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quinta-feira, 21 de março de 2019

EQUINÓCIO DA PRIMAVERA 2019 – MARÇO 2019 – CELEBRADA NOS TEMPLOS DO SOL – Com momentos de poesia e deslumbramento solar - Numa manhã de inebriantes perfumes de giestas brancas, de um céu claríssimo e azul, uma temperatura a lembrar o Verão – Assinalado ao nascer do Sol no Santuário da Pedra da Cabeleira de Nª Sra e, ao pôr do sol, na Pedra do Caranguejo, aldeia de Chás, V N de Foz Côa

 Há ainda videos por editar - Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investiagdo


A Primavera, no Hemisfério Norte, começou nesta última quarta-
feira, dia 20 de Março, às 21h58 (hora de Lisboa) e o dia amanheceu  deslumbrante e  limpo,  tendo sido assinalada, nas já tradicionais celebrações dos Templos do Sol, no maciço dos Tambores, aldeia de Chás, de Vila Nova de Foz Côa, com momentos esplendorosos de luz e de  poesia –  













De manhã, no interior do recinto amuralhado do Santuário Rupestre do monumental megálito da  Pedra da Cabeleira de Nª Srª, antiquíssimo local de culto e de sacrifícios, mas também verdadeiro posto de observação astronómico ,  alinhado com  o nascer do sol  nos  equinócios  - 


Numa cerimónia simples  mas de belíssima transcendência mística e significado, com a leitura de poemas de vários poetas. 
E, uma vez mais graças à preciosa colaboração, de António Lourenço, ex-autarca desta freguesia e atual Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de  V N de Foz Côa. Desta vez, com uma participação, reduzida a uma presença quase simbólica de amigos, mas o suficiente para o cineasta, Pedro Paiva, residente em Lisboa,  ter ficado encantado com os filmes que ali fez e noutros pontos da minha aldeia.  Encantamento, igualmente partilhado pelo Eng. Pedro Daniel, que ali se deslocou para fazer um apontamento de reportagem, tal como já tem feito em anteriores eventos para o portefólio e arquivos do município


ESTUDIOSOS DOS CHAMADOS LUGARES MÁGICOS OU DE PODER, TESTEMUNHARAM O ALINHMANETO DO PÔR DO SOL COM A PEDRA DO CARANGUEIJO - TENDO FICADO MARAVILHADOS PELA CONSTATAÇÃO.

 O primeiro dia da Primavera, no maciço dos Tambores, ficaria ainda assinalado,  junto à que eu batizei de  Pedra do Caranguejo, que  é de facto a configuração que toma um outro megálito, na mesma área, encimado na laje, cuja basse  é atravessada pelos raios solares do pôr do sol. Neste caso, não se tratou, propriamente de ali se dar continuidade à celebração, que decorrera de manhã, mas tão somente de se  prosseguir no estudo da sua observação.

Quiseram os bons acasos – acasos que geralmente acontecem a quem por bem os procura – que, ali pudésse contar com a presença de um grupo de estudiosos e entusiastas pelos chamados lugares de  poder, . António Oliveira, Eng Informático; Antonio Filipe , de Coimbra; Leandro Batista, Terapeuta, Teresa, Engª Geotécnica


Haviam agendado a sua visita para tomarem conhecimento direto com os alinhamentos sagrados, existentes nos Templos do Sol  e quis um feliz acaso que, ao regressarem,  me pudesse cruzar com estes estudiosos investigadores  peregrinos, que, tendo-os informado de que me dirigia para fazer o registo fotográfico a um  megálito alinhado com o pôr-do-sol, igualmente com o equinócio da Primavera, mas ainda em fase de estudo, de imediato aceitassem acompanhar-me até junto do mesmo.


Curiosamente, deu-se a circunstância de poderem fotografar e testemunhar outras das maravilhas existentes nesta área, o que, aconteceu, praticamente sobre o instante em que sol pousava sobre um dos pontos  da cordilheira a oeste, na cumeada das encostas xistosas  que se erguem na margem esquerda da Ribeira Centeeira,  que separa o aprazível e fertilíssimo vale,  dos contrafortes graníticos dos “Tambores”, cujo depoimentos, conto poder vir a editar num vídeo que ali registei – Tendo ficado combinado que, na manhã de hoje, quinta-feira, os poderia acompanhar à Pedra da Cabeleira, para ali também testemunharem o alinhamento com o nascer do sol, uma vez, que, dois dias antes ou dois dias depois, ainda é possível contemplar o espantoso alinhamento.  

