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quarta-feira, 10 de junho de 2020

“Espírito e Graça de Camões” - De Luiz de Oliveira Guimarães” - Livro com o qual o autor pretende reconciliar a juventude com a obra de Camões, por via do estafados métodos de aprendizagem dos Lusíadas, em vez de se apostar na admirável beleza dos seus versos.

JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA 

Luiz Oliveira Guimarães - 1900-1998 - Amigo e contemporâneo de Fernando Pessoa - Excerto de uma extensa e honrosa entrevista que me concedeu, em sua casa, nos anos 80 - Transmitida parcialmente na Rádio Comercial-RDP- - Magistrado, escritor, jornalista, dramaturgo, ensaísta, cronista,  advogado, conferencista, humorista, autor de uma vasta obra literária,  além de inúmeras crónicas e artigos da imprensa  

“Espírito e Graça de Camões”  - De Luiz de Oliveira Guimarães

Obra literária, com a qual o autor  pretende reconciliar o Camões, com a mocidade, justificando,  que, nos liceus, os jovens “são esfacelados com os métodos de aprendizagem sobre os  Lusíadas: – Saímos do liceu  e da faculdade de Letras, com uma péssima impressão do Camões e nunca o lemos mais, porque, os professores nos conseguem incompatibilizar com o Camões:  porque, em vez de nos explicarem as belezas dos Lusíadas, fazem dos Lusíadas orações e analisarem  o completo direto, o sujeito, o predicado, etc. De maneira, que eles incompatibilizam o rapaz ou a rapariga com o Camões.




Fico sempre espantado, porque, não há absolutamente nada do Camões senão o que ele nos deixou na sua obra.

Nos não sabemos quando ele nasceu Não sabemos quando Camões morreu: sabe-se que morreu no dia 10 de Junho mas desconhece-se o ano. A única coisa que sabemos é que ele morreu no dia 10 de Junho  mas não sabemos ao certo o ano

Como não se sabe nada, tudo é conjectural; tudo se presta a todas as conjeturações e artifícios: A única coisa que sabemos de Camões é o que transparece na sua obra: dos Lusíadas, dos sonetos: não há um documento, não há nada.

Figura  ímpar da Vila do Espinhal, Penela, em particular, mas também uma figura do panorama cultural português do século XX, que assumia na mesma pessoa, a singeleza da cultura de raiz popular, com o fino espírito dos intelectuais do seu tempo - A par de um gracioso sentido de humor e de simplicidade

Há uma rua com o seu nome em Lisboa, e, o ano, passado, foi criada a Casa Museu, em Penela, dedicada  ao acervo documental da sua obra, além disso foi também  criada uma Bienal de Humor com o nome Luís de Oliveira Guimarães com o objetivo de manter viva a memória de um filho do concelho e um dos mais talentosos dos humoristas do seu tempo.


 Com o livro " Espírito e a Graça de Camões", pretendi mostrar que, o Camões,  dentro daquela admirável forma , que ele tinha, é  uma pessoa, perfeitamente legível! E que, todos devem ler, porque, além do seu saber,  tinha uma graça  espantosa.


Jurista de profissão, Luís de Oliveira Guimarães considerado  um criativo e humorista por convicção, tendo colocado o seu saber e a sua pena ao serviço das letras como pedagogo humorista, como cronista irónico e como dramaturgo satírico. Figura ímpar da Vila do Espinhal, em particular, mas também uma figura do panorama cultural português do século XX, que assumia na mesma pessoa, a singeleza da cultura de raiz popular, com o fino espírito dos intelectuais do seu tempo. - Pormenores da sua biografia, mais à frente


POSSUIDOR DE UM VASTO E NOTÁVEL CURRÍCULO


Luiz de Oliveira Guimarães, o Espírito de uma Época

Por: Osvaldo Macedo de Sousa
19 de Abril de 1900 - Nasce na Quinta do Castelo em Espinhal (Penela) Luíz de Abreu Alarcão de Oliveira Guimarães, filho de António Alves de Oliveira Guimarães e Maria da Glória Alarcão Vellasques Sarmento A 16 de Julho de 1900 - Baptizado na Igreja Matriz do Espinhal pelo vigário Manuel Parada d’Eça.
Os primeiros passos e as primeiras letras aprendeu-as no Espinhal, onde o seu primeiro mestre escola lhe ensinou que “a instrução serve, principalmente, para avaliar, não o que sabemos, mas o que ignoramos!”. E toda a sua vida será uma eterna pesquisa sobre o que ele ignora, e mais ainda o que todos nós ignoramos.
Ainda criança foi viver para Lisboa, onde acabou seus estudos primários. O primeiro ano Liceal fê-lo no Liceu da Lapa (1910-11), passando depois para o Pedro Nunes (1911-1915) acabando no Liceu Camões.


