no Futebol, a nossa única imagem de marca de internacionalidade. Ah, e o Pessoa. Estamos perfeitamente representados. Dos pés à garganta e da garganta aos pés. O resto que não está resolve-se razoavelmente com água de Fátima ou uma feijoada à moda do Porto - 17 -Junho(sábado) 1989. - Vergílo Ferreira - In Conta-Corrente - Nesta data, Eusébio tinha 47, Cristiano, ainda era criança de berço, com três anos de idade

NOS ANOS 80 - PUDE CONHECER PESSOALMENTE EUSÉBIO - E ATÉ ME DEU UMA BOLEIA NO SEU CARRO - POIS ESTIVE DOZE ANOS EM SÃO TOMÉ - PARA ONDE PARTI AOS 18 DE IDADE


Eu tinha-o entrevistado para uma estação de rádio e, no final da entrevista, querendo continuar o diálogo - pois Eusébio sempre foi(é) uma pessoa muito humana, afável, dialogante e simpática - perguntei-lhe se não se importava de me deixar no Hotel Sheraton Lisboa - Eu estava lá hospedado com uma amiga a passar a lua de mel - dois meses(quase três - conto isso em ROMANCE NO SHERATON ... ) e dava-me jeito que lá me deixasse - Mas era sobretudo pelo prazer de falar um pouco mais com ele . E lá fomos os dois. Ele tinha uma bocado de pressa: ia ter com a mulher ou a buscar a filha. Já não me lembra a marca do seu carro. Mas era de boa marca, desportivo, vermelho e de dois lugares. Creio que ainda devo ter a gravação das suas declarações no meu arquivo de mais 300 cassetes. Um dia destes vou ver se a localizo.

Pois bem, quero aqui, neste meu site, de forma singela manifestar a minha homenagem ao nosso mais admirado e querido jogador Português - Hoje, pensamos em Ronaldo - mas cada um no seu género: ambos são fenomenais e grandes figuras do futebol português - indubitavelmente, e a par do Figo, as nossas maiores estrelas futebolísticas até hoje.


Todos os portugueses se recordam, a geração mais velha, do dia em que Eusébio chorou, em Londres – O que foi Eusébio, é do conhecimento geral. 


Eusébio da Silva Ferreira - Mais conhecido por Eusébio: nasceu em Lourenço Marques, em 25 de Janeiro de 1942 e faleceu no dia 5 de Janeiro de 2014  -  Considerado um dos melhores futebolistas de todos os tempos pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFHHS), especialistas e fãs. Recebeu a alcunha de "Pantera Negra".

Eusébio ajudou a Seleção Nacional Portuguesa a alcançar o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 1966, sendo o maior marcador da competição (recebendo a Bota de Ouro), com nove golos (seis dos quais foram marcados em Goodison Park) e tendo recebido a Bola de Bronze.

Ganhou a Bola de Ouro melhor jogador europeu em 1965 e ficou em segundo lugar na atribuição da mesma em 1962 e 1966. Eusébio jogou pelo Sport Lisboa e Benfica 15 dos seus 22 anos como jogador de futebol, sendo associado principalmente ao clube português, e é o melhor marcador de sempre da equipa, com 638 golos em 614 partidas oficiais. No Benfica ganhou 11 Campeonatos Nacionais (1960-1961, 1962-1963, 1963-1964, 1964-1965, 1966-1967, 1967-1968, 1968-1969, 1970-1971, 1971-1972, 1972-1973 e 1974-1975), 5 Taças de Portugal (1961-1962, 1963-1964, 1968-1969, 1969-1970 e 1971-1972), 1 Taça dos Campeões Europeus (1961-1962) e ajudou a alcançar mais três finais da Taça dos Campeões Europeus (1962-1963, 1964-1965 e 1967-1968). Foi o maior marcador da Taça dos Campeões Europeus em 1965, 1966 e 1968. Ganhou ainda a Bola de Prata sete vezes (recorde nacional) em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1970 e 1973. Foi o primeiro jogador a ganhar a Bota de Ouro, em 1968, façanha que mais tarde repetiu em 1973.


Alcunhado de O Pantera Negra, A Pérola Negra, e King, Eusébio marcou 807 golos em 813 partidas oficiais na sua carreira. Era conhecido pela sua velocidade, técnica, atleticismo e pelo seu poderoso e preciso remate de pé direito, tornando-o num prolífico goleador e num dos melhores marcadores de livres de sempre. É considerado o melhor futebolista de sempre do Benfica e de Portugal e um dos primeiros avançados de classe mundial africanos.  - Excerto de  https://pt.wikipedia.org/wiki/Eus%C3%A9bio


«Se não fosse jogador da bola, era o maior bailarino do mundo»

Benfica - Eusébio celebra 70 anos - RTP


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