O QUE SÃO OS LUGARES DE PODER?


São definidos como locais antigas civilizações,  “entendiam que os locais de poder eram curativos, davam vigor, e geralmente é uma experiência particular. Locais especiais nos ajudam a que possamos reconstruir um momento de plenitude, onde nosso espírito se abre, sentindo abarcar o mundo. http://astroclick.com.br/lugares-de-poder/




ALINHADOS COM O O FIM E O INÍCIO DE CADA UMA DAS  ESTAÇÕES  DO ANO



Local mágico, pleno de história e de misticismo, dos tais lugares  da terra onde a beleza e o esplendor solar  podem repetir-se à mesma hora e com a mesma imagem contemplativa de há vários milénios pelos povos que habitaram a área.



São conhecidos por alinhamentos sagrados, remontam ao período megalítico e existem em várias partes do mundo, mas sobretudo na Europa. Sendo o mais famoso o Stonehenge. Muitos destas gigantes estruturas estão em perfeito alinhamento com os corpos celestes, especialmente com os Equinócios e os Solstícios - Perpetuam memórias de verdadeiros calendários astronómicos, que antigas civilizações elegeram como especiais locais de culto – No maciço dos Tambores


SETE ALINHAMENTOS 


No Maciço dos tambores, até à presente data, foram descobertos sete alinhamentos: Pedra da Cabeleireira de Nª Senhora, atravessada pelos raios solares do nascer do sol nos Equinócios; a Pedra  do Solstício, alinhada com o pôr do sol do Solstício do Verão; "As Portas do Sol, alinhada com o nascer do sol  do Solstício do Inverno e o pôr do sol do Verão;  Pedra Phallus Impudicus, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno ;a Pedra da Ursa Maior com as sete fossetes, alinhada com os Equinócios e com simbologia ou enquadramento com  Ursa Maior e a Pedra Caranguejo,  atravessada pelos raios solares do pôr do sol dos equinócios

Espantoso achado, encontrado nos Tambores  – pelo autor deste site – Denota faltar-lhe uma parte e a ponta - J. Leite de Vasconcelos, em Religiões da Lusitânia, designa um parecido, de troféu



Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora  talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registre-se de  comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos


 
De facto, a avaliar pelos vestígios 
arqueológicos,  já estudados, o maciço dos Tambores, é um importantíssimo livro aberto da pré-história: sobranceiro a um dos mais belos e férteis vales da hidrografia do Vale do Côa,  ali se refugiaram povos muito antigos, nomeadamente do neolítico, calcolítico, da idade do ferro e do bronze, que, aproveitando os naturais abrigos, as cavernas abertas nos enormes megálitos, as concavidades e grutas dos encastelados afloramentos,  ali implantaram os seus  acampamentos, valendo-se de grotescas lascas e pedras soltas, de cujas construções ainda prevalecem  abundantes vestígios - 


Ali sepultaram os seus mortos, cultuaram os seus deuses, ergueram  sagrados altares, que tanto podiam servir como locais de culto e de sacrifícios, como de espantosos observatórios astronómicos.  - Assim o testemunham os vários alinhamentos sagradosjá descobertos - direcionados com fim e o inicio de cada estação do ano - Assim o testemunha o olhar maravilhado de todos aqueles que têm assistido às nossas festas e celebraçõesjunto desses mesmos altares


Adriano Vasco Rodrigues
E, assim, o tem comprovado, a  especial atenção, dispensada por   vários investigadores e estudiosos: nomeadamente, Adriano Vasco Rodrigues, o primeiro investigador a debruçar-se sobre o estudo da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora; bem como  das monografias (Chãs - de Foz Côa e "Por Veredas do Vale do Côa), de Joaquim Manuel Trabulo)dos achados (punhal em bronze) do Eng. Paulo Almeida); dos valiosos contributos dos arqueólogos, Sá Coixão e Gonçalves Guimarães, que, igualmente, desde há vários anos, se têm debruçado sobre o estudo desta área - Além  das observações do astrónomo Máximo Ferreira – , que já ali se deslocou por duas vezes, assim como Mila Smões e das visitas de arqueólogos do Parque Arqueológico do Vale do Côa, no perímetro do qual  os vários monumentos megalíticos, se encontram localizados  - De recordar, particularmente, as escavações levadas a cabo, nas Quebradas, na mesma área, relativamente perto da Pedra da Cabeleira, por António Faustino de Carvalho Carvalho, A. F. (1999) - Os sítios de Quebradas e de Quint Faltava-nos um especialista em Arqueoastronomia  mas também já contamos com os seus valiosos estudos  -  é  o Dr. Albano Chaves.

