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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Gedson Fernandes no Tottenham – Ao encontro de José Mourinho, por empréstimo de 18 meses do Benfica

Jorge Trabulo Marques - Jornalista  -Fotos de minha autoria - Registadas, em Maio passado, na Praça Marquês Pombal, na  noite em que o clube das águias conquistou o 37º titulo de Campeão Nacional

 


É a noticia desportiva da atualidade: a confirmação de que, o médio com dupla nacionalidade (portuguesa e são-tomense), que tinha um contrato no Benfica, até 2022, com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros., muda-se  para Inglaterra em regime de empréstimo, por 18 meses, com opção de compra no final da cedência, para um dos principais clubes da Premier League, onde vai ser orientado por José Mourinho.


Opção que agrada ao atleta, quer pela admiração que tem pelo treinador português, quer por considerar que a situação de emprego de elementos da sua   família,  em Portugal,  nem  sempre ter sido fácil,  esperando que agora o seja em Inglaterra,  onde, aliás, também existe uma expressiva comunidade santomense



Gedson Fernandes, que foi Campeão Europeu de Sub-17, em maio de 2016 e esteve ainda no mundial de Sub-20 e europeu de 19, foi catapultado por Rui Victória, quando o técnico pensou substituir o lesionado Krovinovic, que, com a equipa da Luz, conquistou o campeonato da última temporada.  No entanto, Gedson, com Bruno Lage, não foi além de 13 jogos 

Sobre os valores do  montante do empréstimo, conquanto ainda anão tenha sido oficialmente revelado por ambas as partes, fala-se de que o Benfica recebe 4,5 milhões de euros pelo empréstimo  com  a possibilidade de encaixar mais 50 M€, caso os londrinos acionem a cláusula de opção de compra que consta no contrato assinado entre as partes.

Gedson Fernandes: “Muito daquilo que sou é graças ao Benfica” – Declarou, há dois anos, ao jornal do Benfica, no seguimento da sua transferência do Frielas:

Eu sempre quis jogar futebol, desde o momento em que entrei para o Frielas e me apercebi que este era o desporto certo para mim. Mas ver o futebol como eu vejo agora foi mais na transição de 2016, em que conheci as dificuldades que havia no mundo do futebol, e em que o comecei a encarar de uma forma mais séria. Foi antes do ano em que tive o meu primeiro Europeu que tudo começou a ser diferente.

Aqui no Benfica todos os momentos são grandiosos porque estar aqui já é algo fantástico. Cada momento é um momento, cada jogo é um jogo que encaramos como uma final. Temos de dar o nosso melhor, com respeito pelo nosso adversário.

Guardo todos os momentos, lembro-me de todos. Tenho todas as faixas de Campeão em casa. Sinto-me orgulhoso do meu trabalho e do dos meus colegas e foram missões cumpridas. Fui Campeão Nacional num escalão acima do meu, em Iniciados A, com a geração de 1998. Foi algo fantástico, não só estar a jogar, como ainda ser campeão num escalão acima.

Todos os jogadores do Benfica são preparados para jogar no escalão acima. No primeiro ano em que estive na equipa B senti muita dificuldade e se eu tivesse levado as coisas mais a sério antes, não iria sentir tanto essa dificuldade. Felizmente, consegui ultrapassar isso, já não sinto assim tantas dificuldades mesmo sabendo que a II Liga é muito complicada, com jogadores experientes. https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2017_2018/03/02/futebol-entrevista-gedson-fernandes-btv-caixa-futebol-campus





PERDIDO NO GOLFO DA GUINÉ: A LONGA JORNADA DE SOBREVIVÊNCIA - 38 DIAS NO MAR DOS TORNADOS E TUBARÕES – Deus, algumas vezes, obriga os seus filhos a suportarem um duro calvário para escutarem mais de perto e mais alto a sua divina palavra.


JÁ LÁ VÃO 45 ANOS -  NAVEGANDO COM O REMO IMPROVISADO, POR ENTRE ONDAS ALTEROSAS, PROCURANDO, NA MEDIDA DO POSSÍVEL, QUE AS VAGAS NÃO VOLTASSEM A PIROGA - NÃO HAVIA PROPRIAMENTE HORIZONTE À MINHA FRENTE OU EM REDOR, SENÃO O MAR QUE SE LEVANTAVA, SE DESDOBRAVA., DESDOBRAVA E LEVANTAVA.