1917 - Está na Universidade de em Coimbra a cursar Direito, transferindo-se  em 1918 para Lisboa onde terminaria o curso a 4 de Dezembro de 1922. A tradição familiar, ligada à Jurisprudência levou-o ao curso de direito, mais não seja por uma questão civilizacional: “/…/ uma civilização só merecerá o nome de civilização quando a luta pela vida se travar no campo do direito. O ideal seria que todas as manifestações da actividade humana coubessem dentro duma fórmula jurídica. Mas se ainda não foi possível atingir esse ideal, se essa possibilidade pode muito bem-estar até, cada vez menos, ao alcance da nossa mão, nada nos aconselha a renunciar á glória suprema de procurar atingi-lo: pelo contrário o nosso esforço deverá redobrar dia a dia, no convívio desse misterioso capricho humano que nos faz desejar mais ardentemente os frutos que não podemos colher. A mais nobre missão do homem e, sobretudo, do homem de leis é a de concorrer, de algum modo, para efectivação desse ideal.” (O Direito ao Riso pág. 11).


1918 - Jornalismo - Inicia-se no jornalismo como corresponde do jornal portuense “Vida-Moça”, um periódico cultural que como ele próprio se definia semanário de teatros, arte, literatura, sport e nas páginas de “A Capital”. Depois nos inícios da década de vinte colaborará com “A Manhã”, “O Mundo”… abrindo assim um caminho de experiências e contactos.

“Ninguém ignora que o verdadeiro escritor, como o verdadeiro artista, não se faz: nasce. O estudo e a prática podem dar, e dão sem dúvida, a cultura e a experiência, - mas não dão a vocação, que constitui uma bênção dos Deuses. O que sucede, frequentemente, é a vocação do escritor e do artista conservar-se adormecida até que uma causa a desperte, em regra uma causa literária ou artística” (O Espírito e a Graça de Fialho pág. 21)


“Há quem se queixe da impertinente curiosidade dos jornalistas. Não é justo. O dever do jornalista é informar. Para informar necessita, previamente, de se informar. A curiosidade constitui parte do seu ofício.
- O que fazia Deus Nosso Senhor antes de criar o Mundo? - Perguntava, uma vez, na catequese, um garoto de dez anos ao padre-mestre.
O padre ficou uns momentos, perplexo e, depois, explicou:



- Preparava o Inferno para os curiosos.
Se assim foi, enganou-se, salvo o devido respeito. Os curiosos não estão no Inferno: estão no jornalismo ou, como agora se diz, na Comunicação Social. A menos que a Comunicação Social não seja o tal Inferno preparado por Deus Nosso Senhor para os curiosos.” (Segredos a Toda a Gente – 7/3/1982).



1923/1932 - O Escritor– Data das suas primeiras publicações bibliográficas:
“Bonecas que amam” (Poesia)
“Arte de conhecer mulheres” (crónicas)
“O Direito ao Riso” (Monografia)
“As Blagues do Dr. Bonifrates” (blagues)
1924 – “O Chiado” (c/ João Ameal) (fait-divers)
“Loló, Biri, Záza” (Novela) (Capa de Fernando Santos)
1925 – “As Criminosas do Chiado” (c/ João Ameal) (novela)
“Saias Curtas” (capa de Cunha Barros) (crónicas)
1926 – “Caixa de Amêndoas” (Poesia) (capa de Ramalho Pedro)
1927 – “Cabelos Cortados” Diálogos)
1928 – “O Diabo , mestre de Dança” (crónicas)
1929 – “O Rei Maganão” (Subsídios para a História)
1931 – “Os Santos Populares” (Monografia)
“O Direito no Teatro de Gil Vicente” (Estudo)
1932 - “O Problema Jurídico do Transito” (comentários juridícos)
…..
1923 - CARREIRA JURÍDICA – Inicia-se a sua carreira profissional no universo do Direito a 8 de Agosto, primeiro como Ajudante da 2ª Conservatória do Registo Predial de Lisboa e a partir 8 de Dezembro como Subdelegado do 3º Juízo das Transgressões de Lisboa.
A sua carreira profissional desenvolver-se-á sempre no Ministério Público ao longo de década e meia:

1923/1932 - O Escritor– Data das suas primeiras publicações bibliográficas:
“Bonecas que amam” (Poesia)
“Arte de conhecer mulheres” (crónicas)
“O Direito ao Riso” (Monografia)
“As Blagues do Dr. Bonifrates” (blagues)
1924 – “O Chiado” (c/ João Ameal) (fait-divers)
“Loló, Biri, Záza” (Novela) (Capa de Fernando Santos)
1925 – “As Criminosas do Chiado” (c/ João Ameal) (novela)
“Saias Curtas” (capa de Cunha Barros) (crónicas)
1926 – “Caixa de Amêndoas” (Poesia) (capa de Ramalho Pedro)
1927 – “Cabelos Cortados” Diálogos)
1928 – “O Diabo , mestre de Dança” (crónicas)
1929 – “O Rei Maganão” (Subsídios para a História)
1931 – “Os Santos Populares” (Monografia)
“O Direito no Teatro de Gil Vicente” (Estudo)
1932 - “O Problema Jurídico do Transito” (comentários juridícos)
…..
1923 - CARREIRA JURÍDICA – Inicia-se a sua carreira profissional no universo do Direito a 8 de Agosto, primeiro como Ajudante da 2ª Conservatória do Registo Predial de Lisboa e a partir 8 de Dezembro como Subdelegado do 3º Juízo das Transgressões de Lisboa.
A sua carreira profissional desenvolver-se-á sempre no Ministério Público ao longo de década e meia:

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