Assim, como Tom Graves: o radiestesista e escritor inglês,

vindo
 "Eu sou a Luz do Mundo, diz o Senhor"   
expressamente da Austrália, onde reside, para ali confirmar a sua teoria de que «Em toda a parte existe uma intersecção entre as pessoas e o lugar – e o lugar também tem as suas escolhas.» E, no fundo, cremos ter sido também, este, um dos princípios seguidos por Moisés Espírito Santo  Professor Catedrático Jubilado da Universidade Nova de Lisboa, com o qual trouxe à luz do conhecimento, novos dados e revelações, verdadeiramente espantosas, que não constam na Historia de Portugal, facultando-nos um interessantíssimo  estudo  interpretativo da toponímia da área -


 

Diz o distinto investigador - Moisés Espírito Santo - "Visitei o monte dos Tambores para observar o calendário rupestre e dei particular atenção aos nomes dos sítios e das pedras  que constituíram o calendário. Vou interpretá-los neste artigo"


"Tambores é nome do monte onde encontramos o calendário rupestre. Tambores é uma corrupção fonética do vocábulo cananita e hebraico tabor que, literalmente, significa «umbigo» e, metaforicamente, «centro da terra, parte mais elevada da terra, umbigo da terra», quer dizer, um monte sagrado. Jerusalém é classificada de «umbigo da Terra» (Ezequiel 38:12). Também existiu na Palestina (antiga Fenícia) um monte Tabor onde o Antigo Testamento (Juizes, 9:38, Deuteronómio 33:19)"





"Pedra da Cabeleira. É o nome da pedra grande através de cuja fenda se vê o sol nascer nos equinócios. Excluímos a lenda da «cabeleira que Nossa Senhora aí deixou» por ser uma adaptação recente do nome original à religião católica popular. Como a fenda da pedra serve para ver, nos equinócios, o nascer do sol, Cabeleira é uma corrupção de qabal awra [lê-se: cabalaura] em que qabal (do acádico) significa «no meio, mediano, posição ao meio», e awra (do cananita e hebraico) «aurora, nascer do sol». Portanto qabal awra significou literalmente «posição ao meio do nascer do sol», isto é, «posição do nascer do sol ao meio» do ano, «posição mediana do nascer do sol», sendo os equinócios a posição do sol «ao meio» do seu aparente percurso celeste." - Moisés Espírito Santo - Mais pormenores em  - estudo inédito do prof. moisés espírito santo, associa nomes à toponimia dos Templos Históricos, no Monte dos Tambores aldeia de Chãs.


AS IMPORTANTES DESCOBERTAS DE ALBANO CHAVES



Não usa a técnica da varinha do vedor mas um apuradíssimo sentido de observação. E o mais curioso é que, mesmo sem se conhecerem, analisando os estudos de um e do outro, até parece que andaram por lá juntos – Já que, as pedras que chamaram atenção de Albano Chaves, também  haviam despertado idêntica curiosidade de Tom Graves – Simples coincidências?... Nada disso, estas coisas vão ao encontro de quem as procura: de quem anda neste mundo com olhares de ver, de sentir e observar, profunda e atentamente, o que o rodeia: de quem se interroga: sobre donde vimos e para onde vamos.



"Um sono milenar está a chegar ao fim.". Pedras, enormes umas, mais pequenas outras, emitem sons, balbuciam palavras continuamente desde há muito. Dez, quinze, vinte, cinquenta mil anos? Ninguém as ouvia, no entanto. Falam por si, entre si, estabelecem ligações. Formam figuras geométricas no terreno, que é preciso olhar, ver, identificar, ler, entender, integrar em expressões, frases, períodos, textos, crónicas.

Era  assim que, Albano Chaves,  numa postagem publicada neste site, começava por se referir à sua descoberta, a que deu o nome de Portas do Sol -  Três anos depois, novas observações levam-no a concluir  que a mesma pedra está também alinhada, quer com o solstício do Inverno, quer com o Solstício do Verão.


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