VALE A PENA SACRIFICAR A VIDA POR UM IDEAL QUANDO SE TEM A CONVICÇÃO DE QUE O ESFORÇO É PLENAMENTE MERECIDO E JUSTIFICADO.
Sou natural de Chãs, de Vila Nova de Foz Côa, resido em Lisboa, mas vivi durante cerca de 13 anos em São Tomé e Príncipe, onde realizei várias aventuras marítimas, em pequenas pirogas primitivas, uma das quais a tentativa de travessia oceânica ao Brasil, que acabaria num naufrágio de 38 longos e penosos dias: sozinho, por entre tornados e calmarias, nos mares do imenso Golfo da Guiné

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Foi difícil essa minha provação. Debilitado, fisicamente, acabei por dar à Ilha de Fernando Pó: nos últimos dias mal me podia manter de pé, muito fraco, já quase no limiar das minhas forças. Nunca me pude abrigar nem da chuva nem do sol. Nem das sucessivas investidas das vagas. Completamente exposto aos elementos. Ficava deitado no fundo desse tronco escavado. Nem sequer dispunha da mais elementar cabine de abrigo. O baú onde guardava algumas coisas (incluindo a máquina fotográfica e um pequeno gravador) era um caixote do lixo de plástico, igual aos que ainda hoje se vêem à porta dos prédios nas cidades.

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Imagem captada no momento do ataque do tubarão - o barrote que se vê, estava atravessado de través e servia para ajudar a conferir algum equilíbrio à canoa, na triste deriva em que vogava

Foram momentos de extrema aflição, que me pareceram verdadeiras eternidades, durante 38 longos e difíceis dias, enfrentando tempestades, sucessivas, incluindo ataques de tubarões. Ainda cheguei a apanhar alguns de pequeno porte, enquanto tive anzóis. Mas, até estes, mais tarde, me haveriam de faltar. Ao sabor das vagas, num simples madeiro escavado, é difícil imaginar pior situação
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Todavia, a imagem que ainda hoje continua mais nítida na retina dos meus olhos, é o pavor daquela noite negra e tempestuosa, quando o tornado me surpreendeu. Mesmo assim, com a canoa completamente desgovernada, em pleno mar aberto e ameaçador, não cruzei os braços e nunca me dei por vencido. Peguei num dos mastros e coloquei-o de través para garantir algum equilíbrio. Um dos bidões foi amarrado a uma corda e largado para servir de âncora flutuante. No dia seguinte improvisei um remo com um dos barrotes do estrado da canoa e pedaços da cobertura, a fim de conseguir dar alguma orientação. Mas de pouco me haveria de valer, face à fúria dos constantes tornados. Como bóia de salvação, utilizei o resto do estrado e adaptei-lhe um pequeno colchão de ar - Frágil recurso para forças tão descomunais.

Se não tivesse já realizado duas viagens anteriores, igualmente em pirogas, dificilmente teria aguentado tamanha prova de sobrevivência, depois de ter perdido os remos, a maior parte dos meus apetrechos e ter ficado, praticamente, sem alimentos e água potável.
De facto, para sobreviver, tive que beber água do mar e das chuvas durante vários dias sucessivos e alimentei-me de alguns peixes que pude apanhar e de algumas aves, que, pousando, para repousar, sobre a frágil canoa, com imensa tristeza minha, fui forçado a sacrificar.
Acabei por ser arrastado pelas correntes até à Ilha de Fernando Pó, já no limiar da minha resistência física, onde fui tomado por espião, algemado e preso numa cela de alta segurança, a mando do então Presidente Macias Nguema, após o que fui repatriado para Portugal, tal como me acontecera na Nigéria. Mas, agora, graças a uma pequena mensagem que levava do então jovem Governo de São Tomé e Príncipe, que recentemente tinha ascendido à sua independência, para saudar o povo irmão brasileiro, quando aportasse na sua costa.

Porém, a primeira das minhas aventuras foi a ligação de São Tomé ao Príncipe, em três dias. Parti à meia-noite, clandestinamente, levando para me orientar, apenas uma rudimentar bússola. Fui preso pela PIDE (polícia política do velho regime colonial), por suspeita de me querer ir juntar ao movimento de Libertação de STP, sediado no Gabão. Enfrentei dois tornados, à segunda noite, adormeci e voltei-me com a canoa em pleno alto mar. Esta era minúscula e foi um verdadeiro drama ter-me conseguido salvar.

S. Tome - Nigéria

A segunda viagem foi uma travessia de São Tomé à Nigéria, cinco anos depois, numa piroga um pouco maior. Parti, igualmente, sem dar conhecimento a ninguém, ao começo da noite, servindo-me apenas de uma modesta bússola. Ao cabo de 13 dias chegava a uma praia ao sul da Nigéria, tendo sido detido durante 17 dias, por suspeita de espionagem, após o que fui repatriado para Portugal. Os jornais nigerianos destacaram em primeira página esta minha aventura.

Regressado a São Tomé, ainda no mesmo ano, e já com São Tomé e Príncipe independente, tentei empreender a travessia ao Brasil, entre outros objectivos, com o propósito de evocar a rota da escravatura através da grande corrente equatorial, contribuir para a moralização de futuros náufragos, à semelhança de Alan Bombard.

Segundo este investigador e navegador solitário, a maioria das vítimas morre por inacção, por perda de confiança e desespero, do que propriamente por falta de recursos, que o próprio mar pode oferecer. Era justamente o que eu também pretendia demonstrar - Navegando num meio tão primitivo e precário, levando apenas alimentos para uma parte do percurso, munido, unicamente, de uma simples bússola, sem qualquer meio de comunicar com o exterior, tinha, pois, como intenção, colocar-me nas mesmas condições que muitos milhares de seres humanos que, todos os anos, ficam completamente desprotegidos e entregues a si próprios – Porém, quis o destino que fosse mesmo esta a situação que acabasse por viver.

A canoa foi carregada num pesqueiro americano para ser largada, na corrente equatorial, um pouco a sul de Ano Bom. Porém, à chegada a esta ilha, o comandante propôs-me abandonar a canoa e ficar a trabalhar a bordo, alegando que a mesma estorvava e que a aventura era muito arriscada. Na impossibilidade de ser levado para a dita corrente, decidi-me pelo regresso a São Tomé para tentar a viagem noutra oportunidade. Foi então que uma violenta tempestade, me surpreendeu em plena noite, tendo perdido a maior parte dos víveres, os remos e outros apetrechos. Foram momentos indescritíveis. Ao sabor das vagas, num simples madeiro escavado, é pois difícil imaginar pior adversidade.

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Já se passaram vários anos, porém, essa minha experiência ainda está muito presente na minha memória – E duvido que algum náufrago, alguma vez possa esquecer os seus longos momentos de abandono e de infortúnio.
Mas não estou arrependido: julgo que valeu a pena - Pois norteavam-me propósitos bem nobres - Além do que já descrevi, os objectivos dessas minhas travessias foram vários: 

Treinos de preparação - Para a travessia S.Tomé-Principe
Antes de mais, o fascínio que o mar exerceu em mim, desde o primeiro dia que desembarquei, do velho Uíge, ao largo das azulíneas águas da Baía Ana de Chaves, fronte ao cais da linda cidade de São Tomé; o desejo de me encontrar a sós com a solidão e a vastidão do oceano e, de perante esse cenário, de me poder interrogar, ainda mais de perto, sobre a presença e os mistérios de Deus. Mas também por razões de carácter histórico-científico e humanitário. Tais como: evocar a rota da escravatura, ao longo da grande corrente equatorial, lembrar esses ignominiosos tempos do comércio de escravos e chamar atenção para esse grave problema que, sob as mais diversas formas, continua afectar a existência muitos seres humanos, na actualidade. 

Demonstrar a possibilidade de antigos povos africanos terem povoado as ilhas, situadas naquele imenso Golfo, muito antes dos navegadores portugueses, ali terem chegado, contrariamente ao que defendem as teses coloniais, que dizem que as ilhas estavam completamente desabitadas - E a verdade é que, entretanto, já foram encontradas antigas cartas, num dos arquivos italianos(de navagedores árabes do século XIII, graças ao trabalho de investigação de Fernanda Durão Ferreira, jornalista, investigadora e sócia da Sociedade Portuguesa de Geografia – secção de História.) cartas através das quais são localizadas e atribuídos nomes às ilhas do vasto golfo. 

Pêro Escobar e João de Santarém navegaram para o Golfo da Guiné à procura desta Ilha de Asben que, como afirma Duarte Pacheco Pereira, “ mandou descobrir o sereníssimo rei D. João II”. Quis a sorte que ela fosse achada no ano de 1470, a 21 de Dezembro, dia do santo descrente que só acreditava no que via e apalpava. Mais confiantes que o apóstolo, devem ter velejado os dois navegadores portugueses à procura desta ilha pois se o rei a mandara descobrir, é porque sabia de antemão da sua existência. Chamaram-lhe São Tomé e zarparam à procura das outras duas. Sanan e Malicum foram encontradas a seguir, sendo baptizadas de Santo Antão (passando depois a Santo António, sendo mais tarde chamada Príncipe) e Ilha Formosa, redescoberta por Fernão Pó, conhecida hoje por Malabo, capital da Guiné Equatorial.” - In O Redescobrimento das Ilhas do Golfo da Guiné.
 
Por conseguinte: está suficientemente demonstrado de que estas ilhas (tão férteis e formosas) não estavam ali à espera de que fossem os olhos europeus (ou até os árabes) a terem a dita de serem os primeiros homens a contemplá-las. É minha convicção de que, já muitos antes deles, os povos africanos limítrofes as tinham visitado e povoado, através das suas pirogas. E foi justamente essa tese que eu quis comprovar e que continuo a defender. 

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Ele correu perigos que assustariam o mais corajoso, incorreu em temeridades que não visavam o lucro mas uma meta mais longínqua. Um insatisfeito desejo de se afirmar e de demonstrar que moram no homem, e com ele vivem , recursos insuspeitados e adormecidos.Não se pense que se referimos a um aventureiro gratuito, que apenas pretende chamar sobre si as atenções, sem objectivos louváveis. Nada disso.(...) "
"As gravações a que procedeu no mar são empolgantes e transmitem o estado de espírito do homem que se encontra só e não conta senão com ele e com Deus. A resistência do homem á fome, à sede e ao desespero, constituem uma constante do seu relato. É comovente a transcrição do feito de Jorge Marques, o qual justificava a publicação de um livro, contendo, em pormenor, o que a escassez do espaço de um jornal não comporta."
A descrição que passou á deriva numa piroga no Golfo da Guiné, se levada ao cinema, daria um filme memorável, principalmente se o realizador extrair da odisseia a espantosa variedade de facetas que ela oferece.” Excertos do Jornal Novo – 25.9.76

sábado, 11 de janeiro de 2020

Pintor Ramanefer - O Touro e o Bandarilheiro - Impressionante obra artística de Francisco António Rodrigues, que faz pensar mas não choca, sem a matriz sanguinária e cruel das touradas – Um português transmontano, de Bragança, já falecido, que fez carreira nas artes e na vida empresarial no Brasil



RAMANEFER - O PINTOR BRAGANTINO QUE BRILHOU NO BRASIL E BUSCOU NA SIMBOLOGIA EGÍPCIA EXPRESSÃO UNIVERSAL

Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador

80X65
Expressiva obra do artista  Ramanefer, óleo sobre tela, 80X65,  pintada  em 1994, que aqui se mostra pela primeira vez, inserida numa coleção particular - Magistral imagem tauromáquica, de linhas e  cores, fortíssimas, como que num arrebatado e transcendente duelo entre o toureiro e o animal, mesmo cravado de bandarilhas,   elevando ambos como que a superarem-se, sem, todavia, chocar ou ferir  susceptibilidades, como geralmente acontece, na crueldade das  imagens ensanguentadas que se observam  nas praças tauromáquicas ou que são mostradas em reportagens televisivas. – Isto porque, as telas em Ramanefer, tiveram sempre um cunho místico e  transcendental – A busca de emprestar, mesmo aos motivos naturais, algo irreal, fantástico e sublimado, como que espelhados pelos recuados tempos da simbologia solar egípcia


RAMANEFER, pseudónimo  artístico de Francisco António Rodrigues: um português transmontano, natural de  Duas Igrejas,  distrito de Bragança, que emigrou para o Brasil aos 15 anos, onde, subindo a vida a pulso, lograria destacar-se como  empresário, abraçando ao mesmo tempo a pintura, que o levaria a criar um estilo inconfundível  e  a percorrer vários países do mundo, quer de volta ao seu país natal, quer, nomeadamente nos EUA. Alemanha, Suécia, França, Espanha, cujas exposições individuais e coletivas, alcançariam um grande sucesso


Francisco António Rodrigues, mais conhecido por  Ramanefer, nome artístico que teria adotado como matriz ou timbre da sua obra,  porventura com os olhos postos na antiquíssima cultura egípcia, da qual parece ter-se inspirado   para a composição de muitos dos seus místicos trabalhos  – Ele já não está entre os vivos: -Faleceu o Brasil, em 20 de Novembro de 2013. Porém, a sua memória, quer como pessoa que foi, de carácter generoso, dedicado, simples, comunicativo, esforçoso e leal, quer como genial artista,  ambos os aspetos da sua personalidade - o seu legado e a sua figura humana - , dificilmente poderão ser esquecidos, tanto  por aqueles que com ele privaram ou, mesmo até, simplesmente, por quantos apenas conheceram os seus magníficos trabalhos – Puderam admirar o vasto   património artístico de quem, ao longo da sua vida, procurou dar-lhe um profundo e  genuíno sentido através da sublimação da arte, da  beleza singular das suas maravilhosa telas.

Hotel HILTON - CANVAS Brasil- Foi um dos espaços, em que, o autor apresentou, em 29 de Agosto de 2009, um conjunto de 30 de suas mais originais obras de arte, segundo o que então foi referido: 

Tendo sido sublinhado quem “na exposição do Canvas Galeria, estarão sendo apresentadas 30 obras originais de fases mais recentes, divididas em quatro estilos diferenciados, porem cordatos entre si. Para cada fase de sua vida, o artista expressou-se de forma compulsória dentro da tela, revelando recônditos da alma sofrida e abalada. No contraste do inusitado de sua técnica com o resultado surpreendente, Ramanefer consegue transmitir a sensibilidade dos visionários, dos pesquisadores da alma, dos identificadores do âmago de cada Ser Humano https://www.artmajeur.com/pt/ramanefer/news



Tal como é referido nos seus dados biográficos, o pintor luso-brasileiro, falecido em 2013,  viveu  25 anos em São Paulo,  “onde sua carreira artística brilhou ao lado da carreira de negócios”.


“Viaja com frequência adquirindo conhecimento da arte Universal, que adota em seus trabalhos numa mescla de estudos esotéricos e técnicas revolucionárias dentro da pintura. Retorna a Portugal aos 43 anos, e dedica-se exclusivamente a sua arte. Aos 47 anos, o artista inclina-se definitivamente a sua arte, e passa a realizar obras primas que o situaram dentro dos maiores nomes da arte ocidental. Expõe por todo Portugal, e passa a ter destaque nos meios artísticos e sociais, desenvolvendo-a intensamente sua vocação artística. http://ramanefer.blogspot.com/2013/09/blog-post_2374.html

“Pintou seu primeiro quadro aos 8 anos, usando a tela como um pedaço de folha de idade. Para ele, a desenhar e pintar e uma afirmação da personalidade, uma realização tão convincente e natural como tristeza e conversar.


Ao longo dos anos sua arte foi tomando dimensões, classificadas em 5 fases,  que levariam” a uma maturidade técnica e espiritual.

No Brasil, iniciou o "Green Stage", talvez as memórias do lugar onde foi criado, paisagens pintura, flores, borboletas, toda a natureza. 


Depois veio o "Stage Académico", inicialmente fazendo autor-retratos varia. A perfeição dos traços a serem observados, parecem deixar em sua alma. Ramanefer recria pessoas, coisas e animais cheios de imaginação e sensibilidade. Nesta fase, Ramanefer pinta um expressivo "A Última Ceia", quase em tamanho natural; Cristos e Madonnas Anjos também fazem parte desta fase.

Ramanefer passa "Phase mitológico" pintar o mar, sereias e tudo o que é visto entre o céu e o mar. http://newsmerchandising.blogspot.com/2014/07/artes-em-exposicao-e-vendas.html

EXPOSIÇÕES  E DISTINÇÕES
1975 - Diploma e medalha ?ANA NERI?
Diploma Condição no Grau de Cavaleiro
Diploma e medalha ?GL Barão de Taquari?, com a obra ?as rosas?
Diploma de Comendador pela S.B.E.I ? Sao Paulo
1978 - Diploma e homenagem de S.B.E.I. Imigração Japonesa no Brasil ? Sao Paulo
1979 - Diploma e medalha ?mérito Artístico Carlos Gomes?, com a obra ?as Mulatas?
1977 - Diploma e medalha ?João Ramalho? - Sao Paulo
1980 - Diploma e medalha do ?Mérito Municipalista? ? Sao Paulo
1980 - Diploma e medalha cultural e cívica ?Olavo Bilac? ? Sao Paulo
1981 - Diploma e medalha ?Tiradentes?, conferida pela S.B.E.I ? Sao Paulo
1981 - Diploma de mérito da Associação Dos Deficientes Físicos do Brasil ? Sao Paulo
Diploma da ordem do mérito municipalista no grau de cavalheiro ? Sao Paulo
1983 - Diploma e medalha de honra ao mérito ?Guilherme de Almeida? ? Sao Paulo
1984 - Diploma admitindo RAMANEFER no grau de grande oficial pela S.B.E.I - Sao Paulo
1984 - Diploma conferido como "Mestre" no 3° salão MAAC - Sao Paulo
1984 - Diploma do 2° encontro de artes plásticas ?Adelfha Figueiredo? ? Sao Paulo
1987 - Diploma de mérito por sua colaboração ao ?Clube dos Bancários do Brasil? ? Sao Paulo
1990 - Diploma da casa de Portugal (A.B.A.S e Ass. Paulista de Belas Artes) - Sao Paulo
1986 - Diploma pela exposição ?Expo Portuguesa d?alem Mar?- feira internacional de Lisboa ? Associação industrial Portuguesa Lisboa ? Portugal
1982 - Medalha de ouro pela obra ?Paisagem Brasileira?, 1° salão de artes plásticas de Iguape ? Sao Paulo
1983 - Medalha comemorativa à visita de ?sua Santidade o Papa João Paulo II? ao Brasil por sua obra ?A família Hebraica?- Sao Paulo
1984 - Medalha de ouro pela obra ?A Família? - VIII salão Arquidiocesano de belas artes
1984 - Medalha de honra ao mérito pela obra ?Floresta tropical? exposição de arte da semana da pátria - São Paulo
1984 - Medalha do mérito da ABCD, Associação Brasileira de Cultura pela obra ?inocência de Maio? salão do circulo militar ? Sao Paulo
1990 - Medalha da Comunidade Portuguesa do Estado de Sao Paulo por serviços prestados
1983 - Certificado ?mansão honrosa Padre Manuel da Nóbrega?, oferecido pelo instituto histórico e cultural Pero Vaz de Caminha - Sao Paulo
1984 - Certificado do instituto historio e cultural Pero Vaz de Caminha, pelo valor artístico e cultural de suas obras ? Sao Paulo
1984 - Certificado com o premio ?Menção especial?, atelier de Carmo ? Sao Pauo
"REPRESENTANTE - BELAS ARTES"
1985 - Representante ? Sócio da A.B.A.S, Academia de belas artes de Santana - Sao Paulo
1985 - Representante internacional da A.B.A.S - Sao Paulo
1986 - Representante em Portugal da diretoria da A.B.A.S, secção assuntos internacionais - Sao Paulo
1984 - Associado n° 14: secção pintura do grupo português de artes ?Jose Malhoa? - Sao Paulo
1992 - FIAP - artes PORTIGUAL"
FIAP 1992 - Festival Internacional de las Artes de los pequeños formatos Porto - Portugal CASINO DE ESTORIL - PORTUGAL
2008 - CAVAS Hotel Hilto São Paulo - amostra de obras acervo do artista http://ramanefer.blogspot.com/